RGE regulariza 4.547 mil fraudes e recupera 21 GWh no primeiro semestre de 2021
São Leopoldo, 06 de setembro de 2021. Com apoio de denúncias, de tecnologia e da polícia, a RGE realizou ações de combate a fraudes e regularizou, apenas no primeiro semestre de 2021, 4.547 gatos de energia em todas as cidades da sua área de concessão.
Na comparação com o mesmo período de 2019 houve aumento de 45%. Já, frente a 2020, o número se manteve no mesmo patamar. Investimentos no uso de inteligência, tecnologia e o uso do canal de denúncias têm coibido as fraudes.
As regularizações contribuem para a redução nas perdas de energia. No primeiro semestre de 2021 o prejuízo causado por fraudes e furtos, representa cerca de 20,7 mil MWh. Esse montante seria suficiente para abastecer 8.625 residências por um ano, levando em consideração um consumo médio de 200 KWh ao mês para cada residência.
Dentro do combate contra fraudes e furtos, a RGE realizou, no segundo trimestre de 2021, 29 ações de Segurança Patrimonial, que incluem 34 boletins de ocorrência e 86 conduções de criminosos à delegacia.
“Esses resultados fazem parte do trabalho contínuo da empresa e são viabilizados tanto por meio de parcerias com órgãos públicos e autoridades policiais, quanto investindo em tecnologia de ponta e especialização das equipes em processos de monitoramento e análise”, afirma Marco Antonio Villela de Abreu, presidente da distribuidora.
A RGE reforça que furto de energia é crime, pode trazer riscos à segurança das pessoas, prejudica diretamente a população com instabilidade no fornecimento de energia e é perda de arrecadação de impostos importantes para manter serviços públicos no município.
Clientes da RGE podem contribuir - de forma sigilosa-, para o combate às irregularidades por meio do aplicativo “CPFL Energia”, disponível para todas as plataformas de dispositivos móveis, pelo site www.rge-rs.com.br/fraude, ou pelo e-mail denunciafraude@cpfl.com.br. No segundo trimestre de 2021, a RGE realizou 12.080 inspeções oriundas de denúncias realizadas.
Entre os municípios com maior volume de fraudes e furtos identificados, a cidade de Canoas está em primeiro lugar com 554 casos. Caxias do Sul ocupa a segunda posição com 515 e São Leopoldo fica em terceiro com 404 casos.
Eficiência. O investimento em inteligência artificial, acoplado a novos sistemas com geração de alarmes para direcionamento de inspeções, resulta em maior eficiência do trabalho desenvolvido pela Diretoria Comercial do Grupo CPFL em seus processos de monitoramento e análise. Deste modo, a companhia consegue preventivamente identificar possíveis variações no consumo de energia que indiquem perdas comerciais. Além dos investimentos em processos, o grupo também tem trabalhado em conjunto com os órgãos públicos e as autoridades policiais para coibir a prática de fraudes e furtos.
Essas ações, aliadas aos diversos projetos de blindagem de rede e de medição implementados pela companhia, como o projeto das Caixas Blindadas e atuação em consumidores sem contratos (clandestinos), permitem diminuir a necessidade de inspeções in loco. As tecnologias de monitoramento contínuo e à distância permitem que a distribuidora aumente a produtividade das equipes, intensifique suas iniciativas contra o crime sem a necessidade de deslocar os técnicos e evita a reincidência de furtos.
Para os projetos de blindagem de rede, blindagem de medição e regularização de consumidores clandestinos, a CPFL Energia prevê um investimento de R$ 1,02 bilhão até 2025, o maior valor voltado para ações contra furtos e fraudes realizado pela concessionária. Neste período serão blindados mais de 220 mil clientes com caixas blindadas, 6.600 clientes com conjuntos de medição e serão regularizados 105 mil consumidores com ligações clandestinas em toda a área de concessão.
Crime. Fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal com penas que podem chegar a até quatro anos de prisão. Além disso, a pessoa que for flagrada cometendo a irregularidade terá cobrados os valores retroativos referentes ao período em que deixou de pagar pelo fornecimento.
As irregularidades também podem deixar a conta de luz mais cara para todos os consumidores, já que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) reconhece a ação como uma "perda comercial", e este valor é revertido à empresa. Outra consequência das fraudes e furtos é a piora na qualidade do serviço de distribuição de energia, uma vez que as ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas.





















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