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- Brasil goleia o Paraguai por 4 a 1 e encaminha classificação na Copa América
Em partida disputada na noite dessa sexta-feira (28) em Las Vegas (EUA) pela segunda rodada da Copa América, a Seleção Brasileira venceu o Paraguai por 4 a 1. O resultado deixa a equipe do técnico Dorival Júnior na vice-liderança do grupo D. São quatro pontos, dois a menos que a líder Colômbia, próxima adversária da Canarinho – o duelo está marcado para as 22h de terça-feira (2). Quase 47 mil torcedores no Allegiant Stadium viram de perto o Brasil abrir o placar aos 34 minutos de bola rolando, com Vinícius Júnior. Aos 42, Savinho ampliou para a equipe verde-e-amarela. Já nos acréscimos, o cronômetro marcava 49 minutos quando Vini voltou a marcar. No segundo tempo, os paraguaios descontaram com Alderete logo aos 2 minutos. Mas Lucas Paquetá decretou a goleada aos 19 minutos, de pênalti (ele havia desperdiçado uma cobrança na etapa inicial). Desfecho que eliminou virtualmente o Paraguai do torneio. A partida foi marcada, ainda, por uma expulsão. Aos 36 minutos da etapa complementar, o jogador paraguaio Cubas sofreu falta de Douglas Luiz e, com ambos caídos no chão, agrediu o colega brasileiro na coxa com a sola da chuteira. O lance foi conferido pelo árbitro de vídeo e resultou em cartão vermelho. Também houve invasão de campo no segundo tempo por uma torcedora, retirada em seguida pela segurança. O desempenho da Seleção Brasileira evitou uma desclassificação precoce na competição, após o empate em 0 a 0 com a Costa Rica na rodada anterior. Diante dos colombianos, na semana que vem, uma nova vitória deixará a Canarinho classificada em primeiro lugar no grupo para as quartas-de-final – contra adversário da chave C (composto pelo anfitrião Estados Unidos, mais Uruguai, Panamá e Bolívia). Realizada desde 1910, a Copa América está em sua 48ª edição como a maior já realizada ao longo desses 114 anos, no que se refere ao número de países participantes. São 16 equipes, procedentes das regiões Sul, Central, Caribe e Norte do continente. Ficha técnica – Paraguai: Rodrigo Morínigo; Gustavo Velázquez, Fabián Balbuena, Omar Alderete e Matías Espinoza (Néstor Gimezes); Andrés Cubas, Mathias Villasanti e Bobadilla (Caballero), Almirón (Ramón Sosa), Enciso (Kaku Romero) e Alex Arce. Técnico: Daniel Garnero. – Brasil: Alisson; Danilo, Éder Militão (Gabriel Magalhães), Marquinhos e Wendell; João Gomes, Bruno Guimarães (Douglas Luiz) e Lucas Paquetá (Andreas Pereira); Rodrygo (Endrick), Vini Jr e Savinho (Raphinha). Técnico: Dorival Júnior. – Arbitragem: Piero Maza, auxiliado por Claudio Urrutia e Miguel Rocha (trio chileno). No VAR, Juan Lara (do mesmo país).
- Ex-diretores da Americanas alvos da PF entram na lista da Interpol
Os dois ex-diretores do grupo Americanas investigados pela Operação Disclosure da Polícia Federal (PF) foram incluídos na lista de Difusão Vermelha da Interpol, a polícia internacional. Segundo a PF, os dois alvos de prisão preventiva encontram-se foragidos no exterior. Com a inclusão dos nomes, as polícias de outros países sabem que eles são procurados no Brasil e podem prendê-los, se decidirem por isso. Os ex-diretores, cujos nomes não foram divulgados pela PF, são acusados de participação em fraudes contábeis que chegam a R$ 25,3 bilhões, segundo a Polícia Federal (PF). Além dos mandados de prisão preventiva, os agentes cumprem nesta quinta-feira (27), 15 mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens e valores autorizados pela Justiça, que somam mais de R$ 500 milhões. As investigações, que contaram com a colaboração da atual diretoria do grupo Americanas, também tiveram a participação do Ministério Público Federal (MPF) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com a PF, os alvos da operação praticaram fraudes contábeis relacionadas a operações de risco sacado, que consiste numa operação na qual a varejista consegue antecipar o pagamento a fornecedores por meio de empréstimo junto aos bancos. “Também foram identificadas fraudes envolvendo contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que consistem em incentivos comerciais que geralmente são utilizados no setor, mas no presente caso eram contabilizadas VPCs que nunca existiram”, informou a PF, por meio de nota, divulgada no início da manhã. Também por meio de nota, o grupo Americanas informou que reitera sua confiança nas autoridades que investigam o caso “e reforça que foi vítima de uma fraude de resultados pela sua antiga diretoria”. De acordo com a empresa os ex-diretores manipularam, de forma intencional, os controles internos existentes. “A Americanas acredita na Justiça e aguarda a conclusão das investigações para responsabilizar judicialmente todos os envolvidos”. Agência Brasil
- Beto Carrero World fecha área zoológica após 32 anos
O Parque Beto Carrero World, um dos mais renomados parques temáticos do Brasil, anunciou o fechamento definitivo de sua área zoológica, o Mundo Animal, que operava há 32 anos. A decisão, que passa a vigorar a partir desta quinta-feira (27), foi comunicada através das redes sociais do parque, marcando o fim de uma era para a atração. Em uma mensagem emotiva, o parque expressou seu respeito e carinho pelos animais, destacando que a área foi uma das mais icônicas e queridas pelo público. “Nos despedimos do Mundo Animal, um espaço que nasceu do amor que Beto Carrero tinha pelos animais”, afirmou o parque no anúncio. Alex Murad, Presidente do Conselho Administrativo do Beto Carrero World, explicou que a decisão de fechar o zoológico surgiu de uma reflexão sobre a necessidade de proporcionar um ambiente mais natural para os animais. “As gerações mudam e hoje reconhecemos que é mais valioso acolher animais que nos visitam espontaneamente, como capivaras e pássaros migratórios, do que manter espécies selvagens em cativeiro”, comentou Murad. O parque reiterou seu compromisso com o bem-estar animal, enfatizando que o amor e cuidado pelos animais sempre farão parte da essência e história do local. A transição inclui a transferência cuidadosa das últimas espécies residentes para novos habitats, onde poderão viver de maneira mais adequada. Com o encerramento do Mundo Animal, o Beto Carrero World reafirma seu apoio a instituições sérias e comprometidas com a conservação ambiental e o tratamento ético dos animais. A mudança reflete uma nova fase na relação do parque com o meio ambiente e as espécies que o habitam, buscando um futuro mais sustentável e respeitoso. Jornal Razão
- Lançado um novo programa de benefícios para fomentar o turismo no Rio Grande do Sul
Foi lançado, em Gramado, um novo programa de benefícios para fomentar o turismo no Rio Grande do Sul após as enchentes e chuvas do mês de maio. As tragédias climáticas praticamente zeraram o movimento de turistas por todo o mês de maio e a intenção da iniciativa é incentivar a retomada com benefícios e descontos impactantes e exclusivos. O programa, nomeado de TurisPass, passa a oferecer experiências exclusivas, ingressos cortesias, brindes e descontos de até 70% em atrativos e restaurantes da Serra Gaúcha e também em Porto Alegre. Já são mais de 70 empresas parceiras contemplando as cidades de Porto Alegre, Nova Petrópolis, Gramado, Canela, Bento Gonçalves e Carlos Barbosa. Além dos descontos, os clientes TurisPass terão atendimento exclusivo do serviço de concierge especialista no destino Serra Gaúcha, para formatação da viagem conforme o perfil e interesse, agendamento de atrações, reservas em restaurantes, dicas da região, etc. O TurisPass já está sendo vendido em agências e operadoras parceiras de todo país pelo valor de R$ 49,00. Os descontos somados podem chegar a mais de mil reais por pessoa em atrativos selecionados. “O objetivo principal do projeto é conectar clientes aos atrativos turísticos e movimentar estes empreendimentos impulsionando a retomada da cadeia turística como um todo neste momento que é tão delicado para o setor no Rio Grande do Sul”, destacou Samuel Kist, gerente comercial da Turistur, principal receptivo de Turismo da Serra Gaúcha. O programa oferece desde ingressos cem por cento gratuitos como para o Salão Super Carros, passando por brindes exclusivos, a exemplo da Vinícola Jolimont, que, oferece uma garrafa de vinho aos clientes que adquiriram o ingresso através do Programa, até os mais variados descontos, como no ingresso para o Museu de Cera onde o cliente recebe 70% de desconto no valor da entrada ao atrativo. A operadora oferta ainda produtos exclusivos como experiências no Castelo Saint Andrews em Gramado, passeios em vinícolas selecionadas da Serra Gaúcha com acompanhamento de Sommelier, piquenique romântico, café da manhã em hotéis, sequência de fondue com transporte de limousine e outras opções.
- 15% dos micro e pequenos negócios gaúchos podem levar até um ano para o retorno à normalidade
Uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revela que 15% dos protagonistas do segmento no Rio Grande do Sul estimam uma demora de até um ano que seus negócios retomem a normalidade – ou seja, aos níveis anteriores às enchentes de maio. O levantamento contou com a parceria da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Já para 30%, esse prazo é projetado em quatro a seis meses. Outros 28,4% dos entrevistados calculam um a três meses. O questionário foi respondido por empreendedores de diversos municípios gaúchos. Na lista aparecem Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Gramado, Encantado, Lajeado, Arroio do Meio, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Novo Hamburgo, Esteio, Roca Sales, Eldorado do Sul, Rio Grande, Estrela, Cachoeirinha, Muçum e Cruzeiro do Sul. Dentre os negócios pesquisados pelo Sebrae-RS, 36,25% são microempresas, ao passo que 27,12% constam como microempreendedores individuais. O restante é composto por 22,3% enquadrados como empresas de pequeno porte, 9,41% como médias empresas, 3,58% como produtores rurais e 1,35% como grandes empresas. O estudo também revela que aproximadamente 600 mil micro e pequenas empresas dos mais variados segmentos foram afetadas direta ou indiretamente em todo o Rio Grande do Sul pelas inundações que atingiram grande parte dos mapa gaúcha, principalmente na Serra, Vale do Taquari e Região Metropolitana da Capital. “Somente na capital gaúcha, quase 46 mil empresas de todos os portes foram afetadas pelos alagamentos”, exemplifica a entidade. De uma forma ou de outra, quase 90% das cidades gaúchas foram atingidas, estatística evidenciada pelos Decretos de Calamidade Pública. Muitas enfrentaram um colapso estrutural e social, o que exige um esforço de grandes proporções para se reerguer – o que inclui a busca por recursos materiais e financeiros. Formulário O Sebrae-RS se uniu à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) para uma mobilização denominada “Ação de Apadrinhamento”. A ideia é fazer com que cidades gaúchas (e de outros Estados) não afetadas pelas enchentes aquelas que não tiveram a mesma sorte. A primeira etapa é o levantamento das necessidades das cidades afetadas e a coordenação do apoio de outras localidades. Para isso, é disponibilizado um formulário (o link está no site sebraers.com.br)para facilitar a conexão entre oferta e demanda. Após a coleta das informações, os municípios receberão contato para mais orientações. “Essa iniciativa tem caráter extremamente humanitário de parceria e colaboração, que é o que mais precisamos neste momento tão difícil. Estamos juntos pela reconstrução da nossa economia, do nosso estado, para que possamos dar a volta por cima e retomar nosso protagonismo”, salienta Luciano Orsi, prefeito de Campo Bom e presidente da Famurs. Presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae-RS, Luiz Carlos Bohn corrobora: “A situação no RS é extremamente grave. E como a vida e os negócios acontecem nos municípios, precisaremos reconstruí-los rapidamente para que se tenha condições mínimas a um ambiente de negócios. Pontes, ligações viárias, telecomunicações, tudo isso é essencial para o comércio de produtos e serviços. Essa iniciativa pode ajudar a acelerar o processo”,
- Grêmio empata com o Atlético-GO e segue na zona de rebaixamento do Brasileirão
Jogando fora de casa na noite dessa quarta-feira (26), o Grêmio quebrou uma sequência de 6 derrotas consecutivas ao empatar em 1 a 1 com o Atlético-GO pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado manteve o Tricolor na zona de rebaixamento, na 19ª colocação, com 7 pontos. No domingo (30), os comandados de Renato Portaluppi recebem o Fluminense em Caxias do Sul. O Grêmio mandará cinco jogos seguidos na Serra gaúcha, pelo Brasileirão e Copa do Brasil. Além do Flu, a equipe receberá Palmeiras, Cruzeiro e Operário. A Arena ainda não tem prazo para reabertura. Jogo Foram os donos da casa que tomaram a iniciativa no jogo e, no primeiro minuto, chegaram ao campo de ataque, mas sem perigo para Marchesín. Aos seis minutos, foi a vez do Grêmio atacar com passe de Galdino para Pavón, que chutou para fora. Na sequência, Marchesín fez um lançamento para o ponta, o chute sai torto, mas encontrou Galdino que conseguiu o escanteio. Na batida, Reinaldo colocou a bola na área, mas a defesa desviou. Os próximos minutos foram lá e cá. Romão chutou nas mãos de Marchesín e JP Galvão dominou, cortou para dentro, mas o zagueiro adversário chegou na cobertura. Aos 23, João Pedro chutou forte, mas a bola foi para fora. As primeiras alterações ocorreram ainda na primeira etapa. O técnico Renato Portaluppi tirou de campo Galdino e Pavón e promoveu as entradas de Nathan Fernandes e Gustavo Nunes, respectivamente. Com as trocas, o Atlético Goianiense diminuiu o volume de ataques, mas teve chances com Luiz Henrique. Já o Tricolor chegou no ataque com Gustavo Nunes, aos 38, e JP Galvão, aos 42. Com quatro minutos de acréscimo, o placar permaneceu zerado na primeira etapa. O Tricolor retornou para o segundo tempo sem alterações e com mais volume de jogo. Com menos de um minuto, Nathan Fernandes chegou pela direita, mas o chute desviou e ficou nas mãos de Ronaldo. O atacante insistiu pelo mesmo lado, mas a bola foi direto para fora. No lance seguinte, o Grêmio manteve a pressão e chegou com perigo com chute de Cristaldo para fora, mas Ronaldo espalmou. Na sequência, o goleiro adversário novamente impediu que Cristaldo abrisse o placar após cobrança de falta. Aos 17, mais um embate entre o camisa 10 e o arqueiro, com Ronaldo novamente espalmando a bola para escanteio. Cerca de dez minutos depois, os adversários abriram o placar com Luiz Felipe, após jogada ensaiada. Em busca do gol, Renato Portaluppi realizou mais duas trocas. Edenílson e Du Queiroz entraram nos lugares de Pepê e Gustavo Martins, respectivamente. Com as alterações, o Grêmio manteve a pressão e conseguiu empatar aos 36. Cristaldo cobrou escanteio curto e a bola ficou com Reinaldo. O lateral chutou forte para o gol de Ronaldo e balançou as redes para o Tricolor. Após o gol, mais uma troca quando JP Galvão deu lugar a Rodrigo Ely. O zagueiro, no primeiro lance em campo, é acionado na área de ataque, mas a bola vai para fora. O Tricolor manteve a pressão até o final da partida e, com cinco minutos de acréscimos, o placar seguiu empatado. Ficha técnica — Atlético-GO: Ronaldo, Maguinho (Bruno Tubarão), Luiz Felipe, Adriano Martins, Guilherme Romão (Rodallega), Lucas Kal, Baralhas, Rhaldney (Alejo Cruz e Max), Shaylon, Luiz Fernando, Emiliano Rodríguez (Derek) Técnico: Anderson Gomes. — Grêmio: Marchesín, João Pedro, Gustavo Martins (Du Queiroz), Kannemann, Reinaldo, Dodi, Pepê (Edenílson), Cristaldo, Pavón (Gustavo Nunes), João Pedro Galvão (Rodrigo Ely), Everton Galdino (Nathan Fernandes). Técnico: Renato Portaluppi. — Arbitragem: Bruno Arleu de Araújo (Fifa-RJ), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Carlos Henrique Alves (RJ). VAR: Rafael Traci (SC).
- Inter perde para o Atlético-MG por 2 a 1 no Campeonato Brasileiro
Jogando na noite dessa quarta-feira (26) no estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC), o Inter perdeu de 2 a 1 para o Atlético-MG, em duelo válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado deixa o Colorado na 8ª posição na tabela, com 17 pontos. No próximo domingo (30), às 18h30min, a equipe gaúcha enfrentará o Criciúma na casa do adversário. Os gols do alvinegro foram marcados por Cadu, aos 7 minutos do 1º tempo, e Rômulo, aos 52 minutos do 2º tempo; e os do Inter por Alan Patrick, aos 21 minutos do 2º tempo. Com muitos desfalques, o Atlético mudou mais de uma vez o posicionamento de alguns jogadores. A principal novidade dessa vez foi a presença constante de Scarpa ou Cadu na linha de defesa quando o time não tinha a bola. Os primeiros minutos foram de muito estudo de ambas as partes. Como equipes que gostam de ter a posse de bola, Inter e Galo buscavam os espaços para atacar o adversário. O Colorado não conseguia encontrar alternativas no último terço do campo e o alvinegro apresentava problemas na saída de bola. Com o jogo travado, era o Colorado quem mais tinha a bola, mas sem levar perigo. Depois deste jogo, em confrontos diretos, o colorado venceu cinco e o Atlético, oito. No total foram três empates. O resultado confirma a prevalência do Galo. O Inter chegou ao duelo motivado pela vitória por 1 a 0 no Grenal 442. O time tem a melhor defesa do Brasileirão, com apenas sete gols sofridos, está na 8ª posição e com 17 pontos O Atlético-MG veio de um empate em 1 a 1 com o Fortaleza no fim de semana na Arena MRV. O time não vencia há quatro rodadas no Brasileirão. O time também ficou com 17 pontos e é o 9º colocado na tabela do Brasileirão. Ficha técnica – Inter: Fabrício; Hugo Mallo, Vitão, Robert Renan e Renê; Rômulo (Aránguiz, aos 32’ do 2ºT), Thiago Maia, Bruno Henrique (Lucas Alario, aos 16’ do 2ºT) e Alan Patrick; Wanderson (Gustavo Prado, aos 42′ do 2ºT) e Wesley (Hyoran, aos 42′ do 2ºT). Técnico: Eduardo Coudet. – Atlético: Matheus Mendes; Mariano, Igor Rabello e Bruno Fuchs; Battaglia, Zaracho (Paulo Vitor, aos 23’ do 1ºT), Palacios (Pedrinho, aos 29’ do 2ºT) e Gustavo Scarpa; Cadu (Rômulo, aos 33’ do 2ºT), Paulinho e Hulk. Técnico: Gabriel Milito. – Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP). Assistentes: Daniel Luis Marques (SP) e Evandro de Melo Lima (SP).
- Aumenta para 24 o número de mortes por leptospirose em razão das enchentes de maio no Rio Grande do Sul
Aumentou para 24 o número de mortes por leptospirose relacionadas às enchentes de maio no Rio Grande do Sul. De acordo com informe epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (26) pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), as duas novas vítimas eram residentes dos municípios de Alvorada e Capela de Santana. Outros cinco óbitos estão sob investigação. Desde o início da catástrofe, já foram notificadas 6.115 suspeitas da doença, das quais 478 (7,8%) receberam teste positivo. As novas mortes são de dois homens de 27 anos. Ambos tiveram histórico de exposição às águas de inundação. Os casos fatais registrados até o momento ocorreram em Porto Alegre (4), Novo Hamburgo (2), Alvorada (2), Alecrim, Capela de Santana, Charqueadas, Rio Grande, Pelotas, Venâncio Aires, Três Coroas, Travesseiro, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Igrejinha, Guaíba, Encantado, Canoas, Cachoeirinha e Viamão. Doença bacteriana infecciosa aguda, a leptospirose é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados, em contato com a pele e mucosas. A bactéria pode estar presente na água contaminada ou lama, e os alagamentos aumentam a chance de infecção entre a população exposta. A água em regiões alagadas pode se misturar com o esgoto. Os sintomas surgem normalmente de cinco a 14 dias após a contaminação, podendo chegar a 30 dias. Os principais são febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial na panturrilha) e calafrios. A orientação à população é procurar um serviço de saúde logo nas primeiras manifestações. Nos municípios sem serviços de saúde disponíveis, as pessoas devem procurar qualquer profissional de saúde em abrigos, albergues ou ginásios. O governo gaúcho alerta para outros sintomas a serem observados pelos profissionais de saúde, como tosse, sensação de falta de ar ou respiração acelerada, alterações urinárias, vômitos frequentes, icterícia, escarros com presença de sangue, arritmias, alterações no nível de consciência. A doença apresenta elevada incidência em determinadas áreas, além do risco de letalidade, que pode chegar a 40% nos casos mais graves. O cidadão deve evitar andar, nadar e tomar banho com água de enchentes. Caso seja inevitável o contato com a água, lama das cheias e esgoto, que podem estar contaminados, a pessoa deve usar luvas, botas de borracha ou sapatos impermeáveis. Se não houver disponibilidade desses itens, usar sacos plásticos duplos sobre os calçados e as mãos. Ninguém deve ingerir água ou alimentos que possam ter sido infectados pelas águas das cheias. Se houver cortes ou arranhões na pele, as pessoas devem evitar o contato com a água contaminada e usar bandagens nos ferimentos. Se tiver contato com a água ou lama e apresentar sintomas como dores de cabeça e muscular, febre, náuseas e falta de apetite, deve procurar uma unidade de saúde. Os suspeitos com sintomas compatíveis com leptospirose e que vieram de áreas sob inundação devem iniciar tratamento medicamentoso imediato e ter amostra coletada – a partir do 7º dia do início dos sintomas. O material deve ser encaminhado exclusivamente ao Laboratório Central do Estado.
- Mega-Sena pode pagar R$ 100 milhões nesta quinta-feira
O concurso 2.742 da Mega-Sena pode pagar R$ 100 milhões nesta quinta-feira (27), segundo a Caixa Econômica Federal. O sorteio ocorre às 20h, em São Paulo. As apostas podem ser feitas até as 19h nas agências lotéricas ou pela internet. O bilhete mínimo, com seis números, custa R$ 5. Se um apostador faturar o prêmio principal sozinho e aplicar o dinheiro na poupança, receberá cerca de R$ 600 mil em rendimentos apenas no primeiro mês. O último concurso da Mega-Sena, realizado na terça-feira (25), não teve ganhador. Os números sorteados foram: 01, 33, 35, 39, 42 e 56.
- Número de pessoas em abrigos no Rio Grande do Sul cai 89% desde o pico das enchentes
O número de pessoas em abrigos no Rio Grande do Sul caiu 89% desde o pico das enchentes no Estado, quando havia 81,2 mil pessoas em espaços comunitários. A região, atingida por chuvas e inundações, registrou 8,8 mil pessoas desabrigadas no último balanço da Defesa Civil estadual, realizado nesta terça-feira (25). Em nota, o Ministério da Saúde informou que, atualmente, cerca de 200 abrigos ainda estão ativos em 53 municípios gaúchos. “Em cooperação com a secretaria estadual e gestores municipais, foram coordenadas ações de cuidado à população nos abrigos, atendimento em saúde mental e acesso a medicamentos.” “Além disso, são oferecidas orientações essenciais para garantir um retorno seguro às casas, incluindo cuidados durante as limpezas e a higienização, assim como o descarte adequado de alimentos”, completou a pasta. Leptospirose O ministério destacou que continua monitorando casos suspeitos de leptospirose no Rio Grande do Sul e reforçou a importância de buscar atendimento médico assim que surgirem os primeiros sinais da doença. Até o momento, foram registrados 417 casos de leptospirose no estado desde o início das enchentes. Balanço A pasta informou já ter distribuído mais de 6,5 mil doses de vacina contra a hepatite A, 23 mil contra a raiva humana e 134,5 mil contra a covid-19, além das doses de rotina. Também foram entregues 8 milhões de itens médicos, incluindo insulina, produtos para a saúde da mulher, 138 tipos de medicamentos de alto custo e classificados como estratégicos, 86,3 mil ampolas para intubação orotraqueal, 600 doses de imunoglobulina, 80,7 mil testes e insumos laboratoriais e 1.140 frascos de diversos soros. “O ministério também mantém quatro hospitais de campanha em operação no estado, que registram mais de 18,3 mil atendimentos, e continua a mobilizar voluntários da Força Nacional para garantir cuidados de saúde à população afetada”, destaca a nota.
- FAMÍLIA STARA: EUCLÉSIO DA SILVA, 45 ANOS DE UMA TRAJETÓRIA DE INSPIRAÇÃO E COMPROMETIMENTO
Euclésio da Silva, o popular Sombra, como é carinhosamente chamado pelos amigos e colegas, é um exemplo de dedicação. Com uma presença cativante e sempre com um sorriso no rosto, Euclésio, inspira a todos com a sua positividade e carisma.Natural de Carazinho/RS, Sombra sempre carregou consigo o respeito, a humildade e a coragem, como base para construir os seus sonhos. E foi com essa essência que ele iniciou sua jornada na Stara. “Em 1979, com 17 anos, eu recebi a oportunidade de integrar o time da Família Stara, como carregador de peças de torno. Eu sempre fui muito curioso e tinha vontade de aprender, então eu costumava acompanhar todos os procedimentos realizados pelo torneiro para entender o processo, por isso, me apelidaram de Sombra”,relembra Euclésio. Com seu jeito simples de ser, logo foi conquistando seu espaço e ganhando ainda mais a confiança dos seus colegas. E assim segue há 45 anos, encantando e inspirando todos a sua volta.A história de Sombra com a Stara representa evolução constante e positividade, princípios fundamentais da empresa. Sombra precisou se reinventar a cadanova oportunidade e, claro, como um bom sonhador, não deixou de abraçar e viver cada experiência dessa caminhada. Em 1986, quando o Sr. Gilson Trennepohl, na época diretor comercial da Stara, fez a proposta para ele ser demonstrador na filial de Uberlândia/ MG, não pensou duas vezes. “Meu sonho era conhecer o mundo e esse foi o pontapé inicial. Realizei demonstrações em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Maranhão, entre outros estados. Encarei algumas dificuldades, como muitas estradas de chão batido por onde viajei e a saudade de casa. Mas a construção dessa história me orgulha”, conta Sombra.Ele ainda complementa: “além de ter conhecido várias regiões do Brasil, eu também tive a oportunidade de visitar a Argentina, Uruguai, Bolívia, Alemanha e Espanha. É por isso que a Stara representa para mim a realização de sonhos pessoais e profissionais. O que construí é graças ao meu trabalho e dedicação juntamente com aminha família”.De Uberlândia, Sombra foi morar em Dourados/MS. Em 1990, retornou para Não-Me-Toque/RS, casou-se e em 1994 mudou-se com a família para trabalhar pela Stara em Patos de Minas/MG, onde permaneceu até quase o final da década de 90. Depois, voltou novamente para Não-Me-Toque e assumiu a organização da participação da Stara em feiras e outros eventos.Hoje, com 45 anos de empresa, Sombra faz parte do time de Marketing e segue contribuindo com o desenvolvimento dessa história. “Me sinto muito feliz em estar aquie saber que fiz parte dessa trajetória de forma positiva. Vivi muitas experiências, entre boas e ruins, e aprendi com cada uma delas. Além disso, construí fortes laços de amizades, conquistei bens materiais, viagens e, principalmente, criei memórias com pessoas incríveis, que levarei para a vida toda”.Prova disso, é o forte laço de amizade que Sombra construiu com o Sr. Gilson, sócio proprietário da Stara. “Sempre existiu uma relação de confiança entre ele eeu. Eu sempre o respeitei fora da empresa como amigo e dentro da empresa como patrão. Nunca misturei as coisas e acho que isso só fortaleceu nossa amizade e confiança”, ressalta Sombra. Sr. Gilson Trennepohl, sócio proprietário da Stara, relata com emoção sobre essa grande amizade. “Quando eu vim para Não-Me-Toque, nos anos 80, o Sombra já jogavafutebol no time da cidade e a gente disputou algumas partidas, ele era uma pessoa espetacular e desde então fiquei com essa imagem dele. Quando eu vim para aStara, ele já trabalhava aqui e aos poucos fui o conhecendo mais. Sempre admirava sua responsabilidade com qualquer tarefa que ele recebia, fazia da melhor forma possível, com o menor custo e rapidez. Por isso que, na época que fui diretor comercial, convidei-o para ser demonstrador, pois via muito potencial no seu trabalho. Desde então, criamos uma amizade muito especial. Eu não tenho irmão, mas considero o Sombra como sefosse um. O Sombra é uma pessoa amiga dos amigos, parceiro dos parceiros, é família, escuta com atenção, analisa as possiblidades e não para. O resultado disso é que ele é visto como um companheiro, um exemplo para os colegas”, destaca ele. O legado de dedicação e comprometimento Euclésio construiu uma linda jornada em sua vida, sempre contribuindo e encantando pessoas por onde passa. Como forma de reconhecimento a isso, em março de 2024, Euclésio recebeu uma homenagem do Grupo Ceres de Comunicação, emissora de rádio da cidade de Não-Me-Toque/RS, através do projeto “A Saga”, que possui como objetivo valorizar a trajetória de personalidades que marcaram a região.Com grande emoção e gratidão Sombra se expressa: “me sinto muito feliz em ser homenageado e saber que contribuí de forma positiva. Afinal, o que fica são as boas memórias e as boas ações que construímos. Sempre tive como valores o respeito, a humildade e o comprometimento, e busco passar isso para quem está ao meu redor. Minha família é a base de tudo, por eles eu sigo buscando sempre uma versão melhor”.Sombra finaliza deixando um conselho para aqueles que estão iniciando sua trajetória: “busquem por conhecimento constante, valorizem a família, façam bons amigos e, principalmente, façam aquilo que faz o seu coração vibrar. Fazer o que se gosta égratificante e possibilita crescimento. Eu agradeço à Stara por todos os momentos e me sinto feliz em dizer que faço parte dessa família, afinal, nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”.
- Junho Verde apresenta aos alunos peça teatral e exposição de fotos
Transmitir uma uma mensagem de superação, amizade e respeito ao Meio Ambiente. Esta é a proposta da peça teatral “Meu Futuro é agora” apresentada aos alunos da Rede Municipal de Ensino. As apresentações ocorrem ao longo da quarta-feira, no ginásio Nenão, onde os alunos da pré-escola até o quarto ano, de forma lúdica vão aprender lições importantes sobre preservação, descarte de lixo que quando não feito adequadamente tem diversas consequências, entre elas a proliferação da dengue. Além do espetáculo infantil, o local ainda recebe a exposição fotográfica “ O Olhar do aluno sobre o Meio Ambiente”. A proposta desenvolvida com alunos do 9º ano é mostrar pelas lentes dos alunos a natureza, cuidados e preservação. A programação do Junho Verde também contemplou outras ações como entrega de adesivos, visitação a empresa Stara e plantio de mudas. O espetáculo e exposição foram prestigiados pelo Prefeito Municipal, Gilson dos Santos, Presidente da Câmara de Vereadores, Vanise Fritzen da Silva, Secretária de Educação, Joselaine Dillenburg, Vereadora Marina Trennepohl Crestani, idealizadora do projeto Junho Verde e o Vereador Cristiano Lima.
- Diretoria global da UPL visita a Cotrijal
Diretores globais da UPL estiveram na Cotrijal na tarde de 25 de junho. O grupo, liderado pelo CEO Global Mike Frank, veio em busca de informações sobre a produção de grãos gaúcha, que vem sofrendo o impacto do clima nas últimas safras. Segundo Frank, a intenção da visita a alguns clientes da empresa no Rio Grande do Sul foi conferir de perto as perdas ocasionadas pelas enchentes deste ano e pela seca nas safras anteriores e também conversar sobre desafios logísticos. “Durante três semanas o único assunto da mídia europeia era o impacto das enchentes e por isso entendemos importante essa visita para entender a situação, trazer solidariedade e aproveitar para falar sobre a busca por melhores estratégias para os desafios climáticos e também logísticos”, explicou o dirigente. Os produtores rurais gaúchos viveram dois anos consecutivos de falta de chuvas, nas safras 21/22 e 22/23, e em maio de 2024 parte do Estado foi atingida pelas enchentes, que geraram grandes perdas nas lavouras. “Estamos buscando auxílio dos governos, via entidades representativas, para recuperação das áreas atingidas pelas chuvas neste ano e também a sustentabilidade econômica dos produtores, em função das consecutivas frustrações de safra”, explicou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica. Além de Frank, participaram da reunião, pela UPL: Sanjay Singh – diretor Global de RH; Rogério Castro – CEO da UPL no Brasil; Dante Matsufujy – chefe Operacional Customer Service; Robison Serafim – CMO da UPL no Brasil; Leandro Sauthier – diretor Comercial da Unidade de Negócios Sul; Raj K. Tiwari – chefe Global de Operações e Manufatura; Christian Kramer – gerente Regional; Diego Strack – RTV gestor de conta. Da Cotrijal, participaram também: Jairo Marcos Kohlrausch – superintendente Comercial; Gelson Melo de Lima – superintendente de Produção Vegetal; Diego Wasmuth – gerente Comercial Insumos; Alexandre Doneda – gerente de Produção Vegetal. Mariliane Elisa Cassel Jornalista e assessora de imprensa da Cotrijal
- Lula descarta desvinculação de aposentadoria do salário mínimo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou, nesta quarta-feira (26), a desvinculação do piso das aposentadorias do salário mínimo.Em entrevista ao Portal Uol, o presidente afirmou também que não vai mexer na política de valorização do salário mínimo. “Eu não considero isso gasto”, disse Lula sobre o aumento dos salários. “A palavra salário mínimo é o mínimo do mínimo que uma pessoa precisa para sobreviver. Se eu acho que eu vou resolver o problema da economia brasileira apertando o mínimo do mínimo, eu estou desgraçado, eu não vou para o céu, eu ficaria no purgatório”, argumentou o presidente na entrevista. “Preciso garantir que todas as pessoas tenham condições de viver dignamente. Por isso, nós temos que tentar repartir o pão de cada dia em igualdade de condições. Você acha que eu quero que empresário dê prejuízo? Eu não sou doido! Porque, se ele der prejuízo, eu vou perder meu emprego. Eu quero que o empresário tenha lucro, mas eu quero que ele tenha a cabeça, como teve o Henry Ford, quando disse: ‘eu quero que meus trabalhadores ganhem bem para eles poderem comprar os produtos que eles fabricam’. Se essa filosofia predominasse na cabeça de todo mundo, este país estava maravilhoso”, acrescentou Lula. Henry Ford (1863-1947) foi um empresário norte-americano, fundador da companhia automobilística Ford. Em audiência pública no Congresso Nacional, neste mês, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que o governo está revisando os gastos e que a discussão está sendo feita apenas internamente. A equipe econômica estuda a possibilidade de “modernizar” as vinculações de benefícios trabalhistas e previdenciários, não relacionados à aposentadoria, como o benefício de prestação continuada (BPC), o abono salarial e o seguro-desemprego. Durante a entrevista desta quarta-feira (26), Lula também afirmou que a política de valorização do salário mínimo será mantida enquanto for presidente da República. Para ele, esta é a forma de distribuir a riqueza do país. A política prevê reajuste anual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos no país) de dois anos antes. Caso o PIB não tenha crescimento real, o valor a ser reajustado leva em conta apenas o INPC. “Você tem sempre que colocar a reposição inflacionária para manter o poder aquisitivo, e nós damos uma média do crescimento do PIB dos últimos dois anos. O crescimento do PIB é exatamente para isso. O crescimento do PIB é para você distribuir entre os 213 milhões de brasileiros, e eu não posso penalizar a pessoa que ganha menos”, afirmou Lula. Taxação de compras O presidente também comentou sobre a taxação federal de remessas de até US$ 50 (cerca de R$ 250), vindas do exterior. Lula defende equilíbrio de tratamento na cobrança de impostos da população, argumentando que pessoas em viagem ao exterior também têm isenção de cobranças. “Nós temos um setor da sociedade brasileira que pode viajar uma vez por mês para o exterior e pode comprar até US$ 2 mil sem pagar imposto, pode chegar no free shop [loja livre de impostos] comprar US$ 1 mil e pode comprar US$ 1 mil no país e não paga imposto. Está tudo normal, é maravilhoso. Eu fiz isso para quem? Para ajudar a classe média, a classe média alta. Agora, quando chega a tua filha, minha filha, minha esposa, que vai comprar US$ 50 [em lojas on-line no exterior] eu vou taxar os US$ 50? Não é irracional? Não é uma coisa contraditória?”, questionou Lula. Neste mês, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que taxa as compras internacionais de até US$ 50, que agora está na mesa do presidente Lula para sanção. Em declaração recente, Lula disse que “a tendência é vetar” essa taxação. Atualmente, por meio do programa Remessa Conforme, as compras do exterior abaixo de US$ 50 são isentas de impostos federais e taxadas somente pelo Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com alíquota de 17%, arrecadado pelos estados. O imposto de importação federal, de 60%, incide apenas em remessas provenientes do exterior acima de US$ 50. A lista das empresas que já aderiram ao Remessa Conforme, que inclui Amazon, Shein e Shoppe, pode ser conferida na página da Receita Federal na internet. Pelo texto aprovado pelos parlamentares, será cobrada uma taxa de 20% sobre as compras realizadas no exterior de até US$ 50. De US$ 50 a US$ 3 mil (cerca de R$ 15 mil), o imposto será de 60%, com desconto de US$ 20 sobre o tributo a pagar.
- Tentativa de golpe na Bolívia: especialistas explicam crise no país
Tanques e soldados do Exército invadem a entrada do palácio presidencial em La Paz, na Bolívia. Roteiro e imagens lembram as décadas de 1960 e 1970, quando ditaduras militares se espalharam pela América do Sul. Mas a cena ocorreu nesta quarta-feira (26) no país sul-americano. Acontecimento surpreendente ou desfecho para um governo em crise? Especialistas em Relações Internacionais explicaram à Agência Brasil o cenário que levou à tentativa fracassada de golpe na Bolívia. Ato isolado Em primeiro lugar, existe um entendimento comum de que o episódio desta quarta-feira (26) foi muito mais um ato isolado do general Juan José Zúñiga do que um movimento bem planejado, com apoio de diferentes forças sociais. O general foi demitido nesta terça-feira (25) do cargo de comandante do Exército, depois de ameaçar o ex-presidente Evo Morales. “O general teve um erro de cálculo político. Achou que receberia algum respaldo ao ameaçar o Evo Morales. Mas o atual presidente boliviano bancou a aposta e tirou o general do comando do Exército. E aí ele se viu numa situação de isolamento e tentou o golpe de uma maneira muito improvisada, sem participação de outras lideranças das Forças Armadas. E foi importante ver que ele não teve apoio significativo de nenhum grupo social do país”, diz Maurício Santoro, cientista político e professor de Relações Internacionais. Presidente Luis Arce (ao centro), junto com equipe de governo, denuncia tentativa de golpe no país. Foto: Reuters/LUCHO ARCE VIA FACEBOOK/Proibida Reprodução “O Evo Morales já convocou uma greve geral e tem os movimentos sindicais muito alinhados com ele. O próprio presidente Luis Arce também veio a público para pedir que a sociedade boliviana se junte contra esse golpe. E setores da oposição se colocaram contra o golpe. A própria Jeanine Añez, que já foi presidenta e opositora do Evo, disse que não aceita o que aconteceu. O Luís Camacho, importante líder contra o Evo Morales em 2019 falou que não aceita também. Então, esse movimento de golpe parece isolado. Muito mais uma tentativa do Exército e do próprio Zúñiga de demonstrar poder, do que de fato querer impor um novo governo”, diz Arthur Murta, professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. O general Zúñiga foi preso após liderar a tentativa de golpe. Crise econômica e disputas políticas Em segundo lugar, o ato do general pode ser entendido a partir de problemas mais estruturais que o país enfrenta, como a dimensão econômica. “A Bolívia está vivendo uma situação econômica muito difícil. O principal setor é o de gás natural, que está enfrentando uma série de problemas. Isso levou a uma queda nas exportações, e as reservas internacionais da Bolívia estão muito pequenas, em torno de US$ 3 bilhões. O que é nada para as necessidades de um país. Para comparar, o Brasil que tem uma situação bastante confortável em termos de reservas tem hoje mais de US$ 350 bilhões. Isso significa que a Bolívia está com muita dificuldade de importar mesmo produtos básicos para o dia a dia: alimentos, remédios, combustíveis”, diz Maurício Santoro. “Os países andinos estão baseados no extrativismo pesado e com os preços nas alturas. O Estado quer se apropriar de uma parte desse excedente econômico. E grupos nacionais e multinacionais querem pegar absolutamente tudo. Mas não é como Salvador Allende. na década de 70, que estava mantendo a companhia do cobre sob o controle, ou estatizando empresas. Agora é o contrário, é uma administração que quer se apropriar de parte desses excedentes para a realização de políticas públicas. A classe dominante e as multinacionais nem isso topam. Então nós ficamos sempre numa situação limite entre o Estado e essas forças sociais”, explica o professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Nildo Ouriques. Do ponto de vista das disputas políticas, as tensões entre diferentes líderes e partidos do país contribuem para aumentar os riscos à democracia. “O componente político dessa crise é o fato de que no ano que vem a Bolívia vai ter eleições presidenciais e o general que tentou o golpe hoje disse ontem que se o Evo Morales se apresentar como candidato à presidência, as Forças Armadas iriam intervir e prender o Evo. Há poucos anos aconteceu uma crise política semelhante na Bolívia, em 2019, que terminou com a deposição do Evo e a intervenção dos militares. Então, é uma ferida que ainda está aberta”, diz Maurício Santoro. “Se voltarmos mais no tempo, a década de 1990 é relativamente estável na Bolívia. As tensões começam com a chegada ao poder do Evo Morales em 2006, que provoca fraturas de poder. Ele começa a fazer política redistributiva de renda, nacionalizar os hidrocarbonetos, entre outras questões, que geram insatisfações com a elite. A Bolívia ela entra num cenário de piora dessa estabilidade democrática, porque o Evo desestabiliza um sistema anterior de poder, em que a população pobre indígena estava sub-representada. Isso faz crescer o movimento reacionário, que se manifesta até hoje”, diz Arthur Murta. Contexto regional Para os pesquisadores, é preciso considerar também um contexto mais amplo na América do Sul, com avanço de grupos e lideranças de extrema-direita, que representam o crescimento de movimentos autoritários e antidemocráticos. Em alguns casos recentes, houve tentativas de golpe igualmente fracassadas. “Essa tentativa de golpe faz parte de um contexto mais amplo de crise da democracia na América Latina. Esse ano a gente teve na Guatemala uma tentativa de impedir a posse de um presidente eleito. Manifestantes invadiram o Congresso no Brasil no ano passado em tentativa de golpe. Bom que a democracia está resistindo e mostrando ter anticorpos e ser mais resiliente. Mas é preocupante que todas essas crises estejam ocorrendo na região nos últimos anos”, diz Maurício Santoro. “O que foi positivo hoje é que a resposta internacional foi muito forte na defesa da democracia boliviana. Todos os países da América do Sul se manifestaram em maior ou menor grau em defesa da democracia. Isso foi uma coisa importante. A Organização dos Estados Americanos também respondeu de modo muito rápido e contundente”,
- Cartão de crédito do Sicredi cresce em preferência e lidera ranking, de acordo com pesquisa da CardMonitor
O cartão de crédito do Sicredi lidera ranking de preferência dos usuários que possuem mais de um cartão, com percentual de 63,8%, quase 3 p.p. acima do índice de 2023, quando alcançou 60,9% de preferência dos usuários. Os dados são da Pesquisa Nacional de Cartões de Crédito (PNCC), edição 2024, realizada pela CardMonitor – empresa especializada na análise sobre o mercado de meios eletrônicos de pagamento -, em parceria com o Instituto Medida Certa. “O crescimento na preferência dos brasileiros pelo cartão do Sicredi reflete a confiabilidade, conveniência e segurança que ele proporciona aos nossos associados. Seguimos trabalhando para que os índices possam refletir, cada vez mais, a experiência positiva dos nossos usuários com o meio de pagamento”, afirma Virgínia Silva da Cunha, superintendente de Meios de Pagamento do Sicredi. Somado ao índice geral de preferência, o levantamento avalia também a satisfação com os principais atributos de um cartão de crédito. Dentre esses, o Sicredi ficou com nota acima da média do setor nos quesitos aceitação (93,5%), limite (79%), central de atendimento (72,5%) e app (88,4%). Outro destaque de acordo com a pesquisa foi o percentual de 67,7% dos usuários que escolheriam o Sicredi como a única instituição financeira em que teriam conta corrente, no caso dos entrevistados ouvidos que hoje possuem conta em mais de uma instituição. O levantamento da Pesquisa Nacional de Cartões de Crédito é feito por meio de entrevista, ao telefone, com mais de 12 mil portadores de cartões residentes em 12 regiões metropolitanas, interior do Rio Grande do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A PNCC equivale a seis pesquisas eleitorais do Ibope/Datafolha, cuja amostra normalmente é de dois mil entrevistados. O estudo permite comparar todos os players com a mesma metodologia e no mesmo período. Realizado anualmente, é considerado o maior projeto de aferição de satisfação de titulares de cartões do Brasil. Sobre o Sicredi O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 8 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.700 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras. Site do Sicredi: Clique aqui Redes Sociais: Facebook | Instagram | Twitter | LinkedIn | YouTube
- Supremo fixa 40g de maconha para diferenciar usuário de traficante
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (26), fixar em 40 gramas ou seis plantas fêmeas de Cannabis sativa a quantidade de maconha para caracterizar porte para uso pessoal e diferenciar usuários e traficantes. A definição é um desdobramento do julgamento no qual a Corte decidiu ontem (25) descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. O cálculo foi feito com base nos votos dos ministros que fixaram a quantia entre 25 e 60 gramas nos votos favoráveis à descriminalização. A partir de uma média entre as sugestões, a quantidade de 40 gramas foi fixada. COMO FICA A descriminalização não legaliza o uso da droga. O porte de maconha continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar a droga em local público, mas as consequências do porte passam a ter natureza administrativa, e não criminal. A decisão não impede abordagens policiais, e a apreensão da droga poderá ser realizada pelos agentes. Nesses casos, os policiais deverão notificar o usuário para comparecer à Justiça. ENTENDA O Supremo julgou a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo. A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvo de inquérito policial e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas. Com a decisão, a Corte Suprema manteve a lei, mas entendeu as consequências são administrativas, deixando de valer a possibilidade de cumprimento de prestação de serviços comunitários. A advertência e a presença obrigatória em curso educativo estão mantidas e deverão ser aplicadas pela Justiça em procedimentos administrativos, sem repercussão penal. O registro de reincidência penal também não poderá ser avaliado contra os usuários. COMPETÊNCIA DO STF Durante a sessão, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, rebateu as acusações sobre invasão de competência para julgar a descriminalização. Ontem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que cabe ao Congresso decidir a questão. Barroso disse que o Supremo deve decidir o caso porque recebe e julga os habeas corpus de presos. “Essa é tipicamente uma matéria para o Poder Judiciário. Nós precisamos ter um critério para definir se a pessoa deve ficar presa, ou não, ou seja, se nós vamos produzir um impacto dramático na vida de uma pessoa, ou não. Não há papel mais importante para o Judiciário do que decidir se a pessoa deve ser presa, ou não”, afirmou. Agência Brasil
- Símbolo da resistência dos gaúchos, cavalo Caramelo ganha microchip para identificação
O cavalo Caramelo, que virou símbolo da resistência dos gaúchos no enfrentamento à maior tragédia climática da história do Estado, agora possui um microchip. O procedimento foi realizado no Hospital Veterinário da Ulbra, em Canoas, onde o animal segue em recuperação após ter sido resgatado do telhado de uma casa no bairro Mathias Velho, onde passou alguns dias ilhado. Embora seja um processo pouco conhecido no Brasil, mas muito usual em outros países do mundo, o procedimento apresenta uma série de benefícios essenciais para a gestão da saúde dos animais. Em comunicado, a Ulbra explicou que o procedimento se dá por meio de injeção subcutânea ou intramuscular, que injeta o dispositivo no animal. A identificação é feita através de um número único que pode ser lido por um scanner. O microchip é uma maneira de individualizar o animal. A prática é uma forma de identificação muito rápida e pouco invasiva, bastante adotada em cães e gatos. O método evita modificações no corpo dos animais, como ocorre na utilização de brinco, tinta, tatuagem ou outro método de marcação. A longevidade faz o processo valer a pena, uma vez que não demanda manutenção ou recarga durante toda a vida. Todos os animais abrigados pela Ulbra são submetidos a castrações e, posteriormente, à instalação dos dispositivos. A microchipagem permite a identificação do animal, fornecendo um número que ele levará para sempre, com os seus dados de cadastro, além de outras informações que facilitarão o reconhecimento. A partir dele, dados como a espécie, raça, medicações diárias, condições de saúde, vacinas e características especiais estão acessíveis. A Ulbra ressaltou que o microchip não funciona como um GPS, ou seja, não tem como atribuição e capacidade o monitoramento da localização do animal. Embora nos casos de animais perdidos, seja fundamental para identificá-los. A estratégia também dificulta a venda ilegal dos animais, além de garantir o cumprimento de normas sanitárias internacionais, no caso dos animais que são transportados de um país a outro. Para o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Ulbra Canoas, Jean Soares, é fundamental a gestão da população dos animais de uma forma geral. “A enchente trouxe à tona um problema sério, e temos a oportunidade de tentar reverter isso nos próximos anos. Esse é um trabalho de longo prazo”, afirmou. POR O SUL
- Homem é encontrado morto em rodovia de Passo Fundo
Na madrugada desta quarta-feira (26), um homem foi encontrado morto na ERS-135, entre o CD das Farmácias São João e o IfiSul, em Passo Fundo. Segundo informações obtidas pela reportagem policial da Rádio Uirapuru, a equipe de resgate do SAMU Passo Fundo foi acionada por volta das 4h30min para comparecer ao local, onde estaria um homem caído no meio da Perimetral/ERS-135. Rapidamente, a equipe se deslocou até o endereço indicado e encontrou o homem caído no meio da via, já em óbito. A vítima, ainda não identificada e sem documentação, apresentava uma leve pancada na cabeça. Não havia nenhum veículo nas proximidades. O 1° Batalhão Rodoviário da Brigada Militar sinalizou o local. A Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias foram acionados para atender à ocorrência. O repórter policial João Victor Lopes acompanhou a situação. POR RADIO UIRAPURU
- Novo Ensino Médio mudará rotina da comunidade escolar
A aprovação da reforma do ensino médio pela Comissão da Educação do Senado representa mais um passo para mudanças bastante significativas não apenas na rotina de profissionais da educação e de alunos, mas também para as famílias desses estudantes e para as comunidades. Para que seja de fato implementado e garanta a qualidade e equidade na educação, será necessário o empenho e articulação dos entes federados, assim como da comunidade escolar e de universidades, visando a formação de professores para o novo currículo. Como o texto aprovado do PL 5.230/23 na comissão é um substitutivo, ele terá de retornar à Câmara dos Deputados, caso se confirme a aprovação no plenário do Senado. O texto aprovado prevê a ampliação da carga horária mínima total destinada à formação geral básica (FGB), das atuais 1,8 mil horas para 2,4 mil. A carga horária mínima anual do ensino médio passa de 800 para 1 mil horas distribuídas em 200 dias letivos. Há a possibilidade de essa carga ser ampliada progressivamente para 1,4 mil horas, desde que levando em conta prazos e metas estabelecidos no Plano Nacional de Educação (PNE), respeitando uma distribuição que seja de 70% para formação geral básica e 30% para os itinerários formativos – disciplinas, projetos, oficinas e núcleos de estudo a serem escolhidos pelos estudantes nos três anos da etapa final da educação básica. Segundo o substitutivo aprovado, da relatora do PL no Senado, Dorinha Seabra (União-TO), a partir de 2029, as cargas horárias totais de cursos de ensino médio com ênfase em formação técnica e profissional serão ampliadas, de 3 mil horas para 3,2 mil; 3,4 mil; e 3,6 mil quando se ofertarem, respectivamente, cursos técnicos com carga específica de 800 horas, 1 mil horas e 1,2 mil horas. Língua espanhola Entre os destaques apresentados pela parlamentar no relatório figura a inclusão da língua espanhola como componente curricular obrigatório, além do inglês. Outros idiomas poderão ser ofertados em localidades com influências de países cujas línguas oficiais sejam outras, de acordo com a comunidade escolar (professores, técnicos administrativos, estudantes e pais ou responsáveis). A ampliação da carga horária e a inclusão da língua espanhola entre as disciplinas a serem ministradas são pontos positivos da reforma, segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos. Ela chama atenção para alguns problemas que podem decorrer da forma como serão implementadas. “O texto aprovado pela comissão do Senado apresenta alguns avanços, ainda que insuficientes, na comparação com o texto enviado pela Câmara”, disse a educadora à Agência Brasil. “Trazer o espanhol de volta é algo positivo, se levarmos em consideração nossa identidade continental. Mas é preciso estabelecermos uma divisão clara das cargas horárias, uma vez que horas dedicadas a espanhol são horas a menos para outros conteúdos”, disse ela ao destacar ser necessário, também, que haja clareza, no novo ensino médio, com relação não apenas à carga horária de cada disciplina, mas também aos conteúdos que serão apresentados. Segundo a educadora, o substitutivo manteve brechas especialmente relativas à educação profissional, uma vez que não ficou claro quais seriam as disciplinas que vão compor tais áreas. “É preciso dizer as áreas do conhecimento e, dentro delas, definir disciplinas e carga horária. A nova legislação precisa apresentar e detalhar isso; pegar as áreas de conhecimento e dizer o que vai compor em termos de disciplinas". Diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa diz que a obrigatoriedade da língua espanhola no ensino médio será provavelmente um ponto de discordância, quando a matéria retornar à Câmara. “É possível que a Câmara não acate todas mudanças feitas pela senadora Dorinha no texto. Antevejo discordância de alguns com relação à obrigatoriedade do espanhol no ensino médio. O problema, talvez, seja colocá-lo na parte comum, como mais uma disciplina obrigatória, porque implicaria na diminuição da carga horária de outras disciplinas importantes”, disse. A solução, segundo ele, seria a de colocar o espanhol como disciplina opcional, em vez de obrigatória. “Se as escolas já funcionassem em tempo integral, não haveria esse problema, porque a carga horária seria maior”, complementou ao lembrar que essa obrigatoriedade foi publicamente criticada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – o que certamente será usado como argumento pelos contrários. Itinerários formativos Criados com o objetivo de aprofundar áreas de conhecimento ou de formação técnica profissional – levando em conta a importância desses conteúdos para o contexto local e as possibilidades do sistema de ensino –, os itinerários formativos terão carga horária mínima de 800 horas nos três anos de ensino médio. Na avaliação de Catarina de Almeida, da UnB, o aumento da carga horária do técnico profissionalizante acabaria por resultar na diminuição da formação básica, o que, segundo ela, não seria bom. “Levando em consideração o atual quadro de professores e a infraestrutura limitada das escolas, o correto seria não fazer essa divisão [entre áreas de conhecimento e técnico profissionalizante], e sim focar exclusivamente em uma formação básica, comum a todos. Isso, na verdade, significa os dois tipos para todos. Ao separar o processo, teremos estudantes com menos informação do básico”, argumentou. Se for para implementar com essa divisão, que seja, na avaliação dela, aumentando a carga horária total. Nesse caso, ela sugere que se postergue a implementação das novas regras. “A pressa pode atrapalhar a perfeição. Se o Brasil está atrasado nessa reformulação, ficará ainda mais com a necessidade de, depois, ter de fazer mais uma reforma. Isso prejudicaria mais gerações. O melhor é centrar esforços em uma reforma robusta que possa ficar por muito tempo”. Com relação aos itinerários formativos, a grande preocupação manifestada por parlamentares durante a tramitação do texto foi a de resultarem em conteúdos e atividades de pouca relevância para a formação do estudante. Foi inclusive citado o caso de uma aula dedicada a ensinar estudantes a prepararem brigadeiro gourmet. A ideia proposta prevê que os itinerários têm de estar articulados com as quatro áreas de conhecimento previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC): linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas literaturas, língua inglesa, artes e educação física; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias, integrada pela biologia, física e química; e ciências humanas e sociais aplicadas, integrada pela filosofia, geografia, história e sociologia. As diretrizes nacionais que aprofundarão cada uma das áreas do conhecimento ficarão a cargo do Ministério da Educação (MEC), em parceria com os sistemas estaduais e distrital de ensino. Tempo integral O projeto em tramitação no Senado aponta para a importância do tempo integral, e isso certamente constará na lei, segundo Gabriel Corrêa, da ONG Todos pela Educação. Enquanto isso não acontece, o Senado propôs a ampliação da carga diária atual, de 5 horas, no caso dos estudantes que optarem por curso técnico. Já a Câmara defende cargas horárias iguais para os dois grupos – técnico profissionalizante e áreas de conhecimento. “Há alguns problemas com relação ao tempo integral. Um deles é que as redes [de ensino] das secretarias de educação terão de ofertar estrutura para alunos ficarem mais tempo na escola, o que resulta em mais trabalho, recursos e contratações de professores. Outro ponto está relacionado ao risco de os estudantes optarem por uma frente, apenas pelo fato de ficarem menos tempo em sala de aula. Em outras palavras, desestimularia a escolha pelos cursos técnicos, caso a carga horária diária deles seja maior”, argumentou o diretor. A ONG Todos pela Educação defende que não haja essa distinção entre as duas frentes, até porque mais carga atrapalha a oferta do poder público para a expansão da rede. “O ideal é que todos tenham a mesma carga horária, independentemente do caminho a ser escolhido. Com isso, a escolha é em função da vocação e dos interesses, e não da preguiça de fazer menos aulas. Por fim, isso pode confundir os estudantes, levando-os a acreditar que uma maior carga horária indicaria maior relevância”. Notório saber Um outro ponto polêmico do texto substitutivo aprovado na comissão do Senado é o que trata da possibilidade de algumas aulas serem ministradas por pessoas sem diploma de licenciatura específico para a disciplina, mas que tenham notório saber e experiência comprovada no campo da formação técnica e profissional. Algo similar já ocorre, por exemplo, quando engenheiros dão aula de matemática. Segundo a relatora Dorinha Seabra, a atuação desses profissionais de notório saber será “em caráter excepcional, mediante justificativa do sistema de ensino e regulamentação do Conselho Nacional de Educação (CNE)." Essa possibilidade preocupa a educadora Catarina de Almeida Santos, da UnB. Segundo ela, esse tipo de situação implica risco de, ao autorizar aulas ministradas por pessoas de notório saber, a nova legislação coloca à frente das salas de aula pessoas leigas, em vez de profissionais habilitados da área. “A meu ver, notório saber não tem relação com saber prático”. Essa possibilidade foi também criticada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Um ponto considerado negativo foi a permanência do notório saber, embora o texto aponte para a normatização nacional e excepcional da contratação desses profissionais para atuarem no itinerário da formação técnico-profissional”, ponderou a entidade. Esforço conjunto A relatora Dorinha Seabra disse à Agência Brasil que, para ser implementada de forma adequada, a nova proposta vai requerer esforço do estado e do governo federal, para melhorar a estrutura das escolas. Em especial, as estruturas de laboratórios e bibliotecas. “Será necessário um aprofundamento em relação às disciplinas básicas. Quando se trata da educação profissional, requer uma estrutura ainda maior de investimento em laboratórios e livros; em atividades extras. Temos um grande desafio, a exemplo dos profissionais e de funcionamento das escolas”, disse. Dorinha acrescentou que o aumento de carga horária vai requerer mais dedicação também de alunos e professores. “O tempo integral fica no foco de todo conjunto, [passando por] ampliação da carga horária e permanência na escola”. Ainda segundo a senadora, o olhar do novo do ensino médio tem que estar cada dia mais inserido no seu espaço; na sua localidade. “Requer a participação da comunidade nesses espaços coletivos de formação e leituras em relação ao meio em que está inserido, bem como aos espaços no mundo do trabalho.” A ONG Todos pela Educação alerta que “sem o apoio do governo federal ao estado, e dos estados às escolas, o abismo entre escolas públicas e privadas permanecerá mesmo com o país tendo sua legislação melhorada.” A aprovação pelo Legislativo, segundo Corrêa, é apenas um primeiro passo para novos desafios. “Na sequência teremos outros desafios, até que consigamos, de forma gradual, fazer as mudanças que melhorarão o ensino médio do país. Será uma fase complexa e não rápida, tomando pelo menos os anos de 2025 e 2026”, afirmou. Segundo ele, os desafios para a implementação das novas regras passam pela preparação de infraestruturas, profissionais, materiais e pelas avaliações que são necessárias para identificar o que pode ser melhorado. “Além disso, será necessário estabelecer uma nova comunicação [das autoridades] com estudantes e famílias sobre as mudanças que virão. Apoiar os estudantes inclusive para que eles apoiem a escola. Não adianta o poder público se preparar e as comunidades não se apropriarem desse modelo”, complementou. Além de campanhas midiáticas, será necessária muita atuação no ambiente escolar, no sentido de preparar professores e diretores. “Serão momentos de debates sobre projetos de vida e opções disponibilizadas pelo ensino médio. Não é apenas o governo chegar e expor suas intenções. Será necessário ouvir, dialogar e envolver o jovem nesse processo de escolha. Não será algo fácil. Por isso precisaremos de uma coordenação muito boa entre MEC e secretarias estaduais/distrital de educação”. Aulas noturnas Outra sugestão apresentada no relatório da parlamentar é a obrigatoriedade de os estados manterem pelo menos uma escola com ensino médio regular noturno em cada município, caso haja demanda comprovada. O relatório prevê, ainda, formação continuada de professores, de forma a garantir que eles estejam preparados para as novas diretrizes e metodologias, “com foco em orientações didáticas e reflexões metodológicas, assegurando o sucesso das transformações propostas para o ensino médio.” Ministro O ministro da Educação, Camilo Santana, comemorou pelas redes sociais a aprovação do substitutivo na comissão do Senado. Em tom de agradecimento aos parlamentares, ele destacou, entre os avanços, a manutenção das 2,4 mil horas, conforme proposto pelo governo federal, para a formação geral básica e fortalecimento da formação técnica de nível médio. Segundo ele, esta foi uma vitória para a educação e para a juventude do Brasil. "Prevalece o interesse maior, que é comum aos que trabalham por um país de mais oportunidades: a construção de um ensino médio capaz de contribuir para tornar a escola pública mais atrativa, gratuita e de qualidade para todas e todos”, disse.

































