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- FAMÍLIA STARA: EUCLÉSIO DA SILVA, 45 ANOS DE UMA TRAJETÓRIA DE INSPIRAÇÃO E COMPROMETIMENTO
Euclésio da Silva, o popular Sombra, como é carinhosamente chamado pelos amigos e colegas, é um exemplo de dedicação. Com uma presença cativante e sempre com um sorriso no rosto, Euclésio, inspira a todos com a sua positividade e carisma.Natural de Carazinho/RS, Sombra sempre carregou consigo o respeito, a humildade e a coragem, como base para construir os seus sonhos. E foi com essa essência que ele iniciou sua jornada na Stara. “Em 1979, com 17 anos, eu recebi a oportunidade de integrar o time da Família Stara, como carregador de peças de torno. Eu sempre fui muito curioso e tinha vontade de aprender, então eu costumava acompanhar todos os procedimentos realizados pelo torneiro para entender o processo, por isso, me apelidaram de Sombra”,relembra Euclésio. Com seu jeito simples de ser, logo foi conquistando seu espaço e ganhando ainda mais a confiança dos seus colegas. E assim segue há 45 anos, encantando e inspirando todos a sua volta.A história de Sombra com a Stara representa evolução constante e positividade, princípios fundamentais da empresa. Sombra precisou se reinventar a cadanova oportunidade e, claro, como um bom sonhador, não deixou de abraçar e viver cada experiência dessa caminhada. Em 1986, quando o Sr. Gilson Trennepohl, na época diretor comercial da Stara, fez a proposta para ele ser demonstrador na filial de Uberlândia/ MG, não pensou duas vezes. “Meu sonho era conhecer o mundo e esse foi o pontapé inicial. Realizei demonstrações em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Maranhão, entre outros estados. Encarei algumas dificuldades, como muitas estradas de chão batido por onde viajei e a saudade de casa. Mas a construção dessa história me orgulha”, conta Sombra.Ele ainda complementa: “além de ter conhecido várias regiões do Brasil, eu também tive a oportunidade de visitar a Argentina, Uruguai, Bolívia, Alemanha e Espanha. É por isso que a Stara representa para mim a realização de sonhos pessoais e profissionais. O que construí é graças ao meu trabalho e dedicação juntamente com aminha família”.De Uberlândia, Sombra foi morar em Dourados/MS. Em 1990, retornou para Não-Me-Toque/RS, casou-se e em 1994 mudou-se com a família para trabalhar pela Stara em Patos de Minas/MG, onde permaneceu até quase o final da década de 90. Depois, voltou novamente para Não-Me-Toque e assumiu a organização da participação da Stara em feiras e outros eventos.Hoje, com 45 anos de empresa, Sombra faz parte do time de Marketing e segue contribuindo com o desenvolvimento dessa história. “Me sinto muito feliz em estar aquie saber que fiz parte dessa trajetória de forma positiva. Vivi muitas experiências, entre boas e ruins, e aprendi com cada uma delas. Além disso, construí fortes laços de amizades, conquistei bens materiais, viagens e, principalmente, criei memórias com pessoas incríveis, que levarei para a vida toda”.Prova disso, é o forte laço de amizade que Sombra construiu com o Sr. Gilson, sócio proprietário da Stara. “Sempre existiu uma relação de confiança entre ele eeu. Eu sempre o respeitei fora da empresa como amigo e dentro da empresa como patrão. Nunca misturei as coisas e acho que isso só fortaleceu nossa amizade e confiança”, ressalta Sombra. Sr. Gilson Trennepohl, sócio proprietário da Stara, relata com emoção sobre essa grande amizade. “Quando eu vim para Não-Me-Toque, nos anos 80, o Sombra já jogavafutebol no time da cidade e a gente disputou algumas partidas, ele era uma pessoa espetacular e desde então fiquei com essa imagem dele. Quando eu vim para aStara, ele já trabalhava aqui e aos poucos fui o conhecendo mais. Sempre admirava sua responsabilidade com qualquer tarefa que ele recebia, fazia da melhor forma possível, com o menor custo e rapidez. Por isso que, na época que fui diretor comercial, convidei-o para ser demonstrador, pois via muito potencial no seu trabalho. Desde então, criamos uma amizade muito especial. Eu não tenho irmão, mas considero o Sombra como sefosse um. O Sombra é uma pessoa amiga dos amigos, parceiro dos parceiros, é família, escuta com atenção, analisa as possiblidades e não para. O resultado disso é que ele é visto como um companheiro, um exemplo para os colegas”, destaca ele. O legado de dedicação e comprometimento Euclésio construiu uma linda jornada em sua vida, sempre contribuindo e encantando pessoas por onde passa. Como forma de reconhecimento a isso, em março de 2024, Euclésio recebeu uma homenagem do Grupo Ceres de Comunicação, emissora de rádio da cidade de Não-Me-Toque/RS, através do projeto “A Saga”, que possui como objetivo valorizar a trajetória de personalidades que marcaram a região.Com grande emoção e gratidão Sombra se expressa: “me sinto muito feliz em ser homenageado e saber que contribuí de forma positiva. Afinal, o que fica são as boas memórias e as boas ações que construímos. Sempre tive como valores o respeito, a humildade e o comprometimento, e busco passar isso para quem está ao meu redor. Minha família é a base de tudo, por eles eu sigo buscando sempre uma versão melhor”.Sombra finaliza deixando um conselho para aqueles que estão iniciando sua trajetória: “busquem por conhecimento constante, valorizem a família, façam bons amigos e, principalmente, façam aquilo que faz o seu coração vibrar. Fazer o que se gosta égratificante e possibilita crescimento. Eu agradeço à Stara por todos os momentos e me sinto feliz em dizer que faço parte dessa família, afinal, nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”.
- Junho Verde apresenta aos alunos peça teatral e exposição de fotos
Transmitir uma uma mensagem de superação, amizade e respeito ao Meio Ambiente. Esta é a proposta da peça teatral “Meu Futuro é agora” apresentada aos alunos da Rede Municipal de Ensino. As apresentações ocorrem ao longo da quarta-feira, no ginásio Nenão, onde os alunos da pré-escola até o quarto ano, de forma lúdica vão aprender lições importantes sobre preservação, descarte de lixo que quando não feito adequadamente tem diversas consequências, entre elas a proliferação da dengue. Além do espetáculo infantil, o local ainda recebe a exposição fotográfica “ O Olhar do aluno sobre o Meio Ambiente”. A proposta desenvolvida com alunos do 9º ano é mostrar pelas lentes dos alunos a natureza, cuidados e preservação. A programação do Junho Verde também contemplou outras ações como entrega de adesivos, visitação a empresa Stara e plantio de mudas. O espetáculo e exposição foram prestigiados pelo Prefeito Municipal, Gilson dos Santos, Presidente da Câmara de Vereadores, Vanise Fritzen da Silva, Secretária de Educação, Joselaine Dillenburg, Vereadora Marina Trennepohl Crestani, idealizadora do projeto Junho Verde e o Vereador Cristiano Lima.
- Diretoria global da UPL visita a Cotrijal
Diretores globais da UPL estiveram na Cotrijal na tarde de 25 de junho. O grupo, liderado pelo CEO Global Mike Frank, veio em busca de informações sobre a produção de grãos gaúcha, que vem sofrendo o impacto do clima nas últimas safras. Segundo Frank, a intenção da visita a alguns clientes da empresa no Rio Grande do Sul foi conferir de perto as perdas ocasionadas pelas enchentes deste ano e pela seca nas safras anteriores e também conversar sobre desafios logísticos. “Durante três semanas o único assunto da mídia europeia era o impacto das enchentes e por isso entendemos importante essa visita para entender a situação, trazer solidariedade e aproveitar para falar sobre a busca por melhores estratégias para os desafios climáticos e também logísticos”, explicou o dirigente. Os produtores rurais gaúchos viveram dois anos consecutivos de falta de chuvas, nas safras 21/22 e 22/23, e em maio de 2024 parte do Estado foi atingida pelas enchentes, que geraram grandes perdas nas lavouras. “Estamos buscando auxílio dos governos, via entidades representativas, para recuperação das áreas atingidas pelas chuvas neste ano e também a sustentabilidade econômica dos produtores, em função das consecutivas frustrações de safra”, explicou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica. Além de Frank, participaram da reunião, pela UPL: Sanjay Singh – diretor Global de RH; Rogério Castro – CEO da UPL no Brasil; Dante Matsufujy – chefe Operacional Customer Service; Robison Serafim – CMO da UPL no Brasil; Leandro Sauthier – diretor Comercial da Unidade de Negócios Sul; Raj K. Tiwari – chefe Global de Operações e Manufatura; Christian Kramer – gerente Regional; Diego Strack – RTV gestor de conta. Da Cotrijal, participaram também: Jairo Marcos Kohlrausch – superintendente Comercial; Gelson Melo de Lima – superintendente de Produção Vegetal; Diego Wasmuth – gerente Comercial Insumos; Alexandre Doneda – gerente de Produção Vegetal. Mariliane Elisa Cassel Jornalista e assessora de imprensa da Cotrijal
- Lula descarta desvinculação de aposentadoria do salário mínimo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou, nesta quarta-feira (26), a desvinculação do piso das aposentadorias do salário mínimo.Em entrevista ao Portal Uol, o presidente afirmou também que não vai mexer na política de valorização do salário mínimo. “Eu não considero isso gasto”, disse Lula sobre o aumento dos salários. “A palavra salário mínimo é o mínimo do mínimo que uma pessoa precisa para sobreviver. Se eu acho que eu vou resolver o problema da economia brasileira apertando o mínimo do mínimo, eu estou desgraçado, eu não vou para o céu, eu ficaria no purgatório”, argumentou o presidente na entrevista. “Preciso garantir que todas as pessoas tenham condições de viver dignamente. Por isso, nós temos que tentar repartir o pão de cada dia em igualdade de condições. Você acha que eu quero que empresário dê prejuízo? Eu não sou doido! Porque, se ele der prejuízo, eu vou perder meu emprego. Eu quero que o empresário tenha lucro, mas eu quero que ele tenha a cabeça, como teve o Henry Ford, quando disse: ‘eu quero que meus trabalhadores ganhem bem para eles poderem comprar os produtos que eles fabricam’. Se essa filosofia predominasse na cabeça de todo mundo, este país estava maravilhoso”, acrescentou Lula. Henry Ford (1863-1947) foi um empresário norte-americano, fundador da companhia automobilística Ford. Em audiência pública no Congresso Nacional, neste mês, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que o governo está revisando os gastos e que a discussão está sendo feita apenas internamente. A equipe econômica estuda a possibilidade de “modernizar” as vinculações de benefícios trabalhistas e previdenciários, não relacionados à aposentadoria, como o benefício de prestação continuada (BPC), o abono salarial e o seguro-desemprego. Durante a entrevista desta quarta-feira (26), Lula também afirmou que a política de valorização do salário mínimo será mantida enquanto for presidente da República. Para ele, esta é a forma de distribuir a riqueza do país. A política prevê reajuste anual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos no país) de dois anos antes. Caso o PIB não tenha crescimento real, o valor a ser reajustado leva em conta apenas o INPC. “Você tem sempre que colocar a reposição inflacionária para manter o poder aquisitivo, e nós damos uma média do crescimento do PIB dos últimos dois anos. O crescimento do PIB é exatamente para isso. O crescimento do PIB é para você distribuir entre os 213 milhões de brasileiros, e eu não posso penalizar a pessoa que ganha menos”, afirmou Lula. Taxação de compras O presidente também comentou sobre a taxação federal de remessas de até US$ 50 (cerca de R$ 250), vindas do exterior. Lula defende equilíbrio de tratamento na cobrança de impostos da população, argumentando que pessoas em viagem ao exterior também têm isenção de cobranças. “Nós temos um setor da sociedade brasileira que pode viajar uma vez por mês para o exterior e pode comprar até US$ 2 mil sem pagar imposto, pode chegar no free shop [loja livre de impostos] comprar US$ 1 mil e pode comprar US$ 1 mil no país e não paga imposto. Está tudo normal, é maravilhoso. Eu fiz isso para quem? Para ajudar a classe média, a classe média alta. Agora, quando chega a tua filha, minha filha, minha esposa, que vai comprar US$ 50 [em lojas on-line no exterior] eu vou taxar os US$ 50? Não é irracional? Não é uma coisa contraditória?”, questionou Lula. Neste mês, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que taxa as compras internacionais de até US$ 50, que agora está na mesa do presidente Lula para sanção. Em declaração recente, Lula disse que “a tendência é vetar” essa taxação. Atualmente, por meio do programa Remessa Conforme, as compras do exterior abaixo de US$ 50 são isentas de impostos federais e taxadas somente pelo Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com alíquota de 17%, arrecadado pelos estados. O imposto de importação federal, de 60%, incide apenas em remessas provenientes do exterior acima de US$ 50. A lista das empresas que já aderiram ao Remessa Conforme, que inclui Amazon, Shein e Shoppe, pode ser conferida na página da Receita Federal na internet. Pelo texto aprovado pelos parlamentares, será cobrada uma taxa de 20% sobre as compras realizadas no exterior de até US$ 50. De US$ 50 a US$ 3 mil (cerca de R$ 15 mil), o imposto será de 60%, com desconto de US$ 20 sobre o tributo a pagar.
- Tentativa de golpe na Bolívia: especialistas explicam crise no país
Tanques e soldados do Exército invadem a entrada do palácio presidencial em La Paz, na Bolívia. Roteiro e imagens lembram as décadas de 1960 e 1970, quando ditaduras militares se espalharam pela América do Sul. Mas a cena ocorreu nesta quarta-feira (26) no país sul-americano. Acontecimento surpreendente ou desfecho para um governo em crise? Especialistas em Relações Internacionais explicaram à Agência Brasil o cenário que levou à tentativa fracassada de golpe na Bolívia. Ato isolado Em primeiro lugar, existe um entendimento comum de que o episódio desta quarta-feira (26) foi muito mais um ato isolado do general Juan José Zúñiga do que um movimento bem planejado, com apoio de diferentes forças sociais. O general foi demitido nesta terça-feira (25) do cargo de comandante do Exército, depois de ameaçar o ex-presidente Evo Morales. “O general teve um erro de cálculo político. Achou que receberia algum respaldo ao ameaçar o Evo Morales. Mas o atual presidente boliviano bancou a aposta e tirou o general do comando do Exército. E aí ele se viu numa situação de isolamento e tentou o golpe de uma maneira muito improvisada, sem participação de outras lideranças das Forças Armadas. E foi importante ver que ele não teve apoio significativo de nenhum grupo social do país”, diz Maurício Santoro, cientista político e professor de Relações Internacionais. Presidente Luis Arce (ao centro), junto com equipe de governo, denuncia tentativa de golpe no país. Foto: Reuters/LUCHO ARCE VIA FACEBOOK/Proibida Reprodução “O Evo Morales já convocou uma greve geral e tem os movimentos sindicais muito alinhados com ele. O próprio presidente Luis Arce também veio a público para pedir que a sociedade boliviana se junte contra esse golpe. E setores da oposição se colocaram contra o golpe. A própria Jeanine Añez, que já foi presidenta e opositora do Evo, disse que não aceita o que aconteceu. O Luís Camacho, importante líder contra o Evo Morales em 2019 falou que não aceita também. Então, esse movimento de golpe parece isolado. Muito mais uma tentativa do Exército e do próprio Zúñiga de demonstrar poder, do que de fato querer impor um novo governo”, diz Arthur Murta, professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. O general Zúñiga foi preso após liderar a tentativa de golpe. Crise econômica e disputas políticas Em segundo lugar, o ato do general pode ser entendido a partir de problemas mais estruturais que o país enfrenta, como a dimensão econômica. “A Bolívia está vivendo uma situação econômica muito difícil. O principal setor é o de gás natural, que está enfrentando uma série de problemas. Isso levou a uma queda nas exportações, e as reservas internacionais da Bolívia estão muito pequenas, em torno de US$ 3 bilhões. O que é nada para as necessidades de um país. Para comparar, o Brasil que tem uma situação bastante confortável em termos de reservas tem hoje mais de US$ 350 bilhões. Isso significa que a Bolívia está com muita dificuldade de importar mesmo produtos básicos para o dia a dia: alimentos, remédios, combustíveis”, diz Maurício Santoro. “Os países andinos estão baseados no extrativismo pesado e com os preços nas alturas. O Estado quer se apropriar de uma parte desse excedente econômico. E grupos nacionais e multinacionais querem pegar absolutamente tudo. Mas não é como Salvador Allende. na década de 70, que estava mantendo a companhia do cobre sob o controle, ou estatizando empresas. Agora é o contrário, é uma administração que quer se apropriar de parte desses excedentes para a realização de políticas públicas. A classe dominante e as multinacionais nem isso topam. Então nós ficamos sempre numa situação limite entre o Estado e essas forças sociais”, explica o professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Nildo Ouriques. Do ponto de vista das disputas políticas, as tensões entre diferentes líderes e partidos do país contribuem para aumentar os riscos à democracia. “O componente político dessa crise é o fato de que no ano que vem a Bolívia vai ter eleições presidenciais e o general que tentou o golpe hoje disse ontem que se o Evo Morales se apresentar como candidato à presidência, as Forças Armadas iriam intervir e prender o Evo. Há poucos anos aconteceu uma crise política semelhante na Bolívia, em 2019, que terminou com a deposição do Evo e a intervenção dos militares. Então, é uma ferida que ainda está aberta”, diz Maurício Santoro. “Se voltarmos mais no tempo, a década de 1990 é relativamente estável na Bolívia. As tensões começam com a chegada ao poder do Evo Morales em 2006, que provoca fraturas de poder. Ele começa a fazer política redistributiva de renda, nacionalizar os hidrocarbonetos, entre outras questões, que geram insatisfações com a elite. A Bolívia ela entra num cenário de piora dessa estabilidade democrática, porque o Evo desestabiliza um sistema anterior de poder, em que a população pobre indígena estava sub-representada. Isso faz crescer o movimento reacionário, que se manifesta até hoje”, diz Arthur Murta. Contexto regional Para os pesquisadores, é preciso considerar também um contexto mais amplo na América do Sul, com avanço de grupos e lideranças de extrema-direita, que representam o crescimento de movimentos autoritários e antidemocráticos. Em alguns casos recentes, houve tentativas de golpe igualmente fracassadas. “Essa tentativa de golpe faz parte de um contexto mais amplo de crise da democracia na América Latina. Esse ano a gente teve na Guatemala uma tentativa de impedir a posse de um presidente eleito. Manifestantes invadiram o Congresso no Brasil no ano passado em tentativa de golpe. Bom que a democracia está resistindo e mostrando ter anticorpos e ser mais resiliente. Mas é preocupante que todas essas crises estejam ocorrendo na região nos últimos anos”, diz Maurício Santoro. “O que foi positivo hoje é que a resposta internacional foi muito forte na defesa da democracia boliviana. Todos os países da América do Sul se manifestaram em maior ou menor grau em defesa da democracia. Isso foi uma coisa importante. A Organização dos Estados Americanos também respondeu de modo muito rápido e contundente”,
- Cartão de crédito do Sicredi cresce em preferência e lidera ranking, de acordo com pesquisa da CardMonitor
O cartão de crédito do Sicredi lidera ranking de preferência dos usuários que possuem mais de um cartão, com percentual de 63,8%, quase 3 p.p. acima do índice de 2023, quando alcançou 60,9% de preferência dos usuários. Os dados são da Pesquisa Nacional de Cartões de Crédito (PNCC), edição 2024, realizada pela CardMonitor – empresa especializada na análise sobre o mercado de meios eletrônicos de pagamento -, em parceria com o Instituto Medida Certa. “O crescimento na preferência dos brasileiros pelo cartão do Sicredi reflete a confiabilidade, conveniência e segurança que ele proporciona aos nossos associados. Seguimos trabalhando para que os índices possam refletir, cada vez mais, a experiência positiva dos nossos usuários com o meio de pagamento”, afirma Virgínia Silva da Cunha, superintendente de Meios de Pagamento do Sicredi. Somado ao índice geral de preferência, o levantamento avalia também a satisfação com os principais atributos de um cartão de crédito. Dentre esses, o Sicredi ficou com nota acima da média do setor nos quesitos aceitação (93,5%), limite (79%), central de atendimento (72,5%) e app (88,4%). Outro destaque de acordo com a pesquisa foi o percentual de 67,7% dos usuários que escolheriam o Sicredi como a única instituição financeira em que teriam conta corrente, no caso dos entrevistados ouvidos que hoje possuem conta em mais de uma instituição. O levantamento da Pesquisa Nacional de Cartões de Crédito é feito por meio de entrevista, ao telefone, com mais de 12 mil portadores de cartões residentes em 12 regiões metropolitanas, interior do Rio Grande do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A PNCC equivale a seis pesquisas eleitorais do Ibope/Datafolha, cuja amostra normalmente é de dois mil entrevistados. O estudo permite comparar todos os players com a mesma metodologia e no mesmo período. Realizado anualmente, é considerado o maior projeto de aferição de satisfação de titulares de cartões do Brasil. Sobre o Sicredi O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 8 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.700 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras. Site do Sicredi: Clique aqui Redes Sociais: Facebook | Instagram | Twitter | LinkedIn | YouTube
- Supremo fixa 40g de maconha para diferenciar usuário de traficante
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (26), fixar em 40 gramas ou seis plantas fêmeas de Cannabis sativa a quantidade de maconha para caracterizar porte para uso pessoal e diferenciar usuários e traficantes. A definição é um desdobramento do julgamento no qual a Corte decidiu ontem (25) descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. O cálculo foi feito com base nos votos dos ministros que fixaram a quantia entre 25 e 60 gramas nos votos favoráveis à descriminalização. A partir de uma média entre as sugestões, a quantidade de 40 gramas foi fixada. COMO FICA A descriminalização não legaliza o uso da droga. O porte de maconha continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar a droga em local público, mas as consequências do porte passam a ter natureza administrativa, e não criminal. A decisão não impede abordagens policiais, e a apreensão da droga poderá ser realizada pelos agentes. Nesses casos, os policiais deverão notificar o usuário para comparecer à Justiça. ENTENDA O Supremo julgou a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo. A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvo de inquérito policial e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas. Com a decisão, a Corte Suprema manteve a lei, mas entendeu as consequências são administrativas, deixando de valer a possibilidade de cumprimento de prestação de serviços comunitários. A advertência e a presença obrigatória em curso educativo estão mantidas e deverão ser aplicadas pela Justiça em procedimentos administrativos, sem repercussão penal. O registro de reincidência penal também não poderá ser avaliado contra os usuários. COMPETÊNCIA DO STF Durante a sessão, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, rebateu as acusações sobre invasão de competência para julgar a descriminalização. Ontem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que cabe ao Congresso decidir a questão. Barroso disse que o Supremo deve decidir o caso porque recebe e julga os habeas corpus de presos. “Essa é tipicamente uma matéria para o Poder Judiciário. Nós precisamos ter um critério para definir se a pessoa deve ficar presa, ou não, ou seja, se nós vamos produzir um impacto dramático na vida de uma pessoa, ou não. Não há papel mais importante para o Judiciário do que decidir se a pessoa deve ser presa, ou não”, afirmou. Agência Brasil
- Símbolo da resistência dos gaúchos, cavalo Caramelo ganha microchip para identificação
O cavalo Caramelo, que virou símbolo da resistência dos gaúchos no enfrentamento à maior tragédia climática da história do Estado, agora possui um microchip. O procedimento foi realizado no Hospital Veterinário da Ulbra, em Canoas, onde o animal segue em recuperação após ter sido resgatado do telhado de uma casa no bairro Mathias Velho, onde passou alguns dias ilhado. Embora seja um processo pouco conhecido no Brasil, mas muito usual em outros países do mundo, o procedimento apresenta uma série de benefícios essenciais para a gestão da saúde dos animais. Em comunicado, a Ulbra explicou que o procedimento se dá por meio de injeção subcutânea ou intramuscular, que injeta o dispositivo no animal. A identificação é feita através de um número único que pode ser lido por um scanner. O microchip é uma maneira de individualizar o animal. A prática é uma forma de identificação muito rápida e pouco invasiva, bastante adotada em cães e gatos. O método evita modificações no corpo dos animais, como ocorre na utilização de brinco, tinta, tatuagem ou outro método de marcação. A longevidade faz o processo valer a pena, uma vez que não demanda manutenção ou recarga durante toda a vida. Todos os animais abrigados pela Ulbra são submetidos a castrações e, posteriormente, à instalação dos dispositivos. A microchipagem permite a identificação do animal, fornecendo um número que ele levará para sempre, com os seus dados de cadastro, além de outras informações que facilitarão o reconhecimento. A partir dele, dados como a espécie, raça, medicações diárias, condições de saúde, vacinas e características especiais estão acessíveis. A Ulbra ressaltou que o microchip não funciona como um GPS, ou seja, não tem como atribuição e capacidade o monitoramento da localização do animal. Embora nos casos de animais perdidos, seja fundamental para identificá-los. A estratégia também dificulta a venda ilegal dos animais, além de garantir o cumprimento de normas sanitárias internacionais, no caso dos animais que são transportados de um país a outro. Para o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Ulbra Canoas, Jean Soares, é fundamental a gestão da população dos animais de uma forma geral. “A enchente trouxe à tona um problema sério, e temos a oportunidade de tentar reverter isso nos próximos anos. Esse é um trabalho de longo prazo”, afirmou. POR O SUL
- Homem é encontrado morto em rodovia de Passo Fundo
Na madrugada desta quarta-feira (26), um homem foi encontrado morto na ERS-135, entre o CD das Farmácias São João e o IfiSul, em Passo Fundo. Segundo informações obtidas pela reportagem policial da Rádio Uirapuru, a equipe de resgate do SAMU Passo Fundo foi acionada por volta das 4h30min para comparecer ao local, onde estaria um homem caído no meio da Perimetral/ERS-135. Rapidamente, a equipe se deslocou até o endereço indicado e encontrou o homem caído no meio da via, já em óbito. A vítima, ainda não identificada e sem documentação, apresentava uma leve pancada na cabeça. Não havia nenhum veículo nas proximidades. O 1° Batalhão Rodoviário da Brigada Militar sinalizou o local. A Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias foram acionados para atender à ocorrência. O repórter policial João Victor Lopes acompanhou a situação. POR RADIO UIRAPURU
- Novo Ensino Médio mudará rotina da comunidade escolar
A aprovação da reforma do ensino médio pela Comissão da Educação do Senado representa mais um passo para mudanças bastante significativas não apenas na rotina de profissionais da educação e de alunos, mas também para as famílias desses estudantes e para as comunidades. Para que seja de fato implementado e garanta a qualidade e equidade na educação, será necessário o empenho e articulação dos entes federados, assim como da comunidade escolar e de universidades, visando a formação de professores para o novo currículo. Como o texto aprovado do PL 5.230/23 na comissão é um substitutivo, ele terá de retornar à Câmara dos Deputados, caso se confirme a aprovação no plenário do Senado. O texto aprovado prevê a ampliação da carga horária mínima total destinada à formação geral básica (FGB), das atuais 1,8 mil horas para 2,4 mil. A carga horária mínima anual do ensino médio passa de 800 para 1 mil horas distribuídas em 200 dias letivos. Há a possibilidade de essa carga ser ampliada progressivamente para 1,4 mil horas, desde que levando em conta prazos e metas estabelecidos no Plano Nacional de Educação (PNE), respeitando uma distribuição que seja de 70% para formação geral básica e 30% para os itinerários formativos – disciplinas, projetos, oficinas e núcleos de estudo a serem escolhidos pelos estudantes nos três anos da etapa final da educação básica. Segundo o substitutivo aprovado, da relatora do PL no Senado, Dorinha Seabra (União-TO), a partir de 2029, as cargas horárias totais de cursos de ensino médio com ênfase em formação técnica e profissional serão ampliadas, de 3 mil horas para 3,2 mil; 3,4 mil; e 3,6 mil quando se ofertarem, respectivamente, cursos técnicos com carga específica de 800 horas, 1 mil horas e 1,2 mil horas. Língua espanhola Entre os destaques apresentados pela parlamentar no relatório figura a inclusão da língua espanhola como componente curricular obrigatório, além do inglês. Outros idiomas poderão ser ofertados em localidades com influências de países cujas línguas oficiais sejam outras, de acordo com a comunidade escolar (professores, técnicos administrativos, estudantes e pais ou responsáveis). A ampliação da carga horária e a inclusão da língua espanhola entre as disciplinas a serem ministradas são pontos positivos da reforma, segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos. Ela chama atenção para alguns problemas que podem decorrer da forma como serão implementadas. “O texto aprovado pela comissão do Senado apresenta alguns avanços, ainda que insuficientes, na comparação com o texto enviado pela Câmara”, disse a educadora à Agência Brasil. “Trazer o espanhol de volta é algo positivo, se levarmos em consideração nossa identidade continental. Mas é preciso estabelecermos uma divisão clara das cargas horárias, uma vez que horas dedicadas a espanhol são horas a menos para outros conteúdos”, disse ela ao destacar ser necessário, também, que haja clareza, no novo ensino médio, com relação não apenas à carga horária de cada disciplina, mas também aos conteúdos que serão apresentados. Segundo a educadora, o substitutivo manteve brechas especialmente relativas à educação profissional, uma vez que não ficou claro quais seriam as disciplinas que vão compor tais áreas. “É preciso dizer as áreas do conhecimento e, dentro delas, definir disciplinas e carga horária. A nova legislação precisa apresentar e detalhar isso; pegar as áreas de conhecimento e dizer o que vai compor em termos de disciplinas". Diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa diz que a obrigatoriedade da língua espanhola no ensino médio será provavelmente um ponto de discordância, quando a matéria retornar à Câmara. “É possível que a Câmara não acate todas mudanças feitas pela senadora Dorinha no texto. Antevejo discordância de alguns com relação à obrigatoriedade do espanhol no ensino médio. O problema, talvez, seja colocá-lo na parte comum, como mais uma disciplina obrigatória, porque implicaria na diminuição da carga horária de outras disciplinas importantes”, disse. A solução, segundo ele, seria a de colocar o espanhol como disciplina opcional, em vez de obrigatória. “Se as escolas já funcionassem em tempo integral, não haveria esse problema, porque a carga horária seria maior”, complementou ao lembrar que essa obrigatoriedade foi publicamente criticada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – o que certamente será usado como argumento pelos contrários. Itinerários formativos Criados com o objetivo de aprofundar áreas de conhecimento ou de formação técnica profissional – levando em conta a importância desses conteúdos para o contexto local e as possibilidades do sistema de ensino –, os itinerários formativos terão carga horária mínima de 800 horas nos três anos de ensino médio. Na avaliação de Catarina de Almeida, da UnB, o aumento da carga horária do técnico profissionalizante acabaria por resultar na diminuição da formação básica, o que, segundo ela, não seria bom. “Levando em consideração o atual quadro de professores e a infraestrutura limitada das escolas, o correto seria não fazer essa divisão [entre áreas de conhecimento e técnico profissionalizante], e sim focar exclusivamente em uma formação básica, comum a todos. Isso, na verdade, significa os dois tipos para todos. Ao separar o processo, teremos estudantes com menos informação do básico”, argumentou. Se for para implementar com essa divisão, que seja, na avaliação dela, aumentando a carga horária total. Nesse caso, ela sugere que se postergue a implementação das novas regras. “A pressa pode atrapalhar a perfeição. Se o Brasil está atrasado nessa reformulação, ficará ainda mais com a necessidade de, depois, ter de fazer mais uma reforma. Isso prejudicaria mais gerações. O melhor é centrar esforços em uma reforma robusta que possa ficar por muito tempo”. Com relação aos itinerários formativos, a grande preocupação manifestada por parlamentares durante a tramitação do texto foi a de resultarem em conteúdos e atividades de pouca relevância para a formação do estudante. Foi inclusive citado o caso de uma aula dedicada a ensinar estudantes a prepararem brigadeiro gourmet. A ideia proposta prevê que os itinerários têm de estar articulados com as quatro áreas de conhecimento previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC): linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas literaturas, língua inglesa, artes e educação física; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias, integrada pela biologia, física e química; e ciências humanas e sociais aplicadas, integrada pela filosofia, geografia, história e sociologia. As diretrizes nacionais que aprofundarão cada uma das áreas do conhecimento ficarão a cargo do Ministério da Educação (MEC), em parceria com os sistemas estaduais e distrital de ensino. Tempo integral O projeto em tramitação no Senado aponta para a importância do tempo integral, e isso certamente constará na lei, segundo Gabriel Corrêa, da ONG Todos pela Educação. Enquanto isso não acontece, o Senado propôs a ampliação da carga diária atual, de 5 horas, no caso dos estudantes que optarem por curso técnico. Já a Câmara defende cargas horárias iguais para os dois grupos – técnico profissionalizante e áreas de conhecimento. “Há alguns problemas com relação ao tempo integral. Um deles é que as redes [de ensino] das secretarias de educação terão de ofertar estrutura para alunos ficarem mais tempo na escola, o que resulta em mais trabalho, recursos e contratações de professores. Outro ponto está relacionado ao risco de os estudantes optarem por uma frente, apenas pelo fato de ficarem menos tempo em sala de aula. Em outras palavras, desestimularia a escolha pelos cursos técnicos, caso a carga horária diária deles seja maior”, argumentou o diretor. A ONG Todos pela Educação defende que não haja essa distinção entre as duas frentes, até porque mais carga atrapalha a oferta do poder público para a expansão da rede. “O ideal é que todos tenham a mesma carga horária, independentemente do caminho a ser escolhido. Com isso, a escolha é em função da vocação e dos interesses, e não da preguiça de fazer menos aulas. Por fim, isso pode confundir os estudantes, levando-os a acreditar que uma maior carga horária indicaria maior relevância”. Notório saber Um outro ponto polêmico do texto substitutivo aprovado na comissão do Senado é o que trata da possibilidade de algumas aulas serem ministradas por pessoas sem diploma de licenciatura específico para a disciplina, mas que tenham notório saber e experiência comprovada no campo da formação técnica e profissional. Algo similar já ocorre, por exemplo, quando engenheiros dão aula de matemática. Segundo a relatora Dorinha Seabra, a atuação desses profissionais de notório saber será “em caráter excepcional, mediante justificativa do sistema de ensino e regulamentação do Conselho Nacional de Educação (CNE)." Essa possibilidade preocupa a educadora Catarina de Almeida Santos, da UnB. Segundo ela, esse tipo de situação implica risco de, ao autorizar aulas ministradas por pessoas de notório saber, a nova legislação coloca à frente das salas de aula pessoas leigas, em vez de profissionais habilitados da área. “A meu ver, notório saber não tem relação com saber prático”. Essa possibilidade foi também criticada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Um ponto considerado negativo foi a permanência do notório saber, embora o texto aponte para a normatização nacional e excepcional da contratação desses profissionais para atuarem no itinerário da formação técnico-profissional”, ponderou a entidade. Esforço conjunto A relatora Dorinha Seabra disse à Agência Brasil que, para ser implementada de forma adequada, a nova proposta vai requerer esforço do estado e do governo federal, para melhorar a estrutura das escolas. Em especial, as estruturas de laboratórios e bibliotecas. “Será necessário um aprofundamento em relação às disciplinas básicas. Quando se trata da educação profissional, requer uma estrutura ainda maior de investimento em laboratórios e livros; em atividades extras. Temos um grande desafio, a exemplo dos profissionais e de funcionamento das escolas”, disse. Dorinha acrescentou que o aumento de carga horária vai requerer mais dedicação também de alunos e professores. “O tempo integral fica no foco de todo conjunto, [passando por] ampliação da carga horária e permanência na escola”. Ainda segundo a senadora, o olhar do novo do ensino médio tem que estar cada dia mais inserido no seu espaço; na sua localidade. “Requer a participação da comunidade nesses espaços coletivos de formação e leituras em relação ao meio em que está inserido, bem como aos espaços no mundo do trabalho.” A ONG Todos pela Educação alerta que “sem o apoio do governo federal ao estado, e dos estados às escolas, o abismo entre escolas públicas e privadas permanecerá mesmo com o país tendo sua legislação melhorada.” A aprovação pelo Legislativo, segundo Corrêa, é apenas um primeiro passo para novos desafios. “Na sequência teremos outros desafios, até que consigamos, de forma gradual, fazer as mudanças que melhorarão o ensino médio do país. Será uma fase complexa e não rápida, tomando pelo menos os anos de 2025 e 2026”, afirmou. Segundo ele, os desafios para a implementação das novas regras passam pela preparação de infraestruturas, profissionais, materiais e pelas avaliações que são necessárias para identificar o que pode ser melhorado. “Além disso, será necessário estabelecer uma nova comunicação [das autoridades] com estudantes e famílias sobre as mudanças que virão. Apoiar os estudantes inclusive para que eles apoiem a escola. Não adianta o poder público se preparar e as comunidades não se apropriarem desse modelo”, complementou. Além de campanhas midiáticas, será necessária muita atuação no ambiente escolar, no sentido de preparar professores e diretores. “Serão momentos de debates sobre projetos de vida e opções disponibilizadas pelo ensino médio. Não é apenas o governo chegar e expor suas intenções. Será necessário ouvir, dialogar e envolver o jovem nesse processo de escolha. Não será algo fácil. Por isso precisaremos de uma coordenação muito boa entre MEC e secretarias estaduais/distrital de educação”. Aulas noturnas Outra sugestão apresentada no relatório da parlamentar é a obrigatoriedade de os estados manterem pelo menos uma escola com ensino médio regular noturno em cada município, caso haja demanda comprovada. O relatório prevê, ainda, formação continuada de professores, de forma a garantir que eles estejam preparados para as novas diretrizes e metodologias, “com foco em orientações didáticas e reflexões metodológicas, assegurando o sucesso das transformações propostas para o ensino médio.” Ministro O ministro da Educação, Camilo Santana, comemorou pelas redes sociais a aprovação do substitutivo na comissão do Senado. Em tom de agradecimento aos parlamentares, ele destacou, entre os avanços, a manutenção das 2,4 mil horas, conforme proposto pelo governo federal, para a formação geral básica e fortalecimento da formação técnica de nível médio. Segundo ele, esta foi uma vitória para a educação e para a juventude do Brasil. "Prevalece o interesse maior, que é comum aos que trabalham por um país de mais oportunidades: a construção de um ensino médio capaz de contribuir para tornar a escola pública mais atrativa, gratuita e de qualidade para todas e todos”, disse.
- Quantidade de maconha vai diferenciar uso pessoal e tráfico
Após decidir descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal, o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento do caso nesta quarta-feira (26) para decidir se fixará a quantidade da droga que deve caracterizar uso pessoal para diferenciar usuários e traficantes. Pelos votos já proferidos, se o tribunal decidir pela fixação, a medida deve ficar entre 25 e 60 gramas ou seis plantas fêmeas de cannabis. Os ministros também poderão estabelecer uma quantia média que comtemple todos os votos. Dessa forma, a quantidade poderá ficar em torno de 40 gramas. A tese final do julgamento também será definida na sessão de hoje. Com a decisão final, cerca de 6 mil processos que estavam suspensos e aguardavam a decisão do Supremo serão destravados. Como fica Com a descriminalização definida pelo STF, o porte continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar maconha em público, mas as punições definidas contra os usuários passam a ter natureza administrativa e não criminal. Dessa forma, deixa de valer a possibilidade de registro de reincidência penal e de cumprimento de prestação de serviços comunitários contra pessoas que forem flagradas portando maconha para uso próprio. A decisão do STF não proíbe a revista de pessoas pela polícia durante patrulhamento ou operações. Não é legalização Durante a sessão dessa terça-feira (25), o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou mais um vez que a Corte não está decidindo sobre a legalização da maconha e que o consumo permanece como conduta ilícita. "Em nenhum momento estamos legalizando ou dizendo que o consumo de drogas é uma coisa positiva. Pelo contrário, estamos apenas deliberando a melhor forma de enfrentar essa epidemia que existe no Brasil e que as estratégias que temos adotado não estão funcionando porque o consumo só faz aumentar e o poder do tráfico também", afirmou. Entenda O Supremo julgou a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo. A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvos de inquérito policial e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas. A maioria dos ministros decidiu manter a validade da lei, mas entendeu que as punições previstas contra usuários não têm natureza criminal. Edição: Graça Adjuto
- Teodora fala dos desafios e perspectivas do agro gaúcho
Um espaço de diálogo aberto sobre questões críticas para o desenvolvimento do agronegócio foi oportunizado pela Comissão Especial de Direito Agrário e Agronegócio da OAB Passo Fundo. O 1º Fórum de Debate Agrário realizado no dia 17 de junho, no auditório central da Universidade de Passo Fundo, reuniu juristas, acadêmicos e profissionais do setor em busca de atualização e trocas de experiências. Entre os palestrantes, a presidente do Sindicato Rural de Não-Me-Toque, Teodora Berta Souilljee Lütkemeyer, destacou-se apresentando o Painel II, que discutiu "Desafios e Oportunidades no Agronegócio Gaúcho: Enfrentando os Desafios Climáticos e Perspectivas de Safra 2024", juntamente com a debatedora, advogada Crisley Scapini. Teodora salientou a importância da sucessão rural para a perenidade dos negócios rurais, ressaltando a necessidade de uma gestão eficiente para garantir a viabilidade econômica, e enfatizou alguns fatores que impactam diretamente o dia a dia dos produtores rurais, como as questões políticas, tributárias, ambientais e o acesso ao crédito agrícola. Os custos de produção e os preços das commodities foram citados como motivo de grande preocupação para os produtores devido à volatilidade. Também salientou a necessidade de inovação e tecnologia no campo, como meios essenciais para enfrentar os desafios. —Os desafios e perspectivas que nós, produtores, enfrentamos diariamente são complexos e multifacetados. Precisamos estar atentos às mudanças e preparados para implementar novas estratégias de gestão e tecnologias que nos permitam continuar a crescer e desenvolver o setor do agronegócio—”, afirmou. O evento também contou com o Painel “Demarcações de terras indígenas, quilombos e direito de propriedade”, em que o palestrante Frederico Buss e o debatedor Raul Ritterbusch Mello. A iniciativa da Comissão Especial de Direito Agrário e Agronegócio da OAB Passo Fundo foi bem recebida pelos participantes, que destacaram a importância das informações repassadas e as ações conjuntas por melhorias no setor. Por Ana Cláudia Stumm Comunicação Sindicato Rural de Não-Me-Toque
- Sicredi celebra 8 milhões de associados
O Sicredi, instituição financeira cooperativa pioneira no cooperativismo de crédito no Brasil, celebra a marca de 8 milhões de associados em todo o país. Com 1,1 milhão de novas associações nos últimos 12 meses, o crescimento acompanha a expansão do Sicredi, que hoje está presente em todo o Brasil, em mais de 2 mil municípios por meio de 2,7 mil agências. Em mais de 200 cidades, o Sicredi é a única instituição financeira com presença física. No Rio Grande do Sul, são mais de 2,6 milhões de associados, o que representa mais 30% do total. “Chegar à marca de 8 milhões de associados demonstra o crescente interesse das pessoas no cooperativismo e nos benefícios deste modelo de negócio, que visa o desenvolvimento local e a melhoria da qualidade de vida. O Sicredi, enquanto instituição feita de pessoas para pessoas, busca estar cada vez mais próximo dos associados e das regiões onde atuamos. Aqui no estado, berço do cooperativismo, o número também é muito expressivo”, afirma o presidente da Central Sul/Sudeste, Márcio Port. A expansão em número de associados também é acompanhada pelo crescimento dos recursos administrados pela instituição financeira cooperativa. No primeiro trimestre de 2024 (até março), o Sicredi alcançou R$ 220 bilhões na carteira de crédito e apresentou um total de R$ 233 bilhões em depósitos, recursos que permanecem nas regiões onde são gerados, fortalecendo a economia local e impactando positivamente a todos os que nelas vivem. Atuação no Rio Grande do Sul O Sicredi projeta ampliar a presença física no território gaúcho em 2024. Conforme expectativa da instituição, cerca de 40 novas agências deverão ser inauguradas até o final do ano, totalizando mais de 700 pontos. Além da rede física, o Sicredi também prevê o fortalecimento da atuação digital ao longo deste ano. Com relação a 2023, a instituição chegou ao final do ano com 667 agências em 481 cidades do RS, o que representa uma cobertura de 97% do estado. Sobre o Sicredi O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos 8 milhões de associados. Com presença nacional, o Sicredi conta com mais de 2.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. No Rio Grande do Sul, o Sicredi reúne mais de 2,6 milhões de associados e conta com mais de 670 pontos de atendimento. Assessoria de Comunicação Sicredi
- Brasil e Costa Rica não saem do zero na estreia na Copa América
Jogando na noite dessa segunda-feira (24) no SoFi Stadium, em Los Angeles (EUA), a Seleção Brasileira estreou na Copa América de 2024 com um empate em 0 a 0 com a Costa Rica. A equipe sob o comando de Dorival Júnior chegou a ter um gol anulado no primeiro tempo. O próximo compromisso é contra o Paraguai, em Las Vegas, às 22h de sexta-feira (28). Esse foi o primeiro empate em 12 confrontos entre as duas equipes desde 1956. O retrospecto é amplamente favorável ao Brasil, que acumula dez vitórias e apenas uma derrota – 3 a 0 para a Costa Rica na casa do adversário, durante o Campeonato Pan-Americano de 1960. O saldo também é amplo: 34 gols marcados contra nove sofridos. Em edições a Copa América, foram duas goleadas sobre os costarriquenhos. A primeira na Bolívia em junho de junho de 1997 (5 a 0) e a outra no Peru, em julho de 2004 (4 a 1). A última vez em que as duas Seleções haviam se enfrentado foi na segunda rodada da Copa do Mundo de 2018 (Rússia). Placar: 2 a 0, com rede estufada por Philippe Coutinho e Neymar. Jogo O time comandado por Dorival Júnior pressionou, tentou mas parou na retranca costarriquenha, que se defendeu praticamente com oito jogadores dentro da área o tempo inteiro. A Canarinho chegou a balançar as redes com Marquinhos no primeiro tempo, mas o lance foi anulado por posição de impedimento do zagueiro. As equipes somaram o primeiro ponto no Grupo D da competição. Foi praticamente ataque contra defesa. O Brasil dominou a posse de bola, mas nem sempre transformou isto em chances claras de gol. A Costa Rica tinha a estratégia clara: se defender com o máximo de jogadores perto da área possível, dificultando a vida dos pontas da Seleção, principalmente Vini Jr., que pouco fez. O melhor momento do time de Dorival Júnior na partida foi justamente na metade do primeiro tempo, quando Marquinhos balançou as redes em cobrança de falta de Raphinha. O lance, porém, foi anulado por posição irregular do zagueiro. No segundo tempo, Lucas Paquetá colocou uma bola na trave. O time pressionou na reta final, mas parou na retranca e nas defesas do goleiro Sequeira. Títulos Com nove títulos, a Seleção ganhou cinco das últimas dez edições da Copa América (1997, 1999, 2004, 2007 e 2019). Com isso, o Brasil é o maior vencedor da competição nos anos 2000. O último título da equipe foi em 2019, em final contra o Peru, com o placar de 3 a 1. O jogo, no Maracanã, contou com 58 mil torcedores. Everton Cebolinha, Richarlison e Gabriel Jesus marcaram para a Seleção. Os demais quatro títulos conquistados pelo Brasil foram em 1919, 1922, 1949 e 1989. Ficha técnica – Brasil: Alisson, Danilo, Éder Militão, Marquinhos, Guilherme Arana, Bruno Guimarães, João Gomes (Gabriel Martinelli), Lucas Paquetá, Raphinha (Endrick), Rodrygo e Vini Jr (Savinho). Técnico: Dorival Júnior. – Costa Rica: Patrick Sequeira, Mitchell, Juan Vargas, Calvo, Quirós, Brenes (Bran), Galo, Lassiter (Joseph Mora), Aguilera (Gerald Taylor), Zamora (Campbell) e Ugalde (Madrigal). Técnico: Gustavo Alfaro. – Arbitragem: César Ramos (MÉX), auxiliado por Alberto Morin (MÉX) e Marco Bisguerra (MÉX). Quarto árbitro: Alexis Herrera (VEN). VAR: Guillermo Pacheco (MÉX).
- Número de inscrições de estudantes da rede pública do Rio Grande do Sul no Enem quase triplica neste ano
O número de estudantes da rede pública estadual do Rio Grande do Sul inscritos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano quase triplicou em comparação a 2023. De acordo com dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pela realização das provas, foram registradas 70 mil inscrições de estudantes da rede estadual gaúcha, representando 89% dos concluintes do terceiro ano do ensino médio nas escolas públicas. Em 2023, foram 26 mil alunos inscritos. O RS possui 1.106 escolas estaduais de ensino médio, atendendo a 273.115 estudantes, dos quais 71.673 estão no terceiro ano. A titular da Secretaria Estadual da Educação, Raquel Teixeira, atribui esse crescimento ao esforço de mobilização da pasta, em conjunto com a comunidade escolar. “Mesmo com os desafios da crise climática, a educação gaúcha deu uma resposta à altura com esse aumento significativo. Toda a nossa rede trabalhou para mostrar aos alunos a importância dessa avaliação para o futuro acadêmico e profissional. Não importa qual seja o sonho dos nossos estudantes, a universidade é a porta para realizá-los, e o Enem abre essa oportunidade. Estamos aqui para dar todo o apoio necessário para que eles estejam bem preparados”, afirmou Raquel. O Mutirão Enem 2024, coordenado pela pasta, promoveu diversas ações na rede estadual, incluindo atividades de divulgação e campanhas criadas pelos próprios alunos para estimular a participação no exame. Devido ao impacto das enchentes de maio, todos os candidatos gaúchos foram isentos pelo governo federal do pagamento da taxa de inscrição no Enem. Enem 2024 As provas do Enem deste ano serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro. O exame avalia o desempenho escolar dos estudantes que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio e é a principal porta de entrada para a educação superior no País. O resultado do exame é utilizado como critério de seleção para acesso ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e ao ProUni (Programa Universidade para Todos). Também é aceito para obtenção de bolsas de estudo em instituições privadas e universidades de países de língua portuguesa que possuem acordos com o Brasil.
- Mega-Sena pode pagar R$ 93 milhões nesta terça-feira
O concurso 2.741 da Mega-Sena pode pagar R$ 93 milhões nesta terça-feira (25), segundo a Caixa Econômica Federal. O sorteio ocorre às 20h, em São Paulo. As apostas podem ser feitas até as 19h nas agências lotéricas ou pela internet. O bilhete mínimo, com seis números, custa R$ 5. Se um apostador faturar o prêmio principal sozinho e aplicar o dinheiro na poupança, receberá mais de R$ 530 mil em rendimentos apenas no primeiro mês. O último concurso da Mega-Sena, realizado no sábado (22), não teve ganhador. Os números sorteados foram: 13, 16, 17, 34, 41 e 47.
- Inscrições abertas para o Campeonato Municipal de Futsal
Estão abertas as inscrições para o Campeonato Municipal de Futsal 2024. As inscrições podem ser feitas até o dia 2 de agosto no valor de R$ 250,00 para as categorias Livre e Veteranos.Para estar apto a participar do Campeonato, as equipes interessadas deverão fazer a retirada da guia para pagamento no setor Tributário da Prefeitura. Após realizado o pagamento, as equipes poderão retirar as fichas, apresentando o comprovante de pagamento junto a Secretaria de Desenvolvimento, no setor de Esportes. Em caso de desistência de alguma equipe não haverá restituição do valor pago. A competição começa no dia 17 de agosto.Mais informações com o Departamento de Esportes, com:Gabriel (54) 999174-7407Thiago (54) 99313-5252 PREFEITURA NMT
- Iniciada a 4º fase do Programa Habitacional Construindo Juntos
Foi iniciada na tarde desta segunda-feira (24), a 4º fase do Programa Habitacional Construindo Juntos, com assinatura da ordem de inicio das obras de construção das 23 residenciais populares, que serão destinadas à habitação de interesse social, sob coordenação da Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, conforme as especificações no Edital de Concorrência Eletrônica nº 05/2024. O Prefeito Gilson dos Santos, recebeu em seu gabinete, acompanhado do Secretario de Assistência Social e Habitação José Aloísio de Souza, e da Presidente da Câmara de Vereadores Vanise Fritzen da Silva e demais Vereadores, os representantes legais da empresa que ganhou a concorrência eletrônica para execução da obra, Bragagnolo Construção Civil LTDA. Após a data da Ordem de Serviço para início da obra, a empresa contará com prazo máximo de 5 (cinco) dias para início da obras. Lembramos que as inscrições para a 4º fase do Programa ainda NÃO estão abertas, reforçamos que, no momento que o processo iniciar, será divulgado através dos canais oficiais da Prefeitura Municipal. PREFEITURANMT
- Comissão do Senado aprova legalização de bingos, cassinos e jogo do bicho no País
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (19), por 14 a 12 votos, relatório sobre projeto de lei que propõe a legalização de cassinos e jogos de azar, como são os casos do bingo e jogo do bicho, no Brasil. O tema agora deve ser remetido ao plenário da Casa. O PL 2.234/2022 veio da Câmara dos Deputados, onde foi aprovado, e tramita no Senado desde 2022. A proposta prevê a permissão para a instalação de cassinos em polos turísticos ou em complexos integrados de lazer, como hotéis de alto padrão (com pelo menos 100 quartos), restaurantes, bares e locais para reuniões e eventos culturais. O projeto propõe ainda a possível emissão de uma licença para um cassino em cada Estado e no Distrito Federal. Alguns Estados teriam uma exceção, como São Paulo, que poderia ter até três cassinos, e Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas e Pará, com até dois cada um, se o projeto for aprovado. A justificativa foi o tamanho da população ou do território. Durante a sessão da CCJ, a maioria das manifestações se deu por parte dos senadores contrários ao projeto. Um dos principais argumentos trazidos foi o do impacto sobre o sistema de saúde, que deverá lidar com o aumento do vício em jogos, disseram senadores de partidos como PL e Novo. O senador Magno Malta (PL-ES) citou o exemplo dos Estados Unidos, onde a legalização de cassinos criou um ambiente favorável à prostituição, ao consumo de drogas e máfia. Ele afirmou que o vício em jogos causam “dano moral, dano psicológico, que destrói famílias, destrói pessoas”. Marcos Rogério (PL-RO) reforçou o argumento. “Temos hoje uma pandemia [de vício em jogo]”, afirmou. “Nós já estamos diante de um cenário que já é ruim, e a minha preocupação é agravarmos o problema”, complementou. “A compulsão em jogos de azar acarreta problemas diversos para a saúde, incluindo ansiedade e depressão.” A favor do projeto, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) frisou a importância econômica e cultural dos cassinos para diversos municípios brasileiros. “Sabemos a importância que o Cassino da Urca [que funcionou no Rio de Janeiro até a proibição da atividade no país] teve”, citou. “Quantas cidades perderam relevância, importância, porque esse tipo de organização da atividade do jogo foi proibido”, acrescentou. Ele ainda reforçou o argumento de que os jogos de azar devem ser regulados, para o Estado poder controlar e arrecadar impostos com a atividade. Conforme o relator do projeto, senador Irajá (PSD-TO), a estimativa é que os cassinos podem gerar 700 mil empregos diretos e 600 mil indiretos, além de incrementar o turismo. “Qual, afinal de contas, o medo de enfrentarmos este tema?”, indagou Irajá. A exploração de jogos de azar no Brasil é proibida desde 1946.
- Comitê de Política Monetária do Banco Central decide manter a taxa Selic em 10,5% ao ano
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nessa quarta-feira (19), manter a taxa Selic em 10,5% ao ano. A decisão foi unânime. Ou seja, todos os diretores do colegiado e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, votaram pela manutenção do atual patamar. A decisão representa o fim de um ciclo de cortes da taxa básica de juros, que começou a recuar em agosto do ano passado. Nesse período, foram sete quedas seguidas. A Selic estava em 13,75% ao ano no começo do ciclo. O Copom justificou que a inflação representa uma ameaça. “O Comitê ressalta que, em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções”, disse. Com a decisão de não cortar a Selic, o BC mudou de postura. Ao permanecer em 10,50% ao ano, a taxa segue no menor nível desde fevereiro de 2022, quando estava em 9,25% ao ano. O Copom é formado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e por oito diretores da autarquia. A Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo BC para controlar a inflação. A taxa influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras. A reunião desta semana ocorreu em meio a críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que subiu o tom das críticas ao tamanho da taxa de juros. “Só temos uma coisa desajustada neste país: é o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Presidente que tem lado político, que trabalha para prejudicar o país. Não tem explicação a taxa de juros estar como está”, declarou Lula nessa terça-feira (18), em entrevista à rádio CBN. O Banco Central não se manifestou sobre as declarações do presidente Lula. Desde a semana passada, o mercado financeiro deixou de estimar um corte na taxa básica de juros na reunião do Copom de junho. Até então, as instituições financeiras projetavam uma redução de 0,25 ponto percentual no juro básico, para 10,25% ao ano — estimativa que foi abandonada. O relatório “Focus”, divulgado nessa segunda-feira (17) pelo Banco Central, ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia. O resultado mostrou que a maioria dos bancos também deixou de estimar corte nos juros no restante deste ano. A projeção é que a taxa fique estável em 10,50% ao ano até o fim de 2024. O Copom costuma se reunir a cada 45 dias para definir o patamar da Selic. Em 2024, o colegiado vai se reunir mais quatro vezes: 30 e 31 de julho;17 e 18 de setembro;5 e 6 de novembro;10 e 11 de dezembro.




































