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- Aumenta para 100 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul
Aumentou para 100 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (8) pela Defesa Civil Estadual. Pelo menos 130 pessoas estão desaparecidas e 374 ficaram feridas. Mais de 230 mil encontram-se desalojadas ou desabrigadas. No total, 423 municípios do Estado registraram danos em razão dos temporais dos últimos dias. Conforme o boletim da Defesa Civil, mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas pelas cheias que assolam o RS. Cidades e número de óbitos por localidade Bento Gonçalves (6)Boa Vista do Sul (2)Bom Princípio (1)Canela (2)Canoas (4)Capela de Santana (1)Capitão (2)Caxias do Sul (5)Cruzeiro do Sul (8)Encantado (2)Esteio (1)Farroupilha (1)General Câmara (1)Forquetinha (2)Gramado (7)Itaara (1)Lajeado (5)Montenegro (1)Pantano Grande (1)Paverama (2)Pinhal Grande (1)Porto Alegre (4)Putinga (1)Roca Sales (2)Salvador do Sul (2)Santa Cruz do Sul (2)Santa Maria (6)São João do Polêsine (1)São Leopoldo (3)São Vendelino (2)Segredo (1)Serafina Corrêa (2)Silveira Martins (1)Sinimbu (1)Sobradinho (1)Taquara (2)Três Coroas (3)Vale do Sol (1)Venâncio Aires (3)Vera Cruz (1)Veranópolis (5) Óbitos em investigação*: 2 *Está sendo apurado se as mortes têm relação com os eventos meteorológicos. Nível das águas (medição às 17 horas) Lago Guaíba – Porto Alegre – 5,04 metrosRio dos Sinos – São Leopoldo – 6,74 metrosRio Gravataí – Passo das Canoas – 6,09 metrosRio Taquari – Muçum – 5,55 metrosRio Caí – Feliz – 3,01 metrosRio Uruguai – Uruguaiana – 10,78 metros (nível de inundação 8,50 metros)Lagoa dos Patos (Laranjal) – 2,15 metros (nível de inundação 1,50 metro) Energia elétrica, água e telefonia CEEE Equatorial: 205.563 pontos sem energia elétrica (11,4% do total de clientes);RGE Sul: 253.500 pontos sem energia elétrica (8,3% do total de clientes);Corsan: 523.311 clientes sem abastecimento de água (18% do total de clientes);Tim: 18 municípios sem serviços de telefonia e internet;Vivo: 35 municípios sem serviços de telefonia e internet;Claro: 6 municípios sem serviços de telefonia e internet. Panorama nas escolas estaduaisDados das escolas afetadas (danificadas, servindo de abrigo, com problemas de transporte, com problema de acesso e outros): 952 escolas236 municípios28 CREs331.223 estudantes impactados425 escolas danificadas77 escolas servindo de abrigo Retomada das aulas CREs que retomaram as aulas na terça-feira (7): Uruguaiana (10ª); Osório (11ª); Erechim (15ª); Palmeira das Missões (20ª); Três Passos (21ª); São Luiz Gonzaga (32ª); São Borja (35ª) e Ijuí (36ª); Caxias do Sul (4ª), Santa Cruz do Sul (6ª), Passo Fundo (7ª), Santa Maria (8ª), Cruz Alta (9ª), Bagé (13ª), Santo Angelo (14ª), Bento Gonçalves (16ª), Santa Rosa (17ª); Santana do Livramento (19ª); Vacaria (23ª); Soledade (25ª) e Carazinho (39ª).CREs com aulas suspensas nesta quinta-feira (9) Pelotas (5ª) e Rio Grande (18ª).CREs sem previsão de retomada: Porto Alegre (1ª ), São Leopoldo (2ª), Estrela (3ª), Guaíba (12ª), Cachoeira do Sul (24ª) e Canoas (27ª) Gravataí (28).
- Com 100% da área urbana atingida pela enchente, prefeitura de Eldorado do Sul decide evacuar o município inteiro
A prefeitura de Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, decidiu evacuar o município após a enchente histórica atingir 100% da área urbana da cidade. Em entrevista à CNN, o prefeito Ernani de Freitas afirmou que o município de cerca de 40 mil habitantes enfrenta desabastecimento de água, luz, alimentação e sinal telefônico, cenário que inviabiliza a permanência da população na cidade. “É uma situação de horror. Não há uma casa que não foi tomada pela água. Não temos um comércio em condições de abrir as portas. Vamos ter que começar do zero, inclusive eu”, contou o chefe do executivo, que também teve sua casa inundada pela cheia do Rio Guaíba. Com acesso terrestre totalmente interrompido, o município conta com o apoio de aeronaves dos governos federal e estadual, além de voluntários que estão resgatando moradores em barcos e moto aquáticas. “Estou aceitando todo tipo de ajuda. Cidades que possam receber 200, 300, 500 pessoas por pelo menos 15 dias. Nós temos ainda uns 2 mil desabrigados. Preciso evacuar a cidade porque estamos sem água, sem energia e sem comida” declarou o chefe do executivo. Outro problema que município enfrenta é a falta de locais seguros para abrigar os moradores que saíram de casa. No começo da inundação, as pessoas mais afetadas foram levadas para às margens de uma rodovia, mas com o passar dos dias o número de desabrigados cresceu e parte da população foi levada de barco para cidades vizinhas, como Porto Alegre e Guaíba. “Tive que pegar essas pessoas e colocar na BR, ao relento, porque era o único lugar seguro. Até o prédio da prefeitura tá tomado pela água. Tu não consegue comprar um quilo de arroz no centro de Eldorado do Sul. É uma situação que jamais alguém no mundo pode imaginar o que estamos enfrentando”, desabafou Ernani. POR O SUL
- Governo federal envia ao Rio Grande do Sul 220 purificadores de água
Em meio à escassez de água potável e ao acesso restrito ao serviço público de abastecimento de água no Rio Grande do Sul, o governo federal entregou nesta quarta-feira (8) um total de 220 purificadores de água comprados a partir de doações. Os equipamentos chegaram em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que aterrissou em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, e devem ser distribuídos para abrigos públicos mantidos por prefeituras. Nesses espaços, estão alojadas cerca de 70 mil pessoas, número que deve aumentar ao longo dos próximos dias. Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta, um dos coordenadores da resposta do governo federal às enchentes no estado, os purificadores foram comprados pelo influenciador digital Felipe Neto, a partir de doações arrecadadas pela internet, com apoio da primeira-dama Janja da Silva. Os equipamentos foram fabricados pela empresa PW Tech, de São Paulo. "É uma tecnologia muito eficiente e de fácil manuseio. E nós trouxemos hoje 220 purificadores. Cada purificador tem a capacidade de purificar 5 mil litros de água por dia. Isso nos permitirá purificar 1,1 milhão de litros de água/dia", afirmou Pimenta em coletiva de imprensa, em Porto Alegre, para atualização de informações. "A grande utilidade do purificador é viabilizar água potável para os abrigos que não têm água potável. Boa parte dos abrigos pode ter água potável. Então, 220 purificadores, na nossa avaliação, serão suficientes para suprir a demanda por água potável nesses abrigos, que estão concentrados, na sua grande maioria, aqui na região metropolitana", acrescentou o ministro. Em postagens nas redes sociais, Felipe Neto mostrou o embarque, a chegada e a montagem dos purificadores na capital gaúcha. Os equipamentos foram levados para o Centro de Operações da Defesa Civil em Porto Alegre e, de lá, já está sendo distribuídos aos pontos finais onde serão usados. Cada purificador custou, segundo Neto, um total de R$ 22 mil, incluindo kits de manutenção e filtros. O governo também informou que o avião da FAB com os purificadores levou um novo carregamento de 25 toneladas de produtos doados, especialmente itens de higiene, de limpeza, fraldas, fraldas geriátricas, absorventes, entre outros. Com centenas de milhares de desabrigados e desalojados, a expectativa é que a demanda por alimentos, produtos de higiene e água siga em alta. POR AGÊNCIA BRASIL
- Como foi a conversa no grupo de WhatsApp dos capitães dos times sobre paralisar a Série A
A possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro virou assunto no grupo de WhatsApp dos capitães dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. A questão foi levantada pelo experiente Nenê, capitão do Juventude, que teve os jogos adiados por causa da situação crítica no Rio Grande do Sul. O grupo foi criado antes do início do Brasileirão. Nenê iniciou o debate, explicando tudo o que está acontecendo no Estado, e que entende que a competição deve ser interrompida, com o adiamento de todos os próximos jogos, e não só os confrontos que envolvem Inter, Grêmio e Juventude. Quase todos os capitães se manifestaram, prestaram solidariedade e se colocaram à disposição para ajudar. No entanto, pelo que a coluna apurou, a questão, por enquanto, não avançou ao ponto de surgir uma posição firme, com um documento oficial dos 20 capitães pedindo a suspensão total das próximas rodadas. Nesta quinta-feira (9), a conversa deverá continuar no grupo de WhatsApp. Mas, para o pedido de Nenê avançar, será preciso uma adesão maior dos demais capitães. Além disso, os principais clubes do futebol brasileiro se mostraram contrários à paralisação do Campeonato Brasileiro. De qualquer maneira, o capitão do Juventude está fazendo a sua parte, com o pontapé inicial para tentar algo importante, que é interromper a competição. POR GZH
- Com as enchentes no Rio Grande do Sul, Brasil pode precisar importar arroz e feijão, afirma Lula
Ao comentar os efeitos dos temporais que devastaram o Rio Grande do Sul no agronegócio brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (7) que o País pode precisar importar arroz e feijão para equilibrar a produção e conter o aumento dos preços. “Fiz uma reunião com o ministro [do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar] Paulo Teixeira e com o ministro [da Agricultura, Pecuária e Abastecimento] Carlos Fávaro sobre a questão do preço do arroz e do feijão, porque estavam caros. Eu disse que não era possível a gente continuar com o preço caro. Alegaram que a área plantada estava diminuindo e que havia um problema do atraso da colheita no Rio Grande do Sul”, disse Lula. “Agora, com a chuva, acho que nós atrasamos de vez a colheita no Rio Grande do Sul. Se for o caso, para equilibrar a produção, vamos ter que importar arroz, vamos ter que importar feijão, para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro um preço compatível com aquilo que ele ganha”, completou o petista. As declarações foram dadas durante o programa “Bom Dia, Presidente”, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação. POR O SUL
- Prejuízos no Rio Grande do Sul se aproximam de R$ 1 bilhão
A tragédia no Rio Grande do Sul já causou mais de R$ 967 milhões em prejuízos financeiros. Desse montante, cerca de R$ 423 milhões são de estragos relacionados à agricultura. Os dados parciais, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), são referentes ao boletim emitido às 14h de segunda-feira (6), pela iniciativa. No total, são 366 cidades listados em reconhecimento estadual e federal de Estado de Calamidade Pública. “Considerando que o foco ainda é em salvar vidas, o valor total dos danos e prejuízos irá aumentar à medida que as águas forem baixando e os gestores locais conseguirem contabilizar esses dados”, complementou a CNM, em nota. Do total de R$ 967,2 milhões em prejuízos, segundo o CNM, R$ 196,2 milhões são no setor público, R$ 664,9 milhões setor privado e R$ 106,1 milhões em prejuízos no setor habitacional. Confira os o que foi mais afetado: Principais setores privados afetados: Agricultura: R$ 423,8 milhões em prejuízos;Pecuária: R$ 83 milhões em prejuízos;Indústria: R$ 57,3 milhões em prejuízos;Comércios locais: R$ 78 milhões em prejuízos;Demais serviços: R$ 22,1 milhões. Principais setores públicos afetados: Obras de infraestrutura (pontes, estradas, calçamento, sistemas de drenagens urbanas etc.): R$ 106 milhões em prejuízos;Sistema de transporte: R$ 23,6 milhões em prejuízos;Geração e distribuição de energia elétrica: R$ 14 milhões em prejuízos;Sistema de ensino: R$ 13,4 milhões em prejuízos;Assistência médica emergencial: R$ 7 milhões em prejuízos;Abastecimento de água: R$ 4,7 milhões em prejuízos;Limpeza Urbana e remoção de escombros: R$ 2,2 milhões em prejuízos;Sistema de esgotamento sanitário: R$ 3 milhões em prejuízos; por o sul
- “Não será hora de voltar para casa”, diz governador Eduardo Leite; nova frente fria traz mais chuva e derruba as temperaturas no Rio Grande do Sul
Em coletiva de imprensa realizada no fim da tarde desta terça-feira (7) em Porto Alegre, meteorologistas do governo gaúcho alertaram para condição de mais temporais e queda nas temperaturas em todo o Estado, a partir desta quarta-feira (8). O governador Eduardo Leite disse que há “projeção de que as chuvas possam gerar novos dias de fortes inundações nessas regiões que já foram atingidas especialmente Vale do Taquari, a Serra”. “Não será a hora de voltar para casa, não será hora de estar nos lugares que foram atingidos”, disse. Conforme os especialistas, a previsão é de que as tormentas afetem todas as regiões, com descargas elétricas, granizo e ventos de até 100 km/h. São esperadas temperaturas mínimas entre 5°C e 11°C. “A condição um pouco mais expressiva ainda que a gente está prevendo é a parte da Metade Oeste do Rio Grande do Sul. Então, se a gente for traçar aí uma uma região, diríamos que seria a parte da Campanha, o Oeste, o Centro e o Noroeste do estado com relação a temporais”, afirmou a meteorologista Cátia Valente, da Sala de Situação do Rio Grande do Sul. Aumentou para 95 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço divulgado na noite desta terça pela Defesa Civil Estadual. Pelo menos 131 pessoas estão desaparecidas e 372 ficaram feridas. Mais de 200 mil pessoas encontram-se desalojadas ou desabrigadas. No total, 401 municípios do Estado registraram danos em razão dos temporais dos últimos dias. Conforme o boletim da Defesa Civil, mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas pelas cheias que assolam o RS. POR O SUL
- Aumenta para 95 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul
Aumentou para 95 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço divulgado na noite desta terça-feira (7) pela Defesa Civil Estadual. Pelo menos 131 pessoas estão desaparecidas e 372 ficaram feridas. Mais de 200 mil pessoas encontram-se desalojadas ou desabrigadas. No total, 401 municípios do Estado registraram danos em razão dos temporais dos últimos dias. Conforme o boletim da Defesa Civil, mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas pelas cheias que assolam o RS. Confira o boletim completo Municípios afetados: 401Pessoas em abrigos: 48.799Desalojados: 159.036Afetados: 1.443.950Feridos: 372Desaparecidos: 131Óbitos: 95Óbitos em investigação: 4 Relação de óbitos por cidade Bento Gonçalves (6)Boa Vista do Sul (2)Bom Princípio (1)Canela (2)Canoas (3)Capela de Santana (1)Capitão (2)Caxias do Sul (5)Cruzeiro do Sul (8)Encantado (2)Esteio (1)Farroupilha (1)General Câmara (1)Forquetinha (2)Gramado (7)Itaara (1)Lajeado (5)Montenegro (1)Pantano Grande (1)Paverama (2)Pinhal Grande (1)Porto Alegre (3)Putinga (1)Roca Sales (2)Salvador do Sul (2)Santa Cruz do Sul (2)Santa Maria (5)São João do Polêsine (1)São Leopoldo (1)São Vendelino (2)Segredo (1)Serafina Corrêa (2)Silveira Martins (1)Sinimbu (1)Sobradinho (1)Taquara (2)Três Coroas (3)Vale do Sol (1)Venâncio Aires (3)Vera Cruz (1)Veranópolis (5) Óbitos em investigação: 4Caxias do Sul (1)Pinhal Grande (1)Santa Maria (1)Três Coroas (1) Energia elétrica, água e telefonia CEEE Equatorial: 221.326 pontos sem energia elétrica (12,3% do total de clientes);RGE Sul: 233,6 mil pontos sem energia elétrica (7,6% do total de clientes);Corsan: 606.744 clientes sem abastecimento de água (21% do total);Tim: 16 municípios sem serviços de telefonia e internet;Vivo: 35 municípios sem serviços de telefonia e internet;Claro: 6 municípios sem serviços de telefonia e internet. Panorama nas escolas estaduais Dados das escolas afetadas (danificadas, servindo de abrigo, com problemas de transporte, com problema de acesso e outros):855 escolas228 municípios28 Coordenadorias Regionais de Educação (CRE)293.594 estudantes impactados421 escolas danificadas68 escolas servindo de abrigo Retomada das aulas CREs que retomaram as aulas na terça-feira (7): Uruguaiana (10ª); Osório (11ª); Erechim (15ª); Palmeira das Missões (20ª); Três Passos (21ª); São Luiz Gonzaga (32ª); São Borja (35ª) e Ijuí (36ª); Caxias do Sul (4ª), Pelotas (5ª) Santa Cruz do Sul (6ª), Passo Fundo (7ª), Santa Maria (8ª), Cruz Alta (9ª), Bagé (13ª), Santo Ângelo (14ª), Bento Gonçalves (16ª), Santa Rosa (17ª); Rio Grande (18ª); Santana do Livramento (19ª); Vacaria (23ª); Soledade (25ª) e Carazinho (39ª). CREs sem previsão de retomada: Porto Alegre (1ª ), São Leopoldo (2ª), Estrela (3ª), Guaíba (12ª), Cachoeira do Sul (24ª), Canoas (27ª) e Gravataí (28ª). Alguns municípios da região de Pelotas e de Rio Grande não tiveram aulas hoje e não terão amanhã devido à situação dos dois municípios.
- “Vamos prender todo mundo”, diz secretário da Segurança em meio a saques no Rio Grande do Sul
Além do cenário de calamidade causado pelas fortes chuvas, a população do Rio Grande do Sul enfrenta uma onda de saques em residências e estabelecimentos comerciais, assaltos e até ameaças contra socorristas. O secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, afirmou que as autoridades prenderão todas as pessoas que praticarem atos de criminalidade. “Nós vamos prender todo mundo”, garantiu em entrevista na terça-feira (7). Ele afirmou que a Brigada Militar e a Polícia Civil estão atuando para coibir tentativas de saque, crimes contra o patrimônio e eventual desordem. O governador Eduardo Leite solicitou o apoio de 400 militares da Força Nacional de Segurança. “Vamos colocar força total para a segurança pública. Manteremos a ordem no Estado. E vamos prender e dar a consequência para aqueles que usam um momento dramático para aplicar golpes ou praticar crimes. Vamos estar firmes para evitar crimes nessas condições”, disse o chefe do Executivo. O SUL
- Em decorrência das chuvas no Rio Grande do Sul, presidente do Grêmio cobra CBF por paralisação do Campeonato Brasileiro
O presidente do Grêmio, Alberto Guerra, fez fortes cobranças à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para que haja paralisação do Campeonato Brasileiro. Em contato com Ednaldo Rodrigues, comandante da CBF, Guerra exigiu a paralisação não somente dos jogos dos times gaúchos. “O Rio Grande do Sul também é Brasil”, teria dito o dirigente gremista. A exigência, que já foi levada para outros clubes do Brasil, é que toda a próxima rodada do Campeonato tenha data alterada. A alegação é que, se as enchentes fossem no sudeste, o tratamento seria diferente. O Grêmio está com atividades suspensas desde sexta-feira (03). Em Porto Alegre, a Arena foi tomada pelas águas e segue alagada desde o último fim de semana, com imagens internas do gramado circulando desde segunda-feira (06). POR O SUL
- Inter avalia possibilidade de usar o CT da base para o time principal
Com o time principal do Inter sofrendo com o alagamento no Beira-Rio, as categorias de base do clube tiveram menos danos à estrutura. O complexo tem energia elétrica e água e a direção colorada analisa o momento do retorno aos trabalhos, com possibilidade de receber o elenco principal. O CT Morada dos Quero-Queros, em Alvorada, até ficou alagado, mas logo a situação se estabilizou. Os 58 garotos que moram nos alojamentos não sofreram com o impacto da enchente. “Teve um episódio de quarta para quinta, que encheu o arroio. Os campos alagaram, mas no outro dia já baixou e não teve mais problema. Limpamos os resíduos e está secando. Temos água, energia, internet e o restaurante está funcionando”, garante o diretor de futebol Jorge Andrade. Apesar das condições, o Inter suspendeu as atividades em razão de funcionários e jogadores que moram fora do CT terem sofrido com as enchentes. Para manter a forma, os garotos realizam trabalhos de forma online. Há uma avaliação diária para saber sobre a situação do estafe e se é possível comparecer ao complexo. O time profissional está com o CT Parque Gigante e o Beira-Rio alagados. A direção colorada discute para aproveitar a estrutura de Alvorada e retomar as atividades na Morada dos Quero-Queros. O time de Eduardo Coudet tem o confronto com o Juventude pela terceira fase da Copa do Brasil previsto para esta sexta-feira (10), mas há grandes chances de um novo adiamento. por o sul
- Chuvas no RS: mortes chegam a 95; 1,4 milhão de pessoas são afetadas
As tragédias das chuvas no Rio Grande do Sul provocaram 95 mortes até agora, sendo que quatro casos estão em avaliação. O governador Eduardo Leite confirmou que 131 pessoas estão desaparecidas. Pelo menos, 401 cidades foram afetadas, o que representa 80,6% do total de 497 cidades gaúchas. Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (7), o governador classificou a situação de “catástrofe”. Além disso, 48.799 pessoas deixaram suas casas e estão em abrigos. No entanto, o governo contabiliza um total de 159.036 cidadãos na condição de desalojados. O desastre deixou, até o momento, 1,4 milhão de pessoas afetadas pelo desastre. O Rio Grande do Sul tem 10,8 milhões de habitantes, segundo o censo de 2022 do IBGE. “O tamanho da crise no Rio Grande do Sul é o que especialmente torna essa situação difícil de tratarmos. Praticamente todo o estado está atingido de alguma forma”, lamentou o governador. Ele disse que os números estão se elevando a cada dia, mas que os dados podem estar “imprecisos”. Queda de temperatura A previsão é de queda das temperaturas a partir da noite de quarta-feira (8) e quinta-feira (9) com estimativa de chuva forte na zona sul do estado. “Há uma primeira projeção de que, entre sexta-feira e domingo, nós voltemos a ter chuvas muito fortes na metade norte do estado, com incidência nos rios que já se elevaram e que já provocaram todos esses estragos”, disse o governador. O governador pede que as pessoas ainda não voltem para suas casas, pois há risco de novas enchentes. POR O SUL
- Corrente de Solidariedade: Voluntários Encerram Trabalho de Limpeza em Espumoso
Hoje, dia 7 de maio de 2024, marcou o encerramento de um esforço notável em prol da comunidade Espumosense, onde voluntários locais e de outras cidades uniram forças para restaurar a beleza e a ordem da cidade. Com o apoio de voluntários vindos de Ibirubá, XV de Novembro, Fortaleza dos Valos e Selbach, a cidade testemunhou uma onda de solidariedade sem precedentes. Desde os primeiros raios de sol até o cair da noite, esses heróis anônimos trabalharam incansavelmente para limpar ruas e residências, removendo detritos. Em meio ao suor e à dedicação, o Soldado Jonatan Palla, um dos voluntários, compartilhou uma reflexão poderosa: “Se a dor do outro não doer em mim, eu desconheço o amor.” Essa frase ressoou entre os voluntários, alimentando o espírito de solidariedade e empatia que impulsionou essa incrível demonstração de união. Embora o trabalho de limpeza possa ter chegado ao fim, o legado de solidariedade e compaixão continuará a inspirar e fortalecer esta comunidade por muitos anos. Este foi mais do que um simples esforço de limpeza; foi um testemunho poderoso do poder transformador da bondade humana e da união em tempos de adversidade. Que a luz da solidariedade continue a brilhar sobre Espumoso e além, iluminando o caminho para um futuro mais unido e compassivo para todos. por clic espumoso
- No Rio Grande do Sul, reconstrução de rodovias federais custará mais de R$ 1 bilhão
O ministro dos Transportes, Renan Filho, informou, nesta segunda-feira (06,) que só a reconstrução dos trechos das rodovias federais destruídos pelas chuvas dos últimos dias no Rio Grande do Sul deverá custar mais de R$ 1 bilhão. “O trabalho do ministério de restabelecer o funcionamento das BRs e de suas respectivas construções vai, provavelmente, ultrapassar a casa de R$ 1 bi”, disse o ministro, durante reunião entre deputados federais e estaduais gaúchos com membros da equipe do governo federal, na manhã desta segunda-feira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. De acordo com Renan Filho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai editar uma MP (medida provisória) concedendo crédito orçamentário extraordinário para destinar recursos financeiros federais ao custeio das despesas resultantes da catástrofe climática. Segundo Renan Filho, esta será a primeira vez que o Ministério dos Transportes necessitará de recursos emergenciais da União arcar com despesas não previstas no orçamento da pasta. “Como o ministério tem um orçamento robusto, quando havia um problema [emergencial] nas rodovias [federais], nós mesmos fazíamos frente as necessidades.” O ministro informou que, para este ano, a previsão era investir no Rio Grande do Sul R$ 1,7 bi de orçamento próprio. Tais recursos estão sendo aplicados em “necessidades de curto prazo”, que, segundo Renan Filho serão recompostos com a medida provisória. “Precisaremos da ajuda decisiva da bancada do estado, dos deputados e senadores”, acrescentou o ministro, referindo-se tanto à importância de emendas parlamentares que destinem recursos para as obras de restauração da infraestrutura rodoviária federal no Rio Grande do Sul, quanto à aprovação de medidas legais que acelerem a transferência do dinheiro para o Estado e flexibilizem as normas que tratam dos gastos públicos. “Mesmo tendo um volume de investimentos [recursos] considerável para o estado, não seríamos capazes de tocar todas as obras já em andamento e [simultaneamente] restabelecer o funcionamento das rodovias federais”, afirmou o ministro, garantindo que alguns trechos bloqueados de rodovias como a BR-386 e a BR-290 deverão começar a ser liberados a partir dos dias 10 ou 12, facilitando o resgate de pessoas e o abastecimento de cidades. “Esse tipo de intervenção é assistencial, para garantir o abastecimento das cidades e o resgate de pessoas. É o que estamos chamando de caminhos assistenciais”, explicou o ministro dos Transportes.
- Sobe para 85 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul; 134 pessoas estão desaparecidas
Aumentou para 85 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço divulgado na noite dessa segunda-feira (6) pela Defesa Civil Estadual. Pelos menos 134 pessoas estão desaparecidas e 339 ficaram feridas. Mais de 200 mil gaúchos estão desalojados ou desabrigados. No total, 385 municípios do Estado registraram danos em razão dos temporais dos últimos dias. Conforme o boletim da Defesa Civil, mais de 1,1 milhão de pessoas foram afetadas pelas cheias. A cada atualização, recordes de perdas humanas e materiais são superados pela pior tragédia climática já registrada desde o início do povoamento da região pelos europeus, no século de 1.600. Decreto Publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) no domingo (5), o decreto nº 57.600 reiterou a situação de calamidade pública no Rio Grande do Sul descrita em medida anterior (1° de maio). Também são listados os municípios atingidos – a lista pode ser conferida em links disponibilizados para consulta a cada atualização de boletim, três vezes ao dia. Conforme o texto, as chuvas iniciadas em 24 de abril e que prosseguem em maio continuam a superar marcas históricas. São desastres meteorológicos classificados como de “Nível 3”, status relativo a danos e prejuízos elevados, tanto no aspecto humano quanto material. A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (6), o decreto legislativo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que reconhece o estado de calamidade pública no País para atendimento às cidades atingidas pelas inundações no Rio Grande do Sul. Na prática, a intenção do governo é uma autorização do Legislativo para repassar verbas às regiões alagadas de forma sem precisar cumprir regras fiscais. A matéria segue agora para o Senado. O decreto é solicitado com base na Lei de Responsabilidade Fiscal e dispensa o cumprimento de regras fiscais. Envio de alertas A fim de ampliar as estratégias de atenuação dos efeitos de incidentes climáticos, a Defesa Civil recomenda à população o cadastro para recebimento de alertas meteorológicos. Basta enviar o número do CEP da localidade por mensagem do tipo SMS ao número 40199: uma confirmação é enviada em seguida, confirmando a adesão. Também é possível se inscrever por meio do aplicativo WhatsApp. Nesse caso, o procedimento exige o registro pelo telefone (61) 2034-4611 e o envio do texto dizendo apenas “Oi”. A interação se efetiva e o usuário pode compartilhar sua localização atual ou de qualquer outra de seu interesse para então constar na lista de destinatário dos avisos. POR O SUL
- Barragens 14 de Julho e Salto Forqueta continuam sob risco de ruptura iminente, alerta o governo gaúcho
As barragens 14 de Julho, em Cotiporã e Bento Gonçalves, e a Salto Forqueta, em São José do Herval/Putinga seguem em risco de ruptura iminente. O governo gaúcho monitora a situação das barragens no Rio Grande do Sul. Dados parciais divulgados na noite desta segunda-feira (6) apontam que seis estruturas estão em situação de emergência, apresentando risco de rompimento e já com ações de resposta em andamento. O monitoramento é realizado por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema (ONS). Barragens monitoradas pela Aneel e pelo ONS Nível de Emergência Risco de ruptura iminente, exigindo providências para preservar vidas: UHE 14 de Julho, em Cotiporã e Bento Gonçalves (situação inalterada desde o rompimento parcial há quatro dias) PCH Salto Forqueta, em São José do Herval/Putinga Nível de Alerta Quando as anomalias representam risco à segurança da barragem, exigindo providências para manutenção das condições de segurança:* Nenhuma. Nível de Atenção Quando as anomalias não comprometem a segurança da barragem no curto prazo, mas exigem monitoramento, controle ou reparo no decurso do tempo: UHE Dona Francisca, em Nova Palma (redução de nível devido a atendimento das condições previstas no Plano de Ações Emergenciais) UHE Bugres – Barragem Divisa, em Canela (redução de nível por não apresentar mais risco à barragem)* UHE Bugres – Barragem do Blang, em Canela* UHE Canastra, em Canela* UHE Monte Claro, em Bento Gonçalves/Veranópolis* UHE Castro Alves, em Nova Roma do Sul/Nova Pádua* PCH Furnas do Segredo, em Jaguari Barragens monitoradas pela Sema Nível de Emergência Barragem do Saibro, em Viamão Barragem de São Miguel, em Bento Gonçalves* Barragem Saturnino de Brito, em São Martinho da Serra* Barragem do Arroio Barracão, em Bento Gonçalves Nível de Alerta Barragem SDR, em Eldorado do Sul Capané, em Cachoeira do Sul Nível de Atenção B2 (São Jerônimo) Tupi (A), em Taquari* Samuara, em Caxias do Sul* Dal Bó, em Caxias do Sul* Filhos de Sepé, em Viamão* Guarita/João Amado, em Erval Seco* Herval, Santa Maria do Herval* Passo do Inferno, São Francisco de Paula POR O SUL
- Entrega do Imposto de Renda em cidades afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul é prorrogada para agosto
Os moradores dos municípios gaúchos afetados pelas enchentes no estado ganharão mais três meses para pagarem o Imposto de Renda. Uma portaria da Receita Federal publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União adiou, de 31 de maio para 31 de agosto, o prazo de entrega nas localidades atingidas. A portaria não prorrogou apenas o pagamento do Imposto de Renda, mas de todos os tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias, de pessoas físicas e de empresas de médio e grande porte. Além disso, a Receita suspendeu, até 31 de maio, a prática de atos processuais em processos administrativos de interesse de contribuintes domiciliados nos municípios atingidos. As medidas valerão para os moradores de 336 municípios em Estado de calamidade pública. Tributos adiados As micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais dos 336 municípios também terão o pagamento de tributos adiados em 30 dias. Os impostos referentes a fatos geradores de abril, que deveriam ser pagos até 20 de maio, passarão para 20 de junho. Os impostos sobre os fatos geradores de maio, que venceriam em 20 de junho, passarão para 22 de julho. A edição extraordinária do Diário Oficial da União também publicou uma portaria do Comitê Gestor do Simples Nacional com a prorrogação do prazo para as micro e pequenas empresas e os MEI. A Receita Federal informou que, para esses contribuintes, a prorrogação do prazo não implica direito à restituição ou compensação de quantias eventualmente já recolhidas. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha dito que o governo pretendia diferir (adiar dentro do mesmo ano) o pagamento de tributos pelas empresas das áreas afetadas pelo evento climático extremo no Rio Grande do Sul. Segundo ele, essa medida chegou a ser adotada no ano passado para empresas de áreas atingidas por desastres naturais. “No ano passado, se não estou enganado, nós mudamos datas de pagamento, fizemos uma série de providências para aliviar essa questão. É um diferimento, isso está no nosso radar. Uma espécie de renúncia temporária [de receitas]”, declarou o ministro.
- Pelo menos 3,5 mil animais ilhados pelas chuvas foram resgatados no Rio Grande do Sul
As equipes do poder público e de voluntários resgataram ao menos 3,5 mil animais ilhados pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Os dados são da Agência Brasil. Porém, o número deve ser bem maior, já que se formaram diversos grupos de voluntários para o salvamento de cães e gatos que ficaram para trás devido às enchentes que assolam o estado. Somente as equipes do poder público resgataram 3,2 mil animais até a noite desse sábado (4). A proprietária de um pet shop e de uma creche de animais em Esteio (RS), Carla Ebert, contou que recepcionou, apenas no sábado, 50 animais deixados pra trás nas enchentes. Ela relata que pessoas comuns estão resgatando os animais ilhados e levando para um abrigo cedido pela prefeitura. “É muito animal. É uma coisa absurda. A gente vai ver quando baixar a água, a gente nem está preparado para isso, devido aos que morreram. É muito triste”, lamentou Carla. “A gente se organizou como pode e as pessoas foram levando os animais”, completou. A organização não governamental (ONG) Grupo de Resposta a Animais em Desastre (Grad Brasil) informa que, apenas em um dia, realocaram cerca de 100 animais nos municípios de Esteio e São Sebastiao do Caí, na região metropolitana de Porto Alegre. “É muito animal gente, na pontinha do telhado, é muito animal preso na janela, é muito animal que está nadando incansavelmente, é muito, muito, não consigo passar um número de tantos animais que são”, informou em uma rede social Carla Sássi, coordenadora do Grad. Sássi acrescentou que a organização precisa de um barco com motor para ampliar os salvamentos, já que a correnteza é forte. “Os pedidos por resgates não param de chegar, mas muitas áreas continuam inacessíveis. Precisamos aumentar nossa equipe a campo e estamos solicitando apoio de embarcações a motor para salvar o maior número de animais possível”, afirmou, em nota, a Grad Brasil. Outra organização que tem atuado no resgate e cuidado de cães e gatos ilhados é a Campo Bom pra Cachorro, que fica no município de Campo Bom (RS), na região metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a ONG, eles regataram 80 animais em um único dia, chegando a 200 animais ao todo retirados da água pelos voluntários. A quantidade de animais resgatados foi tão grande que eles não têm mais espaço para receber novos animais e pedem a ajuda de outras pessoas nas redes sociais para que possam acolher, temporariamente, os bichinhos perdidos devido aos alagamentos. POR O SUL
- Com mais de 300 municípios afetados, sobe para 78 o número de mortes confirmadas no RS
O número de mortes provocadas pelos temporais no Rio Grande do Sul chegou a 78, segundo o balanço divulgado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul às 18h deste domingo (5). Outros 4 óbitos estavam sob investigação. Pelo menos 105 pessoas estavam desaparecidas e outras 175 ficaram feridas. No total, 341 municípios gaúchos foram afetados pelas enchentes. Mais de 190 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública. Veja os números do balanço Municípios afetados: 341 Pessoas em abrigos: 18.487 Desalojados: 115.844 Afetados: 844.673 Feridos: 175 Desaparecidos: 105 Óbitos confirmados: 78 Óbitos em investigação*: 4 *Está sendo apurado se os óbitos têm relação com os eventos meteorológicos. Municípios afetados 1. Aceguá2. Agudo3. Alegrete4. Alegria5. Alto Alegre6. Alvorada7. Amaral Ferrador8. Ametista do Sul9. André da Rocha10. Anta Gorda11. Arambaré12. Araricá13. Aratiba14. Arroio do Meio15. Arroio do Tigre16. Arroio Dos Ratos17. Arroio Grande18. Arvorezinha19. Augusto Pestana20. Áurea21. Balneário Pinhal22. Barão de Cotegipe23. Barra do Guarita24. Barra do Rio Azul25. Barra Funda26. Barros Cassal27. Benjamin Constant do Sul28. Bento Gonçalves29. Boa Vista Das Missões30. Boa Vista do Buricá31. Boa Vista do Sul32. Bom Jesus33. Bom Princípio34. Bom Retiro do Sul35. Boqueirão do Leão36. Brochier37. Butiá38. Caçapava do Sul39. Cacequi40. Cachoeira do Sul41. Cachoeirinha42. Cacique Doble43. Caiçara44. Camaquã45. Camargo46. Campina Das Missões47. Campinas do Sul48. Campo Bom49. Campos Borges50. Candelária51. Cândido Godói52. Canela53. Canoas54. Canudos do Vale55. Capão da Canoa56. Capela de Santana57. Capitão58. Carazinho59. Carlos Barbosa60. Carlos Gomes61. Caseiros62. Catuípe63. Caxias do Sul64. Centenário65. Cerro Branco66. Cerro Grande67. Cerro Grande do Sul68. Chapada69. Charqueadas70. Charrua71. Chiapetta72. Ciríaco73. Colinas74. Colorado75. Constantina76. Coqueiro Baixo77. Coronel Bicaco78. Coronel Pilar79. Cotiporã80. Crissiumal81. Cristal82. Cristal do Sul83. Cruz Alta84. Cruzaltense85. Cruzeiro do Sul86. Dezesseis de Novembro87. Dilermando de Aguiar88. Dois Irmãos Das Missões89. Dois Lajeados90. Dom Feliciano91. Dona Francisca92. Eldorado do Sul93. Encantado94. Encruzilhada do Sul95. Engenho Velho96. Entre Rios do Sul97. Erechim98. Erval Grande99. Erval Seco100. Espumoso101. Estação102. Estância Velha103. Esteio104. Estrela105. Estrela Velha106. Eugênio de Castro107. Fagundes Varela108. Farroupilha109. Faxinal do Soturno110. Faxinalzinho111. Feliz112. Flores da Cunha113. Fontoura Xavier114. Formigueiro115. Forquetinha116. Frederico Westphalen117. Garibaldi118. General Câmara119. Gentil120. Gramado121. Gramado Xavier122. Gravataí123. Guaíba124. Guaporé125. Herveiras126. Horizontina127. Ibarama128. Ibiaçá129. Ibirapuitã130. Ibirubá131. Igrejinha132. Ilópolis133. Imigrante134. Independência135. Inhacorá136. Ipê137. Ipiranga do Sul138. Iraí139. Itaara140. Itapuca141. Itati142. Itatiba do Sul143. Ivorá144. Jaboticaba145. Jacuizinho146. Jaguarão147. Jaguari148. Jari149. Jóia150. Júlio de Castilhos151. Lagoa Bonita do Sul152. Lagoa Dos Três Cantos153. Lagoa Vermelha154. Lagoão155. Lajeado156. Lajeado do Bugre157. Lavras do Sul158. Liberato Salzano159. Mampituba160. Manoel Viana161. Maquiné162. Maratá163. Marau164. Marcelino Ramos165. Mariano Moro166. Marques de Souza167. Mata168. Mato Leitão169. Maximiliano de Almeida170. Miraguaí171. Montauri172. Monte Alegre Dos Campos173. Montenegro174. Mormaço175. Mostardas176. Muçum177. Não-me-toque178. Nonoai179. Nova Alvorada180. Nova Bassano181. Nova Boa Vista182. Nova Bréscia183. Nova Esperança do Sul184. Nova Palma185. Nova Petrópolis186. Nova Prata187. Nova Ramada188. Nova Roma do Sul189. Nova Santa Rita190. Novo Cabrais191. Novo Hamburgo192. Novo Tiradentes193. Novo Xingu194. Paim Filho195. Palmeira Das Missões196. Palmitinho197. Panambi198. Pantano Grande199. Paraíso do Sul200. Pareci Novo201. Parobé202. Passa Sete203. Passo do Sobrado204. Passo Fundo205. Paulo Bento206. Paverama207. Pejuçara208. Pelotas209. Pinhal210. Pinhal Grande211. Pinheiro Machado212. Pinto Bandeira213. Piratini214. Planalto215. Poço Das Antas216. Ponte Preta217. Portão218. Porto Alegre219. Porto Lucena220. Porto Mauá221. Porto Xavier222. Pouso Novo223. Presidente Lucena224. Progresso225. Protásio Alves226. Putinga227. Quaraí228. Quevedos229. Quinze de Novembro230. Redentora231. Relvado232. Restinga Seca233. Rio Pardo234. Roca Sales235. Rodeio Bonito236. Rolante237. Ronda Alta238. Rondinha239. Rosário do Sul240. Sagrada Família241. Salto do Jacuí242. Salvador do Sul243. Santa Clara do Sul244. Santa Cruz do Sul245. Santa Margarida do Sul246. Santa Maria247. Santa Maria do Herval248. Santa Rosa249. Santa Tereza250. Santana da Boa Vista251. Santiago252. Santo Ângelo253. Santo Antônio da Patrulha254. Santo Augusto255. Santo Cristo256. São Borja257. São Domingos do Sul258. São Francisco de Assis259. São Francisco de Paula260. São Gabriel261. São Jerônimo262. São João da Urtiga263. São João do Polêsine264. São Jorge265. São José Das Missões266. São José do Herval267. São José do Inhacorá268. São José do Norte269. São José do Sul270. São Leopoldo271. São Marcos272. São Martinho da Serra273. São Miguel Das Missões274. São Paulo Das Missões275. São Pedro da Serra276. São Pedro Das Missões277. São Pedro do Butiá278. São Pedro do Sul279. São Sebastião do Caí280. São Sepé281. São Valentim282. São Valentim do Sul283. São Vendelino284. Sapiranga285. Sapucaia do Sul286. Sarandi287. Seberi288. Sede Nova289. Segredo290. Senador Salgado Filho291. Sentinela do Sul292. Serafina Corrêa293. Sério294. Sertão295. Severiano de Almeida296. Silveira Martins297. Sinimbu298. Sobradinho299. Soledade300. Tabaí301. Tapes302. Taquara303. Taquari304. Taquaruçu do Sul305. Tenente Portela306. Teutônia307. Tio Hugo308. Tiradentes do Sul309. Toropi310. Torres311. Travesseiro312. Três Arroios313. Três Coroas314. Três Forquilhas315. Três Palmeiras316. Três Passos317. Trindade do Sul318. Tucunduva319. Tunas320. Tupanci do Sul321. Tupanciretã322. Tupandi323. Ubiretama324. União da Serra325. Uruguaiana326. Vale do Sol327. Vale Real328. Vale Verde329. Vanini330. Venâncio Aires331. Vera Cruz332. Veranópolis333. Vespasiano Correa334. Viadutos335. Viamão336. Vicente Dutra337. Vila Flores338. Vila Maria339. Vista Alegre340. Vista Alegre do Prata341. Xangri-lá
- Lula garante verba para reconstrução de estradas no Rio Grande do Sul
A reconstrução das rodovias destruídas pelas enchentes no Rio Grande do Sul terá apoio do governo federal, inclusive das estradas administradas pelo estado, disse neste domingo (5) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acompanhado de uma comitiva de representantes dos Três Poderes, Lula disse que as verbas estão garantidas e prometeu reduzir a burocracia para as obras. “Eu sei que o estado tem uma situação financeira difícil, sei que tem muitas estradas com problema. Quero dizer que o governo federal através do Ministério dos Transporte vai ajudar vocês a recuperarem as estradas estaduais”, afirmou Lula em pronunciamento após sobrevoar a região metropolitana de Porto Alegre, acompanhado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; do Senado, Rodrigo Pacheco; e do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Não haverá impedimento da burocracia para que a gente recupere a grandeza deste estado”, destacou Lula, que também pediu que as autoridades públicas, de agora em diante, atuem de maneira preventiva para reduzir o impacto de eventos climáticos extremos. “É preciso que a gente pare de correr atrás da desgraça. É preciso que a gente veja com antecedência o que pode acontecer de desgraça para gente poder trabalhar”, acrescentou. Essa é a segunda viagem de Lula ao Rio Grande do Sul desde o início das enchentes. Na quinta-feira (2), o presidente foi a Santa Maria, região central do estado, acompanhar os trabalhos de resgate e socorro às vítimas. Sobrevoo em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. Foto: Ricardo Stuckert / PR O ministro da Integração Nacional, Waldez Góes, que também participou da reunião, disse que os governos federal e estadual começam a trabalhar com as prefeituras de regiões como o Vale do Taquari, para restabelecer serviços onde os rios começam a recuar. Ele, no entanto, esclareceu que a prioridade continua sendo o resgate de pessoas ilhadas Lula fez um pronunciamento após comandar uma reunião de autoridades federais com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo; e outros prefeitos gaúchos. Antes da reunião, a comitiva tinha sobrevoado a região metropolitana de Porto Alegre, onde acompanharam os estragos da subida do Lago Guaíba. Pedidos de recursos Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em Porto Alegre. Foto: Ricardo Stuckert / PR O governador gaúcho, Eduardo Leite, voltou a afirmar que o estado passa pela maior catástrofe climática da história. Leite advertiu para o risco de desabastecimento e de colapso em diversas áreas, por causa da interdição do Aeroporto Salgado Filho, dos bloqueios e destruições em rodovias e da falta de energia e água em diversas localidades. Após o resgate das vítimas, disse o governador, a preocupação será com a retomada das atividades da indústria do estado, que tem a quarta maior economia do país. “Estamos acompanhando o impacto nas cadeias produtivas, porque os animais não chegam, o frigorífico foi também atingido, colapsado. Isso atinge a vida dos trabalhadores naturalmente, mas tem uma questão de abastecimento também. Então, ações vão ter que ser empreendidas nessa área. O impacto na indústria, por insumos que não chegarão, ou as empresas que fornecem e que foram atingidas, paralisações nas plantas industrias, que vão exigir medidas econômicas”, ressaltou o governador. O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pediu a chegada rápida de recursos aos municípios para que os trabalhos de reconstrução comecem o mais rápido possível. Na própria capital do estado, destacou, faltam equipamentos para enfrentar uma tragédia climática dessa dimensão. Segundo ele, o problema é ainda mais grave no interior do estado. “Estão faltando barcos, botes e coletes na cidade. Estou falando da minha cidade, mas isso se estende para muitas dezenas de municípios e isso não pode esperar. Tem de ser hoje, tem de ser agora”, disse Melo. O prefeito ressaltou que 70% da cidade está sem água e que há escassez de diesel para os caminhões-pipa e de oxigênio para os hospitais, mas disse que, neste momento, as autoridades públicas precisam concentrar-se em salvar vidas. Até as 12h deste domingo, o Rio Grande do Sul registrava 75 mortes, 155 feridos e 103 pessoas desaparecidas. Ao todo, 781 mil moradores foram afetados pelos temporais.





































