CNH mais cara a partir de sexta-feira

@Por Caetano Barreto/Diário da Manhã


O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) publicou, no Diário Oficial do Estado de segunda-feira (28), uma portaria que atualiza as taxas de diversos serviços prestados pelo órgão.


A partir da próxima sexta-feira (1), a emissão da primeira habilitação, renovação, expedição e alteração de documentos de condutores e veículos, passa a ter valores reajustados em 3,86%.


Os novos valores foram publicados tendo como base a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E). Esse cálculo é estabelecido pela Lei Estadual n.° 8.109/1985.

Conforme Cláudio Bairros, atendente de um Centro de Formação de Condutores de Passo Fundo, os CFCs ainda não foram informados dos novos preços.


“Ainda não recebemos a listagem das novas tarifas no sistema, que o Detran envia diretamente para nós. Quem sabe em Porto Alegre isso já tenha acontecido”, aponta.


Repasse na habilitação


São 79 itens da lista de atividades que terão novos preços, aplicados pelas sedes municipais do Detran, depósitos e CFCs. Para efeitos comparativos, Bairros cita o valor de um dos serviços mais buscados nos CFCs.


“A habilitação do tipo B custa hoje R$ 2.186,66, incluindo as taxas e as aulas práticas e teóricas”, explica.

Com a aplicação do reajuste de 3,86%, haverá um acréscimo de R$ 84,10 ao valor final do serviço. Assim, a habilitação tipo B, para condução de carros de dois eixos, passa a valer R$ 2.270,76. Já a habilitação dos tipos A e B, para motocicletas e carros, sofrerá um aumento de R$ 133,80, custando mais de R$ 3,6 mil.


“Quem contratar até o último dia do mês paga o valor atual”, indica Bairros.

Menor reajuste em anos


Com 3,86%, a revisão de valores para os serviços chega ao menor índice nos últimos anos, segundo o Detran. Este percentual já havia reduzido em 2017, quando foi de 4,34%. Isso porque já teve repasses muito maiores, como em 2016, quando teve incremento de 10,71%.

Em 2014, o preço para a habilitação do tipo B recebeu um aumento expressivo de R$ 235,30. No mesmo ano, o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores (SindiCFCs) revindicou um aumento maior que o estipulado. A razão, segundo o sindicato, era de reaver os gastos com os simuladores de condução, equipamento que passou a fazer parte das aulas teóricas naquele ano.