A memória da imigração holandesa é tema de seminário

@AssocHolandesa

A valorização da cultura holandesa trazida pelos seus imigrantes ao Brasil e vivenciada ao longo das novas gerações foi tema de Seminário promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Turismo e Associação Holandesa de Não-Me-Toque, na noite desta segunda-feira, dia 25 de junho.


Na abertura do evento, realizado no auditório da Prefeitura Municipal, o Coral Municipal se apresentou, com a execução de músicas nacionais e internacionais. Após, a palestrante convidada Renate Stapelbroeck, antropóloga e candidata a doutorado pela Universidade de Tilburg (Países Baixos) tratou da imigração holandesa no Brasil, em especial, no Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. No Rio Grande do Sul, segundo Renate, "os holandeses não tiveram apoio financeiro do Reino da Holanda, como as outras colônias. Aqui eles precisaram ser acolhidos pelos gaúchos", explica.


A antropóloga ressaltou a importância da preservação da cultura histórica dos imigrantes. Ela diz que um dos objetivos da sua pesquisa é enriquecer a literatura holandesa com relatos, vivências, memórias dos holandeses que um dia precisaram deixar o País de origem abalado pela 2ª Grande Guerra, no final dos anos 40, em busca de sobrevivência e prosperidade. “Existe pouco material bibliográfico na Holanda sobre a emigração para o Brasil e também para outros países como Nova Zelândia e Austrália, por exemplo. Por outro lado, sabemos que a emigração dos holandeses se tratava de uma política do governo frente aos problemas causados pela falta de espaço para desenvolvimento da agricultura, pelo medo do comunismo e de governos ditatoriais, além da escassez de recursos causada pela Guerra”, conta.


O encontro entre a antropóloga e a comunidade não-me-toquense trouxe ainda uma série de reflexões sobre como as novas gerações poderão preservar as memórias dos holandeses pioneiros. “Vemos em Não-Me-Toque muitas memórias materializadas como o monumento do casal holandês, a casa étnica, os eventos de maior e menor proporção como Zeskamp, Natal Étnico, e outras confraternizações”, revela.


O seminário, que leva o título Holanda - Brasil. A formação de uma cultura de memória transnacional por transmigrantes holandeses no Brasil e de Brasil (1948-2018), realizado nesta segunda-feira, faz parte de uma programação com continuidade nesta terça-feira, dia 26 de junho, às 19h, no Salão de Atos da Universidade Luterana do Brasil e na quarta-feira, dia 27 de junho, às 18h30, na Sala 305 do Prédio 8 da PUC em Porto Alegre.

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