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  • Entenda o que é e como funcionará o real digital

    A implementação da versão virtual do real deu mais um passo na segunda-feira (7), quando o BC (Banco Central) anunciou que a moeda digital brasileira se chamará Drex. Com a plataforma em fase de testes desde março e as primeiras operações simuladas previstas para setembro, o real digital pretende ampliar as possibilidades de negócios e estimular a inclusão financeira. Tudo em um ambiente seguro e com mínimas chances de fraudes. A ideia, segundo o BC, é que o Drex seja usado no atacado para serviços financeiros, funcionando como um Pix – sistema de transferências instantâneas em operação desde 2020 – para grandes quantias e com diferentes finalidades. O consumidor terá de converter reais em Drex para enviar dinheiro e fazer o contrário para receber. Confira como vai funcionar a nova moeda digital oficial do País: O que é o Drex? Também chamado de real digital, o Drex funcionará como uma versão eletrônica do papel-moeda, que utiliza a tecnologia blockchain, a mesma das criptomoedas. Classificada na categoria Central Bank Digital Currency (CBDC, Moeda Digital de Banco Central, na sigla em inglês), a ferramenta terá o valor garantido pela autoridade monetária. Cada R$ 1 equivalerá a 1 Drex. Considerado à prova de hackers, o blockchain é definido como uma espécie de banco de dados ou de livro-razão com dados inseridos e transmitidos com segurança, rapidez e transparência. Sem um órgão central de controle, essa tecnologia funciona como uma espécie de corrente de blocos criptografados, com cada elo fechado depois de determinado tempo. Nenhuma informação pode ser retirada ou mudada porque todos os blocos estão conectados entre si por senhas criptografadas. Qual a diferença em relação às demais criptomoedas? As criptomoedas obedecem à lei da demanda e da oferta, com o valor flutuando diariamente, como uma ação de uma empresa. Sem garantia de bancos centrais e de governos, a cotação das criptomoedas oscila bastante, podendo provocar perdas expressivas de valor de um dia para outro. Atrelado às moedas oficiais, o CBDC oscila conforme a taxa diária de câmbio, determinada pelos fundamentos e pelas políticas econômicas de cada país. A taxa de câmbio, no entanto, só representa diferença para operações entre países diferentes. Para transações internas, o Drex valerá o mesmo que o papel-moeda. Outra diferença em relação às criptomoedas está no sistema de produção. Enquanto moedas virtuais como Bitcoin, Ethereum e outras podem ser “mineradas” em um computador que resolve algoritmos e consome muita energia, o Drex será produzido pelo Banco Central, com paridade em relação ao real. Qual a diferença do Drex para o Pix? Embora possa ser considerado primo do Pix, por permitir pagamentos instantâneos entre instituições financeiras diferentes, o Drex funcionará de maneira distinta. No Pix, a transferência ocorre em reais e obedece a limites de segurança impostos pelo BC e pelas instituições financeiras. No Drex, a transferência utilizará a tecnologia blockchain, a mesma das criptomoedas. Isso permitirá transações com valores maiores. Que serviços poderão ser executados com o Drex? Serviços financeiros em geral, como transferências, pagamentos e até compra de títulos públicos. Os consórcios habilitados pelo Banco Central poderão desenvolver mais possibilidades, como o pagamento instantâneo de parcelas da casa própria, de veículos e até de benefícios sociais, conforme anunciado pelo consórcio formado pela Caixa Econômica Federal, a Microsoft do Brasil e a bandeira de cartões de crédito Elo. O Drex permitirá o uso de contratos inteligentes. No caso da venda de um veículo, não haveria a discussão se caberia ao comprador depositar antes de pegar o bem ou se o vendedor teria de transferir os documentos antes de receber o dinheiro. Todo o processo passará a ser feito instantaneamente, por meio de um contrato automatizado, reduzindo o custo com burocracias, intermediários e acelerando as operações. Como se dará o acesso ao Drex? Prevista para chegar ao consumidor no fim de 2024 ou início de 2025, o Drex só funcionará como uma moeda de atacado, trocada entre instituições financeiras. O cliente fará operações com a moeda digital, mas não terá acesso direto a ela, operando por meio de carteiras virtuais. O processo ocorrerá da seguinte forma: primeiramente, o cliente (pessoa física ou empresa) deverá depositar em reais a quantia desejada em uma carteira virtual, que converterá a moeda física em Drex, na taxa de R$ 1 para 1 Drex. Essas carteiras serão operadas por bancos, fintechs, cooperativas, corretoras e demais instituições financeiras, sob a supervisão do BC. Novos tipos de empresas com carteira virtual poderão ser criados, conforme a evolução da tecnologia. Após a tokenização (conversão de ativo real em ativo digital), o cliente poderá transferir a moeda digital, por meio da tecnologia blockchain. Caberá ao receptor converter os Drex em reais e fazer a retirada. A tokenização pode ser definida como a representação digital de um bem ou de um produto financeiro, que facilita as negociações em ambientes virtuais. Por meio de uma série de códigos com requisitos, regras e processos de identificação, os ativos (ou frações deles) podem ser comprados e vendidos em ambientes virtuais. Testes Em março, o BC escolheu a plataforma Hyperledger Besu para fazer os testes com ativos de diversos tipos e naturezas. Essa plataforma tem baixos custos de licença e de royalties de tecnologia porque opera com código aberto (open source). Em junho, o BC escolheu 16 consórcios para participar do projeto piloto. Eles construirão os sistemas a serem acoplados ao Hyperledger Besu e desenvolverão os produtos financeiros e as soluções tecnológicas. A lista completa de entidades selecionadas pelo Comitê Executivo de Gestão está no site do BC. Previstos para começarem em setembro, os testes com os consórcios ocorrerão com operações simuladas e testarão a segurança e a agilidade entre o real digital e os depósitos tokenizados das instituições financeiras. A testagem será feita em etapas até pelo menos fevereiro do próximo ano, quando ocorrerem operações simuladas com títulos do Tesouro Nacional. Ativos Os ativos a serem testados no projeto piloto serão os seguintes: depósitos de contas de reservas bancárias; depósitos de contas de liquidação; depósitos da conta única do Tesouro Nacional; depósitos bancários à vista; contas de pagamento de instituições de pagamento e títulos públicos federais.

  • Portugal contratará médicos brasileiros com salário de R$ 15 mil e moradia paga

    Portugal quer contratar médicos brasileiros com salário equivalente a R$ 15 mil por mês, além de vale-refeição e moradia paga, para suprir a escassez de profissionais em regiões onde há maior demanda por serviços de saúde. Isso ocorre em um contexto de aumento do número de imigrantes no país e aposentadoria de médicos, o que vem colocando pressão sobre o sistema de saúde público, o SNS (Serviço Nacional de Saúde), similar ao SUS brasileiro. Só de brasileiros, o número de imigrantes em situação regular no país mais do que dobrou desde 2016 – são quase 300 mil (ou 30% de todos os estrangeiros), segundo os dados oficiais mais recentes. Os detalhes sobre como vai funcionar a contratação de médicos estrangeiros estão sendo acertados, uma vez que os modelos de contratação relativos ao recrutamento ainda “estão sendo desenvolvidos”, informou a ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde), órgão vinculado ao Ministério da Saúde português. Sabe-se, porém, que as contratações serão de “natureza transitória” – três anos – “para facilitar o acesso regular das populações a cuidados médicos”, enquanto médicos de família estão sendo formados, segundo a ACSS. “Estão sendo testadas as condições que poderão vir a ser oferecidas e que constam da súmula criada pela ACSS e que está ainda a ser trabalhada”, informou o órgão no comunicado. “A remuneração oferecida tem como referência a prestação de serviços médicos em atendimento em Cuidados de Saúde Primários, para um horário semanal de 40 horas”, prosseguiu. Os médicos contratados trabalharão em centros de saúde nas regiões de Lisboa, Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. O salário mensal é de 2.863 euros (R$ 15 mil brutos, ou cerca de R$ 9 mil líquidos), além de vale-refeição diário de seis euros (R$ 32). A moradia também está incluída no pacote de benefícios. Os médicos contratados vão ter “um período de integração com apoio de um médico do serviço”, mas devem obedecer aos seguintes requisitos: ter “o reconhecimento de qualificações estrangeiras” em Portugal e “preferencialmente, um mínimo de cinco anos de experiência como médico”. Os interessados devem enviar e-mail para recrutamento.medicos@acss.min-saude.pt. A revalidação do diploma, no entanto, segue sendo um dos maiores entraves a médicos estrangeiros que queiram atuar em Portugal e pode frustrar planos de brasileiros que queiram emigrar. Isso porque, para poderem exercer a profissão no país, esses profissionais precisam realizar várias provas em uma das oito faculdades de medicina portuguesas, um processo considerado longo e complicado. Diante disso, o governo português aprovou no início de julho um regime excepcional para o reconhecimento automático dos diplomas. O objetivo é agilizar o recrutamento de estrangeiros para reforçar o SNS. Dirigentes sindicais ouvidos pela imprensa portuguesa criticaram a decisão do governo de contratar médicos estrangeiros. Nos últimos meses, profissionais de saúde do país vêm realizando greves para cobrar melhores condições de trabalho e salários.

  • MEC define regras para Programa de Inovação Educação Conectada

    O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta terça-feira (8), no Diário Oficial da União, os critérios para repasse financeiro da União às escolas da educação básica que queiram aderir ao Programa de Inovação Educação Conectada. O objetivo é contratar serviços de internet e disponibilizar equipamentos e recursos educacionais digitais nas escolas. O documento atribui às secretarias de Educação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios a seleção das escolas elegíveis e a indicação dos representantes por meio do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec). Os requisitos básicos para participar do programa são que a escola esteja ativa, com pelo menos uma matrícula, tenha rede elétrica e unidade executora própria. O representante da escola deve ser servidor, realizar a formação de articuladores e ter conhecimento sobre o uso de tecnologia para fins pedagógicos. Após as etapas de adesão e indicação das escolas, o MEC fará a divulgação dos valores a serem recebidos pelas escolas, no site oficial da Política de Inovação Educação Conectada. As escolas selecionadas terão que obrigatoriamente instalar o Medidor Educação Conectada em um computador, preencher o formulário de monitoramento no sistema Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE Interativo) e elaborar um Plano de Aplicação Financeira (PAF). Além da portaria, o MEC divulgou um rol exemplificativo de itens a serem adquiridos por meio do Programa de Inovação Educação Conectada, como serviço de conexão, equipamentos de infraestrutura, computador, notebook ou cloudbook; e também um rol de itens que não poderão ser adquiridos com recursos do programa, como impressoras, caixa de som e microfone.

  • Por que seis em cada 10 provas da CNH categoria B terminam em reprovação no RS?

    Persistência traduz o caminho traçado pela advogada Bruna Quadros Orcina, 27 anos, para conseguir dirigir. Moradora de Pelotas, na região sul do Estado, ela tentou oito vezes tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da categoria B, até ser aprovada na prova prática aplicada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS). Mas essa dificuldade não é uma exclusividade enfrentada por Bruna, muito pelo contrário. No Rio Grande do Sul, de cada 10 provas práticas para a categoria B da CNH, em mais de seis (64,7%) o resultado é a reprovação. Ao menos, essa é a média entre 1.830.060 provas aplicadas nos últimos seis anos, entre 2017 e 2022 no Estado. Os dados destes testes práticos foram obtidos pela reportagem de GZH junto ao Detran-RS, através da Lei de Acesso à Informação (LAI). A categoria B da CNH é a mais procurada pelos candidatos à direção. Ela é a que permite a condução dos carros de passeio. E essa tendência segue em 2023. Dados do Detran-RS apontam que 63% das provas práticas para emissão da CNH do tipo B já resultaram na reprovação do candidato. Isso nos exames aplicados entre janeiro e maio deste ano. Foram 179.173 provas no total. A reportagem também teve acesso ao número de pontos dos candidatos nas provas e as faltas cometidas durante o percurso. Para obter a habilitação, o candidato não pode cometer faltas que, sozinhas ou somadas, ultrapassem três pontos. E nos dados, entre as reprovações, a mais comum ocorre em razão de o candidato passar um ponto do limite estabelecido. De 1.183.301 das provas práticas que terminaram com reprovação nos últimos seis anos, em 38,4% das oportunidades o aluno examinado levou quatro pontos — o que representa 454.746 reprovações. O número é maior do que a soma de todas as reprovações por cinco e seis pontos no mesmo período. Fatores emocionais e avaliação rigorosa O presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores (SindiCFC), Vilnei Pinheiro Sessim, defende que isso está ligado ao fato de a maioria das provas ser interrompida logo que o candidato atinge os quatro pontos. Olhando para os dados, entre quem fez quatro pontos, mais da metade (59,2%) precisou de apenas uma falta para atingir esta pontuação. Entre os itens que punem com quatro pontos e diretamente reprovam o aluno, estão ações como desobedecer à sinalização semafórica e de parada obrigatória ou não conseguir completar a baliza, em no máximo três tentativas, no tempo limite estabelecido. — O candidato nem arranca para fazer o circuito, ou quando arranca, logo comete uma falta eliminatória e retorna. Não tem por que o avaliador deixar a pessoa levar 10, 15 ou mais pontos — explica Sessim. Para entender como o nível de reprovação na categoria B é realmente maior do que em outros setores da CNH, basta olhar para o lado. No mesmo período, a categoria A, por exemplo, teve um nível de aprovação de 68,2%. É percentualmente quase o mesmo número de reprovados na categoria B. A categoria A é aquela para quem quer conduzir veículos de duas rodas ou três rodas. O volume de provas, em números brutos, é menor. Entre 2017 e 2022, foram 378.061 provas práticas da categoria A aplicadas. Atualmente, o custo para tirar uma carteira da categoria B é de R$ 2.473,84 sem a inclusão do valor do simulador, que desde outubro de 2022 passou a ser opcional. Cada aluno tem que cumprir 20 horas de aulas práticas para depois poder fazer o exame. A taxa para o exame prático é R$ 84,97. Em caso de reprovação, a taxa do primeiro reteste tem valor reduzido para R$ 42,48 para candidatos reprovados que agendarem o exame em até 30 dias, a contar da data da primeira reprovação. Mas, afinal de contas, por que a categoria B tem mais reprovação? É mais difícil dirigir carros de passeio do que outros veículos? O nervosismo atrapalha demais na hora das provas? Para o assessor da Diretoria Técnica do Detran, João Jardim Silveira, é necessário que os candidatos entendam que "há uma preocupação com a segurança no trânsito, pois estas pessoas serão colocadas em um ambiente coletivo". Por isso, a avaliação é rigorosa. Metade dos candidatos passa na primeira tentativa, diz Detran João também busca demonstrar os percentuais por um outro caminho. Segundo ele, 54% dos candidatos passam na primeira tentativa para a prova da categoria B. Outros 21% passam na segunda tentativa. E 25% precisam de três ou mais tentativas para obter a habilitação. No pedido feito via LAI, a reportagem requisitou ao Detran-RS que as informações sobre as provas mostrassem se aquela era a primeira, segunda, terceira ou mais vezes em que o teste era realizado. Na resposta, o departamento justificou que a informação ficava numa base de dados distinta dos resultados de prova e, por isso, não poderia ser compartilhada. — Entendemos que a aprovação ou reprovação está ligada a dois aspectos: psicológico e de aprendizagem. O psicológico é ligado à tensão na hora na prova. O candidato costuma ficar nervoso, ansioso, ter medo do erro. A gente adota medidas, pedimos que os examinadores façam uma palestra antes para explicar e acalmar o candidato. Foi algo que estava prejudicado durante a pandemia, mas está voltando. Quanto à aprendizagem em si, as pessoas precisam de diferentes níveis de aula. Alguns candidatos precisam fazer mais de 20 aulas práticas (mínimo para fazer a primeira tentativa) para conseguir — pontua João. Retirada do simulador foi ruim, defendem CFCs Para o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores (SindiCFC), Vilnei Pinheiro Sessim, também há uma mudança cultural que influencia na questão. Ele aponta que pessoas mais velhas foram acostumadas a aprender a dirigir antes da CNH e chegavam nas provas mais familiarizados com os veículos: — Hoje, muito corretamente, não se tem mais essa cultura. E os candidatos fazem 18 anos, vão tirar a CNH e têm contato com a condução de um veículo automotor pela primeira vez na vida. O tempo para esse aprendizado é maior. O presidente do SindiCFC não defende que o tempo de aulas é insuficiente, pois pontua que há candidatos que conseguem a aprovação. Porém, relata que é necessário aos alunos que entendam sua capacidade e se disponham a fazer mais aulas antes da primeira tentativa. Isso quando acharem necessário ou forem orientados a fazê-lo. — Hoje, mesmo que o instrutor implore que o aluno precisa de mais aulas, muitos fazem as 20 obrigatórias e já querem tentar a prova. Por vezes, fazem isso influenciados por pessoas próximas, que acabam opinando sem ter o conhecimento dos profissionais que atuam nos CFCs — acredita Vilnei. Outro ponto citado pelo presidente do sindicato é a retirada do simulador obrigatório das aulas práticas. Agora, as aulas no equipamento são opcionais. Para ele, foram cinco horas a menos de aprendizado prático na rotina dos alunos. Candidatos pontuam dificuldades Para Bruna, que tentou oito vezes até ser aprovada, a maior dificuldade foi ter tido o primeiro contato com automóveis só no CFC. Segundo ela, a dificuldade de encontrar um professor que atendesse às suas expectativas também tornou o processo até a obtenção da licença mais longo e difícil. — Sinto que os CFCs preparam a gente para a prova, não para o trânsito. Chega na hora da prova, nos colocam em situações diferentes que acabam deixando o candidato que já está nervoso ainda mais assustado — cita Bruna. Para a coordenadora de cobranças de seguro Valéria Braga, 54 anos, o desafio foi surpreendente, pois ela já era habilitada em outro país. Moradora do bairro Bom Fim, em Porto Alegre, Valéria viveu em Rivera, no Uruguai, também por anos e, por isso, tinha habilitação daquele país. Entretanto, decidiu fazer a CNH brasileira neste ano. Durante as aulas, a aluna conta ter tido tranquilidade para guiar, pois já tinha a vivência do volante. Entretanto, ao chegar na prova, encontrava problemas que considera cotidianos sendo considerados faltas. — Avaliar se a pessoa demorou demais a dar uma sinalização é algo muito subjetivo. Além de que em todo o trânsito, situações assim acontecem a todo momento. Eu acho que esse limite de três pontos é muito pequeno dentro do que acontece na realidade de quem dirige todos os dias — avalia a moradora da Capital. Foram cinco tentativas até ser aprovada, segundo recorda Valéria. Depois da CNH em mãos, a direção já virou rotina. A família tem feito viagens em finais de semana e a motorista se diz tranquila na direção. Entende que a jornada poderia ter sido menor se a tolerância de pontos nas provas práticas fosse diferente. Uma outra jovem candidata a CNH categoria B desistiu do processo, por enquanto. Moradora de Porto Alegre, a jovem de 18 anos, que prefere não se identificar, já reprovou três vezes nos testes práticos. Segundo ela, o contato ríspido dos examinadores do Detran-RS é um ponto que gera muita ansiedade nos candidatos, além da falta de explicações sobre o que acontece para que haja reprovação: — Sinto que falta explicar melhor porque somos reprovados, para que possamos melhorar isso numa próxima tentativa. As dicas de ambos os lados para aprovação Tanto candidatos quanto entidades dão dicas para quem está passando ou vai passar pelo processo de emissão da CNH. O assessor técnico do Detran-RS diz que a mais importante ação do candidato é fazer a prova só quando realmente se sentir preparado. Por isso, ele orienta que os candidatos não se apeguem ao número mínimo de 20 aulas, mas que façam mais aulas se sentirem que é preciso. Ser mais participativo durante as aulas e também na hora da própria prova, ouvindo os examinadores e questionando, é importante para diminuir a ansiedade na hora do teste, acredita João. — Os examinadores não estão lá para reprovar. Ele pode auxiliar e diminuir o medo dessa pessoa. A gente tem medo daquilo que não conhece. Aproveitando a palestra e conversando com o examinador, esse medo diminui — indica o assessor do Detran-RS. O presidente do SindiCFC afirma que, hoje, todas as aulas são acompanhadas e registradas em razão das câmeras nos veículos. Esses dados permitem uma melhor identificação das dificuldades dos alunos e até indicação de um instrutor diferente, caso necessário. Vilnei reconhece que o processo é criterioso, mas chama atenção para a necessidade de afastar a ansiedade na hora da prova: — São 15 a 20 minutos que o candidato tem para demonstrar que é habilidoso e pode andar no trânsito. Depois que acostumamos, dirigir torna-se quase natural, mas quando pensamos na primeira vez que entramos num carro, lembramos o quanto é exigido, da memória, atenção, a tomada de decisão, é uma a quantidade de habilidades que tem que ter pra dirigir. Para Bruna, a moradora de Pelotas recém-habilitada, a dica também é buscar participação nas aulas e não ter medo de exigir a troca de instrutor. A motorista diz que a demora em procurar outros profissionais estendeu sua jornada em busca da CNH. — Busque um instrutor que tenha paciência e vontade de ensinar, que reforce os momentos positivos e acertos durante as aulas, não somente aponte quando aparecem erros — indica ela. Os trabalhos para reduzir as reprovações O assessor técnico do Detran-RS explica que a pandemia foi um empecilho no trabalho que vinha sendo realizado nas provas práticas da CNH. Ocasionou o acúmulo de provas, que chegou a gerar espera superior a 90 dias para refazer a avaliação, quando a meta do departamento era de que os retestes fossem em 30 dias. — Em 2020, conseguimos subir a aprovação para 40%. Era um trabalho de maior contato, com palestras feitas pelos examinadores antes das provas, mas tudo foi suspenso. Agora, estamos conseguindo retomar estes trabalhos — diz João. Além disso, o Detran-RS acompanha o desempenho de CFCs de acordo com os resultados nas provas. E identificando que há mais reprovações por um mesmo motivo de alunos de um CFC, busca fazer workshops com equipes destes locais. Hoje, o departamento também prioriza a rapidez no reteste, para que o candidato não fique esperando tanto tempo entre uma prova e outra. Segundo João, a repetição das provas tem sido conseguida em até sete dias. O Detran-RS também monitora eletronicamente todas as aulas práticas no Estado, permitindo que qualquer reclamação por parte dos alunos possa ser verificada: — E ainda estamos realizando com mais afinco fiscalizações nos CFCs, das condições e infraestrutura do local e dos veículos utilizados com os alunos. O diretor do SindiCFC confirma que há diálogos entre os centros e o departamento de trânsito do Estado. Segundo Vilnei, há uma discussão permanente com os diretores de ensino dos CFCs, que são formados em Pedagogia e cuidam da parte de ensino dos estabelecimentos. A ideia é buscar identificar as dificuldades de cada local e trabalhar para melhorar o cenário. João, do Detran-RS, também acredita que, com as ações sendo retomadas ao patamar pré-pandemia, a situação deve melhorar: — Acreditamos que vamos retomar essa vertente de crescimento. Hoje, a aprovação na categoria B está em cerca de 37%, mas podemos melhorar bastante. Nosso objetivo é formar bons condutores.

  • Segundo caso de febre amarela em primatas é confirmado no Rio Grande do Sul

    O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) anunciou a confirmação de um novo caso de febre amarela no Rio Grande do Sul, identificado em um macaco bugio encontrado sem vida no mês de junho na cidade de Santo Antônio das Missões. O resultado positivo para o vírus foi oficialmente divulgado na última quinta-feira (02), e representa a segunda ocorrência de febre amarela em primatas no estado neste ano. O achado do macaco bugio morto levou a Secretaria da Saúde (SES) a tomar medidas de prevenção e investigação. A Vigilância Ambiental em Saúde da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), responsável pela área de Santo Antônio das Missões, conduzirá uma investigação no local onde o animal foi encontrado. Equipes procurarão por animais vivos ou mortos e verificarão o status vacinal da população humana na região. Embora desde 2009 não tenham sido registrados casos confirmados de febre amarela em seres humanos no estado, a Vigilância Ambiental em Saúde monitora e investiga mortes suspeitas de primatas. Esse monitoramento contribui para a determinação das áreas de risco, a fim de prevenir a disseminação do vírus. Em 2023, foram notificadas 70 mortes de primatas em 26 municípios gaúchos até junho, envolvendo um total de 73 animais. Coletas de amostras foram realizadas em 66 desses casos. A presença do vírus causador da febre amarela já havia sido detectada em janeiro deste ano, na região de Caxias do Sul, e agora novamente nas Missões. A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que habitam áreas silvestres. Embora possua alta letalidade, é prevenível por meio de vacinação. Tanto humanos quanto primatas não humanos podem ser afetados. A doença possui um ciclo natural entre mosquitos e macacos na natureza, sendo a transmissão urbana inexistente no Brasil desde 1942. Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, náuseas e vômitos. Após essa fase inicial, os sintomas geralmente diminuem, mas podem reaparecer, seguidos por complicações como diarreia e vômitos com aparência semelhante a borra de café. A icterícia, ou amarelão, pode se desenvolver nos olhos e na pele, sendo uma característica marcante da doença. A preservação dos macacos na natureza é crucial para a vigilância da febre amarela. No Rio Grande do Sul, os principais afetados são os macacos bugio e macaco-prego. Esses animais servem como sentinelas, indicando a presença do vírus em determinada região. Vale ressaltar que a transmissão não ocorre de primatas para humanos, sendo exclusivamente via picada de mosquito. A população é incentivada a notificar rapidamente as autoridades de saúde caso encontre macacos mortos ou doentes. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) disponibiliza o número 150 para informações de segunda a sexta-feira (8h30 às 19h). A vacinação é uma medida essencial na prevenção da febre amarela. Crianças devem ser vacinadas aos nove meses e receber um reforço aos quatro anos, enquanto aqueles com cinco anos ou mais podem receber uma dose única. Pessoas com mais de 60 anos, gestantes, mulheres amamentando e indivíduos com comorbidades devem avaliar a vacinação sob orientação médica. Em áreas silvestres, o uso de repelentes também é recomendado para evitar a exposição ao mosquito transmissor. Com informações: CLIC ESPUMOSO

  • Defesa recorre de decisão do TSE que tornou Bolsonaro inelegível

    #PortalEstaEmTudo O ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu nesta segunda-feira (7) da decisão Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o condenou à inelegibilidade pelo período de oito anos, em junho. O TSE julgou a conduta de Bolsonaro durante reunião realizada com embaixadores, em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação. A legalidade do encontro foi questionada pelo PDT. No início da noite desta segunda-feira, a defesa do ex-presidente protocolou no TSE os chamados embargos de declaração. Não há prazo para o julgamento do caso. O recurso pretende apontar erros ou contradições no acórdão do julgamento. O documento foi publicado na semana passada e tem 433 páginas. A sentença do colegiado reúne a íntegra do julgamento, incluindo os votos dos ministros e as fundamentações que levaram ao resultado do julgamento. Os advogados ainda podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Três dos sete ministros do TSE também fazem parte do STF e podem participar do julgamento de eventual recurso. Pelas regras internas da Corte, os ministros que atuam no tribunal eleitoral não ficam impedidos automaticamente de julgar questões constitucionais em processos oriundos do TSE. Edição: Juliana Andrade - Agência Brasil

  • Pix bate recorde e supera 140 milhões de transações em um dia

    #PortalEstaEmTudo Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na última sexta-feira (4). Pela primeira vez, a modalidade superou a marca de 140 milhões de transações em 24 horas. Somente na última sexta-feira (4), 142,4 milhões de transferências via Pix foram feitas para usuários finais. A alta demanda não comprometeu o funcionamento do Pix. Segundo o BC, os sistemas funcionaram com estabilidade ao longo de todo o dia. O recorde anterior tinha sido registrado em 7 de julho, com 134,8 milhões de transações num único dia. Criado em novembro de 2020, o Pix acumula 151,9 milhões de usuários, dos quais 139,4 milhões pessoas físicas e 12,5 milhões pessoas jurídicas. Em junho, o sistema superou a marca de R$ 1,36 trilhão movimentados por mês. Edição: Juliana Andrade - Agência Brasil

  • Lula autoriza ozonioterapia como tratamento complementar

    #PortalEstaEmTudo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (7), a lei (14.648/2023) que autoriza a terapia com ozônio. O texto foi publicado no Diário Oficial da União. De acordo com a nova legislação, a ozonioterapia somente poderá ser realizada por profissional de saúde de nível superior inscrito em seu conselho de fiscalização profissional. Outra exigência da norma é que a técnica somente poderá ser aplicada por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal, devidamente regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O uso desses equipamentos fora das finalidades autorizadas de agência reguladora resulta em infração sanitária estarão sujeitas a penalidades previstas em Lei nº 6437/1977. O governo federal determinou também que, antes da aplicação da ozonioterapia, o profissional responsável deverá informar ao paciente que o procedimento possui caráter complementar a outros tratamentos. Uso A ozonioterapia aplica uma mistura gasosa de ozônio e oxigênio, nos pacientes. Alguns especialistas da área da saúde defendem o uso da técnica para melhorar a oxigenação dos tecidos e também fortalecer seu sistema imunológico. É o caso da Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), entidade que representa profissionais desta área. A associação publicou, em seu site, que a ozonioterapia tem reconhecimento terapêutico e que “acompanha de perto o avanço das pesquisas realizadas no Brasil e em outros países”. A Anvisa classifica o ozônio como “um gás com forte poder oxidante e bactericida”. Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Anvisa informa que publicou, nesta segunda-feira, um comunicado à imprensa. Nele, a agência reguladora ratificou que os equipamentos que utilizam a ozonioterapia, aprovados por ela, somente possuem indicações de uso para tratamento da cárie; periodontia; endodontia; cirurgia odontológica, além da aplicação estética para auxílio à limpeza e assepsia de pele, conforme nota técnica publicada em dezembro de 2022. O comunicado informa ainda que para outras indicações médicas no Brasil ainda não foram comprovadas evidências científicas sobre sua eficácia e segurança. Apesar disso, novos empregos da técnica poderão ser aprovados pela Agência. "Em que pese não haver equipamentos de produção de ozônio aprovados junto a esta agência para uso em indicações médicas no Brasil, visto que ainda não foram apresentadas evidências científicas que comprovem sua eficácia e segurança, novas indicações de uso da ozonioterapia poderão ser aprovadas pela agência, no caso de novas submissões de pedidos de regularização de equipamentos emissores de ozônio, desde que as empresas responsáveis apresentem os estudos necessários à comprovação de sua eficácia e segurança, conforme disposto na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 546/2021 e na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 548/2021." O Ministério disse à Agência Brasil, que os serviços oferecidos pelo Sistema Único e Saúde (SUS) são aqueles autorizados pela Anvisa. "Outras inclusões somente serão analisadas à medida em que novos equipamentos e aplicações de ozonioterapia sejam aprovados pela Anvisa, com sua efetividade e segurança comprovadas", conclui o Ministério da Saúde. Outros posicionamentos O uso da técnica da ozonioterapia divide opiniões. Algumas entidades entendem que o procedimento não tem eficácia comprovada cientificamente e se posicionam contrárias à liberação desta técnica. A prática já teve sua validade questionada, em 2020, quando foi apontada, sem qualquer validação científica, para o tratamento de pessoas infectadas pelo Sars-Cov-2 ou para terapia de qualquer outra enfermidade, . Em julho de 2018, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, no Diário Oficial da União, a resolução nº 2.181/2018, que define a técnica como prática experimental no país. Em resposta à Agência Brasil, nesta segunda-feira, o CFM enviou nota, onde afirma que “a sanção da Lei nº 14.648/23, pela Presidência da República, não contradiz os termos da Resolução nº 2.181/2018, do próprio colegiado, que continua em vigor”. A autarquia esclarece, também, que mantém grupo de trabalho específico que avalia a eficácia e a segurança do uso da ozonioterapia. “A sanção da Lei nº 14.648/23, pela Presidência da República, não contradiz os termos da Resolução nº 2.181/2018, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que continua em vigor, sendo que a autarquia mantém grupo de trabalho específico que avalia a eficácia e a segurança do uso da ozonioterapia”, se posiciona o CFM. Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB) se posicionou contrariamente à autorização da prática no Brasil. Até o momento, não há evidências científicas de qualidade que justifiquem sequer a revisão da Resolução CFM nº 2.181/2018, para que a ozonioterapia deixe de ser considerada como tratamento experimental, quanto mais uma lei neste sentido”. A AMB entende que a ozonioterapia deve continuar como tratamento experimental até que evidências científicas de qualidade possam alterar este status. “A ozonioterapia deve continuar como tratamento experimental até que evidências científicas de qualidade possam alterar este status, o que deve ser feito pelo Conselho Federal de Medicina a quem compete “editar normas para definir o caráter experimental de procedimentos em Medicina, autorizando ou vedando a sua prática pelos médicos”, diz nota da Associação Médica Brasileira. Nota do Ministério da Saúde Diante da sanção da Lei 14.648, de 04/08/2023, que autoriza a ozonioterapia no território nacional, a Anvisa enviou nota em que reitera que, até o momento, os equipamentos aprovados junto à agência somente possuem as seguinte indicações: "dentística: tratamento da cárie dental – ação antimicrobiana; periodontia: prevenção e tratamento dos quadros inflamatórios/infecciosos; endodontia: potencialização da fase de sanificação do sistema de canais radiculares; cirurgia odontológica: auxílio no processo de reparação tecidual; estética: auxílio à limpeza e assepsia de pele”, conforme Nota Técnica Nº 43. "Em que pese não haver equipamentos de produção de ozônio aprovados junto a esta agência para uso em indicações médicas no Brasil, visto que ainda não foram apresentadas evidências científicas que comprovem sua eficácia e segurança, novas indicações de uso da ozonioterapia poderão ser aprovadas pela agência, no caso de novas submissões de pedidos de regularização de equipamentos emissores de ozônio, desde que as empresas responsáveis apresentem os estudos necessários à comprovação de sua eficácia e segurança, conforme disposto na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 546/2021 e na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 548/2021." Edição: Maria Claudia - Agência Brasil

  • APSUL: Bruno Basso palestra sobre os Avanços na Certificação do Sequestro de Carbono em Lavouras

    Hoje, temos o prazer de anunciar que a sessão inaugural do APSUL América 2023 contará com o cientista Bruno Basso, que está liderando avanços na certificação do sequestro de carbono em lavouras! Com paixão pela sustentabilidade agrícola, Bruno Basso tem sido uma força motriz na pesquisa de práticas que contribuem para mitigar as mudanças climáticas. Seu trabalho revolucionário possibilitou a medição precisa do carbono capturado pelas plantações, abrindo portas para uma nova era de responsabilidade ambiental na agricultura. As lavouras certificadas através do trabalho de Bruno não apenas demonstram o compromisso com a conservação do solo e a biodiversidade, mas também se tornam protagonistas na luta contra o aquecimento global. Essa certificação é mais do que um selo, é um marco que inspira e impulsiona agricultores e consumidores conscientes a promoverem uma mudança positiva. Ações como essas moldam um futuro onde a agricultura e o meio ambiente caminham juntos rumo à sustentabilidade. Com o trabalho visionário de Bruno Basso, estamos avançando em direção a uma agricultura mais verde, com impactos positivos para o planeta e as gerações futuras. A Sessão Inaugural acontecerá na terça-feira, 26 de setembro, a partir das 11h15. O APSUL 2023 acontecerá nos dias 26 e 27 de setembro no Parque da Expodireto Cotrijal em Não-Me-Toque e conta com vagas limitadas, garanta a sua em www.apsulamerica.com.br. QUEM É BRUNO BASSO, PhD? Professor Fundador no Departamento de Ciências da Terra e do Ambiente da Universidade de Michigan (EUA) - Michagan State University. Membro da Academia de Ciência Americana e da Sociedade Americana de Agronomia. Em 2016 recebeu o prêmio anual de inovação tecnológica. Conduz trabalhos de pesquisa na Itália, Israel, Austrália, entre outros países, além dos Estados Unidos. Consultor da FAO/ONU, pesquisador convidado da Bill and Melinda Gates Foundation, co-desenvolvedor da plataforma SALUS, destinada ao uso sustentável de áreas agrícolas, desenvolvedor do algoritmo GeoYield software. É co-fundador e cientista chefe da CiBO Technologies. Consultor externo da Med-Gold. O Prof. Basso foi pioneiro na modelagem espacial de culturas baseada na integração de imagens de satélite com imagens de veículos aéreos não tripulados (VANTS) visando identificar as causas da variabilidade espacial do rendimento das culturas. É também um dos líderes de projetos como o de Agricultural Model Intercomparison and Improvement Project (AgMIP, na sigla em inglês), e tem participado como investigador principal em vários projetos internacionais, sendo autor de importantes publicações cientificas como Nature, Advances in Agronomy e Global Change Biology. É titular de patentes globais sobre sistemas de inteligência agrícola (agricultura digital) para avaliar a produtividade da terra e a sustentabilidade ambiental. É presidente de um comité da Academia Nacional de Ciências dos EUA que tem como objetivo estudar e avançar o conhecimento sobre o solo como um sistema dinâmico. É também Membro da Sociedade de Ciências do Solo da América e da Sociedade Americana de Agronomia. Pesquisador com destacada produção científica com fator H = 50 (Web of Science) com 10.500 citações dos seus 233 artigos publicados. Pesquisa agricultura sustentável com base em ferramentas da agricultura de precisão. Ele é um dos principais especialista em variabilidade espacial e temporal da produtividade das culturas com base nas relações solo-planta-atmosfera. Na definição de ambientes produtivos ele apresenta análise de risco associada a tomada de decisões como população de plantas, doses de fertilizantes nitrogenados entre outros. Atualmente dedica-se a certificação de créditos de carbono em propriedades agrícolas utilizando ferramentas digitais. Um dos pesquisadores com maior destaque na sociedade americana e mundial na área de agricultura de precisão/digital.

  • Cordel embasa sentença que nega aplicação da Maria da Penha para homem

    “E se acaso for o homem que da mulher apanhar, é violência doméstica, você pode me explicar? Tudo pode acontecer no âmbito familiar, mas nesse caso é diferente, a lei é bastante clara por ser uma questão de gênero, somente a mulher ampara. Se a mulher for valente, o homem que livre a cara”. Este é o trecho de A Lei Maria da Penha em Cordel, do artista cearense Tião Simpatia, citado pelo juiz paranaense Marcelo Quintin durante o julgamento de uma ação no qual o marido queria indenização e medida protetiva contra a esposa. Quintin usou o trecho para embasar sua sentença, na qual negou a aplicação da Lei Maria da Penha, em 2019. “Apesar de ser uma peça artística e cultural do Brasil, o Cordel trata de forma detalhada e traz informações jurídicas. E aí eu pensei que poderia levar aquela mensagem de forma mais fácil pro jurisdicionado. Eu citei o trecho que trata de o homem não poder ser escorrido pela Lei Maria da Penha e aí a gente explica que há a proteção de determinado segmento da sociedade por ter isonomia, de se agir de forma desigual para trazer a verdadeira equidade”, explicou o juiz. Segundo ele, basta trabalhar em uma vara criminal do país para saber que a maioria absoluta dos crimes que ocorrem no Brasil hoje é de violência doméstica. Para o magistrado, muitas vezes a sociedade tenta levar essa questão para o lado biológico ou para um segmento político, mas a realidade brasileira é a de mulheres que sofrem violência todos os dias. “Basta visitar uma vara criminal e saber que isso é verdade. Todas as campanhas que se fizerem a respeito desse assunto são muito bem-vindas e nós estamos justamente no Agosto Lilás, que lembra essa questão. Todas as iniciativas são de extrema importância”, ressaltou. Quintin contou que na época em que preferiu a decisão citando cordel, recebeu muitas críticas de homens que o questionavam sobre a não existência de leis que os protejam em situações de violência doméstica. Segundo ele, é necessário lembrar que o homem tem proteção na legislação comum, do Código Penal e de outras leis que já existem. “Mas por conta dessa desigualdade fática que enfrentamos diariamente de mulheres vítimas todos os dias, temos uma lei específica e protetiva desse segmento social. O juiz destacou que de 2019 para cá houve melhorias na lei, como a punição para o crime de perseguição, também conhecido como stalker, para a violência psicológica. Também houve melhorias nas campanhas feitas por diversas entidades da sociedade civil. “Mas o que nós precisamos efetivamente é de maior fiscalização e maior atendimento às vítimas de violência doméstica que estão nos rincões do país, naquelas cidades do interior, em cidades onde o acesso às autoridades e aos seus direitos propriamente ditos fica dificultado. Nesses lugares mais distantes é onde vemos ocorrer com mais frequência violência de ares medievais contra mulheres”, afirmou Quintin. De acordo com o juiz, apesar de ter penas previstas na lei, a frequência dos feminicídios em casos de violência doméstica é muito maior do que os crimes de homicídio em outros campos. Ele acredita que se não houver uma ação rápida para tentar parar a violência doméstica no seu início, quando ainda está no estágio da ameaça psicológica ou perseguição, o segundo estágio já será de violência física. “Se nós não estancarmos essa violência logo no início, ela vai se graduando de forma a chegar a um feminicídio. São várias as ocasiões em que isso acontece na vida real e nos deixa entristecido. Eu tive o caso de um agressor que, no início, ameaçava e fazia crimes mais leves. Acabou que ele tentou matar a companheira, foi a julgamento, recebeu uma pena muito leve, foi solto em duas semanas e consumou o homicídio que havia tentado lá atrás. Isso acontece com frequência gigantesca, infelizmente”.

  • Inscrições abertas para o Auxílio Transporte Estudantil Intermunicipal no Município de Não-Me-Toque

    #PortalEstaEmTudo Seguem abertas até o dia 15 de agosto, as inscrições para o Auxilio Transporte Estudantil. O beneficio é concedido aos estudantes, residentes em Não-Me-Toque que utilizam transporte coletivo para deslocar-se até as instituições de ensino. Para ter acesso ao beneficio é necessário que o estudante primeiro, faça a inscrição, trazendo todos os documentos listados em edital. Outro processo que não pode ser esquecido pelo estudante é a prestação de contas. Em data já pré-definida, o estudante deve comparecer a Prefeitura portando os documentos solicitados via edital para a comprovação de gastos. Mais informações no click AQUI

  • Geração Distribuída aumenta no país e reduz valor de contas de energia

    #PortalEstaEmTudo A capacidade em geração própria de energia elétrica, também chamada de Geração Distribuída (GD), atingiu no Brasil o volume de 23 gigawatts (GW). A energia solar responde por mais de 98% do total em GD, que inclui ainda a eólica, a biomassa e outros tipos de energia. Conforme a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), o Brasil faz parte do grupo dos dez maiores produtores de energia solar do mundo. A previsão para este ano é um investimento do setor de cerca de R$ 38 bilhões e chegar até dezembro com 26GW de potência gerada. Dados da ABGD indicam que atualmente o país já tem mais de 3 milhões de unidades consumidoras (UC’s) que utilizam a geração própria de energia. Conforme a entidade, cada UC representa uma residência, um estabelecimento comercial ou outro imóvel abastecido por micro ou mini usinas, todas elas utilizando fontes renováveis. A extensão territorial e as condições climáticas do Brasil têm favorecido o crescimento da geração distribuída com a instalação de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios e indústrias. Avanços tecnológicos e incentivos do poder público também têm tornado a geração distribuída cada vez mais atrativa. Essa evolução tem resultado em queda nos custos para a compra dos equipamentos, instalação e manutenção. “Quanto maior o número de interessados, de empresas que estão no Brasil e de distribuidoras de equipamentos, isso aumentou muito o número de pessoas fazendo instalação. Isso tudo ao longo do tempo ajudou a ter um preço mais competitivo”, afirmou o presidente da ABGD, Guilherme Chrispim, em entrevista à Agência Brasil. Conforme o professor de engenharia elétrica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Djalma Falcão, a primeira resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a GD foi em 2012, mas somente em 2016 a procura começou a aumentar, com crescimento muito rápido.nos últimos três ou quatro anos. Redução nas contas Além de ser um tipo de energia mais limpa e de fonte renovável, a economia é outro fator que desperta o interesse de consumidores e empreendedores e tem permitido o avanço do setor. Chrispim citou a redução de gastos que ele próprio teve em casa depois que instalou o sistema. “Antes de ter o sistema eu tinha uma fatura média mensal na faixa de R$ 800, às vezes um pouco mais nos meses de inverno, hoje a média na minha fatura é em torno de R$120. É muito!”, informou, acrescentando que em alguns estados a diferença pode ser ainda maior com a isenção de impostos sobre a energia. “Quem determina isso é a legislação tributária de cada estado. Tem estado que cobra o ICMS sobre a energia. Minas Gerais, por exemplo, não cobra. Dá uma diferença em alguns casos em função disso, de cobranças que alguns estados isentaram. Em alguns estados você tem uma maior compensação da energia que está gerando”, destacou Chrispim. Comunidades Para fazer chegar a geração própria de energia elétrica a outra parcela da população, a ONG Revolusolar, criada há sete anos, desenvolve projetos em comunidades, como a da Babilônia, na zona sul do Rio. Lá, atualmente 34 famílias participam do programa, entre elas a de Bruna Santos, que é presidente da Cooperativa de energia renovável Percília e Lúcio, fundada em janeiro de 2021. A Revolusolar instalou uma usina na comunidade e a perspectiva, segundo a presidente, é que até o fim do ano o número de usinas seja ampliado chegando a 100 famílias incluídas neste tipo de fornecimento de energia. “Hoje nós estamos com uma usina em funcionamento, uma em homologação e três em preparo para funcionamento. Até o final de 2023 nós estaremos com quatro usinas em operação. Atualmente são 34 casas e a ideia é expandir para até o final do ano alcançar 100 famílias beneficiadas”, contou Bruna à Agência Brasil. As 34 famílias que já participam do programa, de acordo com a presidente, foram escolhidas por meio de uma chamada realizada pela Revolusolar para a inscrição de interessados em integrar o projeto. Agora, para a ampliação de cooperados, novamente haverá uma chamada pela ONG. “Eles vão entrando na medida em que há possibilidade. Agora, com a segunda usina, vai entrar um outro grupo e vamos fazer uma nova chamada à medida em que as pessoas vão se inscrevendo e que tenha capacidade de incluí-las na usina, assim é feito”, informou Bruna. Uma pesquisa realizada no ano passado revelou em que as pessoas incluídas no projeto estavam investindo o valor da redução nas contas. “Algumas têm revertido para alimentação, que estava complicada. As pessoas tinham que escolher entre pagar a conta de luz ou comer e agora está dando para comprarem mais comida. Tem algumas pessoas que destinam para o lazer, umas outras para comprar medicamentos. Então, as pessoas têm conseguido equilibrar o orçamento”, disse a presidente da Cooperativa. Para Bruna, o desenvolvimento do projeto representa uma mudança para os moradores da Babilônia e a democratização da energia solar. A primeira instalação na comunidade foi em 2018 na Escolinha Tia Percilia. O diretor executivo da Revolusolar, Eduardo Ávila, disse que o projeto é realizado em parceria com os moradores, lideranças da comunidade e parceiros técnicos de fora. Além da geração própria de energia, capacita moradores para o uso dos sistemas. “Ali foi criada a primeira cooperativa em energia solar em favelas do Brasil. Para ter autonomia e autossuficiência na comunidade também tem o programa de formação profissional de eletricistas solares para fazer a instalação e manutenção dos sistemas, além de atividades de educação e cultura com as crianças e a comunidade como um todo para participar desse processo”, revelou à reportagem. Eduardo Ávila informou que recentemente a Revolusolar está replicando o modelo para outras comunidades como a Maré e Cidade Nova, no Rio, e para outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, além de uma comunidade indígena no Amazonas, para fazer com que mais instituições e comunidades também recebam este benefício da revolução solar, completou. Escolha Para saber o sistema necessário, o primeiro passo do consumidor é contratar um instalador ou integrador, profissional que vai avaliar de acordo com a demanda de energia, qual deve ser o tamanho do sistema que será usado. Se for menor que a demanda, a diferença terá que ser suprida pela distribuidora e no lugar de crédito, o consumidor terá uma fatura a pagar. Mas o contrário pode ocorrer e instalar uma capacidade maior, caso o consumidor esteja pensando em fazer mais uso de energia no futuro. O cálculo do profissional é feito com base na média anual de consumo. “É como um consumo qualquer, por exemplo, de água. O sistema a ser feito vai considerar o seu consumo, quantas pessoas têm na casa. Enfim, a ideia é que fique muito próximo a sua geração do consumo mensal”, concluiu o presidente da ABGD. Até mesmo em um prédio com vários moradores o sistema pode ser instalado. Os créditos são passados aos condôminos, que neste caso, terão os CPFs registrados. O professor esclareceu que à noite, quando não é possível produzir a energia nestes sistemas pela falta de sol, o consumidor tem o fornecimento feito pelas distribuidoras. No entanto, no resto do dia pode consumir da quantidade que produz. “É o sistema de crédito. É uma troca. Se a pessoa produzir mais do que consome ela não ganha nada porque não pode vender essa energia, agora se produzir menos do que consome tem que pagar à distribuidora”, pontuou Falcão em entrevista à Agência Brasil. Investimento Os custos com investimento variam conforme a quantidade necessária de energia e dos impostos cobrados pelo estado em que o sistema for instalado. Chrispim calculou que uma família de quatro pessoas, em média, dependendo da situação climática do estado, pode consumir aproximadamente 600kw/h por mês e por isso precisará de um sistema 5k ou 6k (equivalente a 6 mil watts). “Os custos diminuíram nos últimos meses, o sistema vai ficar em torno de R$18 mil”, contou, acrescentando que já tem muitos bancos, tanto públicos como privados, oferecendo linhas de financiamento para sistemas fotovoltaicos aos interessados. Potência Chrispim chamou atenção para a comparação com a capacidade instalada da geração distribuída com a oferecida pela Usina Hidrelétrica de Itaipu. Enquanto na geração distribuída é atualmente de 23 gigawatts, Itaipu está em 14 gigawatts. “Dá para dizer que quase todos os municípios do Brasil têm, pelo menos, uma usina de geração distribuída”, revelou, observando que geralmente a instalação é em telhados dos imóveis. Segundo Djalma Falcão, a previsão é que em dois anos a capacidade da GD espalhada em telhados de casas e de prédios do Brasil vai superar em mais de duas vezes a da Usina de Itaipu, que é a maior do país. “É uma coisa significativa e inclusive começa a trazer preocupações para o Operador Nacional do Sistema [ONS], porque é muito mais difícil controlar essa geração espalhada do que em uma usina concentrada. O operador está tentando melhorar as suas técnicas operativas para levar em consideração esse novo tipo de geração que vem crescendo”, alertou. Transição energética Falcão ressaltou a importância da geração distribuída para a transição energética do Brasil. “Sem dúvida [contribui], porque a maior parte dessa geração é fotovoltaica com emissão zero, então é uma fonte renovável e aumenta ainda mais a nossa porcentagem de energia renovável no sistema elétrico. Então, ela é positiva para a transição energética”, avaliou, acrescentando que no momento a GD cresce mais do que as outras fontes renováveis, mas a tendência é que no horizonte de quatro anos se estabilize e as grandes usinas de solar e eólica avancem mais com o aumento da demanda. Edição: Akemi Nitahara - Agência Brasil

  • Ninguém acerta seis dezenas da Mega-Sena e prêmio vai a R$ 75 milhões

    #PortalEstaEmTudo Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2618 da Mega-Sena, realizado neste sábado (6). Foram sorteados os números: 06-17-29-35-45-48. Sem vencedores, o prêmio principal estimado para o próximo sorteio é de R$ 75 milhões. Ao todo, 121 apostas acertaram a quina e vão ganhar R$ 49.036,67. Outros 9.213 bilhetes fizeram quatro dezenas e vão receber R$ 920,04. Os sorteios da Mega-Sena ocorrem às quartas-feiras e sábados. A aposta mínima, de seis dezenas, custa R$ 5. As apostas podem ser feitas por pessoas maiores de 18 anos nas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa. Ganha quem acertar seis, cinco ou quatro números sorteados, dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para aumentar as chances, é possível marcar até 20 dezenas. O apostador pode, ainda, deixar que o sistema escolha os números, na aposta Surpresinha, e/ou concorrer com os mesmos números por dois, quatro ou oito concursos consecutivos, na aposta Teimosinha. Edição: Carolina Pimentel - Agência Brasil

  • Devolução de dinheiro esquecido supera R$ 4 bilhões no Brasil, mas ainda restam R$ 7,1 bilhões

    A devolução de dinheiro esquecido em bancos e em instituições financeiras já superou R$ 4 bilhões em um ano no Brasil. O SVR (Sistema de Valores a Receber), do BC (Banco Central), devolveu R$ 4,16 bilhões, de um total de R$ 11,29 bilhões postos à disposição desde o início do serviço, em março de 2022. Mas ainda restam R$ 7,12 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro, segundo informações do painel do serviço, na última quinta-feira (03). Em relação ao número de beneficiários, 13.975.515 correntistas resgataram valores. Já o número de empresas beneficiadas chegou a 535.961. Só em maio, os pagamentos somaram R$ 232 milhões. Segundo o Banco Central, 62,8% do público que tem dinheiro “esquecido” nos bancos pode recuperar valores de até R$ 10. Já 25,16% têm a receber entre R$ 10,01 e R$ 100, e 10,23% podem ter a devolução de R$ 100,01 a R$ 1.000. Em relação a valores acima de R$ 1.000,01, o percentual é de 1,78%. O SVR foi lançado pelo BC no início de 2022 para possibilitar à população recuperar valores que ficaram esquecidos em bancos e demais instituições financeiras e de pagamento. Depois de um início tumultuado, devido à alta procura pelos recursos, a segunda fase do sistema, prevista inicialmente para maio, foi adiada por causa da greve dos servidores do BC no ano passado. O acesso ao SVR foi retomado em março deste ano. Como recuperar os valores Para consultar se você é um dos contemplados com valores a receber, basta acessar o sistema no site do serviço do Banco Central (https://www.bcb.gov.br/meubc/valores-a-receber) e preencher os campos com o CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). Se houver algum valor a ser resgatado, é possível clicar no botão “Acessar o SVR” e você será redirecionado para obter mais informações e verificar como solicitar os recursos. Para isso, é necessário ter uma conta nível prata ou ouro no sistema do governo federal, o gov.br. Já no sistema, clique no botão “Meus valores a receber”. Leia e aceite o Termo de Ciência. Depois disso, você poderá ver o total a receber, o nome e os dados da instituição que deve devolver o dinheiro e a origem (tipo) do valor a ser resgatado.

  • Saiba quais são os dez carros mais roubados no Brasil em 2023

    O Brasil tem, em média, mil casos de roubos e furtos de carro por dia, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023. A modalidade teve alta de 8% no ano passado e chegou a 373.225 mil ocorrências. O histórico mostra uma tendência de alta nos crimes: em 2021, foram mais de 300 mil unidades furtadas e roubadas no País e, em 2020, 299,5 mil veículos. Ainda segundo o Anuário, em 2022, 60,3% dos veículos subtraídos foram em ocorrências de furto e 39,7% em roubos. Em termos relativos, quando calculada as taxas de ocorrências para grupos de 100 mil veículos registrados, se constata que, em 2018, a taxa de roubos e furtos por 100 mil veículos era similar, mas, de lá para cá, a taxa de roubos caiu 47,6%, enquanto a de furtos caiu apenas 19,6%. Atualmente, furto é a principal modalidade criminal de subtração de carros no Brasil. Um levantamento da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) mostrou o ranking dos 10 carros mais roubados do Brasil entre janeiro e julho de 2023. A pesquisa compara ainda com o mesmo período do ano de 2022. A lista se repetiu de um ano para o outro, com pequenas alterações. Segundo o consultor de segurança, Marcy Campos Verdes, a Volkswagen se mantém na primeira colocação por seu uma marca forte, com motor potente e muitos modelos circulando. “Essa grande quantidade de unidades um mercado paralelo de peças. Mas é uma lógica: os carros mais vendidos estão entre os mais roubados e furtados.” O Volkswagen Gol, que ocupa a primeira colocação no ranking, é um dos carros mais populares no mercado doméstico. Isso faz com que o modelo tenha comércio de peças mais fáceis, ou seja, os bandidos conseguem desmanchar o veículo para vender as partes. Em seguida, são carros mais baratos, de fácil revenda e de grande quantidade em circulação, como o Chevrolet Onix. E por fim, os mais utilitários, robustos e com preços elevados. Outros modelos, como o Fiat Strada, são visados pelos criminosos pelo fato de serem veículos que fazem transportes de coisas, como roubo de cargas e objetos furtados de fazendas. Já a Toyota Hilux é uma picape grande, e, principalmente, muito cara, o que, segundo o consultor de segurança, é um veículo que seduz os criminosos.

  • CNA discute criação de grupos estaduais de produtoras rurais

    A Comissão Nacional das Mulheres do Agro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na sexta (4), para discutir o fortalecimento da atuação feminina no Sistema Sindical Rural e a criação de grupos estaduais de produtoras rurais. O encontro ocorreu em Cascavel (PR), onde acontece a Show Rural Coopavel, uma das principais feiras agropecuárias do Paraná. Na reunião, o consultor da Federação da Agricultura e Pecuária do Paraná (Faep), Claudinei Alves, apresentou o Programa de Sustentabilidade Sindical. As ações da Comissão Estadual de Mulheres (CEMF) da Faep foram apesentadas ao grupo pela vice-presidente da Faep e coordenadora da Comissão Estadual da CEMF, Lisiane Czech. Em sua fala, ela destacou a importância do encontro. “Isso é um anúncio de que as mulheres serão cada vez mais respeitadas e com mais destaque”.O encontro contou com palestras, workshops, entretenimento e network, no espaço do Show Rural Digital Coopavel. As representantes estaduais da Comissão assistiram palestras sobre saúde da mulher, feminilidade, sucessão familiar e gestão de propriedade agrícola, entre outros assuntos. fonte: CNA

  • Encontro reforça parceria de Não-Me-Toque com o Hospital de Caridade de Carazinho

    #PortalEstaEmTudo @Site Gazeta - por Ana Maria Leal O Hospital de Caridade de Carazinho recebeu a visita institucional do prefeito municipal de Não-Me-Toque Gilson dos Santos e do vice-prefeito e presidente do Conselho Administrativo da empresa Stara Gilson Trennepohl, como forma de reforçar a parceria entre o município e a instituição de saúde, bem como com a empresa Stara, a qual já participou de projetos do HCC. Na ocasião, o presidente do HCC, Jocélio Cunha, enumerou os investimentos realizados nos últimos anos, a fim de qualificar a estrutura física e tecnológica do hospital e ainda e explicou sobre a estruturação da Instituição. “O HCC proporciona a comunidade local e regional uma assistência hospitalar cada vez mais eficiente, segura e qualificada. Estamos em constante modernização tecnológica e qualificação de nosso atendimento, com isso optamos em sempre agregar serviços que possam contribuir para o bem-estar da população. Agradecemos a visita e nos colocamos a disposição do que for necessário”. Na oportunidade, o prefeito Gilson enalteceu a importância da instituição como um polo regional e ressaltou que o crescimento do Hospital é visível e de excelência. “Nossa parceria precisa ser duradoura e consolidada, enxergamos o HCC como um grande parceiro e estamos aqui para ajudar”.

  • Soldado de 18 anos morre após levar tiro em Quartel de Ijuí

    #PortalEstaEmTudo Por Mateus Miotto - Site Uirapuru O soldado do Exército Brasileiro Victor Samuel Casagrande Paixão, de 18 anos, morreu na segunda-feira (1), no Hospital Militar de Área de Porto Alegre (HMAPA). O militar, morador de Ijuí, havia sido transferido para a Capital dias depois de sofrer ferimento de arma de fogo nas dependências da Unidade do 27º Grupo de Artilharia de Campanha, de Ijuí, no final de abril. Victor ficou mais de 45 dias internado. O Exército instaurou IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar as circunstâncias do caso, que pode levar à conclusão de tiro acidental ou detalhar outras circunstâncias. Não está claro ainda como o jovem foi ferido, se foi baleado por ele mesmo ou outra pessoa. Familiares relataram que precisaram contratar um advogado para ter acesso ao inquérito sobre a morte do jovem.

  • Ingressos para Expointer 2023 já estão à venda pela internet

    #PortalEstaEmTudo Já estão à venda os ingressos para a 46ª Expointer, que ocorre de 26 de agosto a 3 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A compra pode ser realizada pelo site do Ingresso Nacional. É necessário efetuar login na plataforma e informar nome completo e CPF da pessoa que utilizará cada ingresso. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito, boleto bancário ou Pix. Além da compra de ingressos antecipados pela internet, é possível adquirir as entradas diretamente no local, nas bilheterias físicas. Preços Os ingressos custam R$ 16 para pedestre, com meia-entrada (R$ 8) para idosos acima de 60 anos, estudantes munidos de carteira oficial e pessoas com deficiência. Crianças de até seis anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, não pagam. O estacionamento de veículos custa R$ 40 (não inclui a entrada do motorista e nem dos demais passageiros). Horários e portões Em todos os dias do evento, a entrada dos segmentos de público se dará em horários e portões específicos: público pedestre - 8h às 20h30, pelos portões 2 e 6; excursões - 8h às 18h30, pelo portão 9; autoridades - 6h às 22h, pelo portão 4; veículos visitantes - 8h às 20h30, pelo portão 15; veículos expositores de máquinas e implementos agrícolas - 8h às 20h30, pelo portão 15; veículos de expositores de animais e imprensa - sem restrição de horário, pelos portões 5 e 10. Texto: Ascom Seapi Edição: Felipe Borges/Secom

  • Mais de 88% dos veículos estão com o IPVA 2023 quitado no Rio Grande do Sul

    Mais de 3,4 milhões de veículos estão em dia com o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor) de 2023 no Rio Grande do Sul, o que corresponde a 88,14% da frota tributável. De acordo com balanço da Receita Estadual, o percentual de motoristas circulando de maneira irregular chega a 11,85% dos veículos. Divulgados na quarta-feira (02), os dados se referem ao fechamento do mês de julho. Ainda conforme o levantamento, o valor que deixou de ser recolhido com o pagamento do imposto atingiu R$ 371,9 milhões. A taxa de inadimplência está, portanto, em 7,63% — menor do que no mesmo período do ano passado, quando o percentual era de 8,36%. No encerramento do calendário anual do IPVA 2023, em abril, a inadimplência financeira girava em torno de 22,80%. Este é o segundo ano em que os motoristas puderam parcelar o pagamento do IPVA em até seis vezes. Segundo a Receita Estadual, o fato de a população ter se acostumado à nova realidade faz com que a inadimplência seja levemente menor neste período do ano, em comparação com 2022. O calendário de pagamento das parcelas se encerrou em abril. O prazo para evitar a inscrição em DAT (Dívida Ativa) terminou em 14 de julho. Desde a metade do mês anterior, os motoristas inadimplentes estão sendo incluídos em uma lista de devedores do Estado, publicada no site da Sefaz (Secretaria da Fazenda). Além disso, o débito poderá ser lançado no cadastro do Cadin/RS e nos serviços de proteção ao crédito (Serasa, Boa Vista e SPC, entre outros). O saldo também é corrigido pela taxa Selic e poderá ser protestado em cartório e sofrer cobrança judicial. O atraso no pagamento do IPVA representa multa diária de 0,334% ao dia, limitada a 20%. Com a inscrição em DAT, ocorre o acréscimo de 5% do valor devido. Os proprietários em situação irregular também correm o risco de arcar com custos de multa, serviços de guincho e depósito do Detran, caso flagrados em circulação. O IPVA inscrito como Dívida Ativa deve ser pago na rede credenciada. Mais informações podem ser conferidas no site da Receita Estadual.

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