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Médico suspeito de abusar de pacientes em Palmeira das Missões é preso preventivamente

@ Vinicius Coimbra /Diário da Manhã

Um médico foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (15) acusado de abusar de duas pacientes atendidas no plantão do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital de Caridade de Palmeira das Missões.


A prisão, decretada pela Justiça, ocorreu a pedido do Ministério Público e foi cumprida pela Polícia Civil em um consultório onde ele atendia em Panambi.


As investigações apontaram que o médico, a pretexto de examinar as pacientes, tocou partes íntimas de forma injustificada e desnecessária, o que caracteriza violação sexual mediante fraude.


Para o MP, o denunciado violou deveres inerentes ao cargo e à profissão, pois se valeu de seu ofício para atentar contra a intimidade e a liberdade sexual das pacientes.

Desse modo, ele transgrediu regras éticas inerentes ao exercício da Medicina e princípios reitores da Administração Pública, especialmente da legalidade e da moralidade.


A prisão se justifica, conforme o MP, para a garantia da ordem pública e visando evitar a reiteração criminosa. O médico responde a outras duas denúncias por fatos análogos, uma contra uma menina de 12 anos; outra por crime sexual ainda mais grave contra uma gestante, cometidas em posto do SUS, todas em trâmite na Comarca de Panambi.


Além da condenação das penas correspondentes, o MP requereu ao Poder Judiciário a perda do cargo público, caso esteja nesse tipo de função quando for dada a sentença, e também a imediata remessa de cópias dos inquéritos ao Conselho Regional de Medicina e à Prefeitura de Palmeira das Missões. Ainda, o MP pede que a Justiça determine pagamento de indenização às vítimas pelo denunciado.


Nova denúncia


O promotor de Justiça Marcos Eduardo Rauber acredita que outras pessoas possam ter sido vítima do médico. “Em crimes dessa espécie, apenas uma pequena parcela dos fatos são oficialmente conhecidos e apurados, o que leva à conclusão de que muitas vítimas do denunciado possam ainda não ter procurado as autoridades para delatar condutas delituosas similares, fortalecendo a cifra negra das estatísticas criminais”, afirmou.

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