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  • Com 9 painéis, 8 minicursos, almoço, estacionamento e muito mais, confira as vantagens do APSUL 2023

    Nos dias 26 e 27 de setembro, acontece em Não-Me-Toque o 6º Congresso Sul-Americano de Agricultura de Precisão e Máquinas Precisas - APSUL América 2023, no Parque da Expodireto Cotrijal. Com uma programação que envolve 9 painéis e 8 minicursos com grandes referências do Agro do Brasil, Holanda, Argentina e Estados Unidos, o APSUL 2023 abordará o tema "O PROTAGONISMO DA AGRICULTURA DE PRECISÃO RUMO À SUSTENTABILIDADE AGRÍCOLA”, confira abaixo a programação completa e as vantagens de participar do 6º Congresso Sul-Americano de Agricultura de Precisão e Máquinas Precisas - APSUL América 2023. CHECK-IN Para diminuir as filas e facilitar o seu acesso ao congresso, o APSUL América 2023 contará com check-in facilitado, basta apresentar o QRCode no check-in e sua credencial será gerada automaticamente, agilizando o acesso, tudo para que você possa aproveitar ao máximo o maior congresso de Agricultura de Precisão da América Latina. O APSUL América é um dos eventos mais aguardados do ano, e para garantir a melhor experiência para os participantes, o congresso conta com um amplo estacionamento gratuito para todos. TRADUÇÃO SIMULTÂNEA Por contar com grandes referência do agro do Brasil, Argentina, Holanda e Estados Unidos, o APSUL América conta com tradução simultânea em todos os painéis, garantindo uma melhor experiência e retenção máxima do conteúdo repassado. Ao fazer a sua inscrição, você poderá marcar um campo para ter acesso ao equipamento de tradução, mas lembre-se que no dia do evento, você deverá apresentar um documento com foto para retirá-lo. O PALCO DO APSUL 2023 O APSUL América 2023 acontecerá no parque de uma das maiores feiras do Agro da América Latina, a Expodireto Cotrijal. O parque onde acontece a feira conta com 131,2 hectares de infraestrutura completa. Realizada desde o ano 2000, a Expodireto Cotrijal atrai visitantes de mais de 70 países. São 250 mil pessoas que passam pelo parque em cinco dias, ávidas por ver o que os cerca de 500 expositores oferecem, nas áreas de máquinas e equipamentos agrícolas, produção vegetal, produção animal, agricultura familiar, meio ambiente, pesquisa e serviços voltados ao campo. HAPPY HOUR Para fechar o primeiro dia de congresso (26 de setembro) com chave de ouro, após a realização dos Minicursos será realizo o Happy Hour do APSUL 2023. Este é um momento gratuito, com boa bebida e música ambiente, tudo para gerar mais diversão e integração entre os participantes. ALMOÇO Para garantir uma maior comodidade e manter uma excelente qualidade, o APSUL América terá almoço disponível no local. Os cartões podem ser adquiridos no momento da compra do ingresso. INSCRIÇÕES Quer garantir a sua vaga no APSUL América 2023? Acesse www.apsulamerica.com.br e faça a sua inscrição.

  • Cresol cresce três vezes mais que a média do Sistema Financeiro Nacional

    A Cresol, instituição financeira cooperativa, cresceu 44% em volume financeiro em 2022, superando a média de crescimento do Sistema Financeiro Nacional (SNF), que foi de 14%, segundo o relatório divulgado recentemente pelo Banco Central (BC). O estudo apontou que a carteira de crédito das cooperativas teve um aumento de 22,4% em 2022, alcançando a marca de R$ 383 bilhões. Nesse contexto, a Cresol se destaca como uma das cooperativas que contribuem para o crescimento acima da média do Sistema Financeiro Nacional. Com R$ 24,59 bilhões em ativos totais, R$ 2,88 bilhões de patrimônio de referência, R$ 11,33 bilhões em depósitos e totalizando R$ 423,19 milhões em resultado financeiro, a cooperativa apresenta um desempenho sólido e consistente, com evolução do quadro de cooperados e do resultado financeiro nos últimos anos. A carteira de crédito da Cresol registrou R$ 18,14 bilhões, com destaque para os segmentos de Crédito Comercial, que somou R$ 9,31 bilhões, e Crédito Repasse, que atingiu R$ 8,83 bilhões. Esses números refletem o compromisso da Cresol em oferecer soluções financeiras competitivas e acessíveis para seus cooperados. “Atualmente, temos mais de 800 mil cooperados em todo o país que já utilizam as soluções financeiras da Cresol, seja um cartão ou um grande crédito de investimento. Com quase três décadas de história, estamos presentes nas cinco regiões do Brasil, oferecendo produtos para quem busca uma vida mais tranquila e próspera. Também fomentamos projetos de educação financeira para que os nossos parceiros possam tomar as melhores decisões. Acredito que são esses fatores que nos fazem crescer tanto nesse mercado”, explica Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação. Os dados do Banco Central revelam também que as cooperativas financeiras estão presentes em 55,3% dos municípios brasileiros com, pelo menos, uma unidade de atendimento. Com uma base de cooperados que engloba pessoas físicas e jurídicas, o número total de associados alcançou 15,6 milhões ao final de 2022, conforme destacou a autoridade monetária. Além disso, o total de ativos do sistema cooperativo atingiu R$ 590 bilhões no ano passado, registrando um crescimento significativo de 28,6% em comparação a 2021. Expansão Seguindo o cenário do sistema cooperativista financeiro, a Cresol continua a expandir sua atuação e busca alcançar novos patamares nos próximos anos. Ainda em 2023, a cooperativa deve inaugurar cerca de 120 unidades de atendimento, o que representa um crescimento de 20% de agências em relação ao ano anterior. “O cooperativismo é uma ferramenta fundamental na inclusão financeira de uma parte significativa da população brasileira, notadamente nas áreas mais remotas, e para as empresas de menor porte, atendendo às necessidades de crédito dos nossos cooperados. Por isso, entendemos que a expansão é importante para estarmos cada vez mais próximos das pessoas e, assim, continuar crescendo de forma segura e sustentável”, destaca Cledir Magri. Sobre a Cresol Com 28 anos de história, mais de 870 mil cooperados e 790 agências de relacionamento em 19 Estados, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do País. Com foco no atendimento personalizado, a Cresol fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.

  • Empregos com carteira assinada aumentam no Rio Grande do Sul no primeiro semestre

    O último levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, trouxe uma boa notícia para o Rio Grande do Sul. O Estado finalizou o primeiro semestre deste ano com 53.315 postos de trabalho criados. Segundo os dados, o resultado é proveniente da diferença entre as 763.996 admissões e as 710.681 demissões ocorridas entre janeiro e junho deste ano. As contratações foram impulsionadas pelos setores de serviços e da indústria. Nos seis primeiros meses do ano, o destaque ficou com fevereiro, que apresentou saldo positivo de 20.367 vínculos formais de emprego. Para o diretor-presidente da FGTAS (Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social), José Scorsatto, o resultado indica um possível crescimento mais expressivo para a segunda metade de 2023, impulsionado também pela queda na taxa básica de juros. “Vamos respeitar o que a economia nacional ditar. Tivemos uma baixa na taxa Selic e há projeções de que, até o final do ano, ela cairá ainda mais. Se a retração for significativa, como as análises indicam, o comércio aumenta as vendas e a indústria precisará empregar mais. Em consequência disso, crescerá a empregabilidade”, explicou Scorsatto. Segundo ele, o crescimento dos postos de trabalho gerado entre agosto e dezembro deve ser influenciado principalmente pela entrada dos safristas – pessoas contratadas para atender a demandas do setor agropecuário durante determinados períodos (como plantio, colheita e vacinação de animais). A partir de outubro, o litoral gaúcho também deve contribuir para o maior número de empregados. Com a intenção de melhorar a aproximação entre empregador e empregado, a FGTAS/Sine tem trabalhado na implementação de um sistema da Rede de Intermediação de Mão de Obras, do governo federal, que possibilita maior acesso ao emprego. “Faremos, o mais breve possível, um teste piloto nas agências para aumentar a facilidade de acesso tanto das pessoas que procuram emprego quanto do empregador (que vai conseguir visualizar currículo, idade, local e sexo, por exemplo). O contratante poderá realizar uma entrevista virtual, tudo acompanhado pela rede FGTAS/Sine”, revelou Scorsatto. “Nossas agências ainda ficarão disponíveis para atender quem não sabe lidar com a ferramenta, não tem um smartphone ou acesso a internet”, prosseguiu.

  • Quase metade dos gaúchos dizem que saberiam se seus dados fossem acessados sem autorização

    Quase metade dos gaúchos (43%) afirma que saberia se seus dados fossem acessados sem autorização. Os dados são da segunda edição da pesquisa IS4all – Segurança da Informação para todos, realizada pela empresa de serviços de TI (Tecnologia da Informação), Netfive. O que poderia apontar um aumento do conhecimento em relação à proteção de dados, porém, não se confirma, na prática. Isso porque, o fator humano ainda é o maior facilitador de ataques e invasões no ambiente digital. O relatório The Global Risks Report 2022, produzido pelo Fórum Econômico Mundial, indica, por exemplo, que 95% dos problemas envolvendo a segurança cibernética, têm relação com comportamentos humanos. “Diante desse dado que afirma que são justamente as pessoas que servem de porta de entrada para os criminosos, a questão a ser levantada é: será que se os usuários realmente percebessem um possível acesso aos seus dados, o número de ataques por fator humano não seria bem menor? O que me parece, é que há uma falsa sensação de segurança e, principalmente, um desconhecimento dos perigos no ambiente digital”, pontua Henrique Schneider, CEO da Netfive. Outro ponto a ser considerado é que como as ações dos cibercriminosos costumam ser discretas no início, crimes como o sequestro de dados acabam passando despercebidos, até que um resgate das informações seja pedido, algum golpe aplicado ou os dados vazados. Conforme o Cost of a Data Breach Report 2022, estudo realizado pela IBM, o tempo médio para identificar que um ambiente foi violado é 207 dias. O que significa que quando a invasão chega a ser percebida, o invasor já conseguiu ter acesso ao ambiente. “Perceber a ação dos criminosos na web não é tão fácil assim. Num roubo à residência, dificilmente os ladrões não serão flagrados pelos próprios moradores ou pelo circuito de segurança. Já quando falamos do ambiente digital, os cibercriminosos dão os primeiros passos de forma silenciosa e se movimentam discretamente até conseguirem os dados que lhes interessam”, explica o CEO da Netfive. Investimentos em prevenção Para o especialista, o melhor caminho para manter suas informações ou as de sua empresa seguras é a prevenção, principalmente por meio da conscientização. Ou, no caso das organizações, são os investimentos em segurança da informação, com a contratação de soluções para a proteção de dados e da promoção de treinamentos para os colaboradores. “A boa notícia é que as pessoas estão dispostas a aprender sobre proteção de dados. Nossa pesquisa mostrou que a maioria delas, mais precisamente 94%, gostaria de receber mais informações sobre segurança da informação em sua organização. Isso é uma ótima oportunidade para as empresas treinarem seus funcionários, como forma de levar conhecimento a eles e reduzir o risco de erros humanos que possam prejudicar o negócio”, reforça Schneider. O IS4all foi produzido a partir das respostas de colaboradores de mais de 30 empresas do Rio Grande do Sul, com uma amostra de 32 mil participantes que responderam um questionário anônimo, com perguntas relacionadas à proteção de dados e à segurança da informação.

  • Homem é baleado e idoso detido em caso de legítima defesa no interior de Ernestina

    Na tarde deste domingo (13), um incidente envolvendo um casal resultou em um homem baleado e um idoso detido na localidade de Capão do Valo, em Passo Fundo. De acordo com informações obtidas pela Reportagem Policial da Rádio Uirapuru, a Brigada Militar/3°RPMon foi chamada para responder a um possível caso de tentativa de homicídio e disparos de arma de fogo. Ao chegar ao local, as autoridades encontraram um homem ferido na perna por um disparo de arma de fogo e um idoso que supostamente efetuou o tiro. O idoso foi detido, enquanto o homem baleado foi encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) por uma ambulância. Segundo o relato do autor do disparo, o homem atingido teria ameaçado a mulher no local com uma arma de fogo e tentado estrangulá-la, mesmo ela estando com uma criança no colo. O idoso, aparentemente em defesa da mulher, entrou em luta corporal com o agressor e conseguiu tomar sua arma, um revólver Taurus calibre 38, resultando no disparo que feriu o homem na perna. A posse legal de armas do idoso também foi mencionada, incluindo duas espingardas calibre 20 e 28, as quais foram apreendidas pela Brigada Militar. Testemunhas corroboraram com a versão apresentada pelo idoso, indicando que ele agiu em legítima defesa para proteger a mulher ameaçada de morte. A Delegada Carolina Goulart, chefe da equipe de plantão da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), considerou que os fatos não estavam totalmente claros e optou por não efetuar uma prisão em flagrante. Ela enfatizou que a investigação seguirá seu curso, com o objetivo de esclarecer os detalhes do incidente, especialmente quando o homem baleado estiver em condições de prestar depoimento após sua recuperação hospitalar. O caso está sendo tratado como tentativa de homicídio, com o próprio homem baleado sendo acusado de ter estrangulado a mulher inicialmente. O idoso é enquadrado em legítima defesa de terceiros. A Delegacia de Especializada no Atendimento a Mulher (DEAM) ficará encarregada da investigação do caso. POR UIRAPURU

  • Bolivar e Dinho vão estar no Grenal Solidário do Polenta no dia 2 de dezembro

    #PortalEstaEmTudo O artilheiro dos Pampas, Sandro Sotilli anunciou ontem a tarde no Portal NMT as atrações do Grenal Solidário do Polenta deste ano de 2023. Além dos embaixadores do evento, Sotilli e Felipe, o grande evento marcado para o dia 2 de dezembro, já tem a confirmação da presença do General Bolivar pelo lado do Internacional e o super volante Dinho pelo lado do Grêmio.

  • 3º Boi no Rolete em São José do Centro será realizado em Outubro

    #PortalEstaEmTudo O Clube dos Amigos em São José do Centro, coordenado pelo desportista Alencar Wentz, irá sediar no dia 8 de outubro a 3º edição do Boi no Rolete. Os cartões já estão a venda com os organizadores ao preço de R$ 50,00 cada. Para mais informações contate pelo 54 9951-4470.

  • Quebrar o silêncio ajuda a prevenir suicídios, dizem especialistas

    #PortalEstaEmTudo O suicídio é um fenômeno multifatorial, ou seja, são vários elementos envolvidos que levam à decisão de uma pessoa tirar a própria vida. Por isso, é preciso uma articulação de setores e saberes para que ações de prevenção sejam bem sucedidas. Além disso, o tema não pode ser tratado como tabu. A avaliação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, em um cenário em que o país enfrenta alta no número de pessoas que tiram a própria vida. O número de suicídios no Brasil cresceu 11,8% em 2022 na comparação com 2021. O levantamento faz parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho. Em 2022, foram 16.262 registros, uma média de 44 por dia. Em 2021, foram 14.475 suicídios. Em termos proporcionais, o Brasil teve 8 suicídios por 100 mil habitantes em 2022, contra 7,2 em 2021. Reflexos da pandemia Para o professor Antonio Augusto Pinto Junior, do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), esse aumento deve-se, em muito, pelos efeitos da pandemia de covid-19. Ele contextualiza que o cenário pandêmico resultou em aumento do desemprego e precarização das condições de trabalho. “Elementos que se acumularam com outros fatores de risco para a saúde mental da população, como ansiedade, solidão, estresse. Fatores decorrentes tanto do isolamento social quanto dos lutos e perdas de amigos e/ou familiares”, explica. “Essas experiências deflagradas pela pandemia impactaram, de forma significativa, a saúde mental em função dos riscos físicos e psicossociais, tornando o sofrimento psíquico muito mais agudo, desencadeando o declínio do sentimento de vida e de uma sensação de vazio que, geralmente, acompanham o comportamento suicida”, conta o especialista, que observou esses sintomas em pacientes atendidos no projeto que a UFF de Volta Redonda, sul do estado do Rio de Janeiro, tem em parceria com o Departamento de Psicologia Clínica do Instinto de Psicologia da Universidade de São Paulo. O serviço é exclusivamente gratuito e conta com aproximadamente 400 terapeutas voluntários, inscritos no cadastro do Conselho Federal de Psicologia, além de graduandos de psicologia das duas universidades. “Mesmo após o período crítico da pandemia, a busca pelo tratamento online se manteve intensa. Desde a implantação em março de 2020, com o isolamento social, até o fim de 2022 - portanto abrangendo a pandemia e a pós pandemia - foram atendidas mais de 6 mil pessoas. Os principais transtornos apresentados são ansiedade e depressão, com queixa de desemparo atrelado à perda de referências simbólicas, o que produz uma forma de angústia que, muitas vezes, figura como um excesso emocional que acompanha uma interrupção do sentido de vida”, completa. Tendência preocupante O vice-diretor do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Rossano Cabral Lima, enxerga uma tendência preocupante nos dados de suicídio no país. Com base nos boletins epidemiológicos publicados pelo Ministério da Saúde, ele aponta que a média nacional era de 5,24 casos por mil habitantes em 2010. O especialista destaca que o aumento tem sido proporcionalmente maior em faixas etárias mais jovens, abarcando infância e juventude. O especialista, que também é secretário nacional da Associação Mundial para a Reabilitação Psicossocial, destaca ainda que Brasil e América Latina estão na contramão do mundo, que experimenta um decréscimo nos casos de suicídios. Cabral Lima diz acreditar que esse aumento pode ser relacionado a determinantes sociais da região latino-americana. "À medida que aumenta a taxa de desemprego, aumenta a de suicídio; à medida que cai a escolaridade, aumenta a taxa de suicídio. A violência na comunidade, de uma maneira geral, também aumenta os casos", afirma o psiquiatra, que já atuou na rede pública de atenção psicossocial. Rondônia em alerta O Anuário do FBSP traz um destaque relacionado ao estado de Rondônia. A taxa de suicídios por 100 mil habitantes foi de 20,7. Isso é mais que o dobro do índice nacional (8) e bem à frente do segundo colocado, Rio Grande do Sul (14,7). O psiquiatra Humberto Müller é integrante da Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Regional de Medicina de Rondônia. Segundo o psiquiatra, Rondônia, assim como os demais estados do Norte, sempre apresentou baixo índice de notificações compulsórias em relação ao suicídio, tendo por décadas subnotificado casos. “A melhora nas notificações deu aos profissionais a real noção do problema. Com isso, torna-se necessário que medidas de saúde pública sejam pensadas e aplicadas”, avalia. O especialista - que colaborou, em 2021, com o grupo de trabalho da Câmara dos Deputados destinado ao estudo sobre o aumento de suicídio, automutilação e problemas psicológicos entre os jovens - diagnostica que “o baixo número de profissionais que atuam em saúde mental, assim como os escassos serviços médicos ambulatoriais, como o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), e os baixos números de leitos para internação psiquiatria certamente fazem parte do problema”. Mundo De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida no mundo. Isso representa, em média, um caso a cada 40 segundos. É a quarta maior causa de morte em jovens entre 15 e 29 anos. Há indícios de que, para cada pessoa que morre por suicídio, é provável que haja mais de 20 outras que tentam dar fim à própria vida. A OMS afirma que estigmatização e tabu são grandes obstáculos para a prevenção. Isso impede que muitas pessoas que vivenciam problemas de saúde mental a ponto de pensar em suicídio deixam de procurar ajuda por causa do estigma que sofrem. Quebrar tabu O psiquiatra Humberto Müller defende que é fundamental desmistificar as fantasias e preconceitos com relação às doenças e tratamentos psiquiátricos. Muitos pacientes sofrem em silêncio, sem buscar atendimento por vergonha ou desconhecimento. A psicoeducação salva vida, pois traz luz às trevas da ignorância e estimula a busca por autocuidado”. Ele acrescenta que o enfrentamento do problema se faz com políticas públicas que ofereçam alternativas terapêuticas multidisciplinares aos que sofrem. “Ter acesso ao psiquiatra e psicólogo salva vidas. É preciso aumentar a rede de apoio, disponibilizando mais profissionais de saúde mental, para que possam atender a demanda latente e estruturar políticas públicas visando a prevenção e autocuidado”, conclui. Antonio Augusto Pinto Junior, da UFF, considera que a sociedade não compreende a dimensão nem os efeitos dos transtornos mentais na vida coletiva. “De modo geral, as pessoas atribuem apenas ao indivíduo ou à família as causas do sofrimento mental - concebido frequentemente como fraqueza e covardia do sujeito, não reconhecendo os vários determinantes sociais, culturais, políticos e econômicos associados ao desencadeamento das doenças mentais. Enquanto a sociedade não abordar o suicídio e outras manifestações do sofrimento psíquico como fenômenos multidimensionais e multicausais que demandam a articulação de vários setores e saberes, dificilmente teremos políticas públicas efetivas e eficazes no seu enfrentamento”, disse. Rossano Cabral Lima, do Instituto de Medicina Social da Uerj, diz acreditar que a saúde mental nunca foi um tema considerado prioritário e só começou a ganhar mais importância a partir dos anos 2000. Para ele, a promoção de saúde é um caminho para a prevenção de novos casos. Isso inclui oferecer a capacidade de o indivíduo superar obstáculos na vida e também afastar o acesso a itens que acabam sendo uma forma de chegar ao suicídio, como armas e drogas lícitas e ilícitas. “Suicídio é um tema que, com muito cuidado, precisa ser discutido nos espaços mais importantes da sociedade, desde a escola até os ambientes de trabalho, até a vida familiar, para, de fato, deixar de ser tratado como um tabu”, orienta. Acolhimento O Centro de Valorização da Vida (CVV) é um dos principais serviços de aconselhamento no país de pessoas que enfrentam pensamentos suicidas. De acordo com o último relatório de atividades do CVV, por meio do número de telefone 188 (ligação gratuita), 3,5 mil voluntários atendem uma média de 8 mil ligações por dia. A porta-voz do CVV, Leila Herédia, contou à Agência Brasil que o aumento no número de pessoas que tiram própria vida no país evidencia a importância de acolhimento. "Mais que números, são vidas que perdemos. Esse aumento só reforça a necessidade de focarmos cada vez mais na prevenção, todos nós, porque é apenas conversando, falando, quebrando tabus e permitindo que as pessoas desabafem, entendam que é tudo bem não estar bem, que a gente nem sempre está legal, que é ok pedir ajuda, que vamos mudar este cenário", diz. "Não é mimimi, a gente não estar bem sempre. E é importante saber a hora de buscar ajuda", completa. Para Leila Herédia, é preciso uma coesão entre instituições e pessoas. "Para quebrar este estigma e estimular as pessoas a pedirem ajuda, é necessário que tenhamos, de fato, esse espaço. Então, o poder público, com políticas públicas, atendimento na rede pública, profissionais de saúde, familiares, amigos, professores e o CVV, com nossos voluntários, todos nós devemos fazer parte desta rede de atenção e prevenção". Poder público Para a OMS, governos devem investir em políticas públicas para aumentar a conscientização sobre e importância da saúde mental e quebrar tabus envolvendo o suicídio. No ano passado, o Ministério da Saúde lançou iniciativas voltadas para o cuidado da saúde mental dos brasileiros pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre elas, a Linha Vida (196), um projeto telefônico piloto, começando pelo Distrito Federal, que disponibiliza teleconsultas para o enfrentamento dos impactos causados pela pandemia e as Linhas de Cuidado para organizar o atendimento de pacientes com ansiedade e depressão. Ao todo, foram destinados mais de R$ 45 milhões às ações. Papel da mídia Uma das ações da OMS na prevenção de novos casos de suicídio é interagir com a mídia para estimular e orientar uma cobertura responsável sobre o assunto, derrubando o mito de que o tema não deve ser interesse de reportagens. “A discussão sobre o suicídio e os transtornos mentais, de forma geral, deve ser pauta da imprensa, mas de forma cuidadosa e ética. Desmistificar o fenômeno do suicídio e abordá-lo como um problema social, e não apenas individual, deve ser também uma tarefa da mídia, de modo a ajudar as pessoas na identificação precoce dos sintomas e de como buscar ajuda profissional”, aponta Antonio Augusto Pinto Junior, do Departamento de Psicologia UFF. Rossano Cabral Lima, da Uerj, orienta que a imprensa trate casos sem sensacionalismo e evitando detalhes sobre os métodos, para evitar o chamado efeito contágio, que poderia incentivar outros casos. “É mais importante dar informações como essa [dados do anuário], que tem mais impacto na saúde coletiva, do que de casos individuais. Mas, mesmo em relação aos casos individuais, evitar detalhes sobre métodos, sem glamourização nem tratar como um ato de coragem, de resistência. Uma abordagem responsável pela imprensa tem um impacto positivo em transformar o suicídio em uma coisa que não seja um tabu”, conclui. Sinais de alerta Todos os anos ocorre a campanha Setembro Amarelo. É uma forma de levar a saúde mental e prevenção ao suicídio para o cotidiano nas pessoas. Um dos objetivos da ação é aumentar a conscientização sobre sinais de que uma pessoa pensa em tirar a própria vida. A Agência Brasil aponta alguns indícios, segundo a campanha: - Expressão de ideias ou de intenções suicidas; - Publicações nas redes sociais com conteúdo negativista ou participação em grupos virtuais que incentivem o suicídio ou outros comportamentos associados; - Isolamento e distanciamento da família, dos amigos e dos grupos sociais, particularmente importante se a pessoa apresentava uma vida social ativa; - Atitudes perigosas que não necessariamente podem estar associadas ao desejo de morte (dirigir perigosamente, beber descontroladamente, brigas constantes, agressividade, impulsividade, etc.); - Ausência ou abandono de planos; - Forma desinteressada como a pessoa está lidando com algum evento estressor (acidente, desemprego, falência, separação dos pais, morte de alguém querido); - Despedidas (“acho que no próximo natal não estarei aqui com vocês”, ligações com conotação de despedida, distribuir os bens pessoais); - Colocar os assuntos em ordem, fazer um testamento, dar ou devolver os bens; - Queixas contínuas de sintomas como desconforto, angústia, falta de prazer ou sentido de vida; - Qualquer doença psiquiátrica não tratada (quadros psicóticos, transtornos alimentares e os transtornos afetivos de humor). Obter ajuda Entre os profissionais que tratam de saúde mental e instituições especialistas em prevenção ao suicídio, é unânime a ideia de procurar (ou orientar) ajuda específica sempre que sentir necessidade de acolhimento (ou perceber que alguém precisa). Aqui alguns canais para receber atenção e auxílio: - Centro de Valorização da Vida, realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. - Mapa da Saúde Mental, que traz uma lista de locais de atendimento voluntário on-line e presencial em todo país. - Pode Falar, um canal lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) de ajuda em saúde mental para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. Funciona de forma anônima e gratuita, indicando materiais de apoio e serviço. Edição: Aline Leal - Agência Brasil

  • Espanha cria aplicativo para torcedores denunciarem racismo nos estádios

    La Liga, organizadora do Campeonato Espanhol, desenvolveu uma plataforma para que os próprios torcedores denunciem casos de discriminação racial nas arquibancadas. A entidade é acusada de falta de uma ação objetiva e contundente nos vários casos de racismo ocorridos na temporada passada na competição, 11 deles tendo o craque brasileiro Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid, como vítima. O aplicativo chamado LaLiga versus Racismo, é, segundo La Liga, a primeira iniciativa para passar a combater com rigor os insultos discriminatórios na temporada 2023/2024. “É uma plataforma para agregar tudo o que a gente faz. Será um canal de informação para a imprensa, para o torcedor, para entender realmente o que a LaLiga faz e por quê’’, diz Daniel Alonso, delegado da LaLiga no Brasil. “O que vamos fazer? O que está na nossa mão, que é formação, pedir para os clubes serem mais rigorosos com quem comete crime em seus estádios. Todo mundo é racista? Não. O clube pode banir esse torcedor”, complementa. Sob o lema “a força do nosso futebol”, a LaLiga afirma ter o compromisso de gerar “impacto positivo na sociedade”. Mudou o logotipo, a identidade visual e o patrocinador principal que agora é a EA Sports. Entretanto, as alterações, segundo a entidade, não são somente estéticas. Também promete agir contra a intolerância. Os representantes da LaLiga afirmam ter solicitado poder de punir esportivamente os clubes cujos torcedores sejam racistas nos estádios. Também, desejam autonomia para fechar arenas, tirar pontos das equipes e aplicar multas. Entretanto, isso não foi possível. Ao menos por enquanto. As ideias elaboradas com o objetivo de reduzir as ofensas discriminatórias nos estádios da Espanha surgiram por meio de um grupo convocado pela LaLiga com integrantes de diferentes países, incluindo pessoas que já sentiram na pele o preconceito. Daniel Alonso, delegado da LaLiga no Brasil, reconheceu erros da organização na condução dos casos de racismo sofridos por Vini Jr. nas últimas temporadas. “Temos que, humildemente, reconhecer que o problema não estava sendo abordado com a intensidade que merecia”, admitiu. “O público e a imprensa não sabiam o que a gente estava fazendo. Foi um erro nosso não comunicar o que estava sendo feito e o que não estava na nossa mão”, salienta. No mês de maio, após mais um ataque racista onde foi chamado de “macaco” por torcedores do Valencia, no estádio Mestalla, casa do Valencia, o brasileiro disse que a LaLiga normaliza o racismo, apontou o Espanhol como o “campeonato dos racistas” e alertou para a imagem negativa que a Espanha tem passado ao mundo em razão do comportamento de torcedores. Javier Tebas, presidente da La Liga, rebateu. Chegou a dizer que os casos eram “extremamente pontuais”, minimizou a gravidade dos incidentes e insinuou que o brasileiro estava sendo manipulado. Depois, teve de se desculpar. “Não comunicar certo foi a única falha? Não. Tivemos algumas falhas. Mas o que não pode ficar em dúvida é nosso compromisso contra o racismo”, assume Alonso. “Quando um atleta não entende que a gente o está protegendo, temos de comunicar melhor. A gente vai comunicar melhor, mas vai trazer novas ações para combater o racismo”, finaliza.

  • Quatro apostas dividem prêmio de R$ 116,2 milhões da Mega-Sena

    O resultado da Mega-Sena 2620 foi divulgado neste sábado (12), em São Paulo, e quatro apostas acertaram as seis dezenas e vão dividir o prêmio. Cada uma vai receber R$ 29.058.128,28. As apostas ganhadoras foram de Uberaba (MG), duas de Sinop (MT) e uma de Fortaleza (CE). Os números sorteados foram: 04 – 06 – 13 – 21 – 26 – 28. Este foi o segundo maior prêmio pago pela Mega-Sena em 2023.

  • Banco Central quer que clientes tenham acesso a diferentes bancos no mesmo app

    O mercado financeiro está trabalhando nos chamados “agregadores financeiros”, apelidados de “superaplicativos”, que reunirão as informações das pessoas físicas atualmente espalhadas por vários bancos em uma única plataforma. A informação é do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Segundo ele, a expectativa é de que esse tipo de aplicativo esteja disponível dentro de um ano e meio, ou seja, próximo ao fim de 2024. O mandato de Campos Neto no comando do BC vai justamente até o fim do ano que vem. Ele já informou que não pretende continuar na instituição em 2025. “Você vai ter seu fluxo [financeiro de todos os bancos] consolidado em um instrumento só. Então hoje a gente paga o cartão de crédito, e tem aquele ‘dois de três [parcelas], cinco de oito’’, e você não sabe mais quanto que você deve. Você vai apertar um botão [no agregador financeiro] e vai ter lá todo o seu fluxo de caixa, como as empresas fazem hoje. Isso vai estar disponível para as pessoas físicas”, disse Campos Neto. O agregador financeiro é mais uma etapa do “open banking” (ou open finance), uma plataforma desenvolvida pelos participantes do sistema que permite aos clientes o compartilhamento dos dados bancários e históricos de transação com bancos e fintechs (pequenas empresas de tecnologia em serviços financeiros). O objetivo é aumentar a concorrência entre os bancos. “É um produto que provavelmente as instituições financeiras vão aparecer. A cada dia que passa, os apps agregam mais informações e produtos e serviços. Dele e de terceiros. O ‘open finance’ turbina esse processo em prol do consumidor. Se o consumidor tem duas, três contas em diferentes instituições financeiras, vai poder agregar todas as suas informações em um único local”, disse o diretor de Regulação do BC, Otavio Damaso, em junho. No fim do ano passado, Campos Neto afirmou que, em sua visão de futuro, não é razoável esperar que as pessoas tenham que lidar com diferentes aplicativos para acessar informações e serviços de diferentes instituições financeiras. O Banco Central informou que não há necessidade de regulação adicional para os agregadores financeiros, pois os regulamentos do open finance já possibilitam esse tipo de produto.

  • Exportações do agronegócio gaúcho totalizam 3,54 bilhões de dólares no segundo trimestre deste ano

    As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul no segundo trimestre deste ano totalizaram US$ 3,54 bilhões, pouco abaixo (-0,9%) do valor registrado no mesmo período do ano passado, quando alcançaram US$ 3,57 bilhões. Entre os principais destaques positivos do período, as exportações do complexo soja (total de US$ 1,38 bilhão; +23,7%) e do setor de fumo e seus produtos (US$ 471,24 milhões; +21,4%) tiveram as maiores altas. Os segmentos de produtos florestais (US$ 295,39 milhões; -35,4%) e de carnes (US$ 569,88 milhões; -21,4%) apresentaram as maiores quedas. O agronegócio foi responsável por 69,3% das exportações totais do Estado no segundo trimestre. Mesmo com a redução no período de abril a junho, no acumulado dos seis primeiros meses de 2023, as exportações do setor registraram alta de 2,7%. No total, foram US$ 7,3 bilhões, o que representa 71,3% das vendas externas gaúchas no semestre. Sem considerar a inflação do período, o valor das exportações em 2023 foi o mais alto para um primeiro semestre desde 1997, quando teve início a série histórica. Os dados constam no boletim Indicadores do Agronegócio do RS, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. A soja em grão foi a principal responsável pelo aumento nas vendas do complexo soja no segundo trimestre, com alta de 94,3% no valor comercializado (total de US$ 755,87 milhões), compensando a queda do óleo de soja (total de US$ 149,05 milhões, -44,6%). No fumo e seus produtos, o principal artigo do segmento, o fumo não manufaturado, registrou elevação de 17,2% em valor (total de US$ 417,38 milhões). Entre as baixas, no setor de carnes, a redução nas vendas de carne de frango (total de US$ 274,65 milhões; -35,7%) e de carne bovina (total de US$ 83,16 milhões; -25,2%) impactaram o resultado final. Entre os produtos florestais, o principal item do segmento – a celulose – registrou queda de 44,6% no valor exportado (total de US$ 179,08 milhões). O setor de cereais, farinhas e preparações teve queda de 9,2% nas vendas no segundo trimestre (total de US$ 279,55 milhões). O destaque positivo foi para o aumento nas exportações de arroz (total de US$ 136,49 milhões; +115,9%). Houve ainda redução no comércio de trigo (total de US$ 70,63 milhões; -33,2%) e de milho (total de US$ 54,02 milhões; -53,4%). Quanto aos principais compradores dos produtos do agronegócio gaúcho, a China segue no topo da lista, com uma fatia de 27,3% do comércio. O país asiático aumentou em US$ 169,4 milhões as aquisições do Rio Grande do Sul – alta de 21,2%. A União Europeia (15,9%), Estados Unidos (5,3%), Vietnã (5,1%) e Argentina (3,1%) completam o ranking dos cinco principais compradores do segundo trimestre. Primeiro semestre de 2023 O recorde em vendas nos primeiros seis meses do ano foi puxado pelo complexo soja, que alcançou exportações de US$ 2,2 bilhões no período, alta de 15,5% em relação a 2022. Além da oleaginosa, o grupo de fumo e seus produtos (total de US$ 1,06 bilhão; +20,6%) e de máquinas e implementos agrícolas (US$ 308,01 milhões; +11,7%) também registraram aumento. Carnes (US$ 1,22 bilhão; -4,1%), cereais, farinhas e preparações (US$ 992,61 milhões; -8,5%), produtos florestais (US$ 721,64 milhões; -13,8%) e couros e peleteria (US$ 162,57 milhões; -19,5%) tiveram redução nos valores. Entre produtos específicos do agronegócio gaúcho, a soja em grão apresentou a maior variação positiva em termos absolutos (mais US$ 331,65 milhões; +50,6%), seguida do fumo não manufaturado (mais US$ 158,55 milhões; +19,4%). Na lista de principais destinos das exportações, a China representou 22,5% do total das compras do Rio Grande do Sul, seguida pela União Europeia (14,9%), Estados Unidos (5,7%), Vietnã (5,1%), Indonésia (4,7%) e Arábia Saudita (2,8%). Emprego formal no agronegócio Tradicional período de redução no saldo de postos de trabalho no campo, por conta da sazonalidade da produção agrícola, o segundo trimestre de 2023 registrou saldo negativo de 8.438 postos com carteira assinada no agronegócio no Rio Grande do Sul. Em 2022, o resultado havia sido negativo em 7.856 postos.

  • Abertura de mercado leva carne suína gaúcha para a República Dominicana

    Com um processo rigoroso, incluindo a revisão de certificados e auditorias in loco, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) conquistou mais dois mercados para a comercialização da proteína animal brasileira. Carnes bovinas e suínas já podem ser exportadas para a República Dominicana. O frigorífico gaúcho Alibem, de Santa Rosa, conseguiu habilitação para exportar carne suína para o país caribenho. “Essa é mais uma conquista importante para o mercado de proteína animal do Rio Grande do Sul e reforça a excelência do nosso serviço veterinário, liderado pelos servidores do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal”, destacou o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Giovani Feltes. “O status sanitário conquistado pelo Estado é uma construção coletiva entre entidades e a própria indústria e possibilita a abertura de novos mercados.” Para o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber, o momento abre uma oportunidade para que haja a extensão para verificação e habilitação de novas plantas exportadoras no Rio Grande do Sul. “É um início de trabalho com um mercado importante, de 120 mil toneladas anuais”, disse. Desde 2015, o Rio Grande do Sul é certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de peste suína clássica. O Estado, assim como o Brasil, nunca registrou casos de peste suína africana. Segunda maior economia da América Central e Caribe, a República Dominicana se apresenta como um destino promissor para as carnes brasileiras. No ano passado, de acordo com as Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (AgroStat), o país importou mais de US$ 60 milhões em carnes do Brasil, correspondendo a um volume superior a 37 mil toneladas. O Rio Grande do Sul respondeu por mais de 5 mil toneladas dessas exportações, arrecadando US$ 9 milhões.

  • Base do governo quer instaurar CPI das Joias na Câmara dos Deputados

    A base do governo na Câmara dos Deputados tenta conseguir apoio para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o suposto esquema de venda ilegal de joias recebidas como presente durante viagens oficias do governo Bolsonaro. A ideia ganhou força após a operação da Polícia Federal que teve como alvos aliados do ex-presidente. O recolhimento de assinaturas para a instauração da comissão começou quando o caso das joias recebidas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, da Arábia Saudita vieram à tona. Conforme o autor do pedido, deputado Rogério Correia (PT-MG) será necessário conversar com os parlamentares e ir conquistando apoio para instaurar a CPI a partir desta segunda-feira (14). Até o momento, são 108 assinaturas. O mínimo para protocolar uma CPI é de 171. “A gente já sabia que tinha mais coisas a serem reveladas do que só o caso da Michelle, que foi o fato que originou nosso pedido. Acredito que agora, com o escândalo revelado nesta semana, vamos conseguir reunir todas as assinaturas”, afirmou Correia. Defesa de Bolsonaro Fábio Wajngarten, advogado e ex-chefe da secretaria de Comunicação de Bolsonaro, e que atua na defesa do ex-presidente, disse à CNN que ele e seus colegas do time jurídico não sabiam da operação de recompra de um relógio Rolex nos Estados Unidos. Conforme Wajngarten, ele estava dando uma orientação jurídica a Cid sobre como proceder, mas desconhecia o paradeiro das joias. “A defesa não sabia. Eu estava ali para orientá-los a se antecipar a uma decisão que o TCU tomaria, pegar as joias e entregar. Só isso. Eu não sabia onde elas estavam”, afirmou à CNN. Questionado o motivo de não ter perguntado o paradeiro das joias, Wajngarten afirmou que não cabia a ele essa pergunta naquele momento. Conforme documentos da Polícia Federal, Wajngarten, debateu o risco de ordem para entrega das joias ao Tribunal de Contas da União (TCU) com Mauro Cid. Ele chegou a dizer que essa operação “foi contaminada por Fred”, que seria Frederick Wassef. Segundo a PF, Wajgarten conversou com Cid sobre a “contaminação” da operação no dia 15 de março de 2023. A mensagem foi enviada depois que o TCU começar a analisar o caso. Procurado para falar sobre o caso, Wajgarten disse ter olhado seu telefone e não ter encontrado conversas sobre o assunto.

  • Mega-Sena pode pagar R$ 115 milhões neste sábado

    O concurso 2.620 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 115 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre por volta das 20h deste sábado (12), em São Paulo. No concurso da última quarta-feira (9), ninguém acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

  • Pix será alternativa para cartão de crédito e empréstimos, avalia presidente do Banco Central

    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta sexta-feira (11) que a instituição financeira segue atuando em novas funcionalidades do Pix, sistema de transferência de recursos em tempo real. Campos Neto afirmou que isso poderá ser, no futuro, uma alternativa ao cartão de crédito. A declaração do presidente do BC foi dada um dia após ter informado que o Banco Central avalia alternativas para reduzir a inadimplência nas operações com cartão de crédito rotativo, como o fim do rotativo do cartão de crédito, e o parcelamento do saldo devedor com juro menor. Outra sugestão foi cobrar uma tarifa para compras parceladas com prazo maior. “É super importante, a gente está fazendo várias políticas com o PIX crédito, que vão desafogar e dar alternativas. Mas a nossa ideia era dar uma opção que passasse por ter um parcelamento, e não ter o rotativo. De tal forma que a gente conseguisse equilibrar os números por produto. É importante que o cartão de crédito continue a ser uma alternativa viável”, disse durante participação no Fórum de Gestão Empresarial da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap). Ainda não há informações sobre como funcionaria o Pix na modalidade de crédito, pois ainda não foi oficialmente lançado. O Pix, sistema de transferências instantâneas, bateu novo recorde de transações na última sexta-feira (4). Pela primeira vez, a modalidade superou a marca de 140 milhões de transações em 24 horas. Somente naquele dia, 142,4 milhões de transferências via Pix foram feitas para usuários finais. O recorde anterior tinha sido registrado em 7 de julho, com 134,8 milhões de transações num único dia. Criado em novembro de 2020, o Pix acumula 151,9 milhões de usuários, dos quais 139,4 milhões de pessoas físicas e 12,5 milhões pessoas jurídicas. Em junho, o sistema superou a marca de R$ 1,36 trilhão movimentados por mês. Quase três anos depois, sistema de transferências instantâneas já é usado pela maior parte dos consumidores brasileiros, tem substituído as transferências bancárias e já ultrapassou a utilização do dinheiro em pagamentos no país. O dado faz parte de uma pesquisa de uma consultoria.

  • Comitê Técnico reúne-se para apresentar estratégias de combate à Dengue

    Nesta sexta-feira (11), o Comitê Técnico de combate à dengue reuniu-se no Plenário Dr. Otto Stahl da Câmara de Vereadores, para avaliar o painel de casos do ano anterior e traçar estratégias para 2023. Planejamento 2023/2024 Buscando contenção de casos, estão previstos a manutenção dos trabalhos nos Comitês, bem como, o fluxo dos atendimentos nas UBS com testagem rápida, distribuição de kits medicação e repelente. Também estão previstos a intensificação dos alertas nas mídias sociais, atividades educacionais em escolas e grupos atendidos pelas UBS, além da capacitação de equipes e mutirões de limpeza. Cabe destacar, que no ano anterior o Município registrou dois óbitos em decorrência da dengue, além de um alto número de casos positivos. A melhor forma de prevenção continua sendo a eliminação de criadouros e o apoio da comunidade é crucial para que o cenário do ano anterior não se repita.

  • Assaltos a joalherias e óticas crescem 140% em cinco anos no RS

    Ações consideradas "ousadas" pela polícia, os roubos a joalherias e óticas cresceram no Rio Grande do Sul. Os registros no primeiro semestre dos últimos cinco anos mostram alta de 140% em 2023, quando foram 12 casos até junho, em relação ao mesmo período de 2019, quando foram cinco. Na primeira metade de 2023, o RS teve, em média, dois assaltos a este tipo de estabelecimento a cada mês. Os dados foram obtidos junto à Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-RS). Conforme a secretaria, Porto Alegre é a cidade com mais roubos a joalherias ou óticas no período: cinco. Depois vem Passo Fundo, com três casos, sendo dois registrados no período de um mês. As demais ocorrências foram em cidades menores. Apesar de os registros não serem tão numerosos, chama atenção a alta ao longo dos últimos cinco anos. Para a diretora do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegada Vanessa Pitrez, uma possível explicação para este aumento é o trabalho de forças de segurança para coibir outros tipos de delitos. — A forte repressão ao roubo a banco, que era um crime de maior monta, com maior expressividade econômica, fez com que os episódios tivessem uma redução significativa, levou ao quase fim desses casos no RS. Pode ter sido um fator que fez os grupos migrarem para o roubo a joalherias, que é um delito que também traz vantagem econômica bastante expressiva — opina a delegada. A Polícia Civil não divulga os valores levados por criminosos nas ações, "para não estimular os delitos". A diretora explica que o Deic só investiga os roubos em joalherias ou óticas ocorridos na Capital. Mesmo assim, as equipes do departamento monitoram episódios registrados em outras partes do Estado, acompanhando as investigações de delegacias dos municípios. Entre as ações de combate a este tipo de crime, a diretora do Deic ressalta a prisão do criminoso conhecido como Zoreia, considerado o principal foragido do RS, preso em julho Pará. Com condenações que somam 243 anos de reclusão, ele voltou a cumprir pena na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) após ser capturado. Segundo a delegada, o homem tem antecedentes criminais por roubos a joalherias, especialmente na Região Noroeste. — Ele seria o mandante de mais de um roubo a joalheria e em mais de um município gaúcho, e concentra a atuação no noroeste do Estado, há anos. Ordena esses assaltos para obter dinheiro, no objetivo de capitalizar seu grupo criminoso e atuar no tráfico de drogas. É importante destacar que, após a prisão dele, não foram mais registrados roubos do tipo nessa região — relata Vanessa Pitrez. Dois casos em um mês na Capital Em Porto Alegre, dois roubos a joalherias recentes, registrados no intervalo de um mês, chamaram atenção: ocorreram à luz do dia, dentro de shopping centers, diante de corredores movimentados. Por terem ocorrido entre julho e agosto, eles não estão contabilizados no balanço destacado acima. Apesar da alta na comparação anual e destes registros nas últimas semanas, o delegado João Paulo de Abreu, que investiga ocorrências do tipo em Porto Alegre, não vê uma "onda" deste crime na Capital. — Apesar destes dois casos recentes na cidade, não vejo um aumento significativo de delitos do tipo, uma onda que esteja ocorrendo. Mas, é claro, queremos solucionar o quanto antes esses episódios registrados em Porto Alegre, para que os indivíduos sejam presos e não continuem a praticar esses roubos — analisa Abreu, titular da 1ª delegacia de Repressão a Roubos do Deic. Para não comprometer o trabalho das equipes, o delegado prefere não fornecer detalhes do inquérito e evita falar sobre uma possível ligação entre os episódios antes de aprofundar a apuração. Ele, afirma, no entanto, que a investigação está avançada: — Já descobrimos muita coisa, mas a divulgação das informações neste momento pode prejudicar o trabalho. Um dos casos ocorreu na manhã de 5 de agosto, quando dois homens assaltaram uma joalheria no Shopping Total, no bairro Floresta. Conforme a Brigada Militar, eles chegaram à loja anunciando o roubo e dizendo estar armados. A dupla fugiu levando cerca de 20 peças do mostruário, avaliadas em R$ 170 mil, segundo a BM. Ninguém ficou ferido. No crime anterior, registrado em 8 de julho, também uma manhã de sábado, dois homens roubaram uma joalheria dentro do shopping Bourbon Wallig, na zona norte de Porto Alegre. A dupla rendeu um segurança do shopping, exigiu a abertura de um cofre e levou joias e dinheiro. Na sequência, os dois fugiram. Ninguém ficou ferido. Denúncias e informações que possam levar à elucidação dos casos podem ser repassadas ao Deic pelo telefone 0800 510 2828.

  • PF pede quebra de sigilos bancário e fiscal de Jair Bolsonaro

    A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (11), a quebra de sigilo fiscal e bancário do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido também inclui a autorização para coletar um depoimento do ex-mandatário sobre um suposto esquema ilegal de venda de presentes, incluindo joias, que ele recebeu durante seu governo. Segundo a colunista do Estadão Eliane Cantanhêde, a PF quer ouvir ainda a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, que teria sumido com joias recebidas pelo então chefe Executivo, conforme apontam mensagens obtidas pelo órgão. Além disso, a Polícia Federal acionou o FBI para avançar nas investigações nos Estados Unidos, local onde parte dos presentes teriam sido vendidos ilegalmente. A avaliação dos investigadores é de que os indícios e provas já obtidos pela polícia brasileira seriam suficientes para prender o general Mauro César Lourena Cid, pai de Mauro Cid, braço-direito do ex-chefe do Executivo, e o advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef. Os dois estão envolvidos diretamente no esquema de busca e apreensão da PF nesta sexta-feira (11). Mauro César Lourena Cid teria vendido ilegalmente um dos presentes recebidos pelo ex-presidente, um relógio da marca Rolex. E Wassef, posteriormente, teria recomprado o item para devolver à União, após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo a PF, os montantes "obtidos das vendas foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados, por meio de laranjas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores". Em nota assinada pelos escritórios de advocacia D.B. Tesser e Paulo Amador Cunha Bueno, e publicado pelo jornal O Globo, o ex-presidente Bolsonaro negou ter se apropriado ou desviado "bens públicos" e afirmou que coloca à disposição da Justiça sua movimentação financeira. "O Presidente Bolsonaro reitera que jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos, colocando à disposição do Poder Judiciário sua movimentação bancária", diz a nota assinada pelos advogados. A defesa também afirma que o ex-presidente "voluntariamente e sem que houvesse sido instada, peticionou junto ao TCU — ainda em meados de março, p.p. —, requerendo o depósito dos itens (joias presenteadas por governo estrangeiro) naquela Corte, até final decisão sobre seu tratamento, o que de fato foi feito". As defesas de Mauro Cid, Mauro César Lorena Cid e Frederick Wassef não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

  • Homem é morto e outro fica ferido com tiros no Bairro Arroio

    A madrugada de sábado, 12, foi violenta na Rua Etelvino Lupatini, no Bairro Arroio, em Espumoso. Um homem foi morto e outro ficou ferido com disparos de arma de fogo. De acordo com as informações de vizinhos, um criminoso atirou e matou um homem que estava na rua e chamou por um morador local, que ao abrir a porta também foi alvejado no peito e no ombro. O crime ocorreu por volta de 04:30 da manhã. O acusado do crime fugiu logo após e não foi localizado. A vítima fatal foi identificada como Edemar Pinto Ferreira, 51 anos. O ferido é Wellington Sebastião das Almas Feisttler, 24 anos. Wellington está internado no Hospital de Espumoso, mas será transferido para Passo Fundo devido aos ferimentos. Um cachorro que estava na residência também foi morto com disparos. A Brigada Militar está no local e aguarda a chegada da Polícia Civil e do IGP. Aguarde novas informações.

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