Professores analisam questões do segundo e último dia de vestibular da UFRGS
- Jornalismo Portal NMT

- 16 de jan. de 2023
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As provas do vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foram aplicadas neste final de semana. Nesta segunda e última parte, que ocorreu neste domingo (15), os alunos responderam questões sobre biologia, física, geografia, língua estrangeira moderna e química.
GZH conversou com professores do cursinho preparatório Fleming, que avaliaram as questões, destacando o que pode ter surpreendido aos alunos e o que já era esperado.
Confira a avaliação das provas:
Física
O primeiro ponto enfatizado pelo professor Sandro Lima foi que a prova teve a sua ordem alterada, trazendo questões de dinâmica (conservação de energia) antes da tradicional questão de cinemática que, neste ano, abordou o movimento acelerado.
— Destaco a questão de dinâmica sobre o feito da NASA, que colidiu um satélite em asteroides — detalha.
Ele também aponta que a prova ainda alterou a ordem ao colocar ondulatória no começo, deixando a questão de hidrostática para o final da prova, em uma questão "bem interessante" sobre aquecimento global. O professor aponta que o teste inseriu questões de termologia em maior número, cobrando os temas dilatação e termodinâmica.
— Encontramos questões tradicionais de óptica, eletrodinâmica e eletromagnetismo. Neste ano, tivemos duas questões de física moderna, uma a mais que no ano passado. Achei uma prova bem contextualizada e um pouco mais elaborada que no ano passado, mas a dificuldade ficou parecida — salienta
Química
Para o professor Léo Uhlmann, a prova de química foi "excelente" e estava dentro do esperado:
— A prova da UFRGS é muito caprichosa e igualmente distribuída. Um terço da prova foi de química geral, um terço de química orgânica e, depois, a parte de físico-química.
Segundo o professor, as questões de química geral cobraram bastante os fundamentos a respeito de ligações, conceito de número de prótons, nêutrons e elétrons. Ele ainda aponta que os fundamentos da prova também trouxeram número atômico, número de massa e geometria molecular.
— A prova de química orgânica, com uma esperada questão envolvendo o Prêmio Nobel de 2022, concedido a uma cientista mulher, que é a Carolyn Bertozzi, e que trabalha com reações de adição. Então, apesar de o contexto ser do Prêmio Nobel, ela foi uma questão bem de fundamentos, uma reação de adição.
Para ele, a prova de físico-química foi "muito legal", com bastante "continha para fazer", mas também com interpretação gráfica. E uma questão clássica de pilhas, no final.
— Eu avalio a prova como excelente. À princípio, nenhum problema com ela. Então, acredito que também os alunos tenham gostado, principalmente, valorizando aqueles alunos que que estudaram bastante — reflete.
Inglês
A professora Carina Falcão acredita que a prova deste ano se manteve "no padrão" das edições anteriores, trazendo questões de interpretação textual, classe de palavras, conjunções, referência pronominal, frases condicionais e sintaxe.
Além disso, ela aponta que a ordem dos textos e a temática se manteve, de acordo com o que foi visto nos anos anteriores. Ela destaca que, nesta edição, como o esperado, houve um primeiro texto "mais humano" e o segundo foi "um pouco mais científico".
— Certamente, o aluno que se preparou durante o ano, vai se dar muito bem, pois não tivemos surpresas com relação ao formato da prova.
Biologia
"A prova de biologia deste ano foi bastante conteudista, mantendo características que tinham acontecido na prova do ano passado e cobrando assuntos bastante específicos — salienta o professor Alvaro Silveira.
Ele destaca que a prova trouxe questões que falavam sobre metabolismos de planta C4, sobre rota metabólica, em que o aluno tinha que analisar alternativas, repletas de termos técnicos de biologia molecular. Silveira aponta que a questão de cladograma também apresentou "um pouquinho do termo de biologia molecular", para fazer a comparação na evolução entre espécies.
— Tivemos uma questão bastante interessante sobre células-tronco, que não foi de alta dificuldade. Já a genética fugiu um pouquinho da cobrança da segunda lei de Mendel e acabou cobrando heranças influenciadas pelo sexo, como é o caso da calvície — relata.

fonte: GZH



















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