Delegado Gerri fala sobre as condições de trabalho dos policiais e o atraso nos vencimentos


Em entrevista à Rádio Ceres na última semana, o Delegado da Polícia Civil de Não-Me-Toque, Gerri Adriani Mendes realizou uma prestação de contas do Grupo de Apoio à Polícia Civil - GAPC. Na ocasião, Gerri também falou sobre as condições de trabalho dos policiais e o atraso nos vencimentos.


Inicialmente Gerri apresentou alguns números que também foram divulgados durante a audiência pública realizada pelo GAPC no dia 18 de junho, no Plenário Dr. Otto Stahl da Câmara de Vereadores. Entre os dados levantados pelo Delegado, destacam-se o número de depoimentos e ocorrências registradas nos últimos anos.


Segundo Gerri, em 2017 a Delegacia ouviu o depoimento de 1.886 pessoas. Com a chegada dos estagiários, o número de oitivas aumentou para 3.039, ou seja, 60% a mais que em 2017. O aumento também foi notório no registro de ocorrências. Em 2017 foram 1.592 ocorrências. Nos últimos 10 meses esse número aumentou para 2.385.


Sobre as condições de trabalho, Gerri afirmou que especialmente nos últimos 4 anos, o Governo Estadual tem atrasado cada mês mais o pagamento dos salários. "O atraso dos salários têm desmotivado a classe policial, mas mesmo assim, a gente vê que o pessoal está trabalhando, não houve abandono," afirmou.


Já sobre as horas extras, Gerri destacou que a Polícia Civil, em especial a investigatória realiza as diligências normalmente a noite e aos finais de semana, em turnos invertidos se comparado com o trabalho da maioria. "Em Não-Me-Toque, cada policial acumula aproximadamente 100 horas na banca de horas. O Estado não paga o salário em dia, não paga as horas extras e também não temos como compensar as horas, pois somos em poucos policiais e precisamos estar a serviço da comunidade."


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