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  • SUV pega fogo em frente a supermercado em Ibirubá

    Na tarde de quarta-feira (08) o Corpo de Bombeiros foi acionado para uma ocorrência de incêndio em veículo no centro de Ibirubá. Por volta de 15h uma SUV Kia Sorento pegou fogo na rua do Comércio, em frente à Cotribá, minutos após a proprietária estacionar para fazer compras no supermercado. Populares tentaram combater o fogo com o uso de extintores de incêndio, porém as chamas se propagaram rapidamente e consumiram todo o veículo. Conforme informações de pessoas que presenciaram o fato, houve dificuldade de contato com telefone do quartel dos bombeiros. A seguradora foi acionada para fazer a remoção. Ninguém se feriu. POR RÁDIO IBIRUBÁ

  • Foragido é preso após furtar estabelecimento comercial em Espumoso

    Uma ocorrência de furto qualificado em estabelecimento comercial foi registrada na madrugada de terça-feira, 07, na Avenida Fernando Ferrari em Espumoso. Na oportunidade um homem moreno, vestindo camiseta vermelha e calção arrombou, a porta de um estabelecimento de venda de bebidas e furtou do local vários produtos como bebidas, chocolates, cigarros, dinheiro e um notebook. Após analisar as imagens, foi possível identificar o autor do crime e constatar que se tratava de um foragido da justiça, que havia sido beneficiado pela saída de final de ano. Após a identificação, o marido da vítima do furto, que é policial militar, iniciou buscas para localizar o autor, bem como os pertences furtados; e na noite do mesmo dia, o autor foi localizado e preso na Rua Etelvino Lupatine, no Bairro Arroio. Em uma residência próximo ao local onde o mesmo foi abordado e que segundo informações o mesmo estava residindo, foram encontrados alguns materiais levados no furto. Uma ocorrência de furto qualificado em estabelecimento comercial foi registrada na madrugada de terça-feira, 07, na Avenida Fernando Ferrari. Na oportunidade um homem moreno, vestindo camiseta vermelha e calção arrombou, a porta de um estabelecimento de venda de bebidas e furtou do local vários produtos como bebidas, chocolates, cigarros, dinheiro e um notebook. Após analisar as imagens, foi possível identificar o autor do crime e constatar que se tratava de um foragido da justiça, que havia sido beneficiado pela saída de final de ano. Após a identificação, o marido da vítima do furto, que é policial militar, iniciou buscas para localizar o autor, bem como os pertences furtados; e na noite do mesmo dia, o autor foi localizado e preso na Rua Etelvino Lupatine, no Bairro Arroio. Em uma residência próximo ao local onde o mesmo foi abordado e que segundo informações o mesmo estava residindo, foram encontrados alguns materiais levados no furto. POR CLIC ESPUMOSO

  • Projetando expansão dos serviços, Centro de Especialidades e Diagnósticos Júlia Billiart completa 04 anos em Não-Me-Toque

    Ser referência em serviços de saúde de forma sustentável, com processos eficientes e parcerias justas: Essa é visão do Centro de Especialidades e Diagnósticos Júlia Billiartque, neste dia 08 de janeiro, completa 04 anos de fundação em Não-Me-Toque. A instituição busca oferecer múltiplos serviços em saúde, com atendimento humanizado, seguro e qualificado, primando pela excelência clínica e assistencial e interagindo e integrando-se com famílias e com a comunidade. “Ao completarmos quatro anos de fundação nosso sentimento é de gratidão pelo trabalho realizado em Não-Me-Toque, mas também de esperança e otimismo vislumbrando um futuro sustentável, com a ampliação de nossos serviços e modernização das nossas ferramentaspara auxiliar no cuidado da saúde dos nossos pacientes”,destaca a diretora do Centro de Especialidades e Diagnósticos Júlia Billiart, Irmã Margarete Cerutti. A instituição tem trabalhado também na readequação da estrutura física para possibilitar a ampliação dos serviços. “Chegamos aos quatro anos do Centro de Especialidades e Diagnósticos Júlia Billiart com um sentimento de alegria e gratidão. Estamos trabalhando muito para possibilitar a ampliação dos serviços prestados e desejamos que os próximos anos sejam de ainda mais realizações, crescimento e, acima de tudo, dedicação ao cuidado e bem-estar dos nossos pacientes”, pontuou a supervisora administrativa do CEDJB, Juliana Rohrig. Além dos serviços oferecidos, a instituição também tem forte atuação na comunidade, desenvolvendo projetos e atividades sociais. “Entendemos que essa também é a nossa missão: Cuidar das pessoas em sua integralidade e isso envolve a realizações de nossas atividades sociais e educativas. Neste sentido, estamos sempre atentas as necessidades da população e para este ano, seguimos com as atividades clássicas do Centro de Especialidades, como a Feira de Saúde e o Park Kids, mas vislumbrando a possibilidade de novas ações”, considera Irmã Margarete Cerutti. O Centro de Especialidades e Diagnósticos Júlia Billiartconta com mais de 20 especialistas em diferentes áreas, clínica de fisioterapia, serviços de enfermagem, pequenos procedimentos, serviço de diagnóstico por imagem e laboratório de análises clínicas, prestando atendimentos particulares e por convênios e atua com horário de atendimento diferenciado: De segunda a sexta-feira, das 06h45min às 19h e aos sábados, das 08h às 12h.

  • Beber café pela manhã pode reduzir risco de morte por doenças cardiovasculares, mostra estudo

    O hábito de tomar café pela manhã pode reduzir o risco de morte por doenças cardiovasculares . Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica "European Heart Journal". A pesquisa, realizada nos Estados Unidos, mostrou que aqueles que bebiam café pela manhã tiveram 16% menos probabilidade de morrer por qualquer causa e 31% menos chance de morrer por doenças cardiovasculares em comparação a pessoas que não bebiam café. ☕ O mesmo não foi observado em pessoas que tomam café ao longo de todo o dia . Nesse cenário, não houve alteração na mortalidade. Lu Qi, professor da Escola de Saúde Pública de Harvard e um dos líderes da pesquisa, explica que esse é o primeiro estudo que testa padrões de tempo de consumo de café e seus impactos na saúde. "Nossas descobertas indicam que não é apenas se você bebe café ou quanto você bebe que é importante, mas também a hora do dia em que você bebe café", analisa. ➡️O estudo entrevistou 40.725 adultos que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos EUA (NHANES) entre 1999 e 2018. Os participantes foram questionados sobre todos os alimentos que consumiam ao longo do dia, incluindo se bebiam café, quanto e quando. "Há evidências consistentes mostrando os benefícios de beber café e uma relação próxima entre comportamentos circadianos [entenda mais abaixo] e a saúde humana", comenta Lu Qi. Café e o ciclo circadiano Apesar do estudo não indicar o porquê de o consumo matinal da bebida reduzir o risco de morte por doenças cardiovasculares, Qi levanta uma hipótese que poderia explicar essa relação observada. "Uma possível explicação é que consumir café à tarde ou à noite pode interromper os ritmos circadianos e os níveis de hormônios, como a melatonina", sugere. 👉 O ritmo ou ciclo circadiano é popularmente conhecido como relógio biológico . É o mecanismo do corpo que regula as atividades diárias do organismo dentro de aproximadamente 24 horas. As alterações nesse ritmo podem aumentar os fatores de risco cardiovascular, como mudanças na pressão arterial e aumento de inflamações. O pesquisador explica que, na parte da manhã, há um aumento na atividade simpática (que prepara o organismo para responder a situações de estresse ou medo) ao acordar e sair da cama – efeito que desaparece durante o dia e atinge seu nível mais baixo durante o sono. "De fato, muitas pessoas que bebem café o dia todo sofrem de distúrbios do sono. Nesse contexto, o café parece suprimir a melatonina, um importante indutor de sono no cérebro", comenta Qi. A pesquisa também mostrou que houve alterações nos resultados se considerada a quantidade de café ingerida pela manhã : aqueles que bebiam grandes quantidades (mais de três xícaras) ou quantidades moderadas (duas a três xícaras) tiveram maiores reduções dos riscos do que as pessoas que bebiam pequenas quantidades (uma xícara ou menos). Ainda que mostre a associação entre a ingestão de café e a saúde cardíaca, o pesquisador ressalta que são necessários mais estudos para validar as descobertas e ensaios clínicos para "testar o impacto potencial de mudar o horário do dia em que as pessoas tomar café". POR G1

  • Prefeitura de Não-Me-Toque investiu R$ 13.297.049,32 em parcerias de 2021 a 2024

    A Administração Municipal investiu de  R$ 13.297.049,32 em parcerias de janeiro de 2021 até dezembro de 2024, totalizando 138 parcerias firmadas com 35 entidades, das mais diferentes áreas como educação, esporte, cultura, assistência social e segurança. Somente em 2024 foram assinados 52 termos de parcerias com valor total de R$ 5.131.182,69. Estes índices só vem comprovar o investimento na comunidade, saltando de 6 parcerias em 2018 para total do ano passado. Entidades que receberam recursos do fundo municipal da criança e do adolescente no ano de 2024, através de parcerias: ASBAM R$ 398.247,59 APAE R$ 761.052,07 RUSSO PRETO R$ 100.000,00 ARSENAL R$ 90.000,00 CLUBE IPIRANGA R$ 70.000,00 E.CLUBE COLORADO R$ 40.000,00 CTG GALPÃO AMIGO R$35.000,00 GRUPO SEGUE A FRIDA R$ 20.000,00 Projetos desenvolvidos com  recursos do fundo municipal da criança e do adolescente no ano de 2024: Secretaria Municipal de Educação R$ 16.800,00 Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação/CRAS R$ 9.460,00 Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação/Abrigo Municipal R$ 83.360,00 O Fundo da Criança e do Adolescentes  e do Idoso recebem valores anuais doados por pessoas físicas e jurídicas nas declarações do Imposto de Renda, além de recursos próprios  do Executivo e Legislativo destinado aos projetos das entidades. Em 2024, o Fundo da Criança e do Adolescente registrou a saída de R$ 1.623.919,66 e o fundo do Idoso R$ 1.655.905,35. Por isso as destinações são tão importantes pois são revertidas em investimento nas pessoas e entidades da nossa comunidade. Confira no documento abaixo o relatório na integra das parcerias. Prestação de contas parcerias síntese 2018 a 2024

  • Meta promete se aliar a Trump contra países que regulam redes sociais

    Citando suposta censura nas redes sociais, a Meta – companhia que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – anunciou nesta terça-feira (7) que vai se aliar ao governo do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, para pressionar países que buscam regular o ambiente digital. “Vamos trabalhar com o presidente Trump para pressionar os governos ao redor do mundo que estão perseguindo empresas americanas e pressionando para censurar mais”, afirmou o dono da Meta, Mark Zuckerberg. Segundo o empresário, “a única maneira de resistir a essa tendência global é com o apoio do governo dos EUA”. Zuckerberg argumentou que a Europa está “institucionalizando a censura”, que os países latino-americanos têm “tribunais secretos que podem ordenar que empresas retirem coisas discretamente” e que a China “censurou nossos aplicativos”. Além disso, o dono da Meta anunciou cinco alterações nas políticas de moderação de conteúdos em suas redes sociais, entre elas, o fim do programa de checagem de fatos que verifica a veracidade de informações que circulam nas redes; o fim de restrições para assuntos como migração e gênero; e a promoção de “conteúdo cívico”, entendido como informações com teor político-ideológico. Para a especialista em direito digital consultada pela Agência Brasil , Bruna Santos, da Coalizão Direitos na Rede, a iniciativa é “lamentável” e mostra um alinhamento da gigante da tecnologia com o novo governo de extrema-direita dos EUA. “Essa decisão da Meta cria uma falsa dicotomia entre a liberdade de expressão dos EUA versus o redor do mundo, inclusive quando cita as ‘cortes secretas’. Ele deixa claro que os EUA voltam a ser o centro único de poder, demonstrando muito bem como que vai ser o jogo de poder daqui para frente”, destacou Santos. Mudanças Em um vídeo de cerca de cinco minutos publicado em uma de suas redes socais, Mark Zuckerberg informa sobre as mudanças na política de moderação de conteúdo das plataformas que controla para “voltar às raízes em torno da liberdade de expressão”. “Vamos nos livrar dos verificadores de fatos e substituí-los por notas da comunidade semelhantes a [plataforma] X, começando nos EUA”, disse Mark. A Meta tem grupos de verificadores de fatos independentes em cerca de 115 países, serviço que começou a prestar em 2016. Já as “notas de comunidade” são informações incluídas pelos próprios usuários em cima de algum conteúdo. Outra mudança anunciada é o fim de restrições para conteúdos sobre imigração e gênero, temas caros à Donald Trump, que assume a Casa Branca este mês. “O que começou como um movimento para ser mais inclusivo tem sido cada vez mais usado para calar opiniões e excluir pessoas com ideias diferentes, e isso foi longe demais”, afirmou Zuckerberg. O empresário estadunidense também anunciou a intenção de “trazer de volta o conteúdo cívico”. Segundo ele, no passado, a “comunidade” pediu para ver menos política nas redes, mas que isso teria mudado. “[O conteúdo sobre política] estava deixando as pessoas estressadas, então paramos de recomendar essas postagens. Mas parece que estamos em uma nova era agora, e estamos começando a receber feedback de que as pessoas querem ver esse conteúdo novamente”, explicou. Por último, o dono da Meta decidiu remover as equipes da companhia que cuidam da moderação de conteúdo da Califórnia para o Texas, estado que tem uma legislação mais branda em relação ao tema. “Isso nos ajudará a construir confiança para fazer esse trabalho em lugares onde há menos preocupação com o preconceito de nossas equipes”, comentou. Aceno à Trump Bruna Santos acredita que mudanças vão favorecer a desinformação- Fliparacatu/Divulgação A integrante da Coalizão Direitos nas Redes, Bruna Santos, da organização que reúne mais de 50 entidades que atuam com direitos na internet, comentou à Agência Brasil que Zuckerberg não apenas fez um aceno, mas uma virada completa a favor da política do Partido Republicano dos EUA. Para ela, as mudanças podem resultar em um ambiente digital com mais desinformação. “É um pouco cedo para avaliar, mas eu não me surpreenderia caso, daqui a uns meses, a partir da implementação dessas medidas, passarmos a ver um ambiente digital tomado por desinformação ou por discursos problemáticos, o que tem sido uma constante até o momento, mas que era, em alguma medida, combatida por esses mecanismos que ele retira a partir de hoje”, analisou. A especialista defende que medidas como checagem de fatos e moderação de conteúdos não existem para censurar, mas para criar um ambiente digital com informações mais confiáveis e que o oposto é um ambiente onde prevalece a desinformação.   “Apesar do combate à censura estar sendo utilizado como justificativa para retirada dessas medidas, temo que o resultado seja mais censura na rede. Afinal, os usuários não terão acesso a medidas justas de revisão de conteúdo ou de fornecimento de contexto específico para notícias de governo, por exemplo. A gente pode passar a ver na Meta um ambiente digital com menos integridade informacional e onde se priorizam ideais políticos ao invés de informações confiáveis”, concluiu Bruna Santos.

  • Prefeito Gilson dos Santos, integra a nova Diretoria do COMAJA

    O Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal dos Municípios do Alto Jacuí e do Alto da Serra do Botucaraí (COMAJA) realizou na manhã desta terça-feira (07), na Câmara de Vereadores de Ibirubá (RS), a sua primeira assembleia do ano. O evento, que contou com a presença de Prefeitos e representantes de 28 municípios da região, teve como principal objetivo a escolha da nova Diretoria do Consórcio. A nova diretoria do COMAJA será liderada por Volmar Teles, Prefeito de Saldanha Marinho, na presidência. Os demais membros da diretoria incluem Sérgio Lasch, Prefeito da Lagoa dos Três Cantos, como vice-presidente; Cleonice Toledo, Prefeita de Campos Borges, como segunda vice-presidente; e o Prefeito Gilson dos Santos, de Não-Me-Toque, como secretário. O conselho fiscal ficou composto pelos prefeitos Leandro Veneral (Santa Bárbara do Sul), Michael Kuhn (Selbach), Luís Armando Tafarel (Fontoura Xavier), Lairton Koeche (Victor Graeff), Paulo Marangon (Fortaleza dos Valos) e Rodrigo Sartori (Colorado). A assembleia reforçou a importância da união entre os Municípios para enfrentar os desafios da região e promover o desenvolvimento intermunicipal. A nova Diretoria assume o compromisso de trabalhar em prol dos interesses coletivos e do fortalecimento do consórcio nos próximos anos. Fonte e Foto: JEAcontece

  • Vendas de carros usados batem recorde em 2024, na maior marca em 13 anos; veja os mais vendidos

    As vendas de veículos usados chegaram à marca de 15.777.594 de unidades em 2024. Os dados são Federação dos Revendedores de Veículos Usados (Fenauto), e somam as vendas de carros, motos, picapes, caminhões e outros veículos. Trata-se de um crescimento de 9,2% quando comparados ao ano de 2023. Em dezembro, foram comercializados 1.474.436 modelos, aumento de 15,9% contra o número registrado em novembro (1.271.906 vendas). A meta da Fenauto para 2024 era de 15,5 milhões de automóveis de segunda mão, então o resultado foi 1,74% maior que a projeção da entidade. Os “preferidos” do brasileiro têm 13 ou mais anos de fabricação, que a Fenauto chama de “velhinhos”. Por idade, estes são os acumulados para 2024: Seminovos (0 a 3 anos): com 2.541.872 vendas; Usados Maduros (9 a 12 anos): com 3.531.095 vendas; Usados Jovens (4 a 8 anos): com 3.982.867 vendas; Velhinhos (13 e + anos): com 5.721.760 vendas. Para o presidente da Fenauto, Enilson Sales, o crescimento no mercado de carros usados deve continuar em 2025. “Nosso segmento está cada vez mais forte e profissional, crescendo a olhos vistos e, se a economia não tiver nenhum sobressalto neste ano, deveremos registrar novos resultados muito bons”, comenta o executivo. POR G1

  • Brasil bate recorde com mais de 3,5 mil salas de cinema em funcionamento

    O setor cinematográfico bateu recorde de salas de cinema em funcionamento no Brasil. De acordo com a Ancine (Agência Nacional do Cinema), o País tem 3.509 salas em operação, 31 a mais do que o número registrado em 2019, antes da pandemia de Covid-19. “Esse crescimento reflete um compromisso com a descentralização do acesso ao audiovisual e a inclusão cultural, com soluções de acessibilidade, alcançando pessoas com deficiência visual e auditiva. Monte Carmelo e Ponte Nova, em Minas Gerais, e Miracema, no Rio de Janeiro, ganharam suas primeiras salas, enquanto Viçosa, em Alagoas, celebrou a reabertura de um cinema que estava fechado há 30 anos”, destacou o Ministério da Cultura. A pasta revelou ainda que, em 2024, 121 milhões de pessoas frequentaram as salas de cinema brasileiras. O número de espectadores de produções nacionais dobrou em relação ao ano anterior, com destaque para o filme “Ainda Estou Aqui”, estrelado por Fernanda Torres, que conquistou o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Drama na noite de domingo (5), em Los Angeles (EUA).

  • Receita Federal passa a monitorar cartão de crédito e Pix acima de R$ 5 mil; especialista explica as mudanças

    A Receita Federal ampliou a obrigatoriedade do envio de informações e passará a receber dados das operadoras de cartão de crédito e das instituições de pagamento (IPs). A regra foi anunciada em setembro e entrou em vigor em janeiro de 2025. Anteriormente, o Fisco já recebia esses dados dos bancos tradicionais por meio de aplicações financeiras, movimentações em Pix, seguros, previdências e investimentos em ações. A Receita informou que “as medidas visam aprimorar o controle e a fiscalização das operações financeiras, garantindo uma maior coleta de dados. Além disso, reforçam os compromissos internacionais do Brasil no âmbito do Padrão de Declaração Comum (CRS), contribuindo para o combate à evasão fiscal e promovendo a transparência nas operações financeiras globais”. Em entrevista à Rádio Uirapuru, o analista de desenvolvimento de negócios da Sicredi Integração de Estados RS/SC/MG, Daniel Rigon, destacou que outro objetivo da Receita é combater a sonegação fiscal, possíveis indícios de lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas. Ele explica que a regra é válida para transações acima de R$ 5 mil no caso de pessoas físicas e acima de R$ 15 mil para pessoas jurídicas. A responsabilidade pelo encaminhamento dessas informações à Receita Federal será de cada instituição financeira; entretanto, os associados precisam manter seus dados atualizados para evitar transtornos. Uma das perguntas realizadas foi sobre a tarifação. O especialista esclarece que não haverá cobrança para realizar este serviço e que as transações via Pix continuam operando como anteriormente. POR UIRAPURU

  • Combustíveis tiveram alta de 9,39% no país em 2024

    O ano de 2024 foi marcado por um aumento expressivo no preço dos combustíveis no Brasil, com destaque para a gasolina, que fechou o ano com um preço médio de R$ 6,29 por litro, representando uma alta de 9,39% no acumulado do ano. O levantamento, feito pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), revela o comportamento dos preços em 21 mil postos de abastecimento por todo o território nacional. Um dos principais fatores que explicam o aumento nos preços da gasolina e do etanol é a valorização do dólar em relação ao real, especialmente nas últimas semanas de 2024. O aumento no valor da moeda americana encareceu a importação de combustíveis e insumos, afetando diretamente o preço final pago pelo consumidor nas bombas. Outro aspecto relevante é a questão da infraestrutura do país. A logística de distribuição de combustíveis e as variações regionais nos custos de transporte e armazenagem também influenciam o preço final nas bombas. Em algumas regiões, os custos de transporte são mais elevados, o que resulta em preços mais altos para o consumidor. No caso do etanol, apesar de seu aumento expressivo ao longo de 2024, o biocombustível ainda é considerado mais viável financeiramente em diversas partes do Brasil, especialmente quando comparado à gasolina. A relação entre o preço dos combustíveis e a composição dos veículos, que em boa parte do território brasileiro ainda é favorável ao etanol, ajuda a mitigar os impactos do aumento.

  • Novo período de matrículas na rede estadual de ensino prossegue até 19 de janeiro no RS

    Desta segunda-feira (6) até 19 de janeiro, está aberto o novo período de pré-matrículas do ano letivo de 2025 na rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul, para o 1º Ano do Ensino Fundamental e 1º Ano do Ensino Médio. Há vagas nas modalidades regular, Curso Normal, Aproveitamento de Estudos do Curso Normal e Educação Profissional (Cursos Técnicos) integrados ao Ensino Médio. No mesmo período poderão ser realizadas as transferências para estudantes do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental e 2ª e 3ª séries do Ensino Médio de outras escolas estaduais e/ou outras redes de ensino. O processo se dá diretamente pelo site da Seduc (Secretaria da Educação), na aba Matrículas – Chamada Pública. Até o dia 15 de janeiro, estará aberto um novo período para a solicitação dos tamanhos dos kits de uniformes da Rede Estadual pelo site. As solicitações também podem ser feitas diretamente nas escolas onde os estudantes estiverem matriculados. Até o momento, 580 mil estudantes já selecionaram os tamanhos. Autodeclaração Étnico-Racial Durante o período de confirmação das matrículas na escola, estudantes maiores de 16 anos ou responsáveis (para menores de 16 anos) têm a oportunidade de realizar a autodeclaração étnico-racial. Essa ação é um reconhecimento da identidade e do pertencimento de cada estudante, permitindo que todos afirmem sua origem e trajetória. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o povo brasileiro pode se identificar como: Preto ou Pardo (pessoas negras, sendo “pardo” para quem tem pele mais clara que os autodeclarados pretos); Indígena; Branco e Amarelo (pessoas de origem asiática). A autodeclaração não é apenas uma formalidade, ela é essencial para fortalecer a construção de políticas públicas mais inclusivas e justas. Os dados obtidos com essa ação alimentam o Censo Escolar, realizado pelo INEP, e ajudam a mapear o acesso à educação, a inclusão e a equidade no Brasil. Transferências de escola O período de transferência ocorre para os estudantes do 2º ao 9º Ano do Ensino Fundamental e 2º e 3º Ano do Ensino Médio que já estão matriculados nas redes Estadual, Municipal ou Privada, desejam mudar de escola ou que não são do Estado e querem ingressar na rede pública estadual. O prazo é de 6 a 19 de janeiro, de forma concomitante às inscrições da segunda chamada de pré-matrícula. Os critérios para designação de escola priorizam a proximidade da residência do estudante com a unidade escolar, combinada com o critério da menor idade – salvo quando o aluno tiver irmãos que frequentam a escola pretendida, na mesma etapa de ensino. No momento da solicitação de transferência, o responsável pelo estudante ou o próprio aluno poderão preencher até três opções de unidades escolares por ordem de preferência, incluindo as unidades escolares que ofertarem Ensino Médio em Tempo Integral. Confirmação da matrícula As inscrições e transferências on-line somente serão efetivadas com a matrícula presencial nas escolas e mediante a entrega dos seguintes documentos: CPF e certidão de nascimento ou RG do estudante; CPF e documentos do responsável;* Comprovante de residência;* Cartão Nacional de Saúde (CNS);* Número de Identificação Social (NIS);* Carteira de vacinação. Central de Vagas em Porto Alegre Para estudantes de Porto Alegre, os serviços de atendimento à população estão disponíveis na Central de Vagas, que neste ano está localizada na Escola Estadual Cândido Portinari, na rua Múcio Teixeira, 252, no bairro Menino Deus. Vagas na Educação Profissional No caso da Educação Profissional, ainda existem vagas disponíveis nas escolas estaduais na região de Taquara, Sapiranga, Bento Gonçalves, Giruá, Santana do Livramento, Viamão, entre outras. Os cursos em destaque que ainda possuem disponibilidade são: Aproveitamento de Estudos em Curso Normal; Técnico em Design de Móveis; Curso Normal Integrado ao Ensino Médio, e os Técnicos em Agropecuária, Agricultura e Saúde Bucal.

  • A partir de fevereiro, nota fiscal eletrônica será obrigatória no RS para produtores rurais com receita bruta superior a R$ 360 mil

    O mês de fevereiro marcará uma nova etapa do avanço gradual da obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica (NF-e) e da nota fiscal de consumidor eletrônica (NFC-e) para produtores rurais no Rio Grande do Sul, alterando o processo de documentação fiscal para a circulação de mercadorias no setor agropecuário. A alternativa digital, que já é exigida para operações interestaduais, substitui o modelo 4 da Nota Fiscal, conhecida como Nota do Produtor Rural ou “talão do produtor”. Aprovava pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) no início de dezembro, a medida foi publicada no Diário Oficial do Estado no final do ano. A partir de 3 de fevereiro de 2025, os documentos eletrônicos deverão ser usados nas operações internas praticadas por todos os produtores rurais que, em 2023 ou 2024, obtiveram receita bruta superior a R$ 360 mil com a atividade. A mudança abrange cerca de 50 mil profissionais do setor no Rio Grande do Sul. Quem já tem o talão impresso para emitir o modelo 4 poderá seguir utilizando o documento até 30 de junho. Em 1º de julho, o uso passa a ser vedado. Já em 5 de janeiro de 2026, a obrigatoriedade da nota eletrônica passará a valer para todos os produtores rurais do Estado, independentemente do faturamento. A partir dessa data, o modelo 4 não será mais permitido. “Será uma transição lenta para que os produtores, especialmente os que têm menos estrutura, possam se adaptar. Há algum tempo também já estamos fazendo capacitações junto a sindicatos para auxiliar e tirar dúvidas sobre a emissão da nota eletrônica”, explicou o chefe-adjunto da Seção de Informações Fiscais da Receita Estadual, Geraldo Callegari. Desde 2021, produtores rurais que registraram faturamento superior a R$ 4,8 milhões no ano de 2017 estão obrigados a emitir as notas eletrônicas em operações internas. A previsão era de que a medida se estendesse para outro grupo a partir de maio de 2024, mas, em razão das enchentes, a entrada em vigor foi adiada. O pedido partiu da Secretaria da Fazenda (Sefaz). “Um número muito alto de produtores foi afetado pela catástrofe meteorológica vivida pelo Estado gaúcho. Naquele momento, entendemos que não fazia sentido que passasse a vigorar uma nova regra. Isso fez com que esses profissionais, tão essenciais para a nossa economia, ganhassem tempo para reconstruir seus negócios”, afirmou o subsecretári

  • Fernanda Torres leva Globo de Ouro por atuação em Ainda Estou Aqui

    O cinema brasileiro vive um momento histórico. A atriz Fernanda Torres recebeu nesta segunda-feira (06), em Los Angeles, nos Estados Unidos, o prêmio Globo de Ouro de melhor atriz na categoria Drama. A premiação, entregue pela primeira vez a uma brasileira, é um reconhecimento ao trabalho de Fernanda no filme Ainda Estou Aqui . Na produção, ela interpreta a advogada Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, deputado federal assassinado pela ditadura militar em 1971. Fernanda concorria com grandes estrelas de Hollywood como Nicole Kidman, Angelina Jolie, Tilda Swinton, Pamela Anderson e Kate Winslet. Há 25 anos, Fernanda Montenegro, mãe de Fernanda Torres, disputou a mesma categoria pela atuação em Central do Brasil . Ela não venceu, mas o filme ganhou o Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro. "Isso é uma prova que a arte dura na vida, até durante momentos difíceis pelos quais a Eunice Paiva passou e com tanto problema hoje em dia no mundo. Esse é um filme que nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos como esses. Então, para a minha mãe, para a minha família, para os meus filhos e para todos, muito obrigada ao Golden Globes”, disse Fernanda, ainda durante o discurso de agradecimento. Tanto Ainda Estou Aqui como Central do Brasil foram dirigidos pelo cineasta Walter Salles. Este ano, na categoria de melhor filme estrangeiro, o Globo de Ouro ficou com a produção francesa Emilia Pérez . por agência brasil

  • Uso inadequado da internet pode afetar saúde, diz especialista

    A aprovação de projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos em escolas públicas e privadas no estado, já no ano letivo de 2025, deu destaque ao tema. Além do cuidado nas escolas, o Centro Marista de Defesa da Infância avalia que a utilização dos aparelhos e da internet também precisa de atenção em casa. Levantamento da TIC Kids Online Brasil (2024), realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e Cetic.br , mostrou que 93% das crianças e adolescentes brasileiros - de 9 a 17 anos - usam a internet, o que representa 24,5 milhões de pessoas. O estudo apontou, ainda, que cerca de três a cada dez usuários de internet de nove a 17 anos têm responsáveis que usam recursos para bloquear ou filtrar alguns tipos de sites (34%); para filtrar aplicativos baixados (32%), que limitam pessoas que entram em contato por chamadas de voz ou mensagens (32%); que monitoram sites ou aplicativos acessados (31%); que bloqueiam anúncios (28%); alertam sobre o desejo de fazer compras em aplicativos (26%); e que restringem o tempo na internet (24%). “Assim como ensinamos nossas crianças a não falar com estranhos na rua, temos que agora ensiná-las a como se comportar na internet. Atualmente, pais e responsáveis devem trabalhar no letramento digital, supervisionando as atividades e ensinando dinâmicas mercadológicas, pois o uso inadequado da internet pode gerar um meio propício para o adoecimento físico e mental”, disse, em nota, Valdir Gugiel, diretor do Centro Marista de Defesa da Infância e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Santa Catarina. Ele acrescenta que, atualmente, quando se trata de infância e juventude, é necessário promover um debate sobre o uso consciente de telas e dispositivos e a violência no ambiente digital. Ofensas Ainda segundo a TIC Kids Online , entre os usuários de nove a 17 anos, 29% contaram ter passado por situações ofensivas, que não gostaram ou os chatearam no ambiente digital. Desses, 31% relataram sobre o que aconteceu para seus pais, mães ou responsáveis; 29% para um amigo ou amiga da mesma idade; 17% para irmãs, irmãos ou primos; e 13% não revelaram para ninguém. A gerente do Centro Marista de Defesa da Infância, Bárbara Pimpão, explica que alguns casos de situações ofensivas na internet podem evoluir para cyberbullying [violência virtual que ocorre geralmente com as pessoas tímidas e indefesas]. “Crianças e adolescentes que estão sendo expostas repetidamente a mensagens que têm o objetivo de assustar, envergonhar ou enfurecer podem sofrer consequências psicológicas, físicas e sociais, como baixa autoestima, depressão, transtornos de ansiedade e insônia”, disse, em nota. A entidade apontou as seguintes dicas e cuidados para os responsáveis em relação ao acesso de crianças e adolescentes a ferramentas digitais: 1. Fazer monitoramento e controle parental do telefone celular. 2. Ficar alerta a situações ofensivas. 3. Explicar sobre perigos do contato com estranhos. 4. Conversar sobre o uso excessivo da internet. 5. Acessem juntos conteúdos para conscientização. por agencia brasil

  • Os limites do crédito de carbono ao agro

    O Rio Grande do Sul naufragou em chuvas em maio de 2024, enquanto a Amazônia vive uma crise hídrica que se estende para 2025. Um cenário de extremos climáticos que vem caracterizando o Brasil. Na direção de uma relação mais equilibrada entre o desenvolvimento econômico e os compromissos ambientais globais, o país deu um passo a mais com a Lei 15.042/24. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 11 de dezembro, a nova legislação regulamenta o mercado de carbono, transformando emissões e retenções de gases poluentes em ativos financeiros. Mas não contempla completamente toda a cadeia produtiva, deixando de fora a atividade primária. A Lei 15.042/24 instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Na prática, estabelece as diretrizes de como a economia começa a interagir com a natureza, regulando os seus impactos ambientais. Sua formulação é uma repercussão inicial do Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, que apresentou ao mundo o conceito de comércio de crédito de carbono, e do Acordo de Paris, de 2015. O professor da Escola de Economia de São Paulo, vinculada à Fundação Getulio Vargas (FGV), Daniel Vargas, explica que o mercado de carbono mundial “nasceu” para cumprir um propósito de acelerar e tornar mais efetiva uma política climática para o planeta. Segundo ele, a lei nacional tem um escopo abrangente de todos os tipos de gases e instalações industriais em todos os setores. A exceção é a atividade primária do uso da terra. Isso significa que a agroindústria está obrigada a cumprir as regras das emissões de carbono, mas o produtor que está na fazenda não. Daniel Vargas exemplifica que em torno de 50% das emissões nacionais de gases de efeito estufa estão associadas ao desmatamento, outros 25% devem-se ao uso produtivo da terra – agricultura e pecuária dentro das metodologias e métricas que prevalecem atualmente – e os demais 25% estão distribuídos entre os demais setores da economia produtiva brasileira. Por conta desse cenário, o professor complementa que a expectativa é que a legislação sancionada não alcance mais do que 10% a 15% das emissões brasileiras associadas ao setor industrial. O regramento inclui as instalações que emitem acima de 10 mil toneladas de CO2 por ano ou equivalente; ou 25 mil toneladas de CO2 por ano ou equivalente. Conforme Daniel Vargas, que também é doutor em Direito pela universidade de Harvard, acima de 10 mil toneladas começa um conjunto de obrigações de prestação contínuas de informações ao órgão regulador. Superior a 25 mil toneladas poderão ser estabelecidas metas ou obrigações de redução de emissão. Ele ainda compara o texto da lei nacional com os de outros países, como o praticado na Califórnia, nos Estados Unidos. Lá, a legislação cobre entre 3 e 4/5 das emissões. Na Europa, cobre quase 50%.Apesar do contraste com o Brasil, Daniel Vargas afirma que a regulamentação nacional é um ponto de partida importante para se estabelecer e representar o compromisso e esforço na redução das emissões do setor industrial e que a atividade primária é parte central da descarbonização da economia brasileira. “Deve dar sua contribuição, contudo, não exatamente como um dos setores regulados e sim como um setor incentivado”, defende. Daniel Vargas explica que o debate na indústria é se vai emitir mais ou menos gases efeito estufa. “Na agricultura ou pecuária é o quanto ela será capaz de converter, via fotossíntese, ‘fumaça’ do ar em alimento, energia e fibras para nosso uso. Para isso, o setor primário tem de ser estimulado, em vez de restringido”, argumenta. “Não há hoje um único mercado de carbono regulado no planeta que inclua a agropecuária como setor obrigatório. Em parte, a justificativa é a limitação das metodologias científicas. Dez consultores visitam dez fazendas e chegam a dez resultados diferentes sobre as emissões da produção”, observa. Em parte, diz o professor, tal comportamento se deve ao fato de nenhum país querer fragilizar seu produtor local na competição internacional. Por fim, Vargas aponta a própria natureza da atividade primária. Para ele, deve prevalecer a percepção no mundo de que ela funciona melhor em regime de mercado, com preços definidos pela competição, sem o controle da burocracia estatal. “É diferente no setor de energia, onde os mercados de carbono tipicamente operam. Energia é serviço público. Neste campo, não se costuma dar um passo sem a mediação do estado, a começar pelas tarifas. Agricultura e pecuária, por sua vez, são livres para empreender, tomar risco e se proteger. Tudo isso significa que a melhor forma de contribuir com a descarbonização do país e com o mercado de carbono é pela via do ‘crédito’ e não da ‘dívida’ que a regulação impõe”, conclui. Cinco fases do SBCE Fase 1: 12 a 24 meses: Criação do órgão gestor e definição dos setores que serão regulados, os detalhes operacionais e as bases jurídicas; Fase 2 : 12 meses: Operacionalização do sistema de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV). As empresas terão de reportar suas emissões de forma padronizada, criando uma base de dados para fiscalização; Fase 3: 24 meses: Início da obrigação de apresentar relatórios de emissões e planos de monitoramento, o que fornecerá os dados necessários para o primeiro Plano Nacional de Alocação (PNA); Fase 4: Início do primeiro ciclo de alocação de Cota Brasileira de Emissões (CBEs) e operacionalização dos primeiros leilões. Publicação do PNA, que definirá as regras de distribuição de cotas e o volume inicial disponível para o mercado; Fase 5: Implementação plena do mercado, com o primeiro leilão de CBEs e o início do mercado secundário, que permitirá negociações entre empresas. Fonte: Agência Gov Campo está fora mas não está excluído Rio Grande do Sul, 03 de abril de 2019. No 3º dia a comitiva do AgroBrazil visita o processo de empacotamento de arroz no Engenho Coradini e a vinícola Guatambu em Dom Pedrito. Foto: | Foto: Wenderson Araujo / Trilux / CNA / CP Especialista em Direito Ambiental afirma que Lei 15.042 autoriza a geração de créditos de carbono a partir da conservação de áreas de APP e Reserva Legal pelo agricultor, permitindo um “mercado voluntário” A advogada sênior da área de direito ambiental do escritório Mello Torres, Victoria Elimelek de Weber, analisa a Lei 15.042, sancionada em dezembro passado, e destaca que a legislação permite e incentiva a existência do mercado de carbono voluntário (onde atuaria o agro) paralelamente ao sistema regulado. Para isso, diz Victoria, é preciso cumprir com as metodologias estabelecidas pela regulamentação. “O artigo 46 da lei estabelece que créditos de carbono podem ser gerados a partir da conservação e preservação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal. Tal regulação é extraordinária, considerando que a preservação dessas áreas protegidas já constitui obrigação imposta pelo Código Florestal Brasileiro. Entretanto, é comum que essas áreas ocupem uma parcela significativa das propriedades rurais, o que pode gerar desafios econômicos aos proprietários”, pontua. De acordo com a especialista, os créditos de carbono poderão ser comercializados como ativos financeiros, impactando diretamente nos contratos de venda de produtos ou mesmo arrendamentos de terras. “Os contratos poderão incluir disposições específicas sobre a titularidade dos créditos de carbono, compartilhamento de receitas e responsabilidades por práticas sustentáveis. Práticas como Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), plantio direto e reflorestamento poderão ser monetizadas através do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE)”, observa. Entretanto, Victoria alerta que há uma necessidade significativa de atos infralegais – normas que estão em posição inferior à lei na hierarquia jurídica – para que as disposições da nova legislação sejam plenamente aplicáveis e possam ser utilizadas pelos produtores. “Esses atos são essenciais para detalhar e operacionalizar as regras gerais previstas na lei, incluindo aspectos como metodologias de cálculo de emissões, critérios para geração de créditos de carbono, mecanismos de monitoramento e reporte”, detalha. A advogada complementa lembrando que a lei não prevê mudanças diretas e imediatas nos processos de exportação de commodities agrícolas. Contudo, os impactos indiretos podem ser expressivos, especialmente diante das tendências globais e das crescentes exigências dos mercados internacionais por maior sustentabilidade. “Um exemplo relevante é a publicação do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento, que entrará em vigor no final de 2025. Esse regulamento proíbe a importação, por companhias europeias, de produtos associados ao desmatamento, exigindo a realização de rigorosas diligências prévias nas propriedades agrícolas de origem”, destacou. Projeto inovador para a erva-mate em 2026 Em parceria com outras instituições, a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação fará um diagnóstico do cultivo no Estado ao longo deste ano para analisar o potencial da planta de gerar créditos de carbono Pesquisa, Seapi, da cultura da erva-mate no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul | Foto: Fernando Dias / Seapi / Especial / CP No Rio Grande do Sul, a erva-mate , que já é protagonista na cultura gaúcha pelo hábito do chimarrão, pode ampliar seu escopo econômico. De acordo com o coordenador do Plano ABC+RS na Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Jackson Brilhante, a planta nativa tem potencial para gerar créditos de carbono. “A ideia é fazer um diagnóstico em 2025 para efetivamente conseguir ter o projeto em 2026”, adianta. Brilhante esclarece que a iniciativa envolve, além dos produtores da folha no Estado, parceria com a Fundação Solidaridad e a Livelihoods Funds, instituição sediada na França. Conforme o coordenador, a proposta é atuar, por exemplo, em áreas degradadas que seriam convertidas para a produção de erva-mate. Os terrenos escolhidos seriam cultivados com a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono, gerando créditos para o mercado regulado e voluntário. “Os produtores serão incentivados a aplicar essas boas práticas, que vão desde o uso de bioinsumos, inclusão de árvores nativas e alguns ervais para que gere essa adicionalidade e efeito benéfico”, detalhou. A iniciativa foi discutida inicialmente em uma reunião realizada em meados de dezembro do ano passado, quando os planos foram apresentados para a Câmara Setorial da Erva-mate. A Fundação Solidaridad conta com dois polos ervateiros gaúchos com unidades de estudo da Carbon Matte, ferramenta desenvolvida pela entidade e pela Embrapa Florestas, localizada no município de Colombo, no Paraná. O sistema tem por objetivo medir os estoques de carbono e as emissões de gases do efeito estufa nesta cultura. Com a nova proposta, a fundação divulgou que tem a meta de ampliar mais 10 mil hectares de cultivo de erva-mate. De acordo com Brilhante, trata-se de um projeto muito importante do ponto de vista de mitigação dos efeitos dos gases estufa no Rio Grande do Sul. “Vai auxiliar no atingimento das metas de uma tecnologia chamada sistemas agroflorestais, tem um efeito positivo na cadeia do setor com produtos de baixa emissão ou negativa de carbono, agregando mais valor comercial e para o produtor”, evidenciou. Os três polos prioritários para a iniciativa no Rio Grande do Sul previstos para as regiões do Alto Uruguai, Missões Celeiro e Nordeste. Brilhante ressalta ainda que a Fundação Solidaridad soma experiência também na cadeia da erva-mate no Paraná, com conhecimentos em relação às medições de emissão de gases efeito estufa. “A erva-mate é uma cultura exportada para diversos países do continente europeu e temos alguns projetos pioneiros na quantificação do carbono de solo para o setor ervateiro em diferentes sistemas de produção”, completou o coordenador. Sistema é estudado nos ervais do Alto Taquari O pesquisador do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Luciano Kayser Vargas, garante que há resultados científicos mostrando que a erva-mate é uma cultura que pode gerar créditos de carbono. “Há resultados que mostram esse potencial. Em um artigo recente, foi avaliada a pegada de carbono de toda a cadeia da erva-mate produzida na província argentina Misiones e transportada até a capital, Buenos Aires. Os autores concluíram que a maior parte das emissões são nas fases de secagem e de transporte. A cultura não tem impacto negativo em termos de emissões”, explica. Conforme Kayser Vargas, o Rio Grande do Sul ainda não tem dados para definir a magnitude desses processos em seus ervais. “Temos que usar dados de outros locais, com clima e solo diversos. Hoje, se usa uma calculadora de carbono da Embrapa, com dados gerados no estado do Paraná. Nossos dados devem dar uma ideia mais exata do que acontece no Rio Grande do Sul”, complementa.O pesquisador estuda a erva-mate desde 2019. “É uma cadeia carente de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Em anos anteriores, fizemos um diagnóstico das condições de fertilidade dos solos em que a erva-mate é produzida e avaliamos as condições nutricionais das plantas”, recorda. Segundo ele, a partir da avaliação nutricional, são definidas as chamadas faixas de suficiência para a cultura, informação que até então não existia. Atualmente, revela Luciano, está em andamento uma pesquisa sobre o estoque de carbono e dos fluxos de gases de efeito estufa em sistemas de cultivo de erva-mate no polo ervateiro do Alto Taquari. “Estamos fazendo avaliações mensais, que foram interrompidas no período da enchente e retomadas em agosto. As análises devem seguir até agosto de 2025”, prevê. Os pesquisadores estão avaliando uma área com sistema de cultivo pleno sol (monocultivo) e outra com sistema sombreado (erva-mate cultivada em meio a araucárias), usando a mata nativa como área de referência. Kayser Vargas antecipa que o próximo passo da pesquisa será a determinação do estoque de carbono nos solos. “As amostras já foram coletadas, falta a análise química. Depois devemos avaliar o carbono em outros componentes dos sistemas, incluindo os seus estoques na madeira e na serapilheira, para podermos fazer um balanço completo envolvendo solo, plantas, resíduos vegetais e atmosfera”, finaliza.

  • Alistamento militar feminino tem mais de 7 mil inscritas no País, diz governo

    O Ministério da Defesa informou nesta sexta-feira (3), em balanço parcial, que mais de 7 mil mulheres se inscreveram desde a última quarta (1º) para o alistamento militar feminino. Esta é a primeira vez que as mulheres podem se alistar nas Forças Armadas, e o prazo para a inscrição vai até 30 de junho. O recrutamento é exclusivo para as mulheres nascidas em 2007 – que completam 18 anos neste ano. Ao todo, segundo o governo federal, serão destinadas 1.465 vagas em 13 Estados e no Distrito Federal (veja lista completa mais abaixo). De acordo com o ministério, as vagas serão distribuídas da seguinte maneira: – Exército: 1.010;– Aeronáutica: 300;– Marinha: 155. Atualmente, de acordo com o Ministério da Defesa, as Forças Armadas contam com 37 mil mulheres, o que corresponde a cerca de 10% de todo o efetivo. A pasta afirma que as mulheres atuam, principalmente, nas áreas de saúde, ensino e logística. Pelas regras divulgadas pelo Ministério da Defesa, as mulheres interessadas poderão escolher se desejam entrar para o Exército, a Marinha ou Aeronáutica. Mas serão levados em conta alguns critérios, por exemplo, a disponibilidade de vagas, a aptidão da candidata e a especificidade exigida pela força escolhida por ela. Além disso, segundo o ministério, o processo de recrutamento será feito nas seguintes etapas: – alistamento;– seleção geral;– seleção complementar;– designação/distribuição;– incorporação. Por se tratar de alistamento voluntário, e não obrigatório, as mulheres podem desistir de integrar as Forças Armadas. Entretanto, a partir da etapa de incorporação, segundo o governo, o serviço militar passa a ser obrigatório para a mulher selecionada. Veja os municípios que participam do alistamento militar feminino: – Águas Lindas de Goiás (GO)– Belém (PA)– Belo Horizonte (MG)– Brasília (DF)– Campo Grande (MS)– Canoas (RS)– Cidade Ocidental (GO)– Corumbá (MS)– Curitiba (PR)– Florianópolis (SC)– Formosa (GO)– Fortaleza (CE)– Guaratinguetá (SP)– Juiz de Fora (MG)– Ladário (MS)– Lagoa Santa (MG)– Luziânia (GO)– Manaus (AM)– Novo Gama (GO)– Pirassununga (SP)– Planaltina (GO)– Porto Alegre (RS)– Recife (PE)– Rio de Janeiro (RJ)– Salvador (BA)– Santa Maria (RS)– Santo Antônio do Descoberto (GO)– São Paulo (SP)– Valparaíso de Goiás (GO). Segundo o Exército, a expectativa é aumentar progressivamente o número de vagas, conforme adesão de mais organizações militares. Atualmente, o ingresso pode ser feito como oficiais ou sargentos de carreira por meio de concurso público. Outra possibilidade é a seleção de mulheres como oficiais e sargentos temporárias (servindo por até oito anos), por meio de seleção conduzida pelas regiões militares. Para homens, o alistamento é obrigatório, imposto a todos que atingem 18 anos, e está previsto na Constituição.

  • Receita Federal passa a receber dados de cartões de crédito e Pix de instituições financeiras

    Com a virada do ano, a Receita Federal passou a contar com novos instrumentos de fiscalização sobre as transações financeiras realizadas pelos contribuintes. A partir de 2025, o órgão vai passar a receber também dados das operadoras de cartão de crédito e das chamadas “instituições de pagamento”. De menor porte, as instituições de pagamento (IP) são empresas que viabilizam compra, venda e movimentação de recursos, mas não oferecem empréstimos e financiamentos a seus clientes. Varejistas de grande porte, bancos virtuais, carteiras digitais são alguns exemplos. Atualmente, a Receita já recebe esse tipo de informação dos bancos tradicionais, públicos e privados, em operações como Pix, aplicações financeiras, seguros, planos de previdência e investimentos em ações. A ampliação da fiscalização foi anunciada em setembro do ano passado e entrou em vigor esta semana. O envio dos dados será semestral. As transações feitas entre janeiro e julho deste ano, por exemplo, serão enviadas à Receita em agosto. Essas informações serão repassadas por meio de uma declaração semestral, chamada de “e-Financeira”. Os dados só serão enviados quando o montante total movimentado, por cada tipo de operação financeira (Pix, pagamento ou investimento, por exemplo), for: – superior a R$ 5 mil, para pessoas físicas;– superior a R$ 15 mil, para empresas. Esses dados serão incorporados à base de dados da Receita Federal com objetivo de “identificar irregularidades e dar efetividade ao cumprimento das leis tributárias”. “As medidas visam aprimorar o controle e fiscalização das operações financeiras, garantindo uma maior coleta de dados. Além disso, reforçam os compromissos internacionais do Brasil no âmbito do Padrão de Declaração Comum (CRS), contribuindo para o combate à evasão fiscal e promovendo a transparência nas operações financeiras globais”, informou o Fisco, por meio de nota. A Receita Federal lembrou que, com o fim da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF) em 2007, foi instituída no ano seguinte a Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira (Dimof) — pela qual os bancos informavam dados sobre a movimentação financeira dos contribuintes ao órgão. Em 2015, porém, “dentro de um processo de evolução tecnológica contínua”, o Fisco informou que foi instituída a chamada “e-Financeira”, que faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). De acordo com informações da Receita, “esse instrumento incorporou informações prestadas na antiga Dimof e além dos dados sobre aplicações financeiras, seguros, planos de previdência privada e investimentos em ações. Portanto a Dimof deixou de ser exigível a partir do ano-calendário de 2016”. Na “e-Financeira”, segundo o órgão, as instituições não informam as transferências bancárias específicas, mas “apenas os valores globais a débito e crédito consolidados mensalmente por conta e por contribuinte”.Na avaliação da Receita Federal, os dados da e-Financeira “são uma base importante de dados para a Receita Federal e têm ganhado uma importância crescente no mundo todo em razão da necessidade de transparência, conformidade e combate a ilícitos”. As informações são do portal de notícias g1.

  • 2024 foi o ano mais quente já registrado no Brasil, informa o Instituto Nacional de Meteorologia

    O ano de 2024 entrou para a história como o mais quente já registrado no Brasil desde o início das medições em 1961. A constatação é de um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com dados também da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado nesta sexta-feira (3) Segundo o Inmet, a média das temperaturas no País durante 2024 atingiu 25,02°C, superando em 0,79°C a média histórica de 1991-2020, que é de 24,23°C. O aumento coloca 2024 no topo do ranking dos anos mais quentes, ultrapassando até mesmo 2023, que registrou uma média anual de 24,92°C, 0,69°C acima da média histórica. Os anos mais quentes no Brasil coincidem com períodos de forte influência do fenômeno El Niño. E no último ano, assim como em 2023, o El Niño apresentou intensidade de forte a muito forte, contribuindo significativamente para as temperaturas elevadas. Ainda segundo o Inmet, por 16 meses consecutivos, de junho de 2023 a setembro de 2024, a temperatura média global provavelmente excedeu qualquer registro anterior. De forma geral, desde junho de 2023, o mundo vem registrando também um mês mais quente a cada novo período, um dado preocupante que ilustra o especialistas chamam de emergência climática. O boletim indica que o último novembro foi o segundo mês de novembro mais quente da história, atrás apenas de novembro de 2023. Ainda em novembro, a temperatura média do ar mundial foi de 14,1°C, temperatura 0,73°C acima da média mensal para o mesmo período entre 1991 e 2020. Entre janeiro e novembro de 2024, a anomalia da temperatura média global ficou em 0,72°C acima da média registrada entre 1991 e 2020. Essa é a maior marca já registrada para o período, que também foi 0,14°C mais quente que o mesmo tempo estudado de 2023. No Brasil, as mudanças climáticas aumentaram, por exemplo, em duas vezes a probabilidade de ocorrência das chuvas históricas que causaram enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul entre o final de abril e início de maio de 2024. Aliado a isso, dias quentes, secos e com fogo mais que triplicaram na Amazônia e no Pantanal. Como mostrou o g1 com exclusividade, em 2024 o Brasil enfrentou também a maior seca da sua história, com aproximadamente um terço do território em situação de seca intensa. No Pantanal, as alterações climáticas aumentaram em cerca de 40% o número de incêndios florestais observados em junho. Além disso, a crise climática elevou em até 20 vezes a chance de condições meteorológicas que contribuíram para a intensificação dos incêndios na Amazônia Ocidental entre março de 2023 e fevereiro de 2024.

  • Por que esta pode ser a melhor safra de verão no RS desde 2021

    Foi coisa de 10 dias o que impediu o produtor Itamar Piccolo, de Jaguari, na Região Central, de colher uma safra cheia no último verão. A água da enchente tomou a propriedade na fase final da colheita , levando com ela grãos que, especialmente naquela temporada, tinham tudo para ser de alta qualidade. — Se tivéssemos tido mais 10 dias de tempo bom, teríamos escapado. Tudo pronto ( para colher ) e acontece isso. Mas a gente se criou assim, e faz parte. Os produtores vivem de altos e baixos, a vida é essa — relembra Piccolo. Nem mesmo a pior perda desde que está na atividade fez o agricultor de 55 anos mudar de planos. Amarrado na resiliência que é própria da produção, encerrou na metade de dezembro o plantio da nova safra e nutre boas expectativas pelo que poderá colher nos 600 hectares de soja e nos 300 hectares de arroz que foram semeados para o verão. Parte do otimismo vem já do plantio, feito este ano no calendário regular, ao contrário do ano passado, que teve atrasos. — Comecei e terminei de plantar no tempo certo e a “nascidas” até aqui estão muito boas — observa o produtor. Assistente de culturas da Emater, Alencar Rugeri diz que o primeiro indicativo para uma safra dentro dos conformes é a sua largada . Neste ciclo, apesar das dificuldades de crédito para implementar as lavouras ou do solo ainda prejudicado em algumas localidades , os produtores conseguiram manter o cronograma. Na soja, principal cultura da estação, a semeadura estava praticamente encerrada até a virada do ano. — O plantio está acontecendo dentro de uma normalidade maior que o ano passado, e isso é um alento. O que nos resta agora é saber qual a qualidade deste plantio em função das safras passadas, pela dificuldade que se acumula — diz Rugeri. Com as devidas ressalvas aos contratempos que ainda podem ocorrer durante o desenvolvimento das lavouras, as expectativas até aqui são de que a safra 2024/2025 seja satisfatória no Rio Grande do Sul . A projeção inicial da Emater, referência para o ciclo, é de que a colheita some 35 milhões de toneladas de grãos no Estado , alta de 16,9% em relação ao ano passado. Já a Conab espera 38,29 milhões de toneladas de grãos, aumento de 3,3% sobre a safra anterior, o que configuraria um recorde de produção.  Em termos de condições para tal, seria a melhor safra desde 2021, quando o Estado atingiu recorde de produção (20,4 milhões de toneladas). O momento, no entanto, é de cautela:  — Não se espera uma safra extraordinária, mas boa dentro do que se tem. Não temos grandes expectativas de supersafra, mas sim de que será uma boa safra — pondera o extensionista e diretor técnico em exercício da Emater, Luis Bohn. A Federação da Agricultura do RS (Farsul) também prefere ser prudente em relação às projeções e não arrisca uma estimativa própria . A federação entende que ainda não há condições de se calcular como será a safra em razão das quebras dos últimos anos, das incertezas climáticas e de como as lavouras estão sendo implementadas. — A safra deve vir maior. Se colhermos — ressaltou o economista chefe da Farsul, Antônio da Luz, no balanço da entidade . O economista traz ressalvas principalmente sobre as condições das áreas que estão sendo plantadas , seja pelo crédito disponível para investir em nível tecnológico ou pela condição da própria terra após a enchente . Além disso, há incerteza em relação às condições climáticas em janeiro e fevereiro , meses determinantes para as culturas. Os modelos indicam que pode haver chuva abaixo da média pela ocorrência de La Niña . Boletim divulgado pelo Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado (Copaaergs), elaborado por especialistas em agrometeorologia e agricultura, lista uma série de cuidados para proteger os cultivos. Para os grãos de verão, as orientações incluem reserva de água para irrigação e controle de pragas . Já para a fruticultura e o cultivo de hortaliças e outras culturas, orienta-se o uso racional da água e o uso de estruturas que possam proteger as plantas das altas temperaturas . Papel na economia O peso que recai sobre a safra é também de ordem econômica. E vai muito além do campo. O desempenho da agropecuária, sobretudo da colheita de verão, é um balizador da atividade econômica no Rio Grande do Sul . Em 2024, mesmo não retomando o crescimento interrompido pela seca, o agro foi o setor que mais puxou o PIB gaúcho , conforme os dados divulgados na quinta-feira (2) . O tamanho da produção transborda na indústria , como no processamento de grãos e na fabricação de máquinas, e nos serviços, que giram a economia dos municípios. Na avaliação do economista chefe da Farsul, a combinação de resultados no agro e na indústria pode fazer PIB do RS crescer mais do que o do Brasil em 2025 , por exemplo. — O PIB de ambos cresce muito parecido, a diferença é justamente em anos de estiagem e de recuperações. Acreditamos que em 2025 possamos ter uma safra melhor do que a deste ano. A indústria, por outro lado, cresceu bem menos em 2024 do que a média do Brasil. Como é movida a grão, e vem de uma base fraca, que é 2024, acreditamos que também passe a ter um desempenho um pouco melhor em 2025 — disse Luz ao Campo e Lavoura da Rádio Gaúcha ( ouça aqui ).

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