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Bob, o cão que nunca deixou a dona, inspirou lei inédita em São Paulo

A história de lealdade de Bob emocionou o país e ultrapassou os muros do Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra. Após acompanhar o enterro de sua tutora, o cão simplesmente ficou. A família tentou levá-lo para casa, mas ele sempre retornava ao cemitério — onde viveu por mais de dez anos.

Carinhosamente chamado de “Bob Coveiro”, ele se tornou presença constante nas cerimônias. Fizesse sol ou chuva, lá estava ele, caminhando entre os túmulos e acompanhando os sepultamentos. Funcionários e visitantes passaram a cuidar do animal, que ganhou fama nas redes sociais após uma campanha de doação de bolinhas — brinquedos que ele adorava pegar, inclusive os deixados em túmulos infantis.

Em 2021, Bob morreu após ser atropelado por uma motocicleta. Em homenagem à sua trajetória, uma estátua foi instalada na entrada do cemitério. Com autorização especial da prefeitura, ele foi enterrado no mesmo local onde viveu — tornando-se o único animal sepultado ali até então.

A comoção gerada por sua história inspirou a criação da chamada “Lei Bob Coveiro”. Sancionada no estado de São Paulo, a nova norma permite que cães e gatos sejam enterrados no mesmo jazigo de seus tutores, em cemitérios públicos e privados.

Segundo a SP Regula, os municípios ainda irão regulamentar detalhes técnicos e sanitários, como tipo de recipiente e regras para sepultamento. Todos os custos serão de responsabilidade das famílias.

Especialistas destacam que a medida contribui tanto para a saúde pública quanto para o processo de luto. Mais do que uma mudança legal, a lei reconhece oficialmente o papel dos pets como membros da família — um legado que nasceu da fidelidade silenciosa de Bob.



 
 
 

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