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Brigada Militar atendeu ocorrência de injúria racial


Uma ocorrência com acusação de injúria racial contra uma criança foi registrada no início da noite da última quinta-feira, no Bairro Industrial em Não-Me-Toque.


Segundo o que consta no boletim policial, a mãe de duas crianças foi quem acionou a Brigada Militar. Com a chegada dos policiais as crianças apresentaram uma mesma versão, de que o acusado ao passar pela rua em que brincavam falou palavras de injúria. O acusado nega ter feito tal referência e disse que gritou pelo fato de as crianças estarem próximas a rua.


Não-Me-Toque é conhecida pela união em convívio de diferentes etnias, com uma miscigenação cultural e respeito entre todos.


Sobre o racismo na infância


O Brasil é um país multirracial marcado historicamente pela escravatura e preconceito racial. Estamos em 2022 e ainda é possível nos depararmos com preconceitos e racismo, estes muitas vezes apresentam -se mascarados.


O racismo impacta profundamente a vida da vítima. Quando a violência é com crianças, as marcas são ainda mais intensas; distorções do autoconceito, crises de identidade, ansiedade, dificuldade na aprendizagem, ataques de pânico, depressão, transtorno pós de traumático, baixo autoestima, transtornos emocionais, de pensamento e de comportamento são alguns dos muitos danos associados aos prejuízos psicológicos causados em crianças vítimas de racismo.


A infância é uma fase de construção do sujeito, e é através do olhar do outro que a criança se constitui. É imprescindível salientar a importância da família, da escola, da comunidade e dos grupos sociais na formação das nossas crianças, da imagem positiva sobre si, sobre seu papel na sociedade.


Poder esclarecer sobre a diversidade, e acompanhamento psicológico adequado para melhor entendimento além de dar voz as crianças, são estratégias para que possa ser iniciado um processo de tratamento para essas marcas e para a reeducação de toda uma sociedade.


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