Hospital Notre Dame Júlia Billiart: Diagnóstico precoce aumenta chances de cura no caso de linfomas.

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Câncer do sistema linfático – responsável pela defesa do organismo –, o linfoma ocorre quando uma célula adoece e dissemina-se descontroladamente pelo organismo. Assim, em vez de proteger o corpo contra vírus, bactérias e fungos, entre outros parasitas, essas células acabam tornando-se malignas.


Os linfomas se dividem em Hodgkin e Não Hodgkin. O primeiro acomete de 10% a 20% das pessoas, geralmente crianças e adultos jovens, e é mais comum no sexo masculino, sendo que a doença pode surgir em qualquer parte do corpo. Já o linfoma Não Hodgkin acomete cerca de 60% das crianças entre cinco e quinze anos, também atingindo homens e mulheres na fase adulta.


Entre as diversas formas de tratamento existentes atualmente, as mais convencionais são a quimioterapia, a radioterapia e o transplante de medula óssea. Há, contudo, alternativas terapêuticas, que atingem diretamente as células cancerosas sem alcançar as células sadias, o que torna o tratamento mais produtivo e acarreta menos efeitos colaterais aos pacientes. Nesse caso, ele inclui a imunoterapia com anticorpos monoclonais e, mais recentemente, a utilização de moléculas-alvo, ou seja, terapias celulares específicas que agem dentro das células.


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se 10 mil casos novos da doença por ano. Entretanto, há grandes chances de cura a partir do diagnóstico precoce. Por isso, recomenda-se que as pessoas estejam atentas ao seu corpo, pois o linfoma pode vir acompanhado de febre, perda de peso e coceira persistente – sintomas que podem também ser comuns a outros tipos de doenças. A patologia pode começar em qualquer lugar do corpo em que existam células linfáticas, mas é mais comum surgir em nódulos do pescoço, axilas e região da virilha.


Fonte: ASCOM HNDSS Luzia Camargo e Caroline Beccari