Dr. Anaor Aguiar fala sobre a doença de Alzheimer, possíveis causas e prevenção
- Jornalismo Portal NMT

- 19 de set. de 2018
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O Lar do Idoso São Vicente de Paulo de Não-Me-Toque com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social realizou na última quarta-feira (12), o 1º Seminário Regional da Doença de Alzheimera. O evento aconteceu em dois turnos, tarde e noite, no Centro Catequético da Paróquia Cristo Rei.
Um dos palestrantes do evento foi o Médico, com especialização em medicina do trabalho, cirurgia, geriatria e medicina estética, Dr. Anaor da Silva Aguiar. Anaor apresentou as fases da doença, causas, fatores de risco e prevenção.
1ª Fase: leve
É a fase inicial. É muito confundida com o envelhecimento normal, que pode contar com alguns pequenos esquecimentos.
Na fase leve, a pessoa ainda é independente e apresenta algumas dificuldades de memória recorrentes (esquece com frequência nome de objetos, pessoas e datas, por exemplo).
A pessoa consegue realizar atividades cotidianas, como fazer sua higiene e alimentação. Em funções mais complexas, como finanças, uma dificuldade maior já começa a ser notada. Alguns sintomas são:
Alterações da memória;
Dificuldade para aprender coisas novas;
Discreta perda da memória remota, ou seja, o paciente começa a ter problemas para lembrar de memórias antigas.
Desorientação espacial: o paciente não reconhece bem o lugar onde está.
Mudanças de humor e sintomas de depressão, como apatia, perda de iniciativa, etc.
Nesta fase, a linguagem, as habilidades motoras e a percepção continuam bem. O doente é capaz de manter uma conversa, é sociável e compreende a comunicação, como gestos, entonação, etc.
2ª fase - intermediária
A duração média dessa fase é entre dois e dez anos, podendo variar de pessoa para pessoa. É uma fase em que os sintomas chamam mais a atenção e costumam ser vistos como um “alerta” aos familiares.
Na fase intermediária os sintomas da fase inicial ficam mais graves, além de outros sintomas:
Afasia – O doente começa a ter dificuldades na fala e linguagem
Apraxia – O doente tem dificuldades em realizar funções básicas (como se vestir, por exemplo)
Perder-se em ambientes conhecidos
Perde um pouco a capacidade de reconher de amigos, familiares, locais. Ainda consegue recordar de ambientes familiares e orientações pessoais, como seu nome e idade.
Começa a descuidar da sua higiene pessoal. Fica confuso em relação as suas memórias, dizendo lembrar ou reconhecer algo que não conhece.
Começam as manifestações neurológicas em forma de debilidade muscular, como alterações de postura, caminhada, entre outros.
Aparecimento de sinais psicóticos, como alucinações e ilusões.
O doente pode perder o interesse por passatempos e atividades das quais gostava antes
Ele pode repetir várias vezes os mesmo atos, como dobrar várias vezes a mesma peça de roupa.
Pode ter alucinações
Está cada vez mais dependente
Pode apresentar vagância
Tem dificuldades de realizar ações motoras
Pode apresentar incontinência urinária
Pode emagrecer
3ª fase - final
Nessa fase, os sintomas cerebrais se agravam. Os músculos podem ficar mais rígidos e podem aparecer tremores e crises epiléticas.
O doente pode ser mostrar mais apático e vai tendo mais dificuldade de realizar sozinho coisas simples, como tomar banho e comer.
Os sintomas mais comuns são:
Dependência total
Incontinência urinária e fecal
Tende a não querer falar
O doente tende a preferir ficar na posição fetal
Fica cada vez mais restrito à cama ou ao sofá
Pode apresentar escaras
Perda de peso
Infecções urinárias e respiratórias freqüentes
Pode parar de se comunicar
4ª fase - terminal
Nesta fase, os sintomas da fase final se agravam. Esta é a última fase da evolução da doença de Alzheimer. Os sintomas são:
Incontinência urinária e fecal
A pessoa fica acamada
Prefere a posição fetal
Não fala mais
Disfagia (se alimenta através da alimentação enteral)
Pode ter mais infecções de repetição
Qual a causa da Doença de Alzheimer?
Os investigadores estão a descobrir rapidamente mais dados sobre as alterações químicas que provocam danos às células cerebrais na Doença de Alzheimer. Mas para além das pessoas que desenvolvem a Doença de Alzheimer Familiar, não se conhece o motivo pelo qual uma pessoa desenvolve a doença e outra não.
Estão a ser investigadas várias causas suspeitas da Doença de Alzheimer, incluindo fatores ambientais, perturbações bioquímicas e processos imunitários. A causa pode variar de pessoa para pessoa e pode ser devida a um ou a vários fatores.
Existe algum tratamento disponível?
Até à presente data não existe cura para a Doença de Alzheimer. No entanto, existem algumas medicações que parecem permitir alguma estabilização do funcionamento cognitivo nas pessoas com Doença de Alzheimer, nas fases ligeira e moderada.
Os medicamentos também podem ser prescritos para sintomas secundários, como inquietude e depressão, ou para ajudar a pessoa com Doença de Alzheimer a dormir melhor.
Prevenção:
Praticar atividade física, comer de forma equilibrada e manter a mente sempre funcionando são medidas capazes de afastar (ou pelo menos retardar) as chamadas demências, grupo de doenças que inclui o Alzheimer



















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