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19866 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Airton Görgen e Bernardo Bender sobem no pódio na 1ª Corrida do choque em Passo Fundo

    Membros do grupo de corrida da LF Academia e Personal, os não-me-toquenses Airton Mário Gorgen e Bernardo Bender, participaram neste final de semana da 1ª Corrida do choque em Passo Fundo, no 3º BP de Choque. Airton Mário Gorgen ficou em 1º lugar na categoria 60/64, enquanto Bernardo Bender ficou em 3º na categoria 35/39. O PortalNMT parabeniza os atletas pelos resultados.

  • Três veículos se envolvem em acidente na ERS 332

    Uma colisão entre três veículos foi registrada por volta das 18:45 deste domingo, 07, na ERS 332, um pouco antes da Fenix, entre Tapera e Espumoso O acidente envolveu um veículo Virtus de Tapera, um Gol de Tunas e um Onix. Duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o Hospital de Espumoso em estado estável. Segundo as informações, elas sofreram ferimentos leves. O Trânsito está em meia pista no local. PRE, BM E Bombeiros estão no local. Chove forte no momento. Os motoristas devem ter atenção no trecho. CLIC ESPUMOSO

  • Taperense Cainan de Matos é campeão da Champions League Futsal da UEFA

    Jogando neste final de semana em Mallorca, Espanha, o espanhol Palma Futsal sagrou-se campeão da Champions League Futsal da UEFA ao vencer o Sporting, de Lisboa, Portugal, nos pênaltis por 5 a 4, após empatar em 1 gol no tempo normal. O Palma Mallorca Futsal é o time do taperense Cainan de Matos. A UEFA é a liga do futebol da Europa. POR JE ACONTECE

  • Brigada Militar realiza a prisão por tentativa de feminicídio e posse irregular de arma de fogo em C

    Na noite do sábado (06), uma equipe da Força Tática do 38º Batalhão de Polícia Militar, foi acionada pela sala de operações para atender uma ocorrência de violência doméstica com disparo de arma de fogo em Carazinho. A guarnição deslocou até o local onde visualizou a vítima atingida por um disparo de arma de fogo em sua mão esquerda, o qual teria sido feito por seu marido. O homem foi localizado na garagem da residência, e durante buscas foram encontradas uma espingarda Boito calibre .36 com uma munição deflagrada, além de uma cartucheira a qual possuía 8 munições intactas e 6 munições deflagradas. Diante dos fatos a vítima foi socorrida ao Hospital de Caridade de Carazinho, e o homem preso e encaminhado à Delegacia de Polícia para registro. *Comunicação Social 38º BPM.

  • Dia do profissional de marketing: mercado muda muito rápido e empresas precisam ficar atentas

    O Dia do Profissional de Marketing também é comemorado nesta segunda-feira, 8 de maio. A data tem o objetivo de homenagear os profissionais responsáveis em criar e vender ideias, além de desenvolver estratégias e projetos que ajudam a movimentar e melhorar a competição no mercado de trabalho. Os profissionais de marketing devem também conhecer e identificar os vários perfis dos clientes de seus produtos, além de estarem informados sobre a situação do mercado, para tentar achar a melhor forma de atender aos “desejos” de seus clientes. Atualmente, profissionais de marketing podem ter diversas formações acadêmicas, como jornalismo, publicidade e propaganda, letras, marketing e administração. De acordo com a publicitária e especialista em gestão estratégica de marketing, Beatriz Fragomeni, o papel do profissional da área é complexo, pois além de tornar atrativo o produto ou serviço é preciso atrelar ao resultado financeiro, trazendo lucro para as empresas. Desse modo, além da propaganda, o profissional de marketing precisa saber analisar dados, pesquisas e informações estratégicas para entender o comportamento do consumidor e aproximá-lo dos produtos e serviços da forma mais natural possível. A especialista explica que o profissional da área precisa conhecer a empresa em que atua para criar campanhas que compactuem com a missão e valores da corporação e não destoe do que a marca pensa do mercado. Beatriz Fragomeni frisa que o marketing é fundamental para todas as empresas, seja ela do tamanho que for. É importante profissionalizar o setor dentro do negócio para dar lucidez de qual direção tomar. Beatriz finaliza explicando que marketing não é apenas comunicação, mas sim apenas uma etapa. Todo o processo deve ser cumprido para que as campanhas tenham sucesso e atinjam o público. O mercado está se alterando de maneira muito rápida, sendo que uma propaganda que a empresa fez ontem, talvez amanhã já não tenha a mesma repercussão. POR UIRAPURU

  • Lutador de MMA, natural de Ibirapuitã, morre após se envolver em briga com policial em Porto Alegre

    O lutador profissional de MMA, Mauro Chaulet, de 36 anos, morreu na madrugada desse domingo (07), após se envolver em uma briga com um brigadiano na zona Norte de Porto Alegre. Chaulet era natural de Ibirapuitã, na região de Passo Fundo e tinha antecedentes criminais por lesão corporal, organização criminosa e uso de documento falso. Segundo o boletim de ocorrência, a confusão ocorreu perto da meia-noite, com o policial fora do horário de serviço. Durante o desentendimento, o lutador conseguiu se apossar da arma do policial e efetuar um disparo, atingindo o militar na região da virilha. O policial foi levado ao Hospital de Pronto Socorro, onde passou por cirurgia e não corre risco de morte. Ainda de acordo com o documento, uma guarnição foi acionada pelos frequentadores do estabelecimento onde a briga começou, e tentou abordar o lutador no momento em que ele deixava o local em um Mercedes-Benz C 250. Chaulet disparou contra os policiais, que revidaram, atingindo o lutador nas costas. Mesmo ferido, ele ainda conduziu o veículo até a rua Almirante Barroso, onde se envolveu em um acidente com um Fiat Palio. Chaulet faleceu no local. A companheira do lutador, com registros criminais por receptação, lesão corporal, falsificação de documentos, estelionato e ameaça, também foi ferida na confusão, sofrendo dois disparos no abdômen. Ela passou por cirurgia no HPS e se recupera com quadro de saúde estável. O corpo de Chaulet foi levado para ser sepultado em sua terra natal, Passo da Laje, no interior de Ibirapuitã. O lutador deixa amigos e familiares em luto, além de uma história marcada por sua atuação no MMA. POR UIRAPURU

  • Justiça leva em média um ano para dar resposta a processos de saúde

    Somente no ano passado, foram abertos mais de 295 mil processos na Justiça, que contestam algum aspecto relacionado ao atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2021 e 2020, o total foi de 250 mil e 210 mil, respectivamente, o que indica aumento gradual, a cada ano. Em relação à rede privada, 2022 registrou 164 mil processos novos. Em 2021 e 2020, foram abertos 137 mil e 135 mil processos judiciais, respectivamente. Já neste ano, o total também foi inferior ao do SUS -, embora a comparação deva levar em consideração a magnitude do sistema público. A quantidade elevada no período de 2020 a 2022 pode sinalizar um boom por causa da pandemia de covid-19. Porém, quando se observam outros dados, que não têm relação com o contexto da crise sanitária, percebe-se, nitidamente, a lentidão dos julgamentos. O tempo médio para o Poder Judiciário julgar a causa, quando o caso envolvia tratamento oncológico, ou seja, para câncer, tanto no SUS quanto na rede privada, era de 277 dias, em média, em 2020. Três anos depois, saltou para 322. Isso significa que uma pessoa em situação de fragilidade aguarda quase um ano até saber se terá direito a receber atendimento. Um dos grupos de processos judiciais com mais demora é o referente a doações e transplante de órgãos. De 2020 para 2021, viu-se uma redução de 621 para 439 dias, em média. Contudo, em 2022, a duração média de tramitação até o julgamento foi de 825 dias. Em 2023, o patamar ainda não sofreu redução expressiva no que se refere a tempo de trâmites nos tribunais, ficando em torno de 713 dias. O advogado Leonardo Navarro, integrante da Comissão de Direito Médico e Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, é especializado na área há cerca de 15 anos. Há uma década, segundo ele, começou a crescer o nível de judicialização da saúde no país, o que acendeu um alerta para o SUS, a Agência Nacional de Saúde (ANS) e as operadoras de saúde. A reação foi a de tentar evitar. Depois de tanto tempo de carreira, Navarro diz não ver, atualmente, "grande dificuldade" para quem precisa acionar a Justiça a fim de assegurar um direito na área da saúde. "Temos aí diversas universidades que têm convênio com a OAB, com o próprio Judiciário, o Poder Público, justamente para viabilizar o acesso de pessoas que não têm renda. Em São Paulo, há uma Defensoria Pública super capacitada", comenta. Navarro reconhece, no entanto, que nesse caminho percorrido por quem não tem condição de pagar honorários falta rapidez. "Tem agilidade? Tem aquela pessoalidade que teria com o advogado [contratado]? Não, lógico que não, mas tem a prestação de serviço pelo Estado", diz. A presidente da Associação de Fibrose Cística do Espírito Santo, Letícia Lemgruber, tem como um dos temas e lutas de sua vida as doenças raras. Ela tem um filho com fibrose cística, que consiste no mau funcionamento das glândulas exócrinas, que produzem secreções. A doença afeta os órgãos reprodutores, pâncreas, fígado, intestino e pulmões. Um dos obstáculos para pacientes de doenças raras é conseguir as chamadas drogas órfãs, ou seja, medicamentos para seu tratamento, que ganharam esse nome por serem produzidas por big pharmas e por seu alto valor, o que implica dificuldade para obter pelo SUS e a necessidade de se recorrer à judicialização. Como exemplo de lentidão, no acesso a medicamentos, Letícia menciona o ivacaftor, que foi a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para ser oferecido, pelo SUS, ao tratamento de pacientes com a fibrose cística, feita em dezembro de 2020. Somente em outubro de 2022, conforme relata a representante da associação, é que pacientes com o diagnóstico da doença podem ter a medicação gratuitamente, pela rede pública. "Ou seja, demora muito até chegar à mão do paciente. E é exatamente porque essas etapas acabam tendo uma velocidade incompatível com a progressão da doença, especialmente das doenças raras, que o paciente não tem outro caminho para acessar a medicação que não o Judiciário", diz ela, que também presta consultoria à Associação Brasileira de Assistência à Mucoviscidose (Abram). "A primeira barreira é o tempo dessas etapas. A segunda é a exigência de registro na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], que permite o acesso pelo SUS. Se o laboratório não pede o registro, ele nunca vai acessar por meio do SUS, só judicialmente. E a terceira barreira é o preço. Aí que vem a nossa briga", acrescenta. A Agência Brasil pediu um posicionamento do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) sobre a judicialização, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.

  • Para maior segurança, cheques terão mudanças a partir de 2 de outubro

    Os cheques adotarão, a partir do dia 2 de outubro, um novo padrão. A medida anunciada pelo Banco Central pretende modernizar e dar mais segurança ao uso deste instrumento de pagamento. Segundo a autoridade monetária, as mudanças dificultarão a falsificação de cheques. A principal mudança citada pelo BC é a transferência de regulação do modelo-padrão dos cheques para as instituições financeiras. Até então, cabia ao BC fazer essa regulação, que define as características do modelo adotado. Os ajustes terão de ser comunicados ao BC 30 dias antes de serem implementados. A expectativa, no entanto, é a de que não ocorram mudanças significativas, uma vez que isso representaria custos elevados de adaptação. Nome social Outra novidade é a possibilidade de uso do nome social nas folhas do talão de cheque, a exemplo do que já é feito no Pix. Para tanto, basta o usuário entrar em contato com seu banco. Com relação ao Grupo Consultivo Para Assuntos de Compensação, o Grupo Compe, instituído para opinar sobre questões relativas ao serviço de compensação de cheques, o BC deixará de ser membro permanente, passando a ter papel de observador neste colegiado. “A modificação do papel do Banco Central não implicará em qualquer risco de descontinuidade às atividades desse grupo, possibilitando maior eficiência ao delimitar a atuação direta da autarquia nos assuntos que sejam de sua competência”, justificou o BC ao informar que o representante da instituição participará de reuniões e atividades do grupo apenas quando for preciso. Apesar de os cheques serem cada vez menos utilizados (houve redução de 97% em 27 anos), o BC registrou movimentação de R$ 667 bilhões pela modalidade em 2021; e de R$ 666 bilhões em 2022. Mais informações sobre as mudanças que entrarão em vigor em outubro podem ser obtidas no site do BC. Para acessá-las, clique aqui. *Agência Brasil

  • Rede de Farmácias São João destina de mais de R$ 1 milhão para municípios gaúchos

    A Rede de Farmácias São João, atualmente a quarta maior rede varejista de farmácias do Brasil, tem como parte de seu DNA um olhar humanizado. A empresa possui um histórico de dedicação às questões das comunidades onde está presente e tem aumentado seu envolvimento em projetos e ações sociais, acompanhando sua expansão em número de filiais. Nos últimos dias, a São João estabeleceu novas parcerias com municípios do Rio Grande do Sul, para reforço na segurança pública, além de ter confirmado apoio à Feisa 2024 de Sarandi, ao 36º Carijo da Canção Gaúcha de Palmeira das Missões e ao Hospital de Caridade de Ijuí. De acordo com o presidenteda Rede de Farmácias São João, Pedro Henrique Kappaun Brair, “os últimos dias foram de muito trabalho direcionado para a solidariedade, num momento de integrarmos ainda mais as comunidades e cumprir o propósito da São João de mobilização por causas nobres e justas. É nosso desejo, ao compartilharmos essas ações, que outros empresários se sensibilizem e possamos contribuir cada vez mais para impactar de maneira positiva a vida das pessoas e das comunidades”, destaca. O início de 2023 tem sido marcado pela intensa participação da São João nas comunidades do Sul do país, por meio do empreendedorismo responsável e da colaboração em projetos sociais. Além das colaborações formais recentes, a Rede já ofereceu apoio à Exposol – Feira Internacional de Pedras Preciosas em Soledade, à Fenamilho – Feira Nacional e Internacional do Milho em Santo Ângelo e à Expofeira do Agronegócio em Três de Maio, totalizando mais de R$1 milhão em benefícios para municípios gaúchos. No ano anterior, foram criados 2 mil novos empregos diretos e aportados mais de R$8 milhões em projetos sociais, com R$4 milhões provenientes de incentivos federais e estaduais e outros R$4 milhões de recursos próprios, beneficiando cerca de uma centena de municípios nos três estados do Sul do Brasil. Segurança Pública/Sarandi A São João inaugurou sua terceira filial em Sarandi e anunciou a destinação de R$120 mil para a segurança pública local, por meio do Programa PISEG – Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública do RS. O valor será utilizado para adquirir uma viatura para a Brigada Militar, fortalecendo a segurança na região. O prefeito de Sarandi, Nilton Debastiani, agradeceu à empresa pelo investimento na cidade e pela contribuição para a melhoria da segurança pública local. Feisa 2024/Sarandi A São João irá apoiar a próxima edição da Feisa, feira que reúne todos os segmentos da indústria em Sarandi/RS, com a destinação de R$200 mil via Lei Rouanet. A feira é promovida pela Acisar e conta com o apoio da administração municipal, da Câmara de Vereadores e da Emater/RS-Ascar, e acontece a cada dois anos. O presidente da Acisar, Matias Grelmann Real, agradeceu a empresa pelo apoio, que irá possibilitar a realização do evento em meio a um período de dificuldades econômicas. 36ª Carijo da Canção Gaúcha/Palmeira das Missões O Carijo da Canção Gaúcha, um festival de música nativista que promove a cultura e o turismo na região, ocorrerá de 21 a 28 de maio no Parque de exposições Tealmo José Schardong em Palmeira das Missões/RS, com o apoio da Rede São João. O festival de música nativista, realizado anualmente, ao longo de mais de três décadas de história, vem possibilitando à comunidade a apreciação da arte, da gastronomia e da história do estado gaúcho. Hospital de Caridade de Ijuí A São João ajudou a reformar quatro leitos do Hospital de Caridade de Ijuí, que estavam sem manutenção há mais de 50 anos, para pacientes oncológicos atendidos pelo SUS. O hospital atende mais de 200 municípios da região e realizou mais de 28 mil consultas oncológicas, 25 mil sessões de quimioterapia, 81 mil de radioterapia e 393 de braquiterapia somente em 2022.

  • Quanto faturaram as empresas gaúchas na bolsa em 2022

    Passada a régua nos balanços anuais das empresas de capital aberto, os resultados de fechamento do ano que passou mostram que, se 2021 foi ano de consolidação da retomada pós-pandemia, 2022 trouxe às companhias novos desafios de caixa, especialmente pelo ambiente inflacionário do país. As 24 empresas gaúchas com ações negociadas na bolsa de valores, a B3, acumularam receitas líquidas de R$ 167 bilhões no ano passado, valor 15% superior ao ano anterior. O lucro delas, no entanto, não cresceu na mesma proporção. Valter Bianchi Filho, sócio-diretor da Fundamenta Investimentos, analisa que, no geral, o desempenho de receita da maioria das gaúchas listadas na bolsa foi positivo. Com exceções pontuais, praticamente todas aumentaram os seus faturamentos no ano. Mas apesar do crescimento, as margens das companhias ficaram comprimidas em função da alta de custos. Por isso, o lucro não acompanhou o movimento em todas elas, ou na mesma proporção. — O que se observa é que o crescimento da receita não foi igualmente observado no lucro das empresas, o que reflete bem o ambiente inflacionário que tivemos em 2022. A inflação corroeu margem das empresas — explica Bianchi Filho. Em 2022, as empresas ligadas ao agronegócio ou a commodites (matérias-primas com destino ao comércio exterior) foram as que mais se beneficiaram. A exemplo de Gerdau, SLC Agrícola e Irani Celulose. Na produção de aço, a Gerdau, apesar de queda no lucro em relação a 2021 (considerado um ano fora da curva), o resultado de 2022 comparado a 2019 foi “excepcional”, na avaliação do analista. Passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 11,4 bilhões em três anos. Em receita, o salto foi de R$ 39,6 bilhões para R$ 82,4 bilhões no mesmo período. O confronto com 2019 costuma ser utilizada pelos especialistas por permitir comparações mais próximas da normalidade, sem as atipicidades que se impuseram com o impacto da pandemia. — Veja que a Gerdau dobrou a receita de 2019 para 2022. De fato, é impactante este resultado, muito em função de um ambiente muito prospectivo para commodities. A SLC Agrícola quadruplicou o lucro no mesmo período, também em função do mesmo ambiente. E a Irani Celulose teve um resultado fenomenal — comenta Bianchi Filho. Nas companhias relacionadas ao varejo, como a Renner, o retorno a pleno das lojas se refletiu nos resultados. Isso porque 2022 foi o primeiro ano cheio da atividade, com o funcionamento das operações normalizado depois das restrições pela crise sanitária. A receita da gaúcha de varejo somou R$ 13,2 bilhões no ano passado, enquanto o lucro líquido registrado foi de R$ 1,2 bilhão. Na avaliação do analista da Suno Research, José Eduardo Daronco, porém, por ser o varejo um setor mais sensível da economia, a empresa não escapou dos efeitos negativos do cenário macro e não conseguiu bater as suas metas. — O preço do vestuário aumentou bastante, e ela precisou repassar para não perder margem e, com isso, perdeu demanda. Além disso, tem sofrido bastante com as importações chinesas — diz Daronco. Outras empresas do varejo de material de construção, como a Lojas Quero-Quero, que viveram um boom no auge da pandemia, em 2022 tiveram resultados reprimidos. A varejista com sede em Cachoeirinha fechou 2022 com prejuízo de R$ 18,7 milhões, por exemplo. No ramo direto da construção civil, no entanto, a Melnick surpreendeu ao dobrar receita e quase dobrar lucro em 2022. Diversificação da economia Os negócios correlacionados à agricultura, apesar do impacto da estiagem no ano passado, performaram bem em seus balanços. É o caso de Randon, 3tentos e Kepler Weber, por exemplo. As três são empresas que gravitam em torno do agronegócio, setor que vem em crescimento nacional nos últimos anos. O ponto de destaque entre os especialistas, no entanto, é a diversificação que as companhias têm tomado, principalmente no que compete à atuação delas além das fronteiras do Estado. — Quase nenhuma dessas empresas tem uma dependência preponderante da economia gaúcha. Todas elas estão bem diversificadas nacionalmente em termos de receita e atuação — observa Bianchi Filho. Os especialistas comentam o caso da Randon, empresa de implementos rodoviários da Serra que se consolidou nacionalmente e se tornou uma das principais fornecedoras de bens de capital para o escoamento da produção no país. Na comparação com o pré-pandemia, a Randon mais do que dobrou de tamanho de 2019 para 2022, tanto em receita (de R$ 5 bilhões para R$ 11,1 bilhões — a maior da sua história) quanto em lucro (de R$ 247,6 milhões para R$ 471,7 milhões). — As empresas gaúchas estão crescendo, mesmo as do agro e a despeito da seca. Porque são empresas de marca forte, gestão alinhada e acredito que isso tenha contribuído — acrescenta Daronco. Desafios em 2023 Como grande parte das empresas gaúchas com ações negociadas em bolsa é atrelada a commodities, que devem seguir em patamar elevado este ano, a expectativa é de que este cenário positivo continue se refletindo nos próximos balanços. No entanto, o ambiente macroeconômico de juros altos e crédito caro no país deve seguir impondo dificuldades às companhias. Para o analista da Suno Research, José Eduardo Daronco, as empresas, de maneira geral, deverão desacelerar em 2023 e poucas conseguirão manter os resultados de 2021 e de 2022. O desempenho consolidado até aqui é o que deve segurar a saúde financeira delas: — Mais importante do que entender que o mercado vai sentir, temos empresas bem capitalizadas, com endividamento controlado e que devem passar muito tranquilamente pelo cenário desafiador. O cenário é pior, mas as empresas estão muito bem. por gzh

  • Número de mortes por acidentes de trânsito volta a crescer no Brasil

    Foram divulgados pelo Ministério da Saúde, os números oficiais consolidados de mortes no trânsito brasileiro em 2021. Segundo os dados, morreram 33.813 pessoas em decorrência do trânsito brasileiro. O número é aproximadamente 3,4% maior que o registrado em 2020. Também é maior que o número de óbitos de 2019, quando o Brasil registrou 32.667 mortes por acidentes de trânsito. Desde 2014 o Brasil vinha registrando, ano a ano, diminuição no número de mortes por acidentes de trânsito. No entanto, a partir de 2020 os números voltaram a subir, principalmente em relação aos pedestres, ciclistas e motociclistas. Perfil das vítimas Conforme os dados do Ministério da Saúde, os motociclistas foram os que mais perderam a vida nas vias e rodovias do Brasil. Foram 11.942 mortes nessa condição. Em seguida estão os ocupantes de automóveis (7.029) e os pedestres (5.349). A faixa etária mais vulnerável, conforme os dados, está entre 20 e 59 anos. A maioria das mortes ocorreu na Região Sudeste, na sequência aparece a Região Nordeste e em terceiro lugar a Região Sul. De acordo com o Dr. Flávio Emir Adura, médico do tráfego e diretor científico da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), apesar de o total de óbitos por sinistros de trânsito terem registrado queda de 2015 a 2019, a taxa de mortalidade se manteve bastante elevada, dando sinais de que o problema estava longe de ser resolvido. “No Brasil, os acidentes de trânsito são a segunda causa de morte não natural evitável, suas três principais origens são o “fator humano, fator veículo e fator via”. Costuma-se atribuir ao “fator humano” a causa de 90% ou mais dos acidentes, os quais preferimos denominar sinistros, em conformidade com a nomenclatura proposta pela Associação Brasileira de Normas Técnicas”, explica. Fonte: Agora no Valle

  • Tradicional Carroça dos amigos do Grenal em Espumoso será realizada no próximo domingo

    Os Amigos do grenal de Espumoso irão realizar no próximo domingo, 07, mais uma edição da tradicional Carroça dos amigos. O evento tem como objetivo uma recreação entre colorados e gremistas e um cunho social de arrecadar alimentos, agasalhos, calçados e cobertores para serem doados para entidades locais. A carroça irá sair do Posto de combustíveis Agromoto (Posto do Lauro) e descerá pela Avenida Ângelo Macalós, passando pela Duque de Caxias. Os Pontos de recebimento de doações são Mercado Regional e Mercado Cotriel e Mercado Copini, além da coleta no percurso da carroça. CLIC ESPUMOSO

  • Homem mata ex-patrão após vítima dar bebida com sêmen a ele em Goiás

    Um homem é suspeito de matar o ex-patrão a facadas após descobrir uma "brincadeira" em que a vítima teria dado um copo de caldo de cana com o próprio sêmen ao funcionário, em Valparaíso de Goiás. O que aconteceu: O homem teria dito à polícia que descobriu que o ex-patrão, Edivan Alves Cavalcante, teria ejaculado dentro do copo de caldo de cana e dado para o então funcionário beber. O episódio teria ocorrido há dois anos. O suspeito, identificado como Maurício Roger Rodrigues Melo, teria descoberto por colegas que ingeriu a bebida com sêmen e começou a nutrir um sentimento de vingança, segundo relato dele à polícia. Na terça-feira, o ex-funcionário foi até a empresa onde trabalhava e esfaqueou o ex-patrão. A vítima foi levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Parque Marajó, mas não resistiu e morreu no local. Maurício teria fugido, mas foi encontrado em um terreno baldio e preso em flagrante pela Polícia Militar. Duas facas, roupas e um boné utilizados no momento do homicídio foram apreendidos. Na quinta-feira, a Justiça converteu a prisão de Maurício em preventiva (por tempo indeterminado) durante audiência de custódia. O suspeito estava em prisão domiciliar e usando tornozeleira por condenação de roubo em outra cidade de Goiás, e já tinha outras anotações criminais, segundo a Justiça de Goiás. "A conduta atribuída ao flagranteado [Maurício] revela ousadia, frieza e periculosidade concreta, fortalecendo a necessidade de segregação diante do perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado [suspeito]." POR UOL

  • Governo destinará R$ 200 milhões para complementação do Plano Safra

    O valor dos recursos que serão disponibilizados para a complementação do Plano Safra 2022/23, que termina em 30 de junho, será de R$ 200 milhões. O montante deve permitir a equalização de cerca de R$ 8,4 bilhões para aplicação imediata nos programas de financiamento do Moderfrota, em irrigação e demais investimentos e em pré-custeio e custeio. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. De acordo com Fávaro, a medida foi necessária porque o Plano Safra em curso não conseguiu cumprir todas as demandas dos produtores por esse crédito. “Nós tínhamos investimentos há muito tempo paralisados. Ainda em janeiro, quando o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante assumiu, foram liberados R$ 2.7 bilhões para investimentos, que rapidamente foram tomados, e nós começamos então a busca por complementos orçamentários. Buscamos a complementação de recursos por meio de remanejamento de outros orçamentos para que nós pudéssemos disponibilizar os valores para o Plano Safra”, explicou. Segundo o ministro, o sucesso da linha de crédito rural dolarizada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), construída com o Mapa, mostrou a necessidade da alocação de mais recursos para esse tipo especial financiamento. Ele disse ainda que o ajuste foi feito para contemplar os produtores e possibilitar que continuassem fazendo investimentos e se preparando para o pré-custeio até a chegada do novo Plano Safra. “Com juros de 7,59% ao ano, mais variação cambial em dólar, mais baratos que do Plano Safra, sem comprometer recurso do tesouro, foi uma grande novidade com alta aptidão dos produtores”, avaliou.

  • Governo Lula cobra ajuda de países por preservação ambiental

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (6), durante conversa com a imprensa, em Londres, que é preciso que os países mais ricos saiam da promessa e injetem recursos para colaborar na preservação das florestas tropicais do planeta, incluindo a Amazônia. O presidente esteve em Londres para participar a coroação do Rei Charles III. "O problema é que todos os países ricos, desde a COP15, que eu participei quando era presidente, em 2009, prometem dinheiro, prometem fundo, mas a verdade é que esse fundo de R$ 100 bilhões nunca aparece", afirmou. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, faz declaração à imprensa após a coroação do Rei Charles III. Foto: Ricardo Stuckert/PR Perguntado sobre onde pretende apresentar essas demandas, Lula listou os principais fóruns globais que envolvem os países mais ricos. "Eu vou levar essa conversa pro G7, vou levar para o G20 e vou para os Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], que vamos presidir no ano que vem. E vamos presidir o G20 [em 2024]", prometeu. O presidente citou a necessidade de fomentar o desenvolvimento de uma indústria verde nos países que ainda possuem florestas tropicais. "Obviamente que os países que ainda têm floresta estão dispostos a fazer um esforço muito grande. É preciso compensar para que eles possam ter um novo tipo de indústria, de indústria verde". No início da coletiva de imprensa, Lula lembrou que, somente do lado brasileiro, mais de 25 milhões de pessoas vivem na Amazônia e que precisam de alternativas econômicas para colaborarem na preservação da floresta. "Nós precisamos levar em conta que, só do lado brasileiro, moram 25 milhões de pessoas, e elas querem ter acesso a bens materiais, querem comer, querem passear. Então, nós precisamos, ao discutir a preservação, discutir como fazer essas pessoas viverem dignamente", observou. Fundo Amazônia Ontem (5), durante encontro com Lula em Londres, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, anunciou que o país investirá no Fundo Amazônia. O valor será de 80 milhões de libras, cerca de R$ 500 milhões. O premiê afirmou que a entrada do Reino Unido no fundo é um reconhecimento ao trabalho e à liderança do presidente brasileiro no tema da preservação ambiental.

  • Avenida das Indústrias terá pavimentação concluída

    Na manhã desta sexta-feira (5), o prefeito Gilson dos Santos assinou a ordem de serviço para a obra de pavimentação asfáltica, construção de passeio público com acessibilidade e sinalização na Avenida das Indústrias (trecho compreendido entre a Rua AABB e Avenida da Produção). O valor global da obra é de R$ 196.213,90. A empresa responsável pela obra será a COB Infraestrutura LTDA, vencedora da tomada de preços Nº 04/2023.

  • Maria Eduarda Brechane, de Rio Grande, é eleita Miss Rio Grande do Sul 2023

    Maria Eduarda Brechane, de Rio Grande, foi a grande vencedora do Miss Universo Rio Grande do Sul 2023. Além de levar a coroa para casa, ela será a representante do Estado na mais relevante competição de beleza da atualidade do país, o Miss Universo Brasil. A final do concurso ocorreu na noite deste sábado (6), no Centro de Eventos Multi Hall do ParkShopping, em Canoas. Com transmissão pela internet, o evento começou com as candidatas participando de uma coreografia ao som de Run the World (Girls), de Beyoncé. O primeiro desfile foi em roupas de banho. Todas andaram pelo palco vestindo um maiô dourado, com recortes laterais, e salto alto. Em seguida, as participantes desfilaram em trajes de gala e o top 12 foi anunciado — entre elas, Vitoria Liskoski, de Taquara, que apresentou o maior número de peças em doações para um brechó beneficente, marcado para este domingo (7). A seleção seguinte foi do top cinco. As finalistas responderam, então, às tradicionais perguntas no palco. Além de Maria Eduarda, chegaram ao final: Canoas, Jaquiele da Silva; Passo Fundo, Nicole Alarcony; São Vicente do Sul, Talita Hartmann; e Taquara, Vitória Liskoski. A grande vencedora foi eleita por unanimidade. A representante de Rio Grande recebeu coroa e faixa pelas mãos de sua antecessora, Alina Furtado. Precursoras O concurso ainda contou com um encontro emocionante entre as gaúchas Deise Nunes, primeira mulher negra a conquistar a faixa de Miss Brasil, e Ieda Maria Vargas Athanásio, que foi Miss Universo em 1963, garantindo vitória até então inédita ao país. Com 21 candidatas, essa foi uma edição histórica, já que contou com nova dinâmica, autorizando mulheres casadas e com filhos a participarem. Além disso, teve sua primeira candidata transgênero. Bebeto Azevedo, coordenador do concurso, também foi o apresentador da noite. Em conversa com Donna, ele já havia adiantado que a possibilidade de abrir novas portas para a realização de sonhos seria o fio condutor do evento. — Não pretendo fazer um concurso, mas um espetáculo. Essa abertura e as novas expectativas de candidatas com filhos, casadas, belezas diferentes, merecem. O Miss Universo hoje não é a beleza pela beleza. Tem propósito: é uma mulher com boa oratória, que faz trabalhos sociais, que pode motivar as mulheres a serem mais empoderadas, a fazer o que quiserem — declarou. Com estilo assinado por Xico Gonçalvez, o Miss Universo Rio Grande do Sul teve como narrativa principal a Era do Ouro. O tema da vez foi Em Busca de Joias Raras. As participantes estavam confinadas desde quarta-feira (3) em um hotel, onde participaram de dinâmicas de avaliação com os jurados. Os avaliadores da competição foram Antares Martins, Olivia Gama, Andy Rodrigues, Marthina Brandt, Fabrício Bervian, Mariana Geisel, Carlos Totti, Anna Dennz e Rejane Tavares.

  • EMATER aponta manejo adequado do solo como essencial para garantir bons resultados nas safras

    O agricultor Juarez Penz cultiva milho, trigo e soja em uma área de 330 hectares no interior de Passo Fundo, no norte do Estado. A chuva que caiu nos últimos dias acendeu a esperança por cenários melhores, após três safras com perdas em razão da estiagem que atingiu o Rio Grande do Sul. — No ano passado a gente tinha o objetivo de médias melhores e no fim acabamos colhendo a metade da produção. O objetivo era atingir 70 sacas por hectares e ficamos em 26 sacas. Precisamos que o clima mude mesmo — afirma Pen. Na região de Passo Fundo são aproximadamente 14 mil produtores rurais atendidos pela Emater/RS. Apenas com a cultura do trigo a área de plantio aumentou 45% em 2022, chegando a 135 mil hectares. O manejo do solo é tido como fator essencial aliado aos períodos de chuva. — É uma preocupação que nós temos grande em relação ao solo, quanto ao manejo, a reserva da água no nosso solo, com plantas recuperadoras. Para fazer esse manejo adequado, a rotação de culturas é muito importante também. E em relação à irrigação é sempre importante frisar e lembrar o produtor que ele deve buscar alternativas não só no momento da estiagem — comenta o gerente regional da Emater de Passo Fundo, Dartanhã Luiz Vecchi. O Rio Grande do Sul está no período de entre safras, com o fim da colheita da soja e o início de plantio das culturas de inverno, caso do trigo, no noroeste do Estado. A regularidade das chuvas é considerada essencial para o desenvolvimento das lavouras. O ideal, segundo o pesquisador e agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, é de 120 a 150 milímetros por mês. — Neste momento para os produtores de cultivos de inverno, especialmente trigo, atenção está toda voltada não para agora, mas para o que pode acontecer na primavera. Então, a preocupação não é com falta de chuva, com escassez de chuva, e sim com os excessos de umidade em decorrência da dificuldade, principalmente do controle de doenças de espiga nos cereais de inverno. POR GZH

  • RS busca ser protagonista na produção de hidrogênio verde

    Na economia mundial não se fala em outro assunto. O tema do momento é o hidrogênio verde (H2V), a energia renovável que desponta para conduzir a transição da atual matriz fóssil, poluente, para uma em que as fontes limpas, sem emissão de CO2 (gás carbônico), sejam predominantes. O principal apelo vem dos setores em que a demanda por eletricidade é mais intensiva, razão pela qual a maior feira de tecnologia industrial do planeta, realizada em Hannover, na Alemanha, no final do mês passado, foi dominada por essa pauta. E o Rio Grande do Sul não quer ficar de fora das movimentações de cenário. Para isso, conta com algumas cartas na manga e a intenção de protagonizar o processo no país. Recentemente, o governo estadual apresentou um planejamento, encomendado a uma consultoria internacional, para elencar as oportunidades. A ideia é de que com os investimentos necessários, cerca de R$ 62 bilhões, possam ser agregados à economia gaúcha. Significaria acréscimo de 11% sobre o atual Produto Interno Bruto (PIB). Antes, é necessário destravar o potencial eólico, considerado o diferencial do Rio Grande do Sul, uma vez que a produção do H2V consiste em separar o hidrogênio da água com o uso de uma corrente elétrica vinda de energia limpa, caso da gerada pelos ventos ou a solar, por exemplo. A forma mais eficiente e também a que depende de níveis elevados de investimento é a offshore (em alto-mar), pois conta com ventos constantes, mas nem sequer está regulamentada no Brasil. Um projeto de lei, o PL 576, de 2021, tramita no Congresso com o objetivo de regrar a exploração e o desenvolvimento desse tipo de geração. Enquanto isso, o Estado já contabiliza 22 projetos em análise no Ibama, quantidade idêntica à do Ceará, que anunciou investimento de R$ 42 milhões em uma usina com previsão de operar em 2023. Apesar de maior visibilidade de empreendimentos estimados para o Nordeste, sobretudo, em razão do Centro de Desenvolvimento de Exportação, no porto de Suape, em Pernambuco, com investimento estimado em US$ 100 milhões e que esteve nos centros das atenções em Hannover, o RS não está atrasado. É o que garante a secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann, ao afirmar que, diferentemente de outras unidades da federação, o Rio Grande do Sul é o único que, além da demanda externa, oferece melhores condições de infraestrutura e potencial de consumo interno para subprodutos do H2V, caso da amônia (para fertilizantes) ou do metanol (para o biodiesel). Ela ressalta que há áreas no distrito industrial, em anexo ao porto de Rio Grande, com vocação para a instalação de empreendimentos. Outro destaque: o Estado é o único que possui estudo técnico com padrões internacionais, capaz de dar previsibilidade e opções de demanda para o mercado interno aos interessados. — Não vamos perder para Suape (o porto de Pernambuco). Vamos puxar a fila do hidrogênio verde no país — garante Marjorie. Potencial Não é coincidência que, no Rio Grande do Sul, esteja um terço dos 74 projetos nacionais no aguardo da regulamentação federal. E os valores impressionam. Juntas, as intenções de investimentos em parques offshore gaúchos somam R$ 880 bilhões. Algumas justificativas para o volume: antes de instalar uma turbina em alto-mar é feita análise complexa dos ventos em plataforma fixa dentro do oceano, e apenas uma pá tem o tamanho de um A-380, o maior avião em atividade no planeta, que mede 72 metros e custava mais de US$ 432 milhões antes de ser descontinuado por sua fabricante, a Airbus, conforme explica Bruno Tersatti, gerente de tecnologia e diretor de negócios do Senai-RS. Para se ter uma ideia, a consultoria estratégica alemã Roland Berger considerou, no início deste ano, que o Brasil irá liderar as vendas globais de hidrogênio e que o mercado nacional atingirá US$ 150 bilhões por ano, dos quais US$ 100 bilhões virão das exportações. Entre as razões, está a abundância de recursos hídricos. Outra projeção, desta vez da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indica que 40% da demanda europeia por energia, até 2030, pode ser suprida pela produção brasileira. A ressalva: isso só irá ocorrer se a totalidade do potencial eólico offshore para o H2V for, de fato, colocada em funcionamento. Necessidade de regulação e recursos em infraestrutura Bernd Rustemberg, CEO da RWC, uma consultoria alemã fundada em 1994 e hoje especializada em questões que envolvem recursos hídricos e energias renováveis, assistiu, em Hannover, a um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que buscava investidores para projetos voltados ao hidrogênio verde. Embora tenha gostado do que viu, fez um alerta: — O potencial está com vocês (Brasil), mas precisa ser trabalhado de forma que alguns riscos possam ser reduzidos. A frase do Rustemberg, que já atuou em projetos no Brasil e no Oriente Médio, tem relação com a necessidade de regulação e investimentos de infraestrutura. Segundo o CEO da RWC, restrições de legislação são o principal entrave para que o país ainda não ocupe um papel de destaque para o qual as fontes naturais o credenciam. Na comparação, a Alemanha, por exemplo, que enfrenta neste momento uma crise energética pela dependência do gás natural vindo da zona de conflito entre Rússia e Ucrânia, lidera um grupo de países (com Irlanda, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Bélgica, França, Noruega e Luxemburgo) num ambicioso projeto de usinas eólicas offshore no mar do Norte. Anexação O engajamento no país é tamanho que no ano passado os ministérios da Economia e do Meio Ambiente foram anexados e, agora, formam o Ministério Federal para Assuntos Econômicos e Proteção Climática (BMWK, na sigla em alemão) — há ainda o Ministério das Finanças. Uma das explicações, conforme afirmou o titular do BMWK ao portal local Deutschland.de, durante a feira de Hannover, é o entendimento de que a nova economia não está mais ligada à pauta ambiental, "ela é a própria sustentabilidade". Outra é a necessidade de participação dos governos com financiamentos públicos. Por essa razão, desse órgão, nasceu, em 2023, o primeiro subsídio para as exportações de hidrogênio verde do mundo. Em busca de cooperação com o maior porto da Europa No dia 10 de maio do ano passado, o maior porto europeu, em Rotterdam, na Holanda, anunciava que pretendia fornecer 4,6 milhões de toneladas de hidrogênio para o continente e que a maior parte teria origem nas importações. Na próxima terça-feira (9), representantes do governo gaúcho e da Portos RS estarão no terminal para assinar um acordo de cooperação. Cristiano Pinto Klinger, presidente da Portos RS, que estará na missão, afirma que a ideia é trocar experiências, mas a atuação conjunta em mercados também está no radar do governo do Estado. Conforme a titular da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) no RS, Marjorie Kauffmann, até o próximo dia 11 estão agendadas visitações a projetos na Holanda, além de participação em uma feira específica para o segmento de H2V. A ideia é de que exportações ocorram independentemente das plantas offshores, mas com a capacidade já instalada de energia limpa no Estado, que tem um mix entre eólica, solar e hídrica que garante mais de 80% da matriz gaúcha formada por fontes renováveis. Registros De acordo com relatório da Sema, há no Rio Grande do Sul 63 projetos em 31 municípios com registro de licenciamento ambiental junto à Fundação de Proteção Ambiental do Estado (Fepam) com 18,3 gigawatts (GW) de potência e investimentos na ordem de R$ 11 bilhões. Há ainda o projeto do Parque Eólico Coxilha Negra, com 302 megawatts (MW), com licença de instalação concedida pelo Ibama, e com a instalação executada pela CGT Eletrosul/Eletrobrás, em Santana do Livramento. O Rio Grande do Sul conta, atualmente, com 1.836 MW instalados em 80 parques eólicos, distribuídos em nove municípios com 1.778 MW em operação. A situação deixa o Estado com 7,7% da potência eólica instalada no Brasil. Entenda o que é hidrogênio verde É a denominação para o hidrogênio produzido a partir da eletrólise da água, com baixa ou nula intensidade de carbono, com uso de energias limpas e renováveis. Significa que sua obtenção é sem emissão de CO2. A eletrólise é um processo que utiliza a corrente elétrica para separar o hidrogênio do oxigênio da molécula de água (H2O). O método demanda alta quantidade de energia elétrica, o que torna essencial que a fonte dessa energia seja limpa e renovável – caso, por exemplo, a solar, a hídrica ou a eólica. O hidrogênio pode ser usado para armazenar energia renovável produzida em períodos de alta produção e baixa demanda por energia elétrica. Qual a importância do hidrogênio verde? É considerado o combustível do futuro por ser fonte energética renovável, inesgotável e não poluente, que pode trazer muitos benefícios para o ambiente e a humanidade. Para ser considerado verde, é imprescindível que o hidrogênio seja produzido e transportado sem o uso de combustíveis fósseis ou qualquer outro processo prejudicial ao ambiente. É considerado um combustível fundamental para que aconteça a transição para uma economia de baixo carbono. A grande versatilidade do hidrogênio permite seu uso em nichos de consumo difíceis de descarbonizar, como o transporte de carga, a aviação e até o transporte marítimo. Depois de produzido, o hidrogênio pode ser transportado e armazenado como gás (podendo, inclusive, aproveitar infraestruturas já existentes de transporte de gás natural), como líquido ou absorvido em materiais. A grande opção de fontes e processos de produção, transporte e armazenamento do hidrogênio, possibilita sua adequação ao uso final. Permite, também, que cada país explore o seu potencial e escolha o melhor caminho técnico, econômico e ambiental, considerando a realidade local. Seu armazenamento seguro e os custos competitivos, bem como a tecnologia de transporte, são questões fundamentais para ampliar sua produção e o seu uso. Quais as atuais vantagens e desvantagens do hidrogênio verde? Como ponto favorável, destaca-se o fato de ser totalmente sustentável: não emite gases poluentes na produção e nem durante a combustão. É armazenável (o que permite sua utilização posterior em diversos setores e em momentos diferentes ao de sua produção) e versátil (pode ser transformado em eletricidade ou combustíveis sintéticos e ser usado com fins comerciais, industriais ou de mobilidade). Outras vantagens do H2V: não é tóxico; é o elemento mais abundante no universo; tem grande densidade energética; produção silenciosa (não aumenta poluição sonora) e pode suscitar ganhos econômicos significativos. Isso estimula o desenvolvimento regional e gera novos postos de trabalho e mais renda para o país. Entre as desvantagens que precisam ser aprimoradas em meio ao desenvolvimento tecnológico, estão o alto custo de produção (que vem se reduzindo a cada ano), a grande quantidade de energia investida (energia necessária para separar a molécula da água, a eletrólise) e a necessidade da atenção com relação à segurança, pois o hidrogênio é muito volátil e inflamável (exige requisitos de segurança para evitar fugas e explosões). Fonte: CNI

  • Amistoso do Russo em Sobradinho é cancelado

    O jogo amistoso do Russo Preto que aconteceria nesta noite de sábado (06), em Sobradinho, foi cancelado devido a umidade da quadra. No próximo sábado dia 13, em Não-Me-Toque, o Russo fará um amistoso, o adversário ainda não está definido. ORusso estreia no Estadual pela Liga Gaúcha de Futsal dia 26 de maio, uma sexta-feira, às 21hs, em Não-Me-Toque contra o Pinheiro de Carazinho.

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