Carros elétricos crescem e colocam postos de combustíveis em alerta — setor precisa se reinventar
- Jornalismo Portal NMT

- 15 de jun.
- 2 min de leitura
Uma transformação silenciosa, mas profunda, está mudando o setor automotivo e de combustíveis no Brasil. O crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos já começa a impactar os postos de gasolina — e a tendência é de intensificação nos próximos anos.
Números que impressionam
O mercado de veículos eletrificados leves no Brasil fechou 2025 com 223.912 unidades vendidas, registrando novo recorde e crescimento de 26% em relação ao ano anterior. A frota total de eletrificados já se aproxima de 650 mil veículos no país, e as projeções apontam para 1,7 milhão de veículos eletrificados em circulação até 2030, representando cerca de 4,7% da frota total.
O impacto nos combustíveis
O avanço de híbridos e veículos elétricos já provoca desvio mensurável no consumo de gasolina e etanol. Em 2026, cerca de 685 mil metros cúbicos de gasolina equivalente deixarão de ser consumidos em razão da eletrificação da frota. O volume desviado de combustíveis deve praticamente dobrar entre 2026 e 2030, chegando a 1,3 bilhão de litros.
Ainda assim, especialistas ressaltam que não há previsão de queda absoluta na demanda por gasolina e etanol no médio prazo. O que se observa é uma desaceleração no ritmo de crescimento do consumo.
O que isso significa para os postos?
Caso o segmento mantenha esse ritmo de crescimento nos próximos anos, os postos de combustíveis precisarão investir em infraestrutura se quiserem responder a essa nova demanda. Os chamados eletropostos começam a se consolidar como um novo nicho de negócios, com aproximadamente 21 mil pontos de recarga públicos e semipúblicos já instalados no Brasil, com grande concentração no Sudeste.
O desafio é grande: a maior parte dos equipamentos disponíveis é de carregamento lento, levando entre 1h30 e 2 horas para recarga completa. Os modelos mais avançados de carregamento rápido, que reduzem o tempo para cerca de 30 minutos, têm custo acima de R$ 500 mil por unidade, dificultando novos investimentos.
Um novo cenário para o setor
A eletromobilidade deixou de ser uma aposta futura. Ela já está transformando o setor energético brasileiro agora. Para os postos de combustíveis, a mensagem é clara: adaptar ou ficar para trás. A pergunta já não é se os elétricos vão crescer, mas em que ritmo os postos conseguirão se reinventar.
Fonte: GaúchaZH / StoneX / Jornal do Comércio / Diário do Comércio | PORTALNMT






















Comentários