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Governo prevê arrecadar R$ 14 bilhões com alta no imposto de importação

O Ministério da Fazenda estima arrecadar R$ 14 bilhões extras neste ano após elevar o imposto de importação sobre mais de mil produtos. A medida, adotada no início de novembro, busca proteger a indústria nacional e reforçar o caixa para ajudar no cumprimento da meta de superávit fiscal.

Entre os itens afetados estão smartphones, freezers, painéis com LCD ou LED, além de bens de capital — como máquinas e equipamentos — e produtos de informática e telecomunicações. Em alguns casos, a alíquota subiu até 7,2 pontos percentuais.

Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo tem adotado medidas para recompor as contas públicas. A equipe econômica argumenta que houve aumento expressivo das importações desses setores, com crescimento acumulado de 33,4% desde 2022 e participação superior a 45% no consumo interno — nível considerado preocupante para a cadeia produtiva nacional.

Importadores criticam a decisão e apontam possíveis impactos na competitividade e na inflação. Já o governo classifica a medida como “moderada e focalizada”, defendendo que ela ajuda a reduzir vulnerabilidades externas e a conter concorrência considerada assimétrica.

O debate ocorre em meio a movimentos internacionais de proteção comercial. Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump excedeu sua autoridade ao impor amplo aumento de tarifas sobre parceiros comerciais, derrubando parte da medida.

Apesar do aumento das tarifas no Brasil, o governo permitirá pedidos de redução temporária a zero para determinados produtos até 31 de março, com concessão provisória por até 120 dias.

Estudo do Centro de Debate de Políticas Públicas aponta que o Brasil ampliou sua abertura comercial nos últimos anos, mas ainda mantém nível inferior ao de outras economias emergentes comparáveis.


 
 
 

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