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Condenado pela morte do filho Bernardo, Leandro Boldrini começa a cumprir pena no regime semiaberto

Condenado pela morte do seu filho Bernardo Uglione Boldrini, o médico Leandro Boldrini começou a cumprir sua pena em regime semiaberto. Em decisão proferida na última sexta-feira (14), a Juíza da 2ª Vara de Execuções Criminais da Comarca de Porto Alegre, Sonáli da Cruz Zluhan, determinou que o réu fosse para o regime semiaberto fazendo uso de tornozeleira eletrônica e cumprindo outras medidas cautelares. Segundo a Justiça gaúcha, Leandro apresenta requisito objetivo e subjetivo para a progressão de regime. Ele cumpre a pena condenatória há 9 anos e já cumpriu 2/5 da pena. O prazo para quem é primário e praticou crime hediondo passa para progressão de regime. O Ministério Público do Rio Grande do Sul informou que vai recorrer da decisão.

Leandro Boldrini

Leandro Boldrini é acusado pelo Ministério Público de ser o mentor intelectual do plano que levou à morte do filho, Bernardo, de 11 anos, em abril de 2014. O réu responde pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (motivo torpe, motivo fútil, e emprego de veneno e dissimulação), ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Em 2019, ele foi julgado e condenado, a 33 anos e 8 meses de prisão, juntamente com os outros três acusados. Já em dezembro de 2021, uma decisão da 1ª Câmara Criminal do TJ-RS anulou o julgamento de Leandro considerando que houve quebra da paridade de armas durante o interrogatório do médico. Em março deste ano, o réu foi novamente a júri. O julgamento foi realizado na Comarca de Três Passos e durou 4 dias. A Juíza titular da 1ª Vara Judicial e Presidente do Tribunal do Júri, Sucilene Engler Audino acolheu o veredito do Conselho de Sentença que considerou o réu culpado pelo homicídio quadruplamente qualificado e por falsidade ideológica. Leandro Boldrini foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver ficando com a pena total foi de 31 anos e 8 meses de reclusão. Cinco dia após a acusação o réu foi encaminhado ao Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) da capital para atendimento e avaliação psiquiátrica após retornou a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Caso

Bernardo Boldrini tinha 11 anos quando desapareceu, em Três Passos, no dia 04/04/14. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, enterrado em uma cova vertical em uma propriedade às margens do rio Mico, na cidade vizinha, Frederico Westphalen.

No mesmo dia, o pai e a madrasta da criança, Graciele Ugulini, foram presos, suspeitos, respectivamente, de serem o mentor intelectual e a executora do crime, com a ajuda da amiga dela, Edelvania Wirganovicz. Dias depois, Evandro Wirganovicz foi preso, suspeito de ser a pessoa que preparou a cova onde o menino foi enterrado.


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