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  • Ajuda do governo federal ao Rio Grande do Sul já soma R$ 62,5 bilhões

    Um mês após o início da atuação da força-tarefa do governo federal no Rio Grande do Sul, já foram destinados emergencialmente ao estado R$ 62,5 bilhões para socorrer a população atingida pelas enchentes. Fortes chuvas atingiram o estado desde o dia 27 de abril, causando tragédia sem precedentes na região. Até esta quinta-feira (30), os eventos climáticos extremos atingiram 471 cidades, mataram 169 pessoas e deixaram mais de 626 mil fora de suas casas. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), desde 30 de abril o governo federal tem atuado em seis frentes no apoio à população gaúcha, ao empresariado, à gestão do estado e dos municípios atingidos. São elas: resposta emergencial ao desastre, cuidado com as pessoas, apoio às empresas, medidas para o governo estado, medidas para os municípios e medidas institucionais. Nessa quarta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do anúncio de novas medidas para a reconstrução do Rio Grande do Sul e destacou a resposta federal articulada ao desastre climático para que não haja burocracia que atrase a tomada de decisões de forma que a ajuda chegue rapidamente. “Temos que fazer as coisas acontecerem. Quem tem fome tem pressa, mas quem perdeu suas coisas, sua casa, sua rota, sua roupa, seus animais, seus familiares, tem muito mais pressa”, declarou o presidente. Visitas presidenciais Nesses 30 dias, Lula esteve três vezes no estado para acompanhar a situação. O primeiro deslocamento foi a Santa Maria, em 2 de maio. Lá, ele garantiu que não faltariam recursos financeiros federais para atender às necessidades básicas da população atingida pelos temporais. Em 5 de maio, o presidente desembarcou em Porto Alegre, acompanhado de representantes dos Três Poderes e de uma comitiva de 15 ministros. Em 15 de maio, retornou ao Rio Grande do Sul, e na ocasião, no município de São Leopoldo, anunciou a criação do Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 5,1 mil a cada uma das famílias desalojadas e desabrigadas. Articulação Para agilizar a tomada de decisões, em 2 de maio o governo federal instalou uma sala de situação no Palácio do Planalto, que realizou reuniões diárias com ministros e autoridades. Em 6 de maio, o governo Lula inaugurou um escritório em Porto Alegre para que os ministros e equipes tomassem decisões de modo articulado com as demandas regionais. Na terceira visita ao Rio Grande do Sul, em 15 de maio, o presidente Lula criou a Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, ocupada pelo ministro Paulo Pimenta, que tem recebido demandas de autoridades locais, da sociedade e de representantes do empresariado do estado. Pimenta tem apresentado novas medidas do governo federal para o Rio Grande do Sul e orientado os prefeitos sobre planos de reconstrução dos municípios, que devem ser enviados ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Recursos federais No total, já foram destinados R$ 62,5 bilhões ao Rio Grande do Sul arrasado pelas chuvas. Entre as ações do governo federal, além da liberação de recursos, estão a antecipação de benefícios e a prorrogação do pagamento de tributos: Auxílio Reconstrução - R$ 174 milhões para o pagamento de R$ 5,1 mil a cada família, em parcela única, para aquisição de itens perdidos nas enchentes. O primeiro lote, com 34.196 famílias, começou a ser pago nesta quinta-feira (30); Adiantamento do Bolsa Família - 619.741 famílias beneficiadas por investimento de R$ 793 milhões. Mais 21,7 mil famílias foram incluídas no Bolsa Família ao longo do mês e receberam o repasse nessa quarta-feira (29). Benefício de Prestação Continuada - 95.109 beneficiários – R$ 134 milhões. Liberação do FGTS - 228,5 mil trabalhadores em 368 municípios – R$ 715 milhões. Seguro Desemprego - duas parcelas adicionais a 6.636 trabalhadores – R$ 11 milhões. Restituição antecipada do Imposto de Renda para 900 mil pessoas – R$ 1,1 bilhão. Abono salarial - 756.121 trabalhadores – R$ 793 milhões. Benefícios previdenciários - 2 milhões de pessoas – R$ 4,5 bilhões. Bolsas de Pós-Graduação - 17 mil estudantes – R$ 50 milhões; Fortalecimento de ações emergenciais de saúde (montagem de 12 hospitais de campanha e envio de 135 kits emergenciais) – R$ 282 milhões. Alimentação escolar, limpeza e reparo das escolas – R$ 22 milhões. Importação de até 1 milhão de toneladas de arroz para suprir os prejuízos com a safra no estado - R$ 7,2 bilhões. ·Apoio a empresas de todos os portes afetadas pelas inundações - R$ 15 bilhões. Linha especial de crédito de R$ 30 bilhões para micro e pequenas empresas. Linha especial de crédito de R$ 5 bilhões para pequenas e médias empresas. Linha de R$ 4 bilhões para agricultura familiar e o médio produtor. Prorrogação do recolhimento de tributos federais por até três meses para pessoas físicas e jurídicas – R$ 4,8 bilhões. Três medidas federais garantiram ao governo do estado reforço financeiro de mais de R$ 23 bilhões. Postergação do pagamento da dívida com a União por três anos – R$ 11 bilhões. Abatimento da suspensão de juros por três anos - R$ 12 bilhões Antecipação da parcela do Piso Nacional de Enfermagem - R$ 12,9 milhões. Liberação de emendas parlamentares - R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 743 milhões pagos até segunda-feira (27). Parcela extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – R$ 190 milhões, destinados a 47 municípios. R$ 310 milhões em ações da Defesa Civil, aprovados para 207 municípios. Desses, R$ 176 milhões já haviam sido pagos até segunda-feira (27). R$ 22 milhões já pagos em apoio ao acolhimento de 120 mil pessoas em 88 municípios. Análise de crédito com aval da União para 14 municípios – R$ 1,8 bilhão. Antecipação da parcela do Piso Nacional de Enfermagem – R$ 19 milhões já pagos. Suspensão do pagamento de financiamentos do programa Minha Casa, Minha Vida por até seis meses para 17,4 mil famílias. Suspensão do pagamento de financiamentos por 12 meses a bancos públicos: BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Finep. Além do investimento total, o governo federal contabiliza: 38,8 mil profissionais mobilizados; 8,5 mil equipamentos disponibilizados; 12 hospitais de campanha montados; 1,1 mil toneladas de alimentos entregues ou em trânsito; 4,9 mil toneladas de doações transportadas pelos Correios; 456 mil cidadãos com energia restabelecida. Mais informações sobre as ações federais no estado podem ser vistas no portal Brasil Unido pelo Rio Grande do Sul.

  • Saúde lança campanha de prevenção ao uso de cigarros eletrônicos

    O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançaram nessa quarta-feira (29) campanha de prevenção ao uso de cigarros eletrônicos. “De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), novos produtos, como os cigarros eletrônicos, e informações enganosas da indústria do tabaco são uma ameaça, levando a uma iniciação ao tabagismo cada vez mais precoce”, destacou a pasta em nota. Dados apresentados pelo ministério indicam que crianças e adolescentes que usam cigarros eletrônicos têm pelo menos duas vezes mais probabilidade de fumar cigarros mais tarde na vida. O mote da campanha é o Dia Mundial Sem Tabaco 2024, lembrado nesta sexta-feira (31) e que, este ano, tem como tema Proteção das crianças contra a interferência da indústria do tabaco. “Por meio de linguagem jovem, a campanha visa a promover uma mudança de comportamento, além de proteger as novas gerações dos perigos do uso do tabaco, alertando sobre as táticas da indústria para atrair crianças e adolescentes, com interesse em garantir e ampliar seu mercado consumidor.” Números Dados da última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) revelam que, em 2019, 16,8% dos estudantes no Brasil com idade entre 13 e 17 anos já haviam experimentado o cigarro eletrônico, sendo 13,6% com idade de 13 a 15 anos e 22,7% com 16 e 17 anos. Quanto ao sexo, a experimentação é maior entre os homens (18,1%) do que entre as mulheres (14,6%). A variação regional foi significativa, com maior experimentação do cigarro eletrônico nas regiões Centro-Oeste (23,7%), Sul (21,0%) e Sudeste (18,4%), ficando menor do que a média nacional o Nordeste (10,8%) e o Norte (12,3%). Houve ainda aumento dos estudantes de 13 a 17 anos que declararam consumo de cigarros nos 30 dias anteriores à data da pesquisa, com o percentual passando de 5,6% em 2013 para 6,8% em 2019. Prejuízos O ministério destaca que os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), que englobam os cigarros eletrônicos e outros produtos de tabaco aquecido, têm quantidades variáveis de nicotina e outras substâncias tóxicas, o que faz com que suas emissões sejam prejudiciais tanto para quem faz o uso direto quanto para quem é exposto aos aerossóis. “Mesmo alguns produtos que alegam não conter nicotina podem apresentar a substância em sua composição e suas emissões são nocivas”, ressaltou a pasta. “A nicotina causa dependência e pode afetar negativamente o desenvolvimento cerebral de crianças e adolescentes, impactando no aprendizado e na saúde mental.” Ainda de acordo com o ministério, o consumo de tabaco é considerado importante fator de risco para doenças cardiovasculares e respiratórias e para mais de 20 tipos ou subtipos diferentes de câncer, além de outras condições de saúde classificadas como “debilitantes”. “Alguns estudos recentes sugerem que o uso de DEFs pode aumentar o risco de doenças cardíacas e distúrbios pulmonares. Além disso, a exposição à nicotina em mulheres grávidas pode afetar negativamente o desenvolvimento cerebral do feto. Já a exposição acidental de crianças aos líquidos dos cigarros eletrônicos representa sérios riscos, pois os dispositivos podem vazar ou as crianças podem engolir o líquido ou as cápsulas.” Anvisa Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução proibindo a comercialização, a fabricação e a publicidade de cigarros eletrônicos no Brasil. Recentemente, em abril, a diretoria colegiada da agência revisou a legislação e proibiu a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar.

  • Donald Trump é condenado por fraude fiscal; “Julgamento corrupto”, diz ex-presidente dos EUA

    O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi considerado culpado de todas as 34 acusações de falsificação de registros comerciais para encobrir um pagamento que comprou o silêncio da estrela de filmes adultos, Stormy Daniels, pouco antes das eleições de 2016. Os jurados começaram as deliberações na quarta-feira (29) e avaliaram um veredito com implicações potencialmente grandes para a corrida do candidato republicano à Casa Branca em 2024. Trump foi julgado e condenado por 34 crimes que são considerados leves no estado de Nova York, da categoria mais branda, a classe E. As penas previstas são de, no máximo, 4 anos. O caso marca o primeiro julgamento criminal da história de um presidente dos Estados Unidos. “Este foi um julgamento manipulado por um juiz em conflito de interesses e corrupto”, disse o ex-presidnete nesta quinta, após a decisão ter sido anunciada. “O real veredito virá em 5 de novembro”, complementou ele em referência ao dia das eleições presidenciais no país. A atriz ameaçou tornar público um relato de um suposto encontro sexual com o ex-presidente em 2006, que Trump nega. Foram 12 jurados que deliberaram sobre o caso de Trump. Sete jurados homens e cinco mulheres. O julgamento chegou ao fim na terça-feira (28), em quase 10 horas de argumentos finais numa demonstração de hostilidade aberta entre advogados rivais. Geralmente, o juiz determina que o condenado pode cumprir as penas ao mesmo tempo — ou seja, no pior dos cenários, ele passará 4 anos preso. No entanto, os analistas dos EUA afirmam que é pouco provável que o ex-presidente de fato vá para a cadeia. As circunstâncias que o juiz pode levar em conta para atenuar a pena de Trump são as seguintes: Essa é a primeira condenação criminal dele.O crime não foi violento.A idade do condenado é de 77 anos.Ele já foi presidente dos EUA e pode ser novamente.O mais provável é que a condenação seja uma multa e um período em liberdade condicional. Nos meios de comunicação americano se fala na possibilidade de Trump ser eleito e dar um perdão presidencial para si mesmo. Juridicamente, não está claro se isso é possível. Neste caso específico, isso não poderá acontecer porque a condenação aconteceu na Justiça de Nova York — portanto, cabe ao governador do estado dar um perdão, se assim quiser. POR O SUL

  • Agronegócio gaúcho registra prejuízo de mais de R$ 3 bilhões após as enchentes

    As enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul causaram perdas bilionárias no Estado. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) informou que as chuvas provocaram perdas de R$ 3,372 bilhões para a agropecuária gaúcha. Apenas na agricultura, o montante alcança R$ 3,1 bilhões. O prejuízo para o setor agrícola segue crescendo, quando comparado com as perdas de R$ 2,7 bilhões estimadas pela entidade em 24 de maio, data da penúltima atualização. Já na pecuária gaúcha, as perdas no segmento passaram de R$ 245,4 milhões para R$ 272,4 milhões. Na produção de soja, os danos são estimados em R$ 900 milhões, abrangendo 23 municípios da região Sul do Estado. Além disso, a pecuária, as hortaliças, a pesca e o cultivo de milho também foram severamente afetados. Thales, produtor rural de Pelotas, relata ter perdido pelo menos 50% de sua lavoura de soja, que ocupa 350 hectares. Ele explica que, além das áreas inundadas, o próprio grão sofreu avarias significativas devido às chuvas excessivas. “A gente fica triste com isso e difícil falar isso porque ninguém imaginava. Nós tivemos os avisos aqui, a gente teve essa sorte que os nossos governantes aqui nos ajudaram, a prefeita avisou, defesa civil. Então, a gente tentou fazer barreiras de contenção, a gente teve ainda alguns dias pra tentar fazer alguma coisa, a gente não imaginava, não sabia o tamanho e o quanto subiria essa água”, disse. Ao considerar todos os setores da economia no Rio Grande do Sul, as chuvas tiveram um impacto de R$ 11 bilhões até o momento, ou R$ 600 milhões a mais que o estimado anteriormente. Ainda de acordo com a CNM, o total de R$ 11 bilhões corresponde aos prejuízos informados por 130 municípios, sendo que R$ 2,5 bilhões são referentes a perdas no setor público e R$ 3,9 bilhões no setor privado. A maioria dos prejuízos, por enquanto, foram observados no setor habitacional, com R$ 4,6 bilhões, sendo mais de 109,7 mil casas danificadas ou destruídas. POR O SUL

  • Câmara dos Deputados aprova fim da isenção de imposto para importados de até 50 dólares: taxa será de 20%

    A Câmara dos Deputados aprovou na noite dessa terça-feira (28) o texto-base do projeto de lei que prevê a volta do Imposto de Importação para compras de até 50 dólares por pessoas físicas. Foi aprovado o texto apresentado pelo relator do projeto, o deputado Átila Lira (PP-PI), que estipula uma taxação de 20% sobre o valor desses produtos. Diante do acordo alinhavado para que este fosse o percentual de taxação apresentado na Câmara, a votação foi simbólica. O projeto atinge as vendas de sites estrangeiros como os asiáticos Shein e Shopee. O assunto foi votado dentro de um projeto de lei que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), o que foi considerado um “jabuti” no texto – quando um tema é incluído em proposta de assunto diferente. Além dos 20% de Imposto de Importação, será pago 17% de ICMS. O assunto dividiu até mesmo a bancada governista nas últimas semanas. A isenção vinha desagradando aos varejistas brasileiros, que se queixavam de concorrência desequilibrada com importados. A Receita Federal defendeu manter a isenção para compras até esse valor, já que existe hoje o programa Remessa Conforme. A isenção também era defendida por deputados do PT, mas parte da base do governo, principalmente parlamentares mais próximos ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliavam que a retomada da taxação era necessária não só para igualar os sites estrangeiros ao varejo nacional, mas também como instrumento de arrecadação. O texto apresentado pelo relator também institui uma tabela progressiva, mantendo a alíquota de 60%, atualmente vigente, para importações acima de 50,01 dólares. Reunião com Lula O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), chegou a defender o trecho da matéria em plenário e negou que fosse um “jabuti”. Lira se reuniu com Lula para discutir o tema e, após o encontro, defendeu um “meio termo”. “Nós queremos prejudicar ninguém. Tem setores, regiões que estão desempregando, porque não aguentam a concorrência que aparentemente não é saudável.” Como era antes A Receita vinha alegando nos últimos anos que os varejistas usavam uma brecha para vender para o Brasil sem imposto. A lei permite a remessa de pessoa física para pessoa física com isenção para produtos de até 50 dólares. E o Ministério da Fazenda afirma que as empresas vinham mandando produtos como se fossem pessoas físicas. O órgão criou então o Remessa Conforme, um programa para regularizar e facilitar as compras. Nesse programa, as remessas de até 50 dólares ficaram isentas. Além disso, ficou estabelecido um ICMS de 17% em todos os Estados – antes não havia uniformidade. Programa Mover Toda a discussão sobre o Imposto de Importação foi colocada no projeto do Mover, que precisava ser aprovado até sexta para não perder validade. O Mover prevê, até 2028, que as empresas do setor automobilístico que produzem no Brasil poderão obter créditos financeiros a serem usados para abatimento de quaisquer tributos administrados pela Receita Federal ou até serem ressarcidos em dinheiro. Para isso, os fabricantes deverão realizar gastos em pesquisa e desenvolvimento ou produção tecnológica no País. São fixados limites anuais para tais créditos: em 2024, R$ 3,5 bilhões; em 2025, R$ 3,8 bilhões; em 2026, R$ 3,9 bilhões; em 2027, R$ 4 bilhões; e, em 2028, R$ 4,1 bilhões.

  • Inter retorna aos gramados com derrota por 2 a 1 para o Belgrano na Sul-Americana

    Após um mês sem entrar em campo por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, o Inter perdeu por 2 a 1 para o Belgrano-ARG na noite dessa terça-feira (28). Válida pela 6ª rodada do Grupo C da Sul-Americana, a partida foi disputada na Arena Barueri, em São Paulo. Com o resultado, a equipe comandada por Eduardo Coudet ocupa a terceira colocação, com 5 pontos. O próximo duelo do Colorado será no sábado (1º) contra o Cuiabá, em Mato Grosso, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo O primeiro tempo na Arena Barueri foi de domínio colorado por 40 minutos. Com boa posse de bola e presença ofensiva, o time treinado por Eduardo Coudet conseguiu criar boas chances de gol e incomodar o Belgrano, mas apenas aos 38 minutos da primeira etapa que o gol saiu. Rafael Borré recebeu livre cruzamento de Wesley e só empurrou para abrir o placar em Barueri. Depois de abrir o placar, porém, o Inter desligou e tomou a virada com dois gols em um espaço de três minutos. No primeiro, Renê errou a saída de bola e viu Robert Renan salvar chute de Reyna em cima da linha, mas no rebote Chavarría empatou. Logo depois, o mesmo camisa 19 recebeu livre e, de cabeça, virou o jogo. Na segunda etapa, o Inter seguiu pressionando os argentinos em busca de mudar o resultado da partida, mas foi pouco efetivo. Uniforme “embarrado” O Colorado entrou em campo contra o Belgrano-ARG, pela Sul-Americana, e um detalhe chamou a atenção: o clube utilizou uniforme com aspecto de barro, em homenagem para as vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul. Além da homenagem, o clube ainda anunciou que os uniformes serão autografados por todos os atletas e leiloados. Todo o lucro que será revertido para o Rio Grande do Sul. “Hoje jogamos com uma camiseta diferente. Não apenas para manifestar uma causa, mas como pedido de ajuda, pois a tragédia não acabou. E essa camisa “embarrada” estará assinada por todos os atletas e disponível em um leilão virtual, com 100% do lucro revertido para o Rio Grande!”, escreveu o clube em suas redes sociais. Ficha técnica – Inter: Rochet; Bustos (Bruno Henrique), Vitão, Robert Renan (Gustavo Prado) e Renê; Fernando (Alario), Maurício (Aránguiz) e Alan Patrick; Wesley, Borré e Enner Valencia Técnico: Eduardo Coudet. – Belgrano: Losada; Moreno, Rébola e Baldi (Delgado); Barinaga, Heredia, Quignon, Metilli (Lencioni) e Velázquez (Troilo); Chavarría (Matías Suárez) e Reyna. Técnico: Juan Carlos Real. – Arbitragem: Alexis Herrera (VEN). Assistentes: Lubin Torrealba (VEN) e Alberto Ponte (VEN). VAR: Fernando Vejar (CHI). POR O SUL

  • Prefeitura de Não-Me-Toque terá ponto facultativo dia 31 de maio

    A Administração Municipal de Não-Me-Toque publicou na segunda-feira, dia 27 de maio, o Decreto N° 761 que determina ponto facultativo nas repartições públicas municipais no dia 31 de maio, sexta-feira. Confira o Decreto na integra: DECRETO Nº 761 DE 27 DE MAIO DE 2024 Decreta ponto facultativo nas repartições públicas municipais no dia 31 de maio de 2024. O Prefeito do Município de Não-Me-Toque, no uso de suas atribuições legais, autorizado pela Lei Municipal nº 2.013 de 28 de setembro de 1999 e suas alterações legais decreta: Art.1º Fica decretado ponto facultativo em todas as Repartições Públicas municipais no dia 31 de maio de 2024.Art. 2º Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.Gabinete do Prefeito do Município de Não-Me-Toque/RS, em 27 de maio de 2024 Gilson dos SantosPrefeito Municipal POR ASCOM PREFEITURANMT

  • Mais de 34 mil famílias vão receber Auxílio Reconstrução nesta semana

    O ministro extraordinário para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, anunciou nesta terça-feira (28) que 34.196 famílias gaúchas afetadas pelas chuvas no estado irão receber no primeiro lote de pagamento do Auxílio Reconstrução. Cada família irá receber o valor de R$ 5.100 ainda nesta semana. Elas foram cadastradas pelas prefeituras no sistema do governo federal e um integrante da família validou as informações. De acordo com o ministro, a lista com os nomes das famílias já foi enviada à Caixa, que irá pagar o benefício. "Tão logo as pessoas validem as informações das famílias, no prazo de 48 horas, esse dinheiro vai estar na conta", informou Pimenta, em entrevista à imprensa em Porto Alegre, ao lado de demais ministros do governo federal. Segundo o ministro, a meta é ter duas listas de famílias autorizadas por semana para pagamento do auxílio. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, de 20 de maio até a manhã desta segunda-feira (27), 75.213 registros foram enviados pelas prefeituras no sistema do Auxílio Reconstrução. Desses, 44.592 tiveram o pagamento autorizado após checagem dos cadastros enviados, sendo que 42.572 são de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. A prefeitura de Porto Alegre encaminhou o cadastro de 24.516 famílias residentes no município nesta terça-feira, sendo que o prazo foi iniciado no dia 20 de maio. O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ressaltou que as prefeituras não precisam enviar os dados de todas as famílias atingidas de uma única vez. "A medida que for formando uma lista, vai alimentando o sistema", disse. Como é o cadastro e a confirmação do auxílio Para a liberação do benefício, é necessário cumprir três fases: 1)      Prefeituras: as prefeituras dos municípios afetados devem enviar ao governo federal dados sobre as localidades atingidas e das famílias desalojadas ou desabrigadas no site do Auxílio Reconstrução; 2)      Famílias: a pessoa identificada como responsável pela família beneficiada precisará confirmar, desde o dia 27 de maio, o cadastro no site. É preciso acessar o botão Sou Cidadão pela conta registrada no site Gov.br, com o login e senha cadastrados. Caso haja erro de cadastro, as prefeituras deverão receber os cidadãos para corrigir dados, como CPF, endereço ou nome; 3)      Pagamento: a Caixa Econômica Federal receberá a lista dos nomes aptos e fará o depósito na conta. As famílias não precisam abrir contas no banco. A Caixa identificará se o responsável já tem conta-poupança ou corrente na instituição e fará o crédito automaticamente. Caso o beneficiário não tenha conta, o próprio banco se encarregará de abrir uma Poupança Social Digital para o pagamento do auxílio. O valor poderá ser movimentado FOTO E TEXTO POR - AGÊNCIA BRASIL

  • Voluntário de Ciríaco morre após sofrer acidente em Muçum

    #PortalEstaEmTudo Um morador de Ciríaco, que atuou como voluntário em Muçum durante o período das enchentes  naquela cidade  faleceu neste sábado (25), após permanecer internado no Hospital Bruno Born (HBB) em Lajeado. Adroaldo Gabana, de 39 anos, não resistiu aos ferimentos sofridos em um acidente. Gabana estava hospitalizado desde o dia 8 de maio, após sofrer uma queda enquanto trabalhava com amigos em cima de uma caminhonete em Muçum. Com o choque ao cair da caçamba do veículo ele acabou sofrendo ferimentos graves na região da cabeça. Ele passou por uma cirurgia, que retirou uma parte do crânio para descompressão do cérebro, mas acabou não resistindo. A prefeitura de Muçum emitiu uma nota sobre o falecimento, que diz: Lamentamos o falecimento do voluntário Adroaldo Gabana, que sofreu um acidente enquanto ajudava em Muçum. Será sempre lembrado pela sua bondade e generosidade com nosso município e pelos seus serviços prestados em apoio a todo Rio Grande do Sul. Ele nos deixa um lindo legado de amor e solidariedade. Nesse momento de dor, solidarizamos com os familiares e amigos, e expressamos nossos sinceros sentimentos por essa perda irreparável. *Rádio Encantado FM

  • Com fim de semana de trégua, chuva deve voltar ao RS nesta segunda

    #PortalEstaEmTudo A Defesa Civil Municipal de Porto Alegre emitiu um alerta preventivo diante da possibilidade de chuvas intensas que podem prolongar os alagamentos já existentes na capital gaúcha. A previsão é que a chuva e os ventos atinjam a região a partir da madrugada de segunda-feira (27) e se estendam até a noite. De acordo com o órgão, a previsão é a que a precipitação fique entre 50 e 100 milímetros por dia e os ventos entre 60 e 100 quilômetros por hora (km/h), o que poderá causar transbordamentos de arroios e deslizamentos de encostas, além do risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e de descargas elétricas. A Defesa Civil Municipal alertou ainda sobre o alto risco de deslizamentos, processos erosivos e rolamento de blocos em áreas suscetíveis amanhã (27). Segundo o órgão municipal, podem ocorrer escorregamentos, rupturas de taludes e quedas de barreiras. “A população que reside em áreas de risco deve observar quaisquer alterações nas encostas. Em caso de sinais de instabilidade, os moradores devem procurar abrigo temporário junto a parentes ou amigos, ou utilizar as estruturas de acolhimento disponibilizadas pela prefeitura via 156”, orientou em nota. Alerta para o estado O estado teve um final de semana de trégua nas chuvas fortes. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o estado permaneceu neste domingo na zona amarela, de risco potencial. Nesta segunda, no entanto, a previsão é de chuva desde de manhã. A temperatura deve ficar entre 9 e 16 graus Celsius (ºC). A região costeira e os municípios do sul do estado entram em situação de perigo. Na região sul, a previsão é de chuvas intensas, com risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. Nas regiões litorâneas, o aviso é de intensificação dos ventos, que poderão movimentar dunas de areia sobre construções na orla. As condições devem perpetuar até o início de terça-feira (28). Em função da previsão que indica chuvas entre os dias 27 e 28 de maio, a Defesa Civil do estado do Rio Grande do Sul alertou, desde a última sexta-feira (24), para possíveis extravasamentos da calha e respostas rápidas de rios menores, arroios e córregos onde a chuva apresenta elevada intensidade. A orientação é para quem mora em áreas ribeirinhas ou próximo de locais com histórico de alagamento, procurar um local seguro para permanecer. Informações específicas devem ser consultadas à Defesa Civil de cada município. Em caso de emergência, ligar 190 (Brigada Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros). As aulas da rede pública, tanto nas escolas estaduais quanto nas redes municipais, foram suspensas nos municípios de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande na segunda e terça-feira. Na capital, também, de acordo com o governo do estado, foi determinada a suspensão de aulas na rede privada. Situação no estado Segundo balanço divulgado neste domingo (26) pelo órgão, o Rio Grande do Sul contabiliza 169 mortes provocadas pelas fortes chuvas e as enchentes desde o fim de abril. O estado registra ainda 56 desaparecidos e mais 806 pessoas feridas. [LINK: ] Após vários dias sem chuva, a capital gaúcha registrou, ao longo de toda a última quinta-feira (23), precipitação prolongada e intensa. Com isso, ruas e avenidas ficaram alagadas e alguns bairros, sobretudo no centro-sul e sul da cidade, que haviam secado após as enchentes do início do mês, voltaram a ficar inundados. Os moradores tiveram de ser retirados de suas casas. Neste final de semana, o governo do estado divulgou que o nível do Guaíba, em Porto Alegre, baixou 16 centímetros no período das 19h de sexta-feira (24) até as 6h de sábado (25). Até as 8h de sábado, a medição de 4,16 metros (m) se mantinha. A cota de inundação no local é de 3m. Edição: Carolina Pimentel - Agência Brasil Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

  • Defesa Civil do RS contabiliza 200 toneladas de alimentos doados

    #PortalEstaEmTudo Por: Agência Brasil A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou um levantamento com todas as doações recebidas em meio à tragédia climática que atinge o estado. Segundo os dados, foram doados 1,5 milhão de litros de água potável e 202,2 toneladas de alimentos diversos. As doações foram distribuídas em 167 municípios, entre 25 de abril e 25 de maio. Segundo o balanço, foram recebidas ainda 166.076 cestas básicas, 136 mil litros de leite, 98 mil cobertores, 24 mil colchões e 244 mil kits de higiene e limpeza. No total, a Defesa Civil contabilizou 3,375 milhões de itens recebidos e distribuídos, incluindo também 62 mil sacos de ração animal, 42 mil fraldas, 364 mil kits de roupas. De acordo com o balanço mais recente do governo gaúcho, mais de 2,3 milhões de pessoas foram afetadas de alguma maneira, enquanto 581 mil foram desalojadas de suas casas. Ainda permanecem em abrigos temporários 55.813 pessoas. Em paralelo, os Correios informaram ter transportado mais de 15 mil toneladas de doações. A empresa estatal recebe os itens em suas agências espalhadas pelo país e faz o transporte gratuito até o estado. A expectativa de empresa é de que possa levar 500 toneladas de doações por dia para o povo gaúcho. As autoridades alertam, contudo, para a queda natural nas doações com o passar da fase aguda da tragédia e pedem que as pessoas continuem a doar, uma vez que os atingidos levarão tempo para conseguir se reerguer. Nessa fase, a orientação é doar, por ordem de prioridade: Água e itens de cesta básica (verifique a validade de todos os itens e não doe se estiverem vencidos ou perto do vencimento); Ração para pet; Itens de higiene pessoal (escova de dente, creme dental, sabonete, absorventes, papel higiênico e fraldas infantis e geriátricas); Itens de limpeza (secos, como sabão em barra, sacos de lixo, panos de limpeza, luvas, escova de limpeza, esponjas). As doações de roupas têm sido desencorajadas no momento. Confira as orientações para facilitar a triagem das doações: Cestas básicas devem ser entregues já fechadas ou com os alimentos reunidos em sacos transparentes. O ideal também é que os itens de higiene pessoal sejam entregues já reunidos em kits, em sacos transparentes. Separe os itens por categorias e coloque em caixas ou sacolas que podem ser fechadas/amarradas. Coloque em caixas ou sacola com boa vedação, com cuidado para não haver rasgos ou furos. Edição: Lílian Beraldo - Foto Rovena Rosa

  • Nenhum apostador acerta Mega; prêmio acumula e vai a R$ 75 milhões

    #PortalEstaEmTudo Por Agência Brasil Nenhum apostador acertou a seis dezenas do Concurso 2729 da Mega-Sena, sorteadas nesse sábado (25), em São Paulo. Com isso, o prêmio estimado vai para R$ 75 milhões no próximo sorteio, previsto para terça-feira (28). Os números foram 20 - 27 - 41 - 47 - 53 - 54. A quina teve 59 apostas ganhadoras, que irão receber R$ 62.041,66 cada uma. Na quadra, foram 3.760 apostas ganhadoras. Cada uma irá receber R$ 1.390,75. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5. Edição: Carolina Pimentel

  • Moraes nega recurso de Bolsonaro contra inelegibilidade

    #PortalEstaEmTudo Por: Agência Brasil O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, negou recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise a decisão da Corte Eleitoral que o tornou inelegível. Ao negar, Moraes argumentou que o recurso não atende aos requisitos previstos em lei. "Dessa forma, a controvérsia foi decidida com base nas peculiaridades do caso concreto, de modo que alterar a conclusão do acórdão recorrido pressupõe revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, providência que se revela incompatível com o Recurso Extraordinário", diz a decisão de sexta-feira (24), mas publicada neste domingo (26). Entenda o caso Moraes negou o recurso extraordinário referente à condenação, em outubro de 2023, de Bolsonaro e de seu vice na chapa, Walter Braga Netto, por abuso político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência, em Brasília e no Rio de Janeiro, para promover a candidatura. Na ocasião, o TSE determinou a inelegibilidade de ambos por oito anos, contados a partir do pleito de 2022. Foi a segunda condenação de Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos. Contudo, o prazo de oito anos continua valendo em função da primeira condenação e não será contado duas vezes. O ex-presidente está impedido de participar das eleições até 2030. Na primeira condenação, o ex-presidente foi condenado também pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação pela reunião realizada com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação. Edição: Carolina Pimentel - Foto Marcelo Camargo

  • Enchentes espalharam 46 milhões de toneladas de entulho no Rio Grande do Sul

    As enchentes, a chuva extrema e os deslizamentos podem ter espalhado mais de 46,7 milhões de toneladas de entulho por municípios gaúchos. Com base em imagens de satélite e levantamentos de dados, o estudo do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também identificou que cerca de 400 mil estruturas construídas foram inundadas no Estado por causa do extremo climático até 6 de maio. As inundações persistiram por mais tempo em grande parte do Estado. Parte das cidades afetadas segue parcialmente debaixo da aágua até hoje, especialmente na região metropolitana — inclusive em Porto Alegre, onde fortes chuvas devem causar uma nova elevação do Lago Guaíba — e na parte sul do Estado — na qual é esperada uma elevação da Lagoa dos Patos nos próximos dias. Bombas emprestadas por outros Estados têm sido utilizadas para reduzir o acúmulo de água. Entre os dados considerados, estão a profundidade e velocidade do avanço das enchentes. Além disso, informações sobre a altura estimada das construções e dados sobre a renda média do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) basearam a simulação do que pode ter sido destruído e, portanto, virou detrito de construção civil. elada de resíduo sólido por metro quadrado. As zonas com maior geração de entulho envolvem áreas industriais, enquanto as de menor potencial são de casas de baixa renda. O estudo envolve basicamente resíduos de construção civil. Desse modo, não considera vegetação, sedimentos e outros materiais igualmente atingidos ou arrastados pelas águas. Estimou-se que 19 milhões de toneladas de imóveis destruídos e 5 milhões de toneladas de equipamentos industriais e móveis estão evidentemente impactados. Já o restante seria constatado por meio de avaliações estruturais. Além disso, do total de 400 mil estruturas impactadas, cerca de 44,6 mil teriam sido destruídas ou gravemente danificadas ao serem atingidas pelas águas, enquanto 170,2 mil teriam sofrido danos estruturais graves pelo tempo de exposição à inundação. As demais tiveram impactos de diferentes intensidades. Também foram identificadas as sub bacias com possivelmente maior geração de resíduos sólidos, as quais envolvem as duas áreas mais impactadas pelas enchentes no Estado. As primeiras colocadas são da região da metropolitana de Porto Alegre (cidades banhadas pelo Rio Gravataí, Rio dos Sinos e Lago Guaíba) e da chamada “Região dos Vales” (municípios ao longo do Rio Taquari, Rio Caí, Rio Pardo e Rio Jacuí). “Esta análise preliminar ainda não foi validada no terreno e é apropriada para o planeamento geral das respostas operacionais aos resíduos e ações humanitárias relacionadas no estado”, destaca material veiculado pelos pesquisadores. Diante do alto volume evidente, pesquisadores têm debatido sobre a destinação de tanto entulho. Essa discussão considera que somente uma parte do material poderá ser recuperado, consertado ou reciclado, enquanto o restante precisará de uma destinação adequada e de menor impacto ambiental. Órgãos de Saúde têm alertado a população para utilizar equipamentos de proteção antes de manusear qualquer item ou superfície que teve contato direto com a enchente. No Estado, foram confirmadas ao menos duas mortes por leptospirose em pessoas que tiveram contato com a água contaminada. O IPH e o Núcleo de Estudos em Saneamento Ambiental (Nesa) da UFRGS divulgaram algumas orientações para a gestão de detritos oriundos da enchente. “O manejo adequado é fundamental para evitar que esses resíduos fiquem expostos em locais inadequados, o que poderia atrair vetores transmissores de doenças e complicar ainda mais a situação para a população e o meio ambiente”, explicou em publicação. Uma das principais orientações é a de priorizar a remoção e demolição de estruturas que coloquem pessoas em risco. Além disso, destaca-se que eletrônicos sem conserto, detritos industriais e resíduos de saúde devam ser separados dos demais e destinados a descarte especializado.

  • Rio Grande do Sul registra mais duas mortes por leptospirose

    A Secretaria da Saúde (SES) confirmou, nesta quinta-feira (23), mais duas mortes por leptospirose no Rio Grande do Sul. Com isso, já são quarto óbitos pela doença relacionados às enchentes no Estado. Os registros referem-se a dois homens, de 56 e 50 anos, moradores de Cachoeirinha e Porto Alegre, respectivamente. A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda e transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados, que pode vir a estar presente na água ou lama em locais com enchente. Neste mês, já foram confirmados 54 casos da doença. Nos dois óbitos divulgados nesta quinta, a confirmação se deu após o resultado positivo da amostra analisada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Alegre. O óbito do residente de Cachoeirinha ocorreu em 19 de maio. A morte do morador da capital ocorreu em 18 de maio. Os outros dois óbitos registados no Estado relacionados a este período de enchentes aconteceram em residentes de Venâncio Aires e Travesseiro. Episódios como alagamentos aumentam a chance de infecção. Por isso, é importante que a população procure um serviço de saúde logo nos primeiros sintomas: febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial, na panturrilha) e calafrios. O contágio pode ocorrer a partir do contato da pele com água contaminada, além de mucosas. Os sintomas surgem normalmente de cinco a 14 dias após a contaminação, podendo chegar a 30 dias. Outros casos e óbitos já haviam sido registrados antes do período de calamidade pública enfrentado pelo Rio Grande do Sul. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2024, até 19 de abril, ocorreram 129 casos e seis óbitos. Em 2023, foram 477 casos com 25 óbitos. Tratamento O tratamento com o uso de antibióticos deve ser iniciado no momento da suspeita por parte de um profissional de saúde. Para os casos leves, o atendimento é ambulatorial. Nos casos graves, a hospitalização deve ser imediata, visando evitar complicações e diminuir a letalidade. A automedicação não é indicada. Ao suspeitar da doença, a recomendação é procurar um serviço de saúde e relatar o contato com exposição de risco. O uso do antibiótico, conforme orientação médica, está indicado em qualquer período da doença, mas sua eficácia costuma ser maior na primeira semana do início dos sintomas. Limpeza Nos locais que tenham sido invadidos por água de chuva, recomenda-se fazer a desinfecção do ambiente com água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%), na proporção de um copo de água sanitária para um balde de 20 litros de água. Outras medidas de prevenção são: manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, manter a cozinha limpa sem restos de alimentos e retirar as sobras de alimentos ou ração de animais domésticos antes do anoitecer. Além disso, manter o terreno limpo e evitar entulhos e acúmulo de objetos nos quintais são medidas que ajudam a evitar a presença de roedores. A luz solar também ajuda a matar a bactéria. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) mantém monitoramento de algumas doenças e agravos de atenção em momentos de enchentes, conforme o balanço abaixo. Os dados são desta quinta, até às 17h. Leptospirose Casos notificados: 1.140Casos confirmados: 54Óbitos: 4 (Travesseiro, Venâncio, Porto Alegre, Cachoeirinha)Óbitos em investigação: 4 (Encantado, Sapucaia, Viamão e Tramandaí)Outras doenças (casos confirmados) Tétano acidental: 1Acidente antirrábico (AAR): 83Acidente com animais peçonhentos (AAP): 27

  • Lula avalia vetar taxação federal de compras internacionais até US$ 50

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (23), que pode vetar a taxação federal de remessas de até US$ 50, vindas do exterior. A cobrança do imposto de importação desses produtos foi incluída no projeto que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) que estava para ser votada nessa quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados. A votação, entretanto, foi adiada. “A tendência é vetar, mas a tendência também pode ser negociar”, disse o presidente, na manhã de hoje, em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto. Segundo Lula, ele está disponível para discutir o tema com o presidente da Câmara, Arthur Lira. “Cada um tem uma visão a respeito do assunto. Quem é que compra essas coisas? São mulheres a maioria, jovens, e tem muita bugigangas. Eu nem sei se essas bugigangas competem com as coisas brasileiras, nem sei”, acrescentou. Atualmente, por meio do programa Remessa Conforme, as compras do exterior abaixo de US$ 50 são isentas de impostos federais e taxadas somente pelo Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com alíquota de 17%, arrecadado pelos estados. O imposto de importação federal, de 60%, incide somente para remessas provenientes do exterior acima de US$ 50. A lista das empresas que já aderiram ao Remessa Conforme, que inclui Amazon, Shein e Shoppe, pode ser conferida na página da Receita Federal na internet. Ao incluir a taxação no projeto do Programa Mover, o relator do texto, deputado Átila Lira, manifestou "preocupação" com a indústria nacional e desequilíbrio na concorrência com os produtos fabricados no Brasil. A isenção também é questionada por entidades ligadas ao varejo. O presidente Lula, entretanto, defendeu que haja um equilíbrio de tratamento na cobrança de impostos da população, argumentando que pessoas em viagem ao exterior também tem isenção de cobranças. “Você tem as pessoas que viajam que tem isenção de US$ 500 no Free Shop, que tem mais isenção de US$ 1 mil dólares, e que não paga [imposto], que são gente de classe média. E como é que você vai proibir as pessoas pobres, meninas e moças que querem comprar uma bugiganga, um negócio de cabelo”, disse. “Quando discuti [o assunto com o vice-presidente Geraldo Alckmin], falei pro Alckmin: ‘tua mulher compra, minha mulher compra, tua filha compra, a filha de todo mundo compra, a filha do Lira compra, todo mundo compra’. Então, o que precisamos é tentar ver um jeito de não tentar ajudar uns prejudicando o outro, mas tentar fazer uma coisa uniforme. E estamos dispostos a conversar e encontrar uma saída”, acrescentou Lula.

  • Governo federal libera mais R$ 1,8 bilhão para ações de apoio ao RS

    O governo federal liberou mais R$ 1,8 bilhão para ações de reconstrução no Rio Grande do Sul. A autorização do crédito extraordinário foi feita por meio da edição da Medida Provisória 1.223/2024, publicada na noite desta quinta-feira (23). A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para não perder a validade. A maior parte do montante irá para ações da Defesa Civil e o Auxílio Reconstrução, somando mais de R$ 1,4 bilhão. Os recursos autorizados hoje poderão também ser usados para volta das atividades de universidades e institutos federais, assistência jurídica gratuita, serviços de conectividade, fiscalização ambiental, aquisição de equipamentos para conselhos tutelares e atuação das polícias Federal, Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública. No último dia 11, o governo federal já havia destinado R$ 12,1 bilhões, também por MP, ao estado, para abrigos, reposição de medicamentos, recuperação de rodovias e outros. >> Veja como será distribuição do crédito extraordinário de R$ 1,8 bilhão: - Retomada de atividades das universidades e institutos federais (R$ 22.626.909) - Fortalecimento da assistência jurídica integral e gratuita (R$ 13.831.693) - Suporte aos serviços de emergência e conectividade (R$ 27.861.384) - Ações de fiscalização e emergência ambiental (R$ 26.000.000) - Aquisição de equipamentos para Conselhos Tutelares (R$ 1.000.000) - Ações da Defesa Civil (R$ 269.710.000) - Auxílio Reconstrução (R$ 1.226.115.000) - Ações integradas das Polícias Federal, Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública (R$ 51.260.970). De acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o crédito visa atender "a diversas despesas relativas ao combate às consequências derivadas da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, tanto no aspecto de defesa civil e logística, como também o enfrentamento das consequências sociais e econômicas que prejudicam toda a população e os entes governamentais”. No total, já foram destinados R$ 62,5 bilhões ao estado, arrasado pelas chuvas, conforme a Presidência da República.

  • Sicredi dobra o valor arrecadado em movimento nacional para o Rio Grande do Sul e inicia nova mobilização

    As enchentes no Rio Grande do Sul causaram estragos significativos, e o estado ainda precisa de apoio e solidariedade para ajudar a população afetada. O Sicredi, instituição financeira cooperativa presente em todo o país, reafirma seu comprometimento com as comunidades gaúchas e dobrará cada real recebido por meio do pix da Fundação Sicredi. Até o momento, R$ 10 milhões foram recebidos nessa iniciativa, que teve início no dia 03 de maio, e o Sicredi aportou o mesmo valor doado, totalizando R$ 20 milhões. Esses recursos estão sendo destinados às cooperativas e utilizados de diferentes formas, considerando a necessidade da população de cada município, incluindo a compra mantimentos e de materiais necessários, adequados a cada situação. O Sicredi segue mobilizando os seus públicos, e continuará com a mesma dinâmica de igualar o valor recebidos via pix da Fundação Sicredi. A iniciativa reflete um dos pilares do cooperativismo que é a solidariedade, com a união de esforços para enfrentar os desafios. Os interessados em participar podem enviar suas doações, de qualquer valor, para a chave pix ajuders@sicredi.com.br, conferindo o nome favorecido como Fundação Sicredi. O diretor executivo do Sicredi, César Bochi, ressalta que as ações já anunciadas são apenas uma parte do empenho que as cooperativas vêm realizando para ajudar o Rio Grande do Sul nesse processo de reconstrução. "O desenvolvimento das regiões onde atuamos e o apoio às comunidades em todo o país, é parte da essência do Sicredi e não será diferente agora. A situação do RS requer uma resposta solidária e efetiva. Dobrar cada real recebido é uma das frentes em que estamos atuando. Nossas cooperativas estão mobilizadas nacionalmente para fazer muito mais, apoiando as comunidades afetadas e mostrando o verdadeiro poder da cooperação. Juntos, podemos fazer a diferença e apoiar aqueles que mais precisam neste momento desafiador", afirma. Dos 397 municípios do RS que declararam estado de calamidade e emergência, conforme decreto estadual do dia 05 de maio, o Sicredi tem presença em 388, abrangendo mais de 2 milhões de associados. Em 49 desses 388 municípios, só existe o Sicredi como instituição financeira fisicamente presente. Desde o início das enchentes que assolaram o estado, o Sicredi também vem cooperando com a comunidade de maneira geral com ações como a organização, com apoio de parceiros, de 16 centros de distribuição de donativos. “Acompanhamos de perto e vivenciamos o impacto das fortes chuvas no Rio Grande do Sul, mas rapidamente começamos a ver a força do cooperativismo mais uma vez construindo caminhos para ajudar as pessoas impactadas. As cooperativas criaram centros de distribuição no RS para reunir mantimentos e itens necessários para a população atingida. Os donativos recebidos nesses locais, até o momento, tiveram origem, principalmente, em entidades, como a Defesa Civil do Paraná, cooperativas do próprio Sicredi, que atuam no estado e em outras regiões do país, e outras cooperativas de diferentes ramos de atuação. É um movimento que nos dá esperança e ainda mais força para apoiar a reconstrução das comunidades onde atuamos”, afirma Márcio Port, presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste. Os centros de distribuição já receberam 97 caminhões com cargas de roupas, alimentos, água potável, produtos de higiene, itens para camas, entre outros. Os donativos têm sido destinados a abrigos, escolas, hospitais, Defesa Civil do RS, e comunidade em geral. A instituição também colaborou com a Defesa Civil do estado que atua no Centro de Operações de Proteção e Defesa Civil (Codec), no apoio à operacionalização de um assistente automatizado de atendimento ao cidadão, entre outras diversas ações locais realizadas pelas cooperativas em suas comunidades de atuação. Mais ações podem ser conferidas em https://www.sicredi.com.br/site/ajuders/. Associados A instituição adotou ainda uma série de procedimentos de auxílio aos seus associados. Dentre as principais medidas, o Sicredi possibilitou a postergação de vencimento das parcelas dos empréstimos e dos financiamentos feitos pelos associados e bloqueio dos protestos e negativações automáticas de títulos. Até o momento, foram realizadas mais de 50 mil prorrogações de parcelas. No segmento de seguros, foram adiados os vencimentos de parcelas e vigências dos contratos de seguros e priorizados os atendimentos para acionamento desse serviço. A instituição acrescenta que flexibilizou condições de resgate para produtos de investimentos e Previdência, assim como isentou o pagamento de multas e juros por atraso em consórcios. Também intensificou medidas para acelerar a emissão de segunda via de cartões, sem custos adicionais, e para substituição de maquininhas danificadas. Colaboradores O Sicredi também buscou garantir a segurança de seus colaboradores e familiares, apoiando-os desde o primeiro momento no processo de resgate, acomodação e suporte emocional e financeiro. No estado, são mais de 19 mil pessoas colaboradoras. Desabrigados receberam acesso imediato a locais para hospedagem, além de todos atingidos receberem antecipação do auxílio alimentação. A instituição reforçou ainda a disponibilidade do seu programa de suporte à saúde emocional, Sempre Bem, além de um trabalho direcionado aos casos críticos. Há, ainda, a organização de ações coordenadas para liberar os colaboradores em ações de voluntariado e apoio aos colegas mais atingidos.

  • Aumenta para R$ 5,2 milhões a ajuda dos Estados Unidos para o Rio Grande do Sul enfrentar as enchentes

    O vice-secretário de Estado norte-americano, Kurt M. Campbell, anunciou nesta semana que os Estados Unidos, por meio da USAID (Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional), enviarão mais R$ 4,16 milhões ao Rio Grande do Sul, elevando para R$ 5,2 milhões o total de ajuda do governo do país aos gaúchos atingidos pelas enchentes. O anúncio foi feito durante o Diálogo de Alto Nível Brasil-EUA, realizado em Washington como parte das comemorações aos 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. O evento contou com a presença da secretária-geral das Relações Exteriores do Brasil, embaixadora Maria Laura da Rocha, da embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Viotti, e da embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Frawley Bagley. Segundo o governo norte-americano, o apoio adicional visa atender as necessidades imediatas de gerenciamento de abrigos e fornecer serviços essenciais de proteção para as pessoas que tiveram de deixar suas casas. “Esse novo apoio se soma aos R$ 1,04 milhão já fornecidos pela USAID para facilitar o acesso à água potável, além de fornecer materiais de limpeza, kits de higiene e treinamento sobre as melhores práticas de água, saneamento e higiene. Esse apoio imediato também ofereceu o suporte psicossocial e de saúde mental para quase 5 mil pessoas em abrigos em 13 municípios”, informou o consulado dos EUA em Porto Alegre.

  • Por unanimidade, TSE rejeita cassação de mandato de Sergio Moro

    Publicado em 21/05/2024 - 22:41 Por André Richter - Repórter da Agência Brasil - Brasília O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por decisão unânime, nesta terça-feira (21) a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato. O tribunal negou recursos do PL e do PT contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, que manteve o mandato do parlamentar no mês passado. Moro foi acusado pelos partidos de realizar gastos irregulares no período de pré-campanha. Cabe recurso da decisão. No final de 2021, Moro estava no Podemos e realizou atos de pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a acusação, houve "desvantagem ilícita" em favor dos demais concorrentes ao cargo de senador diante dos "altos investimentos financeiros" realizados antes de Moro deixar a sigla e se candidatar ao Senado pelo partido União Brasil. Ao julgar os recursos, o TSE seguiu voto proferido pelo relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, para quem não há prova convincente de desvio de recursos partidários. O ministro considerou gastos irregulares de R$ 777 mil, mas entendeu que não ficou comprovada tentativa de fraudar a candidatura. Além disso, o relator ponderou que não há regra objetiva para gastos de pré-campanha. “Para caracterizar uma conduta fraudulenta ou desvio de finalidade, aptos a atrair a severa sanção de cassação de mandato e de inelegibilidade, é preciso mais que indícios, é preciso haver prova robusta”, afirmou o ministro. O voto foi seguido pelos ministros André Ramos Tavares, Nunes Marques, Raul Araújo, Maria Isabel Galotti, Cármen Lúcia e o presidente, Alexandre de Moraes. O vice-procurador eleitoral, Alexandre Espinosa, defendeu a absolvição de Moro. Segundo o procurador, não há regras específicas para restrição de pré-campanhas.  “Não há prova segura a cogitar de uma candidatura simulada à presidência da República", afirmou. Defesa Durante o julgamento, o advogado Gustavo Guedes disse que as acusações foram “infladas” pelos partidos e nenhum deles apontou valor correto para acusar o senador. Segundo o advogado, não há legislação que defina critérios para gastos de pré-campanha. “Não há parâmetros, não há jurisprudência, não há doutrina. Por isso, cada um que atua nesse caso aponta um número. Não há base, não há parâmetro”, argumentou. Entenda o julgamento No final de 2021, Moro estava no Podemos e realizou atos de pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a acusação, houve "desvantagem ilícita" em favor dos demais concorrentes ao cargo de senador diante dos "altos investimentos financeiros" realizados antes de Moro deixar a sigla e se candidatar ao Senado pelo partido União Brasil. Para o Ministério Público, foram gastos aproximadamente R$ 2 milhões, oriundos do Fundo Partidário, com o evento de filiação de Moro ao Podemos e com a contratação de produção de vídeos para promoção pessoal, além de consultorias eleitorais. O PL apontou supostos gastos irregulares de R$ 7 milhões. Para o PT, foram R$ 21 milhões. POR O SUL

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