Quem é a pilota brasileira que, aos 29 anos, domina a aviação agrícola

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A 441 km de Porto Alegre, a sudoeste de uma serra cravejada de parreirais e ao lado da fronteira com o Uruguai, fica o município de Dom Pedrito. Apesar de a população não passar dos 40 mil habitantes, a terra onde o acordo de paz da Revolução Farroupilha (1835-1845) foi firmado é farta e ampla, e faz dela um pólo notável de produção nacional de arroz.


Todos os verões, os arrozais de Dom Pedrito e de outros municípios do entorno - Uruguaiana, Itaqui, Santa Vitória do Palmar, Alegrete e São Borja - colorem os pampas de verde erva-mate. Há dois verões, a aviadora Joelize Friedrichs, 29 anos, ajuda a deixar o verde ainda mais nítido.


De novembro a abril, ela troca a cidade natal de Não-Me-Toque (RS) pelo hangar de uma empresa de aviação agrícola no interior de Dom Pedrito. Durante alguns meses, esse é a morada dela e de outros colegas pilotos. Nesse período, lança sementes, ureia e outros insumos sobre as lavouras de arroz, soja e pastagens.


Pilotas e pilotos | “A busca por respeito é a mesma”


Joelize teve de abrir os próprios caminhos por todos os lugares por onde passou. Até hoje é a única aviadora das empresas em que já trabalhou. Foi a primeira aluna do aeroclube onde estudou e a primeira professora a dar instruções sobre aviação agrícola nessa mesma escola.


Como se não bastasse tanto ineditismo, o ambiente agrícola também é predominantemente masculino. Joelize conta que quase a totalidade dos fazendeiros, agricultores, agrônomos, pilotos e clientes com quem convive em seu ofício são homens. Mas a busca por respeito e resultados, diz, é igual.


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