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- Reconstruir infraestrutura atingida por chuvas no RS custará R$ 19 bi
Técnicos do governo do Rio Grande do Sul estimam que a restauração da infraestrutura pública atingida pelas consequências das fortes chuvas que atingem o estado desde o último dia 26 custarão ao menos R$ 19 bilhões. Segundo o governador Eduardo Leite, a estimativa é baseada em “cálculos iniciais”, ou seja, o montante necessário pode ser superior ao anunciado na manhã desta quinta-feira (9). “São necessários recursos para diversas áreas. Insisto: o efeito das enchentes e a extensão da tragédia são devastadores”, informou Leite, nas redes sociais. Ainda de acordo com o governador, os cálculos, bem como as ações já delineadas para responder à situação de calamidade pública no estado serão detalhados ainda hoje (9). “Vamos detalhar as ações projetadas que contemplariam as nossas necessidades.” Tragédia em números Segundo a Defesa Civil estadual, ao menos 107 pessoas já morreram devido a efeitos adversos das chuvas, como inundações, alagamentos, enxurradas, deslizamentos, desmoronamentos e outros. Cento e trinta e seis pessoas estão desaparecidas. Pouco mais de 1,47 milhão de pessoas foram de alguma forma afetadas, em 425 municípios atingidos. Em todo o estado, ao menos 164.583 pessoas foram desalojadas, tendo que buscar abrigo nas residências de familiares ou amigos. Muitas delas seguem esperando que o nível das águas baixe para poder retornar a suas casas. Outras 67.542 pessoas ficaram desabrigadas, ou seja, sem ter para onde ir, precisaram se refugiar em abrigos públicos municipais. POR AGÊNCIA BRASIL
- Governo cria malha aérea emergencial para atender o Rio Grande do Sul
O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou nesta quinta-feira (9), em Brasília, a disponibilização de uma malha aérea emergencial com 116 voos comerciais semanais para atender a população do Rio Grande do Sul, afetada por fortes chuvas e enchentes, que obrigaram o fechamento, por tempo indeterminado, do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, que permanece com pista, pátio e saguão completamente alagados. Antes do fechamento, o aeroporto da capital gaúcha estava entre os 10 mais movimentados do país e representava quase 90% do volume de passageiros transportados em todo o estado. Segundo o ministro Sílvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, dos 12 aeroportos existentes hoje no Rio Grande do Sul, seis terminais farão parte do plano emergencial, com ampliação de voos e número de passageiros, além da Base Aérea de Canoas, na região metropolitana, que se tornou o principal centro logístico para a chegada de cargas e operações de resgate, e que poderá receber cinco voos comerciais diários e até 35 por semana. Ao todo, segundo o governo, serão 53 voos semanais operando nos aeroportos de Caxias do Sul, Santo Ângelo, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana, no interior do estado. Além disso, os aeroportos de Florianópolis, Chapecó e Jaguaruna, em Santa Catarina, também farão parte do plano para apoio à população do Rio Grande do Sul, com ampliação de frequências e número de assentos. Os aeroportos regionais gaúchos e catarinenses estão operacionais e as principais companhias aéreas estão disponibilizando a venda de bilhetes para os novos voos. As principais ligações aéreas, nessa primeira fase, serão os aeroportos de Guarulhos, na Grande São Paulo, e Viracopos, em Campinas (SP), além do aeroporto Afonso Pena, em Curitiba. O Ministério de Portos e Aeroportos explicou que a malha aérea emergencial amplia de sete mil para 13 mil os assentos semanais em voos para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O volume representa uma fração do que o Aeroporto de Porto Alegre ofertava quando estava em funcionamento, transportando 100 mil passageiros por semana. "Nós vamos avançar na aviação regional. Naturalmente, conforme a demanda da população, a gente vai ampliando o número de voos regionais, para que a sociedade brasileira, sobretudo o povo do sul, possa ter acesso aos voos que são tão importantes para o estado", afirmou o ministro Sílvio Costa Filho. Canoas O início dos voos comerciais para a Base Aérea de Canoas ainda não tem data marcada e deve levar, pelo menos, alguns dias. A operação será toda coordenada pela Fraport, a concessionária que administra o aeroporto de Porto Alegre. "A Fraport assumiu a operação, está estruturando o aeroporto [de Canoas], o que vocês sabem que leva alguns dias. E a gente espera que a Fraport possa o quanto antes iniciar os cinco voos diários", explicou o ministro. A estruturação inclui montagem da logística, adaptação do terminal de passageiros, montagem de equipamentos de raio-X, escadaria de acesso a aeronaves, segurança e logística de bagagens, entre outros serviços essenciais para a aviação civil. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que atuou na construção do plano emergencial, informou que as principais companhias áreas do país estão interessadas e envolvidas na operação da nova malha aérea. "Todas as empresas aéreas - Gol, Latam e Voepass - operam nessas seis bases [aeroportos regionais] que foram apresentadas, e têm interesse de operar, também, dentro da viabilidade operacional de segurança, na base área de Canoas, quando isso estiver regularizado para operação regular", afirmou Jurema Monteiro, presidente da entidade que representa as aéreas. Malha emergencial Veja como fica a malha aérea emergencial no Rio Grande do Sul e Santa Catarina: Aeroporto de Caixas do Sul (RS) | 25 voos semanais Aeroporto de Santo Ângelo (RS) | 2 voos semanais Aeroporto de Passo Fundo (RS) | 16 voos semanais Aeroporto de Pelotas (RS) | 5 voos semanais Aeroporto de Santa Maria (RS) | 2 voos semanais Aeroporto de Uruguaiana (RS) | 3 voos semanais Base aérea de Canoas (RS) | 35 voos semanais Aeroporto de Florianópolis (SC) | 21 voos semanais Aeroporto de Jaguaruna (SC) | 7 voos semanais Aeroporto de Chapecó (SC) | aumento de capacidade da aeronave
- Número de desalojados dobra em 24 horas no Rio Grande do Sul
A quantidade de pessoas desalojadas no Rio Grande do Sul mais que dobrou em 24 horas, passando de mais de 163 mil nessa quarta-feira (8) para 327.105 nesta quinta-feira (9), conforme o último boletim da Defesa Civil estadual, com dados divulgados às 18h. São pessoas que tiveram, em algum momento, deixar suas casas e buscar abrigo nas residências de parentes, amigos ou em abrigos públicos. Os abrigos do estado receberam 68.519 pessoas. No total, 1,74 milhão de gaúchos já foram afetados de alguma forma pelas enchentes, ou seja, perderam casas, estão sem luz, água ou comida. Em relação aos municípios atingidos, o número chega a 431, o equivalente a mais de 80% das cidades do estado. As mortes causadas pelas chuvas chegam a 107. Há 134 desaparecidos e 754 feridos. Chuva e frio As autoridades estão em alerta para agravamento da situação no estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas fortes no Rio Grande do Sul a partir desta sexta-feira (10). A expectativa é de que se prolongue até o domingo (12) com maior intensidade entre o centro-norte e leste do estado, incluindo o litoral norte e o sul de Santa Catarina. O nível do rio Guaíba está abaixo dos 5 metros, porém os rios do sul do estado começaram a subir e transbordar.
- Estragos no campo vão da lavoura à pecuária e isolam propriedades inteiras no RS
O levante de estragos movido pela enchente devastou cidades inteiras no Rio Grande do Sul e parte importante da agropecuária gaúcha. Os impactos nas zonas rurais são tantos que sequer conseguem ser precisamente mapeados, mas já dão pistas de um cenário duro de perdas. Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estima prejuízos de R$ 570 milhões na produção —R$ 435 milhões no setor agrícola e R$ 134,7 milhões na pecuária. A Emater-RS ainda não tem dados sobre a dimensão dos estragos. E isso se dá pela própria dificuldade de se ter acesso às informações. Há muitas propriedades rurais que estão completamente isoladas no Estado. — Quantificar, neste momento, é completamente inviável em razão do tamanho do problema, principalmente nos locais mais afetados. Estradas rurais estão com bastante dificuldade de acesso e os técnicos precisam conseguir chegar aos locais — situa o diretor técnico da instituição, Claudinei Baldissera. Mas já se sabe que os impactos vão das lavouras à pecuária de corte e de leite. Em pontos aonde a água não chegou, a dificuldade de acesso viário afetou a alimentação de animais, impedindo o transporte de ração. Em outros pontos afetados pela falta de luz, o apagão inviabilizou a produção de leite e milhares de litros foram jogados fora. O Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS) projeta que até 40% da coleta diária de leite foi afetada no Rio Grande do Sul. — O impacto é o pior possível, nunca vimos isso acontecer — descreve o presidente da Federação a Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira. A federação está em contato com os sindicatos rurais para mapear onde são necessários os esforços neste momento em que os resgates ainda são prioridade. Uma avaliação real sobre os danos deve ser feita posteriormente. Safra de verão em curso Na agricultura, os prejuízos atingiram em cheio algumas produções de folhosas e hortifrútis em geral, principalmente na serra gaúcha. Na soja, principal cultura de produção no Estado, os danos mais severos estão localizados no Litoral, em toda a faixa que se estende de Torres a Santa Vitória do Palmar. O progresso na colheita do grão chegou a 78% nesta semana. Ainda faltam 1,46 milhão de hectares a serem colhidos. Desta parcela que resta, boa parte deve resultar em grãos de qualidade inapropriada. Segundo Baldissera, espera-se uma quebra de 20% a 100% (com perda total da lavoura) nos locais de colheita tardia em que a enchente chegou com força, sobretudo nas regiões de Santa Maria e na zona Sul. Para o presidente da Farsul, as expectativas de recorde de produção nesta safra, por óbvio, não devem ser batidas diante das perdas. Ainda assim, o resultado colhido deve ser superior ao ciclo passado, ainda impactado pela recuperação da estiagem. Isso porque no Norte, importante região produtora, a colheita do grão já havia avançado. — Olhando o copo meio cheio, temos municípios que já haviam colhido praticamente tudo. Uma fração preponderante já estava garantida. Com certeza, ainda que considerada a quebra no que não foi colhido, a curva comparativa será superior ao ano passado. Este é o lado bom da notícia — acrescenta o diretor técnico da Emater. No arroz, que tem no RS 70% de toda a produção nacional, as lavouras estão 84,2% colhidas, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), reduzindo a dimensão de impacto. Das áreas que foram afetadas, estima-se 22,95 mil hectares totalmente perdidos, a maior parte na Região Central. Efeitos a longo prazo As estimativas sobre as perdas totais no campo vão sendo traçadas à medida que se conhece a situação. O economista e membro do Insper Lucas Borges cita estudos que falam em 1,5 milhão de toneladas de produção perdidas pela cheia. Os números não são definitivos e tendem a aumentar. Há ainda preocupação com o que sequer pôde ser mensurado, como os estragos em infraestrutura e os efeitos disso em logística. — O problema é muito grande porque vai impactar não só o Brasil, mas também outros países por tudo o que o Rio Grande do Sul abastece — antecipa o pesquisador. Antes mesmo do dano em produção, as entidades do setor atentam para o impacto social que a enchente trouxe para o campo. Há muitos agricultores que perderam tudo o que tinham. O cenário é “devastador”, nas palavras do diretor técnico da Emater. — Nosso papel fundamental é a assistência social rural. Será o nosso foco prioritário. Olhar para as pessoas para que elas sintam que a atividade agrícola, ainda que com todas as intempéries, seja vista como importante — reforça Baldissera. POR GZH
- ACINT realizada campanha para ajudar vítimas das chuvas
A Associação Comercial e Industrial de Não-Me-Toque (ACINT) está unindo esforços para apoiar os afetados pelas recentes chuvas no Rio Grande do Sul. Neste momento a comunidade pode colaborar doando itens essenciais como rodo, vassoura, pano, balde, produtos de limpeza, leite, água, travesseiro, roupa de cama e itens de higiene. Se preferir, também é possível fazer uma doação em dinheiro via PIX para acint@modelonet.net. Com os recursos arrecadados, compraremos os materiais mencionados para distribuição. Junte-se a nós nesta corrente solidária e vamos ajudar aqueles que mais necessitam. Cada gesto faz a diferença! Para mais informações e maneiras de ajudar, entre em contato pelo telefone 54 9 9103-8272.
- Aumenta para 100 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul
Aumentou para 100 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (8) pela Defesa Civil Estadual. Pelo menos 130 pessoas estão desaparecidas e 374 ficaram feridas. Mais de 230 mil encontram-se desalojadas ou desabrigadas. No total, 423 municípios do Estado registraram danos em razão dos temporais dos últimos dias. Conforme o boletim da Defesa Civil, mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas pelas cheias que assolam o RS. Cidades e número de óbitos por localidade Bento Gonçalves (6)Boa Vista do Sul (2)Bom Princípio (1)Canela (2)Canoas (4)Capela de Santana (1)Capitão (2)Caxias do Sul (5)Cruzeiro do Sul (8)Encantado (2)Esteio (1)Farroupilha (1)General Câmara (1)Forquetinha (2)Gramado (7)Itaara (1)Lajeado (5)Montenegro (1)Pantano Grande (1)Paverama (2)Pinhal Grande (1)Porto Alegre (4)Putinga (1)Roca Sales (2)Salvador do Sul (2)Santa Cruz do Sul (2)Santa Maria (6)São João do Polêsine (1)São Leopoldo (3)São Vendelino (2)Segredo (1)Serafina Corrêa (2)Silveira Martins (1)Sinimbu (1)Sobradinho (1)Taquara (2)Três Coroas (3)Vale do Sol (1)Venâncio Aires (3)Vera Cruz (1)Veranópolis (5) Óbitos em investigação*: 2 *Está sendo apurado se as mortes têm relação com os eventos meteorológicos. Nível das águas (medição às 17 horas) Lago Guaíba – Porto Alegre – 5,04 metrosRio dos Sinos – São Leopoldo – 6,74 metrosRio Gravataí – Passo das Canoas – 6,09 metrosRio Taquari – Muçum – 5,55 metrosRio Caí – Feliz – 3,01 metrosRio Uruguai – Uruguaiana – 10,78 metros (nível de inundação 8,50 metros)Lagoa dos Patos (Laranjal) – 2,15 metros (nível de inundação 1,50 metro) Energia elétrica, água e telefonia CEEE Equatorial: 205.563 pontos sem energia elétrica (11,4% do total de clientes);RGE Sul: 253.500 pontos sem energia elétrica (8,3% do total de clientes);Corsan: 523.311 clientes sem abastecimento de água (18% do total de clientes);Tim: 18 municípios sem serviços de telefonia e internet;Vivo: 35 municípios sem serviços de telefonia e internet;Claro: 6 municípios sem serviços de telefonia e internet. Panorama nas escolas estaduaisDados das escolas afetadas (danificadas, servindo de abrigo, com problemas de transporte, com problema de acesso e outros): 952 escolas236 municípios28 CREs331.223 estudantes impactados425 escolas danificadas77 escolas servindo de abrigo Retomada das aulas CREs que retomaram as aulas na terça-feira (7): Uruguaiana (10ª); Osório (11ª); Erechim (15ª); Palmeira das Missões (20ª); Três Passos (21ª); São Luiz Gonzaga (32ª); São Borja (35ª) e Ijuí (36ª); Caxias do Sul (4ª), Santa Cruz do Sul (6ª), Passo Fundo (7ª), Santa Maria (8ª), Cruz Alta (9ª), Bagé (13ª), Santo Angelo (14ª), Bento Gonçalves (16ª), Santa Rosa (17ª); Santana do Livramento (19ª); Vacaria (23ª); Soledade (25ª) e Carazinho (39ª).CREs com aulas suspensas nesta quinta-feira (9) Pelotas (5ª) e Rio Grande (18ª).CREs sem previsão de retomada: Porto Alegre (1ª ), São Leopoldo (2ª), Estrela (3ª), Guaíba (12ª), Cachoeira do Sul (24ª) e Canoas (27ª) Gravataí (28).
- Com 100% da área urbana atingida pela enchente, prefeitura de Eldorado do Sul decide evacuar o município inteiro
A prefeitura de Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, decidiu evacuar o município após a enchente histórica atingir 100% da área urbana da cidade. Em entrevista à CNN, o prefeito Ernani de Freitas afirmou que o município de cerca de 40 mil habitantes enfrenta desabastecimento de água, luz, alimentação e sinal telefônico, cenário que inviabiliza a permanência da população na cidade. “É uma situação de horror. Não há uma casa que não foi tomada pela água. Não temos um comércio em condições de abrir as portas. Vamos ter que começar do zero, inclusive eu”, contou o chefe do executivo, que também teve sua casa inundada pela cheia do Rio Guaíba. Com acesso terrestre totalmente interrompido, o município conta com o apoio de aeronaves dos governos federal e estadual, além de voluntários que estão resgatando moradores em barcos e moto aquáticas. “Estou aceitando todo tipo de ajuda. Cidades que possam receber 200, 300, 500 pessoas por pelo menos 15 dias. Nós temos ainda uns 2 mil desabrigados. Preciso evacuar a cidade porque estamos sem água, sem energia e sem comida” declarou o chefe do executivo. Outro problema que município enfrenta é a falta de locais seguros para abrigar os moradores que saíram de casa. No começo da inundação, as pessoas mais afetadas foram levadas para às margens de uma rodovia, mas com o passar dos dias o número de desabrigados cresceu e parte da população foi levada de barco para cidades vizinhas, como Porto Alegre e Guaíba. “Tive que pegar essas pessoas e colocar na BR, ao relento, porque era o único lugar seguro. Até o prédio da prefeitura tá tomado pela água. Tu não consegue comprar um quilo de arroz no centro de Eldorado do Sul. É uma situação que jamais alguém no mundo pode imaginar o que estamos enfrentando”, desabafou Ernani. POR O SUL
- Governo federal envia ao Rio Grande do Sul 220 purificadores de água
Em meio à escassez de água potável e ao acesso restrito ao serviço público de abastecimento de água no Rio Grande do Sul, o governo federal entregou nesta quarta-feira (8) um total de 220 purificadores de água comprados a partir de doações. Os equipamentos chegaram em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que aterrissou em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, e devem ser distribuídos para abrigos públicos mantidos por prefeituras. Nesses espaços, estão alojadas cerca de 70 mil pessoas, número que deve aumentar ao longo dos próximos dias. Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta, um dos coordenadores da resposta do governo federal às enchentes no estado, os purificadores foram comprados pelo influenciador digital Felipe Neto, a partir de doações arrecadadas pela internet, com apoio da primeira-dama Janja da Silva. Os equipamentos foram fabricados pela empresa PW Tech, de São Paulo. "É uma tecnologia muito eficiente e de fácil manuseio. E nós trouxemos hoje 220 purificadores. Cada purificador tem a capacidade de purificar 5 mil litros de água por dia. Isso nos permitirá purificar 1,1 milhão de litros de água/dia", afirmou Pimenta em coletiva de imprensa, em Porto Alegre, para atualização de informações. "A grande utilidade do purificador é viabilizar água potável para os abrigos que não têm água potável. Boa parte dos abrigos pode ter água potável. Então, 220 purificadores, na nossa avaliação, serão suficientes para suprir a demanda por água potável nesses abrigos, que estão concentrados, na sua grande maioria, aqui na região metropolitana", acrescentou o ministro. Em postagens nas redes sociais, Felipe Neto mostrou o embarque, a chegada e a montagem dos purificadores na capital gaúcha. Os equipamentos foram levados para o Centro de Operações da Defesa Civil em Porto Alegre e, de lá, já está sendo distribuídos aos pontos finais onde serão usados. Cada purificador custou, segundo Neto, um total de R$ 22 mil, incluindo kits de manutenção e filtros. O governo também informou que o avião da FAB com os purificadores levou um novo carregamento de 25 toneladas de produtos doados, especialmente itens de higiene, de limpeza, fraldas, fraldas geriátricas, absorventes, entre outros. Com centenas de milhares de desabrigados e desalojados, a expectativa é que a demanda por alimentos, produtos de higiene e água siga em alta. POR AGÊNCIA BRASIL
- Como foi a conversa no grupo de WhatsApp dos capitães dos times sobre paralisar a Série A
A possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro virou assunto no grupo de WhatsApp dos capitães dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. A questão foi levantada pelo experiente Nenê, capitão do Juventude, que teve os jogos adiados por causa da situação crítica no Rio Grande do Sul. O grupo foi criado antes do início do Brasileirão. Nenê iniciou o debate, explicando tudo o que está acontecendo no Estado, e que entende que a competição deve ser interrompida, com o adiamento de todos os próximos jogos, e não só os confrontos que envolvem Inter, Grêmio e Juventude. Quase todos os capitães se manifestaram, prestaram solidariedade e se colocaram à disposição para ajudar. No entanto, pelo que a coluna apurou, a questão, por enquanto, não avançou ao ponto de surgir uma posição firme, com um documento oficial dos 20 capitães pedindo a suspensão total das próximas rodadas. Nesta quinta-feira (9), a conversa deverá continuar no grupo de WhatsApp. Mas, para o pedido de Nenê avançar, será preciso uma adesão maior dos demais capitães. Além disso, os principais clubes do futebol brasileiro se mostraram contrários à paralisação do Campeonato Brasileiro. De qualquer maneira, o capitão do Juventude está fazendo a sua parte, com o pontapé inicial para tentar algo importante, que é interromper a competição. POR GZH
- Com as enchentes no Rio Grande do Sul, Brasil pode precisar importar arroz e feijão, afirma Lula
Ao comentar os efeitos dos temporais que devastaram o Rio Grande do Sul no agronegócio brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (7) que o País pode precisar importar arroz e feijão para equilibrar a produção e conter o aumento dos preços. “Fiz uma reunião com o ministro [do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar] Paulo Teixeira e com o ministro [da Agricultura, Pecuária e Abastecimento] Carlos Fávaro sobre a questão do preço do arroz e do feijão, porque estavam caros. Eu disse que não era possível a gente continuar com o preço caro. Alegaram que a área plantada estava diminuindo e que havia um problema do atraso da colheita no Rio Grande do Sul”, disse Lula. “Agora, com a chuva, acho que nós atrasamos de vez a colheita no Rio Grande do Sul. Se for o caso, para equilibrar a produção, vamos ter que importar arroz, vamos ter que importar feijão, para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro um preço compatível com aquilo que ele ganha”, completou o petista. As declarações foram dadas durante o programa “Bom Dia, Presidente”, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação. POR O SUL
- Prejuízos no Rio Grande do Sul se aproximam de R$ 1 bilhão
A tragédia no Rio Grande do Sul já causou mais de R$ 967 milhões em prejuízos financeiros. Desse montante, cerca de R$ 423 milhões são de estragos relacionados à agricultura. Os dados parciais, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), são referentes ao boletim emitido às 14h de segunda-feira (6), pela iniciativa. No total, são 366 cidades listados em reconhecimento estadual e federal de Estado de Calamidade Pública. “Considerando que o foco ainda é em salvar vidas, o valor total dos danos e prejuízos irá aumentar à medida que as águas forem baixando e os gestores locais conseguirem contabilizar esses dados”, complementou a CNM, em nota. Do total de R$ 967,2 milhões em prejuízos, segundo o CNM, R$ 196,2 milhões são no setor público, R$ 664,9 milhões setor privado e R$ 106,1 milhões em prejuízos no setor habitacional. Confira os o que foi mais afetado: Principais setores privados afetados: Agricultura: R$ 423,8 milhões em prejuízos;Pecuária: R$ 83 milhões em prejuízos;Indústria: R$ 57,3 milhões em prejuízos;Comércios locais: R$ 78 milhões em prejuízos;Demais serviços: R$ 22,1 milhões. Principais setores públicos afetados: Obras de infraestrutura (pontes, estradas, calçamento, sistemas de drenagens urbanas etc.): R$ 106 milhões em prejuízos;Sistema de transporte: R$ 23,6 milhões em prejuízos;Geração e distribuição de energia elétrica: R$ 14 milhões em prejuízos;Sistema de ensino: R$ 13,4 milhões em prejuízos;Assistência médica emergencial: R$ 7 milhões em prejuízos;Abastecimento de água: R$ 4,7 milhões em prejuízos;Limpeza Urbana e remoção de escombros: R$ 2,2 milhões em prejuízos;Sistema de esgotamento sanitário: R$ 3 milhões em prejuízos; por o sul
- “Não será hora de voltar para casa”, diz governador Eduardo Leite; nova frente fria traz mais chuva e derruba as temperaturas no Rio Grande do Sul
Em coletiva de imprensa realizada no fim da tarde desta terça-feira (7) em Porto Alegre, meteorologistas do governo gaúcho alertaram para condição de mais temporais e queda nas temperaturas em todo o Estado, a partir desta quarta-feira (8). O governador Eduardo Leite disse que há “projeção de que as chuvas possam gerar novos dias de fortes inundações nessas regiões que já foram atingidas especialmente Vale do Taquari, a Serra”. “Não será a hora de voltar para casa, não será hora de estar nos lugares que foram atingidos”, disse. Conforme os especialistas, a previsão é de que as tormentas afetem todas as regiões, com descargas elétricas, granizo e ventos de até 100 km/h. São esperadas temperaturas mínimas entre 5°C e 11°C. “A condição um pouco mais expressiva ainda que a gente está prevendo é a parte da Metade Oeste do Rio Grande do Sul. Então, se a gente for traçar aí uma uma região, diríamos que seria a parte da Campanha, o Oeste, o Centro e o Noroeste do estado com relação a temporais”, afirmou a meteorologista Cátia Valente, da Sala de Situação do Rio Grande do Sul. Aumentou para 95 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço divulgado na noite desta terça pela Defesa Civil Estadual. Pelo menos 131 pessoas estão desaparecidas e 372 ficaram feridas. Mais de 200 mil pessoas encontram-se desalojadas ou desabrigadas. No total, 401 municípios do Estado registraram danos em razão dos temporais dos últimos dias. Conforme o boletim da Defesa Civil, mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas pelas cheias que assolam o RS. POR O SUL
- Aumenta para 95 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul
Aumentou para 95 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço divulgado na noite desta terça-feira (7) pela Defesa Civil Estadual. Pelo menos 131 pessoas estão desaparecidas e 372 ficaram feridas. Mais de 200 mil pessoas encontram-se desalojadas ou desabrigadas. No total, 401 municípios do Estado registraram danos em razão dos temporais dos últimos dias. Conforme o boletim da Defesa Civil, mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas pelas cheias que assolam o RS. Confira o boletim completo Municípios afetados: 401Pessoas em abrigos: 48.799Desalojados: 159.036Afetados: 1.443.950Feridos: 372Desaparecidos: 131Óbitos: 95Óbitos em investigação: 4 Relação de óbitos por cidade Bento Gonçalves (6)Boa Vista do Sul (2)Bom Princípio (1)Canela (2)Canoas (3)Capela de Santana (1)Capitão (2)Caxias do Sul (5)Cruzeiro do Sul (8)Encantado (2)Esteio (1)Farroupilha (1)General Câmara (1)Forquetinha (2)Gramado (7)Itaara (1)Lajeado (5)Montenegro (1)Pantano Grande (1)Paverama (2)Pinhal Grande (1)Porto Alegre (3)Putinga (1)Roca Sales (2)Salvador do Sul (2)Santa Cruz do Sul (2)Santa Maria (5)São João do Polêsine (1)São Leopoldo (1)São Vendelino (2)Segredo (1)Serafina Corrêa (2)Silveira Martins (1)Sinimbu (1)Sobradinho (1)Taquara (2)Três Coroas (3)Vale do Sol (1)Venâncio Aires (3)Vera Cruz (1)Veranópolis (5) Óbitos em investigação: 4Caxias do Sul (1)Pinhal Grande (1)Santa Maria (1)Três Coroas (1) Energia elétrica, água e telefonia CEEE Equatorial: 221.326 pontos sem energia elétrica (12,3% do total de clientes);RGE Sul: 233,6 mil pontos sem energia elétrica (7,6% do total de clientes);Corsan: 606.744 clientes sem abastecimento de água (21% do total);Tim: 16 municípios sem serviços de telefonia e internet;Vivo: 35 municípios sem serviços de telefonia e internet;Claro: 6 municípios sem serviços de telefonia e internet. Panorama nas escolas estaduais Dados das escolas afetadas (danificadas, servindo de abrigo, com problemas de transporte, com problema de acesso e outros):855 escolas228 municípios28 Coordenadorias Regionais de Educação (CRE)293.594 estudantes impactados421 escolas danificadas68 escolas servindo de abrigo Retomada das aulas CREs que retomaram as aulas na terça-feira (7): Uruguaiana (10ª); Osório (11ª); Erechim (15ª); Palmeira das Missões (20ª); Três Passos (21ª); São Luiz Gonzaga (32ª); São Borja (35ª) e Ijuí (36ª); Caxias do Sul (4ª), Pelotas (5ª) Santa Cruz do Sul (6ª), Passo Fundo (7ª), Santa Maria (8ª), Cruz Alta (9ª), Bagé (13ª), Santo Ângelo (14ª), Bento Gonçalves (16ª), Santa Rosa (17ª); Rio Grande (18ª); Santana do Livramento (19ª); Vacaria (23ª); Soledade (25ª) e Carazinho (39ª). CREs sem previsão de retomada: Porto Alegre (1ª ), São Leopoldo (2ª), Estrela (3ª), Guaíba (12ª), Cachoeira do Sul (24ª), Canoas (27ª) e Gravataí (28ª). Alguns municípios da região de Pelotas e de Rio Grande não tiveram aulas hoje e não terão amanhã devido à situação dos dois municípios.
- “Vamos prender todo mundo”, diz secretário da Segurança em meio a saques no Rio Grande do Sul
Além do cenário de calamidade causado pelas fortes chuvas, a população do Rio Grande do Sul enfrenta uma onda de saques em residências e estabelecimentos comerciais, assaltos e até ameaças contra socorristas. O secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, afirmou que as autoridades prenderão todas as pessoas que praticarem atos de criminalidade. “Nós vamos prender todo mundo”, garantiu em entrevista na terça-feira (7). Ele afirmou que a Brigada Militar e a Polícia Civil estão atuando para coibir tentativas de saque, crimes contra o patrimônio e eventual desordem. O governador Eduardo Leite solicitou o apoio de 400 militares da Força Nacional de Segurança. “Vamos colocar força total para a segurança pública. Manteremos a ordem no Estado. E vamos prender e dar a consequência para aqueles que usam um momento dramático para aplicar golpes ou praticar crimes. Vamos estar firmes para evitar crimes nessas condições”, disse o chefe do Executivo. O SUL
- Em decorrência das chuvas no Rio Grande do Sul, presidente do Grêmio cobra CBF por paralisação do Campeonato Brasileiro
O presidente do Grêmio, Alberto Guerra, fez fortes cobranças à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para que haja paralisação do Campeonato Brasileiro. Em contato com Ednaldo Rodrigues, comandante da CBF, Guerra exigiu a paralisação não somente dos jogos dos times gaúchos. “O Rio Grande do Sul também é Brasil”, teria dito o dirigente gremista. A exigência, que já foi levada para outros clubes do Brasil, é que toda a próxima rodada do Campeonato tenha data alterada. A alegação é que, se as enchentes fossem no sudeste, o tratamento seria diferente. O Grêmio está com atividades suspensas desde sexta-feira (03). Em Porto Alegre, a Arena foi tomada pelas águas e segue alagada desde o último fim de semana, com imagens internas do gramado circulando desde segunda-feira (06). POR O SUL
- Inter avalia possibilidade de usar o CT da base para o time principal
Com o time principal do Inter sofrendo com o alagamento no Beira-Rio, as categorias de base do clube tiveram menos danos à estrutura. O complexo tem energia elétrica e água e a direção colorada analisa o momento do retorno aos trabalhos, com possibilidade de receber o elenco principal. O CT Morada dos Quero-Queros, em Alvorada, até ficou alagado, mas logo a situação se estabilizou. Os 58 garotos que moram nos alojamentos não sofreram com o impacto da enchente. “Teve um episódio de quarta para quinta, que encheu o arroio. Os campos alagaram, mas no outro dia já baixou e não teve mais problema. Limpamos os resíduos e está secando. Temos água, energia, internet e o restaurante está funcionando”, garante o diretor de futebol Jorge Andrade. Apesar das condições, o Inter suspendeu as atividades em razão de funcionários e jogadores que moram fora do CT terem sofrido com as enchentes. Para manter a forma, os garotos realizam trabalhos de forma online. Há uma avaliação diária para saber sobre a situação do estafe e se é possível comparecer ao complexo. O time profissional está com o CT Parque Gigante e o Beira-Rio alagados. A direção colorada discute para aproveitar a estrutura de Alvorada e retomar as atividades na Morada dos Quero-Queros. O time de Eduardo Coudet tem o confronto com o Juventude pela terceira fase da Copa do Brasil previsto para esta sexta-feira (10), mas há grandes chances de um novo adiamento. por o sul
- Chuvas no RS: mortes chegam a 95; 1,4 milhão de pessoas são afetadas
As tragédias das chuvas no Rio Grande do Sul provocaram 95 mortes até agora, sendo que quatro casos estão em avaliação. O governador Eduardo Leite confirmou que 131 pessoas estão desaparecidas. Pelo menos, 401 cidades foram afetadas, o que representa 80,6% do total de 497 cidades gaúchas. Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (7), o governador classificou a situação de “catástrofe”. Além disso, 48.799 pessoas deixaram suas casas e estão em abrigos. No entanto, o governo contabiliza um total de 159.036 cidadãos na condição de desalojados. O desastre deixou, até o momento, 1,4 milhão de pessoas afetadas pelo desastre. O Rio Grande do Sul tem 10,8 milhões de habitantes, segundo o censo de 2022 do IBGE. “O tamanho da crise no Rio Grande do Sul é o que especialmente torna essa situação difícil de tratarmos. Praticamente todo o estado está atingido de alguma forma”, lamentou o governador. Ele disse que os números estão se elevando a cada dia, mas que os dados podem estar “imprecisos”. Queda de temperatura A previsão é de queda das temperaturas a partir da noite de quarta-feira (8) e quinta-feira (9) com estimativa de chuva forte na zona sul do estado. “Há uma primeira projeção de que, entre sexta-feira e domingo, nós voltemos a ter chuvas muito fortes na metade norte do estado, com incidência nos rios que já se elevaram e que já provocaram todos esses estragos”, disse o governador. O governador pede que as pessoas ainda não voltem para suas casas, pois há risco de novas enchentes. POR O SUL
- Corrente de Solidariedade: Voluntários Encerram Trabalho de Limpeza em Espumoso
Hoje, dia 7 de maio de 2024, marcou o encerramento de um esforço notável em prol da comunidade Espumosense, onde voluntários locais e de outras cidades uniram forças para restaurar a beleza e a ordem da cidade. Com o apoio de voluntários vindos de Ibirubá, XV de Novembro, Fortaleza dos Valos e Selbach, a cidade testemunhou uma onda de solidariedade sem precedentes. Desde os primeiros raios de sol até o cair da noite, esses heróis anônimos trabalharam incansavelmente para limpar ruas e residências, removendo detritos. Em meio ao suor e à dedicação, o Soldado Jonatan Palla, um dos voluntários, compartilhou uma reflexão poderosa: “Se a dor do outro não doer em mim, eu desconheço o amor.” Essa frase ressoou entre os voluntários, alimentando o espírito de solidariedade e empatia que impulsionou essa incrível demonstração de união. Embora o trabalho de limpeza possa ter chegado ao fim, o legado de solidariedade e compaixão continuará a inspirar e fortalecer esta comunidade por muitos anos. Este foi mais do que um simples esforço de limpeza; foi um testemunho poderoso do poder transformador da bondade humana e da união em tempos de adversidade. Que a luz da solidariedade continue a brilhar sobre Espumoso e além, iluminando o caminho para um futuro mais unido e compassivo para todos. por clic espumoso
- No Rio Grande do Sul, reconstrução de rodovias federais custará mais de R$ 1 bilhão
O ministro dos Transportes, Renan Filho, informou, nesta segunda-feira (06,) que só a reconstrução dos trechos das rodovias federais destruídos pelas chuvas dos últimos dias no Rio Grande do Sul deverá custar mais de R$ 1 bilhão. “O trabalho do ministério de restabelecer o funcionamento das BRs e de suas respectivas construções vai, provavelmente, ultrapassar a casa de R$ 1 bi”, disse o ministro, durante reunião entre deputados federais e estaduais gaúchos com membros da equipe do governo federal, na manhã desta segunda-feira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. De acordo com Renan Filho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai editar uma MP (medida provisória) concedendo crédito orçamentário extraordinário para destinar recursos financeiros federais ao custeio das despesas resultantes da catástrofe climática. Segundo Renan Filho, esta será a primeira vez que o Ministério dos Transportes necessitará de recursos emergenciais da União arcar com despesas não previstas no orçamento da pasta. “Como o ministério tem um orçamento robusto, quando havia um problema [emergencial] nas rodovias [federais], nós mesmos fazíamos frente as necessidades.” O ministro informou que, para este ano, a previsão era investir no Rio Grande do Sul R$ 1,7 bi de orçamento próprio. Tais recursos estão sendo aplicados em “necessidades de curto prazo”, que, segundo Renan Filho serão recompostos com a medida provisória. “Precisaremos da ajuda decisiva da bancada do estado, dos deputados e senadores”, acrescentou o ministro, referindo-se tanto à importância de emendas parlamentares que destinem recursos para as obras de restauração da infraestrutura rodoviária federal no Rio Grande do Sul, quanto à aprovação de medidas legais que acelerem a transferência do dinheiro para o Estado e flexibilizem as normas que tratam dos gastos públicos. “Mesmo tendo um volume de investimentos [recursos] considerável para o estado, não seríamos capazes de tocar todas as obras já em andamento e [simultaneamente] restabelecer o funcionamento das rodovias federais”, afirmou o ministro, garantindo que alguns trechos bloqueados de rodovias como a BR-386 e a BR-290 deverão começar a ser liberados a partir dos dias 10 ou 12, facilitando o resgate de pessoas e o abastecimento de cidades. “Esse tipo de intervenção é assistencial, para garantir o abastecimento das cidades e o resgate de pessoas. É o que estamos chamando de caminhos assistenciais”, explicou o ministro dos Transportes.
- Sobe para 85 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul; 134 pessoas estão desaparecidas
Aumentou para 85 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço divulgado na noite dessa segunda-feira (6) pela Defesa Civil Estadual. Pelos menos 134 pessoas estão desaparecidas e 339 ficaram feridas. Mais de 200 mil gaúchos estão desalojados ou desabrigados. No total, 385 municípios do Estado registraram danos em razão dos temporais dos últimos dias. Conforme o boletim da Defesa Civil, mais de 1,1 milhão de pessoas foram afetadas pelas cheias. A cada atualização, recordes de perdas humanas e materiais são superados pela pior tragédia climática já registrada desde o início do povoamento da região pelos europeus, no século de 1.600. Decreto Publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) no domingo (5), o decreto nº 57.600 reiterou a situação de calamidade pública no Rio Grande do Sul descrita em medida anterior (1° de maio). Também são listados os municípios atingidos – a lista pode ser conferida em links disponibilizados para consulta a cada atualização de boletim, três vezes ao dia. Conforme o texto, as chuvas iniciadas em 24 de abril e que prosseguem em maio continuam a superar marcas históricas. São desastres meteorológicos classificados como de “Nível 3”, status relativo a danos e prejuízos elevados, tanto no aspecto humano quanto material. A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (6), o decreto legislativo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que reconhece o estado de calamidade pública no País para atendimento às cidades atingidas pelas inundações no Rio Grande do Sul. Na prática, a intenção do governo é uma autorização do Legislativo para repassar verbas às regiões alagadas de forma sem precisar cumprir regras fiscais. A matéria segue agora para o Senado. O decreto é solicitado com base na Lei de Responsabilidade Fiscal e dispensa o cumprimento de regras fiscais. Envio de alertas A fim de ampliar as estratégias de atenuação dos efeitos de incidentes climáticos, a Defesa Civil recomenda à população o cadastro para recebimento de alertas meteorológicos. Basta enviar o número do CEP da localidade por mensagem do tipo SMS ao número 40199: uma confirmação é enviada em seguida, confirmando a adesão. Também é possível se inscrever por meio do aplicativo WhatsApp. Nesse caso, o procedimento exige o registro pelo telefone (61) 2034-4611 e o envio do texto dizendo apenas “Oi”. A interação se efetiva e o usuário pode compartilhar sua localização atual ou de qualquer outra de seu interesse para então constar na lista de destinatário dos avisos. POR O SUL



































