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- Paulo Massmann participa da Rústica dos 120 anos de Guaporé
Realizado no último sábado (04) em Guaporé, a rústica comemorativa aos 120 anos da cidade foi realizada no autódromo internacional de Guaporé. Com a largada dada às 19hh 30min e contando com mais de 500 inscritos, o não-me-toquense Paulo Massmann obteve o 3º melhor tempo na categoria 38/45 anos, fechando os 6km de prova com pace 3:50.
- Claudimar Diefenthaler toma posse como presidente da ACINT gestão 2023
Em evento realizado na última quinta-feira (02), a nova diretoria da ACINT - Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e serviços de Não-Me-Toque, tomou posse, tendo Claudiomar Diefenthaler como novo presidente. O empresário sócio da Molasul, atua na diretoria da associação à mais de 4 ano e substituirá William Garcia, que ficou duas gestões na entidade. Durante a celebração foi entregue o Troféu José Guido Lauxen, honraria entregue aos empresário que mais auxiliaram no desenvolvimento da gestão atual. Receberam o troféu as seguintes pessoas/empresas: 1 - Prefeitura de Não-Me-Toque – convidamos o Prefeito Gilson dos Santos 2 – Câmara Vereadores: Franciele de Carvalho 3 - Cotrijal – Senhor Enio Schroeder 4 - Gervasio Jorge Diel – Presidente do Sicredi Cooperação 5 - Senhor Luiz Teloecken Gerente do Sicoob 6 - Gerencia da Deltasul Senhora Vanderlise Cardoso 7 – Nilvo Petry – da Incomasa Etiquetas e embalagens 8 – Jeovani Pagliarini – Empresa Gráfica Grapel. CONFIRA OS MEMBROS DA NOVA DIRETORIA: Presidente: · Claudiomar Diefenthaler VICE-PRESIDENTE: · Juliano Gheno Secretária: · Marlene Gatti TESOUREIRO: · William Garcia dos santos 2º TesoureirO: · Jeovani Pagliarini DIRETOR ADMINISTRATIVO GESTÃO DE PESSOAS · Marcos Roberto Petry Diretor Administrativo: · João Luís de Souza Jacques DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO COMERCIAL · Marcelo Cardoso de Oliveira DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL · Volmir Amann DIRETOR DE DESENVILMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO · Diego Edislon Meireles DIRETOR SOCIAL E EVENTOS · José Enrique Barrios Diretor de Comunicação e Marketing: · Stefano Augusto dos Santos DIRETOR DE PATRIMONIO · Paulo Finger Diretor Departamento Jurídico · Mauricio Defante CONSELHO FISCAL: Titulares: 1. Airton Mário Gorgen, 2. Marcio Farias de Lima 3. Luiz Carlos Teloecken Suplentes: · Gregory Johann · Mateus de Oliveira · Ricardo Matte
- Com casa por R$ 27,5 mil, governo federal começa o mês com 27 imóveis à venda no RS
Com a chegada de fevereiro, novos imóveis entraram na lista de venda da Empresa Gestora de Ativos do Governo (EMGEA), que é responsável por cuidar dos bens da União. São 27 lotes no Rio Grande do Sul, entre casas, terrenos e apartamentos, que o governo federal recebeu como pagamento de dívida, ou que foram usados como garantias de contratos de crédito não pagos. O detalhe é que a venda é direta, ou seja, não passa por leilão. Alguns já estão há mais tempo. Outros entraram agora em fevereiro. O lote com valor mais baixo é uma casa ocupada de dois dormitórios em Guaíba, na Região Metropolitana. Ela entrou na lista de imóveis neste mês, tem 50 metros quadrados, é avaliada em R$ 69.984 e está saindo por R$ 27.555. Ou seja, um deságio de 61% sobre o preço de avaliação. Os 61%, aliás, são os maiores índices de desconto sobre o preço avaliado nessa rodada de vendas no Estado. Além da unidade de Guaíba, outros dois lotes também estão com esse deságio. Um apartamento ocupado em Pelotas, avaliado em R$ 114,5 mil, é vendido por R$ 45.119. Já uma casa, também ocupada, em Alvorada, cotada em R$ 119 mil, está saindo por R$ 45.891. Essa última já estava nas vendas de janeiro. Já o item mais caro é um loteamento ocupado em São Leopoldo, com mais de mil metros quadrados, que já segue há alguns ciclos de venda feitos pela EMGEA sem ser vendido. Ele está saindo por R$ 689,3 mil, 7% abaixo do preço de avaliação. Também já na lista há mais meses, há uma casa ocupada com seis dormitórios em Gravataí, vendida a R$ 541.568. Na Capital, são três imóveis disponíveis. Uma casa ocupada no bairro Teresópolis, uma outra, também ocupada, na Restinga, e um apartamento no bairro Rubem Berta, de um dormitório, vendido por R$ 57.041. É o lote com menor valor em Porto Alegre. A lista com todos os imóveis pode ser conferida no portal de imóveis da EMGEA. Há bens em Alegrete, Alvorada, Bento Gonçalves, Capão da Canoa, Esteio, Gravataí, Guaíba, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo, São Sepé, Tapes e Tapera. De acordo com a empresa, por enquanto, os imóveis só podem ser comprados à vista. Ou seja, não há como fazer financiamento imobiliário ou utilizar saldo do FGTS. Quem organiza é a empresa Resale. Por GZH via https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/giane-guerra/noticia/2023/02/com-casa-por-r-275-mil-governo-federal-comeca-o-mes-com-27-imoveis-a-venda-no-rs-cldrsv00y001r01576oe9iqlf.html
- Seca assola as lavouras da região
A estiagem traz prejuízos irreversíveis para as lavouras de soja, milho e pastagens. Ela atinge todo o Rio Grande do Sul. Cerca de 200 municípios gaúchos já decretaram situação de emergência. O produtor rural Diego Nadal de Marques, do interior de Marau-RS, que enviou fotos da lavoura de soja para as rádios Planalto, disse que se continuar assim não vai compensar nem fazer a colheita. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Passo Fundo, Marines Scapini Penz, lamenta que pelo terceiro ano consecutivo, os agricultores estejam perdendo suas plantações. Nessa semana que passou, a FETAG fez uma audiência on-line com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, pedindo desconto de 35% nas prestações do financiamento de custeio que está vencendo, além de prorrogação de prazos para pagamento. Marinês, disse que esteve conversando com o Conselho de Desenvolvimento Agrário para analisar a possibilidade de decreto de emergência em Passo Fundo. Na quinta-feira o prefeito de Ernestina Renato Becker, decretou situação de emergência. Segundo Marinês, já tem propriedades onde ocorre escassez de água para consumo humano e animal. Também há açudes secando e mortandade de peixes. E no horizonte não expectativa de melhora. A semana que inicia será de tempo firme sem chuvas, exceto algumas pancadas esparsas. Fonte: Planalto
- Caminho de Santa Júlia é aberto à comunidade regional
Itinerário espiritual em homenagem ao legado de uma santa soma-se a outras peregrinações religiosas da cidade, convidando os fiéis à reflexão, à oração e à contemplação A tarde chuvosa da última quinta-feira (02) não impediu a inauguração da jornada espiritual denominada “Caminho de Santa Júlia”, localizada na propriedade da Casa Santa Cruz, em Passo Fundo. A cerimônia contou com a presença de autoridades religiosas, como, o arcebispo Dom Rodolfo Weber e a Superiora Provincial da Província da Santa Cruz, Irmã Dirce Slaviero, também de lideranças políticas, como, o Prefeito em exercício da cidade, João Pedro Nunes, e a Secretária de Cultura do município, Miriê Tedesco, da imprensa e de numerosos fiéis. O ato inaugural marcou a abertura das atividades do ano do Centenário de Presença Notre Dame no Brasil. Para entender quão expressiva é a trajetória de uma pessoa, precisa-se, especialmente, contextualizar o seu tempo, a sua maneira de ser, pensar e agir, e a importância dos seus feitos para determinado grupo social. Eis a compreensão propiciada, ao longo do percurso que excede a marca de 1km, pelo itinerário espiritual idealizado em ode à precursora da Congregação das Irmãs de Notre Dame, Santa Júlia Billiart. Nascida na França, em 1751, Júlia dedicou os 64 anos de sua vida à devoção ao Criador, à atividade religiosa e à missão de difundir a bondade do Deus providente. Nem mesmo a mobilidade comprometida por uma paralisia lhe impediu de vislumbrar e realizar uma obra evangelizadora e educacional que ultrapassou os limites geográficos, administrativos e conceituais de sua época. Fundada em 1804, em terras francesas, a Congregação está presente em 19 países, contribuindo para que a benevolência divina seja conhecida. Entre tais nações está o Brasil, onde as religiosas forjadas no seu exemplo se doam, desde 1923, de forma altruísta também nas áreas da Assistência Social e da Saúde. A relação entre Júlia e o País, no entanto, é ainda mais estreita. Afinal, foi por um milagre realizado no Estado de Santa Catarina que o clamor popular em torno da sua cultuada figura foi consolidado, com sua canonização, em 22 de junho de 1969. Localizado em Passo Fundo, o caminho contorna a propriedade da Casa Santa Cruz – espaço para retiros e formações mantido pelas Irmãs de Notre Dame, a cerca de 3km do centro da cidade – e é perpassado pelo contato com árvores nativas, com espécies variadas de flores e com símbolos e citações extraídas das cartas escritas por Júlia. Desse modo, junto à natureza, percorrê-lo representa uma peregrinação pelos mistérios da vida e pelo amor divino. Cada marco simbólico é fruto de uma doação feita por famílias da cidade e região, que, em dado momento existencial, sentiram-se tocadas pela nobreza espiritual da Santa. Durante a ocasião, elas foram homenageadas perante os presentes e gratificadas com um mimo. No auditório da Casa Santa Cruz, à medida que os convidados puderam conhecer os 20 marcos por meio de um tour virtual - uma vez que a chuva não permitiu percorrer o trajeto -, também acolheram a sabedoria das palavras de Júlia, reforçadas em sua principal manifestação de fé: “Oh! Quanto é bom o bom Deus!”. A gratidão da religiosa ao Criador foi o sentimento enaltecido pelo Prefeito em exercício, João Pedro Nunes, o qual, em nome de todos os gestores públicos, pode reconhecer também a notabilidade da presença das Irmãs de Notre Dame no ano do seu Centenário. “A gratidão é a memória do coração. Vocês todas transformaram a vida de Passo Fundo.” O mesmo gesto também foi evidenciado pela Superiora Provincial, Irmã Dirce Slaviero, ao mencionar o trabalho de todos que se empenharam na concretização dessa atração turística entregue à comunidade regional pela Congregação. Ao passo que uma benção especial foi proferida pelo arcebispo Dom Rodolfo Weber, o entusiasmo e o labor da coordenadora da equipe de execução do projeto de aprofundamento na espiritualidade da Santa, Irmã Rosa Hoelscher, bem como de Gustavo Rigon Bonotto, devoto que sugeriu a criação do caminho, também foram reconhecidos publicamente. Além do Caminho de Santa Júlia, cujo trajeto pode ser trilhado individualmente ou em grupos, sob a supervisão de um guia ou com o auxílio de uma publicação elucidadora, outra razão para visitar a Casa Santa Cruz é a Relíquia do Santo Lenho da Cruz, ou seja, um fragmento da cruz em que Jesus Cristo viveu seus instantes finais, o qual foi doado às Irmãs de Notre Dame em 1959.
- PRF apreende caminhão carregado com 350 mil maços de cigarros contrabandeados
#PortalEstaEmTudo Na manhã de domingo, 5, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu uma carreta que transportava cerca de 350.000 maços de cigarro contrabandeados. Durante uma operação de combate ao crime, Policiais Rodoviários Federais identificaram um veículo suspeito quando este transitava pela BR 386. O contrabandista desobedeceu a ordem de parada e fugiu em direção a Espumoso. Após alguns quilômetros, ele parou e tentou fugir a pé mas foi capturado. Ao verificarem a carga, os policiais identificaram diversas caixas de cigarro escondidas sob palha, totalizando aproximadamente 350.000 maços. O condutor, de 38 anos natural do RS, foi preso em flagrante. A ocorrência foi encaminhada à polícia judiciária de Passo Fundo onde a carga será contabilizada.
- Ninguém acerta Mega-Sena e prêmio vai a R$160 milhões
#PortalEstaEmTudo Nenhum apostador acertou os seis números do concurso 2561 da Mega-Sena, sorteados neste sábado (4), pela Caixa Econômica Federal, no Espaço da Sorte, na cidade de São Paulo. Com o prêmio acumulado, o prêmio do próximo concurso, na quarta-feira (8), foi estimado em R$ 160 milhões. No concurso deste sábado, 393 apostas acertaram cinco números e receberão R$ 23.693,33 cada uma. As 19.908 apostas que acertaram quatro números vão receber R$ 19.908 cada. Para concorrer ao próximo prêmio, as apostas devem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) da quarta-feira, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50. Edição: Maria Claudia - Agência Brasil
- Médico mostra importância da mamografia para prevenir câncer de mama
#PortalEstaEmTudo O câncer de mama é a neoplasia mais frequente entre as mulheres no Brasil, além de ser a principal causa de morte por câncer em todas as regiões, exceto na Região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa a liderança. Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta para o surgimento de 74 mil casos novos por ano de câncer de mama no país, no triênio 2023/2025. De acordo com o Inca, a taxa de mortalidade por câncer de mama, ajustada pela população mundial, atingiu 11,84 óbitos por 100.000 mulheres, em 2020, com as maiores taxas registradas no Sudeste e no Sul, da ordem de 12,64 e 12,79 óbitos por 100.000 mulheres, respectivamente. Neste domingo (5), quando se comemora o Dia Nacional da Mamografia, o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, disse à Agência Brasil que o objetivo da data é chamar a atenção para a importância do exame das mamas. Segundo Maltoni, a primeira função principal da mamografia se refere às mulheres que têm algum tipo de sinal ou sintoma, como presença de nódulos ou dor nos seios. “Para essas mulheres, (o exame) já é um dos melhores métodos de diagnóstico do câncer da mama. A mamografia bem-feita, com qualidade, consegue definir bem nódulos, presença de alterações. A mamografia é um exame excelente para o estudo das mamas naquelas mulheres que têm algum sintoma e para as quais ele foi indicado pelos seus médicos”. Outro aspecto considerado por Maltoni, “talvez o mais importante na mamografia” é o que fala da detecção precoce, do rastreamento. “São os exames realizados nas mulheres que não sentem absolutamente nada, estão assintomáticas, não notaram nenhuma alteração nas mamas e estão levando a vida normalmente”. Para essas mulheres sem sintomas, o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento, ou precoce, seja feita a cada dois anos, na faixa etária entre 50 e 69 anos de idade. O diretor executivo da Fundação do Câncer destacou que nas mulheres em que existe uma história familiar para câncer de mama, especialmente na linha direta de parentesco, a mamografia deve ser antecipada para a faixa acima de 35 anos. “A importância da mamografia é essa: tanto no diagnóstico das lesões que já estão dando sintomas e sinais, como, sobretudo, para poder identificar precocemente alguma alteração nas mulheres que não sentem nada”. Lembrou ainda que é fundamental complementar a mamografia com o exame clínico das mamas por um profissional de saúde pública treinado. O exame está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e na saúde complementar. Sinais e sintomas A ginecologista e obstetra Carla Maria Franco Dias lembrou que os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito ou mamilo; e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região das axilas. Médica associada da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e professora do Instituto de Educação Médica (Idomed), Carla apontou que a detecção precoce e o tratamento adequado do câncer de mama possibilitam alta chance de cura e sobrevida em relação à doença. A médica disse que, no caso de alterações na mamografia, podem ser necessários exames complementares como a ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas. “Na suspeita de câncer, é importante o atendimento especializado pelo mastologista, a fim de realizar biópsia da lesão mamária para confirmação da doença, feita geralmente através da punção por agulha grossa - core biopsy ou mamotomia - ou por remoção cirúrgica incisional ou excisional.” Embora a recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) seja a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres com idade entre 50 e 69 anos, a Febrasgo recomenda iniciar a mamografia a partir dos 40 anos. A Fundação do Câncer considera, entretanto, que não há embasamento científico para mudar de 50 para 40 anos. Ações educativas O projeto Sesc Saúde Mulher atua há mais de uma década executando ações educativas com foco na realização de exames de rastreamento do câncer de mama. A ação é realizada por meio da sua rede de 25 unidades móveis que está presente em todas as regiões do Brasil. Nos últimos dez anos, foram realizados pelo Sesc cerca de 245 mil exames em mulheres com idades entre 50 e 69 anos, faixa etária em que há maior propensão ao câncer de mama. A instituição é pioneira na utilização de unidades móveis no Brasil, que levam mamógrafos a muitas localidades que não possuem acesso ao aparelho. No ano passado, foram realizadas 38.460 mamografias pelo projeto. Para 2023, a meta é ultrapassar este número. A diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc, Janaina Cunha, disse à Agência Brasil que o projeto é muito importante para o Sesc, porque “traz grande oportunidade de um número significativo de mulheres ter acesso ao exame, que está posicionado entre as prioridades de saúde do país, mas que tem uma demanda muito maior do que a capacidade de atendimento, sem contar os municípios e as populações de regiões mais remotas”. Janaina afirmou que, nesta enfermidade, o diagnóstico é essencial para o tratamento. “Torna mais efetiva a resposta ao tratamento.” Conforme explicou, um dos benefícios das unidades móveis com mamógrafos é ter uma capilaridade muito grande, conseguir um alcance cada vez maior e atender por demanda. Tanto os municípios podem solicitar o atendimento ao projeto, como a demanda pode ser identificada também por meio das regionais do Serviço Social do Comércio (Sesc). Barreiras A diretora de Programas Sociais do Sesc ressaltou, neste Dia Nacional da Mamografia, a importância de as mulheres priorizarem o autocuidado e perderem o medo do diagnóstico. “Com receio do resultado (da mamografia), muitas mulheres não fazem o exame. A gente precisa enfrentar o diagnóstico para ter condições adequadas de tratamento, caso esse diagnóstico seja desfavorável.” Janaína chamou a atenção também para que, ao encontrarem uma unidade móvel do Sesc Saúde Mulher, as mulheres compreendam que receberão um tratamento humanizado, serão acolhidas e terão um nível de conforto emocional muito grande. “Essa é a missão do Sesc: acolher e proporcionar esse melhor atendimento, do ponto de vista social e humano”. As principais barreiras que impedem as mulheres de realizarem mamografias são a falta de orientação adequada ou acesso à informação sobre a doença, diagnóstico e tratamento; dificuldade de agendar consultas e exames na sua localidade, devido a problemas de deslocamento; falta de acolhimento da família e da comunidade. Muitas mulheres, principalmente as mais humildes, têm vergonha de realizar esse tipo de exame e outras não se sentem confortáveis em realizá-los com profissionais do sexo masculino, por exemplo. A diretora disse que os exames preventivos visam obter um diagnóstico precoce e, portanto, com grandes chances de cura caso um problema seja encontrado. Atuação O trabalho do Sesc é feito em parceria com as autoridades de saúde municipais, estaduais e federal, com a finalidade de complementação. Janaina Cunha esclareceu que após realizar o exame com equipamentos e equipes especializadas, a unidade móvel encaminha o relatório ao serviço público de saúde. “E, lá, é consolidado o diagnóstico e acionada a paciente. O papel do Sesc é oportunizar o acesso ao exame e a estrutura e o acolhimento adequados para que isso aconteça. A partir daí, a gente devolve para o setor público a responsabilidade no atendimento àquela mulher, porque aí extrapola a competência do Sesc. Essa parceria tem sido muito efetiva”. O Sesc Saúde Mulher atua por localidades e auxilia na formação de agentes comunitários que são responsáveis pela busca de mulheres que atendam aos requisitos para a realização dos exames. Cada mulher atendida pode se tornar uma multiplicadora em sua comunidade. Desta forma, cria-se uma cultura de prevenção. Outra informação importante do Sesc Saúde Mulher é que as equipes do projeto são compostas majoritariamente por profissionais do sexo feminino, a fim de promover o acolhimento de outras mulheres. Edição: Maria Claudia - Agência Brasil
- Governo lança programa para reduzir filas no sistema de saúde
#PortalEsfaEmTudo O governo federal lançará, nesta segunda-feira (6), um programa elaborado para diminuir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) para cirurgias eletivas, exames complementares e consultas especializadas. A cerimônia de lançamento será no Rio de Janeiro, a partir das 15h, e contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Redução de Filas terá orçamento inicial de R$ 600 milhões, conforme previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição – valores que serão repassados a estados e municípios. Entre os objetivos do programa, está o de “assegurar apoio técnico e financeiro a estados e municípios para responder ao problema crônico das filas de cirurgias eletivas, exames e consultas na atenção especializada”. Na avaliação da pasta, essas filas têm crescido em decorrência do envelhecimento da população; do aumento de doenças crônicas não transmissíveis; e, também, devido a sequelas da covid-19. Dimensões e fases O programa terá duas dimensões: uma emergencial, focada no “aumento imediato” da oferta de cirurgias, exames e consultas; e uma estruturante, dedicada à “melhoria dos processos de gestão das filas e do fluxo de atendimento dos usuários (sistema de regulação) e qualificação da atenção básica”. A qualificação da atenção básica ajudará, segundo o ministério, a reduzir demandas para a atenção especializada. Dessa forma, possibilitará um número maior de médicos disponíveis nas equipes de atenção básica, bem como investimento em capacitação e uso mais intenso de tecnologias como telessaúde. De acordo com o ministério, a primeira fase do programa vai até junho de 2023. Dos R$ 600 milhões previstos para o ano, R$ 200 milhões serão repassados “imediatamente” para apoio na execução de planos locais que incentivem a organização de mutirões em todo país, de forma a “desafogar a demanda represada”; e R$ 400 milhões serão repassados a depender da quantidade de cirurgias realizadas, principalmente as abdominais, as ortopédicas e as oftalmológicas. “A ação prevê estratégias para garantir equipes cirúrgicas completas e melhorar o fluxo de atendimento em todo o Brasil. Cada estado poderá estabelecer as cirurgias prioritárias, de acordo com a realidade local”, informou o ministério. A segunda fase, entre abril e junho, inclui exames diagnósticos e consultas especializadas, com foco em tratamentos oncológicos. Critérios Em nota, o Ministério da Saúde informa que “critérios e detalhes” para o repasse dos valores aos fundos dos estados e municipais de saúde serão publicados em portaria. “Cada unidade federativa terá que entregar um diagnóstico com a real demanda local por cirurgias, assim como um planejamento para executar o programa de redução das filas, para que seja estipulada a liberação de recursos. Estados e municípios devem apresentar o quantitativo de procedimentos realizados e dimensionar a redução”, diz a nota. O programa conta com a participação de seis hospitais federais e de três institutos nacionais (câncer, cardiologia e traumato-ortopedia), na cidade do Rio de Janeiro, além de 41 hospitais universitários. A criação do Programa Nacional de Redução de Filas foi aprovada no dia 26 de janeiro durante a primeira reunião anual ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CTI), formada por Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Edição: Kelly Oliveira - Agência Brasil
- 52% dos proprietários de veículos pagaram o IPVA até o final de janeiro
#PortalEstaEmTudo O balanço preliminar da Secretaria da Fazenda (Sefaz) mostra que 52% dos proprietários de veículos no Estado quitaram ou parcelaram o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) até o final de janeiro. No mês passado, encerrou-se o prazo para quitação à vista – com desconto mínimo de 10% (percentual que pode ser maior com a soma dos descontos de Bom Motorista e Bom Cidadão) – e para a adesão ao parcelamento do tributo em seis vezes. De acordo com o levantamento realizado pela equipe da Receita Estadual, a arrecadação alcançou o montante de R$ 2,2 bilhões com a quitação antecipada e o pagamento da primeira parcela do imposto. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 6% no número de veículos quitados e um incremento nominal de R$ 392 milhões na arrecadação. A adesão ao parcelamento também apresentou um crescimento em relação ao ano passado. Mais de 355 mil proprietários de veículos optaram pelo pagamento fracionado, o que corresponde a 9,2% da frota tributável – em 2022, o percentual foi de 8%. Os recursos arrecadados com o IPVA são divididos em 50% para o município onde o veículo está emplacado e 50% para os cofres do Estado, conforme a Constituição Federal. Descontos e PIX foram atrativos para quitação De acordo com o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira, o aumento da arrecadação com o IPVA 2023 pode ser relacionado aos percentuais de desconto oferecidos no pagamento antecipado. “O Estado ofereceu aos contribuintes um desconto máximo que chegou a praticamente um terço do valor total do IPVA para quem pagou em dezembro do ano passado. Sem dúvida, as condições atrativas para a quitação antecipada resultaram no aumento do volume arrecadado pelo governo estadual", analisa Neves. "Além dos descontos, houve a possibilidade de realizar o pagamento por PIX, ferramenta que facilitou o acerto do tributo pelos proprietários de veículos.” Novidade inserida no ciclo do IPVA 2022, o pagamento por PIX já representa 23,9% do total de guias quitadas pelos contribuintes neste ano. Antecipação em fevereiro oferece descontos de até 24,8% O motorista que optar pela antecipação do tributo até o dia 28 de fevereiro terá descontos que podem chegar a 24,8%. Caso a quitação ocorra em março, a redução é de até 22,4%. Os motoristas que aderiram ao parcelamento também terão descontos nas cotas de fevereiro e março – 6% e 3%, respectivamente.
- Trecho da Avenida Alto Jacuí ao lado da Rodoviária receberá asfalto
Na manhã desta sexta, dia 03 de fevereiro, a Administração Municipal Construindo Juntos deu mais um importante passo para o capeamento asfáltico em Não-Me-Toque com a assinatura da ordem de serviço para a microdrenagem, recapeamento e capeamento em CBUQ e sinalização viária na Avenida Alto Jacuí (trecho entre as Ruas Cel Alberto Schmitt e Nelson da Silveira – popular descida da rodoviária). A assinatura ocorreu no gabinete do Prefeito Municipal Gilson dos Santos – Maninho, com a presença do Vice-Prefeito Gilson L. Trennepohl, representante da empresa que vai realizar as obras, além de secretários municipais e setor de engenharia. As melhorias neste trecho da Avenida Alto Jacuí são uma antiga demanda da comunidade, serão aplicados na obra R$ 711.809,04 (setecentos e onze mil e oitocentos e nove reais e quatro centavos). A empresa responsável pela execução dos trabalhos é a MATT Construtora Ltda, vencedora da TOMADA DE PREÇOS Nº 14/2022.
- Cotrijal TRR entra em operação
#PortalEstaEmTudo A Cotrijal, que já possui uma história de confiança e tradição com o agricultor, lança mais uma novidade: uma estrutura de TRR que leva diesel com garantia de qualidade e de procedência até a propriedade rural. O novo negócio entrou em operação no dia 1º de fevereiro e é considerado um grande avanço no suprimento de insumos estratégicos para os produtores da cooperativa. Valdemar Roessler e os filhos Everton e Elton, da Agropecuária Pinheirinho, de Colônia Nova, Saldanha Marinho, foram os primeiros a adquirem diesel para abastecer os equipamentos da propriedade. “É importante termos mais esse serviço através da cooperativa, com qualidade de produto e atendimento”, afirma Everton. O superintendente de Novos Negócios e Produção Animal, Renne Granato, área responsável pelo TRR, destaca que a cooperativa buscou as principais distribuidoras de combustíveis do Brasil para fornecer para o associado diesel de qualidade. “O combustível é um importante componente dos custos de produção e nosso compromisso é trazer bom custo-benefício ao produtor, facilitando as operações do dia a dia”, destaca. Dentre as vantagens apontadas por Granato, estão a facilidade de crédito e pagamento, atendimento ágil e personalizado e assistência técnica completa para os cooperados. “Os caminhões têm bomba registradora, o que permite fracionar a venda de forma segura, dando garantia de que o volume comprado é o que realmente está sendo entregue. Os equipamentos são inspecionados pelo Inmetro e calibrados periodicamente”, conclui. O TRR está localizado em Não-Me-Toque, na RS 142, próximo à Unidade de Beneficiamento de Sementes e ao Centro de Distribuição da Cotrijal Lojas. Não é permitida a venda direta no TRR, somente para entrega nas propriedades. Para mais informações, os produtores podem procurar as suas unidades de negócios ou entrar em contato através do telefone/whats 54-99664-8529. Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal
- Polícia conclui investigação de acidente que tirou a vida de sete pessoas na BR 386 em Constantina
#PortalEstaEmTudo A Delegacia da Polícia Civil de Sarandi concluiu a investigação do acidente que resultou em sete mortes, em julho de 2022 na BR 386 em Constantina. A tragédia envolveu um caminhão e uma van da Secretária de Saúde de Constantina. De acordo com a polícia, a investigação concluiu que o acidente teve como causa uma ultrapassagem indevida do condutor do caminhão. O motorista deverá responder por homicídio doloso, terá a CNH recolhida, a proibição de dirigir veículo automotor e não poderá se ausentar da comarca onde reside.
- Adesão ao Programa Litígio Zero começa hoje
A partir das 8h de hoje (1º), o contribuinte pode aderir ao Programa de Redução de Litigiosidade Fiscal, também conhecido como Litígio Zero. O prazo vai até as 19h de 31 de março. A adesão pode ser pedida por meio de processo digital no Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal (e-CAC). O acesso ao e-CAC exige conta no Portal Gov.br nível prata ou ouro, certificação digital (no caso de empresas) ou um código especial que pode ser obtido mediante o número do recibo da última declaração do Imposto de Renda (para pessoas físicas). O programa, que estende à Receita Federal o modelo de transações tributárias disponível desde 2020 para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), permite a renegociação de dívidas tributárias baseada na capacidade de pagamento do contribuinte, em troca da desistência de ações na Justiça (no caso de débitos inscritos na Dívida Ativa da União) ou de contestações administrativas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão que julga na esfera administrativa débitos com o Fisco. Caixa O Litígio Zero foi anunciado há cerca de 20 dias pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como uma das medidas para recompor o caixa do governo em 2023. O Litígio Zero prevê a renegociação em condições especiais de dívidas com a União. Embora o programa funcione de forma similar aos tradicionais Refis, existe uma diferença porque a concessão de descontos ocorrerá com base no tamanho do débito e no tipo de contribuinte. As dívidas do contribuinte – consideradas créditos do ponto de vista do governo – serão classificadas com base na facilidade de serem recuperadas pela União, sendo créditos tipo A (com alta perspectiva de recuperação), créditos tipo B (com média perspectiva de recuperação), créditos tipo C (de difícil recuperação), ou créditos tipo D (irrecuperáveis). Descontos As pessoas físicas e micro e pequenas empresas com dívidas abaixo de 60 salários mínimos poderão obter descontos de 40% a 50% sobre o valor total do débito, com prazo de até 12 meses para pagar. Para empresas que devem mais de 60 salários mínimos, haverá um desconto de até 100% sobre multas e os juros para dívidas consideradas irrecuperáveis e de difícil recuperação. Essas pessoas jurídicas poderão ainda usar prejuízos de anos anteriores para abater de 52% a 70% do débito. Qualquer que seja a modalidade de pagamento escolhida, o valor mínimo da prestação será de R$ 100 para a pessoa física, de R$ 300 para a microempresa ou a empresa de pequeno porte, e de R$ 500 para pessoa jurídica. O número de prestações deverá se ajustar ao valor do débito incluído na transação. O Litígio Zero também prevê o fim dos recursos de ofício dentro do Carf para valores abaixo de R$ 15 milhões. Nesses casos, quando o contribuinte vencer em primeira instância, a Receita Federal deixará de recorrer, encerrando o litígio. De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida extinguirá quase mil processos no Carf, no valor total de R$ 6 bilhões, e ajudará a desafogar o órgão para o julgamento de grandes dívidas. A Receita Federal preparou um guia para tirar dúvidas sobre o Litígio Zero. Mais informações sobre o programa podem ser obtidas aqui. Fonte: Agencia Brasil
- Mortalidade prematura por câncer no Brasil deve cair até 2030
A mortalidade prematura por câncer no Brasil deverá diminuir no período de 2026/2030. A projeção foi feita por pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em comparação à mortalidade prematura observada entre 2011 e 2015, para a faixa etária de 30 a 69 anos de idade, com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade (SIM). Apesar disso, a redução prevista ficará ainda distante da Meta 3.4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabeleceu até 2030 diminuição do risco de morte prematura de um terço para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), que incluem os diversos tipos de câncer. A pesquisadora Marianna Cancela, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca (Conprev), informou à Agência Brasil que, para certos tipos de câncer, há previsão de aumento e, para outros, de queda. Para 2026/2030, a previsão é de uma redução nacional de 12% na taxa de mortalidade padronizada por idade por câncer prematuro entre os homens e uma queda menor, de 4,6%, entre as mulheres. Em termos regionais, há uma variação de 2,8% entre as mulheres, na Região Norte, a 14,7% entre os homens, na Região Sul. As previsões foram calculadas usando o software Nordpred, desenvolvido pelo Registro de Câncer da Noruega, e amplamente utilizado para fazer previsões de longo prazo sobre a incidência e mortalidade por câncer. Marianna explicou que, quando se fala em número de casos, todos os tipos de câncer terão aumento no período compreendido entre 2026 e 2030 por duas razões. A primeira envolve o aumento da população e mudança na estrutura populacional, com o envelhecimento de boa parcela dos brasileiros, para quem a maioria das DCNTs são mais prevalentes; a segunda razão é o aumento dos fatores de risco. De acordo com o artigo do Inca Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para o Câncer Podem Ser Cumpridos no Brasil?, publicado na revista científica Frontiers in Oncology no último dia 10 de janeiro, as DCNTs responderam por 15 milhões de mortes prematuras na faixa de 30 a 69 anos, em todo o mundo, em 2016, sendo que mais de 85% dessas mortes ocorreram em países de baixa e média renda. O câncer foi responsável por 9 milhões de mortes anualmente, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares (17,9 milhões de mortes/ano), considerada a principal causa de morte por DCNT no mundo. A perspectiva é que as DCNTs continuem a aumentar em países de baixa e média renda, contribuindo para perdas econômicas associadas a mortes prematuras da ordem de US$ 7 trilhões nesses países, nos próximos 15 anos. Maior aumento De acordo com o estudo do Inca, o câncer de intestino, ou colorretal, é o que deverá apresentar maior aumento de risco de óbitos prematuros para homens e mulheres até 2030, no Brasil, de cerca de 10%. Por regiões, o Norte do país deve mostrar o maior aumento (52%) entre os homens, seguido pelo Nordeste (37%), Centro-Oeste (19,3%), Sul (13,2%) e Sudeste (4,5%). Segundo Marianna Cancela, a incidência mais alta “é consequência da chamada ocidentalização, dos hábitos de vida, maior obesidade, sedentarismo, a questão da alimentação, com preferência por consumir produtos industrializados”. Nas regiões onde a incidência está mais baixa atualmente, é previsto um aumento maior. Entre as mulheres, o Nordeste lidera, com projeção de expansão de 38%, seguido por Sudeste (7,3%), Norte (2,8%), Centro-Oeste (2,4%) e Sul (0,8%). O câncer de intestino é o segundo tipo mais incidente no país, ficando atrás do de próstata entre os homens, e do de mama, entre as mulheres. O Inca estima que, em cada ano do triênio 2023/2025, serão diagnosticados cerca de 46 mil casos novos de câncer colorretal, correspondendo a cerca de 10% do total de tumores diagnosticados no Brasil, à exceção do câncer de pele não melanoma. Outros tipos de câncer Marianna Cancela informou que o câncer de pulmão entre os homens foi o que apresentou maior projeção de queda, próximo de 30%, evidenciando a efetividade de todas as políticas contra o tabagismo implementadas desde a década de 1980. Para as mulheres, a projeção é de aumento de probabilidade de morte prematura de 1,1%. No câncer de colo de útero, observou-se queda na mortalidade prematura em todas as regiões. “Só que, mesmo com essa queda, a taxa de mortalidade prematura na Região Norte continua sendo extremamente elevada, na comparação aos outros lugares e à média nacional”. No Norte do Brasil, a mortalidade prematura era mais alta do país entre 2011/2015: 28 mortes por 100 mil pessoas, contra média nacional de 16 óbitos por 100 mil. A projeção para 2026/2030 na Região Norte é de 24 mortes por 100 mil, enquanto a média brasileira fica em 11 óbitos por 100 mil. “Mesmo com essa queda, continua sendo muito elevada”, avalia Marianna. A pesquisadora destacou, que além de ser uma região complicada em termos de logística, existe no Norte brasileiro um vazio assistencial. “Para certos tipos de câncer, a gente vê exatamente isso que, mesmo com queda, o número continua extremamente alto.” Em relação ao câncer de mama, as projeções para até 2030 são de queda no Sudeste, certa estabilidade no Brasil e na Região Sul e aumento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Marianna esclareceu que, nesse tipo de câncer, há fatores hormonais que tornam complicado evitar a doença. A diminuição do número de filhos por mulher e o fato de uma mulher não ter tido filhos aumentam o risco de câncer de mama. “A amamentação é um fator protetor”. Tal como acontece com o câncer colorretal, aumentam o risco de câncer de mama a questão da alimentação, p sedentarismo e o consumo de álcool. Outro fator que aumenta o risco é o fato de as mulheres ficarem grávidas mais velhas, adiando a maternidade. “Tudo isso acaba resultando em aumento do risco.” Sobre o câncer de estômago, apesar de ser projetada queda, a mortalidade prematura continua alta na Região Norte. É um câncer de origem infecciosa, que acomete mais homens que mulheres. “A gente tem aí uma mistura de câncer de países em desenvolvimento com câncer de países desenvolvidos que resulta nessa dupla carga de doença”. Entre 2011/2015, a mortalidade prematura de câncer de estômago no Brasil estava em 20 óbitos por 100 mil pessoas. No Norte, eram 21 mortes por 100 mil, no Sudeste, 23; e no Sul, 24. “Só que a queda [projetada] nas outras regiões foi muito mais acentuada”. A Região Norte tem queda prevista até 2030 para 19 óbitos por 100 mil habitantes; Sudeste e Sul, para 13 casos, cada, e Brasil, para 12. Ou seja, a queda é mais acentuada nas regiões mais ricas do país, constatou o estudo. Políticas públicas O câncer respondeu, em 2019, por 232.040 óbitos no Brasil, em todas as idades. Na faixa de 30 a 69 anos, foram 121.264 mortes. “No geral, a gente tem visto uma leve queda”, disse a pesquisadora. Entre 2011/2015, eram 145,8 casos por 100 mil entre homens e 118,3 casos por 100 mil entre mulheres. Para 2026/2030, a projeção é de 127,1 óbitos por 100 mil entre homens (queda de 14,8%), e 113 casos entre mulheres, por 100 mil (-4,7%). Isso foi observado em todas as regiões, exceto no Norte, onde se prevê um ligeiro aumento (1,3% nos homens e 3,5% nas mulheres). Marianna reiterou que, mesmo com essa queda, vai ter aumento de casos porque acaba acompanhando o envelhecimento populacional. O artigo do Inca conclui que há necessidade de políticas públicas, especialmente para prevenção do câncer, de maneira multissetorial. “Tem que ter um acesso mais eficaz a todas as fases de controle do câncer: prevenção, diagnóstico precoce, tratamento, para poder garantir que tenha uma diminuição”, destacou a pesquisadora. Ela ponderou, que tal como ocorreu em relação ao câncer de pulmão, os esforços têm que ser contínuos e de longo prazo, porque o câncer é uma doença que tem uma latência longa, ou seja, precisa de anos de exposição para se desenvolver. Por isso, precisa de políticas de prevenção junto à população durante anos, para que possa haver queda nos números. Para prevenir o aparecimento de câncer, os especialistas recomendam não fumar, não beber, praticar atividade física, evitar o sedentarismo, dar preferência a alimentos não processados. As pessoas devem sempre prestar atenção a sinais que o corpo dá e não hesitar em procurar atendimento médico, recomendou a pesquisadora do Inca. Fonte: Agencia Brasil
- Anielle defende mudança em livros didáticos e oportunidade para negros
A criação de um banco de currículos para profissionais negros e a indicação de alguns desses nomes para trabalhar no governo federal tem uma motivação pessoal para a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. “Podemos mostrar para o país inteiro o quanto as pessoas negras têm se preparado e são preparadas para adentrar em espaços que historicamente nos negam e dizem que não devemos entrar ou não nos pertence”, destaca. Jornalista de formação, ela conta que já foi excluída de algumas vagas por ser negra. “Essa iniciativa é importante para mim, principalmente por ser jornalista, por ter estado do outro lado e terem me negado a possibilidade de ser âncora [apresentadora de TV], trabalhar como jornalista, por dizerem que eu não tinha rosto [adequado] para aquilo”, afirma a ministra em entrevista exclusiva à Agência Brasil. Despachando na Esplanada dos Ministérios desde o início de janeiro, Anielle tem trabalhado para conscientizar a sociedade sobre a importância de uma educação antirracista. Fruto da política de cotas no ensino superior, ela adiantou, durante a entrevista, a criação de um grupo de trabalho junto com o Ministério da Educação (MEC) para pensar em mudanças no material didático. “As crianças negras não se encontram no livro didático, ele não tem representatividade.” A falta de orçamento para construção de políticas públicas de igualdade racial, uma das consequências do abandono da temática pelo governo anterior, é outro tema que preocupa a ministra. “Chegamos a ter um orçamento de R$ 77 milhões e agora a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial [Seppir] vai virar um ministério com orçamento previsto [ao final da gestão de Jair Bolsonaro] de R$ 4 milhões”, destaca. “Se conseguirmos atingir 50% do orçamento que tínhamos em 2003, já estaremos dando passos importantes”, afirma Anielle. A violência contra a população negra também é uma das principais frentes de trabalho da ministra, que teve sua irmã, a vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada. Até hoje, o caso permanece sem punição e sem informação sobre os mandantes do crime. Mãe de duas meninas, Anielle Franco é uma das fundadoras e ex-diretora-executiva do Instituto Marielle Franco. Nascida na comunidade da Maré, na zona norte do Rio, a ministra é formada em Inglês pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em jornalismo pela Universidade Central da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e é mestre em Relações Étnico-Raciais pelo Cefet/RJ. Confira abaixo os principais trechos da entrevista exclusiva de Anielle Franco à Agência Brasil. Agência Brasil: O que a senhora entende por igualdade racial? Por que precisamos discutir o equilíbrio entre as raças no país? Anielle Franco: Essa é uma pergunta muito complexa, porém simples de responder. Para mim, igualdade racial é as pessoas terem uma vida digna em qualquer lugar do mundo e é o que a gente não tem ainda no Brasil, para além das pessoas que pensam contrário e para além daqueles que nos tratam de maneira diferente em relação às oportunidades. Igualdade racial, para mim, é a gente não estar falando sempre de racismo. Não estar falando sempre sobre um jovem negro que foi morto a cada 23 minutos no Brasil, não ter que entregar currículos e explicar o quanto nós, pessoas negras, somos qualificadas para estar em vários lugares. Então, para mim, igualdade racial seria termos direitos iguais, salários iguais, oportunidades iguais – o que não há no país. Agência Brasil: Uma iniciativa do Ministério da Igualdade Racial recebeu 5.347 currículos de profissionais negros. Destes, 41 já foram encaminhados ao presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Por que essa iniciativa foi criada e como tem sido esse processo? Anielle: [A iniciativa] foi criada por vários motivos. Entre eles, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo federal restauram o Ministério da Igualdade Racial, muitas pessoas se disponibilizaram a vir trabalhar conosco. Esse é o primeiro ponto. Começamos a perceber que muitas pessoas tinham diversas qualificações, formações e estavam sempre se colocando à disposição [para trabalhar no governo]. Um dos nossos assessores especiais teve a ideia de criarmos um banco de currículos. Dentro dos mais de 5 mil currículos, temos diversas áreas e podemos mostrar para o país inteiro o quanto as pessoas negras têm se preparado e são preparadas para adentrar em espaços que historicamente nos negam e dizem que não devemos entrar ou não nos pertence. O Marcelo Freixo, especificamente por ser [presidente] da Embratur, solicitou currículos da área de turismo. No dia anterior, recebemos a Antra - Associação Nacional de Travestis e Transexuais – e elas nos confidenciaram que quando há esse tipo de situação, em que se preenche documentos de modo geral, pessoas trans e travestis se sentem acuadas, ficam com vergonha, não gostam de se posicionar por medo de não terem vagas. Há todo um preconceito que vem por trás desse sentimento. [A Antra] nos pediu que fizéssemos um banco de dados específico para pessoas trans e assim nós fizemos, em parceria com elas, um formulário. Também teve a iniciativa do Elas no Orçamento, que entregamos para a ministra [do Planejamento] Simone Tebet. Eu tenho muita vontade de continuar fazendo isso porque sempre me perguntam [sobre sugestão de nomes de pessoas negras para vagas de trabalho]. Essa iniciativa é importante para mim, principalmente por ser jornalista, por ter estado do outro lado e me terem sido negado ser âncora, trabalhar como jornalista por dizerem que eu não tinha rosto [adequado] para aquilo, mas também iniciar esse letramento racial para entenderem que as pessoas estão qualificadas e têm condições de sobra de ficar. Agência Brasil: Existe a possibilidade de fazer o banco de dados para outros grupos, como quilombolas, indígenas? Anielle: Estamos trabalhando sob demanda. Quando as pessoas nos perguntam [sobre indicações], fazemos o filtro e se não tiver [aquele perfil], a gente reabre. Nós já fechamos esse primeiro formulário porque já tinha atingido o número máximo, a gente pensou que ia ter até menos inscritos. Estamos agora filtrando os perfis para reabrir em breve para podermos ir acumulando, quanto mais currículo tivermos para direcionar para pessoas em lugares específicos, para gente melhor. É uma ação concreta e contínua. Vamos continuar atualizando, tem muita gente pedindo [indicações] e não queremos parar, pois como são diversas áreas, estaremos sempre com uma “carta na manga” para podermos passar para essas pessoas que pedirem. Agência Brasil: A senhora tem falado que encontrou um cenário de "terra arrasada" durante os trabalhos do grupo de transição. Poderia nos citar exemplos, como questões orçamentárias ou ações que foram abandonadas? O que será necessário para reverter essa situação em relação à sua pasta? Anielle: Eu fiz parte do Grupo de Transição na pasta das Mulheres, com a Aparecida Gonçalves, que é atual ministra e a Maria Helena Guarezi, que é a secretária executiva. Dentro da pasta das Mulheres, houve uma redução do investimento em Casa de Saúde das Mulheres e até para manutenção do Disque 100 e isso foi muito debatido. Para além disso, percebemos o crescimento de casos de feminicídio no país. Já em relação à pasta da Igualdade Racial, chegamos a ter um orçamento de R$ 77 milhões antes do golpe da presidenta Dilma [Roussef] e chegamos a R$ 17 milhões há seis anos e agora, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial [Seppir] vai virar um ministério com orçamento previsto [ao final da gestão de Jair Bolsonaro] de R$ 4 milhões. Então, não tinha investimentos pautados especificamente para a Seppir, que estava a esmo. Quando falamos de terra arrasada é em relação à falta de investimentos em políticas públicas como um todo. Se conseguirmos atingir 50% do orçamento que tínhamos em 2003, já estaremos dando passos importantes. Houve falta de manutenção dessas áreas. Tudo estava esquecido na gestão do ex-presidente. A igualdade racial não era uma pauta prioritária para ele que, agora, passa a ser. Então também vamos ter que buscar outras formas de auxiliar esse orçamento, seja com concessões, fundações que já têm se demonstrado favoráveis à criação de editais para pautas específicas. Mas, na prática, o que a gente tem é uma perda de quase 90% do orçamento de seis anos para cá. Pela minha trajetória, de ter vindo de movimentos sociais, de ter estudado fora, eu era a pessoa que estava do outro lado, entendendo a dificuldade do dia a dia. A gente tem muitos sonhos quando chega aqui, então se conseguirmos concretizar pelo menos a metade. Agência Brasil: Com tantos desafios, quais são as prioridades para os 120 dias de gestão na pasta? Anielle: Estamos desenhando um projeto com a Organização Social Ação da Cidadania [fundada pelo sociólogo Hebert de Souza Betinho], de combate à fome, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social. A primeiríssima medida é o combate à fome. Há 33 milhões de pessoas passando fome, 70% delas são negras. Outra medida é tratar da saúde da população negra e já estamos discutindo medidas com a [ministra da Saúde] Nísia Trindade. Entre os pontos em discussão estão o acesso à saúde pública, a mortalidade materna e a violência obstétrica. Tem várias outras pautas que a gente precisa cuidar, como a saúde mental das pessoas negras. O assunto ganhou força drasticamente com situações como suicídios e depressão. Educação é um outro tema que vai estar envolvido em todo o governo. Tivemos uma reunião com o ministro da Educação, Camilo Santana, e já ficou desenhado um grupo de trabalho para pensarmos material didático, por exemplo. As crianças negras não se encontram no livro didático, ele não tem representatividade. Também debateremos a Lei de Cotas com a Bancada da Educação no Congresso Nacional, pois há muitos projetos tentando derrubar a lei que representa a maior reparação histórica desse país. Temos dados para comprovar os resultados, eu mesma sou fruto de cotas e gosto de repetir isso porque é algo que tentam nos tirar, dizer que os cotistas não têm capacidades e já temos estudos que isso não é real, precisamos desmistificar isso. Outro ponto importante é relacionado ao enfretamento do genocídio de pessoas negras que temos discutido com Ministério da Justiça. Precisamos pautar discussões como as câmeras nos uniformes dos policiais, reconhecimento facial, a maneira como se dão as operações policiais no país inteiro e o número de jovens que têm sido assassinados constantemente. Esses grupos de trabalho já estão organizados e estruturados, já começam a partir da próxima semana. Paralelo a isso, ainda temos que garantir a estrutura deste ministério. Hoje temos 12 pessoas nomeadas em um universo de 140 cargos. Agência Brasil: A senhora tem falado que é fruto da Lei de Cotas, já que ingressou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro por meio dessa ação afirmativa. Há projetos em tramitação no Congresso Nacional que buscam limitar o alcance essa legislação. Como pretende atuar nessa interlocução com o Legislativo para evitar que a lei tenha retrocessos? Anielle: Estabeleceremos diálogo com todos e todas que estejam dispostos a conversar conosco sobre essa pauta. A gente sabe que o Congresso vai ter um desenho um tanto quanto desafiador nesse ano, mas tenho falado que queremos dialogar com todo mundo. Eu acho que temos a comprovação de que a Lei de Cotas é eficiente, vamos garantir e mostrar, além de ouvir quem pensa o contrário. O que não dá é para defender quem diz que é “mimimi” ou que os pretos conseguem. Não, esse tipo de discurso, não. Queremos dialogar com todo mundo, mesmo que pense diferente, mas com respeito. Acho que a primeira coisa é estabelecer essa relação, estar no Congresso, chamar para o diálogo e entender esses projetos. Acho que o Ministério da Educação vai ser imprescindível para a gente defender [esse assunto] e eles já estão muito favoráveis nesta parceria. O próprio presidente Lula também está muito favorável [a esse assunto]. Agência Brasil: Nesse sentido, o combate à desigualdade racial passa por uma educação antirracista. Neste ano, a Lei 10.639, que prevê a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afrobrasileira completa 20 anos. Na prática, a implementação dessa lei esbarra em questões religiosas e até mesmo de distribuição/produção de material didático. Qual a importância desse conhecimento? Anielle: Não há nada que a gente possa fazer sobre isso sozinhos, precisamos do apoio do Ministério da Educação. Em reunião com a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia [Schweickardt] esse foi meu primeiro pedido a ela e já estamos construindo [um diálogo]. Neste ano, o livro didático já foi distribuído segundo o ministro da Educação. Para o próximo ano, o objetivo é que o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) seja atualizado e foi muito bom saber que tem pessoas dispostas a dialogar daqui para frente. A gente precisa desmistificar a ideia de que os livros não precisam relatar a realidade dessas crianças. Eu, como professora, sempre procurava levar exemplos dessa maneira, trabalhando com casos de pessoas de favela que chegavam a lugares que outras pensavam que não chegariam. Agência Brasil: Segundo dados do IBGE, os negros representam 70% do grupo abaixo da linha da pobreza. De acordo com pesquisa do Atlas da Violência (2021), eles representam 77% das vítimas de homicídios, o que significa que a chance de um negro ser assassinado é 2,6 vezes superior àquela de uma pessoa não negra. Da mesma forma, as negras representam 66% do total de mulheres assassinadas no Brasil. Como o ministério pretende trabalhar para reverter esse cenário? Anielle: Isso é, literalmente, um assunto de segurança pública que não conseguimos mais ignorar. A gente precisa debater de todos os lados, sentar com a polícia, moradores de favela. Chegamos em um ponto no país em que todos os dias temos notícia sobre feminicídio ou histórias como a da menina Rafaelly, que foi assassinada com um tiro de fuzil, uma criança de 10 anos que estava brincando na Baixada Fluminense. Temos demonstrado muito interesse nesse tema. Um grupo de trabalho com Ministério da Justiça, Mulheres e Direitos Humanos vai ser imprescindível para termos ações concretas, porque não dá para ficarmos só pensando. Temos que agir. Se dermos um Google, vamos ver, por exemplo, o quanto as mulheres negras sofrem. Agência Brasil: Como a mulher Anielle Franco reuniu forças para superar o que aconteceu em sua vida pessoal com o assassinato de sua irmã, a vereadora Marielle Franco. O que espera sobre o desfecho em relação à autoria desse caso? Anielle: Eu reuni forças muito pela minha base familiar e por tudo que eu acredito, os meus valores. Desde 2018, quando mataram a Mari, passei por muita coisa que eu jamais imaginava: de ser mandada embora de escolas, de ser cuspida na cara por ser irmã da Marielle, ser ameaçada. Mas eu tenho uma base, uma criação que me ajudou, me ensinou a estar aqui e me segurou. A gente vai completar em março meia década. São cinco anos sem saber quem mandou matar a Mari e nem o porquê. A gente tem especulações, mas não temos essa resposta. Eu espero que a gente consiga responder a esse crime, seja agora no governo Lula ou depois, mas tenho esperanças de que esse crime seja solucionado. E, acho que, muito por ela, pelo nosso legado, nossa família, pela população negra, mulheres negras, que é onde eu tenho me amparado, mantido a minha força e foco no que de fato importa para mim e para as pessoas que acreditam no que estamos fazendo aqui. fonte: Agencia Brasil
- UFSM oferece 3.431 vagas no SiSU para o primeiro semestre de 2023
A Universidade Federal de Santa Maria divulga o Termo de Adesão da UFSM ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para o primeiro semestre letivo de 2023. Ao todo, neste semestre, serão ofertadas 3.431 vagas em 89 cursos de graduação em 4 campi: * Cachoeira do Sul: 190 vagas em 05 cursos; * Frederico Westphalen: 305 vagas em 06 cursos; * Palmeira das Missões: 301 vagas em 06 cursos; * Santa Maria: 2.635 vagas em 72 cursos. O Termo de Adesão é o documento que especifica o quantitativo de vagas ofertado em cada curso via Ampla Concorrência e nas oito modalidades de Cota para a Chamada Regular do SiSU. O Termo também apresenta informações como turno do curso, número mínimo de semestres para conclusão e modalidade de graduação (bacharelado, licenciatura, área básica de ingresso ou curso superior de tecnologia). O documento traz ainda, por curso, o peso e a nota mínima de cada prova do Enem estipulados para que o candidato possa concorrer à vaga na UFSM, bem como a média mínima no Enem solicitada pelo curso. O Termo de Adesão também especifica a documentação exigida para o momento de confirmação de vaga e matrícula, tanto para a ampla concorrência como para as cotas. Em breve, a UFSM publicará, em ufsm.br/sisu, o Edital da Chamada Regular do SiSU 2023/1, bem como seu cronograma da seleção. Por: Assessoria de Imprensa Unidade de Comunicação Integrada Universidade Federal de Santa Maria
- Um dia após ficar sem mandato, ex-deputado Daniel Silveira é preso
O ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) foi preso na manhã desta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro. A prisão, de acordo com o G1, se deu por descumprimento de medidas cautelares. Silveira foi preso por agentes da Polícia Federal (PF) na casa dele, em Petrópolis. Segundo fontes da PF ouvidas pelo G1, grande quantidade de dinheiro foi encontrada na residência. O ex-deputado chegou a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por atentar contra a democracia e incentivar ataques contra os ministros da Corte, em 2022. Ele acabou recebendo indulto da pena pelo então presidente Jair Bolsonaro, de quem é apoiador, mas seguiu sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Silveira concorreu a cargo no Senado nas eleições de 2022, mas não foi eleito. Com isso, ele deixou de ser deputado na quarta-feira e perdeu foro privilegiado. fonte: GZH
- ChatGPT deve ser tratado como aliado nas escolas e universidades, defendem especialistas
O ChatGPT, uma nova tecnologia de inteligência artificial (IA) que ganhou destaque nas últimas semanas, é uma ferramenta capaz de elaborar textos e imagens em poucos segundos por qualquer pessoa, de forma gratuita. A facilidade na criação de conteúdos tem preocupado escolas e universidades. Em algumas instituições de ensino dos Estados Unidos e Europa, o acesso ao site chegou a ser bloqueado devido ao temor de estudantes copiarem o material produzido pela inteligência artificial para utilizá-lo em provas ou trabalhos. Especialistas ouvidos por GZH contrapõem a ideia de proibir o uso em sala de aula: é preciso usá-la de forma correta, como uma ferramenta do processo educacional. O temor de escolas ocorre pelo modo como a plataforma funciona. Um usuário do ChatGPT, pode pedir resposta para as mais variadas questões. Se uma pessoa, por exemplo, questionar ao robô por que o céu é azul, recebe uma resposta como: “A luz do sol é composta de diferentes cores, e o ar dispersa essas cores diferentes, permitindo que apenas o azul se reflita de volta para nós.” Se a pergunta é repetida, uma versão diferente é recebiba pelo: “O céu é azul porque a luz do Sol é absorvida pelo ar e, quando ela é refletida de volta, as partes vermelhas e alaranjadas são absorvidas mais facilmente do que o azul. Assim, somente o azul é refletido para nós, dando a cor característica azul-claro”. O ChatGPT também tem outras ferramentas: tradução de idiomas, gerador de nome de produto, criação de imagens (é possível pedir para que o aplicativo crie uma imagem de um astronauta em cima de um cavalo, por exemplo). A tecnologia é capaz de elencar pontos mais importantes para o estudo de um determinado assunto, escrever textos sobre um tópico em formato de redação ou mesmo um poema inspirado no estilo de algum autor conhecido. Esses são alguns dos exemplos de aplicações que podem ser feitas por qualquer pessoa que dedique alguns minutos para compreender o funcionamento do site, inclusive estudantes. O que dizem especialistas sobre o ChatGPT Eduardo Müller, coordenador do curso de Jogos Digitais da Universidade Feevale, diz que a integração inteligência artificial e sala de aula não pode ser desfeita: isso já tem ocorrido com as ferramentas disponíveis hoje, que são similares ao ChatGPT, como é exemplo do próprio Google. — Temos que aceitar que é a realidade e entender que isso vai mudar completamente os parâmetros criativos, para fazer um texto, uma imagem, qualquer coisa — resume. O professor cita um episódio que envolveu o uso de inteligência artificial na elaboração de um trabalho. Um de seus alunos apresentou o material para avaliação de uma disciplina, mas, por conhecer o estudante, desconfiou da autoria. Na impossibilidade de provar o uso da inteligência artificial, Müller mudou a estratégia: pediu para o estudante explicar o processo que levou ao resultado do trabalho. O aluno, por fim, admitiu ter usado inteligência artificial na tarefa. Portanto, no lugar de entender a tecnologia como uma inimiga, o professor diz optar por tratá-la como um aliado do processo criativo. — Proibir seria mais fácil, mas isso não adianta: o aluno usaria, faria de uma forma que eu não enxergasse. Não vou proibir meu aluno de usar uma IA se ele utilizá-la como uma ferramenta, algo que construa alternativas, faça enxergar mais longe, encontrar soluções e referências que ele não encontraria tão fácil na internet — opina. Por isso, ao professor, será cada vez mais indispensável conhecer o aluno: como ele escreve, pensa, se desenvolve nas atividades da disciplina, acrescenta o docente da Feevale: — É fácil perceber que o texto é de inteligência artificial se o professor conhecer o aluno. Por isso, é importante avaliar o processo, o esforço, e não os resultados. Elena Maria Mallmann, professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), pesquisa sobre tecnologias na educação. Ela se posiciona contrária à restrição no acesso ao ChatGPT feita nas escolas dos Estados Unidos e Europa: diz entender que afastar alunos de meios que podem contribuir com o ensino é contraditório ao momento observado no mundo. — Estamos vivendo tempos em que os currículos e as políticas públicas educacionais incentivam a formação para o pensamento computacional, a robótica educacional. Portanto, proibir qualquer ferramenta está na contramão de uma educação e acesso ao conhecimento como direito universal de todos — pontua. Como funciona o ChatGPT? As respostas do ChatGPT são captadas de banco de dados próprio, compiladas e entregues ao usuário. OpenAI, empresa que desenvolveu a tecnologia, adverte que o software "ocasionalmente gerar informações incorretas ou enganosas" por conta de o histórico de dados da plataforma estar limitado a 2021. Somado a isso, não é indicada a fonte da informação e é difícil detectar se é ou não uma cópia caso o conteúdo seja utilizado por um aluno em um trabalho na escola ou universidade. Ainda que possa ser aplicado para esse fim, segundo a professora da UFSM, a existência da tecnologia não deve motivar a escola e os responsáveis à adoção de mecanismos de vigilância, como os softwares de identificação de plágio, por exemplo: — Ao invés disso, (é necessário) preocupar-se com uma educação voltada para a cultura digital enquanto formação cidadã, de acordo com os princípios da liberdade e da democracia para que a criatividade seja a base do desenvolvimento de soluções e não a cópia delas. Para Eduardo Pellanda, professor e pesquisador da Escola de Comunicação, Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o debate da proibição do ChatGTP é limitado por não considerar os benefícios que a tecnologia pode contribuir no aprendizado do aluno: — Há várias questões interessantes de IA nas escolas e universidades, com possibilidade de novas perguntas, entender se as respostas têm sentido, colocar elementos e discussões. Há tantos usos diferentes, que são estimulantes para a intelectualidade, do que simplesmente uma discussão de plágio, cópia. E como, na prática, alunos e professores poderiam utilizar o ChatGTP? Pellanda diz que o conteúdo de sala de aula pode receber apoio da capacidade de agregar dados da plataforma, algo que um docente, por melhor profissional que seja, é incapaz de fazer frente ao poder computacional do meio digital. — Em uma aula sobre um fato específico, podemos perguntar (ao site) se existiram outros parecidos na História. A ferramenta tem um banco de dados enorme e uma relação interessante entre fatos e conexões semânticas, que podem ajudar a expandir conteúdos que não são óbvios em sala de aula — exemplifica Pellanda. Passo a passo para conversar com o ChatGPT Acesse o site chat.openai.com/chat Toque em sign up para criar uma conta Clique em Create an OpenAI account Informe e-mail, senha e confirme a criação da conta Toque em Try it no topo da tela Inicie a conversa com o ChatGPT pedindo-o para conversar em português Durante o período de teste, pode haver instabilidade devido ao número alto de acessos Fonte: GZH
- Congresso deve priorizar a reforma tributária
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer uma tramitação conjunta da reforma tributária e do projeto de uma nova âncora fiscal no primeiro semestre do ano, mas a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a tributação sobre o consumo deve ganhar prioridade na preferência dos deputados e senadores que tomaram posse nesta quarta, 1º, no Congresso. Nem mesmo parlamentares do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizem que há chances de as duas propostas caminharem no Congresso ao mesmo tempo. A reeleição dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), abre agora o caminho para o início da votação da pauta econômica, mas a velocidade desejada pelo ministro não está garantida. Antes da reforma tributária e do novo marco regulatório para as contas públicas, o Congresso terá de analisar as medidas provisórias do pacote anunciado por Haddad no início de janeiro - e que já enfrenta resistências. Segundo o líder do PT na Câmara, deputado Zeca Dirceu (PR), Lira vai criar um grupo de trabalho formado só por deputados para tratar da reforma tributária. Na sua avaliação, a discussão do texto está mais adiantada do que a da nova regra fiscal. Para o cientista político Rafael Cortez, sócio da consultoria Tendências, a agenda econômica vai enfrentar algumas dificuldades, o que colocará em risco os planos iniciais de Haddad de aprovar os projetos rapidamente. Ele vê "ambição" em tentar conduzir vários temas no plano econômico que exigem mudança legislativa. "Tem realmente uma pauta ambiciosa." Além disso, diz que a agenda terá uma rivalidade com a pauta que o ministro da Justiça, Flávio Dino, está desenhando para enfrentar essa questão dos atos antidemocráticos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



































