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Dr. Anaor Aguiar fala sobre a doença de Alzheimer, possíveis causas e prevenção


O Lar do Idoso São Vicente de Paulo de Não-Me-Toque com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social realizou na última quarta-feira (12), o 1º Seminário Regional da Doença de Alzheimera. O evento aconteceu em dois turnos, tarde e noite, no Centro Catequético da Paróquia Cristo Rei.


Um dos palestrantes do evento foi o Médico, com especialização em medicina do trabalho, cirurgia, geriatria e medicina estética, Dr. Anaor da Silva Aguiar. Anaor apresentou as fases da doença, causas, fatores de risco e prevenção.


1ª Fase: leve


É a fase inicial.  É muito confundida com o envelhecimento normal, que pode contar com alguns pequenos esquecimentos.


Na fase leve, a pessoa ainda é independente e apresenta algumas dificuldades de memória recorrentes (esquece com frequência nome de objetos, pessoas e datas, por exemplo).


A pessoa consegue realizar atividades cotidianas, como fazer sua higiene e alimentação. Em funções mais complexas, como finanças, uma dificuldade maior já começa a ser notada. Alguns sintomas são:

  • Alterações da memória;

  • Dificuldade para aprender coisas novas;

  • Discreta perda da memória remota, ou seja, o paciente começa a ter problemas para lembrar de memórias antigas.

  • Desorientação espacial: o paciente não reconhece bem o lugar onde está.

  • Mudanças de humor e sintomas de depressão, como apatia, perda de iniciativa, etc.

  • Nesta fase, a linguagem, as habilidades motoras e a percepção continuam bem. O doente é capaz de manter uma conversa, é sociável e compreende a comunicação, como gestos, entonação, etc.


2ª fase - intermediária


A duração média dessa fase é entre dois e dez anos, podendo variar de pessoa para pessoa. É uma fase em que os sintomas chamam mais a atenção e costumam ser vistos como um “alerta” aos familiares.


Na fase intermediária os sintomas da fase inicial ficam mais graves, além de outros sintomas:

  • Afasia – O doente começa a ter dificuldades na fala e linguagem

  • Apraxia – O doente tem dificuldades em realizar funções básicas (como se vestir, por exemplo)

  • Perder-se em ambientes conhecidos

  • Perde um pouco a capacidade de reconher de amigos, familiares, locais. Ainda consegue recordar de ambientes familiares e orientações pessoais, como seu nome e idade.

  • Começa a descuidar da sua higiene pessoal. Fica confuso em relação as suas memórias, dizendo lembrar ou reconhecer algo que não conhece.

  • Começam as manifestações neurológicas em forma de debilidade muscular, como alterações de postura, caminhada, entre outros.

  • Aparecimento de sinais psicóticos, como alucinações e ilusões.

  • O doente pode perder o interesse por passatempos e atividades das quais gostava antes

  • Ele pode repetir várias vezes os mesmo atos, como dobrar várias vezes a mesma peça de roupa.

  • Pode ter alucinações

  • Está cada vez mais dependente

  • Pode apresentar vagância

  • Tem dificuldades de realizar ações motoras

  • Pode apresentar incontinência urinária

  • Pode emagrecer


3ª fase - final


Nessa fase, os sintomas cerebrais se agravam. Os músculos podem ficar mais rígidos e podem aparecer tremores e crises epiléticas.


O doente pode ser mostrar mais apático e vai tendo mais dificuldade de realizar sozinho coisas simples, como tomar banho e comer.


Os sintomas mais comuns são:

  • Dependência total

  • Incontinência urinária e fecal

  • Tende a não querer falar

  • O doente tende a preferir ficar na posição fetal

  • Fica cada vez mais restrito à cama ou ao sofá

  • Pode apresentar escaras

  • Perda de peso

  • Infecções urinárias e respiratórias freqüentes

  • Pode parar de se comunicar


4ª fase - terminal


Nesta fase, os sintomas da fase final se agravam. Esta é a última fase da evolução da doença de Alzheimer. Os sintomas são:

  • Incontinência urinária e fecal

  • A pessoa fica acamada

  • Prefere a posição fetal

  • Não fala mais

  • Disfagia (se alimenta através da alimentação enteral)

  • Pode ter mais infecções de repetição

Qual a causa da Doença de Alzheimer?


Os investigadores estão a descobrir rapidamente mais dados sobre as alterações químicas que provocam danos às células cerebrais na Doença de Alzheimer. Mas para além das pessoas que desenvolvem a Doença de Alzheimer Familiar, não se conhece o motivo pelo qual uma pessoa desenvolve a doença e outra não.

Estão a ser investigadas várias causas suspeitas da Doença de Alzheimer, incluindo fatores ambientais, perturbações bioquímicas e processos imunitários. A causa pode variar de pessoa para pessoa e pode ser devida a um ou a vários fatores.


Existe algum tratamento disponível?


Até à presente data não existe cura para a Doença de Alzheimer. No entanto, existem algumas medicações que parecem permitir alguma estabilização do funcionamento cognitivo nas pessoas com Doença de Alzheimer, nas fases ligeira e moderada.

Os medicamentos também podem ser prescritos para sintomas secundários, como inquietude e depressão, ou para ajudar a pessoa com Doença de Alzheimer a dormir melhor.


Prevenção:


Praticar atividade física, comer de forma equilibrada e manter a mente sempre funcionando são medidas capazes de afastar (ou pelo menos retardar) as chamadas demências, grupo de doenças que inclui o Alzheimer

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