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Nesta semana, Não-Me-Toque completou 1 ano de vacinação contra a covid-19

Não-Me-Toque iniciou a vacinação contra a covid-19 em 20 de janeiro de 2021, imunizando profissionais de saúde e institucionalizados da Casa Betânia e Lar do Idoso São Vicente de Paulo. De lá pra cá, mai de 14.848 pessoas receberam a primeira dose, mais de 13.900 receberam a segunda e mais de 2 mil pessoas receberam a terceira dose, totalizando mais de 80% dos munícipes totalmente imunizados.


Ao longo deste um ano, a vacina dividiu opiniões e este conteúdo pode esclarecer muitas dúvidas, afinal, pessoas vacinadas podem se contaminar com a covid, por que nenhuma vacina disponível no mundo atualmente tem eficácia de 100% contra o vírus Sars-CoV-2, ou seja, não impede que o indivíduo seja infectado e passe a doença para outras pessoas. Mas elas são eficazes de evitar os casos graves da doença, que levam à intubação e à morte.


Quais são as eficácias das vacinas disponíveis no Brasil?


A Coronavac tem uma eficácia global de 50,7%, o que lhe confere esse percentual de chance de imunização. Isso pode não parecer tão alto, mas sua eficácia para casos graves e mortes chegou a 100% nas pessoas que tomaram as duas doses (com intervalo de 14 a 28 dias entre elas). Ou seja, pode haver chance de contrair, mas a de evoluir mal ou morrer é praticamente inexistente em quem toma as duas doses da vacina.


A vacina Oxford/AstraZeneca, por sua vez, conferiu eficácia de mais de 70% na primeira dose. Após a segunda dose, a eficácia chega a quase 100% para casos graves e mortes, desde que se tome as duas no período recomendado – 12 semanas.


A vacina da Pfizer tem eficácia de 91,3% após as duas doses. O esquema para a imunização completa considera a aplicação de duas doses, com um intervalo de 21 dias, segundo a bula. No Brasil, no entanto, o Ministério da Saúde estabeleceu um prazo de até três meses entre as doses.


Posso transmitir Covid-19 mesmo vacinado?

Sim, porque a vacina não previne a infecção, mas as complicações resultantes dela, pelo fato de contribuir com a produção de anticorpos. Como a eficácia de nenhuma vacina disponível é total, nem todo mundo que a recebeu estará livre de contrair o vírus. Mas isso não as invalida, porque estudos realizados com pessoas imunizadas e que se infectaram mostram que a grande maioria apresenta sintomas leves ou fica assintomática.


Por que alguns adoecem mesmo após serem vacinados?

Como a vacina não previne a infecção, as pessoas podem ter Covid-19 e adoecer mesmo vacinadas, porque não houve tempo hábil do organismo responder à vacinação. Apesar dos estudos apontarem que os imunizados têm sintomas mais leves, pode haver casos graves. Eles são raros e geralmente estão relacionados com pacientes idosos, cujas doenças prévias são pioradas com a Covid-19, ou doentes crônicos com diabetes, problemas cardíacos ou pulmonares, que têm seus quadros agravados enquanto a vacina ainda não fez efeito.


Como explicar a morte de pessoas imunizadas?

As mortes por Covid-19 relatadas após a vacinação geralmente têm relação com outras doenças ou comorbidades existentes antes do diagnóstico de Covid-19. Indivíduos com comorbidades costumam ter o sistema imune debilitado. Por isso, em casos de óbitos entre pessoas que tomaram a vacina, deve ser levado em conta o histórico médico e de doenças, além do tempo de imunização. É importante avaliar cada caso, investigar as comorbidades e a faixa etária.


Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil uma pessoa morre a cada 25 mil pessoas que tomam as duas doses da Coronavac, o que equivale a 0,004% dos vacinados. São eventos muito raros.


O experimento realizado pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana (SP), onde quase 98% da população foi vacinada com a Coronavac também mostrou a efetividade da vacina para evitar mortes. Do total de 27.150 voluntários que tomaram as duas doses do imunizante, um morreu em decorrência do novo coronavírus. Isso indicou um índice de mortalidade em vacinados de 0,004%.



TEXTO: PORTALNMT

 
 
 

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