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Cotrijal: Uma noite de debate para elas

O estande da Cotrijal na Exposol 2023 quase ficou pequeno diante da grandiosidade do debate realizado na noite de sexta-feira (30). O videocast Noite D’Elas da Tua Rádio Cristal de Soledade, em parceria com a Cotrijal, reuniu cinco mulheres para falar sobre a importância da atuação feminina no agronegócio e no cooperativismo.


A conversa contou com a mediação da comunicadora Mariana Teixeira e a participação de Patrícia Rosin, coordenadora de desenvolvimento cooperativista na Cotrijal; Márcia Bergmann, produtora rural e facilitadora do Comitê Mais Elas da Cotrijal; Martina Muttoni, engenheira agrônoma na Unidade da Cotrijal em Soledade; e Vitória Pancotte, produtora e integrante do Programa Mais Elas. O momento ainda teve a apresentação artística da jovem cantora Lívia Dias da Silva.

Um programa só delas

O debate começou abordando o Programa Mais Elas, lançado pela Cotrijal em outubro de 2022. A iniciativa tem como objetivo promover capacitações e incentivos para potencializar a participação feminina no cooperativismo e no agronegócio.


“A Cotrijal tem quase três décadas de ações sérias voltadas para a valorização e a força da mulher do campo e no cooperativismo, incluindo a realização do Encontro de Mulheres, que chega este ano a sua 28ª edição. E o Programa Mais Elas é uma consequência de todo esse trabalho que já vinha sendo feito, com o propósito de expandir a capacitação das mulheres. Segundo o levantamento realizado pelo comitê do programa, são mais de nove mil produtoras com potencial para participar das ações da cooperativa”, explica Patrícia Rosin.


O programa conta com um calendário de ações para 2023, e já realizou algumas atividades desde o início do ano. Um dos destaques foi o Dia de Campo Mais Elas, realizado em fevereiro com a participação de mais de 350 mulheres dos 53 municípios de atuação da cooperativa.


“As produtoras querem aprender. Elas querem palestras que ensinem tudo relacionado ao campo, desde a produção até a gestão. No dia de campo as mulheres tiraram muitas dúvidas com os técnicos e técnicas. Foi uma experiência muito rica”, comenta Márcia Bergmann.


Para participar do Programa Mais Elas da Cotrijal, a mulher deve ser associada a cooperativa ou ter algum vínculo com um produtor associado – ser esposa, filha ou neta. Basta a interessada procurar a unidade Cotrijal mais próxima e indicar seu interesse em participar do projeto. Após esse primeiro contato, uma das facilitadoras dará sequência a integração da produtora ao programa.

Os desafios da mulher no campo

Outro assunto debatido no videocast foi a dificuldade da atuação da mulher em um ambiente com maior participação masculina, como o caso da agronomia.

“Os desafios começaram ainda na graduação, pois em uma turma de 50 eramos apenas seis mulheres. E no campo é preciso passar confiança para o produtor. Após me formar fui para o Mato Grosso do Sul, trabalhar como responsável técnica em uma fazenda de mais de 10 mil hectares e com 120 funcionários. As mulheres no local eram apenas as cozinheiras e eu”, relembra Martina Muttoni.

Atualmente a Cotrijal conta com 936 colaboradoras. Em relação aos cargos de campo dos departamentos técnico e veterinário, 28% são ocupados por mulheres. Martina usa seu conhecimento e experiência para gerar impacto no campo e mostrar os melhores caminhos ao produtor.

Ela também destaca que, pelo fato de ser mulher, conta com o apoio das produtoras e sente que elas ficam mais confortáveis em tirar dúvidas com ela. “Por estar inserida dentro da cooperativa, os desafios ficam muito menores, pois conto com o reconhecimento da Cotrijal e dos produtores, e isso me motiva”, finaliza a engenheira agrônoma.

A participação feminina na gestão da propriedade

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as mulheres comandam 31% das propriedades rurais no Brasil. Além disso, está crescendo a participação feminina nos processos de tomadas de decisão relacionadas a produção e a gestão do negócio. E isso também foi tema do videocast Noite D’elas.

A produtora Vitória Pancotte e o marido entenderam que a melhor opção para realizar um bom trabalho no campo seria a divisão das tarefas. Ele ficou responsável pela lavoura e ela é quem gerencia toda a pecuária.

“Foi um processo natural, nós trabalhamos em um sistema familiar em que cada um é responsável por uma área. Mas o importante é que conversamos bastante. Trocamos ideias, tomamos decisões e realizamos juntos a gestão financeira”, pontua Vitória Pancotte, que trabalha com um rebanho de 56 animais e cuida de toda a operação leiteira.

A rotina da Vitória inicia cedo, antes das seis da manhã, com o trato dos animais e a ordenha das vacas. E as atividades seguem até o final do dia. A produtora enfatiza que a assistência técnica e veterinária da Cotrijal auxilia muito no dia a dia da família.



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