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Silagem de milho: vem cocho cheio por aí

A primeira quinzena de janeiro foi de muito trabalho para os produtores de leite. Além do trato com os animais, a produção de silagem de milho entrou na rotina, com a colheita dos materiais e a ensilagem. 


Segundo o Departamento Veterinário da Cotrijal, que acompanha os processos de produção de silagem de milho na região, a sequência de dias chuvosos alongou o período de maturação das plantas e atrasou a programação para a realização da colheita. “Quem manda no ponto de colheita é o grão. Adiantar o corte não colaborará para a formação de uma boa silagem. O ideal é que ele apresente um aspecto mais firme, o que exigirá a utilização de canivete para o corte e a verificação da condição interna do grão, que deve estar 2/3 farináceo”, explica o coordenador do Devet, Alan Issa Rahman. “Isso fará uma silagem rica em amido e com umidade para a compactação no silo”.


Atento ao ponto ideal para a colheita do milho, o produtor Airton Hugo Markmann, de Colônia Vargas, interior de Não-Me-Toque, caprichou na lavoura para garantir alimento por mais meses para o rebanho. “Nosso objetivo é abrir um silo e já preparar outro para o restante do ano. Assim sempre mantemos o nosso rebanho bem alimentado”, destaca. A propriedade tem 32 vacas em ordenha, com produção de 26,5 litros/vaca/dia, e a alimentação com silagem e pasto faz com que o rebanho se alimente bem durante todo o ano. 


“Com a orientação dos profissionais da Cotrijal, conseguimos manter a atenção a todos os detalhes para que a nossa silagem possa dar uma boa resposta. Desde o ponto de colheita até a ensilagem, tudo conta neste momento”, comenta o produtor.




Texto e foto: Jornalista Fernando Teixeira / Assessoria de Imprensa da Cotrijal 

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