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19866 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Minha safra é Cotrijal: Planejamento antecipado é foco no comercial

    O planejamento da equipe comercial da Cotrijal, tanto na área de grãos quanto de insumos, começa geralmente um ano antes de iniciar a safra. Às vezes, até um ano e meio antes. O propósito é sempre buscar melhores oportunidades para a cooperativa e o produtor. O superintendente Comercial, Jairo Marcos Kohlrausch, destaca que o cenário para 2023 em relação aos insumos não está com nenhum aspecto claro, mas a avaliação de 2022 é positiva. “O ano está terminando bem, apesar da seca no verão. Conseguimos atender os nossos produtores, apesar de todas as dificuldades do ano”, salienta. A maior preocupação foi ter estoque de herbicidas. “Desde outubro de 2021 estivemos alertando os nossos gerentes e área técnica para que ajudassem no planejamento dos produtores quanto a herbicidas. Quem se planejou está muito tranquilo”, explica. Sobre corretivos, Kohlrausch afirma que a seca da safra passada e a alta nas taxas de juros fez com que o produtor reduzisse os investimentos. Ainda assim, o volume comercializado pela cooperativa cresceu, devido à incorporação das unidades na região de Soledade, onde está se iniciando um trabalho de melhoria da fertilidade do solo em busca de maior produtividade. Para atender os produtores da região de Soledade, que passaram a integrar a Cotrijal em março, a área comercial também havia feito planejamento antecipado, mas a adesão ao trabalho da cooperativa foi além da expectativa. “Fizemos uma projeção de demandas, mas tivemos mais procura por insumos do que imaginávamos. Felizmente conseguimos atender todos”, informa. Parcerias sólidas Um dos diferenciais da Cotrijal foi a construção, ao longo da sua história, de parcerias sólidas, que facilitam o planejamento e trazem segurança para a cooperativa e o produtor. Tanto na comercialização dos grãos quanto na compra dos insumos, esse aspecto é relevante e tem contribuído muito para que se consiga aproveitar boas oportunidades de mercado. Além disso, na questão de insumos, o relacionamento com empresas sérias e comprometidas com resultados no campo possibilita à cooperativa levar produtos de qualidade para o seu produtor. Fornecedores 18 fornecedores de defensivos 6 fornecedores de fertilizantes 7 fornecedores de corretivos 5 fornecedores de genética de soja 7 fornecedores de genética de milho 3 fornecedores de genética de trigo Baixo volume de venda futura preocupa As grandes mudanças no mercado de grãos nos últimos anos fizeram o produtor de soja “tirar o pé” em 2022 na fixação de lotes futuros. O mesmo aconteceu com o trigo. “Poucos aproveitaram os bons preços do trigo meses atrás, apesar de alertarmos o produtor que observasse sua relação de troca. Agora, com a colheita praticamente encerrada, estamos com preços mais baixos e elevados estoques”, explica Kohlrausch. A soja e o milho mantêm bons preços, embora já estivessem mais elevados. “Em situações de recessão global, taxas de juros altas, sempre ocorreram baixas nas commodities, e isso começa a acontecer para baixar o preço dos alimentos e recuperar a estabilidade da inflação global”, destaca. Suporte logístico Organizado para que o produtor possa ser atendido e não faltem insumos, o suporte logístico da Cotrijal é chave para que tudo transcorra bem durante a safra. Neste ano, em alguns momentos, foi necessário receber aproximadamente 62 carretas por dia de fertilizantes e corretivos para o produtor não ficar sem produto. Sementes: produtor Cotrijal é prioridade Na questão de sementes, para atender a demanda dos associados da cooperativa, optou-se pela redução da venda externa neste ano. Hoje, além do Rio Grande do Sul, a Cotrijal tem clientes (cooperativas e revendas) em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Para a produção das sementes desta safra, foram 150 campos de multiplicação em toda a região de atuação da Cotrijal, com 50 grupos familiares prestando serviço para a cooperativa e produzindo 17 cultivares. A coordenadora de Produção de Sementes, Marcela Sebastiany Lange Schiochet, aponta que o portfólio tem opções de diversas obtentoras e dos mais diversos grupos de maturação, para que todos os produtores da área de atuação da Cotrijal pudessem ser atendidos nas mais diversas realidades de lavoura. “Esse é um dos grandes diferenciais da cooperativa. Nossos associados têm acesso em primeira mão ao que há de melhor em lançamento de cultivares”, destaca. Cotrijal Sementes - 9.000 hectares para multiplicação de sementes - 150 campos de multiplicação - 50 grupos familiares multiplicadores - 17 cultivares no portfólio, desde o grupo de maturação 5.0 ao 6.7 Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal

  • Lula deve se reunir com comandantes das Forças Armadas nesta semana, diz Rui Costa

    Após relatar desconfiança, o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva articula uma reunião com os comandantes das Forças Armadas, em meio a uma crise nas relações com os militares. O encontro é costurado pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e deve acontecer até a próxima sexta-feira (20), segundo o chefe da Casa Civil, Rui Costa. Na reunião, Lula deve conversar sobre projetos estratégicos da Marinha, Aeronáutica e Exército que demandam investimentos do governo, além de abordar a postura de militares na invasão ao Palácio do Planalto. Nesta terça-feira (17), Costa participou de um almoço com Monteiro e os comandantes, em uma tentativa inicial de aproximar o governo da caserna. A reunião aconteceu após Lula assumir ao Estadão que perdeu a confiança nos militares e dizer que as Forças "não são poder moderador que pensam que são". O governo também exonerou nesta terça-feira mais de 40 militares que atuavam no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto. Em conversa com a imprensa, Costa negou que o encontro tenha sido um "afago" às Forças Armadas e negou que a relação com Lula tenha sido tratada no almoço. Ele pregou, no entanto, que as instituições não podem continuar "contaminadas". O ministro ainda minimizou a exoneração de militares, que classificou como "natural". — Nós trocamos os comandantes. É natural que todos os assessores, mesmo dentro das Forças Armadas, você haja um rodízio entre as pessoas. Não há nenhum mistério nisso. Ou alguém achava que nós íamos entrar no governo e manter os assessores do governo anterior? Se mudou filosofia (do governo), tem que mudar quem está implementando — defendeu Costa. fonte: GZH

  • Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio estimado em R$ 42 milhões

    A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (18) um prêmio acumulado e estimado em R$ 42 milhões. As seis dezenas do concurso 2.556 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, na cidade de São Paulo (SP). O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. Caso apenas um ganhador acerte o prêmio principal e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 286 mil de rendimento no primeiro mês. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O valor da aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50. Lotomania A Lotomania, também acumulada, pode pagar R$ 7,5 milhões para quem acertar os 20 números da faixa principal. O sorteio do concurso 2.419 será realizado a partir das 20h de hoje. De acordo com a Caixa, para apostar, a pessoa poderá escolher 50 números entre os 100 do volante e então concorrer a prêmios para acertos de 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número. O valor da aposta única é R$ 2,50. Além da opção de marcar no volante, também é possível marcar menos de 50 números e deixar que o sistema complete o jogo ou que o sistema escolha todos os números na Surpresinha. O apostador pode ainda concorrer com uma mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos com a Teimosinha. Outra opção é fazer uma nova aposta na qual o sistema seleciona os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho. Fonte: Agencia Brasil

  • Anvisa proíbe fabricação de sete produtos para cabelos

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou a regularização que autorizava a fabricação de sete pomadas modeladoras para cabelos. Segundo a agência, os produtos não estavam cumprindo normas sanitárias previstas. A medida consta da Resolução nº138, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16). Em nota, a Anvisa informou que alguns dos produtos já foram objeto de medidas restritivas no âmbito da comercialização e do uso, e que, com a atual resolução, fica proibida também a sua fabricação. Lista dos produtos Estão proibidos de serem fabricados os seguintes produtos: - Pomada Modeladora para Tranças Anti-frizz Be Black (da empresa Cosmetic Group Indústria e Comércio de Cosméticos Eireli); - Pomada Black – Essenza Hair, e Pomada Modeladora para Tranças Boxbraids – fixa liss (ambas da Evolução Indústria de Cosméticos); - Pomada Braids Hair (da Galore Indústria e Comércio de Cosmético Eireli); - Pomada Cassu Braids Cassulinha Cabelos e Pomada Braids Tranças Poderosas Esponja Magic, (ambas da Microfarma Indústria e Comércio); - Rosa Hair Pomada Modeladora Mega Fixação 150g, (da Morandini Indústria e Comércio de Cosméticos); - Pomada Modeladora Master Fix Black Ser Mulher, (da Supernova Indústria, Comércio e Serviços). Recomendações A Anvisa recomenda que quem tiver em sua residência os produtos fabricados especificamente pela Microfarma Indústria e Comércio Ltda, CNPJ 68.722.743/0001-09, entre em contato com a empresa para verificar a forma de devolução, uma vez que o fabricante deverá recolher todos os produtos disponibilizados no mercado. Ainda segundo a Anvisa, os estabelecimentos que tenham o produto para uso de seus clientes devem suspender sua utilização “imediatamente”. Com relação aos produtos de outras empresas, a Anvisa informou que ainda está “avaliando as ações sanitárias necessárias”, e que seguirá acompanhando “todos os fatos relatados relacionados às pomadas capilares” com a ajuda dos órgãos de vigilância sanitária dos estados e municípios. “A partir dos resultados das investigações, as medidas sanitárias cabíveis serão tomadas com a maior celeridade possível”, complementou. No início do mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou um alerta com relação à pomada Cassu Braids, após relatos de que o produto estaria causando danos aos olhos (irritação ocular, pálpebras inchadas, dor nos olhos e dificuldades para enxergar o cabelo) de usuários no Rio de Janeiro. fonte: Agencia Brasil

  • Governo brasileiro anuncia saída do consenso internacional de Genebra

    O governo brasileiro informou hoje (17) que o país vai se desligar da Declaração do Consenso de Genebra sobre Saúde da Mulher e Fortalecimento da Família. A adesão à declaração foi feita durante o governo Jair Bolsonaro. Em 2020, o Brasil e mais 30 países assinaram o acordo, que representa uma posição das nações contra o aborto e pelo reconhecimento da família como base da sociedade. Em nota, os ministérios das Relações Exteriores, da Saúde, das Mulheres, dos Direitos Humanos e da Cidadania afirmaram que o governo considera que o documento possui “entendimento limitativo dos direitos sexuais e reprodutivos e do conceito de família”. Além disso, segundo o governo federal, a mudança de posição tem objetivo de cumprir a legislação brasileira e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na defesa dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. Também foi anunciada a entrada no Compromisso de Santiago e na Declaração do Panamá. “O governo entende que o Compromisso de Santiago e a Declaração do Panamá estão plenamente alinhados com a legislação brasileira pertinente, em particular no que respeita à promoção da igualdade e da equidade de gênero em diferentes esferas, à participação política das mulheres, ao combate a todas as formas de violência e discriminação, bem como aos direitos sexuais e reprodutivos”, diz a nota. A adesão foi informada por meio de comunicado conjunto dos ministérios envolvidos. Fonte: Agencia Brasil

  • Acusado de planejar explodir bomba em Brasília se entrega à polícia

    Um dos três acusados de participar da tentativa de explodir uma bomba próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília na véspera do Natal se entregou à Polícia Civil de Mato Grosso, na tarde de hoje (17). Alan Diego dos Santos Rodrigues, 32 anos de idade, está detido em caráter preventivo em uma delegacia da cidade de Comodoro, no oeste mato-grossense, a cerca de 640 quilômetros da capital, Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, ele será encaminhado ainda hoje a uma unidade prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça. A expectativa é que ele seja transferido para o Distrito Federal. Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou a denúncia que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios apresentou contra Rodrigues e outros dois investigados, o empresário George Washington de Oliveira Sousa e o jornalista Wellington Macedo de Souza, transformando-os em réus no processo que apura a tentativa de atentado terrorista no aeroporto da capital federal, um dos mais movimentados do país. Os três réus foram denunciados por colocar em risco a vida, a integridade física ou o patrimônio de outras pessoas por meio de explosão. Além disso, George Washington também responderá por porte ilegal de armas e munições. Primeiro dos três a ser identificado, o empresário foi preso na noite do próprio dia 24, em Brasília, após um funcionário da empresa administradora do aeroporto alertar às autoridades para a presença de um objeto estranho abandonado próximo a um caminhão-tanque. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, ao ser detido, George Washington admitiu ter colocado a bomba junto ao caminhão-tanque cheio de combustível que estava parado em uma via de acesso ao aeroporto. “Ele [George Washington] confessou que realmente tinha a intenção de fazer um crime no aeroporto, que seria destruir algo para causar o caos. O objetivo dele era justamente chamar atenção para o movimento que eles estão empenhados", disse o delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Robson Cândido. De acordo com o delegado, o empresário, de 54 anos de idade, viajou do Pará para Brasília a fim de participar dos atos promovidos por centenas de pessoas que passaram mais de 2 meses acampadas em frente ao Quartel General do Exército protestando contra o resultado das últimas eleições presidenciais e promovendo uma série de atos golpistas e antidemocráticos que culminaram com o ataque ao Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 8. O empresário, contudo, ficou hospedado em um apartamento de um bairro de classe média da capital federal, onde a polícia encontrou várias armas e muita munição. Em depoimento à polícia, George Washington admitiu ter preparado o material explosivo encontrado junto ao caminhão-tanque, mas disse que o entregou a Alan e a outra pessoa que, mais tarde, os investigadores identificaram como sendo Wellington Macedo de Souza, que ainda não foi localizado. Um dia após a prisão de George Washington, uma denúncia anônima levou as forças de segurança do Distrito Federal a localizar e destruir mais artefatos explosivos. O material estava abandonado, sem nenhum cuidado, em um matagal do Gama, região administrativa a cerca de 35 quilômetros da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. No local também foram encontrados coletes balísticos e capas para os coletes. A Agência Brasil não conseguiu contato com a defesa de Alan Diego dos Santos Rodrigues até a publicação da reportagem. Fonte: Agencia Brasil

  • Código de Trânsito Brasileiro completa 25 anos com avanços

    No próximo dia 22, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) completa 25 anos. Para o professor de Engenharia de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Rômulo Orrico, o documento mudou o cenário no trânsito, colocando prioridades muito claras para pedestres, motoristas, ciclistas e motociclistas, ordenando o uso de vias e rodovias. “Neste sentido, ele foi um baita de um avanço em relação ao que nós tínhamos”, disse. A criação da pontuação na carteira nacional de habilitação (CNH) foi também muito importante, afirmou o professor para a Agência Brasil. A legislação endureceu as penalidades e as multas para motoristas imprudentes e embriagados e ainda os obrigou a fazer curso antes de dirigir. “A regra é muito positiva”, opinou. No interior do país, contudo, e em grandes condomínios de classe econômica alta, ainda são vistas grandes falhas. “É comum encontrar desrespeito ao código. É preciso mudar alguns comportamentos”, sugeriu. Lei seca Para Rômulo Orrico, o CTB melhorou a segurança e deu margem, por exemplo, para que fosse criada a lei seca. Em relação ao cinto de segurança, pesquisa feita no âmbito da Coppe, antes da obrigatoriedade do cinto, em 1989, mostrava que apenas 2% a 4% das pessoas usavam o acessório corretamente. “Hoje, a gente estranha se alguém está sem cinto”, observou. Advertiu, contudo, que algumas pessoas ainda resistem a cumprir a norma, que estende o uso do equipamento ao banco traseiro dos veículos. “É muito comum o não uso. Acho que hoje depende muito de fazê-lo aplicar, de educar para que as pessoas se conscientizem de que aquilo é uma medida importante para suas vidas”, argumentou. Em relação às bicicletas, o código estabelece que não devem ser usadas nem na calçada, nem na contramão, ”mas é uma coisa que a gente vê com frequência”. Orrico frisou que se vê um movimento ativista de uso da bicicleta muito importante, com muita ação positiva em termos de redução de velocidade e ciclovias, mas ainda se encontra um comportamento bastante adverso que é usar a bicicleta na contramão e sobre a calçada. Ele disse que é preciso educar mais a população sobre as regras do trânsito e fazer avançar o cumprimento das leis. A grande maioria dos motociclistas, por exemplo, insiste em andar entre veículos nas ruas e rodovias. “É contra a lei. O CTB diz que - para um carro ultrapassar outro - é necessário deixar, no mínimo, um metro de afastamento lateral. Se uma motocicleta passa entre dois carros, ela não consegue botar um metro para cada lado. Isso é grave. Em São Paulo, é perigosíssimo. O curioso é que a velocidade caiu, talvez devido ao aumento da frota em circulação e engarrafamentos, mas o perigo continua e nem sempre é possível anotar a placa das motos. É mais um comportamento temerário do que a velocidade”, salientou. Mais rigor O professor da Coppe/UFRJ elencou, ainda, entre os pontos positivos do Código de Trânsito Brasileiro, a questão da segurança no trânsito. Ele acredita que um maior rigor com os condutores contribuiu para reduzir o número de acidentes. “Acho que podia ser maior ainda (o rigor), porque existe um comportamento muito egoísta em relação, por exemplo, às infrações cometidas detectadas eletronicamente pelos pardais eletrônicos”. Para ele, o rigor é importante e, se houve infração, “é fazer cumprir a lei”. O CTB é um processo de educação e de ação pública importante, mas é preciso que a multa chegue rápido, opinou. Estudo feito em Nova York, em 2010, apontou que, naquele ano, houve menos mortes de trânsito na cidade do que há um século. Isso ocorreu devido ao programa de tolerância zero e mudança de engenharia de tráfego, ajustando semáforos e a circulação de veículos, além de educação no trânsito. “Os americanos têm uma lógica muito forte de policiamento e de punição também, um julgamento muito rápido”, justificou. O professor Orrico propôs a criação eventual de uma justiça de trânsito no Brasil, tendo em vista o aumento da frota de veículos no país, que já alcançou 100 milhões, incluindo motos. “Que não fosse tolerante com mortes no trânsito, com motoristas bêbados. Que julgasse rápido”, disse. Frisou que é preciso ter rapidez nessas questões. “Se a justiça tarda, ela é pouco eficaz”. Fiscalização Ele defende a necessidade de retomar as ações de fiscalização e de educação e voltar a ter um controle de velocidade nas estradas brasileiras, para não haver sensação de impunidade. Outro cuidado muito grande que se deve ter é com as motocicletas, tendo em vista o crescimento acentuado da frota, em paralelo ao aumento de acidentes e de mortes, inclusive de pedestres, por motocicletas. Outro problema das motos é a sensação de impunidade, na medida em que a velocidade impede que se anote a placa do veículo. Para diminuir o problema, ele sugeriu que o Brasil poderia adotar o exemplo da Colômbia, que estabeleceu a política de obrigatoriedade do uso de colete e capacete com as placas escritas para proteção da segurança civil. Isso significa que o motorista e o veículo são identificáveis e podem ser multados. A sensação de impunidade fica mais difícil, ponderou. Outro efeito secundário é a diminuição da quantidade de roubos e furtos de motocicletas. “Não zera, mas reduz e inibe”. O Brasil poderia adotar essa medida para a segurança viária, alertou. Ele disse, a seguir, que as autoridades têm que discutir também como as novas tecnologias podem ajudar a ter um trânsito mais eficiente e mais seguro, e com maior qualidade. Para que as coisas melhorem, é preciso usar tecnologia da informação e engenharia social, além de discutir como essas tecnologias podem ajudar diversas formas de transportes úteis para a sociedade. Educação A futura professora do Departamento de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, Marina Baltar, que deve ser nomeada ainda este mês, afirmou que o CTB é bem completo porque pensa tanto na educação da população como na fiscalização do trânsito. Para ela, muitas vezes há críticas por ele buscar essa educação somente via punição financeira. “Mas a gente vê que é um resultado positivo quando se pensa em velocidade. O que termina funcionando é quando a gente implanta radar e nota que as pessoas passam a respeitar”, disse. O CTB é atualizado de forma permanente. Marina apontou mudanças favoráveis, como a implantação da lei seca, que foi algo que veio já com o código em curso e que mudou muito a realidade. Ela acredita que o Rio de Janeiro é um dos lugares em que a lei seca mais funcionou. Houve maior mudança no comportamento das pessoas, principalmente nas cidades. Para o futuro, ela acredita que é necessário pensar em segurança viária. Hoje se busca, constantemente, nos estudos e na prática, a redução de mortes no trânsito. É preciso entender melhor o que está levando a essas mortes e buscar legislar em cima disso, sugeriu. Marina concordou com o professor Orrico no sentido de trazer para o Brasil, na área de motociclistas, a obrigatoriedade de os condutores usarem capacetes e coletes com o número da placa estampado, porque a medida contribuiria para reduzir o número de acidentes e facilitaria a identificação dos motoqueiros e dos veículos. “É uma ideia interessante”, frisou. Para que o CTB seja cumprido em todos os seus regulamentos, a professora defendeu que o ponto mais crítico é que haja expansão da fiscalização. “A gente tem a lei, mas precisa colocá-la em prática”. Nas cidades maiores, até os motociclistas têm o costume de usar capacete, mas, no interior do Brasil, há pouco uso, que se atribui à falta de maior fiscalização, como a que gerou mudança na população com o cinto de segurança. “Foi com muita campanha e muita fiscalização. Hoje, parece que virou costume. A gente precisa conseguir isso agora no banco de trás, para que vire um costume na população”, observou. Marina Baltar é formada em engenharia civil pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com mestrado e doutorado em engenharia de transportes pela Coppe. De 2012 a 2018, atuou na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), cuidando do planejamento e execução dos planos de mobilidade dos grandes eventos e grandes obras da cidade, como Copa das Confederações, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e obras do BRT Transbrasil. Novas regras Entre as novas regras de trânsito que entram em vigor este ano, está a multa por excesso de peso. Os fabricantes de veículos de carga deverão informar na estrutura dos veículos o limite técnico de peso para cada modelo. Quem estiver trafegando com peso acima do permitido receberá multa de R$ 130,16, além de receber quatro pontos na carteira nacional de habilitação. Para pessoas jurídicas que não identificarem o condutor que cometeu uma infração no veículo de uma empresa, a multa equivalerá ao dobro do valor da multa original. Ou seja, se um condutor cometer uma infração grave, terá multa de R$ 195,23, mas essa multa por não identificação antecipada do motorista pela empresa será o dobro, ou seja, R$ 390,46. Outra nova regra do CTB diz que a carteira nacional de habilitação não pode ser suspensa ou bloqueada em situações em que o condutor esteja em processo de defesa prévia, por exemplo, durante a suspensão ou cassação. Com isso, o condutor não perde o direito de dirigir até o final do processo. Outro mecanismo que entrará em vigor este ano é relativo à idade do motorista. A regra estabelece que a validade da carteira nacional de habilitação (CNH) é inversamente proporcional à idade do condutor, ou seja, quanto mais jovem, por mais tempo valerá a CNH. Com isso, condutores com até 49 anos de idade terão a carteira válida por 10 anos, enquanto motoristas entre 50 e 69 anos terão de renovar a CNH a cada 5 anos. Já os condutores com 70 anos ou mais precisarão fazer a renovação a cada três anos. fonte: Agencia Brasil

  • Ministro anuncia órgão para monitorar violência contra jornalistas

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou nesta terça-feira (17) a criação, no âmbito da pasta, do Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas. A proposta foi levada ao ministro pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). "Acolhendo o pedido das entidades sindicais dos jornalistas, vamos instalar no Ministério da Justiça o Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas, a fim de dialogar com o Poder Judiciário e demais instituições do sistema de justiça e segurança pública", disse o ministro em postagem nas redes sociais. Dino se reuniu ontem (16) com a presidenta da entidade, Samira de Castro, e representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). O anúncio ocorre pouco mais de uma semana depois dos atos golpistas dia 8 de dezembro, em Brasília. Na ocasião, foram reportados ao menos 16 casos de agressão contra profissionais de comunicação, segundo balanço do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF. "O objetivo do observatório é monitorar os casos de ataques à categoria, mobilizando os órgãos competentes para coibir as agressões e responsabilizar os agressores, além de acompanhar as investigações dos crimes cometidos para identificação e responsabilização dos autores", explica Samira de Castro. A Fenaj sugere que o órgão seja composto por representantes dos ministérios da Justiça, dos Direitos Humanos e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, além de representantes da sociedade civil organizada, como a própria federação, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Abraji, a entidade representante de professores e pesquisadores de jornalismo, além de representações patronais, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Não se trata de uma proposta nova. A Fenaj e os sindicatos de jornalistas tentam instituir o mecanismo pelo menos desde as jornadas de junho de 2013, há quase 10 anos. "A violência contra a categoria atingiu níveis recordes nos últimos 4 anos e presenciamos um ataque organizado às sedes dos Três Poderes e à própria imprensa para conseguirmos, finalmente, debater essa iniciativa", disse a presidenta da Fenaj. Canal exclusivo Outra reivindicação das entidades sindicais de jornalistas é a abertura de um canal exclusivo para que os profissionais possam denunciar os casos de agressão sofridos durante os atos golpistas. Segundo o ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta, a Direção-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal vai designar um delegado responsável especificamente pelos inquéritos envolvendo agressões a comunicadores. A ideia é resguardar a privacidade e garantir a segurança para que profissionais de imprensa exerçam suas funções sem risco de novas represálias. fonte: Agencia Brasil

  • CPF na nota? Veja o que isso significa

    Hoje em dia, quando vamos em algum estabelecimento fazer uma compra, o atende do caixa quase sempre pergunta se é preciso colocar o CPF na nota. Embora seja uma prática comum em muitas regiões, muitos brasileiros não sabem o que isso significa. CPF na nota Uma das perguntas que os consumidores mais ouvem em estabelecimentos comerciais é: “CPF na nota?”. De antemão, é importante frisar que esta é uma maneira que os governos estaduais encontram para verificar a tributação fiscal do comércio. Além disso, em um cenário federal, inserir o CPF na nota também ajuda no combate à sonegação de impostos. Por essas razões, é comum que o governo incentive os cidadãos a informar o CPF na nota no momento da compra. Quais os benefícios? Na tentativa de estimular a população a informar o CPF na hora da compra, muitos governos acabam criando programas que podem beneficiar os cidadãos em alguns momentos. O objetivo é que a ação se torne um hábito. Desse modo, é possível que posteriormente essas notas concedam descontos em tributos governamentais, como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), por exemplo. Vale ressaltar que a iniciativa depende de cada estado, sendo assim, existem algumas unidades da federação que não possuem esse programa. Ademais, os que possuem, podem atribuir diferentes regras e incentivos. Como funciona o score do CPF? Tudo que fazemos na vida financeira fica registrado através do CPF. Desta forma, deixar de pagar contas, utilizar rotineiramente o cheque especial e renegociar dívidas antigas, por exemplo, podem gerar um histórico pouco valorizado. Os órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC são os responsáveis por computar todos as nossas ações financeiras. Neste sentido, assim que nos movimentamos no mercado, cria-se uma pontuação, também conhecida como score. A pontuação é usada por bancos e instituições financeiras para concessão serviços específicos, como cartão de crédito, empréstimos, entre outros. O score pode variar de 1 a 1.000. Neste sentido, quanto maior a pontuação, menor a possibilidade de o consumidor se tornar inadimplente. Portanto, as classificações são de: “baixo”, de 0 a 300, a “muito bom”, de 701 a 1.000. fonte: A folha

  • Aquático comemora 75 anos com ações festivas

    O ano de 2023 é especial para o Grêmio Aquático de Carazinho e seu quadro social. São 75 anos desta entidade que é destaque na história dos carazinhenses e da região. Hoje com mais de 7 mil sócios e com uma área verde privilegiada, o clube oferece práticas esportivas para todas as idades, lazer e muita diversão. E para celebrar junto com os seus associados, que o clube prepara uma série de ações que marcarão os seus 75 anos. O pontapé inicial dessas festividades foi a reinauguração da nova Piscina Olímpica e a abertura da temporada de verão (2022/23), ações realizadas em dezembro do ano anterior. Agora com foco total nas atividades festivas, o Aquático mobiliza seus associados para que a semana de aniversário do clube, com ações que acontecerão de 30 de janeiro a 4 de fevereiro. — O Clube chega aos 75 anos totalmente renovado e atualizado com os tempos de hoje, mas sem perder a sua essência de fundação. Mantem a área verde e sua natureza abundante com muita água, sol e verde. Boa parte da energia consumida vem de placas fotovoltaicas, ou seja, energia limpa, do sol, natural. O foco na melhoria dos serviços prestados aos associados e seus familiares é uma busca constante, a equipe da administração do clube conjuntamente com a diretoria trabalha incansavelmente para este fim—, comenta o presidente do Grêmio Aquático de Carazinho, Guilherme Setti. Sobre a programação festiva, o dirigente lembra que tudo é organizado para que a família possa curtir de maneira marcante a estrutura e também viver momentos de alegria e diversão. —No dia 4 de fevereiro teremos a retomada do nosso tradicional Luau de aniversário do clube, que não acontece desde 2021, devido à pandemia da COVID-19. E teremos um retorno em grande estilo, com show Nacional com Serginho Moah e muitas surpresas—, convida o presidente. Atividades festivas do clube - De 30 a 4 de fevereiro o clube organizou uma série de ações para integrar o quadro social, como: Aulão de hidroginástica Aulão de dança Café da manhã com a diretoria e funcionários (02/02 – dia do aniversário do clube) Torneio de Natação Sorteio de brindes Happy hour Luau Festivo (04/02) Texto: Fernando Teixeira - Assessoria de Comunicação e Marketing

  • Piso nacional dos professores sobe para R$ 4,4 mil

    O piso nacional dos professores subirá para pouco mais de R$ 4,4 mil em 2023, um reajuste de 15% em relação ao piso do ano passado, que era de R$ 3,8 mil. O índice para 2023 foi estabelecido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), considerando o crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano. O valor do novo piso já tinha sido publicado em 29 de dezembro em uma Portaria Interministerial, contendo a última estimativa do Valor Aluno Ano do Ensino Fundamental Urbano (VAAF), que serve de referência para o reajuste anual do piso do magistério, com base na Lei 11.738/2008. Embora a atualização do piso seja autoaplicável, desde 2010, o Ministério da Educação faz o anúncio formal do valor vigente a cada ano. Neste ano, a portaria com o novo valor foi assinada na segunda-feira 16 pelo ministro da Educação, Camilo Santana. O piso nacional do magistério representa o salário inicial das carreiras do magistério público da educação básica para a formação em nível médio. O valor considera uma jornada de 40 horas semanais na modalidade normal de ensino. Fonte: A folha

  • RS recebe 29.180 doses de Coronavac para vacinar crianças de 3 e 4 anos

    O Rio Grande do Sul recebeu um novo lote de vacina Coronavac na tarde desta segunda-feira (16/1). As 29.180 doses do imunizante contra a covid-19, que chegaram ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, por volta das 15h, serão aplicadas em crianças de três e quatro anos que ainda não receberam a primeira dose, de acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Conforme o Painel de Acompanhamento Vacinal da Secretaria da Saúde (SES), até esta segunda-feira (16/1), 20,6% das crianças desse grupo foram imunizadas com a primeira dose, o que representa o percentual mais baixo de todas as faixas etárias no Estado. Com a chegada das vacinas, a diretora do Cevs, Tani Ranieri, espera que a vacinação avance nesse público. “Como já distribuímos 100% da dose 1 para quem tem acima de cinco anos, os municípios devem fazer um chamamento e vamos agora avançar na vacinação de crianças de três e quatro anos, que ainda não têm 100% de vacinas distribuídas”, explicou. Da mesma forma que nas remessas anteriores, as vacinas chegaram ao Estado em caixas térmicas de alta resistência, sendo recebidas por técnicos do Cevs. A carga seguirá para o Centro de Abastecimento e Distribuição da SES, que avaliará se a temperatura do acondicionamento dos frascos é a adequada. Do lote, 14.590 doses serão distribuídas às 18 Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) para a aplicação da primeira dose. A definição da quantidade tem como critério o total de vacinas já disponibilizadas anteriormente aos municípios, de modo a cobrir a necessidade da faixa etária. As outras 14.590 ficarão armazenadas na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), em Porto Alegre, para a aplicação da segunda dose, com intervalo de quatro semanas. Vacinas da Pfizer Na terça-feira (17/1), 30.576 doses da vacina da Pfizer serão distribuídas às Coordenadorias Regionais de Saúde para aplicação da segunda dose na população a partir de 12 anos. A Secretaria da Saúde também já solicitou doses da Pfizer pediátrica para imunização de crianças entre cinco e 11 anos. No entanto, não há previsão de entrega pelo Ministério da Saúde. Fonte: Governo do RS.

  • Alemão inicia 2023 como dono do ataque do Inter

    Há no Inter o entendimento de que a contratação de um centroavante é necessária para uma temporada que, além do Gauchão, Brasileirão e Copa do Brasil, terá a volta da Libertadores ao calendário colorado. A busca por um jogador para a função é um desafio para um clube com dificuldades financeiras. Por conta disso, Alemão iniciará 2023 como titular. O atleta, que há um ano era apenas um jovem emprestado pelo Avaí para atuar no Novo Hamburgo no Gauchão, inicia o Estadual como o comandante do ataque do time Mano Menezes — que busca acabar com a seca de seis anos sem título. No Novo Hamburgo, Alemão sequer jogou toda a fase de classificação do Gauchão. Uma lesão lhe deixou fora das últimas rodadas. Nas sete partidas que esteve em campo, marcou dois gols e deu três assistências. Uma delas, no empate com Inter no Beira-Rio, chamou a atenção do Centro de Análise e Prospecção de Atletas (Capa) do clube. Alemão chegou ao Inter após o Estadual para ser alternativa para Alexander Medina. O planejamento era contratar no meio do ano um camisa 9 para ser titular após Wesley Moraes não dar sinais de que entregaria o esperado. Mas Alemão deu uma resposta inicial acima da expectativa. Já com sem o técnico uruguaio, atacante anotou três gols nos primeiros seis jogos, que garantiram as vitórias sobre Fortaleza e Fluminense, no Brasileirão, e Independiente Medellín, pela Sul-Americana. Assim, virou centroavante titular de Mano, condição que não mudou mesmo com chegadas de Romero e Mikael, que não corresponderam. Jogador que veio com menor cartaz, Alemão foi, dos quatro centroavantes contratados pelo Inter, o que melhor rendeu em 2022. Curiosamente, centroavante não foi a posição de origem do catarinense nascido na pequena cidade de Campo Erê. A nova função surgiu quando defendia o Fluminense de Joinville, em 2019, por uma sequência de lesões em jogadores da posição, conforme contou a GZH o técnico de Alemão na época. — Chegou como extrema, mas nosso meia se machucou e era algo que já estava pensado. Via que ele conseguia ter bom domínio, controle e era bom de receber a bola com espaço e partir de frente para cima. O centroavante se machucou e falei: vai você mesmo. Ele foi bem como centroavante, até não fazia tantos gols, mas ajudava bastante com assistências e segurando bem a bola gerando situações para os companheiros. Sempre foi um garoto extremamente profissional. Ele sempre se entregou muito. Treinava bastante, chamava os jogadores para batalhar muito com a equipe. Éramos um clube com bastante dificuldade, mas ele sempre demonstrava essa dedicação — relembrou Valmir Israel. Alemão terminou a temporada com 10 gols em 42 jogos – foi o artilheiro colorado ao lado de Edenilson. A média de 0,23 por partida não é alta, o que contribui para ideia na imprensa e torcida de que o Inter precisa de centroavante de maior porte para encarar a Libertadores. Ex-camisa 9 colorado e de sucesso no final dos anos 1990, Christian diz entender o atual momento de Alemão. Ele é direto: é preciso fazer gols para que o atacante mude a opinião pública e mostre que o clube está bem servido para a posição. — Passei por isso dentro do Inter. No início do Brasileirão 1997, o cenário era mais ou menos esse. A gente tinha conquistado o Gauchão, mas existia a visão de que era preciso trazer um jogador mais experiente e afirmado. O que acontece? Quando se está em uma situação dessas tem de aproveitar as chances. O centroavante deve fazer gol, ser um jogador importante para o grupo e decisivo. Fazendo isso, o torcedor vem junto e a imprensa começa a mudar a visão — avalia Christian, que hoje é diretor da Success Sport, empresa especializada em gestão esportiva. Sobre a busca do Inter por centroavante no mercado, Christian vê como correta a estratégia da diretoria de adotar calma. Ele cita a pressão que a chegada de Luis Suárez ao Grêmio gera, mas diz que o Colorado não pode fazer investimentos além das suas possibilidades. — No momento em que chega um Suárez para o Grêmio, mesmo com a idade avançada, mas um jogador top, isso joga pressão para o outro lado. Eu tenho pés no chão no sentido de querer fazer algo para dar resposta. É preciso ter equilíbrio para escolher um atleta com idade boa, já que a sequência do Brasileirão é dura. A logística aqui gera um desgaste grande. Quanto ao Alemão, ele não tem de entrar nessa comparação, não existe. É impossível fazer uma comparação dessas. Ele tem de deixar o rival de lado e fazer a parte dele — completa. No próximo sábado, às 19h, o Inter iniciará sua caminhada no Gauchão diante do Juventude. Será a primeira oportunidade para Alemão tentar mostrar que a direção não precisa ter pressa na busca por um centroavante. fonte:GZH

  • Com três de Suárez, Grêmio goleia o São Luiz e conquista a Recopa Gaúcha

    Com show e triplete de Luis Suárez, o Grêmio goleou o São Luiz por 4 a 1 e conquistou a Recopa Gaúcha na noite desta terça-feira (17). O novo camisa 9 do Tricolor marcou três vezes no primeiro tempo e comandou a festa dos 49 mil torcedores na Arena. Mesmo com as ressalvas de Renato Portaluppi de que sua equipe poderia ter dificuldades por conta da falta de ritmo após a pré-temporada, a nova versão do time gremista não teve dificuldades para dominar o adversário e confirmar a quarta conquista da competição na história. A bola demorou 35 segundos para encontrar Suárez. Mas o que o torcedor tanto aguardava levou um pouco mais. Em sua terceira participação. aos 4 minutos e 44 segundos, o centroavante recebeu de Ferreira e tocou com categoria para encobrir o goleiro Gabriel Félix. Um golaço que levou os torcedores da Arena ao êxtase. A festa das arquibancadas parece ter contaminado os jogadores do Grêmio em campo, que desligaram e permitiram ao São Luiz jogar. O time de Ijuí ameaçou o gol de Brenno em duas oportunidades. O goleiro do Tricolor evitou ambas de entrar, mas não teve chances na finalização de Paulinho Santos. Aos 13, o volante apareceu entre os defensores do time de Renato Portaluppi e completou o cruzamento para empatar a partida. O problema é que a igualdade no placar despertou novamente o Grêmio. A nova equipe montada na pré-temporada mostrou resquícios dos anos de sucesso e títulos dos últimos anos. Bitello, que jogou como o camisa 10 do time, partiu em disparada pelo lado direito tabelando com seus companheiros até receber de Campaz dentro da área do São Luiz. O jovem soltou um chute forte e indefensável para Gabriel Félix, e devolveu a vantagem no placar para o Grêmio aos 15 minutos. Mas a estrela da noite era Luis Suárez. E o camisa 9 mostrou a razão de ter no currículo o posto de quinto maior artilheiro do mundo. Em mais uma pressão na saída de bola, aos 30 minutos de jogo, o uruguaio recebeu de frente para o goleiro do São Luiz e só teve o trabalho de deslocar o adversário para marcar seu segundo gol. Sete minutos depois, veio o terceiro de Suárez. Após cobrança de escanteio, o centroavante mostrou seu domínio da área e se posicionou para aparar de primeira o cruzamento. Sem chances para Gabriel Félix na finalização e mais festa da torcida gremista na Arena. O quarto gol do uruguaio não saiu por detalhe nos minutos finais do primeiro tempo. O camisa 9 recebeu na área, driblou o goleiro, mas se desequilibrou ao tentar a finalização e acabou chutando para fora do gol. A volta para o segundo tempo começou com festa da torcida. Assim que os gremistas viram Suárez retornar com a equipe para o reinício da partida, a comemoração foi ouvida como se fosse um outro gol. Em seu último lance em campo, aos 12 minutos, Suárez forçou Gabriel Félix a fazer uma grande defesa. O centroavante deu um toque de cabeça e quase surpreendeu o goleiro adversário, que precisou se esticar para mandar a bola por cima do travessão. A caminhada do camisa 9 em direção ao banco de reservas teve o aplauso do torcedor como trilha sonora. Suárez teve o nome gritado em coro e cumprimentou Diego Souza, Gustavinho e Carballo antes de deixar o campo. Sem Suárez em campo, o Grêmio se contentou em manter o controle das ações da partida. Renato Portaluppi colocou Thaciano e Guilherme para preservar Fábio e Ferreira para a estreia no Gauchão. Mas a festa das arquibancadas também não precisava de mais nenhuma inspiração vinda de dentro do campo para se manter. Na primeira partida da gestão do presidente Alberto Guerra, o Grêmio mostrou que começa 2023 de olho em coisas melhores do que fugir da Série B. O técnico Renato Portaluppi terá três dias até a estreia no Gauchão contra o Caxias, na Serra. A tendência é de que o time titular da Recopa seja repetido, com o acréscimo de Franco Cristaldo na delegação que viajará para o Interior. FICHA TÉCNICA Recopa Gaúcha – 17/1/2022 GRÊMIO (4) Brenno; Fábio (Thaciano, 22'/2ºT), Bruno Alves, Kannemann e Reinaldo; Villasanti e Pepê; Campaz (Gustavinho, 14'/2ºT), Bitello (Carballo, 14'/2ºT) e Ferreira (Guilherme, 33'/2ºT); Luis Suárez (Diego Souza, 14'/2ºT). Técnico: Renato Portaluppi SÃO LUIZ (1) Gabriel Félix (Pablo, 15'/2ºT); Mizael, Rafael Goiano, Diego Rocha e Márcio Goiano (Moisés, 15'/2ºT); David (Lucas Sampaio, 15'/2ºT), Paulinho Santos e Laion (Mauricio, 23'/1ºT); Ygor Vinicius (William Amorim, 15'/2ºT), Éderson e Jarro. Técnico: William Campos GOLS: Luis Suárez (G) aos 4, 30 e 37, Paulinho Santos (S) aos 13 e Bitello (G) aos 15 minutos do 1º tempo. ARBITRAGEM: Leandro Pedro Vuaden, Mauricio Coelho Silva Penna e Tiago Augusto Kappes Diel (trio gaúcho). PÚBLICO: 49.614 (47.688 pagantes) RENDA: R$ 2.786.916 LOCAL: Arena do Grêmio, em Porto Alegre Próximo jogo Gauchão – 1ª rodada 21/1/2023 – 16h30min Caxias x Grêmio fonte: GZH

  • Minha safra é Cotrijal: Planejamento antecipado é foco no comercial

    #PortalEstaEmTudo O planejamento da equipe comercial da Cotrijal, tanto na área de grãos quanto de insumos, começa geralmente um ano antes de iniciar a safra. Às vezes, até um ano e meio antes. O propósito é sempre buscar melhores oportunidades para a cooperativa e o produtor. O superintendente Comercial, Jairo Marcos Kohlrausch, destaca que o cenário para 2023 em relação aos insumos não está com nenhum aspecto claro, mas a avaliação de 2022 é positiva. “O ano está terminando bem, apesar da seca no verão. Conseguimos atender os nossos produtores, apesar de todas as dificuldades do ano”, salienta. A maior preocupação foi ter estoque de herbicidas. “Desde outubro de 2021 estivemos alertando os nossos gerentes e área técnica para que ajudassem no planejamento dos produtores quanto a herbicidas. Quem se planejou está muito tranquilo”, explica. Sobre corretivos, Kohlrausch afirma que a seca da safra passada e a alta nas taxas de juros fez com que o produtor reduzisse os investimentos. Ainda assim, o volume comercializado pela cooperativa cresceu, devido à incorporação das unidades na região de Soledade, onde está se iniciando um trabalho de melhoria da fertilidade do solo em busca de maior produtividade. Para atender os produtores da região de Soledade, que passaram a integrar a Cotrijal em março, a área comercial também havia feito planejamento antecipado, mas a adesão ao trabalho da cooperativa foi além da expectativa. “Fizemos uma projeção de demandas, mas tivemos mais procura por insumos do que imaginávamos. Felizmente conseguimos atender todos”, informa. Parcerias sólidas Um dos diferenciais da Cotrijal foi a construção, ao longo da sua história, de parcerias sólidas, que facilitam o planejamento e trazem segurança para a cooperativa e o produtor. Tanto na comercialização dos grãos quanto na compra dos insumos, esse aspecto é relevante e tem contribuído muito para que se consiga aproveitar boas oportunidades de mercado. Além disso, na questão de insumos, o relacionamento com empresas sérias e comprometidas com resultados no campo possibilita à cooperativa levar produtos de qualidade para o seu produtor. Fornecedores 18 fornecedores de defensivos 6 fornecedores de fertilizantes 7 fornecedores de corretivos 5 fornecedores de genética de soja 7 fornecedores de genética de milho 3 fornecedores de genética de trigo Baixo volume de venda futura preocupa As grandes mudanças no mercado de grãos nos últimos anos fizeram o produtor de soja “tirar o pé” em 2022 na fixação de lotes futuros. O mesmo aconteceu com o trigo. “Poucos aproveitaram os bons preços do trigo meses atrás, apesar de alertarmos o produtor que observasse sua relação de troca. Agora, com a colheita praticamente encerrada, estamos com preços mais baixos e elevados estoques”, explica Kohlrausch. A soja e o milho mantêm bons preços, embora já estivessem mais elevados. “Em situações de recessão global, taxas de juros altas, sempre ocorreram baixas nas commodities, e isso começa a acontecer para baixar o preço dos alimentos e recuperar a estabilidade da inflação global”, destaca. Suporte logístico Organizado para que o produtor possa ser atendido e não faltem insumos, o suporte logístico da Cotrijal é chave para que tudo transcorra bem durante a safra. Neste ano, em alguns momentos, foi necessário receber aproximadamente 62 carretas por dia de fertilizantes e corretivos para o produtor não ficar sem produto. Sementes: produtor Cotrijal é prioridade Na questão de sementes, para atender a demanda dos associados da cooperativa, optou-se pela redução da venda externa neste ano. Hoje, além do Rio Grande do Sul, a Cotrijal tem clientes (cooperativas e revendas) em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Para a produção das sementes desta safra, foram 150 campos de multiplicação em toda a região de atuação da Cotrijal, com 50 grupos familiares prestando serviço para a cooperativa e produzindo 17 cultivares. A coordenadora de Produção de Sementes, Marcela Sebastiany Lange Schiochet, aponta que o portfólio tem opções de diversas obtentoras e dos mais diversos grupos de maturação, para que todos os produtores da área de atuação da Cotrijal pudessem ser atendidos nas mais diversas realidades de lavoura. “Esse é um dos grandes diferenciais da cooperativa. Nossos associados têm acesso em primeira mão ao que há de melhor em lançamento de cultivares”, destaca. Cotrijal Sementes - 9.000 hectares para multiplicação de sementes - 150 campos de multiplicação - 50 grupos familiares multiplicadores - 17 cultivares no portfólio, desde o grupo de maturação 5.0 ao 6.7

  • CNM orienta municípios a não cumprirem reajuste do magistério

    #PortalEstaEmTudo A Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicou nota, na noite desta terça-feira (17), para questionar o reajuste do piso nacional do magistério, homologado pelo governo federal no dia anterior. Segundo a entidade, que representa os pequenos e médios municípios do país, o impacto anual estimado é de R$ 19,4 bilhões apenas aos cofres das prefeituras. O piso nacional dos professores subirá para R$ 4.420,55 em 2023, um reajuste de quase 15% em relação ao piso do ano passado, que era de R$ 3.845,63 . O aumento foi assinado pelo prórpio ministro da Educação, Camilo Santana, em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU). "A CNM vem se posicionando sobre a inconstitucionalidade do reajuste desde janeiro de 2022, quando o Ministério da Educação anunciou o reajuste de 33,24% para o referido ano, apesar de haver parecer contrário da Advocacia-Geral da União (AGU). O movimento municipalista destaca que há um vácuo legislativo que coloca em risco a segurança jurídica de aplicação do reajuste do piso nacional do magistério, pois se baseia em critérios que remetem à Lei 11.494/2007, do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), expressamente revogada pela Lei 14.113/2020, de regulamentação do novo Fundeb", diz a nota da confederação. Entre os argumentos da entidade municipalista contra e medida está regra atual de reajuste, que é baseada no Valor Mínimo por Aluno Ano definido nacionalmente. Esse indicador, de acordo com a CNM, tem sido sempre superior ao crescimento da própria receita do Fundeb. Entre 2009 e 2023, a receita do fundo aumentou 255,9% e o aumento do piso do magistério foi de 365,3%, observou a entidade, que recomenda às prefeituras não aplicaram o reajuste. "Por essa razão, a CNM continua recomendando cautela e prudência aos gestores municipais enquanto não houver solução legislativa para o critério de reajuste do piso. Em 2023, a entidade mantém a orientação dada no início de 2022 de que os municípios não estão obrigados a dar o reajuste baseado em dispositivo sem validade legal e que concedam reajuste aos professores considerando a inflação de 2022 e as condições fiscais do município, com igual tratamento dado ao conjunto dos servidores municipais", completou a entidade. Ainda segundo a CNM, em pesquisa realizada no ano passado com um total de 4.016 municípios, cerca de 3 mil deles deram reajuste ao magistério público, sendo que 1.721 prefeituras aplicaram percentuais diferentes do anunciado pelo governo federal. De todos os entes municipais, pouco mais de um terçõ (31,1%) deram o reajuste de 33,24% definido na portaria do Ministério da Educação. Edição: Aline Leal - Agência Brasil

  • Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio estimado em R$ 42 milhões

    #PortalEstaEmTudo A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (18) um prêmio acumulado e estimado em R$ 42 milhões. As seis dezenas do concurso 2.556 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, na cidade de São Paulo (SP). O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. Caso apenas um ganhador acerte o prêmio principal e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 286 mil de rendimento no primeiro mês. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O valor da aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50. Lotomania A Lotomania, também acumulada, pode pagar R$ 7,5 milhões para quem acertar os 20 números da faixa principal. O sorteio do concurso 2.419 será realizado a partir das 20h de hoje. De acordo com a Caixa, para apostar, a pessoa poderá escolher 50 números entre os 100 do volante e então concorrer a prêmios para acertos de 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número. O valor da aposta única é R$ 2,50. Além da opção de marcar no volante, também é possível marcar menos de 50 números e deixar que o sistema complete o jogo ou que o sistema escolha todos os números na Surpresinha. O apostador pode ainda concorrer com uma mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos com a Teimosinha. Outra opção é fazer uma nova aposta na qual o sistema seleciona os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho. Edição: Aécio Amado - Agência Brasil

  • DetranRS ocupa mídias para falar de segurança em tempos de férias

    #PortalEstaEmTudo Televisão, rádio, painéis digitais, Facebook, Instagram, YouTube, Spotify, portais de notícias, games e outdoors em locais de grande circulação. Com nova campanha estreando hoje (17), o DetranRS estará em toda parte nesse verão para lembrar que a vida não tira férias. A mensagem central, inserida no escopo do Movimento Empatia, é que tomar os devidos cuidados no trânsito é cuidar da vida: a sua e dos outros. E quando se pensa e age pelo coletivo, os resultados são para todos. A campanha de verão da Autarquia é direcionada não só aos motoristas, já que o trânsito é composto de múltiplos atores (pedestres, ciclistas, passageiros, skatistas). Se todos e cada um observar os cuidados básicos no trânsito, as férias serão inesquecíveis pelos momentos corretos. A ideia “No trânsito somos todos um” perpassa todas as peças, remetendo também ao jingle do movimento, que valoriza o ato de sempre se colocar no lugar do outro e lembra, especialmente dos riscos do excesso de velocidade. Afinal, “a gente vai mais devagar pra ir mais além”. Desenvolvida pela agência Centro, com supervisão do DetranRS e da Secretaria Estadual de Comunicação, as peças da campanha também trazem um convite: “relaxe, desacelere. Porque a vida não tira férias”. Movimento Empatia Lançado em setembro de 2019, o Movimento Empatia norteia toda a estratégia de comunicação do DetranRS desde então. O movimento busca despertar nos gaúchos o reconhecimento do trânsito como espaço de convivência harmônica, e angariar a adesão para um projeto coletivo, que beneficia a todos. Para a diretora Institucional Diza Gonzaga, “o que queremos com o Movimento Empatia e as campanhas que estão sendo veiculadas nas mídias é despertar nos gaúchos a consciência de que devemos cuidar da Vida porque as pessoas que estão neste espaço que chamamos trânsito merecem permanecer vivos, afinal a vida é o nosso bem maior”. “Não se trata apenas de cumprir as leis para não ser multado, se trata de preservar a Vida de todas as pessoas. Pedestres, ciclistas, motoristas, todos somos responsáveis e podemos transformar o espaço público em um local mais humano e seguro, onde todos convivam com harmonia e respeito”, finaliza Diza. Veja abaixo o filme principal da campanha: Campanha Verão 2023 - No trânsito, somos todos um Vídeo que mostra uma família em viagem de férias, se deslocando de carro em rodovia. Crédito: DetranRS Oficial

  • "Não consigo dormir", diz mulher de Caxias do Sul listada por engano em atos de Brasília

    Em uma pacata vizinhança, num bairro distante do centro de Caxias do Sul, Terezinha de Fátima Issa da Silva, 59 anos, desabafa sobre as noites mal dormidas. A aposentada, que mora com uma enteada, teve o nome divulgado na lista da Advocacia-Geral da União (AGU) na última quinta-feira (12) como uma das suspeitas de financiar o transporte dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, em Brasília. A vida de Fátima, ex-funcionária da Visate e aposentada por problemas de saúde, virou de cabeça para baixo com a notícia. Nem as aulas de sanfona, que ela adora, conseguem distraí-la. — Estou num abalo daqueles. Eu tenho dor no peito, sufocação, deito e não durmo e, dentro de casa, fico inquieta, porque é uma coisa que eu não fiz e não sei como reagir — lamenta a aposentada. Conforme representantes da empresa Gravatinha Turismo, de Caxias do Sul, o nome de Terezinha apareceu na lista da AGU por engano. Ao gerar uma nota fiscal para o transporte que levou quase 40 pessoas da cidade para Brasília, a empresa de turismo teria, primeiro, colocado o nome da aposentada. O erro foi identificado e uma nova nota foi gerada, com o nome de Sheila Ferrarini, que seria, segundo a Gravatinha, a verdadeira contratante. Fátima, inclusive, afirma que não conhece Sheila e nunca “nem viu” a mulher na vida. Como conta a aposentada, a ligação com a Gravatinha Turismo é porque ela organiza excursões para visitar um médium em Araranguá (SC). A cada dois meses, um grupo de 10 a 12 pessoas realiza consultas lá. A aposentada de Caxias, que nasceu em Bom Jesus, frequenta o local há 16 anos para tratar problemas de saúde. — Por indicação (comecei a frequentar). Cheguei lá morrendo e me trataram — conta a aposentada. Ela também participa de excursões para Cachoeira do Sul, no Centro Espírita Marlon Santos. O deputado estadual Claudio Tatsch (PL), ex-chefe de gabinete de Santos, confirma que Fátima é uma amiga, mas que nunca teve ligação política com eles ou foi assessora: — Ela é amiga nossa, e ela faz excursões para Cachoeira. Nunca foi assessora. O Marlon tem atendimento no centro todo sábado, e vai muita gente da Serra. Ela faz as excursões, tem uma relação com o Marlon nada a ver com política. É excursionista do centro dele. É nossa amiga, vota pra nós, mas, infelizmente, vota pro PT também. O depoimento é o mesmo do vereador Rafael Bueno (PDT), que não vê Fátima “envolvida nesse caso”. Bueno também conheceu a aposentada nas excursões para o Centro Espírita. — Ela sempre vinha com ele (Marlon Santos), entregava as emendas (parlamentares do deputado) no Lar da Velhice, nos hospitais. Ela era esse canal do deputado, mas não era assessora, atuava como representante — descreve o vereador caxiense. “Jamais votaria em Bolsonaro”, diz Fátima A aposentada não se diz apoiadora do PT, mas, nas eleições de 2022, votou em Luiz Inácio Lula da Silva porque considerava o então candidato à Presidência como “única opção” na disputa. Além de não apoiar os atos em Brasília, Fátima destaca que “jamais votaria em Bolsonaro”. A aposentada lembra que o pai morreu de covid-19, aos 82 anos, por falta de vacina. — Nunca. Jamais. Quando deu a covid-19, que era para vir a vacina, ele (Bolsonaro) só mandava fazer cova. Eu ia para a casa da mãe e o pai, coitadinho, fazia com as mãos assim (gesto de oração) e olhava para o céu, “tomara que venha a vacina”. E não veio a vacina. Ele pegou covid-19, faleceu, e eu fiquei 12 dias internada, também quase morri. Mesmo que fosse a última pessoa na Terra, não votaria nele — declara Fátima. Na casa, inclusive, não há sinais de apoio político. Na sala, estão espalhadas fotos da enteada e do falecido marido. Quando a reportagem chegou, Fátima apenas levou a sua sanfona para o quarto. — (Política) só dá esses desesperos que deu agora. Essas porcarias aí. Mexem com uma pessoa que está quieta dentro de casa — opina Fátima. Para voltar a ter tranquilidade, Fátima quer apenas ver o nome fora da lista. Até o momento, a AGU não a procurou, e a aposentada ainda não teve bens bloqueados, que seria uma das medidas do órgão federal aos citados na lista. — Tu fica impressionada até saberem que tiraram teu nome. Sossego só quando termina tudo. Aí vou deitar e dormir. Recuperar as horas perdidas — deseja a aposentada. O que disse a defesa de Fátima Em relação ao caso, a defesa de Fátima Issa da Silva, que também representa a empresa Gravatinha Turismo, esclarece que uma petição foi protocolada na Justiça para remover o nome de Fátima das investigações. Além disso, segundo a nota divulgada pelos advogados que respondem ao caso, os fatos já foram esclarecidos em relação ao inquérito policial e à ação civil pública que investigam os atos em Brasília. Confira a nota da defesa na íntegra: “Diante dos noticiários veiculados pela imprensa, a assessoria jurídica da parte acusada, Sra. Terezinha Fátima Issa, vem esclarecer que os fatos já foram devidamente esclarecidos no bojo do inquérito policial e ação civil pública que tramitam para investigar os atos praticados em 08 de janeiro deste ano, na cidade de Brasília-DF. Na petição protocolada pela própria empresa proprietária do veículo utilizado para transporte à capital federal, foi informado e devidamente comprovado acerca do equívoco havido no momento da realização da emissão da nota fiscal, sendo inserido o nome da Sra. Therezinha de Fátima Issa da Silva ao invés do nome da Sra. Sheila Ferrarini, a qual é a correta responsável pela contratação ocorrida. A petição ainda está aguardando análise pelo juiz responsável pelo caso. Importa referir que a Sra. Terezinha não participou, muito menos financiou ou colaborou para nenhum ato antidemocrático ocorrido na Capital Federal em 08 de janeiro, tratando-se de mero erro no preenchimento do documento fiscal pela empresa de transporte. Esta defesa reitera sua confiança na Justiça e no processo legal, aguardando a análise dos pedidos formulados no juízo competente.” O que dizem as autoridades A AGU confirma que eventuais erros na lista de envolvidos, entregue ao órgão pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), poderão ser corrigidos no curso do processo na Justiça. Já a ANTT explica que todas as informações repassadas, como itinerário, lista de passageiros e contratante, são de “total responsabilidade da empresa”. A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos se limitou a informar que, até o momento, o assunto não chegou na pasta. Confira as notas na íntegra: Agência Nacional de Transportes Terrestres “A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informa que, para o levantamento solicitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), buscou as informações disponíveis no Sistema de Habilitação de Transporte de Passageiros (SISHAB). Cabe esclarecer que, antes de realizar uma viagem, a empresa que possui o Termo de Autorização para Fretamento precisa realizar a comunicação do serviço para a ANTT no SISHAB, com as informações básicas para realização da viagem, como itinerário, datas, listas de passageiros, o que inclui também os dados do contratante. Com os elementos, é emitida a Licença de Viagem. Vale lembrar que o preenchimento dos dados é de total responsabilidade da empresa.” Advocacia-Geral da União “A ação judicial apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU) na última quinta-feira (12/01) foi uma “Ação Cautelar Preparatória de Ação Civil Pública para Proteção do Patrimônio Público”, que visa angariar elementos para futuro ingresso de ação civil pública. Trata-se de medida cautelar para garantir que, após investigação dessas pessoas físicas e jurídicas, em caso de confirmação do envolvimento delas no financiamento dos ataques e consequente condenação, haja bens disponíveis para futuro ressarcimento aos cofres públicos por conta dos danos causados. Caso haja algum erro na relação de pessoas físicas e jurídicas repassada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) à AGU, a própria pessoa terá oportunidade de, no curso do processo, apresentar provas do erro ao Judiciário e ser retirada do polo passivo da ação. O objetivo da AGU ao pedir a medida cautelar de bloqueio de bens é única e exclusivamente cobrar reparação a quem de fato é responsável pelo prejuízo causado à União.” Perguntas e respostas sobre o caso Fátima é petista e tem vínculo com o PT? Não. Fátima nunca foi filiada ao PT nem fez campanha para o partido em alguma eleição. Ela apenas afirma ter votado em Lula nas últimas eleições. A presidente do partido em Caxias do Sul, Joceli Veadrigo, confirma que Fátima não tem relação com nenhuma pessoa do PT, mas diz que são solidários a todos e todas que estejam sofrendo injustiças, e que, neste caso, a empresa deverá fazer todo reparo. Fátima era assessora do deputado federal Marlon Santos (PL)? Não. Ela é amiga pessoal do deputado e atua como sua representante em Caxias, numa relação informal, sem vínculo empregatício. Ela nunca trabalhou para Marlon Santos. Segundo o vereador Rafael Bueno (PDT), ela participa das entregas de emendas parlamentares do deputado às entidades beneficiadas. Qual a relação de Fátima com a empresa Gravatinha Turismo? Fátima organiza excursões ao centro mediúnico comandado pelo deputado Marlon Santos, em Cachoeira do Sul, para tratamentos espirituais. Em uma dessas viagens, contratou a Gravatinha Turismo para transportar o grupo até o centro. A empresa, por sua vez, afirma ter incluído o nome de Fátima a partir de um “erro de sistema” na nota fiscal de um transporte contratado para ir a Brasília no final de semana do dia 8 de janeiro. Segundo a defesa da empresa, a contratante na verdade se chama Sheila Ferrarini. Fátima tem alguma relação com Sheila Ferrarini? Fátima alega não conhecer nem saber quem é Sheila Ferrarini. A reportagem segue tentando contato com Sheila Ferrarini ou sua defesa. Na segunda-feira, inclusive, foi até a casa e empresa de Sheila em Farroupilha, mas não conseguiu falar com ela. fonte: GZH

  • Governo federal tenta resolver impasse em torno do reajuste do salário mínimo

    Uma das principais propostas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as eleições do ano passado, o reajuste do salário mínimo acima da inflação segue em discussão entre lideranças do governo. Nesta quarta-feira (18), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, entregará a Lula uma proposta feita por sindicalistas para criar uma nova regra de reajuste do piso. Atualmente, o salário mínimo está fixado em R$ 1.302. Este valor foi previsto em medida provisória editada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 12 de dezembro passado e representa uma alta real (acima da inflação) de 1,41%. Em 22 de dezembro, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento com um mínimo de R$ 1.320, o que resultaria numa alta real de 2,81%. A proposta dos sindicalistas prevê recomposição inflacionária somada a um ganho real proporcional ao crescimento do PIB nos últimos dois anos. Com isso, o piso deveria ser de R$ 1.342 (aumento real de 4,53%) em 2023. As centrais pressionam para que, pelo menos, prevaleça o valor de R$ 1.320 neste ano. Custos da Previdência O pedido dos sindicatos contraria o que vem defendendo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que justificou a manutenção do valor do piso com o argumento de que a medida impacta os custos da Previdência, uma vez que os benefícios estão atrelados ao salário mínimo. Questionado sobre o tema durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta terça-feira (17), Haddad disse que o governo vai discutir um reajuste para os próximos quatro anos e que é preciso analisar a fila do INSS deixada pelo governo anterior. — Este ano já tivemos um ganho real e estamos abrindo uma negociação com as centrais sindicais para definir um valor para os próximos quatro anos — sublinhou Haddad. Cerca de 600 membros de centrais sindicais devem se reunir com Lula. A ideia do ministro Luiz Marinho é anunciar a criação de uma mesa de discussão do tema, da qual farão parte sindicalistas e integrantes do governo. Marinho também apresentará a Lula outros dois grupos de trabalho, que deverão ser abertos nesta quarta. O primeiro trata da regulamentação do trabalho via aplicativo, como os de transporte e de entrega, uma promessa de Lula na campanha. O segundo se concentrará na nova política de financiamento dos sindicatos. A ideia é que as categorias aprovem em convenção se querem contribuir ou não. Decisão política Em entrevista ao jornal O Globo, a ministra do Planejamento Simone Tebet disse que o pagamento de R$ 1.320 é uma decisão política e afirmou que “a equipe econômica nunca havia falado” sobre essa quantia. — Nós deixamos espaço fiscal para R$ 1.320. A questão é que até o fim do ano, milhares de pessoas que estavam na fila da aposentadoria absorveram esse espaço fiscal que se tinha. Por conta disso, hoje não temos espaço fiscal para R$ 1.320 — disse a ministra. Perda de isenção no IR Fontes do governo apontaram ao jornal Valor Econômico que o aumento do piso prejudicaria os contribuintes que hoje são isentos de pagar imposto de renda. A explicação é de que o reajuste do salário mínimo, sem a correção da tabela do IR, faz com que muitos trabalhadores sejam excluídos da faixa de isenção e passem a pagar imposto. Nestas condições, pela primeira vez, quem ganha 1,5 salário mínimo teria que pagar IR, tendo em vista que a tabela não é atualizada desde 2015. Segundo o Valor, Lula provavelmente anunciará o novo valor do salário mínimo no Dia do Trabalhador, 1º de Maio, uma data considerada simbólica para o presidente, que com isso ganharia tempo. Além disso, com o pagamento dos R$ 1.320 apenas nos últimos sete meses do ano, e não durante os 12 meses de 2023, o gasto para as contas públicas com salários, aposentadorias e pensões seria menor. Custos do reajuste À CNN, o especialista em contas públicas Murilo Viana calculou o impacto do reajuste para os cofres da União. O custo do aumento do salário mínimo para R$ 1.320 seria de R$ 7,7 bilhões. Caso seja feita a vontade dos sindicatos, com reajuste para R$ 1.342, o custo seria de R$ 17,1 bilhões. Para o cálculo, Murilo Viana considerou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 5,93% e o salário mínimo de 2022 de R$ 1.212. “Tudo é gasto” , critica Lula Na quinta-feira passada, durante a posse da nova presidente da Caixa, Rita Serrano, Lula disse que não consegue dar aumento para o salário-mínimo porque tudo é considerado como "gasto". — Hoje eu dizia ao (ministro da Fazenda, Fernando) Haddad numa reunião que precisamos construir uma narrativa diferente nesse país, porque tudo o que a gente faz é gasto. Se eu vou fazer Bolsa Família é gasto, se coloco dinheiro na saúde é gasto... A única coisa que não é tratada como gasto nesse país é o juro que a gente paga para o setor financeiro — disse Lula. O presidente também reiterou que o governo tratará gastos sociais como investimentos. Ele comparou ainda o aumento do salário mínimo proposto pelo seu governo ao que foi aprovado para os dirigentes da Eletrobras, empresa privatizada no governo de Jair Bolsonaro. fonte: GZH

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