Falta emprego para mais de 27 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com IBGE

@Claudia Rocha

Principal tema abordado em debates e nas campanhas eleitorais, o desemprego tem sido a grande preocupação dos brasileiros.E não é para menos, os números assustam. Segundo levantamento recente do IBGE, falta emprego para mais de 27 milhões de pessoas no país.


A chamada taxa de subutilização da força de trabalho inclui os desempregados, os subocupados, que são aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais em serviços provisórios, e a força de trabalho potencial que representa aqueles que gostariam de trabalhar, já procuraram emprego, mas não encontram.

A reportagem percorreu agências de emprego na região central de São Paulo. Na fila, estava Simone Barros, de 42 anos:

Simone, que é responsável pelo sustento da mãe e de uma irmã com problemas de saúde, está longe de representar um caso isolado. De acordo com o IBGE, neste segundo trimestre mais de 3 milhões de brasileiros estão há mais de dois anos procurando trabalho, e sem desistir, como conta a paulistana Simone Barros:

Mas, nem todos os brasileiros que fazem parte da estatística continuam procurando. Sem perspectiva de que a situação econômica do país melhore, muitos desistem e são classificados pelo IBGE como desalentados.

A tendência de desalento, segundo Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, é maior entre a população mais velha e entre os jovens, mas, no cenário atual de crise econômica, não só estes perfis estão no quadro de desalentados, como comenta o diretor do Dieese:

Os desalentados já somam quase 5 milhões de pessoas. De acordo com Clemente Ganz Lúcio, o crescimento do número tem relação com a capacidade ociosa das empresas que deixam de produzir em cenários de instabilidade econômica:

O diretor técnico do Dieese destaca que em períodos de melhora na economia o cenário de desalento é completamente oposto:

Enquanto a criação expressiva de empregos é uma perspectiva futura, na fila do Centro de Apoio ao Trabalhador, órgão da prefeitura de São Paulo, está Valdomiro Bento, de 52 anos, que ficou desempregado há 2 meses após um corte do quadro de funcionários no prédio onde trabalhava:

Na mesma fila, estava a jovem Vitória Ferreira, de 21 anos, que não procura emprego, mas também é exemplo da precarização trabalhista instaurada nos últimos anos; ela foi contratada como CLT e reivindica direitos que não foram pagos pelo chefe enquanto ocupava o posto de auxiliar administrativa em um restaurante:

O desemprego entre os jovens na faixa etária de 14 a 24 anos é recorde: 28% deles estão sem trabalho, mais do que o dobro da média nacional.

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