10º Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água reforça a importância da irrigação eficiente
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Na tarde desta terça-feira (10), o Auditório Central da Expodireto Cotrijal sediou a 10ª edição do Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água. O evento reuniu especialistas, produtores e representantes de entidades para debater soluções voltadas à irrigação e ao manejo sustentável, fundamentais para a resiliência dos solos e o fortalecimento da produção agrícola.
A programação contou com palestras técnicas sobre planejamento de irrigação, uso legal da água e experiências práticas de produtores. O engenheiro agrônomo Fernando Cirolini, difusor técnico de Produção Vegetal da Cotrijal, destacou que a região vem ampliando a adoção da irrigação em resposta às mudanças climáticas. “Buscamos soluções que garantam uma produção agrícola mais sustentável, com foco em irrigação eficiente, outorga de uso da água e integração lavoura-pecuária. Nosso objetivo é mostrar ao agricultor como estruturar um projeto de irrigação em todas as suas nuances”, afirmou.Solos mais resilientesO chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemanski, juntamente com o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Giovani Faé, realizaram a abertura do Fórum. Lemanski apresentou dados relativos ao cenário atual das condições de solo.“Os diagnósticos indicam desordem física e química dos solos, com baixa taxa de infiltração de água e basicamente uma grande concentração de nutrientes na primeira camada (7 a 10 cm). Há uma grande desordem química na camada subsuperficial, identificada em mais de 40% das 379 mil análises de solos realizadas entre 1984 e 2022, com presença de alumínio tóxico e a ausência dos níveis críticos mínimos de fósforo e potássio. Essa desordem nos levou ao que chamamos de efeito do rio sanfona, que enche rapidamente e esvazia rapidamente", destacou Lemanski.Para Faé, a discussão sobre os elementos químicos no solo é muito relevante atualmente. Ele realizou a mediação entre os painelistas e o público presente, destacando que “o grande desafio é fazer chegar no campo as tecnologias e romper as barreiras criadas pela falta de conhecimento”.Diferentes perspectivasNo primeiro painel, Paula Hofmeister, assessora da presidência do Sistema Farsul, abordou a produção sustentável nas atividades agrossilvipastoris. Ela afirma que o Brasil se destaca como um grande exemplo para a sustentabilidade na atividade rural. “Somos modelo de agricultura sustentável em conferências e para outros países que buscam um modelo de produção que concilie a mitigação e o sequestro de carbono com as atividades produtivas, produzindo cada vez mais, de forma eficiente e qualificada”, explicou.Logo em seguida, foi a vez de Francisco Antonello Marodin, do Departamento dos Recursos Hídricos (DRHS) e saneamento da SEMA/RS. Ele ressaltou que a outorga não deve ser caracterizada apenas como um documento cartorial pois, “quando bem aplicada, é crucial para o empreendimento, considerando critérios técnicos, econômicos e administrativos”. Segundo ele, o Rio Grande do Sul é o estado com maior retirada de água no país, impulsionado historicamente pela irrigação de arroz, o que ressalta a necessidade de uma gestão eficiente da água na região. Marodin apresentou as principais leis e políticas públicas, registrando também a importância em participar dos Comitês de Bacias.O cenário atual da irrigação no Rio Grande do Sul foi analisado pelo painelista Cleiton Dalla Santa, especialista em irrigação: “hoje são cerca de 8 milhões de hectares irrigados, com potencial para chegar a 55 milhões de hectares. Há, portanto, uma enorme área a ser explorada com diferentes sistemas de irrigação, seja por superfície ou inundação, aspersão ou pivot central, entre outros”. Na avaliação de Dalla Santa, o acesso ao crédito ainda representa um desafio para o avanço da irrigação no estado.O encerramento ficou por conta do produtor rural Emerson Schardler, de Boa Vista do Cadeado/RS, que apresentou seu case de sucesso na integração lavoura-pecuária com irrigação. “Desde 2015, a irrigação nos proporciona estabilidade e segurança para planejar o ano agrícola. Conseguimos manter uma média constante de produtividade, reduzindo riscos e garantindo melhores resultados”, relatou o produtor rural.Por Fabiane Gomes | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal






















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