Incêndio no semiaberto foi criminoso, aponta laudo


Foto e reportagem: Jornal Diário da Manhã

A suspeita das autoridades acabou se confirmando. Conforme laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), o incêndio ocorrido no dia 25 de março, no prédio do Instituto Penal de Carazinho (IPC), prédio localizado ao lado presídio e que abrigava detentos dos regimes aberto e semiaberto, foi criminoso.

Conforme informações do Setor de Investigação (SI) da Delegacia de Polícia (DP) de Carazinho, que investiga o caso, o laudo do IGP confirma que o fogo iniciou a partir de ato criminoso, com o uso de combustível.

Segundo a Polícia Civil, o laudo aponta que foram três focos de incêndio no mesmo momento, dois numa galeria e um em outra. Três apenados são suspeitos de terem participação direta no caso. “Esses três apenados, inclusive, já haviam sido conduzidos ao regime fechado porque já suspeitávamos deles. Eles tiveram a regressão de regime e permanecem presos”, informa Márcia Daumling, diretora do Presídio Estadual de Carazinho (Pecar).

A direção do Pecar abriu um procedimento para investigar as circunstâncias do incêndio. A Polícia Civil de Carazinho tem a expectativa de concluir o Inquérito referente a esse caso até o final desta semana.

Os apenados que estavam no prédio do semiaberto no dia do incêndio foram transferidos para outras casas prisionais do estado. A direção do presídio aguarda um laudo do setor de engenharia da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) sobre as condições do prédio do IPC.

Além de vários episódios de incêndios em prédios do semiaberto terem acontecido neste ano no Rio Grande do Sul, não foi a primeira vez que algo semelhante aconteceu no IPC. Em outubro de 2016 o prédio já havia sido atingido por um incêndio, que, segundo a perícia, também foi criminoso.

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