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Após reajuste do diesel pela Petrobras, Sulpetro projeta aumento de R$ 0,32 por litro ao consumidor

Os preços dos combustíveis seguem sob monitoramento em Porto Alegre e região metropolitana neste início de semana, em meio às incertezas provocadas pela alta internacional do petróleo diante do conflito no Oriente Médio. Levantamentos em postos da Capital e Região Metropolitana mostram forte variação nos valores, especialmente no diesel, que já chega R$ 8,24 em Canoas.

Na Capital, os valores registrados na manhã de segunda-feira ainda se mantêm próximos aos praticados no final da semana passada. O diesel mais barato foi encontrado a R$ 6,23 na Zona Norte de Porto Alegre, enquanto em outros postos o preço chegou a R$ 7,85.

A gasolina comum também apresenta diferença significativa entre estabelecimentos. O combustível foi encontrado a R$ 5,94 em um posto do bairro Sarandi, enquanto em outros já era vendido a R$ 6,59. Dados da Petrobras indicam que o preço médio tanto da gasolina quanto do diesel no Rio Grande do Sul está em torno de R$ 6,23.

Para veículos flex, o etanol surge como alternativa em alguns postos da Capital, sendo encontrado por valores abaixo de R$ 5 em diversos estabelecimentos. De acordo com a Fecombustíveis, é possível calcular rapidamente qual combustível compensa mais. Basta dividir o preço do etanol pelo da gasolina e, se o resultado for igual ou inferior a 0,7, o etanol tende a ser a opção mais econômica.

Segundo o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro), o mercado segue pressionado por fatores internacionais e por reajustes recentes.

A redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel anunciada pelo governo federal poderia gerar uma queda potencial de cerca de R$ 0,29 por litro no diesel B. No entanto, a Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A vendido às distribuidoras. Considerando a composição do diesel comercializado nos postos, esse reajuste representa impacto aproximado de R$ 0,32 por litro ao consumidor.

Além disso, segundo a entidade, leilões adicionais realizados pela Petrobras registraram ágio entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro, evidenciando tensão no mercado de suprimento. “A instituição ressalta que os postos de combustíveis constituem o elo direto com o consumidor final. Contudo, não possuem qualquer ingerência sobre a formação de preços nas etapas anteriores da cadeia – produção e distribuição –, sendo obrigados a absorver os impactos dessas políticas e das oscilações de mercado para manter o abastecimento e atender à demanda da população”, informou.

Transporte monitora cenário

O aumento do diesel também é acompanhado com atenção pelo setor de transporte. O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) informou que segue monitorando os reflexos do conflito envolvendo o Irã e possíveis impactos no fornecimento global de petróleo.

Segundo a entidade, o diesel representa o principal insumo da atividade e oscilações relevantes no preço afetam diretamente a estrutura de custos das transportadoras. “Como principal insumo da atividade, qualquer alteração relevante no valor do diesel repercute imediatamente no custo operacional das transportadoras. Cada transportador conhece, com precisão, o peso do combustível na sua operação e os reflexos imediatos que oscilações dessa natureza provocam em seus contratos e na sustentabilidade do serviço prestado.”, informou a entidade.

O sindicato também reforçou que o transporte rodoviário de cargas opera com margens reduzidas e não possui capacidade de absorver aumentos expressivos e repentinos em seu principal insumo operacional.

No transporte coletivo, a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATPPOA) informou que a situação permanece igual à registrada na semana passada. As empresas seguem monitorando o cenário e não há registro de redução de linhas ou horários, como já ocorre m outros municípios do interior gaúcho.

A entidade já havia alertado, no entanto, que o aumento do combustível pode pressionar o custo por quilômetro rodado e gerar expectativa de revisão do subsídio pago pela prefeitura para manter a tarifa do sistema.

Correio do Povo



 
 
 

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