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Mais um período de estiagem aflige agricultura e pecuária familiar


O terceiro ano seguido de estiagem vem causando inúmeros problemas para a agricultura e a pecuária familiar. No total, já são 122 municípios em situação de emergência. Há registros de grandes perdas em culturas como milho, feijão, soja, na cadeia leiteira, dentre outras. Em alguns municípios, já falta água até mesmo para consumo humano e dos animais.


Visando a encontrar alternativas para amenizar os prejuízos causados aos(as) agricultores(as) e pecuaristas familiares, na tarde de ontem, terça-feira (18/01), a Fetag-RS reuniu, através de videoconferência, a coordenação das 23 regionais sindicais para elaboração de uma pauta com medidas a serem entregues ao governo do Estado do Rio Grande do Sul.


O documento foi entregue no começo da noite ao secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos. Representaram a Fetag-RS na reunião o presidente, Carlos Joel da Silva; o tesoureiro-geral, Agnaldo Barcelos; e o engenheiro agrônomo, Kaliton Prestes.


A pauta entregue está dividida em duas: medidas emergenciais, para enfrentar o problema atual, e medidas estruturantes, visando a evitar que novos períodos e escassez de chuva ocasionem mais prejuízos.


DEMANDAS EMERGENCIAIS

1) Suplementar os recursos da defesa civil para que seja possível disponibilizar água potável através de caminhões pipa para o consumo humano e/ou dessedentação animal nos municípios atingidos pela estiagem;

2) Estrutura e recursos do Estado para abertura e limpeza de bebedouros para dessedentação animal da pecuária de corte e leite;

3) Liberação do pagamento da parcela de do SOS Estiagem aos agricultores que, mesmo enquadrados, ficaram de fora do primeiro e segundo lotes e implementar mais uma parcela aos agricultores impactados na safra 2022/2023;

4) Anistia do Programa Troca-troca de milho e forrageiras para as lavouras que foram perdidas com a estiagem;

5) Reabertura do período para manifestação de interesse para o Programa de Sementes Forrageiras, uma vez que o período foi encerrado em momento que os agricultores não tinham dimensão da gravidade da estiagem;


DEMANDAS ESTRUTURAIS

1) Implementar com urgência o Programa Pró-Irriga RS com os seguintes eixos: abertura e construção de reservatórios de água de acordo com o sistema produtivo dos agricultores; subsídio para aquisição de equipamentos de irrigação; assistência técnica para o manejo do solo e da água;

2) Fortalecimento do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (FEAPER) com recursos federais e estaduais para a implementação de políticas públicas de combate às mudanças climáticas.


As demandas da Fetag-RS já sendo analisadas pelo governo do Estado. A partir de hoje, quinta-feira (19/01), terá continuidade a construção das soluções com o secretário do Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini e sua equipe.


A Fetag-RS também já tem a pauta para o governo federal, que precisa urgentemente definir uma prorrogação das dívidas, especialmente as que não amparadas pelo Proagro e Seguro Rural.




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