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  • Está chegando o 4º Simpósio Leite Real

    #PortalEstaEmTudo O Leite Real, simpósio da Cotrijal para produtores de leite, está chegando a sua quarta edição. O evento terá início às 9 horas do dia 26 de julho, no auditório central do Parque da Expodireto Cotrijal, na RS 142, quilômetro 24, em Não-Me-Toque. Para realizar a inscrição basta o produtor entrar em contato com o técnico do departamento veterinário da unidade Cotrijal mais próxima. Nesta edição, os produtores poderão acompanhar três palestras que abordam soluções que podem contribuir para o aumento da produtividade do rebanho, visando a rentabilidade e sustentabilidade do negócio. Após os debates do simpósio, será realizado um momento de confraternização entre produtores e os profissionais do Departamento Veterinário da Cotrijal. “Além das excelentes palestras e do churrasco de confraternização, os produtores interessados poderão aproveitar oportunidades promocionais em uma rodada de negócios com a Cotrijal Lojas e empresas parceiras”, explica o gerente de produção animal da Cotrijal, Alan Issa Rahman. Confira a programação: 9h – Recepção 9h45 – Palestra “Como aumentar a lucratividade de seu rebanho resfriando vacas” com Adriano Seddon, médico veterinário e especialista em Compost Barn. 10h45 – Palestra “Como está a ordenha robótica hoje no Brasil?” com Airton Vanderlinde, médico veterinário e consultor técnico de Bovinos de Leite na Cargill. 11h45 – Palestra “Produzi forragens em quantidade e qualidade para o rebanho, uma oportunidade!” com Marcelo Silveira Pinto, engenheiro agrônomo e difusor técnico da Cotrijal. 12h30 – Churrasco de encerramento

  • Stara: “Me sinto feliz e realizado na Stara”

    #PortalEstaEmTudo Trabalhando há 16 anos na Stara, Jeferson Vianei dos Santos se orgulha da sua trajetória de comprometimento e evolução constante. Natural de Não-Me-Toque/RS, Jeferson tinha o sonho de fazer parte da família Stara e foi em 2007 que a oportunidade surgiu. “Após o terceiro cadastro de currículo eu fui chamado para entrevista em uma vaga na Solda, passei e fui efetivado”, conta ele. Jeferson ficou durante um ano e meio na Solda, após foi para a Linha de Montagem passando pela linha de plantadeiras e autopropelidos e hoje atua no setor de Pós-venda, realizando atividades como assistência no campo, entrega técnica e treinamentos para operadores e técnicos. “Esses momentos foram marcantes em minha vida, cada oportunidade de mudança me possibilitou chegar ao meu objetivo de hoje estar trabalhando com aquilo que gosto. Meu esforço e dedicação foram reconhecidos”. Ele ainda ressalta: “sou muito feliz em estar na Stara, foi através desta oportunidade, que consegui junto com a minha esposa adquirir meu carro, casa e dar uma boa educação para minhas filhas”. Nestes 16 anos de história, Jeferson acompanhou um pouco da evolução da empresa e ressalta principalmente sobre o crescimento estrutural. “Vejo muita evolução na parte fabril, nos equipamentos, tecnologias e no produto final que é entregue para nossos clientes. Ver as máquinas em campo representa orgulho por estar neste time que preza pela qualidade.” Jeferson finaliza agradecendo por todas as conquistas em sua vida e pretende continuar trabalhando, evoluindo e contribuindo por muitos anos junto com a Stara.

  • Assistência Social recebe doação de alimentos do Departamento de Esporte

    #PortalEstaEmTudo O Departamento de Esporte realizou nesta semana a entrega de 165 Kg de alimentos na Secretaria de Assistência Social e Habitação. Os alimentos foram arrecadados na inscrição do Truco Gaudério e também com as penalidades no esporte.

  • Começa o Campeonato Municipal De Futsal - Construindo Juntos

    #PortalEstaEmTudo Começa neste sábado (22), o Campeonato Municipal de Futsal, a partir das 19h30. Neste ano, a competição contará com 39 equipes, distribuídas nas seguintes categorias: Livre (23), Veteranos (7) e Feminino (9). A primeira rodada contará com as seguintes disputas: Boca Junios x Markoff Liverpoll x Deutsch Di Verdadi x Amigos do Copo No domingo (23), as partidas começam às 15h. entram em quadra: Audax x Valente Ressaca x River Plate Cristal Palace x New Castle Corinthias x Exilados ALC x Os Cara da Solda As partidas acontecem no Ginásio Nenão e os ingressos custam R$ 3,00. Cabe ressaltar que nas quartas de final o valor é reajustado.

  • Ministério da Fazenda estima crescimento de 2,5% para o PIB brasileiro neste ano

    O ministério da Fazenda elevou de 1,9% para 2,5% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). A estimativa para a inflação caiu. As previsões estão no Boletim Macrofiscal, da secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta quarta-feira (19). Segundo a Fazenda, a revisão no crescimento foi motivada pelo aumento de 1,9% do no primeiro trimestre e pela expectativa de queda dos juros no segundo semestre por causa da desaceleração da inflação. A estimativa de crescimento para 2024 foi mantida em 2,3%. As projeções de crescimento melhoraram para todos os setores. Para o agropecuário, a projeção passou de 11% para 13,2%. Na área da indústria, a estimativa avançou de 0,5% para 0,8%, enquanto a projeção para serviços passou de 1,3% para 1,7%. No início do mês, o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, anunciou que a projeção para o PIB deste ano ficaria entre 2,5% e 3%. Na ocasião, ele ressaltou que, no início do ano, o mercado financeiro previa expansão de apenas 1% para a economia brasileira neste ano. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, usou as redes sociais para falar sobre os novos números. Alckmin salientou o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e disse que “o Brasil está de volta”. “O Brasil está de volta! O Ministério da Fazenda, liderado por @Haddad_Fernando, acaba de divulgar revisão nas projeções para o PIB deste ano. O crescimento do conjunto da produção nacional passou de 1,9% para 2,5%”, frisou. Inflação A projeção de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,58% para 4,85%. A estimativa está acima da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior é 4,75%. Para 2024, a estimativa caiu de 3,63% para 3,3%. Para o ano que vem, a projeção menor reflete a queda do dólar para abaixo de R$ 5, a queda no preço das commodities (bens primários com cotação internacional), além dos menores reajustes previstos para preços monitorados. Médio prazo Após a melhora das projeções para este ano, o levantamento cita leve desaceleração para 2024. Conforme os dados, isso ocorrerá por conta da diminuição da demanda internacional, que fará o Brasil exportar um pouco menos, e pelo menor crescimento projetado para o setor agropecuário, que se acomodará no próximo ano após crescer mais de 10% este ano. Mesmo com a desaceleração, projeta-se que o crescimento do PIB será mais bem distribuído entre os setores da economia em 2024, com a indústria e os serviços melhorando em relação a este ano. “Esses setores devem se beneficiar com a melhoria no ambiente de negócios e redução de incertezas decorrentes da aprovação das reformas fiscal e tributária”, ressaltou o relatório.

  • Judiciário gaúcho realizará mutirão carcerário para revisar processos de detentos

    O Judiciário gaúcho iniciará na segunda-feira (24) um mutirão carcerário para revisar processos de detentos nas fases de conhecimento e de execução penal em todo o Estado. Promovida em todo o País pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a iniciativa visa, segundo o Judiciário, garantir e promover direitos fundamentais na área prisional. O mutirão prosseguirá até 25 de agosto. O objetivo é mobilizar tribunais, por meio de seus Grupos de Monitoramento e Fiscalização, para a revisão de processos de forma a garantir o cumprimento de entendimentos já firmados no STF (Supremo Tribunal Federal) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Entre os processos que devem ser revisados, estão aqueles que incluem gestantes, mães, pais e responsáveis por crianças menores de 12 anos e pessoas com deficiência; a situação de detentos em cumprimento de pena em regime prisional mais gravoso do que o fixado na decisão condenatória e a situação de pessoas cumprindo pena em regime diverso do aberto, condenadas pela prática de tráfico privilegiado. Deverão ser revisados ainda casos de prisões provisórias com duração superior a 12 meses.

  • Programa Desenrola: Ministério Público investiga sites falsos criados para golpes online

    O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu investigação para apurar golpes envolvendo o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil, lançado nesta semana pelo governo federal. Conforme a apuração, os criminosos criam sites falsos, com símbolos do governo e do Desenrola, e promovem anúncios nas redes sociais para atrair pessoas interessadas em “limpar o nome”. Há ofertas de desconto de até 99%. “Quando as vítimas clicam, são enviadas para sites fraudulentos, que se passam por governamentais ou negociadores de dívidas, para obter dados das vítimas ou até mesmo para aplicar golpes financeiros”, disse o promotor de Justiça Mauro Ellovitch, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos. Segundo o promotor, além do estelionato – em que a vítima acredita que está quitando a dívida com a instituição financeira, mas, na verdade está pagando ao criminoso –, as pessoas correm o risco de ter os dados pessoais, como nome, CPF, endereço e número da conta bancária, usados para a aplicação de outros golpes. Há, ainda, o risco de contaminação do computador ou celular. “Esses links podem conter arquivos maliciosos, que a gente chama de malwares. Quando a vítima clica, o criminoso assume o controle da conta de rede social dela ou até do próprio celular”, afirmou Ellovitch. Os suspeitos podem responder por invasão de dispositivo informático, estelionato e crimes contra a economia popular. “Os cibercriminosos estão sempre atualizados, buscando o que tem de tendência, o que tem de notícia, de programa novo, para tentar iludir as vítimas e pegar a gente despreparado. Nesse caso do Desenrola Brasil, eles foram muito oportunistas e desenvolveram, com uma velocidade muito grande, tanto sites quanto anúncios nas redes sociais”, disse Ellovitch. Desenrola O Desenrola Brasil, programa federal de renegociação de dívidas, começou nessa segunda-feira (17). Instituições financeiras credenciadas pelo Banco Central a realizar operações de crédito começam a oferecer condições especiais para limpar o nome de pessoas que estão endividadas. Dois grupos serão beneficiados nesta fase do programa. Primeiro, pessoas físicas que têm dívidas bancárias de até R$ 100 ficarão automaticamente com o nome limpo pelas instituições. Assim, os beneficiados podem voltar a pegar crédito ou fazer contrato de aluguel, se não tiver outras restrições. O segundo grupo é o das pessoas físicas com renda de até R$ 20 mil e dívidas em banco sem limite de valor. Os bancos vão oferecer a possibilidade de renegociação diretamente em seus canais com os clientes, e as condições mudam de uma instituição para outra.

  • Isenção de compras online causará 2,5 mi de demissões, dizem entidades

    Prevista para entrar em vigor em agosto, a isenção de tributos federais para compras online de até US$ 50 poderá causar até 2,5 milhões de demissões, disseram nesta quarta-feira (19) o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, e o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Jorge Gonçalves Filho. Os dois reuniram-se com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para entregar um estudo com os possíveis efeitos da medida. Segundo o levantamento, o varejo demitiria 2 milhões de trabalhadores até o fim do ano; e a indústria, 500 mil. As entidades pediram a retomada da taxação dessa faixa de compra, para evitar prejuízos à economia. “Para se ter uma ideia, são mais de 1 milhão de pacotes por dia que estão chegando com esse valor de até US$ 50. Eles estão chegando numa proporção que dará R$ 60 bilhões [em compras online] por ano. Só na indústria, fizemos uma estimativa que vamos perder 500 mil empregos, que representam R$ 20 bilhões da folha salarial”, declarou o presidente da CNI após o encontro. As entidades defendem a retomada da taxação para garantir isonomia entre os produtos importados com os produtos nacionais. “Se esses produtos não pagam imposto, a indústria brasileira está pagando um imposto que vai retirar empregos e salários dos brasileiros”, afirmou Andrade. O presidente do IDV alertou para o risco de a isenção estimular a entrada de produtos falsificados no país. Isso porque, segundo Gonçalves, a Receita Federal não conseguirá fiscalizar a quantidade de pacotes. “A isenção com esse valor virou um absurdo de falsificação, produtos que não se sabe de onde vem, que antes eram por pessoas físicas, pessoas jurídicas, perdeu-se o controle”, criticou. Análise Número dois do Ministério da Fazenda, o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, também participou da reunião. Ele disse que a conversa foi produtiva e prometeu analisar o estudo. “O dado sobre o impacto nos empregos chama atenção, e o estudo tem dados muito consistentes nesse sentido. Como muitos têm acompanhado, a Fazenda tem normatizado esse tema para que a gente traga esse assunto à luz do dia, ele não pode ficar sem tratamento, sem compliance, como foi colocado”, disse Durigan. No dia da edição da portaria que isentou as importações de até US$ 50 de tributos federais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a análise de um imposto federal sobre o comércio eletrônico ficaria para uma segunda etapa. Ele, no entanto, evitou comentar se a tributação seria reinstituída. Apenas disse que o “plano de conformidade” buscará preservar o equilíbrio entre os varejistas nacionais e as lojas online de produtos importados. POR AGENCIA BRASIL

  • Como fica a privatização da Corsan após a decisão do TCE que validou assinatura do contrato

    Em julgamento realizado nesta quarta-feira (19), o plenário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) confirmou a decisão do presidente da Corte, Alexandre Postal, que liberou a assinatura do contrato de venda da Corsan. O placar foi de quatro votos a dois pela validade do despacho. Votaram pela manutenção da decisão os conselheiros Marco Peixoto, Iradir Pietroski, Renato Azeredo e Edson Brum, enquanto Estilac Xavier e Ana Cristina Moraes se manifestaram contra. Como a deliberação que estava sendo julgada foi proferida por Postal, ele não votou. Entenda a situação atual O que o TCE decidiu nesta quarta-feira? Por maioria, o plenário entendeu que deve ser mantida a decisão de Alexandre Postal que autorizou a assinatura do contrato de venda da Corsan. Na ocasião, o presidente do TCE suspendeu os efeitos da cautelar que impedia a assinatura, que estava sob relatoria da conselheira Ana Moraes. Essa decisão ainda pode ser revertida no TCE? Como o plenário é o órgão máximo do TCE, não deverão ser apresentados recursos. Além disso, a cautelar suspensa pela decisão de Postal buscava impedir a assinatura do contrato, que já ocorreu. Com a decisão desta quarta-feira, a análise do caso no TCE termina? Não. Ainda está sendo analisado pela Primeira Câmara do TCE o processo que avalia os detalhes da desestatização. Qual a situação atual? Na sessão de terça-feira (18), a Primeira Câmara formou maioria para anular o leilão da Corsan, com os votos dos conselheiros Ana Moraes e Estilac Xavier. No entanto, o julgamento não foi concluído, em razão de pedido de vista do conselheiro Renato Azeredo. O que acontece se a Primeira Câmara anular o leilão? Neste caso, o governo do Estado vai recorrer ao plenário do TCE, que terá a última palavra sobre o caso. Ainda há chances de que a Corsan volte a ser uma empresa estatal? Sim. Além da análise do caso no TCE, sindicatos e políticos contrários à privatização ainda movem ações na Justiça para tentar reverter a operação. Se for proferida nova decisão judicial anulando a assinatura do contrato, a companhia deverá retornar ao controle do Estado. POR GZH

  • Agiotas que realizam cobrança abusiva mediante ameaças, intimidação e violência são alvo de operação

    A Polícia Civil realiza, na manhã desta quinta-feira (20), operação para desarticular grupos criminosos que praticam agiotagem e cobrança extorsiva mediante ameaças, intimidação e violência. Em alguns casos, os "cobradores" chegam a desferir tiros contra a casa de pessoas apontadas como devedoras. Doze mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão são cumpridos em Canoas, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Até as 6h40min sete pessoas haviam sido presas. Cerca de 100 policiais civis foram mobilizados, ainda na madrugada, para a operação. Conforme o coordenador da operação e titular da 1ª Delegacia de Polícia de Canoas, delegado Marco Guns, tratam-se de "células extorsionárias" que atuam com diferentes formas de abordagem às vítimas, mas se reportam e se protegem, para cometerem os crimes, sob os tentáculos de, ao menos, uma facção criminosa que estende suas ramificações por municípios da Região Metropolitana e Vale do Sinos. Conforme o coordenador da operação e titular da 1ª Delegacia de Polícia de Canoas, delegado Marco Guns, tratam-se de "células extorsionárias" que atuam com diferentes formas de abordagem às vítimas, mas se reportam e se protegem, para cometerem os crimes, sob os tentáculos de, ao menos, uma facção criminosa que estende suas ramificações por municípios da Região Metropolitana e Vale do Sinos. Numa das células, segundo o delegado, marido e esposa, associados a um terceiro participante, mantêm uma empresa de segurança patrimonial como fachada para efetuarem as extorsões. — Eles chegam pelo boca a boca entre a comunidade, por panfletos distribuídos em locais de grande circulação de pessoas, até por perfis falsos de rede social. Emprestam valores a pessoas que estão necessitando e depois disso passam a exigir o pagamento de quantias muito superiores aos valores emprestados. A dívida nunca acaba e as pessoas ficam presas em um processo de ameaças e demonstração de força pela violência — descreve Guns. Para compor um dos seis inquéritos que estão em fase de avançada de apurações na 1ª DP de Canoas, a polícia também utilizou imagens de câmeras de vigilância posicionadas em um bairro de Canoas, que registraram a ação de um dos criminosos, que é alvo da operação. Em abril, agentes haviam deflagrado operação relacionada à mesma investigação. As gravações, em diferentes ângulos de visão (assista ao vídeo), mostram a chegada de um "cobrador" ao bairro de uma das vítimas. Ele desembarca de um automóvel, caminha até a frente de uma residência e dispara tiros contra a fachada da casa, deixando marcas na parede como um aviso. Imposição de política do medo por agressão, intimidação e ameaças De acordo com as investigações, a violência das cobranças também é demonstrada com fotos de armas enviadas por mensagens e áudios intimidadores. Nas falas, os investigados criam uma atmosfera de tensão para amedrontar as vítimas. O método chamou a atenção das autoridades, fortalecendo a conexão com táticas utilizadas por grupos organizados. Em áudios obtidos pela Polícia Civil (ouça abaixo), os investigados determinam valores a serem pagos, expondo uma das táticas aplicadas pelos criminosos. Numa das abordagens, um dos suspeitos afirma que a pessoa, supostamente devedora, precisa pagar todos os dias R$ 250 como taxa diária por ter contraído o empréstimo que seria de R$ 5 mil. Segundo este homem, as "diárias" não serão deduzidas do valor. Ele diz que os R$ 250 devem ser pagos até que pessoa consiga reunir os R$ 5 mil para saldar o empréstimo em uma única parcela. — Tu vai pagar todos os dias os R$ 250 até o momento que tiver o capital pra devolver, entendeu? Não abate os R$ 250 dos R$ 5 mil, entendeu? Todo dia tem que mandar R$ 250 até o dia que tiver os R$ 5 mil pra devolver — afirma o cobrador na mensagem enviada à pessoa que supostamente deve. Contudo, de acordo com o delegado Marco Guns, mesmo pagando o valor integral do "capital" emprestado, a dívida pode não se extinguir. — O problema é que estas dívidas nunca serão quitadas. Não importa quanto a pessoa pague, a cobrança não irá parar e vai se tornando cada vez mais violenta, com ameaças de incendiar casas, machucar pessoas da família e atentar contra a vida de quem está sendo cobrado. Até o momento não tivemos conhecimento de nenhum homicídio relacionado aos fatos. Talvez tenhamos descoberto antes de chegar neste ponto — analisa Marco Guns. O delegado acredita que há mais vítimas e pede que as pessoas procurem a 1ª Delegacia de Canoas para registrarem seus relatos. O contato deve ser feito pelo telefone (51) 3462-7450. POR GZH

  • Tranquilidade e segurança para seguir produzindo

    #PortalEstaEmTudo O dia a dia do produtor rural é repleto de desafios e incertezas. Afinal, a natureza é imprevisível e está sujeita a eventos climáticos adversos, doenças e pragas que podem impactar severamente as lavouras. Diante dessas adversidades, é essencial contar com proteção adequada para garantir a segurança financeira do negócio. É aí que entra a Cotrijal Seguros, oferecendo um setor especializado para atender às necessidades dos produtores rurais e proporcionar tranquilidade para que eles possam seguir produzindo. Uma das principais vantagens de contar com a Cotrijal Seguros é a facilidade de contratação. Os produtores podem contar com técnicos especializados, que conhecem a realidade das propriedades rurais e estão preparados para oferecer as melhores soluções de proteção. Além disso, a cooperativa oferece coberturas diferenciadas, adaptadas às necessidades de cada produtor, e formas simplificadas de pagamento, facilitando o acesso aos seguros. Os números de 2022 demonstram a eficiência da Cotrijal Seguros. Foram 164 mil hectares de área segurada, e mais de R$ 225 milhões em indenizações, garantindo o suporte necessário em momentos de perdas e prejuízos. Vale ressaltar também os R$ 19 milhões em Subvenção Federal na safra 2022/2023, isentando os produtores dos custos de contratação do seguro na área de atuação da cooperativa. Seguro agrícola A Cotrijal Seguros oferece diferentes linhas de seguro agrícola, atendendo às necessidades específicas de cada produtor. O seguro personalizado, por exemplo, proporciona uma proteção sob medida, levando em consideração a produtividade dos últimos sete anos. Essa modalidade oferece coberturas para todas as culturas de inverno e verão, com a possibilidade de obter uma cobertura diferenciada por CPF e taxas atrativas. Já o seguro tecnológico é ideal para os produtores que não possuem histórico de produtividade registrado na Cotrijal. Nessa modalidade, são consideradas as médias estipuladas pelo IBGE, com acréscimo de cobertura em torno de 10% acima. Assim, mesmo sem histórico específico, os produtores podem contar com uma proteção eficiente. O seguro multirrisco é uma opção abrangente, que garante indenização em sacas (sc/ha) no caso de perda da produtividade decorrente de danos causados por eventos climáticos. Essa cobertura ampla engloba chuvas em excesso, estiagem, granizo, geada, ventos fortes, tromba d'água e inundação imprevista e inevitável, proporcionando segurança em diferentes situações. Para lavouras localizadas em áreas menos propícias a danos climáticos, plantações com sistema de irrigação ou culturas mais resistentes a danos menores, o seguro de risco nomeado é a escolha ideal. Essa modalidade oferece proteção específica para riscos pré-definidos no momento da contratação, garantindo a segurança necessária para o produtor. Proteção para além da lavoura Além do seguro agrícola, o setor oferece também cobertura para outros bens importantes. Através da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA), os associados podem contar com seguro automóvel, seguro de máquinas e equipamentos, seguro de propriedade rural, seguro residencial e seguro vida. O seguro de máquinas e equipamentos, por exemplo, garante cobertura para tratores, colheitadeiras, implementos agrícolas, sistemas de irrigação, ordenhadeiras, pulverizadores, entre outros. As coberturas protegem contra danos materiais súbitos e imprevisíveis, como incêndio, raio, explosão, impacto de veículos, vendaval, inundação, roubo, furto qualificado, danos elétricos e perda ou pagamento de aluguel. Já o seguro para propriedade rural produtora oferece cobertura abrangente, incluindo benfeitorias, grãos armazenados e insumos relacionados à produção da lavoura. As coberturas das estruturas protegem contra riscos como incêndio, explosão, roubo, furto, queda de raios, danos elétricos, entre outros. Além disso, o seguro ampara o conteúdo, como fertilizantes, defensivos agrícolas, sementes e mudas. Proteger o patrimônio e garantir a tranquilidade são fundamentais para que o produtor rural possa se dedicar ao seu trabalho com confiança. Com a Cotrijal Seguros, os associados têm acesso a um setor especializado, coberturas diferenciadas e formas simplificadas de contratação. Além disso, a cooperativa oferece proteção não apenas para as lavouras, mas também para outros bens essenciais, como veículos, máquinas, propriedades e residências. Conte com a Cotrijal Seguros e tenha a tranquilidade necessária para seguir produzindo com segurança. Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal

  • Stara: Estrela - A plantadeira mais completa do mercado

    #PortalEstaEmTudo Mais do que nunca o agro irá bri­lhar e produzir ainda mais com o lan­çamento da Stara. A nova plantadeira Estrela, que chegou para revolucionar o plantio, une a alta performance, a elevada produtividade e a facilidade de transporte. Além disso, é a única máquina com sistema de pulveriza­ção no sulco direto de fábrica, tornan­do a plantadeira da Stara, a mais com­pleta do mercado. Sempre atenta às necessidades do produtor, a Stara investe cada vez mais em soluções inteligentes que le­vam praticidade, produtividade e agi­lidade para o campo. A Estrela é um exemplo disso, com sistema de tripla copiagem, abertura e fechamento em menos de um minuto e um pacote tecnológico completo, essa plantadei­ra entrega ao produtor tudo o que ele necessita para um plantio eficiente. O plantio mais preciso Para garantir uma cobertura completa e um plantio preciso, a Estrela conta com o sistema de tripla copiagem que consiste na articulação de três pontos fundamen­tais da máquina, localizados no chassi e nas linhas. Esse conceito inovador apresen­tado pela Stara é composto pela articulação do chassi por molas pneumáticas, linha combinada e controle hidráulico de pressão nas linhas de sementes. A tripla copiagem funciona da seguinte forma: – ARTICULAÇÃO DO CHASSI POR MOLAS PNEUMÁTICAS O chassi da Estrela possui três módulos, um central e dois laterais, com molas pneumáticas que transferem a carga do módulo central para os laterais, mantendo o mesmo poder de corte em toda extensão da plantadeira e a uniformidade no plantio de ponta a ponta. Além disso, a articulação do chassi chega até 24°, sendo 12º para cima e 12º para baixo. – LINHA COMBINADA Além da articulação do chassi, a Estrela também conta com uma inovação exclu­siva da Stara, a linha combinada, que permite a articulação individual da linha com a articulação do módulo, garantindo a melhor copiagem do solo. A articulação total da linha combinada pode chegar até 1,31 metros. – CONTROLE HIDRÁULICO DE PRESSÃO NAS LINHAS DE SEMENTES Realizado diretamente no Topper a regulagem da pressão da linha combinada e do controle hidráulico de pressão nas linhas, garantem a pressão constante em todas as linhas de sementes, reduzindo trepidações, mantendo a estabilidade e depositan­do as sementes no solo de forma uniforme. O melhor rendimento operacional A Stara conhece a realidade no campo e as demandas operacionais dos produtores, por isso desenvolve máquinas e tecnologias que possibilitam realizar as operações com excelência, otimizando os processos. Diante da demanda por plantadeiras precisas, com facilidade no transporte e alto rendimento operacional, a Estrela possui, além dos melhores reservatórios, robustez e o transporte mais prático do mercado. Um excelente plantio começa com a qualidade e eficiência dos reser­vatórios de sementes e fertilizantes. Por isso a Estrela apresenta reservató­rios centrais e pressurizados, que garantem a total vedação e precisão na distribuição de fertilizantes e alimentação das pipoqueiras de sementes. Também conta com sensores de nível mínimo para fertilizantes e semen­tes. Possui o sistema hidráulico mais eficiente, demandando menor vazão de óleo do trator. Mesmo sendo uma máquina completa e com um grande pacote tec­nológico, a Estrela possui facilidade na manutenção. A Estrela conta com poucos pontos de lubrificação, apenas no cabeçalho e rodado, sendo indi­cado realizar a lubrificação desses pontos apenas uma vez antes do plantio, evitando parar a operação, garantindo excelente rendimento operacional. E quando o assunto é transporte, a Estrela é a mais simples e rápida do mercado. Em menos de um minuto, a máquina está pronta para o trans­porte ou trabalho. Ela possui largura de transporte de 3,20 m no chassi 21-25 e 4,15 m no chassi 27-33. A distribuição mais eficiente A máquina mais completa do mercado só poderia ter a melhor distribuição de se­mentes. A Stara apresenta na nova Estrela o DPS-E, o dosador elétrico da Stara. Toda ino­vação e tecnologia do DPS-E garantem me­lhor singularidade de sementes, aliando a fa­cilidade de limpeza e manutenção, com fácil acesso ao seu interior para a troca de discos e expulsores, organizador com sete pontos de eliminação de sementes duplas, além de um visor e o acionamento para teste. Outro grande diferencial do DPS-E é a compensação da taxa de sementes em cur­vas, que assegura a mesma população e espaçamento na linha interna e externa, re­sultando na alta qualidade de distribuição, independente do ângulo da curva. E assim como a semente, os fertilizantes também precisam de uma distribuição de ex­celência, por isso a Estrela tem um sistema de dosador pneumático pressurizado que man­tém a distribuição de fertilizantes unifor­me em toda a extensão da máquina. Além disso, essa plantadeira possui duas seções de fertilizantes, pos­sibilitando o desligamento para realização dos arremates, evi­tando transpasse e econo­mizando insumos. Pulverização no sulco direto de fábrica A aplicação no sulco de plantio permite que as sementes sejam preservadas além de assegurar mais eficiência no desenvolvimento dos embriões das plantas desde o início da sua germinação até a formação das primeiras folhas. Essa é uma prática comum já em diferentes culturas e que gera resultados positivos. Pensando nessa necessidade do produtor, a Stara utilizou toda sua experiência e expertise em pulverização para desenvolver um sistema completo e eficiente que garante a melhor aplicação no sulco. A Estrela é a única plantadeira do mercado com sistema de pulverização no sulco direto de fábrica, sem adaptações. Possui um reservatório com três camadas, tendo a camada térmica central isolada por outras duas de polietileno, garantindo a eficiência térmica do tanque ao longo da vida útil da máquina, proporcionando excelente proteção contra calor e luminosidade, assegurando a atividade biológica dos produtos e facilitando a limpeza. A plantadeira também conta com o Sistema de Agitação que mantém a calda em constante circulação no reservatório e o ajuste automático de taxa conforme a velocidade, assegurando qualidade e uniformidade na pulverização. Outro grande diferencial é o desligamento automático por seção, sendo ao todo três seções, uma por módulo, evitando a sobreposição de insumo. Conveniências que só a Stara tem Se não bastasse a parte operacional e mecânica da máquina entregam soluções eficientes, a Estrela ainda tem o diferencial de levar ao produtor o pacote completo de tecnologias Stara. A nova plantadeira conta com os benefícios do Conecta, Telemetria, Monitoramento de Máquinas, Topper 5500, Control, Desligamento Linha a Linha, Zero Amassamento e Syncro. A EXPERIÊNCIA DE QUEM APROVA A ESTRELA Lançada no início deste ano, a Estrela já conquistou a admiração de muitos produtores que viram na nova plantadeira da Stara uma solução eficiente para um plantio cada vez mais preciso. A experiência de quem está usando a Estrela é muito positiva e os resultados são ainda melhores. Confira o depoimento de alguns clientes que plantaram com a Estrela e provaram na prática que essa é a plantadeira mais completa do mercado. “A nossa tomada de decisão para aquisição da Estrela baseou-se na necessidade de comprar um equipamento grande, com rendimento operacional e que possuísse chassi articulado, devido à nossa região possuir muitas curvas de níveis. A nossa expectativa em relação à Estrela era muito grande devido às informações que havíamos recebido. Quando chegamos à fábrica para ver, ela nos surpreendeu ainda mais. E vendo a Estrela trabalhar aqui na propriedade a gente viu que a máquina entrega tudo o que foi falado e muito mais, devido às tecnologias e todas as soluções que ela oferece.” Sr. Maykon Antonio Angeleli Dechechi – Alto Piquiri/Paraná “Temos uma parceria com a Stara de muitos anos, mas ainda não tínhamos nenhum produto da linha de plantio da marca. Mas como essa nova Estrela atendia tudo o que eu buscava em uma plantadeira, optamos por adquiri-la. Ela é uma plantadeira para uma nova geração de plantio e atendeu as minhas necessidades. Acredito que o que deixa a Estrela a frente de muitas marcas é a pulverização no sulco, um sistema muito importante para o crescimento uniforme da cultura. Outro ponto interessante, e que facilitou muito a operação, foi o modo de transporte, porque eu tenho várias fazendas em vários municípios e eu preciso fazer esse transporte muito rápido, então a Estrela supriu essa minha necessidade. Estou muito satisfeito com a plantadeira, ela veio agregar muito nas minhas fazendas.” Sr. Fernando Greggio – Campo Mourão/Paraná “Eu estava precisando de uma máquina que tivesse a função de adubação, uma máquina que fosse de fácil transporte em prancha e daí me falaram da Estrela. Esperei ela ficar pronta e quando chegou começamos a plantar e vimos que realmente é uma baita plantadeira. A máquina teve um excelente desempenho, para o serviço que eu precisava, eu fiquei muito satisfeito. A Estrela é uma plantadeira específica e é fácil de transportar, o que era um dos diferenciais que eu estava buscando, outras plantadeiras do mesmo tamanho sobram muito no carregamento na prancha, daí precisa desmontar um pedaço para poder carregar. As facilidades que a Estrela têm é o que torna ela uma máquina muito boa.” Sr. Adriano Barzotto – Paraúna/Goiás

  • Governo estuda ação para autônomo participar do Minha Casa, Minha Vida

    #PortalEstaEmTudo O governo federal estuda medida para facilitar a comprovação da renda de trabalhadores autônomos visando permitir que eles acessem o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A informação foi revelada nesta quarta-feira (19) pelo ministro das Cidades, Jader Filho. Para integrar o programa habitacional, o trabalhador precisa comprovar a renda que recebe mensalmente. Porém, para quem é autônomo essa tarefa costuma ser mais complicada. Catadores de materiais recicláveis, motoristas de aplicativos e vendedores ambulantes estão entre as categorias que podem ter dificuldade para comprovar rendimentos. No Brasil, estima-se que 38,8 milhões de pessoas estavam na informalidade em 2022, o que representava 39,6% da população economicamente ativa. “A equipe da Secretaria Nacional de Habitação, através do secretário Ailton Madureira, tem feito esse estudo junto à Caixa Econômica Federal para que nós possamos apresentar uma proposta à Casa Civil, ao presidente Lula, para atender esse público. São essas pessoas que têm renda, mas não conseguem fazer a comprovação dessa renda. É o motorista de Uber, é o catador de material reciclável, [são] os autônomos todos que acabam não tendo carteira assinada e não conseguem fazer essa comprovação”, explicou Jader Filho em entrevista à Agência Brasil. Portarias pendentes O ministro acrescentou que o tema já está maduro no Ministério das Cidades, mas citou que ainda é preciso avançar primeiro com outras portarias pendentes que são necessárias para executar o Minha Casa, Minha Vida. Jader lembrou que o ministério foi extinto no governo anterior, o que estaria dificultando o trabalho. “Pegamos o ministério do zero”, justificou. O déficit habitacional no Brasil era de 5,876 milhões de moradias em 2019, segundo estudo da Fundação João Pinheiro - FJP. Este é o dado mais atualizado sobre o déficit de moradias no país. Segundo o Ministério das Cidades, um novo estudo sobre o tema foi solicitado à FJP. O novo Minha Casa, Minha Vida entrou em vigor no início de julho deste ano com a sanção da lei do programa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Faixas de Renda O Minha Casa, Minha Vida depende da renda das famílias. A Faixa 1 do programa contempla famílias com renda mensal de até R$ 2.640. Já a Faixa 2 abrange famílias com renda entre R$ 2.640 e R$ 4,4 mil; e a Faixa 3, envolve famílias com renda mensal entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil. Valores Em relação ao valor do imóvel, o financiamento máximo é de R$ 170 mil para empreendimentos voltados à Faixa 1; de R$ 264 mil para a Faixa 2; e de R$ 350 mil para a Faixa 3. No caso do MCMV rural, o valor máximo para novas moradias passou de R$ 55 mil para R$ 75 mil. Já o financiamento para melhoria de uma moradia subiu de R$ 23 mil para R$ 40 mil. As taxas de juros variam de acordo com a região e com a renda, indo de 4% ao ano a 5,5% no caso da Faixa 1; de 4,75% a 7% para a Faixa 2; e de 7,66% a 8,16% para a Faixa 3. As famílias também podem conseguir descontos na aquisição dos imóveis. Eles são oferecidos para trabalhadores com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de R$ 55 mil, restrito aos beneficiários da Faixa 1. As prestações mensais pagas pelos beneficiários da Faixa 1 serão proporcionais à renda, com um valor mínimo de R$ 80 ao longo de um período de cinco anos. Clique aqui para mais informações. Edição: Kleber Sampaio - Agência Brasil

  • Cresol libera R$ 1,4 bilhão em crédito nos primeiros dias do Plano Safra 23/24

    Nos primeiros dias da safra 2023/2024, a Cresol já liberou mais de R$ 1,4 bilhão em crédito para produtores rurais por meio do Plano Safra. São mais de 13.600 operações de custeio e investimento que vão fortalecer o setor, levando desenvolvimento e novas oportunidades para o campo. A contratação do crédito para o ano agrícola 23/24 iniciou oficialmente em 1º de julho e os primeiros recursos foram acessados nos dias 12 e 13 deste mês. As linhas da Cresol para o setor estão disponíveis no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), voltado a micro e pequenos produtores, Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e também em outros enquadramentos. Com experiência de 28 anos na operacionalização do crédito rural, a Cooperativa Financeira aperfeiçoa constantemente as ferramentas e as parcerias que promovem mais facilidade de acesso aos recursos e projeta destinar mais de R$ 15 bilhões nesta safra, um crescimento de 80,7% frente à anterior. Até agora, foram liberados R$ 1.348.152.322,84 em crédito de custeio e R$ 109.310.674,47 em crédito de investimento. “Nós queremos, cada vez mais, garantir que esse valor chegue rapidamente ao nosso cooperado, para que, quando ele precisar, tenha o dinheiro disponível para realizar o seu projeto. Entender como as operações funcionam e ter essa experiência com o crédito rural é a grande diferença na hora em que conversamos com o cooperado, entendemos o que ele deseja e indicamos para ele o melhor caminho a seguir”, comenta Adriano Michelon, vice-presidente da Cresol. Plano Safra 23/24 O Governo Federal deve destinar R$ 364,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional no ano agrícola 23/24. O volume é 26,8% maior que o total da edição anterior. Desse montante, R$ 272,1 bilhões serão direcionados para custeio e comercialização e R$ 92,1 bilhões para investimentos. Para o Plano Safra da Agricultura Familiar 23/24, que engloba linhas como o Pronaf, o valor previsto é de R$ 71,6 bilhões, aumento de 34%. Sobre a Cresol Com 28 anos de história, mais de 800 mil cooperados e 774 agências de relacionamento em 19 Estados, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do País. Com foco no atendimento personalizado, a Cresol fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.

  • Percentual de famílias gaúchas com contas em atraso é o maior desde janeiro de 2018

    O percentual de famílias endividadas atingiu 93,9% no Rio Grande do Sul. Os dados foram divulgados pela Fecomércio-RS nesta terça-feira (18), na edição de junho da PEIC-RS (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores gaúchos), da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O resultado foi maior que o de maio de 2023 (91,9%) e também ficou acima de junho de 2022 (93,0%). Na média de 12 meses, o percentual de famílias gaúchas endividadas atingiu 92,7%. O percentual de famílias que relataram estar “muito endividadas” atingiu 29,6%. No mesmo período de 2022 esse percentual era menor (21,3%). O tempo médio de comprometimento com dívidas atingiu 7,4 meses. Em junho de 2022 era de 7,1 meses. Ainda em termos de endividamento, a pesquisa aborda o percentual da renda dos indivíduos que está comprometida com as dívidas. Em média, nesta edição, o percentual da renda comprometida foi de 26,8%. Em junho de 2022 era de 21,0%. O percentual de famílias com contas em atraso atingiu em junho 42,4%. Esse percentual atingiu o maior patamar desde janeiro de 2018 (46,2%). No mesmo período do mês anterior o percentual registrava 40,3%. O tempo médio de pagamento com atraso atingiu 35,1 dias nesta edição da pesquisa. Em junho de 2022 esse percentual era de 39,4 dias. Famílias Já o percentual de famílias que não terão condições de honrar nenhum compromisso dentro dos próximos trinta dias seguiu registrando valores bastante baixos. Nesta edição, o percentual atingiu 2,2%. O menor patamar deste percentual ocorreu em abril de 2023 (1,7%). Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o percentual era de 2,6%, houve redução. A manutenção em patamares baixos revela o empenho das famílias na busca pela quitação dos compromissos em aberto, com 52,7% daqueles que estão em atraso respondendo que acreditam que terão condições de pagar essas contas atrasadas no próximo mês. “Apesar do empenho para não perderem o controle de suas dívidas, o novo aumento do indicador de famílias com contas atrasadas reforça o cenário de dificuldade financeira persistente no orçamento das famílias, cujo resultado veio mesmo diante do recente alívio inflacionário e da resiliência do mercado de trabalho”, comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

  • Governo federal cria programa para reduzir filas do INSS

    O vice-presidente Geraldo Alckmin assinou nesta terça-feira (18) uma MP (medida provisória) que cria o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social. A MP, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, prevê o pagamento de bônus aos funcionários para tentar reduzir as filas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A MP entra em vigor ao ser publicada, mas precisa ser aprovada em até 120 dias para não perder a validade. Alckmin assinou a MP por estar no exercício da Presidência da República, em razão da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bélgica para a cúpula de líderes países da latinos com países europeus. Segundo o Ministério da Previdência, o programa visa: reduzir o tempo de análise de processos administrativos de reconhecimento inicial; manutenção, revisão, recurso monitoramento operacional de benefícios; avaliação social de benefícios administrados pelo INSS. O ministério também informou que o programa prevê a realização de perícias médicas presenciais ou a análise documental relativas a benefícios previdenciários, ou assistenciais, administrativos ou judiciais. Na semana passada, Lula cobrou explicações sobre a fila de pessoas aguardando por benefícios da Previdência Social. Segundo levantamento, mais de 1,7 milhão de brasileiros estão em alguma fila do Instituto Nacional do Seguro Social aguardando retorno sobre a aprovação de aposentadorias, auxílios, pensões, entre outros benefícios. “Se é falta de funcionário, a gente tem que contratar funcionário. Se é falta de competência, a gente tem que trocar quem não tem competência”, disse Lula na ocasião. O comando do INSS foi trocado no início do mês: Alessandro Stefanutto assumiu o cargo depois da saída de Glauco André Wamburg.

  • Mega-Sena pode pagar R$ 50 milhões nesta quarta-feira

    O concurso 2.612 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 50 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quarta-feira (19), em São Paulo. No concurso do último sábado (15), ninguém acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

  • Confiança do empresário gaúcho permanece baixa por incertezas na economia brasileira, aponta Fiergs

    O ICEI-RS (Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho), pesquisa divulgada nesta terça-feira (18) pela Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), cresceu pelo segundo mês consecutivo em julho, algo que não ocorria desde setembro de 2022. Passou de 47,6 para 49 pontos, o maior patamar do ano. Apesar disso, o ICEI-RS, que varia de zero a cem pontos, por continuar abaixo dos 50 mostra os empresários gaúchos ainda sem confiança, situação mantida desde novembro de 2022. “Os resultados de julho expressam uma melhora relativa em um cenário desfavorável. Mas a maioria dos empresários permanece reticente em relação à economia brasileira por causa das elevadas taxas de juros, da incerteza e do baixo nível da demanda doméstica”, afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry. O avanço do ICEI-RS este mês refletiu a expansão de todos os componentes, enquanto a falta de confiança deveu-se à avaliação ainda negativa do cenário econômico nacional, tanto o atual quanto o futuro. O Índice de Condições Atuais cresceu de 41,4, em junho, para 42,5 pontos, em julho. O resultado abaixo de 50 indica piora das condições dos negócios, enquanto o aumento expressa uma avaliação menos negativa. Da mesma forma, o Índice de Condições da Economia Brasileira aumentou de 36,7 para 37,9 pontos no período. A proporção de empresas que consideram as condições da economia brasileira piores diminuiu de 52,5%, em junho, para 50%, em julho, enquanto 42,1% não percebem alteração. Eram 41,5% no mês passado. Somente 7,9% percebem melhora, percentual que era de 6% em junho. O Índice de Condições Atuais das Empresas, por sua vez, cresceu de 43,8 para 44,8 pontos. Expectativas O Índice de Expectativas mostrou que em julho o empresariado gaúcho ficou um pouco mais otimista em relação aos próximos seis meses. Registrou alta de 1,6 ponto, saindo de 50,7, em junho, para 52,3 pontos no mês atual. Mas o otimismo, demonstrado pelo índice acima de 50 pontos, segue restrito às expectativas relacionadas ao futuro das empresas: pulou de 54 para 55,8 pontos. Por outro lado, o pessimismo com a economia permanece, mas diminuiu em julho, conforme aponta o Índice de Expectativas da Economia Brasileira: subiu de 44,2 para 45,4 pontos no período. Em julho, 31,6% dos empresários gaúchos estão pessimistas, contra 32,5% de junho, enquanto 51,6% não esperam mudanças no cenário econômico nacional, percentual que caiu mais de três pontos na comparação com junho, quando atingiu 55%. O otimismo com a economia, por fim, aumentou, mas segue muito pequeno: somente 16,8% das empresas (eram 12,5% em junho). Diante disso, os resultados do ICEI-RS da FIERGS não fornecem indicação de retomada consistente da atividade industrial gaúcha no curto prazo, sendo mais compatíveis com a continuidade do quadro atual de baixo dinamismo e muita volatilidade. A pesquisa consultou 192 empresas – 45 pequenas, 60 médias e 87 grandes – entre 3 e 11 de julho.

  • Prefeito Gilson dos Santos realizou reunião com moradores do Loteamento Simon e Bairro Santo Antônio

    O Prefeito Gilson dos Santos (Maninho) participou ontem a noite (18), de uma explanação com os moradores do Loteamento Simon e do Bairro Santo Antônio. A conversa foi realizada no Ginásio da Escola Santo Antônio, e teve como tema principal a contribuição dos moradores sobre as melhorias na pavimentação feita no ano de 2019. Na oportunidade também foram abordados projetos futuros para a comunidade. *Prefeitura NMT

  • Governo quer liberar e regular plantio de cannabis para uso medicinal no Brasil

    Cada vez mais, o tabu em torno do uso da cannabis para fins medicinais tem sido enfrentado no Brasil. Com o avanço da discussão nos Estados, a judicialização de questões de saúde e problemas de fiscalização, o governo federal quer liberar e regular o cultivo da planta com esse fim. Dada a complexidade do tema, que demanda análises de diferentes órgãos, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), pretende levar a pauta adiante com prioridade a partir do mês de agosto. Isso vai ocorrer por a proposta de um grupo de trabalho no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) com as instituições interessadas. O objetivo é pensar no melhor modelo e propor uma regulação que envolva órgãos como o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Agricultura e Pecuária, entre outros. Conforme a Anvisa, os produtos de cannabis, contendo como ativos exclusivamente derivados vegetais ou fitofármacos da cannabis sativa, devem possuir em sua composição predominantemente canabidiol (CBD), e não mais do que 0,2% de tetrahidrocanabinol (THC) — o composto com atividades psicoativas. A agência esclarece que os produtos poderão conter teor de THC acima de 0,2% desde que sejam destinados a “cuidados paliativos exclusivamente para pacientes sem outras alternativas terapêuticas e em situações clínicas irreversíveis ou terminais”. Segundo a resolução, os produtos de cannabis podem ser prescritos quando estiverem esgotadas outras opções terapêuticas disponíveis no mercado brasileiro. O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprova o uso do canabidiol para o tratamento de epilepsias de crianças e adolescentes que não responderam ao tratamento convencional. No entanto, conforme Nadja Schröder, professora titular do Departamento de Fisiologia e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Fisiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sabe-se que hoje, no Brasil, há o uso chamado off label (fora das indicações recomendadas). Há algumas maneiras de adquirir produtos à base de cannabis: a importação, com uma autorização emitida pela Anvisa; a compra em farmácias (exclusivamente do óleo de canabidiol); por meio de associações de pacientes, que, muitas vezes, têm autorização judicial para o cultivo; e por via judicial. O plantio da cannabis medicinal, por sua vez, é permitido apenas com autorização judicial. — O que a gente entende que é um vazio regulatório é justamente a não autorização do plantio. Pela falta de regulação, cai na regra da proibição — explica a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado. A Anvisa autoriza a produção de alguns medicamentos à base de cannabis. Contudo, o cenário acaba gerando uma distorção no preço dos medicamentos, que dependem de importação — mesmo os produtos fabricados no Brasil utilizam insumo importado, já que não há liberação para plantio —, conforme a secretária. — Tem frascos de óleo de cannabis custando R$ 6 mil. Essa situação de alto custo do medicamento vem gerando um problema de acesso à saúde, que tem sido levada ao Judiciário, quando temos o direito à saúde como um direito constitucionalmente garantido, que não pode esperar — afirma. Além disso, o vácuo na regulação do plantio também tem gerado um forte movimento de judicialização na busca por autorizações individuais para o cultivo. Segundo Marta, estima-se que há mais de 2 mil autorizações judiciais de plantio para fins medicinais no país. Falta de controle Devido à judicialização do tema, o cenário atual caracteriza-se pela falta de informações sobre a localização das plantações e quem as cultiva, o que gera dificuldades de fiscalização. A situação também não permite saber se há desvio de finalidade ou mesmo efetuar um controle de qualidade. — A gente entende que se vive uma situação de profunda desorganização, com falta de fiscalização e de controle, então, por isso, uma regulação do plantio é muito importante. Quem pode? Em quais circunstâncias? Com controle de qualidade? Quem vai fiscalizar? Vai ter lote, para evitar desvio? Há uma série de elementos que precisam ser olhados com mais atenção. Diante dessa situação, a gente entende que é muito importante dar esse passo para discutir amplamente um modelo prudente e responsável de regulação — destaca Marta, ressaltando que isso inclui um sistema de fiscalização e monitoramento. Diante dessa situação, que a pasta entende como “ruim”, a discussão será prioridade. — Tem a importância de garantir o acesso à saúde, de resolver distorções da regulação tal como está, de aumentar a segurança dos pacientes e, do ponto vista de segurança pública, de aumentar a fiscalização, para que não haja desvios do fim medicinal para outros fins de marco ilícito. Tem uma importância de várias ordens — avalia a secretária. Marta ressalta que, por se tratar de um tema transversal, é necessário trazer diferentes atores para pensar a regulação, como o Ministério da Saúde (MS), a Anvisa, a Polícia Federal, as associações, os pacientes e outros interessados — alguns dos quais já se debruçam sobre o tema da cannabis medicinal, como o MS e a Anvisa. Recentemente, o Estado de São Paulo aprovou uma lei oferecendo medicamentos à base de cannabis no Sistema Único de Saúde (SUS) estadual. — No momento em que se oferta no SUS um medicamento a custo altíssimo, também gera um problema de orçamento para o SUS. Isso também nos pressiona a pensarmos em uma solução regulada — acrescenta a secretária. O que diz o Conselho Federal de Medicina O CFM vê o plantio no Brasil como mais uma maneira para que as pessoas possam ter acesso ao canabidiol. Conforme o médico e 1º vice-presidente do CFM, Jeancarlo Fernandes Cavalcante, nesse caso, é preciso saber qual variedade de cannabis poderá ser plantada. O ideal seria uma que tivesse baixo teor de THC e alto teor de CBD — no entanto, essa definição não está na esfera de competência do CFM, cabendo à Anvisa e ao governo, ressalta. — No primeiro momento, a gente não vai opinar sobre isso, porque não é da nossa competência. Mas acreditamos que, se isso for para uso para as indicações corretas, poderá ser medida viável para se obter o canabidiol no Brasil. O Conselho Federal de Medicina acompanha essa iniciativa do governo e, se for chamado a opinar, irá colaborar com todo o prazer — pontua. Pesquisas e possibilidades Em relação à ciência, Nadja, que conduz estudos com cannabis, destaca que há pesquisas pré-clínicas, que utilizam modelos experimentais, que indicam que o CBD tem propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras. — Isso sugere um uso um pouco mais amplo do que apenas nas convulsões. Mas estudos maiores em humanos ainda precisam ser feitos para que se possa ampliar seu uso — explica a professora. A farmacêutica destaca ainda que, em outros países, formulações à base de produtos da cannabis são aprovadas, por exemplo, para esclerose múltipla, dor crônica e antiemético (para vômitos e enjôo) em pacientes com câncer e em uso de quimioterapia. Para a especialista, a autorização nacional poderá permitir um plantio em grande escala, profissionalizado e utilizado por empresas para a produção de medicamentos de forma mais segura. — Eu creio que essa ação seja positiva, uma vez que hoje não é permitida a produção no país, e, desta forma, ficamos dependentes da importação. A indústria farmacêutica brasileira, de modo geral, é muito dependente das grandes companhias farmacêuticas estrangeiras. Precisamos desenvolver mais a indústria nacional. Isso poderá favorecer a pesquisa nacional também e, ainda, possivelmente baixará os custos para os pacientes — salienta. Conforme dados da Anvisa, o número de autorizações de importação de produtos de cannabis tem crescido a cada ano. Em 2015, foram 850 autorizações. De 2021 para 2022, houve um crescimento de mais de 100% nas importações, de 40.165 para 80.390. Somente neste ano, até maio, já foram 52.592 — um número que já representa 65,4% do total do último ano. — Hoje, basicamente, se não tem dinheiro, tem de recorrer às associações. Não tinha nenhuma no Rio Grande do Sul quando comecei a procurar, e muitas delas trabalham em valores impagáveis para grande parte da população. Eu me incluo, ganhava em torno de R$ 1,5 mil, e, na associação, o medicamento ia custar quase R$ 1 mil por mês. Em resumo, quem não tem dinheiro não tem acesso, às três formas (de obtenção) — afirma o presidente, que fundou a associação com o objetivo de facilitar o acesso à quem precisa. Na experiência de Hampel, após ser negada a possibilidade de receber o medicamento por via judicial, foi necessário entrar com um pedido de habeas corpus por conta própria — o que pode custar alguns milhares de reais. — De novo, selecionamos uma fatia. Hoje a cannabis é para quem tem dinheiro. Eu não acho justo que o critério seja financeiro em um país com desigualdade social, saúde não pode ter critério financeiro. A Constituição Federal diz que saúde é um direito de todos e dever do Estado, mas ele vira as costas. É medicamento, é reconhecido, se não fosse não daria para importar. Então por que é medicamento para quem tem dinheiro e droga para quem não tem? — questiona. O presidente da Ascamed vê a iniciativa de regulação do plantio como “o mínimo”, que já deveria ter acontecido. Ele reconhece que é preciso comemorar cada vitória, mas relembra que se trata de uma questão de saúde, pela qual diversas pessoas sofrem todos os dias sem outra saída. Desta maneira, avalia a importância da medida como uma alternativa para quem não tem acesso a nenhuma das opções. — Espero que ande, para as pessoas pararem de sofrer com isso, e que não sejam mais criminalizadas pela substância. E que isso consiga passar por cima do preconceito e da desinformação, maior barreira que se enfrenta, inclusive política — destaca. Hampel avalia que o acesso permanecerá difícil e que a medida continuará fechando os olhos para milhões de brasileiros enquanto o medicamento não for incorporado ao SUS. Somente assim, em sua visão, alcançará a população — sem esquecer de ninguém. POR GZH

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