Carências na educação

@Eduardo Oliveira / Arte/ZH

A situação do ensino no Rio Grande do Sul, de maneira geral, ainda é mais favorável do que a da maioria dos demais Estados. Ainda assim, relatório divulgado ontem pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) sugere que os candidatos às eleições de outubro precisam reforçar a atenção nessa área. Com base em números oficiais, o documento faz um alerta a gestores públicos e sobretudo à sociedade sobre o esforço que precisa ser feito em âmbito estadual e municipal para garantir o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). 


Um recado particularmente preocupante, deixado pelo documento, é dirigido aos prefeitos, responsáveis pela educação infantil. Os desafios educacionais do Estado começam justamente nessa etapa, que não vem merecendo a atenção necessária, e tem repercussões importantes sobre as demais. Alunos alfabetizados fora da idade recomendável tendem a enfrentar problemas continuados mais à frente, que podem resultar em mau rendimento, repetência e evasão, com consequências relevantes sob o ponto de vista social e econômico. 

O estudo do TCE mostra, por exemplo, que menos de 50% das escolas nos municípios dispõem de berçário e de dependências e vias adequadas a alunos com deficiência ou mobilidade reduzida. O descaso à criança é um termômetro sobre o que pensam gestores públicos em relação à importância do aprendizado. No ano passado, apenas 115 municípios universalizaram o atendimento em pré-escola para a faixa da população de 4 e 5 anos. Dificuldades desse tipo acabam se estendendo ao ensino fundamental e continuam visíveis no nível médio. E ajudam a explicar o fato de a universalização do acesso à escola para a população de 15 a 17 anos ser realidade hoje num reduzido número de municípios gaúchos. 


Os dados chamam a atenção para a necessidade de o Estado investir mais em educação desde cedo, permitindo que os alunos possam enfrentar com menos dificuldade a travessia pelo ensino fundamental e médio. Os números revelados pelo TCE gaúcho mostram que os níveis de investimentos são importantes, mas precisam estar associados a boa gestão para garantir mais eficiência. A sociedade pode contribuir para essa causa, cobrando mais atenção à educação e eficiência por parte dos gestores públicos.

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