CARNE BRASILEIRA É VETADA NA EUROPA! VETO PASSA A VALER EM SETEMBRO
- Jornalismo Portal NMT

- 8 de jun.
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Uma decisão que preocupa o agronegócio brasileiro e impacta diretamente os produtores rurais foi oficializada nesta semana. A União Europeia confirmou a proibição de importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil, com o veto entrando em vigor a partir do dia 3 de setembro de 2026.
Por que o veto foi aplicado?
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União Europeia e tem origem em exigências sanitárias que o Brasil, segundo a Comissão Europeia, ainda não conseguiu comprovar integralmente. O ponto central da questão envolve o uso de medicamentos antimicrobianos ao longo da cadeia produtiva animal — substâncias que a Europa proíbe para tratamento, prevenção e estímulo ao crescimento dos animais.
As regras fazem parte da política europeia de segurança alimentar conhecida como One Health, voltada ao combate do uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre as substâncias restringidas pelos europeus estão virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
Vale ressaltar que a decisão não significa que a carne brasileira esteja contaminada. O problema é essencialmente regulatório, envolvendo rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos em toda a cadeia produtiva.
O que o Brasil precisa fazer para reverter o veto?
Para voltar à lista de países autorizados a exportar para a Europa, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as normas europeias. Os caminhos possíveis são ampliar as restrições legais aos medicamentos proibidos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade e certificação sanitária, o que representa custos adicionais significativos para produtores e frigoríficos.
Em abril deste ano, o governo brasileiro já havia proibido parte dos antimicrobianos usados para estimular a produtividade animal, mas a medida foi considerada insuficiente pelo bloco europeu.
Um impacto de peso para o agronegócio
A União Europeia é um dos principais destinos das exportações brasileiras de proteínas animais, especialmente da carne bovina. A decisão chega em um momento delicado, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, gerando um cenário de incerteza para o setor.
O agronegócio brasileiro aguarda respostas rápidas do governo para reverter a situação antes de setembro. 🌾
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