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Em crise, Correios fecham 11 agências no Rio Grande do Sul — e mais unidades podem ser encerradas

Uma notícia que preocupa moradores de diversas regiões do estado: entre o final de maio e o início de junho, os Correios fecharam 11 agências no Rio Grande do Sul. Os fechamentos fazem parte do plano de reestruturação da estatal, que enfrenta uma crise financeira de proporções bilionárias.

Onde foram fechadas as agências?

As unidades encerradas estão distribuídas em diferentes regiões do estado:

📍 Porto Alegre — 4 agências fechadas, nos bairros Praia de Belas (Foro Central), Agronomia (Campus do Vale/UFRGS), Vila Jardim (Av. Protásio Alves) e Partenon (Av. Bento Gonçalves) 📍 Caxias do Sul — 2 agências, nos bairros Ana Rech e Galópolis 📍 Gramado — 1 agência 📍 Rio Grande — 1 agência 📍 Triunfo — 1 agência 📍 São Leopoldo — 1 agência 📍 Derrubadas — 1 agência

Os Correios informaram em nota que o atendimento segue disponível em outras unidades nos municípios, mas moradores afetados demonstram insatisfação com a medida, especialmente em regiões mais afastadas dos centros urbanos e com maior concentração de idosos.

Uma crise financeira sem precedentes

Os números explicam as medidas. No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões. Em 2025, o prejuízo acumulado chegou a R$ 8,5 bilhões, com resultados negativos consecutivos desde o final de 2022.

Como parte do plano de reestruturação, a estatal anunciou o fechamento de mil das cerca de 6 mil agências próprias no país. No Rio Grande do Sul, são aproximadamente 500 unidades próprias. Além disso, os Correios tomaram empréstimo de R$ 12 bilhões junto ao Tesouro Nacional no final de 2025 e colocaram bens à venda.

Mais fechamentos a caminho?

Embora os Correios afirmem que não há previsão de novos fechamentos nas próximas semanas, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do RS (Sintect-RS) alerta que outras unidades gaúchas estão na mira, incluindo centros de distribuição em Porto Alegre.

PDV com baixa adesão

Dentro do plano de reestruturação, os Correios lançaram um programa de demissão voluntária. A expectativa era de 10 mil adesões em 2026, mas apenas cerca de 3,1 mil funcionários aderiram em todo o Brasil — no RS, aproximadamente 85. O sindicato aponta que as condições oferecidas foram pouco atrativas.

Para especialistas, os fechamentos e o PDV são medidas paliativas que não resolvem o problema estrutural da empresa: o desequilíbrio crescente entre receitas em queda e despesas em alta. 📮

Fonte: GaúchaZH | PORTALNMT



 
 
 

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