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  • Sicredi Cooperação conclui Assembleias de Núcleo 2024

    #PortalEstaEmTudo A Sicredi Cooperação reuniu mais de 3,2 mil Associados durante o período de Assembleias 2024. Os encontros foram realizados em formato híbrido, entre os dias 05 e 16 de fevereiro e contaram com a apresentação dos resultados financeiros e sociais referentes ao exercício de 2023, além de alinhamentos para 2024. Ao todo, foram realizados 15 Assembleias de Núcleos com os Associados, que aconteceram nos municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina onde a Cooperativa atua. Os Associados participaram tanto presencialmente, quanto pela transmissão online realizada pelo aplicativo Sicredi. A modalidade híbrida possibilitou também para os Associados do município mineiro de Teófilo Otoni, onde a Sicredi Cooperação iniciou seu trabalho recentemente, acompanhassem o momento democrático. O Presidente da Cooperativa Gervásio Jorge Diel, apresentou aos Associados as Ações Sociais do exercício 2023 e colocou em aprovação a Prestação de Contas, a Destinação das Sobras, a Eleição de Delegados de Núcleo, o Regulamento do Fundo Rotativo Assemblear e o Planejamento de Ações para o ano de 2024, além de outros assuntos de interesse do Quadro Social. ‘’Ficamos muito felizes com o número de Associados que participaram das Assembleias, é o momento mais importante para a Cooperativa,  na qual o Conselho de Administração faz a prestação de contas do exercício encerrado, de forma transparente demonstrando como está a sua Cooperativa’’, disse Diel. Após as destinações Estatutárias, as Sobras a disposição da AGO foram aprovadas e destinadas - pelos Associados nas Assembleias de Núcleos - parte para Reserva Legal da Cooperativa e a maior parte para crédito em Conta Corrente e crédito em Cota Capital dos Associados, de forma proporcional à utilização de produtos e serviços ao longo do ano.  Além disso, em 2024 serão destinados R$ 650 mil das Sobras para os projetos das entidades do Fundo Social. O Diretor Executivo Nélio Heller destaca o compromisso dos Associados durante as Assembleias: ‘’Ficamos felizes em perceber que o Associado vem para a Assembleia, se interessa pelos assuntos da Cooperativa e presta atenção nos dados que apresentamos. A transparência é algo que priorizamos na Cooperativa e é gratificante vermos o interesse do Quadro Social’’. Assembleia Geral Ordinária A Sicredi Cooperação finalizou o Processo Assemblear 2023 no dia 23 de fevereiro com a Assembleia Geral Ordinária de Delegados (AGO), destinada à participação dos Coordenadores de Núcleos (Delegados) da Cooperativa. Nesse momento, os Coordenadores/Delegados levaram à AGO as decisões tomadas pelos Associados durante as Assembleias de Núcleos. A Assembleia Geral aconteceu em Não-Me-Toque, no Clube União. Sobre o Sicredi O Sicredi é uma Instituição Financeira Cooperativa comprometida com o crescimento de seus Associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 7 milhões de Associados, que exercem o papel de donos do negócio.

  • Repórter faz boletim de ocorrência contra mascote do Inter por importunação sexual

    Uma repórter fez um boletim de ocorrência na delegacia do Estádio Beira-Rio contra o funcionário que se veste de mascote do Inter por importunação sexual. O caso, segundo ela, ocorreu logo após o terceiro gol do Inter no Gre-Nal 441, vencido pelos colorados por 3 a 2. De acordo com Gisele Kumpel, que trabalha na Rádio Monumental, o mascote ficou incomodando ao longo de todo o jogo. Ela relatou à polícia que, desde o primeiro tempo, o Saci ficou próximo, fazendo gestos. Até que chegou a parte final do jogo. — Quando deu o pênalti para o Inter, tive uma sensação de que ele ia me tirar do sério. Fui para o lado, fiquei mais longe dele, deixando pessoas entre nós para ele não me incomodar. Quando deu o gol, fez mais gestos para mim e quando percebeu que ignorei, ele me abraçou e com uma mão nas minhas costas, deu uma levantadinha na máscara e me deu um beijo, quase na boca. Senti o estalo e o suador que ele estava. Dei uma leve empurrada porque me assustei — contou. Gisele comentou que, minutos após o ocorrido, entendeu o que tinha acontecido e "teve uma crise de choro". Ela procurou a Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG) para buscar orientação de como proceder. Então, foi à delegacia da Polícia Civil no Estádio Beira-Rio e fez um Boletim de Ocorrência contra o funcionário. Procurado pela reportagem, o Inter informou que "como habitual, disponibilizará imagens do seu circuito de monitoramento para a elucidação dos casos. Tanto as ocorrências de arremessos de cadeiras oriundas da torcida visitante, que atingiram torcedores do Internacional, quanto a denúncia registrada por profissional da imprensa serão acompanhadas pelo Clube para a adoção das medidas cabíveis". POR GZH

  • Torcedores colorados ficam feridos ao serem atingidos por cadeiras no Beira-Rio

    O apito final que decretou desfecho festivo para a torcida colorada neste domingo (25), com a vitória de virada por 3 a 2 sobre o arquirrival tricolor, acabou por desencadear episódio de violência nas arquibancadas. Dois torcedores colorados precisaram de atendimento médico de urgência, prestado pelas equipes de socorro presentes no Beira-Rio, depois de terem sido atingidos por cadeiras arrancadas e arremessadas em meio à multidão. De acordo com o vice-presidente de Administração do Inter, André Dalto, os feridos são uma mulher de 47 anos e um homem de 40 anos. Eles tiveram constatados traumatismos cranianos em grau leve. — Eles foram prontamente atendidos e encaminhados a um hospital. O clube também está tomando providências no sentido de identificar os agressores e oferecer informações sobre o ocorrido às autoridades — descreveu Dalto. Segundo o dirigente colorado, mais assentos foram depredados e lançados por torcedores inconformados com a derrota de seu time. Dalto lamentou o episódio e garantiu empenho do clube para a busca de imagens que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. Pelo menos um torcedor já teria sido identificado pelo clube. No decorrer da noite, a condição de saúde dos torcedores permaneceu sendo acompanhada por dirigentes do Inter. Um boletim emitido pelo Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre apontou que ambos foram examinados e tiveram constatados traumatismos cranianos em grau leve. Depois de suturados, homem e mulher foram liberados. Manifestação do Inter No final da noite, o clube colorado disponibilizou uma nota a respeito do fato. O Inter informou que "como habitual, disponibilizará imagens do seu circuito de monitoramento para a elucidação dos casos. Tanto as ocorrências de arremessos de cadeiras oriundas da torcida visitante, que atingiram torcedores do Internacional, quanto a denúncia registrada por profissional da imprensa serão acompanhadas pelo Clube para a adoção das medidas cabíveis". POR GZH

  • Em discurso a apoiadores na Paulista, Bolsonaro pede pacificação, diz ser perseguido e não cita STF

    Acuado por investigações da Polícia Federal (PF), o ex-presidente Jair Bolsonaro atraiu uma multidão à Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, na maior demonstração de apoio popular desde que deixou a Presidência da República. Vestido com camiseta da seleção brasileira sobre um colete à prova de balas , Bolsonaro pediu pacificação, disse ser um perseguido político e não citou o Supremo Tribunal Federal (STF) em sua fala. — Levo pancada desde antes das eleições de 2018, passei quatro anos perseguido enquanto presidente da República, essa perseguição aumentou sua força quando deixei a presidência — afirmou. Na sequência, o ex-presidente citou fatos pelos quais está sendo investigado e refutou a acusação de que teria tentado dar um golpe de Estado. — É joia, é questão de importunação de baleia, é dinheiro que teria mandado para fora do Brasil. É tanta coisa que eles mesmos acabam trabalhando contra si. A última: Bolsonaro queria dar um golpe. O que é golpe? Golpe é tanque na rua, é arma, é conspiração, é trazer classe política para o seu lado, empresariais. É isso que é golpe. Nada disso foi feito — disse Bolsonaro. Em 22 minutos de discurso, Bolsonaro contou sua trajetória no Exército e na política, citou realizações de seu governo e fez um apelo ao Congresso Nacional para aprovação de uma anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro. — Teria muito a falar, tem gente que sabe o que eu falaria. Mas o que eu busco ganhar é a pacificação. É passar uma borracha no passado, buscar uma maneira de vivermos em paz, não continuarmos sobressaltados. É por parte do parlamento brasileiro, uma anistia para aqueles pobres coitados que estão presos em Brasília. Não queremos mais que seus filhos sejam órfãos de pais vivos. Uma conciliação, já anistiamos no passado quem fez barbaridades no Brasil. Por isso pedimos a todos, 513 deputados, 81 senadores, um processo de anistia — conclamou. O ato é uma tentativa do ex-presidente  de manter a militância mobilizada e demonstrar vigor político no momento em que a Polícia Federal (PF) avança na apuração de tentativa de golpe de Estado e abolição do estado democrático de Direito: — Estou muito orgulhoso e grato por vocês terem aceito esse convite, que era para termos uma fotografia para o mundo do que é a garra, a determinação do povo brasileiro. Com essa fotografia, mostramos que podemos até ver um time de futebol sem torcida ser campão, mas não conseguimos entender como existe um presidente sem povo ao seu lado. Vocês nos trazem a esperança, a energia, a garra, a certeza de que temos como vencer. Ao final, Bolsonaro disse que a mudança deve começar já nas eleições municipais de 2024 e, sem citar o Tribunal Superior Eleitoral, reclamou da condenação que o tornou inelegível por oito anos. — Em 2024, temos eleições municipais. Vamos caprichar no voto. E nos prepararemos para 2026. O futuro a Deus pertence — afirmou, para depois completar: — Não podemos concordar que um poder tire do palco político quem quer que seja, a não ser que seja por um motivo extremamente justo. Não podemos pensar em ganhar as eleições afastando os opositores — afirmou. Presença do público Os apoiadores  presentes no ato deste domingo vestem camisas verde e amarelo e seguram bandeiras do Brasil. Em vídeo divulgado no dia 13, Bolsonaro ressaltou que o ato seria "pacífico" e pediu aos apoiadores que evitassem levar faixas "contra quem quer que seja".  De acordo com o site G1, o ato ocupava seis quarteirões e meio da avenida por volta das 16h. A Polícia Militar mobilizou 2 mil homens para fazer a segurança na Paulista. O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), um dos cartões postais da capital paulista que fica na Avenida Paulista, está fechado neste domingo por conta da manifestação. Chegada de Bolsonaro Bolsonaro chegou ao local pouco depois das 14h. O ex-presidente estava acompanhado. do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do deputado federal Tenente-coronel Zucco (PL-RS). No palanque, Bolsonaro ficou ao lado da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, dos filhos, de ex-ministros parlamentares e aliados políticos. Michele Bolsonaro abriu o ato com uma manifestação religiosa. Proibido de manter contato com Bolsonaro e outros investigados de tentativa de golpe de Estado, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, fez um rápido discurso no início do ato, agradeceu a presença dos militantes e deixou o local. Na sequência, discursaram os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Há um cuidado especial com o uso da palavra, para evitar que haja ataques ao STF ou incitações à intervenção militar e golpe de Estado. Embora mais de cem deputados tenham confirmado presença, pouco mais de 10 pessoas irão discursar. Discursos de Tarcisio e Malafaia Falando em nome dos governadores presentes, Tarcísio evitou polêmicas e resgatou realizações do governo Bolsonaro, como a criação do PIX. — Tanta coisa boa aconteceu. Gente, quem lembra do PIX? Isso mudou a vida das pessoas. Hoje nossa economia anda por causa do PIX - afirmou. Subiram ao palanque os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, de Minas Gerais, Romeu Zema, e de Santa Catarina, Jorginho Melo. Na sequência de Tarcísio, falou o pastor Silas Malafaia, que financiou o ato gastando cerca de R$ 100 mil na contratação dos carros de som e da estrutura. No discurso, Malafaia disse que não atacaria as instituições, mas lançou uma série de suspeitas sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral. Para Malafaia, a investigação da tentativa de golpe de Estado foi criada para  prejudicar Bolsonaro. Ele colocou em dúvida a participação de bolsonaristas nas depredações do 8 de Janeiro. — Começou, então, a narrativa de golpe. Cadê os vídeos gravados pelas câmeras do governo, que estão em posse de Alexandre de Moraes? O povo tem que saber quem está por trás dessa safadeza e daquela baderna — afirmou. Entenda o contexto da manifestação Bolsonaro e seus aliados próximos são investigados por supostamente articularem um golpe após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de 2022. No último dia 8, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o ex-presidente teve o passaporte apreendido. Em decisão de 135 páginas, Moraes afirma que os alvos da operação estariam planejando a execução de um golpe de Estado em uma organização formada por, pelo menos, seis diferentes tipos de atuação. Segundo a Polícia Federal, as tarefas das frentes tinham três objetivos: desacreditar o processo eleitoral, planejar e executar o golpe de Estado e abolir o Estado democrático de direito. No dia 22, Bolsonaro compareceu na sede da Polícia Federal, em Brasília, para prestar depoimento sobre o caso, mas permaneceu em silêncio. O advogado Paulo da Cunha Bueno explicou que não teve acesso a todas as provas que fundamentaram a operação Tempus Veritatis. Além de Bolsonaro, outros alvos da Tempus Veritatis também foram intimados a prestar depoimento à PF, como o coronel e ex-ajudante de ordens Marcelo Costa Câmara, o ex-assessor Tércio Arnaud Tomaz e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Por estratégia da PF, todos investigados tinham de depor ao mesmo tempo. Assim, a polícia tenta evitar que haja combinação de versões. O advogado Marcelo Bessa, que representa Valdemar, informou que ele respondeu todas as perguntas dos investigadores. O advogado Eumar Novacki, que representa o ex-ministro Anderson Torres, confirmou que ele não ficou em silêncio. POR GZH

  • Casamento gay, regras na internet e direitos dos animais: o que pode mudar com a atualização do Código Civil

    Dos juros do aluguel ao convívio com a vizinhança. De danos ambientais ao casamento. Do transporte de mercadorias à reprodução assistida. Todas as normas que regem a vida privada no país estão agrupadas Código Civil Brasileiro, que está prestes a ser modificado pelo Congresso Nacional. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, apresenta nesta segunda-feira (26) uma proposta de atualização da legislação, que passará pelo escrutínio de senadores e deputados. Desconhecido da maior parte da população e apelidado entre juristas de "constituição do homem comum", o Código Civil consolida direitos e deveres de todos os brasileiros desde antes do nascimento até depois da morte, estabelecendo, por exemplo, critérios para a distribuição de herança e para a doação do corpo para estudos. A versão atual do calhamaço legislativo tem 2.046 artigos e foi sancionada em 2002 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, após tramitar por 26 anos no Legislativo. A redação anterior datava de 1916. Sentindo necessidade de atualizar o diploma, Pacheco criou no ano passado uma comissão de juristas para propor a revisão, que repartiu os trabalhos em nove subcomissões. Das discussões entre os grupos e de sugestões recebidas, surgiu o anteprojeto de reforma do código, que será divulgado nesta segunda. Um dos principais objetivos do presidente do Senado é atualizar as normas à luz dos tempos atuais, em que as relações interpessoais e de consumo se deslocam cada vez mais para o ambiente digital. A despeito da intenção de Pacheco, o assunto que tende a monopolizar os debates, caso seja incluído no texto, será a permissão para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha autorizado a união gay em 2011, essa previsão ainda não consta no texto da lei. Em relatório parcial publicado no final do ano, uma das subcomissões de juristas propôs alterar o texto do artigo 1.514 do código, que diz que o casamento ocorre no momento em que "o homem e a mulher" manifestarem essa vontade ao juiz. A intenção seria substituir a expressão por "duas pessoas", abrangendo todos os cidadãos. Outra novidade sugerida pelos especialistas foi a criação de uma seção específica para o direito digital, que estabelece uma série de princípios para o uso da internet, como a proteção de dados pessoais, o respeito à privacidade e a liberdade de expressão. Por outro lado, também estipula uma série de regras, como a punição de plataformas na qual forem distribuídos conteúdos que causem danos a terceiros. Doutor em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor da mesma universidade e especialista em Direito Civil, o advogado Bruno Miragem avalia que as mudanças mais perceptíveis ocorrerão justamente nos temas relacionados ao direito digital, diante do avanço da tecnologia nas últimas décadas. — Há questões como a celebração de contratos pela internet, requisitos para que esses atos sejam válidos e negócios envolvendo bens digitais. Por exemplo, se uma pessoa tem 1 milhão de seguidores e uma rede social e morre, aquilo que hoje é um ativo econômico importante fica sem destinação. A ideia é que a revisão possa contemplar essas questões — explica. Miragem é presidente de uma comissão especial criada na seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS) para acompanhar a revisão do código. O grupo deverá apresentar sugestões ao texto e acompanhar a discussão no Senado e na Câmara Federal. A juíza de direito Clarissa Costa de Lima prevê alterações relevantes na área do direito de família, contemplando temas como a multiparentalidade (quando há mais de um vínculo materno ou paterno) e a multiconjugalidade (quando o indivíduo estabelece vínculos com mais de uma pessoa). Em uma das audiências públicas organizadas para discutir a revisão, a magistrada apresentou uma sugestão para a revisão: limitar o direito de um credor romper o contrato por inadimplência nos casos em que o devedor já cumpriu a maior parte do acordo ou já honrou a maior parte do débito. — Em alguns casos é demasiado forte o rompimento do contrato. Por exemplo, se o devedor á pagou 90% do que era devido. A ideia e limitar esse direito de desfazer o contrato e dar oportunidade para que o devedor que, de boa-fé, esteja sujeito um motivo excepcional ou imprevisto, regularizar a situação — explica Clarissa, diretora da Escola da Magistratura da Associação de Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris). Após a apresentação do texto, nesta segunda-feira, o conteúdo começará a tramitar no Senado na forma de projeto de lei e poderá receber emendas. Ainda não há previsão de quando irá a votação. Se aprovado, o texto ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados e pela sanção do presidente da República. O que pode mudar Alguns itens que constam em relatórios parciais da comissão de juristas nomeada por Rodrigo Pacheco e que devem aparecer no projeto de revisão do Código Civil: Casamento entre pessoas do mesmo sexo: hoje, Código Civil diz que o casamento se realiza "no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal". Tendência é de que o trecho que especifica gêneros seja alterado para "duas pessoas". Direitos dos animais: relatório parcial sugere que redação passa e considerar os animais "seres vivos dotados de sensibilidade e passíveis de proteção jurídica". Prevê ainda que a relação entre pessoas e animais pode ensejar disputa pela tutela dos bichos e pedidos de indenização em caso de malefícios aos animais. Regras para o ambiente digital: uma seção específica deve abordar direitos e deveres dos cidadãos na internet, além regular atividades no meio eletrônico, como celebração de contratos e a utilização de aplicativos. Foram sugeridas regras para grandes plataformas, como redes sociais, em que está incluída a responsabilidade por mitigar a circulação conteúdos ilícitos. Heranças: texto passaria a permitir que cônjuges ou companheiros renunciem à herança deixada em caso de morte do marido ou esposa. Hoje, há diferentes interpretações sobre o tema na Justiça. Em outro trecho, texto prevê que o patrimônio digital passe a integra a herança de pessoas falecidas. Testemunhas: texto atual do Código Civil proíbe que crianças e adolescentes menores de 16 anos sejam admitidos como testemunhas em processos. Sugestão é de que esse dispositivo seja revogado, com a condição de que o testemunho deve ser dado em depoimento especial. Previsão já consta no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). POR GZH

  • Últimos dias para garantir até 22,40% de desconto na quitação do IPVA 2024 no Rio Grande do Sul

    Proprietários de veículos que pagarem o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2024 no Rio Grande do Sul até a próxima quinta-feira (29) irão economizar, já que o mês tem desconto de 3% pela antecipação. Além disso, os contribuintes também podem obter os descontos de Bom Motorista e Bom Cidadão. Se tiverem direito e acumularem os benefícios, poderão agregar descontos que chegarão a 22,40%. Já os proprietários que optaram pelo parcelamento do tributo pelo Pix precisam gerar todo mês um novo QR Code para o pagamento. Para manter o parcelamento é preciso realizar os pagamentos das parcelas dentro dos prazos estipulados. Para consultar o valor do IPVA ou gerar o QR Code é necessário acessar o site do IPVA RS ou o aplicativo disponível na App Store e no Google Play. O governo gaúcho recomenda que, antes de efetuar o pagamento, é importante verificar as informações do destinatário para evitar golpes. Desconto do Bom Motorista Os descontos para bons motoristas estão mantidos como nos anos anteriores e variam em três faixas conforme o período sem infrações cometidas no trânsito. Para os condutores que não tiveram registro de infrações nos sistemas de informações do Estado no período entre 1º de novembro de 2020 e 31 de outubro de 2023 (três anos), a redução será de 15%. Já quem não teve multa depois de 1º de novembro de 2021 (dois anos) recebe desconto de 10% e, depois de 1º de novembro de 2022 (um ano), tem direito a um benefício de 5%. Desconto do Bom Cidadão Também em três faixas, a redução no valor do IPVA pelo Bom Cidadão resulta da participação do contribuinte (pessoa física) no Programa da Nota Fiscal Gaúcha (NFG) e da solicitação de notas com CPF na hora da compra. O desconto máximo de 5% será para quem possuir 150 notas ou mais, de 3% para quem tiver entre 100 a 149 notas e de 1% para o contribuinte entre 51 e 99 documentos fiscais devidamente registrados. Ao todo, 31% da frota tributável terá direito ao benefício. Como pagar O proprietário deverá apresentar o código Renavam e a placa do carro nos bancos da rede credenciada ou para a geração de QR Code. Consulte o valor do IPVA e faça o pagamento do seu veículo. Junto do IPVA, é possível pagar a taxa de licenciamento e as multas de trânsito. Onde pagar As opções são Banrisul, Bradesco (somente correntistas), Sicredi, Sicoob, Banco do Brasil (somente correntistas) e lotéricas da Caixa Econômica Federal. A escolha por Pix também está disponível em mais de 760 instituições. O contribuinte deve observar os horários limites de funcionamento da instituição financeira escolhida, em seus diversos canais de atendimento, para não perder prazos de pagamento. Alíquotas 3% – automóveis e camionetas 2% – motocicletas* 1% – caminhões, ônibus, micro-ônibus e automóveis e camionetas para locação. Frota total do Estado 2023: 7.587.889 Frota pagante de IPVA: 52,8%* Frota isenta de IPVA: 47,2%

  • Calendário do INSS: pagamento começa nesta sexta

    O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa a pagar nesta sexta-feira (23) os benefícios de fevereiro a 39,3 milhões de aposentados, pensionistas e pessoas que recebem auxílios. Atualmente, 27,3 milhões de pessoas recebem até um salário mínimo e 12 milhões ganham acima do piso nacional. Desse total, 5,7 são benefícios assistenciais, segundo dados da folha de pagamento de fevereiro. Primeiro recebem os beneficiários que ganham até um salário mínimo – que é de R$ 1.412 -, valor pago a 27,3 milhões de beneficiários. O valor será depositado entre sexta (23) e 7 de março. Os benefícios que superam o piso vão ser pagos de 1º a 7 de março. Cerca de 12 milhões de pessoas recebem acima do mínimo. O teto dos benefícios pagos pelo INSS em 2024 é de R$ 7.786,01. Consulta de valores Para consultar o valor que vai receber do INSS, o aposentado ou pensionista que não tiver acesso à internet, deve ligar a Central 135. Lá, informa o número do CPF e confirma algumas informações cadastrais para evitar evitar fraudes. O atendimento está disponível de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Os segurados que têm acesso à web podem acessar o site Meu INSS. Após fazer o login, na tela inicial, clique no serviço de “Extrato de Pagamento”. É possível ter acesso ao extrato e todos os detalhes sobre o pagamento do benefício. A consulta também pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, disponível para aparelhos com sistemas Android e iOS. Assim como no acesso pelo site, de início, é necessário fazer login e senha. Depois disso, todos os serviços disponíveis e o histórico das informações do beneficiário serão listados. Calendário 2024 O INSS divulgou ainda em dezembro o calendário de pagamentos de 2024 para aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios como auxílio-doença ou BPC (Benefício de Prestação Continuada). Os depósitos referentes a janeiro serão feitos de 25 de janeiro a 7 de fevereiro para quem recebe um salário mínimo. Segurados com renda mensal acima do piso nacional terão seus pagamentos creditados a partir de 1º de fevereiro. Bom lembrar que no calendário de 2024 ainda constam os pagamentos de dezembro de 2023. Para quem recebe até um salário mínimo, os depósitos referentes ao benefício do mês passado foram realizados entre os dias 21 de dezembro e 8 de janeiro. Data do pagamento Basta ver o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para aqueles que recebem seu benefício há algum tempo, vale a data habitual. Mais de 37 milhões de aposentados e pensionistas recebem benefícios do órgão. POR O SUL

  • Bancos praticam consignados do INSS com taxas acima do teto, diz relatório

    A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou falhas em controles internos do INSS na gestão de empréstimos consignados, incluindo autorizações de empréstimos pessoais sem cumprimentos dos critérios legais, problemas no acompanhamento periódico do cumprimento das normas pelas instituições que fazem os empréstimos e falta de divulgação de informações mínimas aos beneficiários. Entre os principais pontos apontados pela auditoria, cujo relatório foi divulgado na quarta-feira (21), estão os cerca de 20% de empréstimos identificados (em uma amostra de mais de 3 milhões de empréstimos) feitos com taxas acima do teto permitido. Segundo a CGU, em maio de 2023 – marco de referência da auditoria – pelo menos 14,1 milhões de beneficiários possuíam descontos para pagamento de empréstimos consignados, praticamente todos em empréstimo pessoal, somando R$ 7 bilhões só naquele mês. Taxas acima do teto Os auditores analisaram dez critérios diferentes para verificação da regularidade na autorização dos empréstimos e identificaram problemas em dois deles: benefícios elegíveis aos empréstimos e taxa máxima de juros cobrada no empréstimo pessoal. Em uma amostra envolvendo 3,1 milhões de contratos ativos de empréstimo pessoal, os auditores identificaram 623,7 mil (20,1%) com taxa de juros calculada superior ao teto previsto — que variou entre 2,14% e 1,70% no período analisado. Para a CGU, os problemas tanto podem estar nos registros realizados pelas instituições quanto na verificação pelo INSS do atendimento das regras, incluindo taxas de juros indevidas ou incorporação de despesas não permitidas. Ainda conforme os auditores, “as situações relatadas são prejudiciais ao acompanhamento das operações por parte do INSS, chegando, em certa medida, a inviabilizar a realização de determinadas verificações, especialmente em relação à observância aos limites estabelecidos para a cobrança de juros.” POR O SUL

  • Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 110 milhões neste sábado

    Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.691 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite de quinta-feira (22), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Os números sorteados foram: 13, 15, 28, 37, 40 e 57. O prêmio para o próximo sorteio, que acontece neste sábado (24), acumulou em R$ 110 milhões. De acordo com a Caixa, 77 apostas acertaram a quina e ganharam R$ 65.378,35 cada, enquanto 6.572 apostas acertaram a quadra e ganharam R$ 1.094,28 cada, As apostas para o próximo sorteio podem ser feitas até as 19h de sábado nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o País ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5. POR O SUL

  • Em Brusque, homem é preso após 20 anos vivendo com identidade falsa. Família não sabia

    Um homem de 47 anos foi detido em Brusque, no Vale do Itajaí, sob a suspeita de utilizar documentos com identidade falsa por quase duas décadas. De acordo com o Delegado Odair Sobreira, o homem teria extinto sua identidade anterior e passou a levar uma vida normal com outro registro. Ele adquiriu título de eleitor, abriu contas bancárias, obteve alvarás, casou-se e teve dois filhos registrados sob o nome falso, segundo o investigador.O empresário teria ocultado sua verdadeira identidade até mesmo de sua esposa. “Ele passou a ser uma nova pessoa com esse novo nome, essa nova identidade. Ele tirou habilitação, abriu empresas, tirou o CPF. Ele votava, teve dois filhos, relacionamentos conjugais”, disse o delegado. De acordo com o delegado, o homem já havia sido detido anteriormente por questões relacionadas a pensão alimentícia, utilizando documentos falsificados. Conforme informações da Polícia Civil, o suspeito foi interrogado posterior sua prisão preventiva, na presença de um advogado, porém optou por permanecer em silêncio. A motivação por trás de seus atos ainda está sendo investigada. A polícia civil de Brusque obteve um mandado de prisão com base nos delitos de uso de documento falso, falsificação de documento e falsidade ideológica. Além disso, o delegado solicitou uma busca e apreensão na residência do homem, que foi autorizada pela Justiça. Durante a operação, os policiais encontraram uma quantidade mínima de maconha, diversos cartões bancários, cheques, documentos pertencentes a uma empresa local e uma carteira de motorista, todos identificados com o nome falso. Notícias RS 24h

  • Brigada Militar realiza reunião de alinhamento para a 24ª Edição da Expodireto Cotrijal

    Na tarde de quinta-feira (22/2), na sede da Cotrijal em Não-Me-Toque, foi realizada reunião de alinhamento final de segurança pública, para a 24ª Edição da Expodireto Cotrijal, que ocorrerá entre os dias 4 e 8 de março de 2024. A reunião contou com a presença do Comandante do CRPO-P Cel Marco Antônio dos Santos Moraes; Comandante do 38ºBPM, Maj Juliano Moura; Comandante do Pelotão de Não-Me-Toque, Ten Marcelo Petry, bem como do Presidente da Cotrijal, Nei Mânica e Vice-Presidente,  Enio Schroeder. A Expodireto Cotrijal é uma das maiores feira de agronegócio da América Latina, e movimenta milhares de pessoas no decorrer dos dias, o que demonstra a importância de um bom alinhamento estratégico de segurança pública, fazendo com que os visitantes possam desfrutar de forma tranquila e segura do evento. Por: Comunicação Social 38ºBPM

  • Caixa anuncia concurso público com mais de 4 mil vagas no país

    A Caixa Econômica Federal vai abrir concurso público com oferta de 4 mil vagas. O presidente do banco, Carlos Vieira, esteve, nesta quarta-feira (21), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar o edital, que será divulgado nesta quinta-feira (22). Do total de vagas, 2 mil serão para técnicos bancários e a outra metade para técnicos da área de tecnologia. Todas exigem nível médio. O salário inicial é de R$ 3.762. Estão previstas 50 vagas de nível superior, sendo 28 para médico do trabalho e 22 para engenheiros de segurança do trabalho. A remuneração inicial é de R$ 11.186 e R$ 14.915 respectivamente. O banco irá destinar 6% das vagas para pessoas com deficiência. Carlos Vieira disse que a ideia é reforçar o atendimento da Caixa em todo país. "Nós vamos contemplar em função das necessidades regionais. Em algumas regiões precisam mais, outras menos. Nós também vamos estimular com esse concurso que ele ocupe uma parte do território que é desassistido por bancos. Estamos com uma estratégia voltada a um estímulo de construção e inauguração de unidades da Caixa em áreas que são poucas assistidas do ponto de vista bancário", disse Vieira. O presidente Lula comentou nas redes sociais que o concurso é uma grande oportunidade de fortalecimento do serviço público federal. As provas serão aplicadas pela Cesgranrio no primeiro semestre deste ano, com questões objetivas e redação. Os aprovados devem ser convocados a partir de agosto de 2024. Os funcionários do banco têm direito à assistência à saúde, previdência complementar, participação nos lucros e resultados, auxílios alimentação, refeição e creche e vale transporte, além de cursos de capacitação. O concurso terá validade de um ano, prorrogável por igual período, a critério da Caixa. o sul

  • Sicredi Cooperação conclui Assembleias de Núcleo 2024

    A Sicredi Cooperação reuniu mais de 3,2 mil Associados durante o período de Assembleias 2024. Os encontros foram realizados em formato híbrido, entre os dias 05 e 16 de fevereiro e contaram com a apresentação dos resultados financeiros e sociais referentes ao exercício de 2023, além de alinhamentos para 2024. Ao todo, foram realizados 15 Assembleias de Núcleos com os Associados, que aconteceram nos municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina onde a Cooperativa atua. Os Associados participaram tanto presencialmente, quanto pela transmissão online realizada pelo aplicativo Sicredi. A modalidade híbrida possibilitou também para os Associados do município mineiro de Teófilo Otoni, onde a Sicredi Cooperação iniciou seu trabalho recentemente, acompanhassem o momento democrático. O Presidente da Cooperativa Gervásio Jorge Diel, apresentou aos Associados as Ações Sociais do exercício 2023 e colocou em aprovação a Prestação de Contas, a Destinação das Sobras, a Eleição de Delegados de Núcleo, o Regulamento do Fundo Rotativo Assemblear e o Planejamento de Ações para o ano de 2024, além de outros assuntos de interesse do Quadro Social. ‘’Ficamos muito felizes com o número de Associados que participaram das Assembleias, é o momento mais importante para a Cooperativa,  na qual o Conselho de Administração faz a prestação de contas do exercício encerrado, de forma transparente demonstrando como está a sua Cooperativa’’, disse Diel. Após as destinações Estatutárias, as Sobras a disposição da AGO foram aprovadas e destinadas - pelos Associados nas Assembleias de Núcleos - parte para Reserva Legal da Cooperativa e a maior parte para crédito em Conta Corrente e crédito em Cota Capital dos Associados, de forma proporcional à utilização de produtos e serviços ao longo do ano.  Além disso, em 2024 serão destinados R$ 650 mil das Sobras para os projetos das entidades do Fundo Social. O Diretor Executivo Nélio Heller destaca o compromisso dos Associados durante as Assembleias: ‘’Ficamos felizes em perceber que o Associado vem para a Assembleia, se interessa pelos assuntos da Cooperativa e presta atenção nos dados que apresentamos. A transparência é algo que priorizamos na Cooperativa e é gratificante vermos o interesse do Quadro Social’’. Assembleia Geral Ordinária A Sicredi Cooperação finaliza o Processo Assemblear 2023 no dia 23 de fevereiro com a Assembleia Geral Ordinária de Delegados (AGO), destinada à participação dos Coordenadores de Núcleos (Delegados) da Cooperativa. Nesse momento, os Coordenadores/Delegados levam à AGO as decisões tomadas pelos Associados durante as Assembleias de Núcleos. A Assembleia Geral acontece em Não-Me-Toque, no Clube União. Sobre o Sicredi O Sicredi é uma Instituição Financeira Cooperativa comprometida com o crescimento de seus Associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 7 milhões de Associados, que exercem o papel de donos do negócio.

  • Valor da saca de soja não deve retornar ao do ano passado nesta safra

    #PortalEstaEmTudo @Fonte: Site Uirapuru - Por Mateus Miotto O clima, após um breve período de tempo seco, voltou a trazer boas chuvas para as lavouras da região, animando produtores de soja.  A cultivar, que em 2023 teve ótimo valor por saca de 60kg, superando os 150 Reais a saca, amarga queda no preço pago na cotação atual. O último boletim informa que a cotação está em 109 Reais a saca, em Passo Fundo. Diante de um cenário promissor na produção da soja, o assunto preço foi abordado dentro do programa Cotações e Mercado, no último domingo, na Uirapuru.  A equipe de profissionais avaliou que dificilmente os preços devem subir rapidamente e alcançarem o mesmo do ano passado. O engenheiro agrônomo Claudio Doro, por exemplo, explicou que, nos últimos dez anos o Brasil aumentou a área de plantio da soja 16%, enquanto o mundo 26%.  Isso trouxe grande oferta, maior do que a necessidade do produto.  Desta forma, com o consumo estático, o preço não sobe. O que resta ao produtor rural da região é conseguir produtividade, aumentar o volume de grãos para ganhar no acumulado, pois preço alto não deverá ocorrer.  A única forma de isso ocorrer demandaria uma situação inesperada em grandes produtores mundiais, como o mercado americano.

  • Sala do Empreendedor realizou mais de mil atendimentos em Não-Me-Toque

    #PortalEstaEmTudo Com objetivo de incentivar a legalização dos negócios informais como os Microempreendedores Individuais e Microempresas. A Sala do Empreendedor orienta sore abertura, funcionamento e formalização de empresa, de forma simples e além de promover capacitação. Situada junto a situada junto a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agropecuário e Lazer, fechou seu balanço anual com mais de mil atendimentos. Os dados são contabilizados no período de agosto de 2022 a agosto de 2023. Foram 103 novas Meis criadas, 47 alterações, 29 baixas, 828 DAS, 121 emissão de Notas Fiscais, 25 parcelamentos e 200 declarações. Estas são apenas algumas das atividades realizadas. A Sala do Empreendedor possui parcerias com Sebrae, Senai e realiza participa da Missão Mercopar, com empresários locais. Horário de funcionamento: das 8h15 às 11h30 e das 13h30 às 17hE-mail de contato: sec.desenvolvimento@naometoquers.com.brTelefone: (54) 3332 3177.

  • Cancelado o 1º Campeonato Municipal de Vôlei de Não-Me-Toque

    #PortalEstaEmTudo A Administração Municipal de Não-Me-Toque, por meio do Departamento de Esportes, comunica que o 1º Campeonato Municipal de Vôlei, que aconteceria de 20 a 29 de fevereiro, foi cancelado devido ao baixo número de equipes inscritas.

  • Senado aprova fim da “saidinha” de presos

    #PortalEstaEmTudo O Senado aprovou nesta terça-feira (20) o projeto de lei que acaba com as saídas temporárias de presos em feriados e datas comemorativas, mas mantém a autorização para que detentos em regime semiaberto possam estudar fora da prisão. Como os senadores fizeram mudanças, a proposta será analisada novamente pela Câmara dos Deputados, que aprovou o projeto em 2022. A proposta foi aprovada por 62 votos favoráveis e dois contrários - dos senadores Cid Gomes (PSB-CE) e Rogério Carvalho (PT-SE). A legislação atual prevê a saída temporária, conhecida como “saidinha”, para condenados no regime semiaberto. Eles podem deixar a prisão cinco vezes ao ano para visitar a família em feriados, estudar fora ou participar de atividades de ressocialização. Segundo o relator da proposta no Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o projeto de lei aprovado hoje busca extinguir a saída temporária em vista dos recorrentes casos de presos detidos que cometem infrações penais durante o gozo desse benefício. “Ao permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o Poder Público coloca toda a população em risco”, argumentou. A proposta aprovada também prevê a realização de exame criminológico para permitir a progressão de regime de condenados. De acordo com o texto, um apenado só terá direito ao benefício se “ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento e pelos resultados do exame criminológico”. “O exame é uma junta médica em que um conjunto de médicos, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais vai determinar de forma técnica a capacidade dessa pessoa ter direito a progressão de regime ou livramento condicional”, explicou o senador. Por emenda apresentada pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR) na Comissão de Segurança Pública, fica permitida a saída de presos para frequência a curso profissionalizante, de ensino médio ou superior. Não se enquadram nessa permissão os presos que praticaram crime hediondo ou crime praticado com violência ou grave ameaça contra a pessoa. O projeto estabelece regras para a monitoração de presos com o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo a proposição, o juiz pode determinar a fiscalização eletrônica como requisito para o cumprimento de penas do regime aberto e semiaberto e de presos com restrição de circulação pública e para estabelecer o livramento condicional. A legislação será chamada de “Lei Sargento PM Dias”, em homenagem ao policial militar de Minas Gerais que foi morto em janeiro deste ano durante uma perseguição na capital mineira. O autor do crime era um beneficiário da saída temporária. Governo O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), liberou a bancada do governo para votar. Segundo ele, não há ainda nenhuma posição firmada pelo governo sobre a possibilidade de vetar a proposta. O líder do PT no senado, Fabiano Contarato (PT-ES), se manifestou favorável ao texto-base do projeto e também liberou a bancada para a votação. Ele disse ser contra a saída temporária de presos. Ressocialização Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a extinção do benefício não tem relação com a queda na criminalidade. O secretário Nacional de Políticas Penais (Senappen), Rafael Velasco, lembra que o cumprimento do benefício da saída temporária não é uma exclusividade do Brasil, que existe em todo o mundo, e que é absolutamente necessário para a retomada da vida fora da prisão após cumprimento da pena. “É um benefício humanitário, ele serve para reintegração social progressiva do preso, serve dentro dos processos de ressocialização dele, uma aproximação tanto familiar quanto social”, ressalta o secretário. A diretora-executiva do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Marina Dias, avalia que a saída temporária é extremamente importante para o processo de ressocialização, de retomada da vida daquela pessoa que está já cumprindo a pena, mas já está num processo de término da pena, justamente para retomar os seus vínculos na comunidade e com seus familiares. As pessoas encarceradas que têm direito à saída temporária são aquelas que estão no regime semiaberto, ou seja, que já podem deixar o presídio em algum momento para trabalhar, estudar ou para atividades que possam contribuir para sua reintegração social. Edição: Carolina Pimentel - Agência Brasil Foto: Gilson Dias - Agência Brasil

  • Empresa indiana de tratores investe R$ 55 milhões em nova fábrica no RS

    #PortalEstaEmTudo Em solenidade no Salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini, nesta terça-feira (20/2), o governador Eduardo Leite e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, acompanharam a apresentação de investimentos da Mahindra Rise no Rio Grande do Sul. Com foco em máquinas agrícolas, a empresa indiana investirá R$ 55 milhões para implementar sua nova unidade no município de Araricá, na região do Vale do Sinos. Atualmente instalada no município de Dois Irmãos, a empresa completa em outubro oito anos de presença no Estado. Com a nova unidade, a previsão é que a produção no Rio Grande do Sul triplique, saltando dos atuais 2,6 mil tratores por ano para 8 mil máquinas anualmente. Além disso, a expectativa é de que, com a ativação plena da fábrica, sejam gerados até 500 empregos diretos e indiretos na região. Nos próximos cinco anos, a empresa prevê que o investimento no Estado chegue a R$ 100 milhões. O governador Eduardo Leite ressaltou a importância dos investimentos atraídos e como a nova unidade da Mahindra demonstra o potencial do Rio Grande do Sul nessa empreitada. "A decisão da Mahindra em investir em uma nova unidade industrial em Araricá é um testemunho do potencial do nosso Estado. Os valores investidos, bem como a geração de empregos, não representam apenas números, mas efetivamente oportunidades importantes para nossos cidadãos e o desenvolvimento econômico das nossas comunidades”, apontou. “Esse investimento destaca um ambiente de negócios favorável, que temos construído no Rio Grande do Sul. Estamos comprometidos em fornecer as condições ideais para que as empresas transformadoras prosperem e invistam ainda mais na nossa economia”, concluiu Leite. Em seus 78 anos de atuação, a marca se destaca por ser a que mais vende tratores no mundo, sendo sua produção no Estado gaúcho voltada para veículos para a agricultura familiar. A nova fábrica possuirá uma área total de 93 mil metros quadrados. Destes, 14 mil metros quadrados são de área construída, com previsão de que seja expandido futuramente para mais de 30 mil metros quadrados. Polo falou sobre a importância deste investimento para o Rio Grande do Sul. “Destacamos esse momento como muito especial, por essa conquista da ampliação da empresa. Fizemos um trabalho relevante e esse acolhimento do Estado foi na maior intensidade possível para que o investimento pudesse acontecer e a unidade ampliasse sua produção para além do mercado doméstico, podendo atender a toda a América Latina”, disse o secretário. “Nós aprovamos o projeto da Mahindra, por meio do Fundopem, seguindo a orientação do governo para melhorar as condições e incentivar o empreendedorismo no Estado. Além disso, buscamos apoiar de todas as formas aqueles que aqui produzem e trabalham, assim como os que desejam escolher o Rio Grande do Sul para empreender.” O projeto da Mahindra foi um dos aprovados para receber incentivos via Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem), com um valor de R$ R$ 51,9 milhões. O programa, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), é um incentivo à indústria que não libera recursos financeiros para as empresas, mas as apoia por meio do financiamento parcial do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incremental devido gerado a partir da sua operação. Para o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, a parceria entre público e privado que possibilitou à empresa se desenvolver merece ser parabenizada. “Gostaria de congratular o Estado do Rio Grande do Sul pelas equipes envolvidas no processo de fazer acontecer essa parceria e desenvolver essa nova operação. Para mim, como embaixador, minha missão principal é promover a colaboração entre Índia e Brasil. Quando falamos do sucesso da Índia, é também o sucesso da Mahindra, que são duas coisas diretamente ligadas. É também representativo do sucesso do setor privado da Índia, refletido na empresa aqui no Brasil”, afirmou. O CEO e presidente da Mahindra Américas, Viren Popli, ressaltou a felicidade pela empresa finalmente possuir seu local próprio no Rio Grande do Sul. “Estamos aqui há oito anos. Começamos nossa história sendo locatários e agora podemos dizer que somos donos do nosso próprio espaço no Estado, finalmente fincando a bandeira da Mahindra em solo gaúcho. Operamos em uma centena de países e queríamos estar no Brasil há muito tempo, agora estamos aqui e esperamos ficar indefinidamente”, disse. O CEO da Mahindra no Brasil, Jak Torretta, afirmou que a empresa agora entra em um novo momento, após seus oito anos de existência no Rio Grande do Sul. “Com essa nova área e o potencial do portfólio que temos no mundo, temos uma oportunidade muito grande para trazer outros produtos para o Estado, nesta mesma fábrica, expandindo nossa atuação. Nossa expectativa é de que já estaremos produzindo na nova unidade no primeiro trimestre de 2025”, pontuou. Texto: Ascom Sedec e Thales Moreira/SecomEdição: Camila Cargnelutti/Secom

  • Veja repercussão da fala de Lula sobre guerra em Gaza e Holocausto

    #PortalEstaEmTudo A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparando as ações militares de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto contra judeus da 2ª Guerra Mundial teve ampla repercussão no Brasil e no exterior. O comentário fez o governo de Israel declarar Lula persona non grata no país. Em resposta, o governo brasileiro convocou de volta ao país o embaixador de Tel Aviv “para consultas”. No Brasil, movimentos sociais, sindicatos, lideranças políticas e entidades que representam israelenses, judeus e palestinos se manifestaram sobre o tema, criticando ou defendendo o teor do comentário. Veículos de imprensa nacionais também dedicaram ampla cobertura sobre a declaração do presidente. Em resposta às críticas recebidas por Lula, o Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal) expressou “total solidariedade” ao presidente brasileiro e afirmou que é apropriada a comparação entre a ação de Israel em Gaza e a de Adolf Hitler na Alemanha nazista. “Enquanto a intenção de Hitler era a eliminação dos judeus, a de 'Israel' consiste na aniquilação do povo palestino, em uma operação de limpeza étnica. Nesse sentido, os nazistas e os sionistas podem ser considerados entidades irmãs siamesas”, afirmou, em nota, Ahmed Shehada, presidente da Ibraspal. O sionismo é o movimento político, surgido na Europa no século 19, que deu origem ao Estado de Israel. O Instituto Brasil-Palestina defendeu que a ação de Israel em Gaza não é “direito de defesa”, como diz o governo israelense, e argumentou que o direito internacional não autoriza “bombardeios contra escolas, hospitais, mesquitas, igrejas e residências de civis desarmados, tampouco permite o sequestro e tortura de milhares de palestinos. No entanto, 'Israel' persiste em tais práticas”. Em posição oposta ficou a Confederação Israelita no Brasil (Conib). A organização condenou a fala de Lula e chamou a comparação de “distorção perversa da realidade” que ofenderia a memória das vítimas do Holocausto. “Os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus indefesos na Europa somente por serem judeus. Já Israel está se defendendo de um grupo terrorista que invadiu o país”, afirmou. A Confederação Israelita completou que “o governo brasileiro vem adotando uma postura extrema e desequilibrada em relação ao trágico conflito no Oriente Médio, abandonando a tradição de equilíbrio e busca de diálogo da política externa brasileira”. Outra organização judaica do Brasil, o Judeus Pela Democracia, disse que a fala é uma “vergonha histórica sobre todos os pontos de vista” e que ela estimula o antissemitismo, ou seja, a discriminação contra os povos semitas, entre os quais, estão os judeus. Para essa entidade, o que acontece em Gaza é uma tragédia humanitária, “mas a guerra de hoje não é remotamente parecida com o Holocausto”. Por outro lado, a Articulação Judaica de Esquerda saiu em defesa do presidente Lula. “As semelhanças são insuportáveis. São dolorosas e desconfortáveis. Mas é impossível, conhecendo os antecedentes e as medidas adotadas pelos nazistas, não comparar com a situação dos palestinos vivendo há 55 anos em condição apátrida e sob pogmons (avalizados e estimulados pelas autoridades israelenses)”. Pogmon é um termo usado historicamente para denominar atos de violência em massa contra um grupo étnico ou religioso. “Quando se menciona isso não se banaliza o Holocausto. Faz-se memória e justiça, restabelece-se a verdade e honram-se aqueles que lutaram e sobreviveram”, afirmou o grupo. Outro coletivo judaico que saiu em defesa do presidente Lula foi o Vozes Judaicas Por Libertação. Em carta, o grupo argumentou que “a comparação entre genocídios é sempre delicada pois a experiência vivenciada por cada povo afetado é inigualável”. Mesmo assim, o coletivo acredita que as palavras do presidente foram necessárias. “A contradição de o povo judaico ser ora vítima e agora algoz é palpável, tenebrosa e desalentadora. Lula externou o que está no imaginário de muitos de nós”, afirmou. O Vozes Judaicas Por Libertação pediu que o governo vá ainda mais longe, rompendo relações diplomáticas e comerciais com Israel. “As palavras têm poder. Se a forma como Lula se expressou na ocasião foi pouco cuidadosa – tropeçando justamente neste ninho de comparações forçadas – sua fala tem o objetivo de atingir a imaginação e provocar uma crise moral sobre Israel”, acrescentou, em nota, a organização. Oposição A fala do presidente Lula gerou forte reação na oposição ao governo no Congresso Nacional. Alguns deputados tentam colher assinatura para protocolar um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) disse que o presidente cometeu crime de responsabilidade sob o argumento de a fala expor o Brasil ao perigo de guerra e citou o Artigo 5ª da Lei do Impeachment (1.079/1950). “É inadmissível o vexame a que Lula está submetendo o Brasil, país que tanto contribuiu para a fundação do Estado de Israel”, afirmou a parlamentar. A presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, rebateu a oposição. “Golpistas querendo impeachment de Lula só pode ser piada”, comentou a deputada federal por São Paulo. Sobre a reação do governo de Israel, Gleisi disse que “Netanyahu devia se preocupar com a rejeição que desperta no mundo e em seu próprio país, antes de tentar repreender quem denuncia sua política de extermínio do povo palestino”. Comissões de Relações Exteriores A fala de Lula sobre a guerra em Gaza e o Holocausto também repercutiu entre os presidentes da Comissões de Relações Exteriores do Congresso Nacional Na Câmara, o presidente da comissão que fiscaliza a política externa do governo, o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), repudiou a comparação entre as ações de Israel em Gaza e o Holocausto. “É lamentável, injusto e desrespeitoso comparar o Holocausto à dolorosa guerra na Faixa de Gaza, motivada por atos do grupo terrorista Hamas. Os povos israelense e palestino vivem um momento triste, de luta contra o terrorismo, e não devemos criar mais pontos de tensão sobre esse fato, mas nos unir para combater práticas violentas como as exercidas pelo Hamas”, destacou. Já o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), não comentou o teor da fala do presidente, mas convidou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a ir à comissão para discutir o tema. “O ministro, como sempre, se prontificou a ir já na primeira semana de março, em virtude das agendas do G-20 e outros compromissos internacionais”, informou o parlamentar. Imprensa Parte da imprensa brasileira condenou a fala do presidente Lula por meio de editoriais - textos que representam a opinião dos donos dos veículos. Para O Globo, Lula “agride a História” ao comparar Israel aos nazistas. Já a Folha de São Paulo disse que a “banalização do Holocausto não deveria estar no repertório de um chefe de Estado”. Por sua vez, o Estado de S. Paulo afirmou que Lula “aviltou a História, a memória dos judeus assassinados pelos nazistas e os interesses do Brasil”. Coube à Gleisi Hoffmann sair em defesa de Lula. Para ela, Lula se colocou ao lado da maioria dos países, que condenam as ações de Israel em Gaza. “Quem ficou isolada nesse episódio foi a grande mídia do Brasil, cega pelo preconceito contra a política externa soberana de Lula. Enxergou banalização do Holocausto onde Lula criticou o governo de extrema-direita de Netanyahu e sua política de extermínio, condenada pelo mundo inteiro. Manipular a fala de Lula, isto sim, é banalizar o genocídio do povo palestino”, respondeu em uma rede social. CUT e MST Movimentos sociais e sindicais que historicamente apoiam os governos do PT também saíram em defesa do presidente Lula. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) se solidarizou com Lula contra o que chamou de duros e injustos ataques “que está sofrendo da extrema direita, do sionismo e da grande imprensa, cúmplices dos crimes que o governo de Israel comete contra o povo palestino e a humanidade”. Para a CUT, “é preciso coragem para desmascarar a indústria internacional do medo patrocinada pelo governo de Israel que tenta inclusive silenciar jornalistas no Brasil com ameaças e processos”. No início do ano, o jornalista Breno Altman foi notificado para responder a um inquérito da Polícia Federal (PF) por críticas ao Estado de Israel. Já o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) publicou carta em apoio ao presidente assinada pelos movimentos sociais do Campo Unitário. “Lula foi corajoso em condenar a prática de extermínio na qual mais de 12 mil crianças já foram cruelmente assassinadas”, diz o documento. Entenda o caso Em entrevista coletiva durante viagem oficial à Etiópia, o presidente brasileiro classificou as mortes de civis em Gaza como genocídio, criticou países desenvolvidos por reduzirem ou cortarem a ajuda humanitária na região e disse que “o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”. "Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um Exército altamente preparado e mulheres e crianças", disse Lula. A declaração gerou fortes reações do governo israelense. O primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, disse que a fala “banaliza o Holocausto e tenta prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender”. Guerra Um ataque do Hamas, no dia 7 de outubro, desencadeou a escala do conflito na Faixa de Gaza e deu início a mais um capítulo de um conflito que se arrasta há décadas. Homens armados mataram 1,2 mil israelenses e levaram cerca de 250 reféns. Israel declarou guerra aos agressores e mobilizou o exército para uma resposta. As autoridades de saúde de Gaza, que é controlada pelo Hamas, estimam que cerca de 28 mil palestinos, em sua maioria civis, tenham sido mortos na região desde o início do conflito em outubro. Edição: Lílian Beraldo - Agência Brasil Foto: Ricardo Stuckert / PR

  • Desmanche: empresas são fiscalizadas em Camaquã e proprietários são conduzidos à delegacia

    #PortalEstaEmTudo Foi deflagrada, nesta terça-feira (20/2), nova edição da Operação Desmanche. Coordenada pela SSP, a força-tarefa fiscalizou três empresas no município de Camaquã (RS). Nos locais, foram apreendidas peças veiculares acondicionadas de forma irregular, além de dois motores com numeração suprimida e um caminhão com chassis adulterado. Dois indivíduos foram conduzidos à delegacia. A Operação Desmanche foi criada em 2016 e é realizada de forma permanente pela SSP a fim de reprimir o comércio ilegal de peças automotivas de procedência suspeita. Ao combater a venda de peças provenientes de veículos roubados ou furtados, a ação contribui para reduzir, de forma indireta, crimes que tenham como alvo os veículos no Rio Grande do Sul. Na ofensiva realizada esta manhã, dois proprietários de empresa de desmanche foram conduzidos à delegacia. Um deles, um homem de 57 anos, possui antecedentes criminais por receptação, crimes ambientais, furto simples, furto mão grande, ameaça e estelionato. A força-tarefa é constituída pelas cinco instituições vinculadas da pasta. Hoje, a ação em Camaquã chegou à 136.a edição e contou com um efetivo de 43 servidores, integrantes da Brigada Militar (BM), do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), da Polícia Civil (PC), do Instituto-Geral de Perícias (IGP), do DetranRS e da própria SSP. Faça a sua parte: denuncie Os alvos da operação realizada esta manhã, em Camaquã, foram determinados pelo serviço de inteligência das forças de segurança, com base em uma denúncia anônima. A SSP disponibiliza canais para que o cidadão possa denunciar qualquer atividade irregular. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 181 (Disque-Denúncia) ou pelo formulário disponível no site da pasta (Denúncia Digital 181). O sigilo é garantido. Texto: Anna Emília Soares – Ascom SSP

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