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Sicoob faz primeiro financiamento para menor de idade na Expointer

Foi na 45ª Expointer que o agricultor de Carlos Barbosa Ângelo Rossi, de 17 anos, fechou o contrato para seu primeiro financiamento de máquinas. Pela primeira vez, o núcleo do Sicoob São Miguel, responsável por agências de 74 municípios na região Sul, financiou implementos agrícolas para um menor de idade. O banco avaliou que Rossi se enquadra no perfil para adquirir financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e, após meses de negociações e preparação de documentos, liberou o financiamento para a compra de um trator modelo Massey Ferguson MF 4707 cabinado para o agricultor


A máquina vai ajudar na produção de milho e trigo nos 20 hectares pertencentes à família Rossi. Ângelo assumiu a produção na propriedade, que pertencia a seu avô, há 3 anos, quando este resolveu deixar o meio rural. "Desde a sua infância o Ângelo sempre foi fascinado pelo agro, ele sempre teve uma paixão muito grande", afirma Alexandra Rossi, mãe do jovem. Os pais de Ângelo, que trabalham no ramo da construção civil, frequentam a Expointer todos os anos para levar o jovem.


O processo para o financiamento junto ao Sicoob começou em julho deste ano e envolveu a emancipação jurídica de Ângelo. "Ele está iniciando a atividade junto com a família, tem o apoio da mãe e do pai por trás disso e a dedicação dele é no agro, então junto com a família a gente viu necessidade e nos empenhamos em buscar o financiamento", diz Josimar Walendorff, funcionário do Sicoob que realizou a operação. Ele acredita que este pode ser um incentivo para que outros jovens produtores busquem financiamento.


Para otimizar a produção

"Esse foi um caso interessante, porque a gente nunca tinha presenciado a compra e entrega de um cliente com 17 anos", diz Orderly Júnior, gerente de vendas da Massey Ferguson. O gerente afirma que Ângelo, assim como outros clientes que têm frequentado o espaço da empresa, procura máquinas mais tecnologicamente avançadas para otimizar a produção. Segundo ele, o movimento se intensificou nesta terça-feira e deve continuar alto até sexta-feira.

"Os negócios estão prósperos e a expectativa para a Expointer é boa, porque o agro está em um bom momento e isso se traduz em mais investimento dos produtores, e para investir tem que comprar máquina", diz o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Carlos Marchesan. Enquanto na Expointer de 2019 o setor de máquinas e equipamentos faturou R$ 2,5 bilhões, a expectativa para este ano é de R$ 4 bilhões. "A indústria está pronta, com produtos para a agricultura 4.0, que é uma agricultura de precisão, então aqui o agricultor tem tudo o que ele precisa", complementa.


A John Deere também observou crescimento de público na feira. "Com essa volta depois da pandemia e com o valor das commodities, da soja, do milho, os agricultores estão muito capitalizados e procurando muitos equipamentos, então tem sido uma grata surpresa para nós o resultado das vendas que tem acontecido", diz o gerente de vendas da empresa para a região Sul, Gustavo Barden. Segundo ele, a expectativa é de crescimento de 30% em vendas em relação à última feira, chegando ao rendimento de R$ 1 bilhão.


De acordo com Barden, os produtos mais procurados são os tratores de até 180 cavalos e as colheitadeiras S 400 e S 500, uma vez que grande parte do público gaúcho é composto por agricultores familiares. Mas ele também ressalta o sucesso de máquinas grandes e da linha amarela, destinada à construção civil. "O Rio Grande do Sul tem se tornado um celeiro de grandes negócios", afirma.


Já a Semeato, especializada em máquinas de plantio direto, observou movimento até no fim de semana, quando há menos visitas de produtores rurais à feira. "Já tivemos bastante venda, inclusive no final de semana, que não costuma acontecer. Sinal de que até o final da feira tende a continuar assim", diz Luana Santos, funcionária da empresa.


Outra empresa presente no pavilhão é a Agritech. Este ano a empresa traz os modelos arrozeiros e fruteiros para atender as necessidades do produtor gaúcho. "Como na serra gaúcha tem tratores com dimensões totalmente diferenciadas, que caiba dentro dos parreirais, a gente procura desenvolver esses produtos para a necessidade do produtor" diz Cesar Roberto de Oliveira, da coordenador comercial da empresa. A Agritech também tem produção no Estado com uma fábrica de implementos e cabines de tratores em Caxias do Sul.


Foto: Alina Souza

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