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Caxiense apontada por engano como financiadora de atos em Brasília tem bens desbloqueados

Os bens da caxiense Terezinha Fátima Issa da Silva foram desbloqueados, por volta das 17h30 desta terça-feira (24). Ela havia sido apontada por engano como possível financiadora dos atos antidemocráticos em Brasília. O nome de Fátima apareceu erroneamente em uma nota fiscal emitida pela empresa Alex Godoy Transportes Ltda. (de nome fantasia Gravatinha Turismo), referente a um serviço de transporte que levou um grupo de pessoas até o Distrito Federal (DF), no final de semana do dia 8 de janeiro, data do vandalismo. Por isso, ela foi inicialmente citada na lista de veículos e passageiros enviada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) à Advocacia-Geral da União (AGU), que pediu o bloqueio dos bens.

Em entrevista ao Pioneiro, Fátima informou que não teria nenhum envolvimento com o caso, pois não seria apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro e teria inclusive votado no seu adversário, o atual presidente, Lula (PT), nas eleições de 2022. Após a reportagem, a Gravatinha Turismo afirmou que o nome foi incluído na nota fiscal por um erro no sistema, e confirmou o nome de Sheila Ferrarini como a verdadeira contratante do serviço. De acordo com a advogada Monica Seidel, o caso de Fátima está concluído.


Sheila é moradora de Farroupilha e natural de Caxias do Sul. Segundo seu advogado, Maurício Adami Custódio, ela nega veementemente qualquer participação nas invasões e depredações dos prédios dos Três Poderes, e afirma também não ter feito a contratação da empresa (a Gravatinha) no aspecto formal do contrato. A defesa confirma que Ferrarini já está com os bens bloqueados.


Após a notificação do erro pela empresa na Justiça, Sheila foi citada em uma autorização do juiz da 8ª Vara Federal de Brasília, Francisco Alexandre Ribeiro, que ampliou o bloqueio de bens de pessoas e empresas que supostamente financiaram os atos golpistas do dia 8 de janeiro. A decisão ocorreu após ação cautelar da AGU, que pediu o bloqueio de R$ 18,5 milhões em bens dos supostos pagadores pelo fretamento de ônibus.


Investigados da Serra


Além de Sheila, o morador de Bento Gonçalves César Pagatini também está na lista dos supostos financiadores dos atos em Brasília. Ele aparece na lista da ANTT enviada à AGU como contratante de um ônibus que foi ao DF. Em contato com a reportagem, ele diz ter ido a Brasília, mas negou ter relação com os atos golpistas. Seu advogado, Brizola Filho, confirmou que o bento-gonçalvense foi indiciado e está com os bens bloqueados, mas, após a reunião em que fecharam a representação, o advogado não conseguiu mais falar com seu cliente, que ainda não o pagou pelo serviço.


— Está desaparecido das redes sociais, não consegui mais contato — afirmou Brizola Filho. César também não responde aos contatos da reportagem desde o dia 12 de janeiro.

Na sexta-feira (20), o ministro Alexandre de Moraes converteu a prisão em flagrante para preventiva de 942 pessoas, além de garantir liberdade provisória para 464 envolvidos, mediante medidas cautelares. Foram analisadas 1.459 atas de audiência pelo magistrado, relativas a 1.406 detidos.


Segundo apuração de GZH, há 117 gaúchos entre os presos, sendo 82 homens e 35 mulheres. Já entre os que obtiveram liberdade provisória, há oito homens e quatro mulheres do Rio Grande do Sul. Da Serra gaúcha, são pelo menos três pessoas detidas preventivamente: Telmo José Reginatto, morador de Caxias do Sul; Armando Valentin Settin Lopes de Andrade, 46 anos, que é natural de Caxias, mas mora no DF há cerca de 20 anos; e Claudio Servelin, 51, também de Caxias.

Nomes mencionados


  • Sheila Ferrarini: caxiense e moradora de Farroupilha, foi citada pela empresa Gravatinha Turismo como contratante de um ônibus que foi a Brasília. Está com os bens bloqueados pela Justiça, e nega participação em atos violentos e contratação formal do transporte a Brasília.


  • Terezinha Fátima Issa da Silva: caxiense, foi vinculada às investigações como financiadora dos atos, mas empresa Gravatinha Turismo esclareceu que seu nome apareceu por engano em nota fiscal. Já teve seus bens desbloqueados e está liberada judicialmente.


  • César Pagatini: morador de Bento Gonçalves, foi apontado pela AGU como financiador dos atos em Brasília. Esteve em Brasília até pelo menos o dia 12, e negou envolvimento. Seu advogado afirma não estar conseguindo contatar seu cliente, que está "desaparecido das redes sociais".


  • Telmo José Reginatto: morador de Caxias do Sul, aparece nas listas de presos na Papuda por envolvimento nos atos antidemocráticos. Teve sua prisão convertida de flagrante para preventiva. Sua esposa, no dia 16 de janeiro, afirmou que não consegue contato com o marido e que se informa sobre o caso pela imprensa.


  • Armando Valentin Settin Lopes de Andrade: caxiense, mas morador do Distrito Federal há pelo menos 20 anos, está preso preventivamente em Brasília após participação nas invasões dos Três Poderes. Um sócio confirmou que Armando esteve em Brasília.


  • Claudio Servelin: caxiense, também está preso preventivamente acusado de participar das invasões e depredações no DF. O endereço da empresa registrada em seu nome, localizada em Caxias do Sul, está com as portas trancadas, e uma vizinha afirmou que os donos "vêm pouco" ao local.



fonte:GZH

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