Mendonça de Barros analisa perspectivas dos mercados agrícolas para 2019

@AscomCotrijal

Os “embates comerciais” entre o presidente americano Donald Trump e a China beneficiam o Brasil na demanda de grãos e têm ajudado a manter em alta os preços das commodities agrícolas desde a quebra da safra da Argentina. A informação é do sócio-diretor da MB Agro e consultor em mercado agrícola, Alexandre Mendonça de Barros, que ministrou palestras para produtores de toda área da cooperativa. Na segunda, 27, a reunião foi no parque da Expodireto, em Não-Me-Toque, e nesta terça, 28, em Lagoa Vermelha. 


Na palestra “Perspectivas da economia e dos mercados agrícolas em 2019” o economista falou sobre tendências envolvendo o mercado internacional e interno, o cenário político e o mercado de grãos de soja e milho. “Essa política distorsiva entre EUA e a China favorece o segmento de grãos. Além da soja, o milho e o algodão, culturas que os chineses devem comprar do Brasil e pagar um prêmio sobre o mercado internacional”, afirmou. 


No cenário interno, Mendonça de Barros traça uma economia equilibrada para o próximo ano, mas afirma que as incertezas no quadro político poderão trazer uma volatilidade enorme na taxa de câmbio. “Tanto o preço do trigo, como da soja e do milho tem como régua a taxa de câmbio. Que pode variar de R$ 3,40 até R$ 5 - hoje em R$ 4,10, dependendo do resultado nas urnas, em outubro”, pontuou. 


Diante do momento de incerteza que ronda o mercado de grãos, o consultou recomendou os produtores ficarem atentos e travarem custos de produção. “Parabenizo, vocês, produtores da Cotrijal que, na grande maioria, anteciparam a compra de insumos e travaram por grão. Neste momento, a minha recomendação é que o produtor se organize e trave por grão pelo menos os insumos necessários que têm como base de custo o dólar. Imagina se o câmbio tem um recuo na época da colheita para R$ 3,50 ou R$ 3,40? A perda será significativa”, alertou. 


El Niño - Barros também chamou a atenção para uma safra de verão com tendência para El Niño que é mais favorável para a soja no Sul do Brasil. 

Atentos às oportunidades  Para o associado Gilberto Picinin, de Tapera, que acompanhou palestra em Não-Me-Toque, quanto mais informado, mais chance terá o produtor de acertar nas suas escolhas. “São informações muito  preciosas”, destacou. 


“Produzir a gente sabe, o mais difícil é acertar a melhor hora de negociar produção. Por isso, é fundamental estar atento”, enfatizou o produtor Cleber Luiz Mazzuti, de Três Pinheiros. Ele planta 600 hectares, com o pai Otacílio e os irmãos Claudivan e Clairton. Precavido, o grupo familiar garantiu todos os fertilizantes ainda na colheita da safra de verão e, através de lotes futuros, já negociou parte da safra 2018/19. 


Oportunizar o melhor negócio ao produtor faz parte da missão da Cotrijal. “Precisamos ser cada vez mais assertivos. Além de dicas de mercado, o produtor teve um panorama do cenário político e projeções de clima”, destacou o vice-presidente Enio Schroeder, que representou a Cotrijal no evento, que teve a parceria da Syngenta. 


“O que se desenha é uma boa safra, mas desde que o produtor faça a sua parte e antecipe insumos, travando custos de parte da produção. A palestra serviu para alertar nesse sentido”, destacou o gerente regional da Syngenta, Rafael Chioquetta.  


Para o superintendente de Produção Agropecuária, Gelson Melo de Lima, a iniciativa de trazer uma das maiores autoridades em análises de mercado agrícola para dialogar com os produtores caracteriza bem o papel da cooperativa. “Estar sempre atenta às tendências de mercado e ajudar o produtor a não errar diante das incertezas”, frisou. 

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