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  • Serrano’s Pizzaria celebra 4 anos com promoção de 1 ano de pizza grátis

    A Serrano’s Pizzaria está comemorando seu 4º aniversário com uma promoção especial voltada aos clientes. A ação vai sortear um ano de pizza grátis , com direito a uma unidade por mês durante 12 meses. O prêmio consiste em pizzas no modelo Tribarahto, com sabores tradicionais definidos pela casa. A iniciativa busca celebrar a data junto à comunidade e valorizar o público que acompanha a trajetória da pizzaria no município. Para participar, é necessário acessar o perfil oficial da empresa no Instagram (@serranospizzaria.nmt), localizar o post da promoção e cumprir as etapas indicadas, que incluem seguir a página, curtir a publicação, marcar amigos nos comentários e compartilhar nos stories. A promoção é válida até o dia 4 de abril de 2026 , e o sorteio será realizado no domingo, 5 de abril , durante a programação de aniversário da pizzaria. Conforme o regulamento, o prêmio não é cumulativo, não é válido para consumo no local e a retirada ou tele-entrega das pizzas será de responsabilidade do ganhador. Os interessados podem acessar o Instagram da Serrano’s, conferir o post oficial e participar da ação.

  • Rede social, selfies e milhas aéreas na partilha? Novo Código Civil delimita herança digitalFonte: Agência Senado

    Depois que uma pessoa morre, o que acontece com seu patrimônio digital? Quem fica com os perfis nas redes sociais, os arquivos em nuvem, as contas de games , as milhas aéreas, os créditos em aplicativos, as moedas virtuais e até mesmo as fotos, os textos e as conversas guardadas no computador e no celular? Não existem leis que disciplinem a questão no Brasil. Cada família resolve o problema à sua maneira, no improviso. Mesmo quando o caso é levado à Justiça, os juízes emitem decisões conflitantes. A advogada e professora Ana Carolina Brochado Teixeira, organizadora do livro Herança Digital: controvérsias e alternativas , afirma: — Um canal no YouTube com milhões de seguidores pode valer mais que uma casa, um apartamento. Embora o mundo digital ocupe uma grande parte das nossas vidas, as leis do direito das sucessões não acompanharam essa nova realidade. Para preencher a lacuna na legislação e dar segurança às pessoas, o Senado estuda um projeto de reforma do Código Civil que, entre outras novidades, reconhece e normatiza a herança digital ( PL 4/2025 ). O caso da cantora Marília Mendonça é ilustrativo da dimensão que o patrimônio digital pós-morte pode ter. Ela morreu em 2021, e seu perfil no Instagram passou a ser administrado pela família, que o mantém atualizado com vídeos e fotos da artista. Marília Mendonça tem hoje nada menos que 39 milhões de seguidores. Como comparação, a também cantora Ivete Sangalo contabiliza 37 milhões. O projeto de lei em análise no Senado se preocupa não apenas com a herança digital e quem a receberá, mas também com a intimidade e a privacidade do falecido — direitos fundamentais garantidos pela Constituição. Em razão desses direitos, nem tudo é herdável. A parte do patrimônio que se referir à vida privada da pessoa que morreu, de acordo com o projeto, não poderá ser acessada pelos herdeiros. É o caso de fotos, vídeos, áudios, mensagens e textos, por exemplo, que não entrarão no inventário. Dessa maneira, também ficarão protegidas a intimidade e a privacidade de terceiros que eventualmente aparecerem no material digital deixado pelo falecido. O que poderá ser transmitido aos sucessores será a parcela do patrimônio que tiver valor econômico, o que inclusive exigirá o pagamento do imposto sobre heranças. É o caso de milhas aéreas, criptoativos e perfis monetizados nas redes sociais (com grande número de seguidores e, por isso, com publicidade de produtos e serviços). Mesmo nos perfis monetizados que passam para o controle dos herdeiros, o acesso às mensagens de caráter privado fica proibido. A advogada e professora Patrícia Corrêa Sanches, presidente da Comissão de Tecnologia do Instituto Brasileiro de Direito das Família e Sucessões (IBDFAM), diz que a criação de regras legais para o patrimônio digital é necessária não apenas nos casos de morte, mas também nos de divórcio. Ela acrescenta: — A sociedade se tornou tecnológica e surgiu uma gama de bens digitais que não existiam. As pessoas investem em criptoativos, jogos eletrônicos e perfis nas redes sociais, que podem acumular seguidores e likes e se tornar valiosos. É necessário que a legislação agora diga quais são esses bens e como lidar com eles. Existem profissionais do direito que, por desconhecê-los, não sabem como proceder no inventário ou na partilha para o divórcio. As próprias empresas de tecnologia que abrigam o patrimônio digital adotam regras variadas. A ausência de legislação criou um cenário de confusão judicial. Enquanto uma parte dos juízes vem liberando para os herdeiros apenas o patrimônio com valor econômico, outra parte tem concedido acesso irrestrito aos ativos digitais do falecido, inclusive os de caráter privado e íntimo. Diante desse cenário, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu no fim do ano passado um precedente importante. No julgamento de um caso envolvendo as vítimas de um acidente de helicóptero em 2016, levado ao STJ depois que a Apple se negou a liberar o acesso dos inventariantes aos celulares dos falecidos, uma das turmas do tribunal decidiu praticamente o mesmo que determina o projeto de atualização do Código Civil: apenas os ativos digitais com valor econômico podem ser liberados. A relatora do caso no STJ, ministra Nancy Andrighi, determinou que, enquanto o Congresso Nacional não aprovar uma lei sobre o tema, as famílias precisarão abrir uma ação judicial para a herança digital, anexada ao processo do inventário tradicional. Caberá a um profissional especializado — o inventariante digital — separar os ativos entre os que têm valor econômico e os que se referem à vida privada. Tendo valor monetário ou não, o perfil de uma pessoa que morreu jamais será apropriado pela empresa que administra a plataforma, segundo o projeto de reforma do Código Civil. A exclusão definitiva da conta ou a transformação em memorial (o perfil permanece no ar, como uma espécie de álbum de memórias, mas sem ser atualizado) poderá ser manifestada pelo próprio usuário em vida ou solicitada pelos sucessores legais. Caso não haja herdeiros, a big tech  precisará apagar o perfil. A proposta abre uma única exceção para o acesso a bens digitais de caráter íntimo: por determinação da Justiça, e sempre de forma justificada. A advogada Ana Carolina Teixeira afirma que o ideal é que as pessoas manifestem em vida seu desejo: — O próprio usuário pode ter controle da situação por meio de um planejamento sucessório, informando em testamento que quer que os familiares tenham acesso às fotos ou a determinados aplicativos, deixando, para isso, as senhas. De acordo com ela, o testamento é importante até mesmo para que a família resgate investimentos dos quais poderia nunca ser tomar conhecimento caso não constassem do documento sucessório. — No caso dos bens tradicionais, como imóveis e contas bancárias, é difícil que algo passe despercebido pelos herdeiros, já que os sistemas são interligados e a Receita Federal cruza informações. No caso de criptoativos e outros bens digitais, a situação é diferente. Nem sempre existem corretoras envolvidas e muitas vezes só o titular tem acesso. Por isso, é fundamental que fique claro no testamento quais dados e perfis a pessoa deseja transmitir como legado. Um dos pilares do sistema jurídico brasileiro, o Código Civil é responsável por organizar as regras das relações privadas — desde contratos e propriedade até divórcio e herança. A lei atual foi criada em 2002, momento em que a internet ainda era rudimentar e privilégio de poucos e os smartphones  nem sequer existiam. Desde então, o Código passou por ajustes pontuais, mas boa parte dele ainda reflete a realidade social da virada do milênio, em descompasso com os novos tempos e as questões impostas pela sociedade digital. Para enfrentar a defasagem, uma comissão de juristas foi criada em 2023 pelo então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para redigir uma minuta de reforma do Código Civil. O grupo fez audiências públicas em diferentes partes do Brasil para ouvir as sugestões de especialistas e organizações de sociedade civil. O projeto de lei decorrente da minuta foi apresentado no Senado por Pacheco e agora está em discussão numa comissão temporária dedicada exclusivamente ao tema. O relator é o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Os artigos referentes à herança digital fazem parte de um capítulo (ou “livro”, no jargão jurídico) dedicado exclusivamente ao direito digital, que não existe no Código Civil atual. Prevendo que a tecnologia continuará avançando e ocupará um espaço ainda maior na vida das pessoas, o novo capítulo proposto também cria os chamados neurodireitos. Trata-se de um conjunto de direitos voltados a proteger a mente humana das neurotecnologias, como implantes cerebrais, que poderiam ler e até mesmo manipular o pensamento. Atualmente, os implantes estão restritos a pesquisas médicas. Os chips cerebrais podem, por exemplo, interpretar os sinais neurais da pessoa com paralisia e permitir que ela comande um computador ou um membro artificial por meio do pensamento. Podem, ainda, enviar sinais elétricos ao cérebro da pessoa epiléptica de modo a bloquear os impulsos anormais e impedir as convulsões. O advogado Ricardo Campos, professor da Universidade de Frankfurt e integrante da comissão de juristas que propôs a reforma do Código Civil, afirma que o problema surgirá quando esses dispositivos saírem da esfera médica e ganharem a capacidade de recolher e processar os dados mentais dos pacientes. — A próxima fronteira da economia digital é o cérebro humano. Se antes o foco estava nas redes sociais e na extração de dados para publicidade, agora está migrando para as informações neurais. Os neurodireitos antecipam proteções contra a intromissão tecnológica no cérebro, que é uma base de dados mais valiosa que a gerada pelas redes sociais, já que armazena o conhecimento e a experiência da pessoa, além de informações a respeito de terceiros. É preciso impedir que o nosso patrimônio cognitivo seja usado de maneira indevida. A adoção das neurotecnologias pelas big techs  já se desenha no horizonte. O empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter), aposta nesse ramo. Ele também é proprietário da Neuralink, empresa de chips cerebrais que, até o momento, implantou dispositivos com fins médicos em 12 voluntários. Os neurodireitos seriam uma nova geração de direitos humanos. No projeto de modernização do Código Civil, eles estabelecem, por exemplo, que a pessoa não poderá ser coagida a utilizar a neurotecnologia. Quando decidir usá-la, com fins médicos ou até para expandir a inteligência, seus dados cerebrais não poderão ser captados sem autorização nem vendidos. Os dispositivos, além disso, não poderão induzir pensamentos e comportamentos nem interferir na própria identidade pessoal. A advogada Patrícia Sanches, do IBDFAM, explica: — Hoje observamos a manipulação de pensamentos e comportamentos pelos algoritmos, que são uma interferência de fora para dentro. O que mudará é que a manipulação ocorrerá diretamente dentro de nós. O risco é que a neurotecnologia seja usada tanto com objetivos comerciais quanto com intenções políticas, direcionando opinião, ideologia e voto. Sem regras, poderá até mesmo corroer a democracia. Os neurodireitos, no entanto, enfrentam críticas. O advogado Eduardo Tomasevicius Filho, professor de direito civil e direito digital da Universidade de São Paulo (USP), classifica a iniciativa como “fantasia jurídica antecipada” e, portanto, “desnecessária”. Ele argumenta: — Trata-se de uma completa subversão das coisas. Nas primeiras aulas de direito, os alunos aprendem que o fato aparece primeiro e só depois vem a regulamentação desse fato. No caso dos neurodireitos, simplesmente não existe o fato e, portanto, nada a ser regulamentado. As neurotecnologias estão sendo desenvolvidas para reabilitar pessoas com deficiência, mas ainda estão longe de captar o pensamento e modificar o ser humano. De acordo com Tomasevicius Filho, o erro é acreditar que a mente humana se resume aos neurônios: — Uma coisa é a parte elétrica e química do cérebro, os sinais neurais. Outra coisa é o pensamento, que não pode ser mapeado e decodificado. É por essa razão que a medicina tem a neurologia e a psiquiatria como ramos distintos. Se fossem a mesma coisa, haveria uma única especialidade. Um medicamento psiquiátrico pode funcionar para uma pessoa, mas não para outra, o que mostra que cada cérebro é de um jeito. Aparelhos capazes de ler o pensamento não passam de ficção científica. Não estamos nem perto de ter uma tecnologia assim. O professor da USP avalia que a ideia dos neurodireitos foi adotada no Brasil de forma acrítica. O termo foi cunhado pelo neurocientista espanhol Rafael Yuste em 2017 e já aparece em documentos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e debates da União Europeia. De forma pioneira, o conceito foi incluído em 2021 na Constituição do Chile, que diz que, diante do avanço científico e tecnológico, a “atividade cerebral” e a “informação proveniente dela” deverão ser protegidas. O advogado Ricardo Campos, da comissão de juristas do Senado, contra-argumenta: — É mais fácil regular antes de as neurotecnologias estarem disseminadas do que depois. Basta vermos o que ocorre hoje com as big techs , que resistem à regulamentação de suas atividades. De qualquer forma, o que se propõe para os neurodireitos no Código Civil são princípios, como a proteção da autonomia privada, e não minúcias, de modo a não desencorajar a inovação tecnológica. O Código Civil em vigor reúne cerca de 2 mil artigos. O projeto de reforma modifica ou revoga quase 900 e cria outros 300. Como é natural no processo legislativo, o texto deverá sofrer mudanças durante a tramitação no Congresso. Para virar lei, precisará ser aprovado pelo Senado e pela Câmara e, em seguida, sancionado pelo presidente da República. Fonte: Agência Senado

  • Caso Master: como investigações conectam a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado 

    De um lado, a Operação Sem Desconto, iniciada em abril de 2025, uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria Geral da União (CGU) sobre fraudes no INSS, que levaram a desvios de pelo menos R$ 6,3 milhões de aposentados e pensionistas desde 2019. De outro, a Operação Carbono Oculto, deflagrada cerca de quatro meses depois, protagonizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela PF sobre a infiltração do PCC no mercado financeiro, que expôs o uso de postos de combustíveis e fundos de investimento para lavar dezenas de bilhões de reais em dinheiro ilícito. No meio, o Banco Master, alvo de uma terceira investigação, deflagrada pela Polícia Federal, a Operação Compliance Zero, para apurar suspeitas de fraudes de pelo menos R$ 12 bilhões (envolvendo, inclusive, crédito consignado para beneficiários do INSS), lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e outros crimes relacionados ao banco, que se valia de uma rede de fundos suspeita de conexões com a facção criminosa. Para completar, diante das suspeitas do envolvimento de políticos e agentes públicos nos esquemas, duas comissões parlamentares de inquérito – a CPMI do INSS, composta por deputados e senadores, e a CPI do Crime Organizado, formada apenas por senadores – resolveram acompanhar todas essas investigações. Essas diferentes frentes têm protagonizado as manchetes do noticiário político e policial há meses. No Congresso, ambas comissões têm se debruçado sobre o Master, ainda que por caminhos diferentes, mas com muitos casos e personagens que se cruzam, a começar por Daniel Vorcaro, controlador do banco Master. Alvo de vários requerimentos de convocação e quebras de sigilo pelas duas comissões, ele está preso desde o início de março e não precisou comparecer nem à CPMI do INSS e nem à CPI do Crime Organizado, amparado por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, negocia com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR) uma delação premiada. Na CPMI do INSS, a principal frente de investigação relacionada ao Banco Master é sobre as suspeitas de fraudes em empréstimos consignados aos beneficiários do INSS. Já na CPI do Crime Organizado, os senadores procuram entender se as operações do banco e de Vorcaro, que se valiam de uma rede de fundos de investimento administrados pela gestora Reag, estão conectadas com práticas de lavagem de dinheiro por facções criminosas. POR QUE ISSO IMPORTA? Criada em maio do ano passado, a CPMI do INSS analisou mais de 2.200 requerimentos e avaliou fraudes que podem chegar a R$ 40 bilhões. Um dos objetivos da CPI do Crime Organizado é aprofundar as investigações que ligam os fundos de investimentos suspeitos de fraude e políticos. São frentes interligadas. Segundo as investigações em andamento, o Master teria operado um amplo sistema de fraudes para inflar os números do banco, enquanto desviava recursos. Uma das táticas era a oferta de modalidades de crédito consignado aos aposentados e pensionistas do INSS. Para isso, o Master tinha um Acordo de Cooperação Técnica com o instituto, suspenso em outubro do ano passado pelo próprio INSS, diante de suspeitas de irregularidades em 74% dos contratos de crédito consignado realizados pelo Master, o que equivale a 250 mil acordos. O banco também teria movimentado grandes somas por meio de triangulações complexas para, no final das contas, financiar a si mesmo, emprestando dinheiro para empresas recém-fundadas que, por sua vez, aplicavam em fundos geridos pela Reag. Na Operação Carbono Oculto, o MPSP identificou bilhões de reais do PCC que teriam sido lavados em fundos de investimento, vários deles da Reag. NEWSLETTER Saiba de tudo que investigamos Uma reportagem do Estadão, inclusive, mostrou que a empresa PKL One, que intermediava a venda e cobrança do cartão consignado do Master, o Credcesta, está abrigada na rede de fundos administrados pela Reag. No final de fevereiro, a CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da PKL One, mas a medida foi suspensa por decisão do ministro do STF Flávio Dino, que anulou todos os requerimentos de quebras de sigilo aprovados em bloco na sessão de 26 de fevereiro. “Dentro dessa estrutura, o capital transitava por múltiplas camadas de ativos com baixa liquidez e valores artificialmente inflados. O ciclo se encerrava com o retorno dos recursos ao sistema de origem, configurando uma operação de circularidade financeira destinada a mascarar rombos patrimoniais e simular solidez contábil”, descreveu o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, ao pedir a quebra de sigilos do Master. “É fundamental dissecar a função que o Banco Master desempenhou como a ‘bomba de sucção’ e posterior ‘distribuidor’ de recursos ilícitos. A quebra dos sigilos é a medida basal para rastrear o caminho do dinheiro e identificar a destinação final dos recursos captados fraudulenta”, afirma o requerimento de Vieira, que foi aprovado no final de fevereiro. A CPI do Crime Organizado também já aprovou as quebras dos sigilos da Reag entre 2020 e 2026, solicitou relatórios de inteligência financeira pelo Coaf e informações sobre a gestora pelo Banco Central. As investigações da Polícia Federal apontam que fundos administrados da gestora podem ter movimentado cerca de R$ 250 milhões para o PCC e também terem sido usados nas operações fraudulentas do Master. O fundador e ex-presidente do Conselho de Administração da Reag, João Carlos Falbo Mansur, chegou a prestar depoimento à CPI em 11 de março, mas se valeu do direito ao silêncio na maior parte do tempo. Na ocasião, ele negou qualquer conexão com o PCC, disse que o Master era apenas um cliente e que todas as operações da Reag eram auditadas. Prazo está se esgotando Ministro André Mendonça decidiu pela prorrogação da CPMI do INSS, mas o plenário do STF suspendeu a sua determinação Ambas comissões têm pouco tempo disponível para concluir as investigações. A CPMI do INSS, mesmo com a prorrogação anunciada pelo seu presidente, senador Carlos Viana (Podemos-MG) nesta quinta-feira, 26 de março, deve finalizar suas atividades no próximo sábado, 28. Isso porque o plenário do STF suspendeu a decisão do ministro André Mendonça de aumentar o prazo da comissão. O relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) declarou que pretende apresentar o relatório nesta sexta-feira (27) e que o documento terá cerca de 5 mil páginas e mais de 200 pedidos de indiciamento. Tanto Viana como Gaspar defenderam a extensão do prazo da CPMI por mais 120 dias para continuar as apurações, mas o pedido não foi analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Já a CPI do Crime Organizado está prevista para acabar no dia 14 de abril e também já pediu a prorrogação a Alcolumbre. Agora, alguns senadores querem formar ainda uma terceira comissão específica sobre o Banco Master. Nesta quarta-feira, 25 de março, um grupo de seis parlamentares entrou com um pedido no STF para obrigar o presidente do Senado a instalar a comissão – o requerimento de pedido de abertura, com 51 assinaturas, está parado na mesa da presidência desde novembro do ano passado. Três senadores que foram ao STF integram as duas comissões já instaladas: Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). Veja as principais conexões entre o escândalo do Master e as duas comissões parlamentares. Banco Master e Daniel Vorcaro Daniel Vorcaro foi preso em novembro de 2025 e passou a ser alvo da CPMI do INSS O Banco Master foi citado pela primeira vez na CPMI do INSS no depoimento do advogado Eli Cohen, em 1º de setembro do ano passado, dois meses antes de o Banco Central determinar a dissolução do banco e de Vorcaro ser preso preventivamente pela primeira vez, junto com outros executivos do Master – também alvos das comissões.  Cohen, considerado o primeiro a investigar de forma privada e depois denunciar o esquema de descontos indevidos de aposentados e pensionistas, acusou bancos de operarem fraudes em empréstimos consignados para aposentados, entre eles o Master. Na ocasião, porém, poucos parlamentares deram atenção à menção ao Master. Dois deputados chegaram a apresentar requerimentos para convocar Vorcaro, mas eles não foram pautados de imediato. O cenário mudou depois que o banqueiro e outros dirigentes foram presos em 18 de novembro e após a CPMI, no mesmo mês, receber informações da Secretaria Nacional do Consumidor. Segundo o órgão, o Master era um dos bancos com maior número de reclamações relacionadas à produtos de crédito consignado, o que motivou novos pedidos para convocá-lo e prestar esclarecimentos sobre a atuação do banco. No início de dezembro, os parlamentares aprovaram a convocação de Vorcaro e as quebras de seus sigilos bancário, fiscal e telemático. A coisa, porém, não andou: o ministro do STF Dias Toffoli, então relator do inquérito sobre o Master, impediu que a CPMI tivesse acesso aos dados das quebras de sigilos. Essa decisão só foi revertida no final de fevereiro por André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso depois da saída de Toffoli. Por alguns dias, os parlamentares, munidos de papel e caneta (já que o uso de equipamentos eletrônicos foi proibido), puderam acessar os dados em uma sala-cofre. Não durou muito. Depois de vazamentos de conversas íntimas de Vorcaro com sua ex-namorada Martha Graeff, Mendonça voltou atrás e, no último dia 16, determinou que todos os documentos fossem devolvidos à Polícia Federal para que o conteúdo sobre a vida privada do banqueiro fosse excluído. Já a CPI do Crime Organizado, assim que retomou os trabalhos em fevereiro, se voltou para Vorcaro e para o Master por entender que as relações dele com a Reag se encaixam em um dos principais objetivos da comissão: compreender como o crime organizado se infiltrou no sistema financeiro. Já na segunda sessão do ano, em 25 de fevereiro, os senadores aprovaram a convocação de Vorcaro e a quebra de sigilos do Master. “É necessário apurar se houve a prática de ‘cegueira deliberada’, por meio da qual a gestão do banco teria optado por ignorar a origem criminosa de aportes bilionários para inflar artificialmente seus balanços e, subsequentemente, tentar transferir esses ativos de origem ilícita para instituições públicas (como o BRB)”, afirmou Vieira, autor de um dos requerimentos aprovados. Já Eduardo Girão afirmou que a suspeita de uso de estruturas financeiras operadas pela rede do Master para ocultar e reinserir valores “oriundos do PCC” mostrariam a conexão do esquema do Master ao crime organizado, “demonstrando que o caso transcende mera fraude bancária e alcança dimensões de segurança pública e infiltração criminal no sistema financeiro nacional”, como escreveu ele. O cunhado Fabiano Zettel, ligado à igreja Lagoinha Global Cunhado de Vorcaro e considerado pela PF como o operador financeiro da organização criminosa supostamente liderada pelo banqueiro, o empresário e ex-pastor Fabiano Zettel também está preso e na mira das comissões no Congresso, mas, amparado por habeas corpus, ele não prestou depoimento aos parlamentares. A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de vários sigilos de Zettel (bancário, fiscal, telefônico e telemático – este último são dados de plataformas digitais, como Meta e Google) para analisar sua proximidade com Vorcaro e a eventual participação em estruturas societárias que estão sendo investigadas. Recentemente, a CPMI do INSS pediu o compartilhamento desses dados. Além disso, o senador Humberto Costa (PT-PE) apontou as conexões de Zettel com a Reag, investigadas na Carbono Oculto. “Fundos de investimentos controlados por Zettel, como o fundo Arleen, foram utilizados para realizar operações financeiras com pivôs da Carbono Oculto, servindo como duto para a lavagem de recursos de origem ilícita. A quebra de sigilo de Fabiano Zettel é fundamental para rastrear o fluxo financeiro entre seus fundos, a Reag, o Banco Master e os operadores do PCC, identificando os beneficiários finais das operações e a extensão da infiltração do crime organizado no sistema financeiro formal através de estruturas familiares e religiosas”, afirmou o senador. O fundo Arleen é justamente aquele que comprou parte da participação de uma empresa da família do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. Estruturas religiosas supostamente ligadas a Zettel também apareceram na CPMI do INSS em mais uma rede complexa de conexões pela possível relação com os descontos ilegais em aposentadorias. Em vários momentos, o deputado Rogério Correia (PT-MG) apontou para a proximidade entre Zettel e André Valadão, líder da igreja Lagoinha Global. A igreja possui uma fintech, a Clava Forte Bank, suspeita de integrar a fraude do INSS.  “Eu tenho comprovações de que tanto o Vorcaro como o Pastor Zettel, André Valadão e a Clava Forte Bank também receberam recursos que vieram de pessoas aposentadas. Nós precisamos investigar isso, fazer a quebra [de sigilo], para ver se isso era dízimo ou se era lavagem de dinheiro”, afirmou o deputado no início de dezembro. Valadão, apontado como sócio do sogro de Zettel e pai de Daniel, Henrique Vorcaro, foi alvo de requerimentos para comparecer à CPMI, mas eles ainda não foram analisados. Correia também pediu quebras de sigilos de Valadão e da Clava Forte para investigar se havia um canal de circulação de valores desviados entre a fintech, o Master e outras instituições relacionadas a Zettel. Os requerimentos, porém, também não foram votados pelos parlamentares. Correia e outros deputados também chamam a atenção para a proximidade entre Valadão e Felipe Machado Gomes, presidente de uma das associações suspeita de fraudar o INSS e investigado no STF por organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato qualificado. Aos 35 anos, Gomes gastava mais de R$ 100 mil por mês em grifes de luxo, como mostrou o Metrópoles, e tinha vários carros de luxo, apreendidos em uma operação da PF em outubro autorizada por Mendonça. Amigo de Valadão, Gomes patrocinou evento de réveillon da Lagoinha em 2024. “Essa movimentação financeira ocorreu no auge da farra dos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas”, afirma Correia.  Deputado federal Rogério Correia (PT-MG) defende a investigação das relações entre os pastores Fabiano Zettel e André Valadão com as fraudes no INSS BK Bank e a relação com o crime organizado O plano de trabalho da CPI do Crime Organizado prevê investigar o uso de fintechs em operações de lavagem de dinheiro. Uma das fintechs na mira é a BK Bank. Em 25 de fevereiro, os senadores aprovaram a quebra dos sigilos bancário e fiscal da BK Bank e o envio, pelo Coaf, de relatórios sobre as movimentações financeiras. “As apurações conduzidas pela PF e pelo MPF identificaram que o BK Bank operava como uma engrenagem essencial para a movimentação de recursos ilícitos ligados ao PCC. A instituição, sob a roupagem de fintech e emissora de cartões de benefícios, teria sido utilizada como instrumento de ocultação patrimonial, funcionando como verdadeira “caixa preta” que dificultava a rastreabilidade das operações. Foram detectadas transações bilionárias irregulares, estimadas em dezenas de bilhões de reais, que apontam para práticas de lavagem de dinheiro”, afirmou o senador Jaques Wagner (PT-BA), no requerimento que solicitou as quebras de sigilo. Meses antes, ainda em outubro do ano passado, a relação da fintech com o PCC foi citada na CPMI do INSS, durante o depoimento justamente de Felipe Machado Gomes, que, se valendo de um habeas corpus, permaneceu em silêncio diante das perguntas dos parlamentares. “A pergunta que não quer calar: os senhores usaram a estrutura do BK Bank, a mesma estrutura usada pelo PCC, o senhor é membro do Primeiro Comando da Capital? O senhor é parte integrante do PCC?”, perguntou o relator Alfredo Gaspar (União-AL). Dias antes, a PF havia realizado uma operação contra Gomes e outros jovens presidentes de entidades envolvidas no esquema de fraudes do INSS. “Segundo as investigações, Felipe Macedo, Américo Monte, Anderson Cordeiro, que têm o mesmo advogado, ao que tudo indica, utilizavam a BK Bank como elo de esquema da lavagem de dinheiro e evasão de divisas, a mesma fintech utilizada pelo PCC, pelo esquema do crime organizado. O dinheiro que eles roubaram dos aposentados, eles lavavam nas mesmas conexões que o PCC”, afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) na ocasião, durante sessão da CPMI. Um reincidente de CPIs: Danilo Berndt Trento A BK Bank aparece relacionada a outro personagem, um reincidente em comissões parlamentares de inquérito: Danilo Berndt Trento. Em 2021, Trento foi indiciado pela CPI da Pandemia pelos crimes de fraude em contratos para compra de vacinas contra a Covid-19, formação de organização criminosa e improbidade administrativa. Ele era um dos envolvidos no esquema de venda da vacina Covaxin a preços superfaturados para o Ministério da Saúde. Agora, ele volta a aparecer nas CPIs. Já em setembro do ano passado, a CPMI aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dele. Em outubro, os parlamentares também votaram para convocá-lo a depor. Isso porque, segundo a investigação da PF, Trento colaborava com o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, na fraude dos descontos. Eles chegaram a ser flagrados juntos, em novembro de 2024, em uma área restrita do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ocasião em que Trento teria pagado a passagem de Oliveira Filho. Já em fevereiro, foi a vez da CPI do Crime Organizado aprovar a convocação de Trento por conta de transações suspeitas envolvendo duas empresas dele: a BSF Gestão em Saúde e a T5 Participações. Essas suspeitas foram identificadas justamente a partir das quebras de sigilo e informações do Coaf enviadas à CPMI do INSS. Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), autor do requerimento de convocação de Trento, os relatórios do Coaf mostram que a BSF Gestão em Saúde recebeu R$ 9,9 milhões de um dos fundos da Trustee, administradora responsável pela gestão de ativos do Master. A BSF chegou a ser alvo da CPI da Pandemia, apontada como empresa utilizada para lavar o dinheiro do esquema de fraudes envolvendo a Covaxin. Já a T5 Participações, outra empresa da qual Trento foi sócio até março de 2024, pagou R$ 700 mil para a BK Bank, que movimentou bilhões em transações suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC. Não bastasse, segundo Rodrigues, a BK Bank compartilha o mesmo CNPJ da Berlin Finance, “empresa envolvida na cadeia de lavagem de dinheiro do esquema investigado pela CPI da Pandemia e que enviou recursos vultosos (R$ 500 mil e R$ 700 mil) para a Primarcial Holding, empresa ligada a Danilo Trento”. Augusto Ferreira Lima e o banco Pleno Ex-sócio de Vorcaro e controlador do Banco Pleno, que também foi dissolvido por decisão do Banco Central, Augusto Ferreira Lima chegou a ser preso preventivamente em novembro do ano passado e é investigado na Operação Compliance Zero sobre o Master. Em fevereiro, ele foi convocado para prestar depoimento às duas CPIs. A CPMI do INSS chegou a marcar o depoimento para 11 de março, mas, depois de uma decisão de André Mendonça que tornou facultativa a presença dele, Lima não compareceu. Autor do requerimento na CPMI do INSS, Rogério Correia afirmou que a presença de Lima era necessária diante da conexão direta dele com o Banco Master e com o Banco Pleno, além dos indícios que apontam para a criação de associações de servidores na Bahia a fim de produzir carteiras de crédito depois usadas em fraudes. O deputado também pediu, em requerimentos ainda não apreciados, a quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Pleno. Já na CPI do Crime Organizado, Lima foi convocado para esclarecer se houve falhas sistêmicas ou intencionais dos mecanismos de controle e prevenção à lavagem de dinheiro nos bancos, como apontou Alessandro Vieira, e as suspeitas de conexões da rede do Master com o PCC, conforme Eduardo Girão. A ex-namorada, o “primo” e os dirigentes Além desses personagens, ambas comissões parlamentares tentaram convocar a ex-namorada de Vorcaro, Martha Graeff, que não foi localizada e não compareceu a nenhum dos depoimentos. A CPI do Crime Organizado também aprovou a convocação de vários outros dirigentes do Master, como Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do banco, Luiz Antônio Bull, ex-diretor de riscos e compliance, Alberto Félix de Oliveira Neto, superintendente-executivo da Tesouraria do banco. Além deles, a CPI quer ouvir Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “O Primo” e considerado um dos operadores do esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Segundo a Carbono Oculto, ele teria movimentado R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizando cerca de mil postos de combustíveis. Entre as empresas que se suspeita terem sido usadas por ele, está a BK Bank. Há ainda uma suspeita de conexão com o esquema do Master, já que relatórios de inteligência financeira apontam que Mourad usou a Trustee para lavar dinheiro. “Essa conexão evidencia como a fragilidade regulatória do sistema financeiro, investigada por esta CPI, foi explorada para dar aparência de legalidade a recursos oriundos do crime”, afirmou o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), membro da comissão sobre crime organizado. Edição: Ludmila Pizarro

  • Distribuição de fertilizantes por barras: benefícios, precisão e o novo conceito de máquina agrícola

    A eficiência no uso de fertilizantes e corretivos agrícolas é essencial para garantir produtividade e retorno econômico na lavoura. Nesse sentido, o estudo Uso eficiente de fertilizantes e corretivos agrícolas: aspectos agronômicos destaca a importância da distribuição equilibrada dos insumos no solo para maximizar a absorção de nutrientes e reduzir perdas por sobreposição ou falhas. Se a eficiência depende da forma como o fertilizante é distribuído, o sistema de aplicação passa a ter papel central no resultado final. Nesse contexto, a distribuição de fertilizantes por barras se consolida como uma alternativa técnica voltada à uniformidade e ao controle da taxa aplicada. Este guia explica como o sistema funciona, seus benefícios agronômicos e operacionais e como o novo conceito de distribuidor apresentado pela Stara, com o Spartakus , eleva o controle e a precisão da adubação no campo. O que é a distribuição de fertilizantes por barras? A distribuição de fertilizantes por barras é um sistema de aplicação que deposita o insumo de forma linear e controlada ao longo de uma faixa definida no solo. Diferentemente da distribuição centrífuga, o sistema de distribuição por barra conduz o fertilizante por meio de um fluxo contínuo até os pontos de liberação distribuídos ao longo da barra, garantindo maior estabilidade transversal na aplicação. Esse modelo incorpora princípios da Agricultura de Precisão para reduzir variações laterais, melhora a uniformidade ao longo de toda a largura de trabalho e diminui a ocorrência de sobreposição entre passadas.  Por essa razão, a distribuição de fertilizantes granulares por barras é cada vez mais associada a operações que exigem precisão técnica e integração com agricultura de precisão. Como funciona o sistema de distribuição por barra? O funcionamento do sistema envolve a integração de componentes mecânicos e eletrônicos que trabalham de forma sincronizada para garantir controle do fluxo e regularidade na aplicação. Veja: reservatório: armazena o fertilizante e deve manter fluxo constante, evitando compactação ou formação de túneis no produto; sistema de dosagem: regula a quantidade de fertilizante liberada, permitindo ajuste preciso da taxa de aplicação conforme recomendação agronômica;  sistema de ar pressurizado: transporta o fertilizante dos dosadores até os dispersores ao longo da barra por meio de dutos, garantindo fluxo contínuo e distribuição uniforme ao longo da largura de trabalho; mecanismo de liberação ao longo da barra: distribui o produto de forma linear, controlando a deposição ao longo da largura de aplicação; controle eletrônico de fluxo: permite ajuste da taxa de aplicação, integração com mapas de prescrição e monitoramento em tempo real. O sistema também realiza compensação de taxa em curvas, ajustando a distribuição entre as seções da barra para manter uniformidade. Esse recurso é fundamental em operações de agricultura de precisão. A combinação desses elementos define o nível de uniformidade alcançado e o desempenho da operação em campo. Além dos componentes de dosagem e transporte, a estabilidade estrutural da barra influencia diretamente a uniformidade transversal da aplicação. Vibrações excessivas, torções estruturais ou irregularidades no terreno podem alterar o padrão de deposição ao longo da extensão.  Por isso, a engenharia da máquina agrícola precisa garantir rigidez, equilíbrio e distribuição homogênea do fluxo em toda a largura de trabalho. No Spartakus da Stara, esse controle é reforçado pelo uso de barras centrais, um diferencial da marca que contribui para maior estabilidade estrutural e distribuição mais uniforme do fluxo durante a operação.. Diferença entre distribuição por barras e distribuição a lanço A distribuição a lanço utiliza discos rotativos para projetar o fertilizante lateralmente, formando uma faixa ampla cujo padrão depende da sobreposição entre passadas da máquina agrícola. Esse sistema é sensível a variações de velocidade, rotação dos discos, vento e granulometria do produto, o que pode gerar um perfil triangular de deposição, com maior concentração no centro da faixa e redução nas extremidades e vice-versa. Já a distribuição por barras promove deposição linear e controlada ao longo de toda a largura de trabalho, reduzindo a ocorrência de sobreposição e aumentando a previsibilidade da aplicação. A opção pelo sistema por barras é indicada quando há necessidade de: maior precisão na taxa por hectare; uso de mapas de prescrição; aplicação em taxa variável.  Também favorece operações em bordaduras e talhões irregulares, onde o controle da faixa aplicada é determinante para reduzir desperdícios e manter uniformidade. O novo conceito de máquina agrícola para distribuição por barras A busca por maior precisão na adubação, redução de desperdícios e integração com agricultura de precisão tem transformado o desenvolvimento de máquinas agrícolas .  A distribuição por barras deixou de ser apenas uma alternativa técnica e passou a representar uma estratégia para elevar o controle operacional e agronômico da aplicação. Nesse cenário, o conceito da máquina precisa evoluir junto com as demandas do campo. Spartakus: o conceito inédito apresentado pela Stara Dentro dessa evolução, a Stara apresentou o Spartakus como um novo conceito de máquina agrícola. O equipamento integra, em uma única estrutura, as operações de distribuição pneumática de fertilizantes, pulverização e semeadura por barras. Segundo o engenheiro de produto da Stara, Cícero Roessler, o diferencial está justamente nessa integração. Trata-se de um novo conceito, pois permite fazer a operação de pulverização e distribuição pneumática de fertilizantes e sementes através da barra em uma máquina única, e não apenas distribuição de fertilizantes conforme as demais máquinas do mercado. Isso significa que o avanço não está apenas na presença da barra de distribuição, mas na integração dessa tecnologia com as funções de pulverização e semeadura, em uma única máquina.  O novo conceito está na integração da tecnologia de barras ao universo dos pulverizadores em uma única máquina. Essa arquitetura amplia as possibilidades operacionais e abre espaço para novas estratégias de manejo dentro da propriedade rural. Características técnicas do Spartakus O Spartakus foi projetado para oferecer maior estabilidade e controle na aplicação de insumos. O sistema de distribuição pneumática conduz fertilizantes e sementes ao longo da barra até pontos de liberação específicos, promovendo deposição mais uniforme ao longo da faixa de trabalho. A estrutura da máquina também permite controle de seções e compensação em curvas, fatores importantes para reduzir sobreposições e falhas durante a operação. Além disso, o sistema elimina a necessidade de ajustes de palhetas, comum em distribuidores centrífugos. Outro diferencial está na maior tolerância a condições ambientais adversas. Como o produto é conduzido diretamente pela barra, a operação apresenta menor sensibilidade ao vento em comparação com sistemas de distribuição a lanço. Segundo Roessler, esse aspecto amplia a janela operacional das aplicações. Buscamos permitir aplicação com maior tolerância de vento, maior precisão, com controle de seções e compensação em curvas. Outro ponto importante foi eliminar a necessidade de ajuste de palhetas. Essas características permitem que a máquina mantenha maior estabilidade na aplicação, mesmo em condições que tradicionalmente limitariam a operação. Impacto da máquina na gestão da adubação da lavoura A introdução de máquinas com maior controle estrutural e integração tecnológica impacta diretamente a gestão da adubação na propriedade rural. O operador passa a ter mais previsibilidade sobre a taxa aplicada, a uniformidade da distribuição e o desempenho da operação. A redução da variabilidade operacional contribui para padronizar o processo de aplicação e diminuir a necessidade de ajustes corretivos em campo. Com maior estabilidade técnica, a execução da recomendação agronômica torna-se mais precisa. Na prática, isso significa maior aderência entre a taxa prescrita e a taxa aplicada, melhor aproveitamento dos fertilizantes e maior controle sobre o custo por hectare ao longo da lavoura. 7 benefícios da distribuição de fertilizantes por barras A forma como o fertilizante é distribuído no solo influencia diretamente a eficiência nutricional da cultura. A distribuição por barras contribui para maior estabilidade na aplicação e melhor aproveitamento do insumo ao longo do talhão. Veja, abaixo, os principais benefícios. Uniformidade de aplicação A deposição linear permite controle mais preciso da faixa de aplicação, reduzindo variações laterais comuns em sistemas de projeção. Com maior regularidade na distribuição, há a diminuição de áreas com excesso ou deficiência de nutrientes. Além disso, sistemas de controle eletrônico permitem a compensação da taxa em curvas, ajustando a distribuição entre as seções da barra para manter a uniformidade da aplicação mesmo quando a máquina agrícola altera sua trajetória. Essa uniformidade favorece a absorção equilibrada pelas plantas, reduzindo a competição desigual entre linhas ou pontos do talhão. O resultado é um desenvolvimento mais homogêneo da lavoura. Melhor aproveitamento do fertilizante Ao reduzir falhas e sobreposições, o sistema por barras aumenta a eficiência no uso de insumos. A taxa aplicada se aproxima da recomendação agronômica real, diminuindo perdas decorrentes de distribuição irregular. A menor concentração pontual de produto reduz desperdícios superficiais e melhora a relação entre volume aplicado e resposta produtiva. Isso impacta diretamente o custo por hectare e a gestão da adubação na propriedade rural. Maior previsibilidade de resposta da cultura A uniformidade na aplicação está associada à maior previsibilidade de desempenho da cultura. Quando a disponibilidade de nutrientes ocorre de forma mais equilibrada, o desenvolvimento das plantas tende a ser mais uniforme. Em culturas como soja , milho e outros grãos, essa estabilidade nutricional contribui para melhor formação de estande, maior regularidade no crescimento e maior consistência nos resultados produtivos ao longo do talhão. Esse nível de controle agronômico é o que sustenta o desenvolvimento de novos conceitos de máquina agrícola voltados à distribuição por barras. A evolução estrutural e tecnológica do sistema culmina em soluções como o Spartakus, que integra robustez mecânica e controle eletrônico para ampliar a estabilidade da aplicação em campo. Distribuição precisa, mesmo em condições de vento Como o fertilizante é conduzido por meio do sistema de distribuição até os dispersores ao longo da barra, a aplicação se torna menos sensível à ação do vento em comparação com sistemas de distribuição a lanço. Essa característica amplia a janela operacional no campo e permite manter maior estabilidade na aplicação mesmo em condições de vento que, normalmente, comprometem a uniformidade da distribuição. Facilidade de calibração O sistema de distribuição por barras simplifica o processo de calibração da máquina agrícola. No caso do Spartakus, o operador precisa ajustar apenas a dosagem a ser distribuída, sem a necessidade de calibrar a faixa de aplicação com o uso de bandejas. Essa característica torna a regulagem mais prática e reduz o tempo de preparação da máquina antes da operação. Aplicação do fertilizante em estágios mais avançados O sistema sobe e desce da máquina permite operar em lavouras com maior altura de plantas. O sistema de ajuste de altura possibilita elevar a máquina agrícola, permitindo a entrada na lavoura mesmo quando a cultura se encontra em estágios mais avançados de desenvolvimento. Em culturas como o milho, isso amplia as possibilidades de manejo nutricional ao longo do ciclo da planta. Reservatório pressurizado O reservatório pressurizado contribui para manter fluxo constante do fertilizante dentro do sistema de distribuição. Essa característica ajuda a evitar variações na alimentação do produto e melhora a estabilidade da aplicação ao longo da barra. Como resultado, a taxa aplicada tende a se manter mais próxima da recomendação agronômica, reforçando a precisão da adubação na propriedade rural. Precisão na distribuição por barras: cálculo, configuração e controle da aplicação Garantir a taxa correta de fertilizante por hectare é uma etapa fundamental para manter a eficiência da adubação e o controle do custo por hectare. Na distribuição por barras, a aplicação pode ser planejada com base em parâmetros operacionais da máquina agrícola, como vazão do fertilizante, largura efetiva da barra e velocidade de trabalho. Em termos técnicos, a taxa de aplicação pode ser estimada a partir da seguinte relação: Taxa (kg/ha) = (Vazão (kg/min) × 10.000) ÷ (Velocidade (m/min) × Largura efetiva (m)) Esse cálculo permite definir a quantidade de fertilizante necessária para atender à recomendação agronômica do talhão, considerando cultura, análise de solo e meta produtiva. No entanto, o desempenho da aplicação depende não apenas da definição da taxa, mas também da forma como a máquina executa essa distribuição no campo. No caso do Spartakus, o processo de configuração da aplicação foi projetado para ser mais simples e preciso. Diferentemente de sistemas tradicionais de distribuição a lanço, que exigem calibração da faixa de aplicação com bandejas, o equipamento requer apenas a regulagem da dosagem a ser distribuída. Como o fertilizante é conduzido pela barra e liberado de forma controlada ao longo da largura de trabalho, a uniformidade da aplicação não depende da regulagem da faixa, independentemente do tipo de produto utilizado. Outro diferencial está no controle operacional da aplicação. O operador pode ajustar a taxa de fertilizante diretamente no sistema da máquina e realizar o desligamento individual das seções ao longo da barra. Esse controle permite maior precisão na distribuição, redução de sobreposições e melhor aproveitamento do fertilizante aplicado. Na prática, isso se traduz em mais praticidade na operação, maior assertividade na execução da recomendação agronômica e maior economia de insumos na propriedade rural. A manutenção preventiva sustenta o desempenho do sistema. A limpeza do reservatório evita acúmulo de produto, a inspeção dos dosadores e dos mecanismos garante regularidade na distribuição e a verificação de sensores assegura que a taxa monitorada corresponda à aplicação real em campo. Como as soluções em Agricultura de Precisão da Stara ampliam o controle na distribuição por barras? A integração entre distribuição de fertilizantes por barras e agricultura de precisão se concretiza quando a máquina agrícola opera conectada a controladores, sistemas de sincronização e plataformas de gestão de dados.  Nas soluções da Stara, essa conexão estrutura a execução da adubação do início ao fim da operação. Segundo Cícero: O equipamento se integra com Syncro, Conecta e Telemetria. Também pode utilizar aplicativos como Pulverização Stara e Distribuição Stara. O engenheiro de produtos da Stara explica que os dados gerados durante a operação passam a apoiar a gestão agronômica da propriedade. Com a telemetria é possível fazer a gestão de frotas e de trabalhos, através de mapas de aplicação que demonstram a qualidade da distribuição. Topper: controle da taxa variável em tempo real A aplicação em taxa variável é  regulada por meio do Topper , controlador agrícola responsável por interpretar mapas de prescrição e ajustar automaticamente a dosagem conforme a posição da máquina no talhão. O sistema estabelece o fluxo de fertilizante em tempo real, garantindo que a taxa aplicada acompanhe a recomendação agronômica com maior aderência e estabilidade ao longo da faixa de trabalho. Dados como ferramenta de gestão Durante a operação, os dados de aplicação são registrados e podem ser acompanhados pela Telemetria Stara, que permite monitorar a taxa aplicada, a área coberta e o desempenho operacional, além de manter histórico detalhado das aplicações realizadas na propriedade rural. Além disso, a máquina é integrada ao Land Space, o ecossistema de tecnologias da Stara, que potencializa o uso das soluções digitais oferecidas pela marca, por meio de conectividade via satélite.  Dessa forma, a Stara transforma a distribuição por barras em um processo orientado por dados. A aplicação deixa de depender apenas de regulagem manual e passa a ser executada com base em prescrição agronômica, monitoramento contínuo e gestão técnica da adubação. Precisão que transforma a adubação em estratégia Neste conteúdo, você entendeu como a distribuição de fertilizantes por barras se posiciona como estratégia técnica para elevar a eficiência da adubação na propriedade rural. Quando cálculo, regulagem e tecnologia atuam de forma alinhada, a aplicação deixa de ser apenas operacional e passa a integrar a estratégia produtiva da propriedade rural. Nesse cenário, o novo conceito de máquina agrícola apresentado pela Stara consolida essa evolução. O Spartakus amplia o potencial da distribuição por barras ao unir robustez, precisão e inteligência embarcada, elevando o nível de controle sobre a aplicação e fortalecendo a gestão eficiente da adubação. Perguntas frequentes sobre distribuição de fertilizantes por barras A distribuição por barras é indicada para quais tipos de fertilizante? O sistema é utilizado principalmente para fertilizantes granulares. A compatibilidade depende da fluidez, granulometria e ausência de excesso de umidade no produto. A distribuição por barras pode ser usada em qualquer cultura? Sim, desde que a recomendação agronômica e a estratégia de manejo estejam alinhadas à cultura e ao estágio de desenvolvimento. O sistema é comum em lavouras de grãos, mas pode ser aplicado em diferentes contextos produtivos. O sistema por barras substitui totalmente a aplicação a lanço? O sistema de distribuição por barras substitui o sistema a lanço quando o produto utilizado na aplicação é granulado. Porém, não substitui quando o produto é em pó. É possível integrar a distribuição por barras a sistemas digitais de gestão? Sim. Máquinas agrícolas equipadas com controladores eletrônicos e conectividade permitem registrar dados operacionais, integrar mapas de prescrição e armazenar histórico de aplicação para análise posterior. A distribuição por barras exige treinamento específico do operador? A operação exige conhecimento técnico sobre regulagem, taxa de aplicação e monitoramento eletrônico. O treinamento adequado contribui para manter a estabilidade na aplicação e reduzir variações operacionais.

  • Administração Municipal adquire nova escavadeira hidráulica

    A Administração Municipal, adquiriu uma nova escavadeira hidráulica para reforçar a frota da Secretaria de Obras. O investimento foi de R$ 769.900,00, com recursos próprios do Município. O equipamento, modelo CX220C S2, conta com sistema eletrônico que contribui para a economia de combustível e maior eficiência operacional, ampliando a capacidade de execução de serviços. A aquisição integra as ações de renovação da frota de máquinas, visando melhorar o atendimento das demandas. Segundo o Prefeito Gilson dos Santos, a nova escavadeira deve contribuir para a melhoria da infraestrutura. “Esta é uma ferramenta que vai auxiliar nos serviços da Secretaria de Obras e, principalmente, no atendimento aos nossos agricultores, contribuindo para a melhoria das nossas estradas”, afirmou.

  • South Summit Brazil: presidente Nei César Manica reforça contribuição da Expodireto Cotrijal para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro

    A importância da Expodireto Cotrijal no fomento à inovação no agronegócio foi o destaque da apresentação do presidente da Cotrijal, Nei César Manica, no South Summit Brazil. O painel foi realizado no primeiro dia do evento, na quarta-feira, 25 de março, em Porto Alegre/RS. O South Summit Brazil é considerado um dos principais hubs de inovação e empreendedorismo da América Latina. Realizada desde 2000, a Expodireto Cotrijal tem como objetivo apresentar as principais tecnologias e tendências globais para os produtores rurais. Anualmente, a feira debate os desafios e demandas do setor, oferecendo também alternativas para uma produção mais sustentável e competitiva. Desta forma, a Expodireto se consolidou como uma plataforma para o desenvolvimento econômico, produtivo e tecnológico do agronegócio brasileiro. “Ao longo de 26 edições, a feira atingiu novos patamares, reunindo mais de 80 países e mais de 600 expositores de diferentes segmentos. Durante a Expodireto Cotrijal, as empresas e instituições apresentam os produtos e soluções estratégicas para o agronegócio, impactando diretamente na realidade das propriedades rurais. Os resultados que alcançamos anualmente de público e de negócios demonstram que os produtores rurais estão abertos às inovações e ávidos por tecnologias que agreguem benefícios para a produção agropecuária”, afirmou Manica. Acordo de cooperação Criado em Madri, na Espanha, o South Summit está na quinta edição no Brazil. O evento é realizado no Cais Mauá, em Porto Alegre, até 27 de março. Neste ano, o tema "Human by Design"  coloca o ser humano no centro das decisões tecnológicas, explorando o equilíbrio ético e funcional entre a humanidade e avanços como a Inteligência Artificial. Um acordo de cooperação entre a Expodireto Cotrijal e o South Summit Brazil foi assinado durante a 26ª edição da feira, realizada de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque/RS. A iniciativa visa o fortalecimento do ecossistema de inovação no agronegócio gaúcho,  aproximando o setor das novas tecnologias e ampliando a conexão entre startups, empresas e instituições que atuam no desenvolvimento de soluções inovadoras para o campo. Bruna Scheifler Jornalista e assessora de imprensa da Cotrijal

  • Não-Me-Toque celebra cultura geek neste domingo com a 9ª edição do Animetoque na programação da Páscoa Vida e Luz

    O universo dos animes, games e da cultura pop ganha um destaque especial na programação oficial de Páscoa do município. No próximo dia 29 de março , Não-Me-Toque sedia a 9ª edição do Animetoque , evento que integra o calendário da Páscoa Vida e Luz . Realizado pela Prefeitura Municipal  em conjunto com a LH Events , o encontro promete transformar a cidade em um polo de criatividade e entretenimento para todas as idades, com entrada gratuita . O Animetoque já se consolidou como uma das principais referências do gênero no Norte do estado, atraindo visitantes de diversas regiões. Nesta edição, a parceria entre a administração pública e a organização técnica visa oferecer uma estrutura completa para entusiastas e famílias, celebrando a diversidade cultural por meio de concursos de cosplay , música ao vivo e espaços temáticos. Cronograma de Atividades A programação foi planejada para garantir diversão do início ao fim do dia. As atividades iniciam às 10h  com a abertura das lojinhas temáticas, onde colecionadores podem encontrar itens exclusivos do universo geek. A partir da tarde, o palco principal recebe as competições e desfiles: 10h:  Abertura oficial e feira de produtos temáticos; 13h:  Início das apresentações de Vira Vira  (categorias grupo e individual); 14h30:  Desfile temático; 15h30:  Desfile de cosplay  infantil e início do show da banda oficial; 16h:  Desfile individual adulto; 17h:  Desfile em grupo. Integração e Comunidade Inserido no contexto da Páscoa Vida e Luz , o Animetoque reforça o compromisso de Não-Me-Toque em oferecer uma programação plural, que atenda desde o público tradicional até as novas gerações apaixonadas por tecnologia e artes visuais. A organização incentiva os participantes a comparecerem caracterizados como seus personagens favoritos, transformando o evento em uma verdadeira festa de cores e imaginação.

  • ACINT lança campanha “Compra da Sorte” para fortalecer as compras no comércio local

    Com o objetivo de fortalecer o comércio local e valorizar o consumidor da região, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACINT) de Não-Me-Toque deu início à sua tradicional promoção "Compra da Sorte" . A iniciativa, que já se consolidou como um dos pilares de incentivo ao varejo no município, promete distribuir mais de 80 prêmios em vales-compras e certificados digitais ao longo de 2026. A mecânica da campanha foi desenhada para ser simples e acessível: ao realizar compras em estabelecimentos que exibem o cartaz oficial da promoção, os clientes podem trocar suas notas fiscais por cartelas e garantir a participação nos sorteios. A estratégia visa criar um ciclo positivo de circulação de renda dentro da própria cidade. Premiação Abrangente Diferente de sorteios convencionais, a "Compra da Sorte" estende o benefício a todos os elos da cadeia comercial. No total, a ACINT disponibilizará: 70 vales-compras de R$ 300,00  destinados exclusivamente aos consumidores; 10 vales de R$ 500,00  para premiar o empenho dos vendedores das empresas participantes; 06 certificados digitais  voltados para os empresários locais. Calendário de Oportunidades Os sorteios foram estrategicamente planejados para coincidir com as principais datas comemorativas do calendário varejista. Todos os eventos de premiação ocorrerão pontualmente às 17h, na sede da ACINT , em Não-Me-Toque. Confira o cronograma oficial para os próximos meses: 28 de Abril:  1º Sorteio (Edição de Páscoa) 26 de Maio:  2º Sorteio (Dia das Mães) 30 de Junho:  3º Sorteio (Dia dos Namorados) 28 de Julho:  4º Sorteio (Dia dos Avós) 25 de Agosto:  5º Sorteio (Dia dos Pais) 29 de Setembro:  6º Sorteio (Dia do Cliente) Para a ACINT, a campanha não apenas premia a fidelidade do cliente, mas reforça a importância de priorizar as empresas de Não-Me-Toque, gerando desenvolvimento e fortalecendo a comunidade empresarial local.

  • Luto no Cinema: Morre Chuck Norris, ícone das Artes marciais e da cultura pop, aos 86 anos

    É com profundo pesar que a família de Carlos Ray "Chuck" Norris confirma o seu falecimento na manhã desta quinta-feira, 19 de março, aos 86 anos. O lendário ator, mestre de artes marciais e filantropo partiu pacificamente em um hospital em Kauai, no Havaí, após uma emergência médica súbita ocorrida na última quarta-feira. Em nota oficial, a família declarou: "Chuck não foi apenas um ícone global de força e determinação; ele foi um marido dedicado, pai amoroso e um pilar de integridade para todos que o cercavam. Sua ausência deixa um vazio imensurável, mas seu legado viverá para sempre através de seu trabalho e dos valores que defendeu." Retrospectiva: A Vida Além da Lenda Nascido em Ryan, Oklahoma, em 1940, a trajetória de Norris começou longe do glamour de Hollywood. Ele ingressou na Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) em 1958, onde foi enviado para a Coreia do Sul. Foi lá que descobriu o Tang Soo Do, arte marcial que mudaria sua vida e o transformaria em um dos maiores lutadores de todos os tempos. Antes de ser ator, Chuck foi um competidor feroz, conquistando o título mundial de Caratê (peso médio) em 1968 e mantendo-o por seis anos consecutivos. Sua entrada no cinema ocorreu de forma épica em 1972, no filme O Voo do Dragão , protagonizando, ao lado de Bruce Lee, aquela que é considerada a maior luta da história do cinema de ação. Nos anos 2000, Norris experimentou um tipo de fama raro: tornou-se o primeiro grande "meme" da internet global através dos "Chuck Norris Facts". Além das telas, fundou a organização Kickstart Kids , que utiliza as artes marciais para ensinar disciplina e autoestima a crianças em situação de vulnerabilidade. Maiores Filmes e Papéis Inesquecíveis Ao longo de décadas, Chuck Norris deu vida a personagens que se tornaram símbolos de justiça e força. Confira os destaques de sua carreira: O Voo do Dragão (1972) – Papel: Colt: Sua estreia triunfal como o antagonista que enfrenta Bruce Lee no Coliseu de Roma. Braddock - O Super Comando (1984) – Papel: Cel. James Braddock: Um de seus papéis mais icônicos, onde interpreta um veterano do Vietnã em missões de resgate. Comando Delta (1986) – Papel: Major Scott McCoy: Um clássico dos filmes de ação dos anos 80, consolidando-o como o herói de elite definitivo. Walker, Texas Ranger (1993–2001) – Papel: Cordell Walker: Na TV, interpretou o sargento justiceiro do Texas por 8 temporadas, tornando-se um fenômeno de audiência mundial. Os Mercenários 2 (2012) – Papel: Booker: Uma participação épica onde ele brinca com sua própria lenda de invencibilidade ao lado de outras estrelas do gênero. Agent Recon (2024) – Papel: Alastair: Seu último grande papel no cinema, onde demonstrou que, mesmo aos 84 anos (na época das filmagens), ainda dominava a arte do combate. Homenagem do PortalNMT O PortalNMT presta esta singela homenagem a Chuck Norris, um homem que transcendeu as telas para se tornar uma lenda viva. Sua disciplina, seu carisma e sua inabalável dedicação às artes marciais deixam um legado que jamais será esquecido. O mundo perde um guerreiro, mas a história ganha um mito eterno. Descanse em paz, Chuck.

  • DE GRANDES CORPORAÇÕES AO DETALHE RESIDENCIAL: FELIPE STREB ARQUITETURA TRAZ GESTÃO DE PROJETOS DE ALTA PERFORMANCE PARA NÃO-ME-TOQUE

    O cenário urbanístico da Capital Nacional da Agricultura de Precisão consolida um reforço de peso com a atuação do escritório Felipe Streb Arquitetura (CAU RS A60729-0). Com uma trajetória que soma a precisão do gerenciamento de projetos para gigantes como Walmart Brasil, Fiat, C&A e O Boticário, o arquiteto e urbanista Felipe Streb celebrou, em fevereiro, seu primeiro ano de história e operações em Não-Me-Toque. Desde sua chegada em fevereiro de 2025, Streb tem preenchido uma lacuna estratégica no mercado local: o domínio completo do ciclo da obra. Graduado pela PUCRS em 2009 e pós-graduado em Gerenciamento de Projetos pela FGV, ele propõe uma gestão 360°, transformando o ato de construir em um processo de valorização patrimonial real, com rigor técnico e cumprimento de prazos. A Necessidade de um Olhar Estratégico Em uma região movida pela alta tecnologia no campo e pelo crescimento constante, construir exige a mesma precisão aplicada às lavouras. A formação complementar de Felipe em Avaliação Imobiliária e Sustentabilidade Urbana permite que o cliente enxergue a construção não apenas como um sonho estético, mas como um ativo imobiliário estratégico.  "Celebrar um ano em Não-Me-Toque agora em fevereiro é um marco que reforça meu compromisso com o desenvolvimento da cidade. Minha passagem pelo licenciamento e reforma de grandes redes de varejo no Sul do país me ensinou a importância do cumprimento rigoroso de normas. Trago essa cultura de eficiência para a residência e para o comércio da nossa região", destaca o arquiteto. Do Vazio ao Detalhe: O Conceito "Chave na Mão" Diferente de modelos fragmentados, o escritório oferece acompanhamento total. O cliente encontra desde a concepção do projeto arquitetônico e aprovações legais na Prefeitura até o design de interiores minucioso — que engloba marcenaria, iluminação técnica, escolha de acabamentos e curadoria de mobiliário solto. Seja em obras novas ou reformas complexas, o foco é a entrega do "chave na mão", poupando o proprietário das preocupações logísticas do canteiro de obras. Onde Encontrar e Como Contratar Consolidado na cidade e com seu escritório físico inaugurado oficialmente em dezembro, Felipe Streb atende em um ponto nobre e estratégico: na Rua Rui Barbosa, 815 (Sala 204), esquina com a Rua Fernando Sturm. Os interessados em transformar seus espaços comerciais ou residenciais podem agendar uma reunião consultiva através dos canais oficiais: 📍 Endereço: Rua Rui Barbosa, 815, Sala 204 – Não-Me-Toque/RS.  📞 Telefone/WhatsApp: (54) 99901-2721  📱 Instagram: @felipestrebarquitetura  📧 Registro Profissional: CAU RS A60729-0

  • 30 ANOS DE AMOR À MÚSICA E FIDELIDADE AO ROCK: A TRAJETÓRIA DE DANIEL KOBRA

    O ano de 2026 marca um jubileu especial para um dos nomes mais autênticos da cena musical gaúcha. Daniel Kobra completa três décadas de uma carreira pautada pela entrega, composições autorais e uma lealdade inabalável ao género que escolheu para viver: o Rock and Roll. O Legado da Cobra Criada e a Consolidação Solo A história de Daniel funde-se com a fundação da Banda Cobra Criada , grupo que ele liderou como vocalista e guitarrista desde o início em 1996 . Com a banda — que segue em atividade até hoje —, Daniel construiu um legado sólido que inclui a gravação de dois álbuns e 14 singles . Em 2014 , o músico expandiu os seus horizontes ao lançar o seu álbum solo independente , um trabalho autoral que foi vendido de mão em mão nos palcos por onde passou, reforçando a sua ligação direta e genuína com o público. Pioneirismo nos Hinos do Motociclismo Reconhecido como a "voz das estradas", Daniel Kobra é pioneiro na composição e gravação de temas exclusivos para moto grupos. De sua autoria, ecoam hinos que se tornaram a identidade de grupos como o MG Bicho Véio (Soledade/RS), Andantes do Abaúna (Getúlio Vargas/RS) e Águias da Estrada (Toledo/PR), entre tantos outros que atravessam fronteiras sobre duas rodas. Performance: Uma Verdadeira "Banda de um Homem Só" Atualmente, Daniel foca a sua energia em apresentações solo e no projeto Acústico , onde revela toda a sua versatilidade técnica. Com um vocal firme e marcante, ele domina o palco como uma verdadeira One Man Band : além da guitarra, toca gaita de boca ao melhor estilo Humberto Gessinger, preenchendo o ambiente com o suporte de backs eletrónicos que garantem a pressão sonora de uma banda completa. Embora o Rock Nacional e Internacional seja o combustível da sua trajetória, ele demonstra grande flexibilidade ao interpretar clássicos da MPB , sendo presença garantida em eventos como a Expo Não-Me-Toque (ExpoNMT) , o Festival da Canção e encontros de carros antigos. Homenagem PortalNMT Esta é uma lembrança e homenagem do PortalNMT a Daniel Kobra, um artista que se dedica com maestria a manter vivo um dos maiores e melhores géneros da música de todos os tempos. Que venham muitos outros anos de acordes, estrada e puro Rock and Roll.

  • ECA Digital, para proteção on-line de crianças e adolescentes, entra em vigorFonte: Agência Senado

    Crianças e adolescentes ganham a partir dessa terça-feira (17) uma importante ferramenta de proteção com a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente  (também chamado de ECA Digital).  Marco para a defesa dos menores de 18 anos no ambiente virtual, o ECA Digital obriga as empresas de tecnologia da informação a remover imediatamente conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil com notificação às autoridades, além da adoção de ferramentas de controle parental e verificação de idade dos usuários. Estão nesse rol as publicações relacionadas a incitação à violência física, conteúdo pornográfico, uso de drogas, automutilação e suicídio e venda de jogos de azar, entre outros. Sancionada em 2025, a lei, que teve origem no PL 2.628/2022 , de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), é uma resposta à crescente "adultização" de menores de 18 anos em plataformas on-line.  O que deve ser feito Para coibir casos de violações graves contra menores de 18 anos no ambiente virtual, as empresas tiveram seis meses de adaptação às normas. Essas companhias de tecnologia devem adotar medidas como remoção de conteúdos. Se identificados conteúdos relacionados a abuso sexual, sequestro, aliciamento ou exploração, além de remover, as empresas terão de notificar imediatamente as autoridades competentes, tanto no Brasil, como internacionalmente. As contas de crianças e adolescentes de até 16 anos terão de ser vinculadas a um responsável. Caberá às empresas fornecer ferramentas de supervisão parental acessíveis e de fácil uso. Isso possibilitará aos responsáveis bloquear, por exemplo, a comunicação com adultos não autorizados, limitar recursos que incentivem o uso excessivo, controlar sistemas de recomendação e restringir o compartilhamento da geolocalização. Também terão de promover a verificação de idade para o acesso a conteúdo inadequado a idade de até 18 anos. Esse controle exige que sejam adotados “mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso”, ou seja, não basta a autodeclaração.  Além disso, o texto proíbe caixas de recompensas ( loot boxes ) em jogos eletrônicos. Essas caixas são itens virtuais que podem provocar comportamento compulsivos, segundo especialistas.  Será instituída ainda uma autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital. Caberá a essa entidade verificar a aplicação da lei em todo o país, assim como editar regulamentos e procedimentos para a execução da norma. Vários pontos da lei ainda dependem de regulamentação para surtir efeito prático. O Poder Executivo terá, por exemplo, de regulamentar os requisitos mínimos de transparência, segurança e compartilhamento de informações de forma automática para os mecanismos de aferição de idade e de supervisão parental adotados pelos sistemas operacionais e pelas lojas de aplicativos.  Penalidades Além do que já está previsto no   Código Penal , o ECA Digital também estabelece punições aos infratores. Caso a norma seja descumprida, as empresas ficarão sujeitas a advertência, pagamento de multas, suspensão temporária e até proibição do exercício das atividades. As empresas podem ser multadas em até 10% de seu faturamento. Não havendo faturamento, a multa pode variar de R$ 10 a R$ 1 mil por usuário cadastrado no provedor punido, como limite máximo de R$ 50 milhões. No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente. Tramitação Na aprovação da matéria pelo Plenário do Senado, em agosto de 2025 , Alessandro salientou que o problema do ambiente digital é global e precisa do envolvimento de toda a sociedade. — A sociedade civil se mobilizou, as equipes técnicas se envolveram. Estamos igualando parcialmente a atividade de algumas das empresas mais poderosas do capitalismo. Esta é a primeira lei das Américas sobre o tema. É fruto de um trabalho coletivo — afirmou em Plenário. A maioria dos senadores apoiou a proposta, mas outros apontaram preocupação com a regulação das redes sociais. Contrário ao projeto, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) disse que esse pode ser o começo de uma regulação mais dura das plataformas. — Depois que abrir essa porteira, o controle das redes sociais não se fecha mais. O maior controle, na minha opinião, é dos pais. Isso o Estado nunca vai suplantar. Eu não acredito que o Estado deva substituir o controle parental. O melhor seria que isso fosse autorregulado — criticou.  Alessandro afirmou que a proposta busca, na verdade, resgatar o poder de pais e mães de acompanhar e controlar a vida digital dos filhos. — A partir da sanção da lei, as empresas serão obrigadas a organizar seus produtos e serviços de forma mais segura e adequada ao público infantil e adolescente — disse. O projeto foi apresentado em 2022. Após análise no Senado, a Câmara aprovou um substituto (texto alternativo). A matéria retornou ao crivo dos senadores em agosto de 2025, quando foi aprovada em Plenário. O tema ganhou destaque em 2025 com as denúncias apresentadas pelo influenciador digital Felipe Bressanin, conhecido como Felca, que revelou casos de exploração e abuso de crianças e adolescentes no mundo virtual.  A  Lei 15.211  foi publicada em 18 de setembro de 2025. Na sanção do texto, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou a entrada em vigor da norma um ano após a publicação, ao mesmo tempo em que apresentou a  MP 1.319/2025  para antecipar a vigência em seis meses . Fonte: Agência Senado

  • Deputada é alvo de nova fase de operação da Polícia Federal contra fraudes no INSS e passa a usar tornozeleira eletrônica

    A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de desvios não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) foi alvo de mandado de busca e apreensão e passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça. Durante a operação, a PF prendeu o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente da Aapen (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e da AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil), Cecília Rodrigues Mota. Os dois são investigados por envolvimento no esquema. Ao todo, policiais federais e auditores da CGU (Controladoria-Geral da União) cumpriram 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo STF. O objetivo da ação, de acordo com a PF, é aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto para esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Segundo a PF, “o empresário Natjo de Lima Pinheiro foi beneficiário de aproximadamente R$ 400 mil em múltiplas operações advindas das empresas de Cecília Rodrigues Mota, uma das operadoras do esquema fraudulento”. A deputada Gorete Pereira teria ligação com o esquema da associação Aapen para os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas. Segundo as investigações, a parlamentar teria participado ativamente das fraudes e recebeu amplamente recursos originados dos desvios. Ela também teria aberto empresas em nomes de laranjas para facilitar o esquema.

  • Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda

    O contribuinte terá de informar ao Fisco os ganhos obtidos em 2025 com apostas esportivas e plataformas de jogos online, conhecidas como “bets”, que deverão ser declarados no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Além dos prêmios recebidos, os contribuintes também precisarão informar os saldos mantidos nas contas dessas plataformas no fim do ano passado. De acordo com o Fisco, a obrigação vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em prêmios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias. Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita, José Carlos da Fonseca, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informações na declaração anual. “Essas pessoas apuram e pagam o imposto conforme está na lei. Agora, elas precisam informar esse rendimento na declaração. Trata-se de um ganho tributável”, explicou. Campo específico A Receita também criou campos específicos no sistema da declaração para informar os rendimentos obtidos em plataformas de apostas. Os valores devem ser registrados de duas formas: - ganhos com apostas, informados como rendimento tributável; - saldo mantido nas contas das plataformas, declarado na ficha de “Bens e Direitos”. O saldo existente em 31 de dezembro de 2025 precisa ser informado quando ultrapassar R$ 5 mil. Para facilitar o preenchimento, as plataformas devem oferecer ao usuário um documento chamado “ComprovaBet”, que reúne o histórico de movimentações e prêmios obtidos ao longo do ano. Tributação Segundo as regras atuais, o imposto incide sobre o ganho líquido anual, ou seja, a diferença entre o total de prêmios recebidos e o valor gasto nas apostas. Caso o lucro anual ultrapasse R$ 28.467,20, o valor excedente será tributado com alíquota de 15%. Mudanças A declaração dos ganhos com bets é uma das principais mudanças na declaração deste ano. As outras novidades são as seguintes: - declaração pré-preenchida ampliada: o sistema terá mais dados automáticos, facilitando o envio das informações; - restituições em quatro lotes: o pagamento das restituições será feito em quatro lotes, e não mais em cinco como em anos anteriores; - restituição automática para pequenos contribuintes: quem teve pequenos valores de IR retidos na fonte e não fizerem a declaração receberão automaticamente a restituição num lote especial, em 15 de julho; - nome social: contribuintes poderão informar nome social diretamente na declaração. Prazo da declaração O prazo de envio da declaração do IR 2026 será de 23 de março a 29 de maio. O programa para preenchimento poderá ser baixado pelos contribuintes a partir de sexta-feira (20), apenas para preenchimento, com as transmissões começando na segunda-feira (23) às 8h. Quem entregar a declaração após o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. A Receita Federal estima receber cerca de 44 milhões de declarações do Imposto de Renda em 2026. Assim como em anos anteriores, quem enviar a declaração mais cedo e sem pendências tende a receber a restituição primeiro.

  • Dino acaba com a aposentadoria compulsória como punição a juízes

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu em liminar assinada nesta segunda-feira (16) acabar com a aposentadoria compulsória como punição a magistrados condenados administrativamente por irregularidades no exercício do cargo. “Não existe mais aposentadoria compulsória como ‘punição’ a magistrados, em face da Emenda Constitucional 103 (Reforma da Previdência). Infrações graves de magistrados devem ser punidas com a perda do cargo”, propôs o ministro como tese de julgamento”. A decisão é monocrática e deverá ainda ser analisada pelo próprio Supremo, que decidirá se a mantém ou não. Ainda não há data nem prazo para que isso ocorra. Dino tomou a decisão em uma ação aberta por um magistrado que foi punido com a aposentadoria compulsória pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Entre as irregularidades estavam a liberação de bens bloqueados sem parecer do Ministério Público e demora deliberada em processos para beneficiar policiais militares milicianos. A aposentadoria compulsória do magistrado havia sido confirmada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dino determinou que o órgão julga novamente o processo e, caso decida pela punição máxima, oficie o TJRJ para que desligue o juiz de seus quadros. Dino justificou sua decisão aplicando as regras da Reforma da Previdência de 2019, que extinguiu qualquer outro critério de aposentadoria de servidores que não levasse em consideração apenas a idade ou o tempo de contribuição. Com isso, o ministro concluiu que a previsão de aposentadoria de juízes como forma de punição se tornou inconstitucional, tendo que ser substituída pela perda de cargo. O ministro determinou o envio de ofício ao presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, “para – caso considerar cabível – rever o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário”. Agência Brasil

  • Após reajuste do diesel pela Petrobras, Sulpetro projeta aumento de R$ 0,32 por litro ao consumidor

    Os preços dos combustíveis seguem sob monitoramento em  Porto Alegre   e região metropolitana neste início de semana, em meio às incertezas provocadas pela alta internacional do petróleo diante do  conflito no Oriente Médio . Levantamentos em postos da Capital e Região Metropolitana mostram forte variação nos valores, especialmente no diesel, que já chega R$ 8,24 em Canoas. Na Capital, os valores registrados na manhã de segunda-feira ainda se mantêm próximos aos praticados no final da semana passada. O diesel mais barato foi encontrado a R$ 6,23 na Zona Norte de Porto Alegre, enquanto em outros postos o preço chegou a R$ 7,85. A gasolina comum também apresenta diferença significativa entre estabelecimentos. O combustível foi encontrado a R$ 5,94 em um posto do bairro Sarandi, enquanto em outros já era vendido a R$ 6,59. Dados da Petrobras indicam que o preço médio tanto da gasolina quanto do diesel no Rio Grande do Sul está em torno de R$ 6,23. Para veículos flex, o etanol surge como alternativa em alguns postos da Capital, sendo encontrado por valores abaixo de R$ 5 em diversos estabelecimentos. De acordo com a Fecombustíveis, é possível calcular rapidamente qual combustível compensa mais. Basta dividir o preço do etanol pelo da gasolina e, se o resultado for igual ou inferior a 0,7, o etanol tende a ser a opção mais econômica. Segundo o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro), o mercado segue pressionado por fatores internacionais e por reajustes recentes. A redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel anunciada pelo governo federal poderia gerar uma queda potencial de cerca de R$ 0,29 por litro no diesel B. No entanto, a  Petrobras anunciou aumento  de R$ 0,38 por litro no diesel A vendido às distribuidoras. Considerando a composição do diesel comercializado nos postos, esse reajuste representa impacto aproximado de R$ 0,32 por litro ao consumidor. Além disso, segundo a entidade, leilões adicionais realizados pela Petrobras registraram ágio entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro, evidenciando tensão no mercado de suprimento. “A instituição ressalta que os postos de combustíveis constituem o elo direto com o consumidor final. Contudo, não possuem qualquer ingerência sobre a formação de preços nas etapas anteriores da cadeia – produção e distribuição –, sendo obrigados a absorver os impactos dessas políticas e das oscilações de mercado para manter o abastecimento e atender à demanda da população”, informou. Transporte monitora cenário O aumento do diesel também é acompanhado com atenção pelo setor de transporte. O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) informou que segue monitorando os reflexos do conflito envolvendo o Irã e possíveis impactos no fornecimento global de petróleo. Segundo a entidade, o diesel representa o principal insumo da atividade e oscilações relevantes no preço afetam diretamente a estrutura de custos das transportadoras. “Como principal insumo da atividade, qualquer alteração relevante no valor do diesel repercute imediatamente no custo operacional das transportadoras. Cada transportador conhece, com precisão, o peso do combustível na sua operação e os reflexos imediatos que oscilações dessa natureza provocam em seus contratos e na sustentabilidade do serviço prestado.”, informou a entidade. O sindicato também reforçou que o transporte rodoviário de cargas opera com margens reduzidas e não possui capacidade de absorver aumentos expressivos e repentinos em seu principal insumo operacional. No transporte coletivo, a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATPPOA) informou que a situação permanece igual à registrada na semana passada. As empresas seguem monitorando o cenário e não há registro de redução de linhas ou horários, como já ocorre m outros municípios do interior gaúcho. A entidade já havia alertado, no entanto, que o aumento do combustível pode pressionar o custo por quilômetro rodado e gerar expectativa de revisão do subsídio pago pela prefeitura para manter a tarifa do sistema. Correio do Povo

  • Moradores de Não-Me-Toque mobilizam abaixo-assinado sobre cobranças da Corsan

    Um grupo de moradores de Não-Me-Toque está mobilizado em busca de esclarecimentos sobre cobranças consideradas indevidas nas contas de água. A iniciativa é liderada por Aline Soares de Carvalho, que coordena um abaixo-assinado sobre o caso. De acordo com Aline, mais de 600 assinaturas já foram reunidas , e as listas continuam circulando pela cidade para ampliar o número de apoiadores. O objetivo do movimento é demonstrar a insatisfação da população e os transtornos enfrentados por moradores, principalmente em relação a valores considerados irregulares nas faturas. A liderança do grupo informou ainda que foi protocolado junto à Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque e à Prefeitura de Não-Me-Toque um pedido para a realização de uma audiência pública , com o objetivo de discutir a situação e buscar respostas para a comunidade. Segundo Aline, a intenção é abrir espaço para esclarecimentos por parte da Corsan sobre as cobranças registradas. A reportagem lembra que, após a privatização da Corsan, os poderes municipais não possuem responsabilidade direta sobre a gestão da empresa. No entanto, a Prefeitura e a Câmara podem auxiliar na intermediação e na busca por respostas junto à companhia responsável pelo serviço.  💧📄

  • Prefeitura de Não-Me-Toque abre concurso público com vagas para vários níveis de escolaridade

    A Prefeitura de Não-Me-Toque anunciou a abertura de um novo concurso público destinado ao provimento de cargos efetivos e formação de cadastro de reserva (CR). O certame é organizado pela Fundação La Salle e oferece oportunidades para profissionais de níveis fundamental, médio, técnico e superior. Quadro Completo de Vagas e Remunerações O edital apresenta uma ampla variedade de cargos, com cargas horárias que variam de 10h a 44h semanais. Confira os detalhes por nível de escolaridade: Nível Fundamental (Incompleto e Completo) Auxiliar de Operações (4ª série): CR | 44h | R$ 1.871,78 Auxiliar de Serviços Gerais (4ª série): CR | 44h | R$ 1.871,78 Auxiliar de Educador/Cuidador: CR | 44h | R$ 2.310,04 Cozinheiro: CR | 44h | R$ 1.947,91 Eletricista: CR | 44h | R$ 2.616,63 Motorista: 02 vagas + CR | 44h | R$ 2.499,23 Operador de Máquinas: CR | 44h | R$ 2.766,60 Nível Médio e Técnico Educador/Cuidador: CR | 44h | R$ 3.117,18 Oficial Administrativo: 03 vagas + CR | 34h | R$ 3.117,18 Orientador/Educador Social: CR | 40h | R$ 2.616,63 Técnico em Contabilidade: CR | 34h | R$ 4.140,06 Técnico em Informática: 01 vaga + CR | 34h | R$ 4.140,06 Nível Superior Agente de Controle Interno: 01 vaga + CR | 34h | R$ 6.364,81 Arquiteto: CR | 34h | R$ 6.364,81 Assistente Social: CR | 40h | R$ 6.364,81 Contador: CR | 34h | R$ 6.364,81 Engenheiro Civil: CR | 34h | R$ 6.364,81 Engenheiro Eletricista: 01 vaga + CR | 34h | R$ 6.364,81 Fonoaudiólogo: CR | 40h | R$ 6.364,81 Médico (Geral): CR | 10h | R$ 8.251,66 (pode chegar a R$ 30.977,04 em regime de 40h) Médico Pediatra: CR | 10h | R$ 9.065,25 Médico Psiquiatra: 01 vaga + CR | 10h | R$ 9.065,25 Psicólogo: CR | 40h | R$ 6.364,81 Inscrições e Taxas As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site fundacaolasalle.org.br/concursos entre 13 de março e 13 de abril de 2026 . Candidatos sem acesso à internet podem utilizar os computadores disponibilizados na Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque. As taxas são: R$ 50,00 para cargos de nível fundamental. R$ 90,00 para nível médio/técnico. R$ 140,00 para nível superior. Etapas da Seleção O concurso contará com as seguintes fases: Provas Objetivas: Para todos os cargos, com data prevista para 31 de maio de 2026 . Provas Práticas: Somente para Motorista e Operador de Máquinas, previstas para 04 e/ou 05 de julho de 2026 . Prova de Títulos: De caráter classificatório para os cargos de nível superior. O edital completo e demais atualizações estão disponíveis nos sites oficiais da Prefeitura de Não-Me-Toque e da Fundação La Salle.

  • Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciarFonte: Agência Senado

    Os ataques a mulheres e meninas na internet são uma extensão da violência de gênero já enraizada na sociedade, mas vêm ganhando alcance cada vez maior com o uso da tecnologia. Agressões que antes aconteciam no espaço doméstico ou nas ruas agora se espalham por redes sociais, perfis anônimos e aplicativos, usados para intimidar ou discriminar a população feminina. Entre os casos mais comuns, estão a divulgação de imagens íntimas sem consentimento, perseguição virtual, discurso de ódio, invasão de contas, disseminação de desinformação e mentiras e manipulação de fotos com inteligência artificial. Mais de 90% dos vídeos íntimos falsos criados com IA têm mulheres como alvo, estima a Organização das Nações Unidas (ONU).  O que muitas vítimas não sabem é que várias dessas condutas nas redes já são consideradas crimes no Brasil. É possível denunciar formalmente o agressor, não apenas para proteger-se, mas também para ajudar a coibir comportamentos misóginos (de ódio ou aversão às mulheres) na internet. O Código Penal  já tipifica como crime as seguintes condutas, entre outras: divulgação de imagens íntimas não consentidas: pena de reclusão de 1 a 5 anos montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de caráter íntimo: detenção de 6 meses a 1 ano imputação de fatos inverídicos: possibilidade de enquadramento dentro dos crimes de calúnia, difamação ou injúria. A perseguição e assédio constante (stalking) , presencial ou virtual, também é considerado crime desde 2021, com a sanção da Lei 14.132 , que tipificou a conduta no Código Penal. A pena de até 2 anos de reclusão pode chegar a 3, se a perseguição for contra mulher, "por razões da condição de sexo feminino". A lei é fruto de projeto do Senado ( PL 1.369/2019 ) apresentado pela senadora Leila Barros (PDT-DF). A Lei Maria da Penha  e o Marco Civil da Internet  também preveem punições para agressores e responsabilização das plataformas.  Como reagir Uma cartilha sobre violência digital, lançada pelo Supremo Tribunal Federal , traz orientações para vítimas: guarde provas. Salve prints, links e registre data e horário; não responda às agressões. Isso pode incentivar novos ataques; proteja suas contas. Ajuste a privacidade nas redes e ative a verificação em duas etapas; busque apoio. Ajuda psicológica e orientação jurídica podem ser importantes; reporte e denuncie às plataformas conteúdos desinformativos, por meio de seus canais oficiais; registre ocorrência em uma delegacia de polícia ou ligue para o 180, canal nacional de atendimento à mulher. Denúncias também podem ser encaminhadas ao Ministério Público. Alguns estados, inclusive, têm promotorias especializadas em gênero ou em crimes digitais, aptas a mover ação penal pública, pedir que a Polícia Civil investigue, cobrar ações das plataformas ou solicitar a um juiz a concessão de medidas protetivas de urgência. Vítimas que precisam recorrer à Justiça, mas não podem pagar um advogado nem arcar com os custos de um processo judicial, contam com a Defensoria Pública. Em casos de grande repercussão, o poder público muitas vezes atua mesmo sem denúncia direta de uma vítima ou da sociedade. Neste mês, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar vídeos publicados em uma rede social em que homens simulam agressões contra mulheres (socando ou esfaqueando manequins, por exemplo) como "treino" para situações de rejeição amorosa por elas. O pedido de investigação sobre os autores dos vídeos partiu da Advocacia-Geral da União (AGU), e o conteúdo foi retirado pela plataforma.  Já os casos de violência política têm canais específicos de denúncia, como o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Recentemente o Senado reforçou essa luta, com a criação do Zap Delas ( 61 98309-0025 ). A ferramenta usa o aplicativo WhatsApp para receber relatos de violência política de gênero. Além disso, oferece acolhimento, orientação jurídica e encaminhamento institucional às vítimas. A iniciativa é da  Procuradoria Especial da Mulher do Senado .  Preocupação mundial Segundo a ONU Mulheres, mais de um terço da população feminina já sofreu algum tipo de violência cibernética e quase metade vive em países sem leis específicas para enfrentar o problema. O crescimento dos casos é uma preocupação global, que força os países a buscar soluções para conter as agressões on-line. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher , feita pelo  DataSenado  a pedido do  Observatório da Mulher contra a Violência , mostra que uma em cada dez brasileiras com 16 anos ou mais sofreu violência digital em um ano, o que representa cerca de 8,8 milhões de mulheres. Em muitos casos, o agressor é parceiro, ex-parceiro ou alguém do convívio da vítima. Nesta semana, o tema foi debatido durante reunião da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW) da ONU, em Nova York. Promovido pelo Brasil por meio do Ministério das Mulheres, um encontro paralelo à reunião discutiu estratégias de enfrentamento à misoginia on-line, destacando a importância da criação de marcos regulatórios nacionais e de mecanismos de responsabilização. Também foi divulgada a Lei Modelo Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Digital de Gênero contra as Mulheres , aprovada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para auxiliar os países na formulação de regras. Ações no Senado O fortalecimento da legislação de enfrentamento a esse tipo de violência é foco do Congresso. Propostas em análise pelos senadores e deputados buscam criar novas leis para ampliar a proteção às mulheres e meninas no ambiente digital. No Senado, uma das matérias em discussão é o PL 1.033/2025 , que aumenta as penas para crimes de violência digital, incluindo cyberbullying , perseguição virtual, invasão de dispositivos e divulgação não autorizada de conteúdos íntimos, com exigência de remoção de material ofensivo em prazos definidos. Aprovada na Comissão de Direitos Humanos (CDH), a proposta da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) agora  segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) . Também está em andamento na Casa o  PL 2/2026 , que institui a Política Nacional de Combate ao Discurso de Ódio contra a Mulher na Internet , com medidas para obrigar plataformas digitais a reforçar sistemas de segurança e restringir usuários que divulgarem conteúdos misóginos. Garantir mecanismos "céleres, acessíveis e eficazes" para a remoção de conteúdos ilícitos e responsabilização dos agressores é um dos objetivos da proposta, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Outro projeto insere explicitamente as formas de violência eletrônica — como perseguição digital, exposição indevida de intimidade e ameaças on-line — na Lei Maria da Penha, reconhecendo essas práticas como formas de violência doméstica. Já aprovado no Senado, o PL 116/2020 , de Leila Barros, está em análise na Câmara dos Deputados. Os senadores avaliam ainda uma proposta que criminaliza a misoginia. Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o  PL 896/2023  inclui a conduta na  Lei do Racismo , que hoje pune os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.  No plano institucional, o Senado assinou o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, uma iniciativa conjunta do Legislativo, Executivo e Judiciário para conter a escalada da violência contra as mulheres no país. A Casa também conta com o serviço de checagem de dados Senado Verifica , que avalia conteúdos sobre o Senado Federal, projetos de lei ou programas institucionais. Cidadãos que suspeitem de alguma informação potencialmente falsa podem contatar o serviço por WhatsApp ( 61 98190-0601 ). O conteúdo é analisado pela equipe de checagem, que responde ao cidadão com informações verificadas e links para fontes oficiais.  Vítimas têm cor, idade e profissão A violência digital não afeta todas as mulheres da mesma forma e costuma virar ameaça física. As vítimas relatam crises de ansiedade, depressão, abandono de redes sociais, prejuízos profissionais e medo de agressões presenciais.  Mulheres negras, jovens, jornalistas, parlamentares, defensoras de direitos humanos e ativistas estão entre as mais vulneráveis. Quem ocupa posições de visibilidade pública costuma ser alvo de campanhas de desinformação e ataques misóginos. Jovens e adolescentes enfrentam maior risco de chantagem com imagens íntimas, enquanto mulheres em situação de vulnerabilidade social têm mais dificuldade para acessar proteção e apoio jurídico. Estudo da Unesco mostra que 73% das mulheres jornalistas já sofreram violência online. Em cerca de 20% dos casos, os ataques virtuais evoluíram para agressões no mundo físico. A história da farmacêutica Maria da Penha é um exemplo de como a intimidação contra mulheres migrou para o ambiente digital. Mesmo depois de sobreviver a duas tentativas de feminicídio pelo então marido e 20 anos após a aprovação da lei que leva o seu nome, ela passou a receber ameaças também nas redes sociais. Recentemente uma campanha de desinformação divulgou um laudo médico falso para tentar descredibilizar as tentativas de feminicídio sofridas (e que a deixaram paraplégica) e atacar a legislação.  Em visita ao Senado  no início deste Mês da Mulher, Maria da Penha advertiu sobre como a reparação das fake news não ocorre na mesma velocidade da devastação que elas promovem. — Digitalmente, a mulher pode se defender, mas o problema é a condenação de quem praticou o crime. Esse homem tem que ser punido, porque ele está eliminando o nome dessa mulher. Não adianta a mulher se defender, porque ela vai continuar a ser desacreditada. (Reportagem: Paula Cochrane. Edição: Tatiana Beltrão) Fonte: Agência Senado

  • Brigada Militar encerra Expodireto sem nenhum registro policial

    A Brigada Militar do Rio Grande do Sul encerrou nesta sexta-feira (13) sua participação na Expodireto Cotrijal 2026, realizada em Não-Me-Toque, sem o registro de ocorrências policiais dentro do parque de exposições durante os dias do evento. A operação de segurança contou com mais de 100 policiais militares , envolvendo efetivos do 38º Batalhão de Polícia Militar, do 3º Batalhão de Polícia de Choque, do Comando Rodoviário da Brigada Militar e também do setor de inteligência da corporação. Além do policiamento no parque da feira, a Brigada Militar também intensificou as ações de segurança no município. Durante o período da Expodireto, foram realizadas prisões relacionadas principalmente ao tráfico de drogas  na cidade. Conforme a corporação, essas ocorrências não tiveram qualquer ligação com o evento . O reforço no efetivo e o planejamento operacional contribuíram para que a feira transcorresse com tranquilidade, garantindo a segurança de visitantes, expositores e trabalhadores e consolidando mais uma edição da Expodireto com organização e segurança. (Redação / Portal Carazinho News / Comunicação Social do 38º BPM)

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