Melhora na qualidade do trigo gaúcho diminui importações

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O trigo vem ganhando importância e qualidade no Rio Grande do Sul nos últimos anos. De acordo com dados do IBGE, na safra 2020 foram colhidas cerca de 2,3 milhões de toneladas, cultivadas em 950,9 mil hectares. Para a safra atual, a estimativa é de que a produção supere a marca de 3 milhões de toneladas, com aumento também na área de plantio, ultrapassando 1 milhão de hectares.


Devido ao empenho dos agricultores gaúchos, o trigo produzido no Rio Grande do Sul, que antes era utilizado apenas para a fabricação bolachas, massas, rações e farelos, melhorou muito a sua qualidade e agora integra as receitas de pão, que até pouco tempos atrás necessitava de trigo argentino para a sua produção.


O aumento nas áreas destinadas ao cultivo do cereal se deve ao novo momento registrado pelos produtores, que passaram a receber um valor considerado justo, apesar do aumento no custo de produção, que subiu cerca de 27% devido aos reajustes nos insumos, tais como fertilizantes, óleo diesel e defensivos.


Por se tratar de uma cultivar de inverno, o trigo começará a ser plantado nas próximas semanas e deverá ter sua área ampliada no Estado, fazendo da próxima safra a segunda maior da década. A cotação da saca de trigo que estava em R$45,00 saltou para cerca de R$80,00. No entanto, a agricultura familiar ainda vive momento de incerteza diante do aumento expressivo da alíquota do Proagro que passou de 6,5% para 7% no Pronaf e de 6,5% para 8,5% no Pronamp, além do risco de extinção do Proagro Mais.


O cereal é a quarta maior cultura financiada no Rio Grande do Sul, ficando atrás da soja, do milho e do arroz. No ano passado, representou um desembolso de R$1.3 bilhões em 25 mil contratos que financiaram 750 mil hectares. O restante, cerca de 250 mil hectares são plantados com recursos próprios ou de cooperativas no sistema de troca.