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  • Dino acaba com a aposentadoria compulsória como punição a juízes

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu em liminar assinada nesta segunda-feira (16) acabar com a aposentadoria compulsória como punição a magistrados condenados administrativamente por irregularidades no exercício do cargo. “Não existe mais aposentadoria compulsória como ‘punição’ a magistrados, em face da Emenda Constitucional 103 (Reforma da Previdência). Infrações graves de magistrados devem ser punidas com a perda do cargo”, propôs o ministro como tese de julgamento”. A decisão é monocrática e deverá ainda ser analisada pelo próprio Supremo, que decidirá se a mantém ou não. Ainda não há data nem prazo para que isso ocorra. Dino tomou a decisão em uma ação aberta por um magistrado que foi punido com a aposentadoria compulsória pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Entre as irregularidades estavam a liberação de bens bloqueados sem parecer do Ministério Público e demora deliberada em processos para beneficiar policiais militares milicianos. A aposentadoria compulsória do magistrado havia sido confirmada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dino determinou que o órgão julga novamente o processo e, caso decida pela punição máxima, oficie o TJRJ para que desligue o juiz de seus quadros. Dino justificou sua decisão aplicando as regras da Reforma da Previdência de 2019, que extinguiu qualquer outro critério de aposentadoria de servidores que não levasse em consideração apenas a idade ou o tempo de contribuição. Com isso, o ministro concluiu que a previsão de aposentadoria de juízes como forma de punição se tornou inconstitucional, tendo que ser substituída pela perda de cargo. O ministro determinou o envio de ofício ao presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, “para – caso considerar cabível – rever o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário”. Agência Brasil

  • Após reajuste do diesel pela Petrobras, Sulpetro projeta aumento de R$ 0,32 por litro ao consumidor

    Os preços dos combustíveis seguem sob monitoramento em  Porto Alegre   e região metropolitana neste início de semana, em meio às incertezas provocadas pela alta internacional do petróleo diante do  conflito no Oriente Médio . Levantamentos em postos da Capital e Região Metropolitana mostram forte variação nos valores, especialmente no diesel, que já chega R$ 8,24 em Canoas. Na Capital, os valores registrados na manhã de segunda-feira ainda se mantêm próximos aos praticados no final da semana passada. O diesel mais barato foi encontrado a R$ 6,23 na Zona Norte de Porto Alegre, enquanto em outros postos o preço chegou a R$ 7,85. A gasolina comum também apresenta diferença significativa entre estabelecimentos. O combustível foi encontrado a R$ 5,94 em um posto do bairro Sarandi, enquanto em outros já era vendido a R$ 6,59. Dados da Petrobras indicam que o preço médio tanto da gasolina quanto do diesel no Rio Grande do Sul está em torno de R$ 6,23. Para veículos flex, o etanol surge como alternativa em alguns postos da Capital, sendo encontrado por valores abaixo de R$ 5 em diversos estabelecimentos. De acordo com a Fecombustíveis, é possível calcular rapidamente qual combustível compensa mais. Basta dividir o preço do etanol pelo da gasolina e, se o resultado for igual ou inferior a 0,7, o etanol tende a ser a opção mais econômica. Segundo o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro), o mercado segue pressionado por fatores internacionais e por reajustes recentes. A redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel anunciada pelo governo federal poderia gerar uma queda potencial de cerca de R$ 0,29 por litro no diesel B. No entanto, a  Petrobras anunciou aumento  de R$ 0,38 por litro no diesel A vendido às distribuidoras. Considerando a composição do diesel comercializado nos postos, esse reajuste representa impacto aproximado de R$ 0,32 por litro ao consumidor. Além disso, segundo a entidade, leilões adicionais realizados pela Petrobras registraram ágio entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro, evidenciando tensão no mercado de suprimento. “A instituição ressalta que os postos de combustíveis constituem o elo direto com o consumidor final. Contudo, não possuem qualquer ingerência sobre a formação de preços nas etapas anteriores da cadeia – produção e distribuição –, sendo obrigados a absorver os impactos dessas políticas e das oscilações de mercado para manter o abastecimento e atender à demanda da população”, informou. Transporte monitora cenário O aumento do diesel também é acompanhado com atenção pelo setor de transporte. O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) informou que segue monitorando os reflexos do conflito envolvendo o Irã e possíveis impactos no fornecimento global de petróleo. Segundo a entidade, o diesel representa o principal insumo da atividade e oscilações relevantes no preço afetam diretamente a estrutura de custos das transportadoras. “Como principal insumo da atividade, qualquer alteração relevante no valor do diesel repercute imediatamente no custo operacional das transportadoras. Cada transportador conhece, com precisão, o peso do combustível na sua operação e os reflexos imediatos que oscilações dessa natureza provocam em seus contratos e na sustentabilidade do serviço prestado.”, informou a entidade. O sindicato também reforçou que o transporte rodoviário de cargas opera com margens reduzidas e não possui capacidade de absorver aumentos expressivos e repentinos em seu principal insumo operacional. No transporte coletivo, a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATPPOA) informou que a situação permanece igual à registrada na semana passada. As empresas seguem monitorando o cenário e não há registro de redução de linhas ou horários, como já ocorre m outros municípios do interior gaúcho. A entidade já havia alertado, no entanto, que o aumento do combustível pode pressionar o custo por quilômetro rodado e gerar expectativa de revisão do subsídio pago pela prefeitura para manter a tarifa do sistema. Correio do Povo

  • Moradores de Não-Me-Toque mobilizam abaixo-assinado sobre cobranças da Corsan

    Um grupo de moradores de Não-Me-Toque está mobilizado em busca de esclarecimentos sobre cobranças consideradas indevidas nas contas de água. A iniciativa é liderada por Aline Soares de Carvalho, que coordena um abaixo-assinado sobre o caso. De acordo com Aline, mais de 600 assinaturas já foram reunidas , e as listas continuam circulando pela cidade para ampliar o número de apoiadores. O objetivo do movimento é demonstrar a insatisfação da população e os transtornos enfrentados por moradores, principalmente em relação a valores considerados irregulares nas faturas. A liderança do grupo informou ainda que foi protocolado junto à Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque e à Prefeitura de Não-Me-Toque um pedido para a realização de uma audiência pública , com o objetivo de discutir a situação e buscar respostas para a comunidade. Segundo Aline, a intenção é abrir espaço para esclarecimentos por parte da Corsan sobre as cobranças registradas. A reportagem lembra que, após a privatização da Corsan, os poderes municipais não possuem responsabilidade direta sobre a gestão da empresa. No entanto, a Prefeitura e a Câmara podem auxiliar na intermediação e na busca por respostas junto à companhia responsável pelo serviço.  💧📄

  • Prefeitura de Não-Me-Toque abre concurso público com vagas para vários níveis de escolaridade

    A Prefeitura de Não-Me-Toque anunciou a abertura de um novo concurso público destinado ao provimento de cargos efetivos e formação de cadastro de reserva (CR). O certame é organizado pela Fundação La Salle e oferece oportunidades para profissionais de níveis fundamental, médio, técnico e superior. Quadro Completo de Vagas e Remunerações O edital apresenta uma ampla variedade de cargos, com cargas horárias que variam de 10h a 44h semanais. Confira os detalhes por nível de escolaridade: Nível Fundamental (Incompleto e Completo) Auxiliar de Operações (4ª série): CR | 44h | R$ 1.871,78 Auxiliar de Serviços Gerais (4ª série): CR | 44h | R$ 1.871,78 Auxiliar de Educador/Cuidador: CR | 44h | R$ 2.310,04 Cozinheiro: CR | 44h | R$ 1.947,91 Eletricista: CR | 44h | R$ 2.616,63 Motorista: 02 vagas + CR | 44h | R$ 2.499,23 Operador de Máquinas: CR | 44h | R$ 2.766,60 Nível Médio e Técnico Educador/Cuidador: CR | 44h | R$ 3.117,18 Oficial Administrativo: 03 vagas + CR | 34h | R$ 3.117,18 Orientador/Educador Social: CR | 40h | R$ 2.616,63 Técnico em Contabilidade: CR | 34h | R$ 4.140,06 Técnico em Informática: 01 vaga + CR | 34h | R$ 4.140,06 Nível Superior Agente de Controle Interno: 01 vaga + CR | 34h | R$ 6.364,81 Arquiteto: CR | 34h | R$ 6.364,81 Assistente Social: CR | 40h | R$ 6.364,81 Contador: CR | 34h | R$ 6.364,81 Engenheiro Civil: CR | 34h | R$ 6.364,81 Engenheiro Eletricista: 01 vaga + CR | 34h | R$ 6.364,81 Fonoaudiólogo: CR | 40h | R$ 6.364,81 Médico (Geral): CR | 10h | R$ 8.251,66 (pode chegar a R$ 30.977,04 em regime de 40h) Médico Pediatra: CR | 10h | R$ 9.065,25 Médico Psiquiatra: 01 vaga + CR | 10h | R$ 9.065,25 Psicólogo: CR | 40h | R$ 6.364,81 Inscrições e Taxas As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site fundacaolasalle.org.br/concursos entre 13 de março e 13 de abril de 2026 . Candidatos sem acesso à internet podem utilizar os computadores disponibilizados na Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque. As taxas são: R$ 50,00 para cargos de nível fundamental. R$ 90,00 para nível médio/técnico. R$ 140,00 para nível superior. Etapas da Seleção O concurso contará com as seguintes fases: Provas Objetivas: Para todos os cargos, com data prevista para 31 de maio de 2026 . Provas Práticas: Somente para Motorista e Operador de Máquinas, previstas para 04 e/ou 05 de julho de 2026 . Prova de Títulos: De caráter classificatório para os cargos de nível superior. O edital completo e demais atualizações estão disponíveis nos sites oficiais da Prefeitura de Não-Me-Toque e da Fundação La Salle.

  • Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciarFonte: Agência Senado

    Os ataques a mulheres e meninas na internet são uma extensão da violência de gênero já enraizada na sociedade, mas vêm ganhando alcance cada vez maior com o uso da tecnologia. Agressões que antes aconteciam no espaço doméstico ou nas ruas agora se espalham por redes sociais, perfis anônimos e aplicativos, usados para intimidar ou discriminar a população feminina. Entre os casos mais comuns, estão a divulgação de imagens íntimas sem consentimento, perseguição virtual, discurso de ódio, invasão de contas, disseminação de desinformação e mentiras e manipulação de fotos com inteligência artificial. Mais de 90% dos vídeos íntimos falsos criados com IA têm mulheres como alvo, estima a Organização das Nações Unidas (ONU).  O que muitas vítimas não sabem é que várias dessas condutas nas redes já são consideradas crimes no Brasil. É possível denunciar formalmente o agressor, não apenas para proteger-se, mas também para ajudar a coibir comportamentos misóginos (de ódio ou aversão às mulheres) na internet. O Código Penal  já tipifica como crime as seguintes condutas, entre outras: divulgação de imagens íntimas não consentidas: pena de reclusão de 1 a 5 anos montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de caráter íntimo: detenção de 6 meses a 1 ano imputação de fatos inverídicos: possibilidade de enquadramento dentro dos crimes de calúnia, difamação ou injúria. A perseguição e assédio constante (stalking) , presencial ou virtual, também é considerado crime desde 2021, com a sanção da Lei 14.132 , que tipificou a conduta no Código Penal. A pena de até 2 anos de reclusão pode chegar a 3, se a perseguição for contra mulher, "por razões da condição de sexo feminino". A lei é fruto de projeto do Senado ( PL 1.369/2019 ) apresentado pela senadora Leila Barros (PDT-DF). A Lei Maria da Penha  e o Marco Civil da Internet  também preveem punições para agressores e responsabilização das plataformas.  Como reagir Uma cartilha sobre violência digital, lançada pelo Supremo Tribunal Federal , traz orientações para vítimas: guarde provas. Salve prints, links e registre data e horário; não responda às agressões. Isso pode incentivar novos ataques; proteja suas contas. Ajuste a privacidade nas redes e ative a verificação em duas etapas; busque apoio. Ajuda psicológica e orientação jurídica podem ser importantes; reporte e denuncie às plataformas conteúdos desinformativos, por meio de seus canais oficiais; registre ocorrência em uma delegacia de polícia ou ligue para o 180, canal nacional de atendimento à mulher. Denúncias também podem ser encaminhadas ao Ministério Público. Alguns estados, inclusive, têm promotorias especializadas em gênero ou em crimes digitais, aptas a mover ação penal pública, pedir que a Polícia Civil investigue, cobrar ações das plataformas ou solicitar a um juiz a concessão de medidas protetivas de urgência. Vítimas que precisam recorrer à Justiça, mas não podem pagar um advogado nem arcar com os custos de um processo judicial, contam com a Defensoria Pública. Em casos de grande repercussão, o poder público muitas vezes atua mesmo sem denúncia direta de uma vítima ou da sociedade. Neste mês, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar vídeos publicados em uma rede social em que homens simulam agressões contra mulheres (socando ou esfaqueando manequins, por exemplo) como "treino" para situações de rejeição amorosa por elas. O pedido de investigação sobre os autores dos vídeos partiu da Advocacia-Geral da União (AGU), e o conteúdo foi retirado pela plataforma.  Já os casos de violência política têm canais específicos de denúncia, como o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Recentemente o Senado reforçou essa luta, com a criação do Zap Delas ( 61 98309-0025 ). A ferramenta usa o aplicativo WhatsApp para receber relatos de violência política de gênero. Além disso, oferece acolhimento, orientação jurídica e encaminhamento institucional às vítimas. A iniciativa é da  Procuradoria Especial da Mulher do Senado .  Preocupação mundial Segundo a ONU Mulheres, mais de um terço da população feminina já sofreu algum tipo de violência cibernética e quase metade vive em países sem leis específicas para enfrentar o problema. O crescimento dos casos é uma preocupação global, que força os países a buscar soluções para conter as agressões on-line. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher , feita pelo  DataSenado  a pedido do  Observatório da Mulher contra a Violência , mostra que uma em cada dez brasileiras com 16 anos ou mais sofreu violência digital em um ano, o que representa cerca de 8,8 milhões de mulheres. Em muitos casos, o agressor é parceiro, ex-parceiro ou alguém do convívio da vítima. Nesta semana, o tema foi debatido durante reunião da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW) da ONU, em Nova York. Promovido pelo Brasil por meio do Ministério das Mulheres, um encontro paralelo à reunião discutiu estratégias de enfrentamento à misoginia on-line, destacando a importância da criação de marcos regulatórios nacionais e de mecanismos de responsabilização. Também foi divulgada a Lei Modelo Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Digital de Gênero contra as Mulheres , aprovada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para auxiliar os países na formulação de regras. Ações no Senado O fortalecimento da legislação de enfrentamento a esse tipo de violência é foco do Congresso. Propostas em análise pelos senadores e deputados buscam criar novas leis para ampliar a proteção às mulheres e meninas no ambiente digital. No Senado, uma das matérias em discussão é o PL 1.033/2025 , que aumenta as penas para crimes de violência digital, incluindo cyberbullying , perseguição virtual, invasão de dispositivos e divulgação não autorizada de conteúdos íntimos, com exigência de remoção de material ofensivo em prazos definidos. Aprovada na Comissão de Direitos Humanos (CDH), a proposta da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) agora  segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) . Também está em andamento na Casa o  PL 2/2026 , que institui a Política Nacional de Combate ao Discurso de Ódio contra a Mulher na Internet , com medidas para obrigar plataformas digitais a reforçar sistemas de segurança e restringir usuários que divulgarem conteúdos misóginos. Garantir mecanismos "céleres, acessíveis e eficazes" para a remoção de conteúdos ilícitos e responsabilização dos agressores é um dos objetivos da proposta, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Outro projeto insere explicitamente as formas de violência eletrônica — como perseguição digital, exposição indevida de intimidade e ameaças on-line — na Lei Maria da Penha, reconhecendo essas práticas como formas de violência doméstica. Já aprovado no Senado, o PL 116/2020 , de Leila Barros, está em análise na Câmara dos Deputados. Os senadores avaliam ainda uma proposta que criminaliza a misoginia. Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o  PL 896/2023  inclui a conduta na  Lei do Racismo , que hoje pune os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.  No plano institucional, o Senado assinou o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, uma iniciativa conjunta do Legislativo, Executivo e Judiciário para conter a escalada da violência contra as mulheres no país. A Casa também conta com o serviço de checagem de dados Senado Verifica , que avalia conteúdos sobre o Senado Federal, projetos de lei ou programas institucionais. Cidadãos que suspeitem de alguma informação potencialmente falsa podem contatar o serviço por WhatsApp ( 61 98190-0601 ). O conteúdo é analisado pela equipe de checagem, que responde ao cidadão com informações verificadas e links para fontes oficiais.  Vítimas têm cor, idade e profissão A violência digital não afeta todas as mulheres da mesma forma e costuma virar ameaça física. As vítimas relatam crises de ansiedade, depressão, abandono de redes sociais, prejuízos profissionais e medo de agressões presenciais.  Mulheres negras, jovens, jornalistas, parlamentares, defensoras de direitos humanos e ativistas estão entre as mais vulneráveis. Quem ocupa posições de visibilidade pública costuma ser alvo de campanhas de desinformação e ataques misóginos. Jovens e adolescentes enfrentam maior risco de chantagem com imagens íntimas, enquanto mulheres em situação de vulnerabilidade social têm mais dificuldade para acessar proteção e apoio jurídico. Estudo da Unesco mostra que 73% das mulheres jornalistas já sofreram violência online. Em cerca de 20% dos casos, os ataques virtuais evoluíram para agressões no mundo físico. A história da farmacêutica Maria da Penha é um exemplo de como a intimidação contra mulheres migrou para o ambiente digital. Mesmo depois de sobreviver a duas tentativas de feminicídio pelo então marido e 20 anos após a aprovação da lei que leva o seu nome, ela passou a receber ameaças também nas redes sociais. Recentemente uma campanha de desinformação divulgou um laudo médico falso para tentar descredibilizar as tentativas de feminicídio sofridas (e que a deixaram paraplégica) e atacar a legislação.  Em visita ao Senado  no início deste Mês da Mulher, Maria da Penha advertiu sobre como a reparação das fake news não ocorre na mesma velocidade da devastação que elas promovem. — Digitalmente, a mulher pode se defender, mas o problema é a condenação de quem praticou o crime. Esse homem tem que ser punido, porque ele está eliminando o nome dessa mulher. Não adianta a mulher se defender, porque ela vai continuar a ser desacreditada. (Reportagem: Paula Cochrane. Edição: Tatiana Beltrão) Fonte: Agência Senado

  • Brigada Militar encerra Expodireto sem nenhum registro policial

    A Brigada Militar do Rio Grande do Sul encerrou nesta sexta-feira (13) sua participação na Expodireto Cotrijal 2026, realizada em Não-Me-Toque, sem o registro de ocorrências policiais dentro do parque de exposições durante os dias do evento. A operação de segurança contou com mais de 100 policiais militares , envolvendo efetivos do 38º Batalhão de Polícia Militar, do 3º Batalhão de Polícia de Choque, do Comando Rodoviário da Brigada Militar e também do setor de inteligência da corporação. Além do policiamento no parque da feira, a Brigada Militar também intensificou as ações de segurança no município. Durante o período da Expodireto, foram realizadas prisões relacionadas principalmente ao tráfico de drogas  na cidade. Conforme a corporação, essas ocorrências não tiveram qualquer ligação com o evento . O reforço no efetivo e o planejamento operacional contribuíram para que a feira transcorresse com tranquilidade, garantindo a segurança de visitantes, expositores e trabalhadores e consolidando mais uma edição da Expodireto com organização e segurança. (Redação / Portal Carazinho News / Comunicação Social do 38º BPM)

  • Russo Preto abre a temporada com título da 3ª Copa Nanico de Futsal

    O Russo Preto conquistou no último final de semana a 3ª Copa Nanico de Futsal , disputada nos dias 14 e 15 de março no Ginásio Pedro Demarco, em Sarandi. A competição reuniu quatro equipes. No sábado (14), pelas semifinais, o Russo venceu o Guarani de Frederico Westphalen pelo placar de 2 a 1 , garantindo vaga na decisão. Na outra semifinal, o Lokomotiv derrotou a A.N.F Sarandi por 3 a 1 . A final foi disputada na noite de domingo (15). Em um jogo equilibrado e cheio de gols, Russo e Lokomotiv empataram em 4 a 4 no tempo normal . A decisão foi para os pênaltis, e o Russo levou a melhor ao vencer por 7 a 6 , garantindo o título da Copa Nanico de Futsal 2026. Na final, os gols do Russo foram marcados por Antony Erpen  e Marvyn Lermen , que balançou as redes duas vezes no segundo tempo e foi o destaque da partida, tornando-se o artilheiro da decisão. Após a conquista, a equipe segue com os treinamentos nesta semana. O time se prepara para os próximos desafios da temporada, que incluem a disputa da Taça Farroupilha de Futsal  e da **Série Ouro de Futsal do Rio Grande do Sul.

  • Ligações telefônicas entre municípios gaúchos de mesmo DDD passam a ser locais

    As ligações telefônicas entre municípios gaúchos de mesmo DDD (discagem direta a distância ) que eram de longa distância passaram a ser locais desde domingo (15), o que contribui para a redução do custo das chamadas. Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a mudança também simplifica a discagem telefônica dentro das novas áreas locais, trazendo clareza para os usuários do serviço de telefonia fixa. As Áreas Locais do Serviço de Telefonia Fixa passaram a coincidir com os limites geográficos das Áreas de Numeração (códigos de área ou DDDs), conforme estabelecido pela Resolução nº 768/2024 da Anatel. Para telefones fixos com o mesmo código DDD, é necessário apenas ligar o número do usuário de destino, sem a necessidade de discar o código de operadora de longa distância e o DDD. A mudança também já começou em outros Estados brasileiros e prossegue de acordo com um cronograma estabelecido pela Anatel.

  • Sicredi reforça apoio ao agronegócio na 26ª Expodireto

    O Sicredi concluiu sua participação na Expodireto Cotrijal 2026, realizada de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque, reafirmando seu protagonismo no apoio ao agronegócio. Durante os cinco dias de feira, a Casa Sicredi  recebeu grande número de associados interessados em soluções financeiras e oportunidades para impulsionar seus negócios. Segundo Márcio Port, presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste, a instituição mantém uma parceria histórica com a feira. De acordo com ele, o apoio ao evento, que já ocorre há 26 anos, contribui para o desenvolvimento regional e fortalece o agronegócio, considerado um dos principais motores da economia gaúcha e brasileira. O presidente da Sicredi Cooperação, Gervásio Jorge Diel, destacou que a cooperativa também esteve presente apoiando diversas iniciativas dentro da programação da Expodireto, como o Pavilhão da Agricultura Familiar , o Espaço da Emater  e eventos como o Troféu Brasil Expodireto . Maior rede de atendimento do RS Com quase 3 milhões de associados no Rio Grande do Sul , o Sicredi projeta ampliar ainda mais sua presença no Estado. A expectativa da instituição é inaugurar 14 novas agências até o final de 2026 . Atualmente, o Sicredi conta com 685 pontos de atendimento em 484 cidades gaúchas , consolidando-se como a maior rede de atendimento do Rio Grande do Sul . Segundo Márcio Port, a expansão reforça a estratégia da cooperativa de manter proximidade com os associados e fortalecer o desenvolvimento das comunidades onde atua. 🚜📈

  • Projeto “De olho no material escolar” recebe homenagens na Expodireto Cotrijal 2026

    O trabalho desenvolvido pela associação “De olho no material escolar” , que aproxima o setor produtivo do meio estudantil, recebeu importantes homenagens nesta sexta-feira (13), último dia da Expodireto Cotrijal 2026. A Prefeitura de Não-Me-Toque entregou uma placa de reconhecimento pelo trabalho realizado pela entidade. O prefeito Gilson dos Santos destacou a relevância da iniciativa, ressaltando que o projeto é voltado às novas gerações e contribui para aproximar estudantes da realidade do setor produtivo. Na sequência, a Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque também prestou homenagem às voluntárias do projeto. A presidente do Legislativo, Marina Trennepohl Crestani, parabenizou o grupo pela iniciativa e pela dedicação das participantes. As homenagens ocorreram no estande conjunto dos Poderes Executivo e Legislativo de Não-Me-Toque durante a feira. Para Michele Brick, diretora de comunicação da associação e vice-presidente do Sindicato Rural de Não-Me-Toque, o reconhecimento reforça a importância do trabalho realizado pelas voluntárias. Durante a Expodireto, a associação também promoveu mais uma edição do projeto “Vivenciando a Prática” , que realiza visitas guiadas em empresas do agronegócio. A iniciativa permite que estudantes conheçam tecnologias, produtos e serviços do setor, além de trocar experiências com profissionais da área. Neste ano, 570 alunos de diferentes cidades  participaram das atividades.

  • Troca de advogado de Vorcaro sinaliza possível delação premiada

    O banqueiro Daniel Vorcaro decidiu nesta sexta-feira (13) trocar a equipe de advogados que realiza sua defesa no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura as fraudes no Banco Master.  A troca foi efetivada após a Segunda Turma da Corte formar maioria de votos manter a prisão do banqueiro , que vai continuar custodiado na Penitenciária Federal em Brasília por tempo indeterminado.  A banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixou o processo e será substituída por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais conhecido do país. A mudança sinaliza que Vorcaro está disposto a negociar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) ou com Procuradoria-Geral da República (PGR).  Oliveira já atuou na formatação de diversos acordos de colaboração, entre eles, do ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, um dos delatores da Operação Lava Jato. O advogado também atuou na defesa do general Braga Netto, no processo da trama golpista, e do ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do mensalão.  Prisão Mais cedo,  a Segunda Turma do Supremo formou maioria de 3 votos a 0 para manter a prisão de Vorcaro. O julgamento virtual está previsto para terminar na próxima sexta0-feira (20). Falta o voto do ministro Gilmar Mendes.

  • 26ª Expodireto Cotrijal reafirma protagonismo como movimento de valorização do agro

    A Expodireto Cotrijal de 2026 chega ao fim nesta sexta-feira, 13 de março, em Não-Me-Toque/RS, reafirmando a robustez, a persistência e o protagonismo do agronegócio gaúcho. A feira apresentou inovações, tecnologias e lançamentos. Além disso, ao longo da semana, promoveu eventos já consolidados, assim como fóruns e eventos inéditos, debatendo o futuro do setor. “A Expodireto Cotrijal é um porto seguro onde o produtor busca informações e encontra formas de se manter na atividade, produzindo com qualidade e sustentabilidade, para que tenhamos um mundo cada vez melhor. Portanto, eu acredito muito em todo o processo produtivo e saio daqui, enquanto produtor, muito feliz por tudo aquilo que eu vi, pelas novas tecnologias, pelas novas oportunidades e também com um conhecimento maior sobre o que existe de mais moderno no mundo para o agronegócio”, avalia o presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Manica. Ao todo, o parque de 130 hectares contou com 613 expositores, incluindo as áreas de máquinas e equipamentos, produção vegetal, produção animal, instituições financeiras e de pesquisa. No Pavilhão da Agricultura Familiar, 224 empreendimentos apresentaram ao público produtos tradicionais e lançamentos. A Arena Agrodigital reuniu mais de 30 empresas, startups e hubs de inovação, apresentando as principais tecnologias e novidades para o agronegócio. Entre os eventos, os tradicionais fóruns voltados às culturas agrícolas e à pecuária debateram as melhores práticas para produção e oportunidades de mercado. Pela primeira vez na Expodireto Cotrijal, o 1º Fórum de Seguros da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA) e a Abertura Nacional da Semeadura da Canola apresentaram novas perspectivas para o agronegócio. O cooperativismo também esteve em foco nos eventos promovidos pela Cotrijal para jovens, mulheres e crianças. A organização também anunciou a data da próxima edição da feira, que será realizada de 8 a 12 de março de 2027, em Não-Me-Toque/RS. “Mesmo num período tão difícil do agro gaúcho e brasileiro, nós registramos grande presença dos produtores rurais, mostrando que o agricultor é resiliente, que ele faz a sua parte, trabalha e se dedica. Mesmo sofrendo com intempéries climáticas, o nosso agricultor acredita no campo e na sua atividade”, ressaltou o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder. Reivindicações Entre as principais discussões realizadas na 26ª Expodireto Cotrijal, estiveram a demanda por seguro agrícola acessível, renegociação de dívidas e medidas que assegurem condições para a permanência no campo. “O objetivo principal da Expodireto, além de mostrar tecnologia, inovação e oportunidades, é aproximar cada vez mais o produtor da nossa cooperativa, da cadeia do agronegócio e do cooperativismo como um todo. Desta forma, saímos daqui fortalecidos, buscando alternativas para as demandas do nosso produtor”, avalia o presidente Nei César Manica. O vice-presidente Enio Schroeder lembrou da histórica atuação da feira e da cooperativa em favor dos produtores rurais. “A Expodireto sempre se destacou por dar oportunidade para aqueles que precisavam ter voz. E nós fizemos isso nesta edição novamente. Todos que vieram estão satisfeitos com o que viram, com o que foi discutido e com o acolhimento que receberam”, garante o vice-presidente Enio Schroeder. Famílias na feira Mais do que apenas uma feira de negócios e de busca por conhecimento, a Expodireto Cotrijal se caracteriza pela grande presença de famílias no Parque de Exposição, especialmente no Pavilhão da Agricultura Familiar e no Espaço da Natureza. O casal Dorli Merotto e Calani Tiepo, de Água Santa/RS, trouxe a pequena Olívia, de 3 anos, para passear nos estandes. "Aproveitamos para olhar tudo, mas o que chamou mesmo atenção foi a tecnologia. Todo ano tem algo novo e precisamos nos atualizar", afirma Merotto, que é engenheiro agrônomo e produtor de leite. Quem também aprovou esta edição da feira foi o casal Francieli Vescovi e Celso João Herth, de Carazinho/RS. "Apesar de não atuarmos no agro, costumamos visitar a Expodireto todos os anos porque gostamos de ver os caminhões e os tratores. E, claro, sempre aproveitamos para passar no Pavilhão da Agricultura Familiar porque o preço dos produtos é muito bom", comenta Francieli. “O movimento de quem acredita no campo” Em 2026, a Expodireto Cotrijal promoveu a campanha “O movimento de quem acredita no campo”, que evidencia a feira como um sistema em transformação, sempre evoluindo e alcançando novos patamares, sem se distanciar dos objetivos, valores e ideais que basearam sua fundação. A campanha ressaltou a determinação de quem acredita no campo, mesmo diante de desafios, incertezas e adversidades. Por Bruna Scheifler | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal

  • INSS alerta para golpe com aplicativo falso de reembolso

    Criminosos estão usando um aplicativo falso em nome do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para aplicar golpes. A fraude se apresenta como um suposto serviço de reembolso de descontos associativos e tem sido disseminada principalmente para celulares com sistema Android. De acordo com o INSS, o golpe foi identificado por pesquisadores da empresa de cibersegurança Kaspersky, que detectaram um malware conhecido como “BeatBanker”. O programa é classificado como um “trojan bancário”, capaz de roubar informações financeiras e assumir o controle do aparelho da vítima. Como funciona O golpe começa com a divulgação de um site falso que imita visualmente a loja oficial de aplicativos do Android. Nesse ambiente fraudulento, é oferecido um aplicativo chamado “INSS Reembolso”, que se apresenta como ferramenta oficial para solicitar devolução de valores. Ao instalar o programa, no entanto, o usuário passa a ter o celular comprometido pelo malware, que pode acessar informações sensíveis armazenadas no dispositivo. Espionagem Segundo especialistas em segurança digital, o aplicativo malicioso é capaz de espionar aplicativos bancários, capturar senhas e dados pessoais, redirecionar transferências financeiras e até assumir controle remoto do celular. Esse tipo de software é frequentemente utilizado por criminosos para acessar contas bancárias e realizar transações sem o conhecimento da vítima. Orientação O INSS orienta a população a não instalar aplicativos fora das lojas oficiais e a desconfiar de serviços que prometem reembolsos ou liberação de valores por meio de links ou páginas desconhecidas. O órgão reforça que o único aplicativo oficial para acesso a serviços previdenciários é o Meu INSS, disponível nas lojas oficiais de aplicativos. Além do aplicativo, o atendimento do instituto também pode ser realizado pelo telefone 135 e pelos canais oficiais na internet. O que fazer Caso o usuário identifique aplicativos suspeitos ou já tenha realizado o download de programas semelhantes, a recomendação é remover imediatamente o aplicativo do aparelho e realizar uma verificação de segurança no dispositivo. O INSS também recomenda evitar operações financeiras pelo celular até que o aparelho esteja seguro. O órgão afirma que divulgar informações sobre esse tipo de fraude é essencial para reduzir a disseminação de golpes e proteger segurados e beneficiários de prejuízos financeiros. Agência Brasil

  • Audiência pública discute projeto que proíbe reidratação do leite em pó importado no RS

    A Expodireto Cotrijal foi palco de uma audiência pública da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na manhã desta sexta-feira (13). O objetivo foi debater o Projeto de Lei nº 412/2025, de autoria do deputado estadual Paparico Bacchi, que proíbe a reidratação do leite em pó de origem importada para venda como leite fluido no Estado. Desta forma, a iniciativa busca proteger a cadeia leiteira gaúcha. Bacchi explicou que a proposta encontra-se em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia e que seu intuito, neste momento, é fechar brechas e aperfeiçoar o texto. Além disso, ele pontuou que legislação semelhante já foi aprovada nos estados de Goiás, Paraná e Santa Catarina. “Essa lei apresenta alguns vazamentos. O objetivo nosso aqui é trancarmos os furos da caixa de leite, é deixar o leite dentro sem que haja vazamentos”, disse Bacchi. O presidente da Associação dos Produtores e Empresários Rurais (APER), Arlei Romeiro, defendeu endurecer o projeto com rastreabilidade, ampliação da proibição a derivados e blindagem contra eventual flexibilização federal. "A rastreabilidade precisa ser obrigatória. Sem isso a fiscalização fica quase impossível", afirmou Romeiro. A produtora de leite na região do Alto Jacuí, Rosângela Castelli, que é uma das principais defensoras da iniciativa, relatou que a proposta precisa ser aperfeiçoada para evitar brechas. “Por isso, deputado (Paparico), a gente tem que estudar os furos e analisar cada um deles para poder fazer uma lei mais ampla que realmente tenha uma efetividade melhor”, disse Rosângela. Ao se manifestar na audiência, o presidente da Cotrijal, Nei Cesar Manica, afirmou que a crise da cadeia leiteira exige resposta urgente do poder público. “O setor do leite, que é o mais sofrido de todos, é de manhã, de tarde, de noite. E o que está se fazendo com relação ao preço é desumano”, afirmou. A audiência reuniu diversas autoridades, com dezenas de vereadores presentes. Também participaram os prefeitos gaúchos Dionei de Matos Lewandowski, de Jóia; Vilson Altmann, de Santo Antônio do Planalto; Homero Fochesatto, de Sertão; e Sérgio Luís Neuberger, de Augusto Pestana. Por Maiquel Rosauro | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal

  • Espaço da Natureza aproxima visitantes da biodiversidade e da educação ambiental

    A valorização da biodiversidade e a educação ambiental são os grandes objetivos do Espaço da Natureza, espaço que atrai milhares de visitantes na 26ª Expodireto Cotrijal. Entre os destaques, estão a exposição de animais, locais de contato com o meio ambiente e apresentações teatrais. Ao todo, são 11 hectares de área divididos entre a Casa do Meio Ambiente, o Anfiteatro e o Projeto Bosques Gaúchos.A principal atração da casa da natureza são os animais da ONG Primaves. No ano passado, Cotrijal e Primaves trouxeram pela primeira vez espécies de serpentes e outros animais para a feira, o que foi um grande sucesso. Nesta edição, a exposição retornou com mais algumas novidades, como a presença dos axolotes (ambystoma mexicanum), anfíbios naturais do México.A exibição conta também com serpentes, tartarugas, jabutis, lagartos e quelônios, e justamente por isso recebeu o nome de “o fascinante mundo dos répteis, serpentes, quelônios, lagartos e outros animais fascinantes”. O Primaves é um centro de acolhimento animal de Passo Fundo que resgata animais silvestres oriundos de tráfico que não têm condições de retornar para a natureza. Anfiteatro e Bosque O Anfiteatro da Natureza é um local de apresentações lúdicas que exibe informações e provocações divertidas sobre os cuidados ambientais. São duas apresentações teatrais diárias, sempre às 10h30 e às 14h, nesta edição com a peça: “O Desafio do Agro”.A maior área do Espaço da Natureza pertence ao projeto Bosques Gaúchos, área que contempla os arredores do lago da Expodireto Cotrijal e apresenta as sete regiões fitogeográficas do Rio Grande do Sul. “São bosques nativos preservados há mais de 20 anos no parque e que reforçam o compromisso da cooperativa com a conservação da vegetação nativa”, explica Deisi Sebastiani Nicolao, bióloga e coordenadora de Meio Ambiente da Cotrijal. Todas as regiões e árvores são identificadas por placas com nome científico.Além da beleza exposta pela paisagem, o espaço também proporciona sombra e ar fresco, sendo utilizado por visitantes durante os dias de Expodireto Cotrijal.O casal Zenir e Marta Doneda, agricultores de Não-Me-Toque, todo ano visitam o Espaço da Natureza. Segundo eles, é uma oportunidade única para obter conhecimento e levar boas práticas para a propriedade. “Sabemos que a natureza foi muito prejudicada e precisamos assumir a responsabilidade para deixar um ambiente diferente para as próximas gerações”, ressalta Zenir. Para Marta, “é um legado que a Expodireto Cotrijal deixa para todos que visitam a feira, uma influência positiva de aproximação com os animais e a natureza”. Ambos disseram ter gostado do jeito com o qual o teatro aborda aspectos importantes relacionados à consciência ambiental. Sustentabilidade A Casa Do Meio Ambiente ainda conta com estandes que demonstram projetos e iniciativas de entidades parceiras da Cotrijal na promoção da sustentabilidade ambiental.O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) é responsável por organizar a logística reversa e a destinação ambientalmente correta de embalagens vazias de defensivos agrícolas, transformando-as em novos produtos ou descartando-as de forma segura.A empresa Químea Inteligência Ambiental de Panambi/RS, há três anos mapeou o parque da Expodireto e fez um diagnóstico das práticas sustentáveis necessárias. Neste ano, o objetivo é lançar o programa “Ecoeficiência no Agro”, com a entrega de cartilhas aos produtores sobre a regularização das propriedades e como torná-las mais ecoeficientes.Já o gerenciamento de resíduos é feito pela empresa Schuster Assessoria Ambiental que atua diretamente com os responsáveis pela separação do que pode ou não ser reutilizado. Os operadores foram treinados com o objetivo de ser o mais sustentável possível. Por Crystian Carniel | Assessoria Expodireto Cotrijal

  • Indústrias trazem soluções tecnológicas para alavancar o campo

    Aproximar o produtor rural do conhecimento, das informações, da tecnologia testada e validada nos órgãos de pesquisa ou nas empresas privadas, de ótimas oportunidades de negócios e também de importantes debates ligados ao meio rural foi o motivo que levou a Cotrijal a criar a Expodireto, em 2000. De lá para cá, a feira se consolidou como umas das principais vitrines tecnológicas do agronegócio internacional, atraindo, anualmente, agricultores, pecuaristas e outros profissionais do campo de várias partes do Brasil e também de fora do país. Na área de máquinas e equipamentos, os produtores encontram oportunidade para ver de perto e comparar as novas tecnologias oferecidas pelas indústrias, visando a concretização de negócios direto na feira ou também ao longo do ano. João Pedro Blank, da Agroriza, de Santa Vitória do Palmar/RS, percorreu 725 quilômetros para estar no parque. O produtor estava de olho em uma semeadora e um pulverizador autopropelido. “Estamos prospectando negócios. Estamos em um momento em que precisamos ter cautela para equilibrar as contas e garantir a sustentabilidade da propriedade, já que os altos custos de produção combinados com preços baixos recebidos pelos produtos têm impactado a rentabilidade”, informou. A propriedade cultiva cerca de 1,2 mil hectares de arroz e 500 hectares de soja, além de 600 hectares em sistema de integração lavoura-pecuária. “Já adquirimos na feira, em outros anos, implementos menores e componentes eletrônicos, como uma roçadeira e também monitores agrícolas, e agora estamos olhando também sistemas de nivelamento e suavização do solo, que reduzem a dependência da mão-de-obra, um dos outros gargalos no cultivo do arroz”, disse. Feira é ponte entre indústria e produtor O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Equipamentos do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, avalia que o setor vive um momento desafiador, mas a expectativa é de reação ao longo de 2026. “Como temos destacado na Expodireto, não se trata de um cenário de retração permanente, mas de uma retomada gradual condicionada à melhoria do crédito e à renegociação das dívidas dos produtores”, afirma. Segundo ele, a indústria sente os efeitos de estiagens sucessivas, do endividamento no campo e do custo do financiamento, mas existe demanda reprimida por renovação de máquinas, o que sustenta a perspectiva de recuperação do mercado. “A feira cria um ambiente concreto para negócios, lançamento de tecnologias e discussão de soluções para aumentar a produtividade no campo. Em um momento de dificuldades climáticas e financeiras, esse diálogo é ainda mais importante, porque a indústria depende do produtor e o produtor depende da inovação e das tecnologias desenvolvidas pela indústria para continuar competitivo”, conclui. Uma das alternativas que os produtores têm encontrado para facilitar a renovação da frota de máquinas agrícolas é o consórcio. Nas modalidades regional ou nacional, é uma possibilidade para quem quer planejar a compra futura e fugir dos juros do financiamento tradicional. Antônio Ruffato, coordenador de vendas do Consórcio Nacional da John Deere, explica que é uma opção especialmente para quem não tem urgência na aquisição do maquinário. As peças remanufaturadas, como motores e transmissões, também têm sido buscadas pelos produtores rurais. Por serem de fábrica, possuem todas as garantias de uma peça nova. O técnico de motor na AGCO Power Brasil, Leônidas Miler, explica que é uma forma de atender a necessidade imediata do produtor, que consegue atualizar ou manter o maquinário com qualidade semelhante à de componentes novos, porém com custo menor. Lançamentos visando o futuro Além de sensores para todos os fins, buscando garantir maior eficiência no campo, e outras tecnologias que podem trazer retorno imediato ao produtor, a feira é palco de lançamentos que visam o futuro. De olho na transição energética, a fabricante alemã Fendt apresenta de forma inédita na feira o motor AGCO Power CORE 80, homologado para operar com o diesel HVO100 (Óleo Vegetal Hidrohidratado), conhecido como “diesel verde”, originado de óleos vegetais e gordura animal, reduzindo significativamente as emissões de gás carbônico. João Toledo, coordenador de marketing de produto da Fendt, explica que o uso de HVO cresceu significativamente na Europa como uma solução imediata para descarbonizar o transporte, sem a necessidade de modificar motores diesel existentes. No Brasil, a expectativa é de que avanços no uso de combustível renovável aconteçam gradualmente. Irrigação é estratégica As frequentes perdas dos produtores rurais gaúchos devido ao clima têm motivado o crescimento da busca por irrigação. Levantamento da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul, na safra 2023/2024, mostram que 3,2% da área de soja (214 mil hectares) e 15% da área de milho (12,8 mil hectares) eram irrigadas no Estado. Dentre as principais dificuldades para um avanço maior estão a demora na obtenção do licenciamento ambiental e das autorizações necessárias para implantar o projeto, as limitações energéticas e de água em algumas regiões e o alto custo do investimento. Na Expodireto Cotrijal, empresas expositoras atendem produtores que já têm área irrigada e também os que pensam em investir e estão em busca de informações sobre os processos necessários para implantar o projeto. A Agropecuária Garça, de Panambi/RS, tem cinco pivôs instalados em área onde são cultivados milho safra e soja safrinha – 250 hectares do total de 700 hectares da propriedade. Michel Idi da Rosa, um dos proprietários, conta que a implantação iniciou há três anos e ocorreu em duas etapas. A ideia é ampliar a área futuramente. “Para nós, as maiores dificuldades são a demora para liberação das licenças ambientais, disponibilidade de água e de energia elétrica. A parte burocrática para instalar esses pivôs demandou quase cinco anos, mas o investimento compensa, pois conseguimos plantar milho safra e soja safrinha e obter boa produtividade”, explica o produtor, que esteve no estande da empresa Lindsay na feira. De “encher” os olhos A grandeza dos maquinários e a tecnologia embarcada neles despertam o fascínio das crianças e dos jovens que visitam a feira. Poder entrar na cabine de um trator, uma colheitadeira ou um pulverizador é o desejo da maioria. Escolas técnicas e universidades de todo o Rio Grande do Sul aproveitam o período da feira para trazer os estudantes até o parque. “É importante essa vivência, ver de perto as novas tecnologias nos equipamentos e também na área de produção vegetal. Viemos todos os anos”, informou o vice-diretor da Escola Estadual Técnica de Viadutos/RS, Luís Bragagnolo, que estava acompanhando cerca de 40 alunos do terceiro ano do curso técnico em Agricultura. Por Mariliane Cassel | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal

  • 26ª Expodireto Cotrijal: Brotinho Day promove integração de crianças com os valores do cooperativismo

    Entre os momentos dedicados às famílias durante a Expodireto Cotrijal 2026, o Brotinho Day levou alegria e aprendizado ao público infantil no último dia da feira, nesta sexta-feira (13). Realizado na Casa da Família, o evento reuniu filhos e netos de associados da Cotrijal em um momento de integração, aprendizado e aproximação com os valores do cooperativismo. A iniciativa faz parte do Programa Brotinho, desenvolvido pela Cotrijal, com foco na formação das futuras gerações para o cooperativismo. Criado em 2025, o projeto envolve atualmente cerca de 50 crianças entre 4 e 11 anos, de cinco municípios da área de atuação da cooperativa. As atividades do programa incluem momentos educativos e de integração com o agronegócio, como contato com culturas agrícolas — entre elas soja e milho — e experiências voltadas à sustentabilidade e ao cooperativismo. Durante o evento, o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, destacou a importância de iniciativas para as famílias e novas gerações dentro da cooperativa. “Momentos como este representam a continuidade de uma história que já está consolidada”, disse Manica. O presidente ainda ressaltou que, ao longo do tempo, acompanhou o crescimento das gerações dentro da própria família e que hoje tem a alegria de participar de atividades ao lado dos netos. O vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, também participou do encontro e destacou o caráter simbólico e emocionante da atividade, que reúne todos em torno de um propósito comum. “A cooperativa é formada por pessoas e por famílias, desta forma, iniciativas como o Programa Brotinho ajudam a fortalecer esse vínculo desde a infância”, afirmou Schroeder. Ele também lembrou que as crianças representam as sementes que darão continuidade ao cooperativismo no futuro. Participação das famílias Entre as famílias presentes, estava a família Bohrer Eberth, do município de Mormaço. O pequeno Murilo Bohrer Eberth, de 5 anos, participa do programa desde o início. Filho dos produtores rurais Aline Bohrer e Arlei Eberth, ele acompanha as atividades do Brotinho ao lado da família. Para a mãe, a iniciativa é importante para aproximar as crianças da realidade do campo. “A gente acha a iniciativa da Cotrijal muito legal. Para nós, que somos produtores rurais, é importante que eles conheçam as origens e aprendam desde cedo sobre o campo, para dar continuidade no futuro”, destacou Aline. Aprendizagem por meio da experiência O programa foi desenvolvido com apoio da consultoria especializada em aprendizagem por meio da experiência Greta Coop. “É motivo de grande alegria para a cooperativa participar de um projeto que incentiva as crianças a conhecer os valores da família, o amor pela terra, a vida no campo e os princípios do cooperativismo”, disse a vice-presidente Delci Bender.

  • Vendas no Pavilhão da Agricultura Familiar superam expectativas de novos expositores

    Durante os cinco dias de Expodireto, entre 9 e 13 de março, o Pavilhão da Agricultura Familiar recebeu grande movimentação de pessoas. O público encontrou novos produtos e expositores, assim como mercadorias e empreendimentos já tradicionais na feira. Para os 48 novos empreendimentos, os resultados alcançados superaram as expectativas. “O Pavilhão da Agricultura Familiar é sempre um ponto de bastante fluxo de pessoas. E, neste ano, não tem sido diferente. [...], confirma Vilmar Leitzke, assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo/RS e coordenador do espaço. Assim como nos últimos anos, o público estava ávido por produtos com sabores diferenciados e lançamentos. “Tivemos um movimento muito interessante de pessoas buscando por novidades”, completa Leitzke. Entre os destaques, estava o sabor erva-mate, com bolachas, refrigerantes e até sorvete com a erva típica do estado. Nesse sentido, o espaço também é oportunidade para as agroindústrias testarem e receberem avaliações imediatas de novos produtos. Além disso, os expositores mais antigos podem compartilhar experiências com os mais novos, consolidando o pavilhão como um espaço de troca e aprendizado, onde muitos visitantes e expositores realizam compras, mas também buscam informações específicas, ideias e aprimoramentos de processos. “A participação em feiras de grande porte também promove conexões com novos consumidores e entre os próprios expositores”, explica Leitzke. Pequena agroindústria conquista espaço na Expodireto A produtora Edinéia Mazzucatto Canova, da agroindústria Família Canova, de Sarandi/RS, trouxe para a Expodireto Cotrijal o sabor autêntico do queijo colonial natural. A agroindústria familiar sempre sonhou em participar da feira, mas a produção limitada era um obstáculo. Neste ano, eles decidiram concorrer a uma vaga e foram selecionados. “Conseguimos produzir uma grande quantidade e as vendas estão boas”, contou Edinéia, animada com a receptividade do público. O queijo, feito apenas com leite, coalho e sal, reflete a tradição e a simplicidade que conquista os visitantes. Para ela, a experiência tem sido enriquecedora: “A feira é maior do que esperávamos e estamos gostando muito. Queremos voltar na próxima edição, pois é uma feira grande e disputada.” A história da agroindústria mostra como a força da agricultura familiar encontra espaço em eventos de grande porte, como a Expodireto Cotrijal, valorizando produtos artesanais e aproximando produtores e consumidores. Cooperativa de Liberato Salzano/RS realiza estreia A Cooperativa CoopSalzano Sucos, de Liberato Salzano/RS, também participou pela primeira vez da Expodireto. A cooperativa nasceu com a compra de laranjas, reunindo apenas 20 associados. Hoje, já conta com 126, sendo que mais de 90 participam diretamente das negociações de frutas e insumos para abastecer a indústria. Participando pela primeira vez, a cooperativa tinha expectativas modestas. No entanto, logo nos primeiros dias, o movimento surpreendeu. “O fluxo de pessoas e de negócios foi maior do que esperávamos, especialmente em comparação com feiras menores que já participamos”, avaliou Cleber Milan, tesoureiro da cooperativa. Por isso, ele considera a experiência na Expodireto marcante. “A participação da CoopSalzano Sucos na Expodireto foi um divisor de águas em termos de conhecimento em feiras, estamos muito satisfeitos com o resultado”, ressaltou o tesoureiro, animado com a projeção conquistada. Formalização O expressivo número de estreantes está ligado à crescente formalização de empreendimentos com o Selo Sabor Gaúcho, que certifica os produtos originários da agricultura familiar do Rio Grande do Sul. Além disso, o setor observa maior interesse por feiras com produtos da agricultura familiar. Diversidade Para os consumidores que priorizam alimentos orgânicos, 18 expositores apresentaram certificações reconhecidas. O espaço também apresentou o tradicional artesanato gaúcho, através dos expositores que vieram de 119 municípios do Rio Grande do Sul, além de pães, massas, embutidos, laticínios, cucas, sucos, doces, cachaças, licores e drinks artesanais, atraindo grande público e valorizando a cultura rural. Entre os responsáveis pelos empreendimentos, destacaram-se 113 jovens e 97 mulheres e representantes de comunidades indígenas. Organização O Pavilhão da Agricultura Familiar é uma realização conjunta da Cotrijal, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Emater/RS-Ascar, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS)e Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul (SDR). Por Fabiane Gomes | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal

  • Prefeito Gilson dos Santos recebe homenagem do Corpo de Bombeiros Militar do RS

    O Prefeito Gilson dos Santos recebeu, na manhã desta sexta-feira (13), uma homenagem do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul em reconhecimento ao apoio e à parceria com a corporação, especialmente pela implementação do serviço de auxiliar de bombeiro. A iniciativa garante o reforço de bombeiros civis para atuação na região, trabalhando de forma integrada com o Corpo de Bombeiros Militar. A honraria foi criada em 2018 pela Comissão de Avaliação de Mérito do Corpo de Bombeiros Militar e tem como objetivo homenagear e condecorar pessoas que contribuíram para o fortalecimento e o engrandecimento da instituição junto à comunidade gaúcha. Para o chefe do Executivo municipal, receber a comenda representa um reconhecimento importante ao trabalho desenvolvido no município. “Fico lisonjeado em receber esse reconhecimento e quero dividi-lo com aqueles que estão na linha de frente. Muitas vezes, às duas ou três horas da manhã, nossos bombeiros civis levantam da cama para atender qualquer ocorrência assim que são chamados”, destacou o Prefeito.

  • Summit do Jovem Cooperativista debate sucessão familiar e protagonismo da juventude no agronegócio

    A programação da Expodireto Cotrijal 2026 contou, nesta quinta-feira (12), com a realização do Summit do Jovem Cooperativista, evento voltado ao fortalecimento da participação da juventude no agronegócio. Pela primeira vez, a Arena Agrodigital recebeu o encontro, que reuniu jovens ligados ao cooperativismo e ao meio rural para a palestra com Camila Telles, especialista em comunicação e influenciadora do agro. A apresentação abordou a transição geracional no agronegócio, destacando a importância da continuidade das gerações no campo e da valorização do conhecimento transmitido pelas famílias rurais. “Muitas vezes o conhecimento que procuramos fora, na verdade está dentro de casa. Está em uma conversa com o avô, em um café com a avó, em ouvir os pais e entender tudo o que eles construíram, mesmo sem as ferramentas que temos hoje”, disse Camila. A palestrante também ressaltou que prefere utilizar o conceito de continuidade em vez de sucessão quando fala em gestão das propriedades rurais. “Sucessão parece que alguém vai substituir, mas na verdade estamos falando da sequência de um legado construído por gerações”, afirmou. Dados recentes também reforçam esse movimento de renovação no campo. O Censo Agropecuário de 2025 apontou que a presença de jovens entre 18 e 35 anos na gestão de propriedades rurais cresceu 27% nos últimos cinco anos. Formação de jovens fortalece a continuidade do trabalho no campo Durante a abertura do encontro, o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, destacou o papel dos jovens na continuidade das atividades no campo e na evolução do cooperativismo. Segundo ele, incentivar a participação da juventude em programas e eventos é fundamental para preparar as próximas gerações. “Quando temos jovens participando de eventos da cooperativa, estamos plantando a semente para o futuro”, afirmou. Manica também compartilhou uma reflexão sobre as diferentes gerações e a importância dos valores familiares na formação dos jovens. “O que eu sempre digo é: ouçam os mais experientes antes de tomar decisões. A experiência ajuda muito”, destacou. O vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, ressaltou que a cooperativa desenvolve uma série de programas voltados à formação e ao engajamento das diferentes gerações dentro do cooperativismo. Entre as iniciativas citadas está o Programa Supernova, voltado à formação de jovens ligados ao campo. “Hoje temos cerca de 450 jovens que já passaram pelo programa. Contamos com professores de universidades parceiras e também com profissionais da própria cooperativa. Trabalhar com jovens exige habilidade, conhecimento e foco no que queremos construir”, explicou. Schroeder ainda destacou ainda que o objetivo é preparar jovens que tenham interesse em permanecer no campo e dar seguimento às atividades das propriedades rurais. Por Jéssica Gomes | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal

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