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Agiotas que realizam cobrança abusiva mediante ameaças, intimidação e violência são alvo de operação

A Polícia Civil realiza, na manhã desta quinta-feira (20), operação para desarticular grupos criminosos que praticam agiotagem e cobrança extorsiva mediante ameaças, intimidação e violência. Em alguns casos, os "cobradores" chegam a desferir tiros contra a casa de pessoas apontadas como devedoras. Doze mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão são cumpridos em Canoas, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Até as 6h40min sete pessoas haviam sido presas. Cerca de 100 policiais civis foram mobilizados, ainda na madrugada, para a operação.


Conforme o coordenador da operação e titular da 1ª Delegacia de Polícia de Canoas, delegado Marco Guns, tratam-se de "células extorsionárias" que atuam com diferentes formas de abordagem às vítimas, mas se reportam e se protegem, para cometerem os crimes, sob os tentáculos de, ao menos, uma facção criminosa que estende suas ramificações por municípios da Região Metropolitana e Vale do Sinos.


Conforme o coordenador da operação e titular da 1ª Delegacia de Polícia de Canoas, delegado Marco Guns, tratam-se de "células extorsionárias" que atuam com diferentes formas de abordagem às vítimas, mas se reportam e se protegem, para cometerem os crimes, sob os tentáculos de, ao menos, uma facção criminosa que estende suas ramificações por municípios da Região Metropolitana e Vale do Sinos.


Numa das células, segundo o delegado, marido e esposa, associados a um terceiro participante, mantêm uma empresa de segurança patrimonial como fachada para efetuarem as extorsões.

— Eles chegam pelo boca a boca entre a comunidade, por panfletos distribuídos em locais de grande circulação de pessoas, até por perfis falsos de rede social. Emprestam valores a pessoas que estão necessitando e depois disso passam a exigir o pagamento de quantias muito superiores aos valores emprestados. A dívida nunca acaba e as pessoas ficam presas em um processo de ameaças e demonstração de força pela violência — descreve Guns.

Para compor um dos seis inquéritos que estão em fase de avançada de apurações na 1ª DP de Canoas, a polícia também utilizou imagens de câmeras de vigilância posicionadas em um bairro de Canoas, que registraram a ação de um dos criminosos, que é alvo da operação. Em abril, agentes haviam deflagrado operação relacionada à mesma investigação.

As gravações, em diferentes ângulos de visão (assista ao vídeo), mostram a chegada de um "cobrador" ao bairro de uma das vítimas. Ele desembarca de um automóvel, caminha até a frente de uma residência e dispara tiros contra a fachada da casa, deixando marcas na parede como um aviso.


Imposição de política do medo por agressão, intimidação e ameaças

De acordo com as investigações, a violência das cobranças também é demonstrada com fotos de armas enviadas por mensagens e áudios intimidadores. Nas falas, os investigados criam uma atmosfera de tensão para amedrontar as vítimas. O método chamou a atenção das autoridades, fortalecendo a conexão com táticas utilizadas por grupos organizados.


Em áudios obtidos pela Polícia Civil (ouça abaixo), os investigados determinam valores a serem pagos, expondo uma das táticas aplicadas pelos criminosos. Numa das abordagens, um dos suspeitos afirma que a pessoa, supostamente devedora, precisa pagar todos os dias R$ 250 como taxa diária por ter contraído o empréstimo que seria de R$ 5 mil.

Segundo este homem, as "diárias" não serão deduzidas do valor. Ele diz que os R$ 250 devem ser pagos até que pessoa consiga reunir os R$ 5 mil para saldar o empréstimo em uma única parcela.

— Tu vai pagar todos os dias os R$ 250 até o momento que tiver o capital pra devolver, entendeu? Não abate os R$ 250 dos R$ 5 mil, entendeu? Todo dia tem que mandar R$ 250 até o dia que tiver os R$ 5 mil pra devolver — afirma o cobrador na mensagem enviada à pessoa que supostamente deve.


Contudo, de acordo com o delegado Marco Guns, mesmo pagando o valor integral do "capital" emprestado, a dívida pode não se extinguir.

— O problema é que estas dívidas nunca serão quitadas. Não importa quanto a pessoa pague, a cobrança não irá parar e vai se tornando cada vez mais violenta, com ameaças de incendiar casas, machucar pessoas da família e atentar contra a vida de quem está sendo cobrado. Até o momento não tivemos conhecimento de nenhum homicídio relacionado aos fatos. Talvez tenhamos descoberto antes de chegar neste ponto — analisa Marco Guns.

O delegado acredita que há mais vítimas e pede que as pessoas procurem a 1ª Delegacia de Canoas para registrarem seus relatos. O contato deve ser feito pelo telefone (51) 3462-7450.


POR GZH


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