Hospitais Notre Dame: Você já ouviu falar em nódulo solitário de pulmão?

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Você já ouviu falar em nódulo solitário de pulmão?


Define-se o nódulo pulmonar solitário como a lesão discreta, com diâmetro entre 3 mm e

3 cm, que é completamente circundada por parênquima.


Frequentemente, tais nódulos são detectados de modo acidental, ao realizar-se uma radiografia de tórax. Nesses exames, contudo, as densidades de tecidos moles não pulmonares – como imagens de mamilos, verrugas, nódulos cutâneos e anormalidades ósseas – podem ser confundidas com nódulos pulmonares. Estes, por sua vez, caracterizam-se como malignos (câncer primário ou metastático) ou benignos (não cancerosos).


Mais de 90% dos nódulos com menos de 2 cm de diâmetro são benignos, como cistos ou tumores como hamartomas. Entre as causas para o seu desenvolvimento, estão doenças autoimunes, infecções por fungos e tuberculose.


Mesmo assim, é natural que a detecção de um nódulo motive a preocupação acerca do câncer – seja de pulmão ou proveniente de um outro órgão, disseminando-se para o pulmão.


São mais propensas ao desenvolvimento de nódulos malignos as pessoas que vivem a partir da sexta década de vida e fumam ou fumaram, por mais de 20 anos, cerca de 20 cigarros por dia. Também é muito importante a ocorrência de câncer de pulmão nos familiares. Raramente, porém, a exposição a produtos químicos e à radiação podem ser precursores da doença.


Dessa forma, em um paciente jovem, com nódulo pulmonar solitário de 0,4 cm, sólido, calcificado, bem definido e estável por mais de dois anos, a probabilidade de um processo benigno é extremamente alta. Já em um paciente idoso, tabagista, com nódulo pulmonar de 3 cm de diâmetro, não calcificado, especulado e com evidência de duplicação do seu volume em seis meses, o risco de a lesão ser maligna é muito elevada.


Por isso, é recomendado estimar probabilidades, antes da realização de teste de malignidade em pacientes que apresentem nódulo pulmonar solitário – seja qualitativamente, a partir de julgamento clínico, ou quantitativamente, por meio de modelos validados cientificamente.


O primeiro passo é, portanto, uma revisão das radiografias de tórax. Caso o paciente possua exames antigos, a simples comparação com o atual pode ajudar a definir a natureza do nódulo.


A tomografia computadorizada de tórax também colabora para a avaliação do nódulo, pois ela oferece um melhor detalhamento anatômico, permitindo identificar calcificação e gordura com maior precisão. Além de possibilitar a observação das características do nódulo, como tamanho, densidade e cavitações, o exame é fundamental para o diagnostico diferencial, já que oportuniza a detecção de diversas alterações, tais como linfadenopatias, bronquiectasia, tumores, cistos e nódulos pulmonares, alguns estágios de câncer de esôfago, aneurisma de aorta torácica, efusão pleural, pneumonia e suas complicações, tamponamento cardíaco e edema pulmonar, entre outras.


Quanto ao tratamento recomendado, ele pode ser de observação ou cirúrgico.


O primeiro é indicado se a presunção de doença maligna for muito baixa e a lesão menor que 1 cm de diâmetro ou se o paciente não for candidato à intervenção cirúrgica, de modo que a lesão seja monitorada ao terceiro mês após a sua identificação, ao sexto mês e, então, anualmente, por dois anos. Se, ao longo desse período, ela não crescer, provavelmente é benigna.


Já quando as causas não malignas são pouco prováveis, recomenda-se aos pacientes a ressecação – a não ser que a cirurgia esteja contraindicada em razão de baixa função pulmonar e comorbidades.




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