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Base do governo quer instaurar CPI das Joias na Câmara dos Deputados

A base do governo na Câmara dos Deputados tenta conseguir apoio para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o suposto esquema de venda ilegal de joias recebidas como presente durante viagens oficias do governo Bolsonaro. A ideia ganhou força após a operação da Polícia Federal que teve como alvos aliados do ex-presidente.


O recolhimento de assinaturas para a instauração da comissão começou quando o caso das joias recebidas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, da Arábia Saudita vieram à tona.

Conforme o autor do pedido, deputado Rogério Correia (PT-MG) será necessário conversar com os parlamentares e ir conquistando apoio para instaurar a CPI a partir desta segunda-feira (14).


Até o momento, são 108 assinaturas. O mínimo para protocolar uma CPI é de 171.

“A gente já sabia que tinha mais coisas a serem reveladas do que só o caso da Michelle, que foi o fato que originou nosso pedido. Acredito que agora, com o escândalo revelado nesta semana, vamos conseguir reunir todas as assinaturas”, afirmou Correia.


Defesa de Bolsonaro Fábio Wajngarten, advogado e ex-chefe da secretaria de Comunicação de Bolsonaro, e que atua na defesa do ex-presidente, disse à CNN que ele e seus colegas do time jurídico não sabiam da operação de recompra de um relógio Rolex nos Estados Unidos.


Conforme Wajngarten, ele estava dando uma orientação jurídica a Cid sobre como proceder, mas desconhecia o paradeiro das joias.


“A defesa não sabia. Eu estava ali para orientá-los a se antecipar a uma decisão que o TCU tomaria, pegar as joias e entregar. Só isso. Eu não sabia onde elas estavam”, afirmou à CNN.


Questionado o motivo de não ter perguntado o paradeiro das joias, Wajngarten afirmou que não cabia a ele essa pergunta naquele momento.


Conforme documentos da Polícia Federal, Wajngarten, debateu o risco de ordem para entrega das joias ao Tribunal de Contas da União (TCU) com Mauro Cid. Ele chegou a dizer que essa operação “foi contaminada por Fred”, que seria Frederick Wassef.


Segundo a PF, Wajgarten conversou com Cid sobre a “contaminação” da operação no dia 15 de março de 2023. A mensagem foi enviada depois que o TCU começar a analisar o caso. Procurado para falar sobre o caso, Wajgarten disse ter olhado seu telefone e não ter encontrado conversas sobre o assunto.


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