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Cotrijal estuda instalação de indústria de etanol em Não-Me-Toque


No último dia 14 de dezembro, o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite assinou o projeto de lei que institui o Programa Estadual de Produção de Etanol Amiláceo, o Pró-Etanal. O projeto tramita na Assembleia Legislativa. A proposta prevê uma política estadual de estímulo à produção de etanol baseada em matéria-prima de amiláceos ou fontes de amido. A intenção é reduzir a dependência do RS do etanol externo.


Com a criação do programa, terras sem uso no inverno serão melhor aproveitadas. Dados da Embrapa Trigo indicam que o Estado tem seis milhões de hectares de grão cultivados no verão. No inverno, a área plantada é de apenas 1,2 milhão de hectares.


Triticale, aveia branca, cevada, centeio e até mesmo trigo de menor qualidade são algumas das possibilidades para compor o leque de matérias-primas para etanol. Sorgo granífero, arroz gigante e batata-doce também são opções.


Em entrevista à reportagem do Portal NMT, o presidente da Cotrijal Nei César Mânica afirmou que está no planejamento estratégico da cooperativa avançar para o setor de industrialização com a instalação de uma indústria de produção de etanol no município de Não-Me-Toque. "Estamos em contato com o Governo do Estado, avaliando esse projeto que deverá modificar o ICMS das culturas de trigo e triticale para que possamos transformar essa cultura de inverno que é uma necessidade importante para o produtor ter mais renda, porque hoje 91% do álcool que é usado no Rio Grande do Sul vem de São Paulo e do Paraná e nós produzimos só 9%. Então, nós temos uma grande oportunidade com a equalização do ICMS com os outros estados do Brasil, deixa nós competitivos e dá pra pensar sim, logo ali na frente, discutir uma ideia de industrialização de trigo e triticale," afirmou Mânica.

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