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- Cotrijal homenageia colaboradores com mais de 10 anos de cooperativa
A noite de 3 de dezembro foi de emoção para 119 colaboradores da Cotrijal. Eles foram homenageados pelos mais de 10 anos de trabalho dedicados à cooperativa, em jantar que aconteceu no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. Completando 45 anos de atividades, o operador de Balança, Luiz Carlos Vargas, da unidade de Vista Alegre, e o superintendente de Operações, Laídes Porto Alegre, foram saudados com muitas palmas. Falando em nome dos demais colaboradores, Laídes relembrou sua trajetória e agradeceu pelo incentivo e pela oportunidade de ajudar a construir a história de 65 anos da cooperativa. “O sentimento é de gratidão, à família, aos colegas, às pessoas com quem tive oportunidade de trabalhar”, destacou. O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, reforçou que as pessoas são o patrimônio mais importante da cooperativa e agradeceu pelo comprometimento de todos. “Tivemos um ano de grandes desafios. A cooperativa cresceu em área de atuação, em número de associados e colaboradores e vamos comemorar bons resultados porque tivemos o empenho de todos”, afirmou. O evento teve a presença também do vice-presidente, Enio Schroeder, e dos superintendentes Administrativo-Financeiro, Marcelo Ivan Schwalbert; Comercial, Jairo Marcos Kohlrausch; de Produção Vegetal, Gelson Melo de Lima; de Varejo, Valcir Zanchett; e de Novos Negócios e Produção Animal, Renne Granato. OS JUBILADOS 10 anos - 45 colaboradores 15 anos - 30 colaboradores 20 anos - 20 colaboradores 25 anos - 10 colaboradores 30 anos - 7 colaboradores 35 anos - 2 colaboradores 40 anos - 3 colaboradores 45 anos - 2 colaboradores Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal
- IBGE: 32% dos solos do país têm potencial natural para a agricultura
Entre os mais de 500 tipos de solos existentes no Brasil, 29,6% tem boa e 2,3% muito boa potencialidade ao desenvolvimento agrícola. Outros 33,5% apresentam potencialidade moderada, com problemas relativamente fáceis de serem corrigidos. As áreas com restrições significativas são 21,4% do território nacional e em 11% do país as áreas têm restrições muito fortes ao uso agrícola. É o que mostra o Mapa de Potencialidade Agrícola Natural das Terras do Brasil divulgado hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quando se comemora o Dia Mundial do Solo, data implementada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O analista da pesquisa, Daniel Pontoni, destaca que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o que demonstra a importância da publicação, que é inédita. “Buscamos entender melhor o potencial agrícola do solo do Brasil e suas limitações, fazendo uma análise não indicativa de uso, mas interpretativa do solo e do relevo”. A publicação interpretou o potencial natural dos solos para a agricultura, a partir do mapeamento do IBGE, levando em consideração os recursos naturais, o solo e o relevo. O instituto destaca que os mais de 500 tipos de solos do Brasil foram classificados segundo características como textura, pedregosidade, rochosidade e erodibilidade, para definir se a terra tem potencialidade ou restrições ao desenvolvimento agrícola. Os locais com potencialidade moderada são as que têm relevos ligeiramente acidentados e que exigem adequações para a agricultura, mas que são relativamente fáceis de serem corrigidos. As áreas com restrições significativas têm relevos mais acidentados, com problemas de fertilidade e restrições de profundidade, o que pediria ações mais complexas de manejo agrícola e uma agricultura especializada adaptada. Já a classificação de áreas com restrições muito fortes ao uso agrícola indica locais com declividade muito acentuada, a presença de sais indesejáveis ou restrições importantes de profundidade, o que exigiria ações muito significativas e intensivas para tornar a terra adequada ao plantio. Pontoni explica que também foram classificadas assim as áreas de preservação ou conservação em função da fragilidade do ambiente. “São locais onde a agricultura pode levar à degradação”, afirma. O analista destaca ainda que o mapa não traz detalhamento local, apenas regional, e que não foram levadas em conta as atribuições legais de áreas como, por exemplo, as unidades de conservação do meio ambiente ou os territórios indígenas ou quilombolas. “As áreas que possuem algum enquadramento ou atribuição legal devem ser respeitadas de acordo com as leis estabelecidas”, ressalta o analista. Por Agência Brasil
- Brasil define classificação no primeiro tempo e goleia Coreia do Sul
Quartas de final, aí vamos nós. Com um primeiro tempo de cinema, o Brasil garantiu classificação para as quartas de final da Copa do Catar após derrotar a Coreia do Sul por 4 a 1, na tarde desta terça-feira (5) no Estádio 974. Agora, a seleção brasileira enfrenta a Croácia nas quartas. A equipe canarinho não quis saber de brincadeira e entrou em campo para mostrar que a derrota contra Camarões foi apenas um acidente de percurso. Logo aos 6 minutos, na primeira boa chegada, a seleção de Tite abriu o placar Raphinha recebeu bom passe de Paquetá pela direita e cruzou na área. A bola passou por toda a área coreana e sobrou para Vinícius Júnior. O atacante dominou a bola e bateu com categoria no ângulo esquerdo do goleiro. Foi o segundo gol do atacante do Real Madrid (Espanha) pela seleção brasileira em 29 jogos, o primeiro em Copa do Mundo. O gol brasileiro assustou a Coreia do Sul. Quatro minutos depois, Jung Woo-Young bobeou e perdeu a bola para Richarlison. O zagueiro acabou errando o chute e acertou o jogador brasileiro dentro da área: pênalti. Neymar foi para a cobrança e, com extrema categoria, ampliou a vantagem. A Coreia ameaçou reagir e assustou. Aos 17 minutos, Hee-Chan recebeu na entrada da área e bateu de perna direita, no ângulo direito de Alisson. O goleiro voou e fez bela defesa, a primeira dele na Copa de 2022. Só que a tentativa coreana não durou muito. Aos 28 minutos, Richarlison assinou uma obra-prima no Estádio 974. Ele dominou de cabeça no ataque, fez embaixadinha, passou para Marquinhos, que tocou para Thiago Silva. O capitão encontrou o camisa 9 na cara do goleiro, e o atacante não perdoou. Um golaço com direito à dança do pombo feita até por Tite. Aos 35 minutos, a goleada já estava sacramentada. Neymar puxou contra-ataque e encontrou Vinícius Júnior. O atacante cruzou para Paquetá bater de primeira e marcar o quarto do Brasil. O camisa 7 teve chance de fazer o quinto aos 45 minutos, mas desperdiçou uma chance cara a cara com o goleiro Kim Seung-Gyu. O Brasil ainda perdeu mais uma boa oportunidade com Richarlison, aos 48 minutos. O camisa 9 entrou livre pela direita e chutou rasteiro para mais uma boa defesa de Kim Seung-Gyu. A Coreia voltou a assustar no início da segunda etapa. Son recebeu lançamento pela esquerda e bateu colocado na entrada da grande área. Alisson desviou e a bola foi pela linha de fundo. O Brasil respondeu com duas boas chegadas de Raphinha pela direita, mas foi parado pelo goleiro. Os coreanos quase fizeram o gol de honra com Hwang Hee-Chan, que aproveitou erro de Danilo e soltou a bomba de perna direita. Alisson, mais uma vez, fez grande defesa e salvou. De tanto insistir, a Coreia chegou ao gol de honra. E foi um golaço. Paik Seung-Ho aproveitou sobra de escanteio pela direita e soltou a bomba no ângulo esquerdo de Alisson. Mas parou por aí. Final: 4 a 1 para o Brasil. O time de Tite enfrenta a Croácia, a partir das 12h (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (9), pelas quartas de final da Copa do Mundo, no Estádio Cidade da Educação. POR AGÊNCIA BRASIL
- Nova subestação de energia beneficiará quase 7 mil famílias da região de Tio Hugo
A Coprel trabalha diariamente para garantir o fornecimento de energia de qualidade aos cooperantes dos 72 municípios da área de atuação, investindo em sistemas e equipamentos de alta tecnologia. Estes investimentos são estratégicos principalmente para o futuro, com objetivo de proporcionar aos cooperantes a segurança e a confiabilidade que os negócios rurais, empresariais e agroindustriais precisam a longo prazo. Um desses investimentos é a nova subestação de energia em Tio Hugo, que começou a ser construída em julho deste ano e contempla o maior montante de investimentos projetados para 2022 na área de energia, totalizando R$ 28 milhões. A subestação Tio Hugo proporcionará infraestrutura de energia com segurança, disponibilidade e qualidade para quase 7 mil famílias de Tio Hugo, Victor Graeff, Ibirapuitã, Ernestina, Soledade, Mormaço, Tapera e Lagoa dos Três Cantos. Além de distribuir energia para os cooperantes da região de Tio Hugo, a nova subestação também estará conectando a PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Tio Hugo, usina da Coprel, que também está em fase de construção. A energia gerada na usina será injetada na nova subestação. A subestação contará com quatro novos alimentadores e dois transformadores de força, que juntos somam 30MVA de potência e atuam em redundância. Assim, caso seja necessário realizar a manutenção de um dos transformadores, o outro segue operando e potencializando a confiabilidade e a robustez do sistema elétrico da Coprel, como menciona o facilitador da Unidade de Energia da cooperativa, Herton Azzolin: “Esse é o principal investimento da Coprel no ano. A nova subestação irá trazer mais qualidade e confiabilidade ao sistema elétrico da região. Estão sendo instalados dois transformadores de força que possibilitam que o sistema opere com redundância. Em caso de falha ou manutenção em um dos equipamentos, o segundo opera normalmente sem que haja necessidade de desligamentos. A subestação terá capacidade para suprir o crescimento das cargas nos próximos 15 anos, beneficiando toda a cadeia produtiva desses municípios e levando ainda mais conforto aos cooperantes da Coprel nas áreas rural e urbana”. Os dois transformadores de força chegaram na subestação na última semana de novembro. A nova subestação terá disponibilidade de energia necessária para atender grandes cargas industriais e da agroindústria, como aviários, produção de leite e grãos. A estrutura dará a segurança para que os cooperantes possam investir em seus negócios, pois estão conectados a um sistema tecnológico, robusto e confiável. Toda a operação da subestação Tio Hugo será feita diretamente através do Centro de Operações da Coprel, em Ibirubá, 100% telecomandada e com sistemas avançados de automação. A obra está em andamento na fase de construção das obras civis, e a previsão de entrada em operação é para o primeiro semestre de 2023. Por: Assessoria de Comunicação da Coprel
- Covid-19 pode atrapalhar as férias deste verão? Entenda o que dizem os especialistas
A poucos dias do início do verão, o Rio Grande do Sul passa por um aumento nos casos de covid-19. Isso pode ser notado no levantamento feito por GZH, que indica disparada nos diagnósticos positivos em novembro, na comparação com outubro. O crescimento é impulsionado pela circulação da subvariante BQ.1 no Estado. Especialistas consultados pela reportagem têm visões diferentes sobre o que pode ocorrer nos próximos meses, e se o aumento de casos pode “atrapalhar” as férias de verão - a estação começa oficialmente em 21 de dezembro. No entanto, são unânimes na indicação de completar o esquema vacinal o quanto antes. Por outro lado, segue a orientação de ter cuidado com pessoas que fazem parte dos grupos de risco, como gestantes, idosos e imunossuprimidos, ainda que tenham recebido todas as doses indicadas. Eduardo Sprinz, infectologista e chefe do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), diz que o surto que o Estado vive neste momento é parecido ao registrado em países europeus nas últimas semanas. Ele cita o exemplo de Reino Unido, Inglaterra e França, que, segundo Sprinz, tiveram elevação de casos, mas que foi controlada em poucas semanas. Cenário parecido é esperado para o caso do Rio Grande do Sul nos próximos dias, acrescenta o infectologista: — Dificilmente esses surtos se estendem por mais de 10 semanas, em geral, são de seis a oito. As festas de fim de ano podem servir de combustível (para novos casos), mas uma subvariante não se sustenta muito tempo. Sprinz ressalta que, diferente de 2021, existe uma dissociação entre o número de novos casos com a quantidade de casos graves e mortes. Em novembro do ano passado, por exemplo, o Estado registrou 24.365 diagnósticos positivos para covid-19 e 621 mortes. Neste ano, no mesmo período, foram 22.422 novos casos computados, mas com uma diferença: os óbitos chegaram a 76, o que significa redução de 87% entre um ano e outro no mesmo período. Ainda assim, Sprinz diz esperar aumento de casos positivos e hospitalizações nos próximos meses, em especial relacionados a pessoas com o esquema vacinal incompleto. Apesar dessa situação, o infectologista afirma que as orientações sanitárias para a população em geral não mudam com as férias de verão. — Antes não tínhamos nenhuma arma contra o vírus, hoje temos a vacinação, que é extremamente necessária. A máscara não é tão importante neste momento, serve para proteger apenas as pessoas que têm risco de evoluir para as formas mais graves da doença — comenta. Paulo Ernesto Gewehr Filho, infectologista do Hospital Moinhos de Vento, alerta para a baixa cobertura vacinal no Rio Grande do Sul. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 650 mil pessoas estão sem a segunda dose do esquema primário, mais de 3 milhões sem a terceira dose e mais de 2,1 milhões sem a quarta dose no Estado. Por isso, antes de iniciar o período de férias, a indicação é buscar imunizantes, diz o médico. — É fundamental estar com o esquema vacinal completo para todas as idades. A reunião social com várias pessoas, sem máscaras, em ambientes não bem ventilados, aumenta muito a chance de transmissão caso tenha alguém doente. As pessoas dos grupos de maior risco devem evitar reuniões sociais que possam ser evitadas, e usar máscara cirúrgica ou N95 nas reuniões que frequentar — orienta. O infectologista do Moinhos de Vento é cauteloso quanto à evolução da pandemia nas férias de verão, ao relacionar o momento com o contexto vivido no Estado entre o fim de 2021 e início de 2022. Em dezembro do ano passado, o Estado registrou 15.812 novos casos de covid-19, em um cenário que parecia “controlado”. No entanto, no primeiro mês de 2022, o número saltou para 319.178, um acréscimo próximo a 1.900%, quando da disseminação da variante Ômicron. O pico do ano ocorreu em fevereiro, com 329.621 registros, também com recorde no número de mortes, 1.399. Isso não significa que o mesmo ocorrerá nos próximos meses, pontua o médico, mas serve de alerta para completar o esquema vacinal e ter atenção às pessoas dos grupos de risco enquanto não é possível mensurar o alcance do surto atual de covid-19 no RS. — Desde o início da pandemia, temos o aumento no número de casos de testes positivos, depois vemos um aumento de internações. As mortes vêm de quatro a oito semanas depois do aumento de internações. Esses são os três momentos de uma onda — diz. Fabiano Ramos, infectologista e diretor técnico do Hospital São Lucas (HSL), diz compreender que as aglomerações do fim de ano devem impactar na elevação de casos. No entanto, ele pontua que o momento da pandemia dá indícios de um comportamento distinto ao vivido no fim de 2021, quando o número de diagnósticos positivos era acompanhado pelo acréscimo de casos graves e óbitos. — Apesar do grande aumento (nas últimas semanas), isso não se refletiu em casos graves e em um aumento expressivo de mortalidade. Temos visto que os casos graves envolvem os imunossuprimidos. Até este momento, diagnósticos positivos não têm tido repercussão nas internações, está longe do que vivemos, em especial no início do ano (de 2022) — comenta. Diante desse cenário, o infectologista não recomenda outras medidas não farmacológicas para o verão a pessoas com o calendário de imunização completo e que não têm problemas de saúde no momento. Da mesma forma que os outros especialistas ouvidos pela reportagem, ele reforça que é preciso atenção para não expor pessoas dos grupos vulneráveis a uma eventual contaminação, além de buscar a imunização completa. — O risco é extremamente baixo para pessoas que não têm problemas de saúde e estão vacinadas. Sabemos que é um vírus que pode trazer uma doença mais prolongada, em algumas situações com complicações, mas privar as pessoas de estar com a família é complicado e acho que neste momento não cabe esse tipo de orientação — completa POR GZH VIA https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2022/12/covid-19-pode-atrapalhar-as-ferias-deste-verao-especialistas-analisam-o-cenario-atual-e-estimam-como-serao-os-proximos-meses-clbbh6q6600110170a4d3patb.html
- Paulo Massmann conquita o 1º lugar na 3ª Adversus Run de Passo Fundo
Acumulando troféus, o Não-Me-Toquense Paulo Massmann se destacou novamente na categoria 40/44 durante a 3ª Adversus Run em Passo Fundo neste domingo (04). Paulo correu os 3,9km em 14min 40seg, cravando o 1º lugar na categoria e o 7º na geral. A largada aconteceu por volta das 8h da manhã no ginásio do Sesc no Bairro São José e contou com cerca de 250 atletas. O PortalNMT parabeniza o atleta por representar tão bem o nosso município.
- Campeonato Municipal de Não-Me-Toque 2023 tem tabela definida
Com 9 equipes confirmadas e início previsto para o dia 07 de janeiro de 2023, o Campeonato Municipal de Campo de Não-Me-Toque tem a sua tabela definida. Participam desta edição: UTI - Cosmos Sabiá Branco Juventude Ipiranga Guarani Gaúcho Harmonia São José Juventude Barcelona
- Polícia Civil investiga tortura contra dois homens suspeitos de furtar picanha em supermercado de Ca
A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, investiga um caso de tortura dentro de um supermercado do município. Dois homens, um deles negro, foram levados para o depósito do estabelecimento e espancados por 45 minutos. De acordo com o delegado Robertho Peternelli, a dupla teria furtado dois pacotes de picanha, que custam cerca de R$ 100 cada. Entre os suspeitos das agressões estão cinco seguranças, o gerente e o subgerente do supermercado. As imagens das agressões foram exibidas no Fantástico, na RBS TV, na noite deste domingo (4). Após a veiculação da reportagem, a rede Unisuper publicou uma nova nota na madrugada desta segunda-feira (5) alegando que demitiu os funcionários e encerrou o contrato com a empresa de segurança (Confira abaixo). O caso aconteceu no dia 12 de outubro. A polícia só ficou sabendo porque um dos homens que sofreu as agressões deu entrada no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre com ferimentos graves. Ele tinha diversas fraturas no rosto e na cabeça e precisou ser colocado em coma induzido. Um parente do homem contou para os agentes que o homem teria sido espancado em um supermercado em Canoas. De acordo com a polícia, 31 câmeras de segurança gravaram o que aconteceu dentro do supermercado e também no depósito onde os homens foram agredidas. Os policiais foram até o estabelecimento coletar as imagens, mas perceberam que os arquivos haviam sido deletados logo que os agentes entraram no local. O delegado Peternelli apreendeu o equipamento de gravação, que foi encaminhado para a perícia. O perito criminal Marcio Faccin, do Instituto-Geral de Perícia (IGP) do RS, conseguiu recuperar os arquivos. — Analisei alguns trechos até conseguir um instante em que tinha um evento que pareceu suspeito. Uma evidência de algo que a polícia estava buscando. Eles estavam tentando ocultar as provas. Eles acharam que tinham apagado, mas esses arquivo não são apagados desta forma — explica Faccin. A polícia identificou, por enquanto, dois dos cinco seguranças suspeitos das agressões, mas não divulgou os nomes deles. Em nota, a rede Unisuper informou que "repudia qualquer ato de violência ou de violação dos direitos humanos e que está à disposição para fornecer informações solicitadas na investigação" (leia íntegra abaixo). A empresa Glock, que presta serviço ao supermercado, disse em nota que só vai se manifestar em juízo. Ezequiel Vetoretti, advogado do gerente Adriano Dias e do subgerente Jairo da Veiga, disse que só vai se manifestar em juízo (leia íntegra abaixo). Os dois homens que foram agredidos não quiseram falar. Eles estão muito assustados com o que aconteceu. — Os cinco seguranças e o gerente devem ser indiciados por tortura e ocultação das provas. O subgerente por tortura e omissão. A polícia investiga indícios de outro crime extorsão mediante sequestro porque eles só foram liberadas depois do pagamento de R$ 644 exigido pelos agressores — disse o delegado. O que aconteceu no depósito O que as imagens recuperadas mostram são cenas de horror no depósito do supermercado. Um homem de casaco azul é conduzido por um segurança. Retira dois pacotes que estavam escondidos na roupa e os entrega ao gerente do mercado. Nesse momento, o segurança o agride com um soco e uma rasteira. — O primeiro rapaz ele já tem dominado, o rapaz com as carnes. Em um primeiro momento, sem nenhuma reação, ele já dá um soco na região do rosto, o que o faz cair. Então, ele já acaba sentando naquele primeiro momento e, a partir daquele primeiro golpe, ele não esboça nenhuma reação — descreve o delegado. Um dos seguranças se aproxima do rosto do homem, faz ameaças e desfere outros golpes. O gerente e o subgerente apenas assistem. Em determinado momento, o gerente sai do alcance da câmera do circuito interno. Três minutos depois, ele aparece com um martelo na mão e, segundo a polícia, faz novas ameaças ao homem que está no chão. O primeiro segurança volta à cena e retoma o interrogatório clandestino. Mais 12 minutos de tortura e surge um segundo segurança, de camisa amarela. Os dois agridem o homem, que é chutado por eles. O grupo se afasta e volta várias vezes, mas o homem é obrigado a ficar no depósito. As imagens recuperadas pela polícia mostram também o momento em que seguranças abordam o homem que pegou as duas embalagens de picanha e outros produtos e os escondeu na roupa. Segundo as investigações, ele contou aos seguranças que um parceiro dele estava no estacionamento do supermercado. Uma das câmeras mostra um segurança de camisa amarela saindo do estacionamento e voltando com o segundo suspeito. Foi este outro homem que acabou dando entrada no hospital dois dias depois. — Foi o que mais apanhou, muito na região do rosto. Tem um momento em que eles até jogam uma água no rosto dele, porque ele sangrava em abundância — conta o delegado. O segurança de amarelo obriga o segundo homem a se sentar ao lado do primeiro, e a tortura recomeça. Quem comanda a violência, nesse momento, é um dos seguranças que está de casaco e usa óculos. Em um certo momento da gravação, as luzes do depósito do supermercado são apagadas, mas a câmera registra que as agressões continuam, agora também com pedaços de madeira. As luzes são acesas novamente e os seguranças se revezam no ataque aos dois homens. As agressões são vistas por outros homens que estão no local. O gerente e o segurança que está de casaco chegam a rir da situação. Numa das cenas, o homem foi agredido com um pallet de madeira. Foram 45 minutos de agressões violentas. De vez em quando, os suspeitos fotografavam os dois homens. Para a polícia, esse comportamento é uma espécie de tortura psicológica. — Temos, neste primeiro momento, a ideia da tortura, a tortura como forma de obtenção de provas. Eles buscaram os comparsas, e eventualmente onde estavam os objetos de furto, e também utilizaram essa tortura como forma de punição, naquele momento aplicando a sua pena, a sua justiça privada — diz o delegado. No fim das agressões, os cinco seguranças voltaram ao depósito e posaram para uma foto comemorativa, que foi tirada pelo gerente do supermercado. Contrapontos O que diz a rede Unisuper "Guiados pela transparência que sempre pautou as nossas ações, informamos que chegou ao nosso conhecimento a existência de um inquérito policial referente a uma abordagem relacionada a uma ocorrência de furto. Este inquérito foi instaurado para apurar a conduta dos profissionais da empresa terceirizada Glock Segurança. Primeiramente, queremos reafirmar que repudiamos veementemente qualquer ato de violência ou de violação dos Direitos Humanos, os quais reconhecem e protegem a dignidade de todas as pessoas e são pilares essenciais para a construção de uma sociedade mais justa, e reafirmamos o nosso compromisso com o respeito à vida, à coletividade e aos valores éticos e morais que sempre marcaram a trajetória das famílias supermercadistas que construíram a nossa empresa. Estamos integralmente à disposição das autoridades para fornecer todas as informações solicitadas no intuito de contribuir com as investigações. Somos os maiores interessados em que todos os fatos sejam esclarecidos, confiamos no trabalho da polícia, e seguiremos colaborando com a investigação e aguardando a conclusão do inquérito pelas autoridades." Após a veiculação da reportagem, na madrugada desta segunda-feira (5), a rede UniSuper publicou uma segunda nota no Instagram: "Viemos a público nos desculpar pelos fatos ocorridos na loja da Avenida Inconfidência, em Canoas. Estamos profundamente abalados. As agressões são inaceitáveis e não condizem com a sólida história de 22 anos da Rede UniSuper, que sempre foi marcada pelo respeito ao ser humano, aos seus direitos fundamentais e a valores como transparência, trabalho em equipe e solidariedade. Diante de uma conduta lamentável e cruel com a qual jamais concordaremos, informamos que encerramos o contrato com a empresa Glock Segurança, desligamos os funcionários envolvidos e iniciamos o trabalho de revisão de todos os nossos protocolos de segurança e de conduta. Não mediremos esforços para construir sólidos procedimentos que garantam que situações como essa jamais voltem a acontecer. Reafirmamos o nosso compromisso com o respeito à vida e à dignidade da pessoa humana, e nos colocamos, mais uma vez, integralmente à disposição das autoridades." O que dizem os advogados Ezequiel Vetoretti, Rodrigo Grecellé Vares e Eduardo Vetoretti, responsáveis pela defesa de Jairo Estevan da Veiga e Adriano Luginski Dias "Na condição de advogados de Jairo Estevan da Veiga e Adriano Luginski Dias, manifestamos o nosso respeito a todas as pessoas e instituições que atuam no presente caso. Por questões éticas e até mesmo em respeito à autoridade policial, nossa manifestação se dará exclusivamente nos autos." O que diz a empresa de segurança Glock Em nota, informou que irá se manifestar somente em juízo. POR GZH VIA https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguranca/noticia/2022/12/policia-civil-investiga-tortura-contra-dois-homens-suspeitos-de-furtar-picanha-em-supermercado-de-canoas-clb9y02pj0005014u0ttkjq9o.html?fbclid=IwAR3fXi9yJIYRDJYKmB3vObRsRat0Voxfxuh34AcYUCGarV1AIzY2HruKClY
- Cotrijal: Escolhidas as facilitadoras do programa Mais Ela
O programa Mais Elas, coordenado pela área de Marketing-setor Desenvolvimento Cooperativista da Cotrijal, concluiu a escolha das 11 facilitadoras de Núcleo Feminino, na última sexta-feira, 2/12, no município de Colorado. Na oportunidade foram escolhidas as associadas Tânia Regina Tonet Milanese (Colorado) e Marieli Hermann (Saldanha Marinho), como representantes da regional 2 da cooperativa. A fundação dos núcleos femininos ocorreu nas oito regionais da cooperativa, e reuniu mais de 200 mulheres, contando com a presença da Diretoria, Gerente de Marketing, Coordenadora do Decoop, Gerentes das Unidades e Facilitadoras do Programa nas unidades de negócios. Além da apresentação do programa, foi oferecido uma oficina com a psicóloga Andreia Ferreira, da Motiva Consultoria de RH, desenvolvendo o tema autoconhecimento e integração de cada núcleo feminino. “A ideia era que elas pudessem se conhecer melhor. Enquanto mulheres, mesmo nas diferenças, temos muito em comuns umas com as outras”, destacou. A facilitadora Tânia Regina Tonet Milanese, disse estar muito motivada e entusiasmada, especialmente, após conhecer o Mais Elas “O programa vai motivar as mulheres, além de valorizar a nossa autoestima, me sinto lisonjeada em ser representante da regional”, conclui. Por fim, a coordenadora da área de Desenvolvimento Cooperativista da Cotrijal, Patrícia Mota Rosin, afirmou que o próximo passo será o encontro na próxima sexta-feira, 9/12, às 14h, no Parque da Expodireto, para alinhamento das ações do comitê em 2023. “Estaremos construindo junto a direção e com as 11 mulheres escolhidas, os alinhamentos e o papel do comitê a partir do próximo ano”, disse. Confira a lista das representantes do programa: Regional 1 Lisiane Weber Não-Me-Toque Agueda Maria Kunz Maldaner - Lagoa Dos Três Cantos Regional 2 Tania Regina Tonet Milanese - Colorado Marieli Hermann - Saldanha Marinho Regional 3 Marina Neuhaus - Tio Hugo Mariane Celia Erig Muller - Santo Antônio do Planalto Regional 4 Sueli Maria Dessoy - Almirante Tamandaré do Sul Regional 5 Ketlin Possebon Caraça Banaletti - Passo Fundo Regional 6 Maristela Das Graças Ferreira - Lagoa Vermelha Regional 7 Márcia Sinon Bergmann - Soledade Regional 8 Jaciara Eloisa Wink Jost - Vera Cruz Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal
- Com Neymar recuperado, Brasil enfrenta Coreia do Sul pelas oitavas
Contando com o retorno do atacante Neymar, o Brasil enfrenta a Coreia do Sul, a partir das 16h (horário de Brasília) desta segunda-feira (5) no Estádio 974, em busca de uma vaga nas quartas de final da Copa do Catar. O retorno do camisa 10 à seleção brasileira é uma ótima notícia, após a ausência na vitória sobre a Sérvia e na derrota para Camarões por causa de uma lesão no tornozelo direito. A confirmação da presença do atacante do PSG (França) na equipe veio após o último treino da equipe, no último domingo (4). “Sobre o Neymar, ele vai treinar na tarde de hoje. Treinando, estará sim no jogo”, declarou Tite em entrevista coletiva antes da atividade. Como o atacante treinou bem, o retorno está certo. Outro retorno importante confirmado pelo treinador foi Danilo, que pode ser improvisado na lateral-esquerda, posição para a qual os jogadores convocados não estão disponíveis (Alex Telles foi cortado e Alex Sandro continua se recuperando de lesão). Desta forma, a equipe titular deve ser: Alisson; Éder Militão, Marquinhos, Thiago Silva e Danilo; Casemiro, Lucas Paquetá e Neymar; Raphinha, Richarlison e Vinícius Júnior. Brasil e Coreia do Sul já se enfrentaram em sete oportunidades na história, com seis vitórias brasileiras e apenas um triunfo sul-coreano. O último encontro foi uma goleada de 5 a 1 da equipe de Tite em partida amistosa disputada em junho deste ano. Mas, mesmo com prognóstico tão positivo, o zagueiro Thiago Silva afirma que espera um confronto difícil nas oitavas de final: “Nosso confronto de amanhã é muito difícil. Sabemos da qualidade da Coreia, time que joga para a frente e gosta de ter a bola. Temos que minimizar o ímpeto deles para obter a classificação. Temos que trabalhar muito para isso. O jogo passado não tem relação alguma com as oitavas de final de uma Copa do Mundo”. A presença de Neymar é uma preocupação a mais para a Coreia do Sul, como afirmou em entrevista o técnico da equipe, o português Paulo Bento: “Seríamos hipócritas se disséssemos que seria melhor enfrentar o Brasil tendo Neymar. Porém, para ser justo e verdadeiro, prefiro que os melhores jogadores estejam presentes”. Mas o treinador afirmou, que independente da formação do Brasil, tentará fazer o melhor: “Faremos o melhor jogo possível e traçaremos a melhor estratégia para competir com uma grande equipe”. A equipe sul-coreana chega animada à disputa após se classificar em segundo em um grupo que contava com equipes mais tradicionais como Portugal e Uruguai. Além disso, a equipe do atacante Son Heung-Min ganhou uma dose extra de motivação depois de vencer a seleção de Cristiano Ronaldo por 2 a 1 na última rodada da fase de grupos. Japão e Croácia A partir das 12h desta segunda, Japão e Croácia medem forças no Estádio Al Janoub, na cidade de Al Wakrah, para saber quem enfrenta o vencedor de Brasil e Coreia do Sul. Os europeus, atuais vice-campeões mundiais, são considerados os grandes favoritos. Porém, os nipônicos chegam muito animados após vencerem na primeira fase duas seleções que já conquistaram o título da Copa do Mundo, a Espanha e a Alemanha. POR AGÊNCIA BRASIL
- Censo do IBGE aponta uma população de 17.907 habitantes em Não-Me-Toque
O recenseamento em Não-Me-Toque está chegando ao final. De acordo com dados do IBGE, o foco agora é nos domicílios em que os moradores ainda não responderam a entrevista.[ —A partir da semana que vem, já iniciaremos um chamamento de pessoas que por ventura não tenham sido visitadas, para que busquem o posto do IBGE para que possamos verificar o endereço e confirmar se foi ou não visitado—, informa a instituição. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com o coordenador municipal do Censo, Marcos Roberto Petri, no (54) 9 9268-2222 e informar o endereço para verificação ou contatar a agência do IBGE em Carazinho o (54) 3331-1477. Em 373 domicílios ainda estão sendo realizados buscas em uma tentativa de falar com o morador. Dados até o momento De acordo com os cálculos do IBGE, Não-Me-Toque deve ter uma população de aproximadamente 17.907. —Nas entrevistas realizadas foram contabilizados, até o momento, 16.949 pessoas, sendo 8.216 homens e 8.733 mulheres. Resultando em uma média de 2,57 pessoas por domicílios. Se aplicarmos a média nos 373 domicílios faltantes ainda teríamos que contabilizar cerca de 958 pessoas. O que totalizaria algo em torno de 17.907 habitantes—, explica o IBGE. Foram visitados 7.673, destes em 6.551 foram realizadas as entrevistas. Quanto a classificação dos domicílios 451 foram classificados como vago e 293 classificados como de uso ocasional. POR A FOLHA DO SUL VIA https://afolhadosul.com.br/censo-do-ibge-aponta-uma-populacao-de-17-907-habitantes-em-nao-me-toque/ FOTO REDE I9
- Financiamento e expansão do SUS são desafios de Lula nos próximos quatro anos na saúde
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumirá o próximo mandato com dois grandes desafios na área da saúde: encontrar formas de financiar o Sistema Único da Saúde (SUS) em meio ao teto de gastos e qualificar o atendimento em um cenário no qual brasileiros estão cada vez mais empobrecidos e dependentes de políticas públicas, após a pandemia de covid-19. O governo de transição calcula que 100 milhões de brasileiros dependem de algum tipo de assistência. Além disso, o SUS é a única fonte de atendimento de 70% da população. Estudos mostram que, após ser criado, o sistema público de saúde reduziu mortalidade infantil, aumentou expectativa de vida e incrementou a cobertura vacinal — antes, pobres dependiam da assistência de Santas Casas e outras entidades. Nos próximos quatro anos, especialistas e gestores destacam que o governo precisará expandir o atendimento para atender aos mais pobres enquanto reforça importantes programas que perderam verba, como o Farmácia Popular, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o Médicos pelo Brasil — este, em específico, Lula anunciou que voltará na forma do Mais Médicos, criado na gestão de Dilma Rousseff (PT). Todavia, o governo federal é pressionado pelo teto de gastos, pelos maiores custos com inflação e judicialização de pedidos, além de elevada demanda devido ao envelhecimento populacional e à fila de consultas e cirurgias represadas na pandemia. Os números mostram que o orçamento do Ministério da Saúde inflou nos dois primeiros anos da pandemia, mas enfrenta ressaca: o projeto de lei orçamentária de 2023 enviado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) para aprovação do Congresso é de R$ 146,4 bilhões em valores corrigidos pela inflação, a menor em dez anos e R$ 16,5 bilhões abaixo do orçamento da pasta deste ano, segundo estudo da consultoria técnica da Câmara e do Senado. O governo federal afirma que os cortes ocorrem para respeitar o teto de gastos, responsável por limitar investimentos do setor público. Em nota enviada a GZH (leia ao fim do texto, na íntegra), o Ministério da Economia diz que o orçamento enviado para o Congresso foi feito “em contexto desafiador, em meio ao elevado nível de indexação e rigidez alocativa das despesas, o que obrigou a uma alocação de recursos conservadora”, mas que o Parlamento poderá alterar. Já o teto de gastos é uma emenda à Constituição que deverá ser respeitada. De 2018 até 2022, a medida fará o SUS deixar de receber quase R$ 36,9 bilhões, segundo estudo da Associação Brasileira de Economia em Saúde (ABrES). — O próximo governo terá que rever programas cortados no governo passado. Temos um pós-pandemia com pessoas esperando atendimento e os mais pobres migrando ao SUS porque perderam planos de saúde. Senão, não vamos conseguir atender da forma equânime como gostaríamos — alerta Diego Espindola, secretário-executivo do Conselho dos Secretários Municipais da Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS). O envelhecimento da população brasileira aumentará em 11% as despesas em saúde pública entre 2017 e 2030, uma vez que mais idosos buscarão atendimento para doenças crônicas, mostra relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) entregue à equipe de transição de Lula. O documento aponta que o cenário é "desfavorável" à ampliação de gastos no SUS porque já há tendência de aumento da necessidade de recursos e que mais verbas usadas podem "agravar ainda mais a desassistência verificada na atualidade”. Os magistrados indicam que o SUS apresenta sinais de insustentabilidade e que, em 2030, a União gastará com saúde R$ 219 bilhões. Para cobrir o déficit assistencial, seriam necessários R$ 277 bilhões. Integrantes da transição, por outro lado, afirmam que o orçamento da saúde enviado por Bolsonaro ao Congresso é insuficiente e que o Ministério precisa de mais R$ 22,7 bilhões para funcionamento básico. Com o objetivo de contornar o entrave, o novo governo Lula busca aprovar no Congresso a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Transição, que prevê R$ 198 bilhões fora do teto de gastos — grande parte para o Bolsa-Família. — Por razões humanitárias, para combater a fome e a pobreza absoluta, a proposta prevê a retirada permanente do Bolsa Família do teto de gastos nos próximos quatro anos para recompor o custeio de áreas que sofreram forte redução de recursos, segundo a proposta do governo Bolsonaro. Experiências do pós-guerra mostram que esse gasto é redistributivo: se você aumenta o gasto público em relação ao gasto privado, você libera renda das famílias que é gasta com saúde para que gastem com bens de consumo duráveis e não duráveis — diz o economista Carlos Ocké, doutor em Saúde Coletiva e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Na gestão Bolsonaro, algumas áreas do SUS receberam orçamento de guerra para combater a pandemia, mas houve cortes em diversos programas. O Farmácia Popular, por exemplo, que funciona em parceria com farmácias privadas para distribuir remédios de graça ou com até 90% de desconto para tratar diabetes, hipertensão, asma, Parkinson, perdeu R$ 1,2 bilhão neste ano e, para 2023, deve sofrer corte de mais 59% no orçamento. Para evitar a piora de doenças crônicas entre brasileiros, sobretudo dos mais vulneráveis, o orçamento do Farmácia Popular deve ser “recomposto de imediato”, defende a vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Marília Louvison. — Muitos pacientes hipertensos e diabéticos são absolutamente dependentes desse programa e nem sempre encontram medicamentos na sua unidade básica de saúde. Temos pacientes que tomam medicamentos para baixar colesterol e tratar hipertensão, vão à farmácia, não encontram remédio e não têm dinheiro. Aí diminuem a dose ou deixam de comprar — diz a médica sanitarista. Vazio de profissionais no interior Outro grande desafio do novo governo federal é reforçar equipes de saúde do interior do país, salienta o Conselho de Secretários Municipais da Saúde do Rio Grande do Sul. A entidade destaca que o programa Médicos pelo Brasil, desenhado pelo governo Jair Bolsonaro (PL), não teve sucesso em enviar profissionais para postos de saúde de pequenos municípios como tivera o Mais Médicos. Um vazio de profissionais surgiu em regiões. Dos 497 municípios gaúchos, 269 não recebem nenhum médico dos dois programas para atender à população, segundo levantamento do Cosems-RS. É o caso de cidades como Bom Jesus, Farroupilha, Feliz, Imbé e Guaporé. No lugar, prefeituras precisam arcar sozinhas com os custos de salários de profissionais, o que pressiona o caixa municipal. Dados do Conselho Nacional de Secretários Municipais da Saúde (Conasems) confirmam a queda na oferta de profissionais. Enquanto o Mais Médicos contratou quase 9,7 mil médicos no país, a versão do programa no governo Bolsonaro manteve 3,8 mil, diferença de 155% entre os programas. No Rio Grande do Sul, eram 570 profissionais com o Mais Médicos e, no Médicos pelo Brasil, são 139, redução de 310%. O edital tentara contratar 395 médicos no Estado — ou seja, apenas cerca de um terço da demanda de fato foi convocada. Além disso, o Médicos pelo Brasil deverá sofrer cortes: pelo projeto de lei orçamentária enviado ao Congresso, o programa terá redução de R$ 366 milhões, queda de 31%. — Temos hoje adesão baixa ao Médicos Pelo Brasil. O programa reduziu o número de médicos para o Rio Grande do Sul e, a cada 10 chamados pelo programa, de três a quatro assumem realmente o chamado. Temos muitos problemas em municípios de pequeno porte, muitos não têm médico. As unidades básicas de saúde ficam sem atendimento e a população fica com dificuldade. Gostaríamos de mais especialidades dentro dos postos de saúde, como pediatras, mas temos dificuldade mesmo com médicos de atenção básica — afirma Diego Espindola, secretário-executivo do Cosems-RS. É o caso de Três Coroas, no Vale do Paranhana, onde um posto de saúde na linha 28, a cerca de dois quilômetros do centro, funciona sem médico desde julho. O Médicos pelo Brasil disponibilizou apenas uma vaga para o município, mas a posição permanece vazia. A prefeitura abriu edital para convocar profissional por conta própria, mas tampouco teve sucesso. Hipertensa, a aposentada Senilde Kollett, 61 anos, mora na linha 28 e reclama da necessidade de deslocar-se até outro posto de saúde para acompanhar a saúde. Na quinta-feira (1º), quando falou com GZH, ela aguardava a aferição da pressão arterial. No dia anterior, saíra de casa às 4h50min da manhã para ser atendida em outra unidade. — Eu tinha que mostrar meu exame da pressão, mas como aqui na linha 28 não tem médico, tive que sair cedo. Se tivesse um médico aqui, ia ser mais fácil, até para não acumular tudo no outro posto. Tive que madrugar — afirmou a aposentada. A prefeitura ainda deve ser penalizada porque o programa Previne Brasil, lançado no governo Bolsonaro, condiciona o repasse de verbas para a atenção primária conforme indicadores de rendimento atrelados a número de consultas. Mas, sem médico para trabalhar, não há como atender a população da área e render no indicador. — Tentamos remanejar os pacientes. Na unidade, fica só enfermeiro, técnico e agentes de saúde. É difícil. O enfermeiro acolhe as demandas que chegam e encaminha para outra unidade ou, se for urgência, para o hospital. Pelo Mais Médicos, a vaga de médico era sempre preenchida. Na unidade (básica de saúde) da região central, a demanda fica duplicada. Nosso próximo passo é fazer contrato com empresa terceirizada, mas daí o custo para o município é três vezes maior, de R$ 36 mil por mês para cada médico, que é contratado por hora — explica a secretária da Saúde e Assistência Social de Três Coroas, Letieri Lessa. Consultas e cirurgias represadas A falta de equipes está relacionada a outro desafio do governo Lula: lidar com a fila de atendimentos represados na pandemia. Levantamento do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Saúde (Conass) estima que 11,6 milhões de cirurgias ficaram em suspenso e precisam ser feitas no país. Para atender a essa demanda reprimida, seria necessário fazer 75% a mais de cirurgias hospitalares em 2023 e 105% a mais de cirurgias ambulatoriais em relação à média histórica. Há também 1,3 milhão de exames em suspenso, grande parte de mamografia. Zerar a fila exige contratar profissionais e insumos. No Rio Grande do Sul, 236 mil pessoas estão em fila de espera para consultas, segundo levantamento da Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) realizado a pedido de Zero Hora na quarta-feira (30). As maiores filas são na oftalmologia (35,3 mil consultas), urologia (10,5 mil) e otorrinolaringologia (9,6 mil). — O SUS tem desafios no âmbito de estruturação, da organização das regiões de saúde e da modernização e infraestrutura. Mas o Brasil pode, em dois anos, ter a grande maioria dos serviços de saúde em uma plataforma regulatória única, se houver liderança do Ministério da Saúde. Esses sistemas existem em São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Norte, só falta o Ministério acompanhar. Hoje, 120 milhões de brasileiros vivem em regiões sem serviços de radioterapia e 128 milhões vivem sem serviços de cirurgia cardíaca — afirma o presidente do Conass e secretário da Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes. POR GZH VIA https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2022/12/financiamento-e-expansao-do-sus-sao-desafios-de-lula-nos-proximos-quatro-anos-na-saude-clb6qu282006o014uwx6b59wo.html
- Acidente entre Não-Me-Toque e Victor Graeff deixa uma vítima fatal
Um acidente foi registrado na manhã desta segunda-feira (5), na ERS-142 entre Não-Me-Toque e Victor Graeff, deixando uma vítima fatal. Informações preliminares dão conta de um veículo Toyota Corolla, com placas padrão Mercosul, que foi identificada como do município de Marau, que ao colidir com uma árvore fez como vítima o único ocupante do veículo, que ainda aguarda identifficação. O Comando Rodoviário da Brigada Militar e a Polícia Civil estão no local e aguardam a chegada do Corpo de Bombeiros Militar para o desencarceramento e a Perícia.
- Leilão da Caixa Federal tem imóveis no RS de R$ 49 mil a R$ 495 mil
A Caixa Econômica Federal realiza nesta segunda-feira (5) leilão com 201 imóveis pelo país, sendo que 18 deles ficam no Rio Grande do Sul. A disputa começa às 10h, com apartamentos, casas, terrenos e estabelecimentos comerciais com descontos. Por aqui, haverá imóveis em Cachoeirinha, Caxias do Sul, Gravataí, Guaíba, Novo Hamburgo, Pelotas, Porto Alegre, Salto do Jacuí, Santa Maria, Santo Antônio da Patrulha, Tapejara e Teutônia. O lote com menor preço trata-se de um terreno de 292 metros quadrados em Santo Antônio da Patrulha, desocupado e com lance inicial de R$ 49.958. O valor de mercado é de R$ 75 mil. Já o mais caro parte de R$ 495 mil por um terreno de 800 metros quadrados, desocupado, no centro de Tapejara. O valor de mercado é de R$ 550 mil. O pregão da Caixa ocorre em parceria com a Kronberg Leilões, que já está recebendo os lances. Os imóveis podem ser comprados à vista e boa parte deles pode ser financiada ou usar o FGTS. Normalmente, são contratos antigos e com valor defasado em relação ao do mercado, diz o leiloeiro Helcio Kronberg. Como aproveitar sem dor de cabeça Leilões podem ser boas oportunidades para adquirir imóveis e veículos com valores baixos, mas é importante tomar alguns cuidados. Revisar o contrato de compra, avaliar o imóvel previamente e ver o histórico do vendedor são algumas das ações que podem evitar dor de cabeça no futuro. POR GZH VIA https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/giane-guerra/noticia/2022/12/leilao-da-caixa-federal-tem-imoveis-no-rs-de-r-49-mil-a-r-495-mil-clbao431u001b0170i3fiq6g2.html
- Escalação da Seleção: comissão avisa jogadores que Brasil terá time reserva contra Camarões
Tite já não tem à disposição Neymar, Danilo, ambos com problema no tornozelo, e Alex Sandro, com uma lesão muscular no quadril, e ainda há outros jogadores que passaram por quadro febril ou de mal-estar na última semana. Com a decisão de poupar os titulares, o treinador começará a montar a equipe no treino de quarta-feira. A tendência é que a linha defensiva não tenha surpresas com Ederson, Daniel Alves, Militão, Bremer e Alex Telles. O lateral-direito, por sinal, se tornará o jogador mais velho a defender o Brasil em Copas. Na cabeça de área, Fabinho, que ainda não foi utilizado, e Bruno Guimarães são os favoritos, restando seis nomes para o quarteto ofensivo. A julgar pelas escolhas diante de Sérvia e Suíça, Rodrygo, Antony, Gabriel Jesus e Martinelli têm boas chances. As outras duas opções são Pedro e Éverton Ribeiro. Um dos destaques da vitória sobre a Suíça ao entrar no segundo tempo, a expectativa é de que Rodrygo seja escalado por dentro, na função habitualmente desempenhada por Neymar. O curto período de recuperação entre o jogo de Camarões, sexta, às 16h (de Brasília), no Lusail, e as oitavas de final, 72 horas depois, no 974, também pesou a favor da escolha pelo descanso dos titulares. Fonte: GE.globo
- Dinossauros na Praça: Espumoso terá exposição de gigantes do dia 04 a 20 de dezembro
Paixão das crianças, os gigantes Dinossauros estarão na praça de Espumoso dos dias 04 a 20 de Dezembro, a ação faz parte dos atos do 24º Natal Esperança e deverá chamar visitantes de toda a região. FOTO: CLIC ESPUMOSO
- Cotrijal está entre as 30 maiores do Rio Grande do Sul
O crescimento em faturamento e sobras líquidas registrado em 2021 levou a Cotrijal a mais uma vez constar no ranking 500 Maiores do Sul. O resultado foi divulgado em evento em Porto Alegre, nesta terça-feira, 29 de novembro. A cooperativa ocupa a 65ª posição entre as 500 maiores empresas da região do sul do Brasil e a 13ª na categoria Cooperativas de Produção. No ranking geral do Rio Grande do Sul, considerando todas as empresas, é a 28ª colocada e a maior cooperativa de produção. Com 81 unidades em 53 municípios, a Cotrijal tem 16,9 mil associados e 2,7 mil colaboradores. Em 2021, faturou R$ 4,2 bilhões. “Esse é um ranking elaborado com seriedade, pois se baseia nos resultados financeiros das empresas, e, por isso, ficamos honrados pelo reconhecimento ao trabalho da cooperativa e de todas as pessoas a ela ligadas”, disse o vice-presidente, Enio Schroeder, que representou a Cotrijal na solenidade, acompanhado do gerente de Controladoria e Financeiro, Luciano Loesch. O RANKING - A lista é feita com base no Valor Ponderado de Grandeza (VPG). Este índice, que define a classificação geral das empresas no ranking 500 Maiores do Sul, reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal
- Termina hoje prazo para eleitor justificar ausência no primeiro turno
Hoje (1º) é o último dia para o eleitor que não votou no primeiro turno das eleições gerais, em 2 de outubro, justificar a ausência e, assim, ficar em situação regular com a Justiça Eleitoral. Quem não justificar fica sem poder emitir o certificado de quitação eleitoral, o que gera transtornos como dificuldade na solicitação de documentos oficiais, por exemplo, como identidade ou passaporte, entre outras limitações. Isso ocorre porque o voto é obrigatório no Brasil, para quem tem entre 18 e 70 anos. Para ficar quite com a Justiça Eleitoral é preciso ter votado em todas as eleições passadas ou justificado as ausências. O eleitor também não pode ter deixado de atender aos chamados para trabalhar como mesário. Caso esteja irregular, é necessário regularizar a situação por meio do pagamento de multas, por exemplo. Como justificar Cada turno de votação é contabilizado como uma eleição independente pela Justiça Eleitoral. O prazo de justificativa é de 60 dias após o pleito. No caso do primeiro turno das eleições deste ano, a data cai nesta quinta-feira (1°). Existem três formas de justificar a ausência às urnas: pelo aplicativo e-Título; pelo Sistema Justifica, nos portais da Justiça Eleitoral; ou preenchendo um formulário de justificativa eleitoral. Cada justificativa é válida somente para o turno que o eleitor não compareceu. Assim, caso tenha deixado de votar no primeiro e no segundo turno da eleição, terá de justificar a ausência duas vezes – uma para cada turno. Vale lembrar que quem justificar ausência no primeiro turno nesta quinta-feira também já pode realizar o procedimento caso tenha faltado ao segundo turno, em 30 de outubro, não sendo necessário aguardar o fim do prazo. Além de preencher dados e dar o motivo para ter faltado à votação, é aconselhável anexar documentos que comprovem a justificativa, que em todo caso deve ser analisada por um juiz eleitoral, que pode aceitá-la ou não. POR AGÊNCIA BRASIL
- Desigualdades e estigmas prolongam pandemia de Aids
Atingir o compromisso global de encerrar a pandemia de aids até 2030 passa pelo combate às desigualdades e estigmas que acompanham essa emergência de saúde pública desde o seu surgimento, há 41 anos, destaca o relatório Desigualdades Perigosas, divulgado esta semana pelo Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado hoje (1°). Especialistas e ativistas reforçam que, mesmo com o avanço dos medicamentos disponíveis, a discriminação contra grupos vulneráves e pessoas que vivem com HIV reduz o acesso à saúde, impede o diagnóstico precoce e causa mortes por aids que poderiam ser evitadas com tratamento. Em mensagem divulgada para marcar a data de combate à doença, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou que o mundo ainda está distante de eliminar a Aids até 2030 e afirmou que as desigualdades perpetuam a pandemia da doença. "São necessárias melhores legislações e a implantação de políticas e práticas voltadas para eliminar o estigma e a discriminação que afetam as pessoas que vivem com HIV, sobretudo aquelas em situação de vulnerabilidade. Todas as pessoas têm o direito de ser respeitadas e incluídas", disse. Segundo o Unaids, 38,4 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo em 2021. Esse número é maior que a população do Canadá ou que a soma de todos os habitantes dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. No Brasil, o número de pessoas vivendo com HIV passava de 900 mil no ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde, e, desse total, cerca de 77% tratavam a infecção com antiretrovirais. A efetividade do tratamento disponível gratuitamente no país é reiterada pelo percentual de 94% de pessoas com carga viral indetectável entre as que fazem uso dos medicamentos contra o HIV. Quando o paciente em tratamento atinge esse nível de carga viral, ele deixa de transmitir o HIV em relações sexuais. Desde o início da pandemia de Aids, em 1980, até dezembro de 2020, o Brasil já teve mais de 1 milhão de casos da doença, que causaram 360 mil mortes. A taxa de detecção vem caindo no Brasil desde o ano de 2012, quando houve 22 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2020, essa proporção havia chegado a 14,1 por 100 mil, o que também pode estar relacionado à subnotificação causada pela pandemia de covid-19. HIV ou Aids? O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um agente infeccioso que pode entrar no corpo humano por meio do sexo vaginal, oral e anal sem camisinha; por meio do uso de seringas e outros objetos cortantes ou perfurantes contaminados; pela transfusão de sangue contaminado; e da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, o parto e a amamentação, se não for realizado o tratamento preventivo. Quando se instala no corpo humano, esse vírus tem um tempo prolongado de incubação, que pode durar vários anos, e sua atividade ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo. Se essa infecção não for detectada e controlada a tempo com o uso de antirretrovirais, o HIV pode enfraquecer as defesas do corpo humano a ponto de causar a Síndrome da Imunodeficiência Humana (aids). Portanto, a sigla HIV se refere ao vírus, e a sigla Aids, à doença causada pelo agravamento da infecção pelo HIV. O uso de preservativos masculinos e femininos e gel lubrificante estão entre as principais ações preventivas contra o HIV. Também já estão disponíveis a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que consiste no uso de antirretrovirais para prevenir a infecção caso a pessoa venha a ser exposta ao vírus, e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que pode impedir a infecção caso seja administrada até 72 horas após a exposição. Mesmo no caso de haver uso dessas profilaxias, a camisinha continua importante, pois previne também outras infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis e as hepatites virais. Ao menos 30 dias após uma possível exposição ao HIV, é fundamental fazer um teste para a detecção do vírus, exame que pode ser realizado em unidades da rede pública e nos centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). O diagnóstico precoce da infecção e o início rápido do tratamento protegem o sistema imunológico da pessoa infectada, já que esse será o alvo do HIV quando a carga viral aumentar. Diretor médico associado de HIV da GSK/ViiV Healthcare, Rodrigo Zilli explica que os antiretrovirais usados hoje para o tratamento das pessoas que vivem com HIV são menos tóxicos para o corpo humano, causam menos efeitos colaterais e são administrados em quantidade bem menor de comprimidos. A farmacêutica é a fornecedora do Dolutegravir e outros medicamentos usados no Sistema Único de Saúde (SUS) para combater o vírus. Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente os antirretrovirais a todas as pessoas que vivem com HIV e necessitam de tratamento, contando atualmente com 22 medicamentos em 38 apresentações farmacêuticas diferentes. “O tratamento hoje é muito menos tóxico. Nem se usa mais a palavra coquetel, porque não é um conjunto enorme de remédios como se tinha antigamente. E, se a pessoa descobre o HIV a tempo de não ter desenvolvido a imunodeficiência, ela tem chance muito grande de ter uma vida totalmente normal tomando remédios diariamente”, afirma o infectologista. Ele reforça que a pessoa com HIV pode ter expectativa de vida até maior do que pessoas que não foram infectadas pelo vírus. “Essa pessoa que está em tratamento está acompanhando todas as doenças praticamente. Então, ela faz check-ups periódicos, faz exames periódicos, tem aconselhamento para manter um estilo de vida saudável, e acaba podendo ter uma vida mais saudável do que alguém que não tem HIV e não faz acompanhamento médico”. Mesmo com esses avanços no tratamento contra o HIV e a disponibilidade gratuita dos medicamentos, o acesso à saúde ainda é marcado por desigualdades, pondera Zilli. “Por mais que se tenha um programa 100% público, o acesso à informação e aos serviços não é totalmente igualitário”, lembra o infectologista. Questões sociais O coordenador do Grupo Pela Vidda-RJ, Márcio Villard, avalia que o combate terapêutico à Aids avançou mais do que a superação dos preconceitos que afetam as pessoas que vivem com HIV. Mesmo com medicamentos menos tóxicos e uma expectativa de vida maior, questões sociais afastam pessoas com HIV de uma vida plena. “Quando a gente fala em qualidade de vida, não pode entender somente a questão terapêutica e biomédica. É preciso também entender as questões sociais que envolvem a pessoa com HIV, porque enfrentamos ainda muitos problemas relacionados a estigmas, preconceitos e exclusão social que interferem na qualidade de vida”, afirma. "O que acontece é que o HIV sempre traz consigo uma condenação. De alguma forma, a sociedade vai te condenar, seja pelo seu estilo de vida, seja pela sua orientação sexual, seja por você pertencer a um determinado grupo da sociedade. Praticamente ninguém escapa, até uma criança que nasce com HIV vai ser estigmatizada por isso. Infelizmente, esse cenário não mudou". O ativista explica que a estigmatização das pessoas com HIV tem raízes ligadas à LGBTfobia, já que os primeiros surtos de HIV se deram na população homossexual, bissexual e transexual nos Estados Unidos, e a imprensa da década de 80 reforçou a associação entre a população LGBTI e o HIV, chamando a aids até mesmo de câncer gay. “Isso começou nos Estados Unidos, se espalhou pelo mundo e acabou virando um selo. Aqui no Brasil, até o ano passado, homossexuais não podiam doar sangue, independentemente de ter ou não o vírus”. O Pela Vidda-RJ foi fundado em 1989 pelo sociólogo e ativista Hebert Daniel e atua desde então na luta por direitos das pessoas que vivem com HIV. Às 11h de hoje, o grupo vai promover ato público na Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro, com o tema Viver com o HIV é possível. Com o preconceito, não. Entre as principais demandas atuais da população que vive com HIV, Villard conta que estão a assistência jurídica para garantir direitos previdenciários e trabalhistas. Os problemas incluem processos seletivos que eliminam candidatos que testam positivo para HIV, enquanto essa testagem é vedada por lei em qualquer exame admissional, periódico ou demissional. Fora esses direitos, as pessoas com HIV também procuram a organização não governamental para receber acolhimento afetivo. “A maior dificuldade ainda é a questão do estigma. Quando a pessoa tem esse diagnóstico, ela tem dificuldade de lidar com ele. E, ao se colocar para a família, no trabalho e para os amigos, vai enfrentar discriminação. São raros os casos em que a pessoa consegue viver tranquilamente, independentemente de sua sorologia”. Angústia e cura A dificuldade de encontrar informação e acolhimento depois do diagnóstico foi o que moveu o influenciador João Geraldo Netto a compartilhar sua experiência na internet desde 2008. "Inicialmente, eu falava de uma maneira mais oculta, não falava especificamente que eu vivia com o vírus. Mas aí eu senti a necessidade de falar sobre isso mais abertamente. Eu descobri que, falando, eu me curava de certa forma. Sentia algo muito positivo quando falava sobre os dramas, os medos que eu tinha de fazer tratamento, de morrer, de adoecer. E eu vi que aquilo era muito bem recebido. Isso foi me dando força", conta. O jornalista acrescenta que a maioria das pessoas que entram em contato nas redes sociais está angustiada, seja porque acredita que se expôs ao risco de infecção ou porque já recebeu o diagnóstico e está tentando lidar com ele. João Geraldo acredita que o peso social do HIV afasta as pessoas do teste e do diagnóstico precoce, porque muitas não se percebem parte de um suposto grupo social que poderia ser infectado e outras preferem não saber o resultado do teste por medo. “A questão do preconceito é algo tão forte que atrapalha de fazer o teste, de procurar ajuda e tratamento e impede que a pessoa tome o medicamento todo dia. Então, o grande problema do HIV hoje não é mais um problema clínico, é um problema social”, diz. “As pessoas que chegam ao meu canal mais angustiadas são aquelas que passaram por situação que consideram moralmente errada e acreditam que é uma punição para elas. E a pior punição que elas conseguem imaginar é uma doença como a Aids. Então, isso é muito doloroso, sabe? Porque você vê que está conversando com uma pessoa que acha que a pior coisa que pode acontecer na vida é o que você tem”. Em suas postagens nas redes sociais, o influenciador comenta sobre HIV e temas do dia a dia e de sua vida pessoal, como fotos de viagens, reuniões com amigos e declarações de amor ao namorado. Em um de seus perfis, chamado Superindetectável, ele deixa a seguinte mensagem: “Respira fundo! Pela frente ainda tem muito mundo. Agora pode não estar, mas tudo pode ficar bem”.
- PIB varia 0,4% no terceiro trimestre de 2022, diz IBGE
O Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país em um ano) variou 0,4% no terceiro trimestre de 2022, na comparação com o segundo, na série com ajuste sazonal. O dado foi divulgado hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período de 2021, o PIB cresceu 3,6%. No acumulado nos quatro trimestres, terminados em setembro de 2022, o PIB cresceu 3%, frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O acumulado do ano foi de 3,2% em relação ao mesmo período de 2021. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2022 totalizou R$ 2,544 trilhões, sendo R$ 2,202 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 342,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. No terceiro trimestre de 2022, a taxa de investimento foi de 19,6% do PIB, acima da observada no mesmo período de 2021 (19,4%). Já a taxa de poupança foi de 16,2%, menor do que a do terceiro trimestre do ano passado (17,2%). POR AGÊNCIA BRASIL



































